Brasil lidera América Latina em número de milionários, mas é campeão global em desigualdade

Brasil lidera América Latina em número de milionários, mas é campeão global em desigualdade

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O Brasil atingiu em 2024 a marca de 433 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,5 milhões), segundo o relatório Global Wealth Report, elaborado pelo banco suíço UBS. Com esse número, o país se consolida como o líder em milionários na América Latina e ocupa a 19ª colocação no ranking global.

O levantamento analisou a dinâmica da riqueza em 56 países responsáveis por mais de 92% da riqueza mundial. No Brasil, o número de milionários cresceu 1,6% entre 2023 e 2024. O país está à frente de economias como Rússia e México, mas ainda distante de líderes como os Estados Unidos (23,8 milhões de milionários), China (6,3 milhões), França (2,8 milhões), Japão (2,7 milhões) e Alemanha (2,6 milhões).

Na América Latina, o México aparece em segundo lugar, com 399 mil milionários.

Patrimônio médio cresce, mas desigualdade se mantém alta

Além do aumento no número de milionários, o Brasil também registrou crescimento no patrimônio da população em geral. A média de riqueza por adulto subiu 6,4% em 2024, enquanto a mediana cresceu 9%, ambos os índices ajustados pela inflação. Desde o início da década, a média acumulou alta de 23%, e a mediana, de 28%.

Apesar dos avanços, o relatório chama atenção para a alta concentração de riqueza no Brasil. O país divide com a Rússia o maior índice de Gini patrimonial do mundo: 0,82 — em uma escala de 0 a 1, em que quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade.

Outros países com altos níveis de concentração são África do Sul (0,81), Emirados Árabes Unidos (0,81) e Arábia Saudita (0,80). Nações com economias igualmente avançadas, como Alemanha (0,68), Suíça (0,67) e China (0,62), exibem índices consideravelmente menores.

Ranking global de milionários em 2024

(quantidade de pessoas com mais de US$ 1 milhão):

  1. Estados Unidos
  2. China
  3. França
  4. Japão
  5. Alemanha
  6. Reino Unido
  7. Canadá
  8. Austrália
  9. Itália
  10. Coreia do Sul
  11. Brasil
  12. Rússia
  13. México

Países com maior desigualdade patrimonial (Índice de Gini):

  1. Brasil – 0,82
  2. Rússia – 0,82
  3. África do Sul – 0,81
  4. Emirados Árabes Unidos – 0,81
  5. Arábia Saudita – 0,80
  6. Suécia – 0,77
  7. Estados Unidos – 0,77

Apesar do crescimento econômico e do avanço patrimonial, o estudo do UBS reforça que a concentração de riqueza continua sendo um dos principais entraves ao desenvolvimento social no Brasil, exigindo políticas públicas mais eficazes para promover maior equidade.

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Foto: C. Fernandes/Getty Images

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