Trabalhadores da antiga Transwolff encerraram a paralisação após reunião com a Prefeitura e a SPTrans; operação começou a ser normalizada às 13h50
Os motoristas e cobradores da antiga Transwolff encerraram a greve na tarde desta segunda-feira (19), após uma reunião entre representantes dos trabalhadores, a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans. A paralisação começou pela manhã e afetou 67 linhas de ônibus na zona sul da capital, prejudicando cerca de 267 mil passageiros.
Segundo a administração municipal, a operação das linhas começou a ser normalizada gradativamente a partir das 13h50. Durante a manhã, pontos de ônibus permaneceram lotados, apesar da ativação do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), que cobriu 37 das 67 linhas afetadas.
A Prefeitura afirmou que a paralisação foi realizada sem o aviso prévio de 72 horas previsto na legislação para esse tipo de movimento. Em nota, também informou que os trabalhadores que deixaram de exercer suas atividades durante o ato terão o dia descontado dos pagamentos.
Trabalhadores cobram esclarecimentos sobre direitos
Os funcionários reivindicavam documentos sobre a situação dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e de outros direitos trabalhistas após o encerramento do contrato com a Transwolff.
A empresa operou linhas de ônibus da capital durante anos. Após a decretação da caducidade do contrato, as linhas passaram a ser administradas e operadas pela SPTrans.
A empresa municipal afirma que os salários e benefícios dos trabalhadores estão em dia. Sobre o FGTS e o INSS, informou que os depósitos são realizados integralmente em juízo e aguardam deliberação do Judiciário.
Em relação ao plano de saúde, a SPTrans declarou que está em andamento um processo de licitação para contratar um fornecedor. Enquanto isso, os funcionários recebem o valor de compensação previsto em acordo coletivo.
Sindicato diz não ter recebido comunicação oficial
O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindimotoristas) afirmou que não recebeu comunicação oficial sobre eventual paralisação dos trabalhadores da antiga Transwolff.
Em nota, a entidade defendeu que reivindicações trabalhistas e possíveis paralisações sejam tratadas com responsabilidade, por meio de informações corretas e canais legítimos de negociação. O sindicato também reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos da categoria.
A SPTrans informou ainda que pretende iniciar nos próximos dias o processo de alteração da identidade visual dos veículos. Segundo a empresa, a licitação para contratação dos serviços de funilaria, incluindo a remoção dos adesivos, foi concluída na quinta-feira (15). A mudança, afirmou a companhia, não altera a relação com os funcionários nem compromete os pagamentos.
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Foto: Fernando Frazão/ABR
