Presença de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá em bairro de SP divide vizinhança e gera protestos

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A presença de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pela morte da menina Isabella em 2008, voltou a gerar polêmica em São Paulo. O casal, que cumpre pena em regime aberto, foi visto circulando normalmente em um condomínio de alto padrão na zona norte da capital, mesma região onde ocorreu o crime há 17 anos.

Segundo reportagem do Domingo Espetacular (Record), os dois foram flagrados em atividades cotidianas, o que causou indignação em parte dos moradores. Um abaixo-assinado com mais de duas mil assinaturas foi encaminhado ao Ministério Público pedindo uso de tornozeleira eletrônica, avaliação psiquiátrica e até regressão do regime de cumprimento de pena.

“Como eles são condenados, eles não têm o direito de estar no bairro em que mataram a pessoa”, disse o advogado Angelo Carpone, representante da associação de moradores que protocolou o pedido.

Apesar da pressão popular, a Justiça negou a solicitação, alegando que Alexandre e Anna Carolina estão cumprindo todas as condições previstas para a progressão de regime. No entanto, um recurso segue em análise e poderá ser avaliado pelas instâncias superiores.

A situação divide opiniões na vizinhança: enquanto alguns moradores afirmam sentir sensação de impunidade e insegurança com a presença do casal, outros defendem o direito à ressocialização, argumentando que eles já cumpriram parte da pena e devem ter oportunidade de reconstruir suas vidas.

O caso Isabella Nardoni chocou o país em 2008, quando a menina de 5 anos foi jogada do sexto andar do prédio onde morava seu pai, Alexandre. Ele foi condenado a 30 anos e dois meses de prisão e Anna Carolina, a 26 anos e oito meses.

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Bolsonaro pode ser preso até dezembro; STF analisa recursos de defesa

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O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados condenados por envolvimento em uma trama golpista podem enfrentar a execução de suas penas até dezembro deste ano, caso os recursos apresentados por suas defesas sejam rejeitados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A condenação, que varia entre 16 e 27 anos de prisão em regime fechado, foi decidida pela Primeira Turma do STF na última quinta-feira (11).

Detalhes da condenação

A decisão do STF não é imediata, uma vez que os réus ainda têm a possibilidade de recorrer. O tribunal tem um prazo de até 60 dias para publicar o acórdão, que contém os votos dos ministros. Após essa publicação, as defesas terão cinco dias para apresentar embargos de declaração, um recurso que visa esclarecer eventuais omissões ou contradições na decisão. Contudo, esse tipo de recurso geralmente não altera o resultado do julgamento e tende a ser negado.

A expectativa é que o julgamento dos embargos ocorra entre novembro e dezembro. Caso sejam rejeitados, o STF determinará a execução imediata das penas. Importante ressaltar que, como a votação teve um placar de 4 a 1, os réus não poderão levar o caso ao plenário, já que precisariam de ao menos dois votos favoráveis à absolvição para isso.

Condições de prisão

Se as penas forem efetivamente executadas, é provável que os condenados não sejam enviados a celas comuns. De acordo com o Código de Processo Penal, oficiais do Exército têm direito a uma prisão especial. Entre os condenados, quatro são militares do Exército, um da Marinha e dois delegados da Polícia Federal, que também podem usufruir dessa prerrogativa. As celas especiais estão localizadas em unidades como o presídio da Papuda, em Brasília, e na superintendência da Polícia Federal.

O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, será responsável por decidir o local de cumprimento das penas. Além disso, Bolsonaro poderá solicitar a possibilidade de cumprir sua pena em prisão domiciliar, considerando problemas de saúde decorrentes de um atentado sofrido em 2018. Essa medida, no entanto, não é automática e dependerá de avaliação judicial.

Contexto e implicações

A condenação de Bolsonaro e seus aliados ocorre em um momento crítico da política brasileira, onde a polarização e os debates sobre a democracia estão em alta. A trama golpista, que envolveu tentativas de desestabilizar o governo, levanta questões sobre a segurança institucional e a integridade do processo democrático no país.

Além disso, a condenação torna Bolsonaro inelegível até 2060, o que pode impactar sua influência política futura e a dinâmica do cenário eleitoral brasileiro. A situação dos réus, incluindo a possibilidade de delação premiada de alguns deles, como Mauro Cid, também pode trazer novas revelações sobre as ações e os planos que levaram à condenação.

As próximas semanas serão cruciais para o desfecho desse caso, que promete continuar a ser um tema de grande relevância na mídia e na sociedade brasileira.

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Foto: Marcos Correa/Arquivo/PR

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Primeira Turma do STF aplica pena de mais de 27 anos de prisão a Jair Bolsonaro

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quinta-feira (11), o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo conjunto de crimes imputados na ação penal conhecida como “Trama Golpista” — entre eles tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A punição imposta foi de 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado. O ministro Luiz Fux votou pela absolvição de Bolsonaro.

A condenação ocorreu por 4 votos a 1, com os ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin favoráveis à condenação.

O que é a “Trama Golpista”

A denúncia da Procuradoria-Geral da República aponta que Bolsonaro liderou uma organização criminosa com aliados — ex-ministros, militares e agentes públicos — cujo objetivo era impedir a posse do presidente eleito em 1º de janeiro de 2023 e subverter a democracia brasileira.

São atribuídos aos réus, além do ex-presidente, crimes como:

  • tentativa de golpe de Estado;
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • organização criminosa armada;
  • dano qualificado;
  • deterioração de patrimônio tombado.

A duração do processo até a condenação

O processo (Ação Penal 2.668) passou por diversas etapas antes da conclusão do julgamento:

  • Em março de 2025, a Primeira Turma do STF recebeu a denúncia, tornando réus Bolsonaro e outros sete integrantes do chamado núcleo central da trama.
  • Sustentações orais das defesas foram feitas nos primeiros dias de setembro.
  • O julgamento em plenário presencial se iniciou em 2 de setembro, com sessões reservadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.
  • Durante esses dias, foram apresentados os votos dos ministros, inclusive o voto divergente do ministro Luiz Fux, que durou cerca de 11‐14 horas.

Em suma, do recebimento da denúncia à votação final, o processo levou cerca de seis meses, com o julgamento efetivo ocupando cerca de uma semana (2 a 12 de setembro) para a fase decisória.

Implicações e próximas etapas

Com a condenação, Bolsonaro fica inelegível e poderá recorrer das decisões. A execução da pena não será automática: depende de eventual trânsito em julgado ou de que os recursos sejam rejeitados.

A decisão marca um marco inédito: é a primeira vez que um ex-presidente do Brasil é condenado por crimes relacionados a uma tentativa de ruptura democrática desse tipo.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Trama do Golpe: Ministro Fux vota pela anulação de ação penal por cerceamento de defesa

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou nesta quarta-feira (10) seu voto favorável à anulação da ação penal que investiga uma suposta trama golpista relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Fux argumentou que houve cerceamento de defesa, uma vez que os advogados dos réus não tiveram tempo adequado para analisar o vasto volume de dados apresentados no processo.

Divergência no STF

O voto de Fux divergiu do relator, ministro Alexandre de Moraes, e do ministro Flávio Dino, que na terça-feira (9) rejeitaram as preliminares levantadas pela defesa, incluindo a alegação de cerceamento. Para Fux, a quantidade de informações, que ultrapassa 70 terabytes, foi disponibilizada de forma tardia, prejudicando a defesa dos réus. “Apenas em meados de maio, cerca de cinco dias antes do início da oitiva das testemunhas, a Polícia Federal enviou links de acesso para as defesas”, destacou o ministro.
Fux comparou a situação a um “tsunami de dados”, que dificultou a análise e a preparação das defesas. Ele enfatizou que novos arquivos foram adicionados ao processo mesmo durante a instrução, o que complicou ainda mais a situação. O ministro já havia manifestado anteriormente sua posição de que o STF não deveria julgar os réus, uma vez que nenhum deles possui foro privilegiado.

Contexto do Julgamento

O julgamento, que teve início em 2 de setembro, envolve oito réus, incluindo Jair Bolsonaro e ex-ministros de seu governo, acusados de crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma denúncia abrangente, e o procurador-geral Paulo Gonet se manifestou a favor da condenação de todos os envolvidos.

Na sessão de terça-feira, Moraes e Dino votaram pela condenação dos réus, enquanto Fux se posicionou de forma contrária, levantando questões sobre a validade do processo. O julgamento deve ser concluído até sexta-feira (12), com a expectativa de que a ministra Cármen Lúcia e o ministro Cristiano Zanin também se manifestem.

Implicações e Próximos Passos

As decisões do STF têm grande impacto no cenário político brasileiro, especialmente considerando a relevância do caso que envolve um ex-presidente. A anulação da ação penal pode abrir novos caminhos para a defesa dos réus e alterar o rumo das investigações.

O julgamento segue em andamento, e a sociedade aguarda com expectativa as próximas votações e os desdobramentos desse caso que envolve figuras centrais da política nacional.

Para mais informações sobre o andamento do julgamento e detalhes sobre os réus, acompanhe as atualizações em nosso portal.


Fonte: Ag. Brasil – Foto: Fabio Luiz Pozzebom/Ag. Brasil

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Assassino foragido há 7 anos é preso pela GCM menos de dez minutos após alerta do Smart Sampa

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Um homem condenado por homicídio e foragido da Justiça há mais de sete anos foi capturado na manhã deste domingo (7) pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) menos de 10 minutos após o sistema do Programa Smart Sampa emitir o alerta de reconhecimento facial na região da Rua 25 de Março, no Centro da cidade.

Ele caminhava pela Rua da Cantareira, próximo ao Mercado Municipal de São Paulo, de óculos escuros e boné, quando teve sua imagem capturada pelas câmeras do Smart Sampa. O sistema de reconhecimento facial o apontou como um foragido da Justiça e o alerta foi imediatamente transmitido à central de monitoramento, que confirmou a informação e acionou a equipe da GCM mais próxima do local.

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Em menos de 10 minutos, os agentes o localizaram e abordaram, sem necessidade de confronto ou disparo de arma de fogo. O criminoso estava na esquina da Rua da Cantareira com a Comendador Afonso Kherlakian, e foi levado ao 8º Distrito Policial (Brás), onde a autoridade de plantão elaborou o boletim de ocorrência e determinou seu recolhimento.

A ação demonstra a eficiência do programa Smart Sampa, que alia inteligência artificial, videomonitoramento e resposta rápida em campo, garantindo mais segurança à população, mesmo em áreas de grande circulação como a região da 25 de Março, principal centro comercial do País. 

Desde novembro de 2024, a GCM já tirou das ruas 1.824 foragidos da Justiça, entre homicidas, estupradores, ladrões, chefes de quadrilha, entre outros criminosos de alta periculosidade. Além disso, 3.228 pessoas foram presas em flagrante e 86 desaparecidos foram localizados.

No total, o programa já conta com mais de 34,2 mil câmeras estrategicamente posicionadas pela cidade, sendo 8.000 na região central, 3.000 na Zona Norte, 7.300 na Zona Sul, 8.200 na Zona Leste, e 7.700 na Zona Oeste.

Veja o momento da prisão:


Fonte/foto: Pref. de S. Paulo

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Motorista acusado de abusar de menores em Alphaville é solto após habeas corpus

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O motorista Marcos Eduardo Bernardes Silva, conhecido como “Marcão”, de 56 anos, foi solto na última segunda-feira (1º) após a Justiça aceitar um pedido de habeas corpus. Ele estava preso preventivamente sob suspeita de abuso sexual contra adolescentes em Alphaville, na Grande São Paulo.

A decisão que determinou a expedição do alvará de soltura foi assinada pelo desembargador Guilherme de Souza Nucci. Como medidas cautelares, Marcão não poderá deixar a Comarca e deverá manter distância mínima de 100 metros das vítimas e testemunhas.

Denúncia do Ministério Público

Dois dias antes da soltura, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) havia apresentado denúncia contra o motorista, descrevendo-o como um “predador sexual”. A promotora Renata Caetano Pereira afirma que Marcão se aproximava dos jovens se passando por amigo e usava “voz infantilizada” para conquistar a confiança deles.

Segundo a acusação, ele oferecia bebidas alcoólicas, entregava a direção do carro a adolescentes sem habilitação, comprava conteúdo pornográfico produzido por eles, induzia à exploração sexual e os submetia a situações vexatórias.

O motorista prestava serviços a famílias de condomínios de luxo da região, transportando estudantes de escolas renomadas, como Morumbi, St. Nicholas, Pentágono e Internacional. Estima-se que ele tenha convivido com mais de 100 adolescentes.

Entre as vítimas apontadas pelo MPSP estariam o filho de um desembargador e o de um dirigente de destaque do futebol brasileiro. Para cada vítima identificada, a promotoria pediu indenização de R$ 100 mil.

Marcão foi denunciado pelos crimes de violação sexual mediante fraude, favorecimento da prostituição de vulneráveis, corrupção de menores, falsidade ideológica, entrega de veículo a não habilitados, fornecimento de bebida alcoólica a menores, submissão a constrangimento e comércio de material pornográfico infantil.

Defesa e contestação

A defesa havia pedido anteriormente a revogação da prisão preventiva, alegando que o réu sofre de doença grave e é responsável pelo sustento da mãe, de 91 anos. A solicitação foi negada pela juíza Natália Domingues Takaki em julho, sob o argumento de risco de reiteração criminosa.

Com o habeas corpus aceito pelo Tribunal de Justiça, Marcão deixou a prisão, mas o processo segue em análise. A Justiça ainda decidirá se aceita a denúncia para transformá-lo em réu.

A advogada Lygia Torres, representante de uma das vítimas, criticou a decisão:
— A vida das crianças, a integridade física e psicológica ficam vulneráveis. Agora, o homem é reinserido nos mesmos ambientes que as vítimas frequentavam — declarou, adiantando que recorrerá para tentar revogar o habeas corpus.

Já a defesa de Marcos Eduardo Bernardes Silva informou que se manifestará nos autos.

*Com informações SBT News

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Foto: Reprodução/SBT News

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Thiago Brennand é condenado a mais oito anos de prisão em outra ação por estupro

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O empresário Thiago Brennand foi condenado pelo crime de estupro a uma pena de oito anos de prisão, em regime fechado. Ele também terá de pagar indenização de ao menos R$ 200 mil. 

O processo, que era o nono pelo qual ele respondeu, era também o último em aberto segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Como tramita em segredo de justiça, não há mais detalhes sobre esta condenação.

Thiago Brennand está preso desde 2023, tendo passado pelo Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista, e de lá foi transferido para o presídio Tremembé II, no interior do estado. Este processo era o único que não havia passado por julgamento. 

Ele foi condenado em cinco processos e chegou a acordos extrajudiciais em outros dois, em todos respondendo por crimes que variam entre agressões, violência contra a mulher e estupros.

A última condenação do empresário ocorreu em setembro, em outra ação por estupro, por crimes cometidos repetidamente entre 2015 e 2016 no Jardim Europa, bairro nobre da capital paulista. De acordo com os autos, após uma primeira relação consentida, Brennand ameaçou e agrediu a vítima para levá-la à prática dos atos íntimos, sem preservativo, quando contaminou a mulher com doença sexualmente transmissível. Houve ameaças indiretas também à filha da vítima, exibindo uma arma de fogo para ela. 

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Fonte: Ag. Brasil – Foto: Reprodução/Redes Sociais

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STF inicia julgamento de Jair Bolsonaro por suposta trama golpista

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O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta terça-feira (2) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus acusados de participação em uma trama golpista para mantê-lo no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.

A análise do caso será feita pela Primeira Turma da Corte, em um cronograma de oito sessões que se estende até 12 de setembro, intercalando reuniões pela manhã e à tarde. A abertura está marcada para as 9h, sob presidência do ministro Cristiano Zanin. O relator, ministro Alexandre de Moraes, fará a leitura do relatório inicial.

O calendário das sessões

  • 2 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h: leitura do relatório.
  • 3 de setembro – 9h às 12h: sustentações orais das defesas.
  • 9 e 12 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h: continuidade dos votos e debates.
  • 10 de setembro – 9h às 12h: sessão única.

Os réus e o “núcleo crucial”

Além de Bolsonaro, compõem o grupo central da denúncia apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR):

  • Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, candidato a vice em 2022);
  • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens e delator);
  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da ABIN);
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);
  • Augusto Heleno (ex-ministro do GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa).

Segundo a PGR, o grupo teria articulado desde 2021 uma ofensiva contra a democracia, baseada na propagação de desinformação sobre fraudes eleitorais, tentativas de apoio militar e planos para interromper a transição de governo.

Segurança reforçada em Brasília

Diante da relevância e da sensibilidade do julgamento, o STF montou um esquema de segurança robusto na Praça dos Três Poderes e em áreas próximas. As ações incluem varreduras diárias com cães farejadores, drones com tecnologia térmica, monitoramento da deep web, vigilância nas residências dos ministros e uma célula integrada de inteligência atuando em tempo real.

Acusações e possíveis penas

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto. Ele responde por crimes como golpe de Estado, associação criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e ameaça. Se condenado, as penas podem ultrapassar 40 anos de prisão, chegando a 43 anos, de acordo com a denúncia da PGR.

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Foto: Reprodução/Flickr/Jair Bolsonaro

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Professor de Direito de Alphaville garante condenação de assassino de sua aluna a 29 anos de prisão

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O professor e advogado criminalista Doutor Ricardo Martins, do curso de Direito de Alphaville, conseguiu a condenação de Dadie Barbosa Alves, responsável pelo assassinato brutal de sua aluna Carla de Oliveira Vieira, de 29 anos. O réu foi sentenciado pelo Tribunal do Júri a 29 anos, 8 meses e 17 dias de prisão.

Ricardo Martins foi contratado pelos pais da vítima para atuar como assistente de acusação ao lado do Ministério Público, desempenhando papel decisivo no processo que resultou na condenação. “Foi um julgamento bem longo, com muitas testemunhas sendo ouvidas, mas, no final, a Justiça foi feita com a condenação do réu”, destacou o professor.

Dr. Ricardo Martins ao lado da Dra. Natalia Lopes durante julgamento de Dadie Barbosa Alves. – Foto: Reprodução/Instagram

O crime

Carla foi morta em 19 de junho de 2024, no apartamento onde vivia com o marido, em Santana de Parnaíba. Segundo a investigação, ela foi golpeada 25 vezes com uma faca, em um ataque presenciado pelo irmão, Kaic Vieira, de 25 anos, que também morava no local.

Dadie assassinou Carla por ciúmes devido a uma suposta traição. – Foto: Reprodução

Movido por ciúmes devido a uma suposta traição, o réu evidenciou comportamento possessivo e patriarcal. Para a acusação, esse fator tornou ainda mais reprovável a conduta homicida, classificada como feminicídio, além de qualificada por motivo fútil e pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Após o crime, Dadie tentou fugir, mas foi detido em flagrante pela Guarda Civil Municipal (GCM).

O julgamento

O julgamento durou cerca de 12 horas e foi acompanhado por familiares da vítima, além de dezenas de estudantes de Direito da região. O Conselho de Sentença reconheceu as três qualificadoras apresentadas pela acusação, o que resultou na pena superior a 29 anos de prisão.

Especialista em casos de homicídio e com experiência em processos de grande repercussão, Ricardo Martins ressaltou que a sentença representa um passo importante na luta contra a violência de gênero.

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Fotos: Reprodução

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Homem que matou esposa em Santana de Parnaíba é condenado a mais de 29 anos de prisão

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O Tribunal do Júri de Santana de Parnaíba condenou, nesta quarta-feira (20), Dadie Barbosa Alves a 29 anos, 8 meses e 17 dias de prisão pelo assassinato da esposa, Carla de Oliveira Vieira, de 29 anos. O crime ocorreu em junho de 2024, no bairro Fazendinha.

Após cerca de 12 horas de julgamento, o réu foi considerado culpado por feminicídio e também condenado ao pagamento de indenização mínima de R$ 100 mil à filha da vítima.

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O caso

Carla foi morta no dia 19 de junho de 2024, dentro do apartamento onde morava com o marido. Segundo a investigação, ela sofreu 25 facadas, em um ataque presenciado pelo irmão, Kaic Vieira, de 25 anos, que também residia no local.

Após o crime, Dadie tentou fugir, mas acabou detido em flagrante pela Guarda Civil Municipal (GCM).

A condenação foi recebida como um passo importante no combate à violência contra a mulher. O caso ganhou grande repercussão na região e mobilizou diversas pessoas, que acompanharam o julgamento de perto.

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