GCM prende suspeito armado após agressão e ameaça contra mulher em Santana de Parnaíba

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A Guarda Civil Municipal (GCM) de Santana de Parnaíba prendeu um homem suspeito de agredir e ameaçar de morte a companheira durante a madrugada desta quinta-feira (4).

As equipes foram acionadas após uma denúncia de violência doméstica e encontraram a vítima abrigada na portaria de um condomínio. Segundo a GCM, a mulher apresentava ferimentos na cabeça no momento do atendimento.

Homem foi encaminhado para a Delegacia da
Mulher de Barueri. | Foto: Divulgação/PMSP

Suspeito tentou fugir

De acordo com o relato da vítima, o agressor teria deixado o local e retornaria armado para continuar as ameaças. Ao perceber a chegada das equipes, o suspeito tentou fugir, mas foi acompanhado e detido pelos guardas municipais.

Durante a perseguição, ele teria descartado um revólver calibre 38 com seis munições intactas. A arma possuía numeração suprimida, segundo a corporação.

Foto: Divulgação/PMSP

Caso foi encaminhado à DDM

Após a prisão, o homem foi levado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri.

Ele permaneceu à disposição da Justiça e deverá responder por ameaça no contexto de violência doméstica e porte ilegal de arma de fogo.

A vítima recebeu atendimento e o caso seguirá sob investigação das autoridades competentes.

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Imagens: Divulgação/Redes Sociais/PMSP

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Estupros sobem 13% em São Paulo e passam de 1,3 mil casos em abril

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O estado de São Paulo registrou aumento nos casos de estupro, agressões contra mulheres e descumprimento de medidas protetivas durante o mês de abril. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) e apontam crescimento em diversos indicadores de violência.

Segundo o levantamento, foram registrados 1.328 casos de estupro no estado em abril deste ano. O número representa alta de 13% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 1.174 ocorrências.

Os dados também mostram avanço nos registros de violência doméstica e agressões físicas contra mulheres.

Agressões contra mulheres cresceram 24%

Os casos de lesão corporal dolosa contra mulheres chegaram a 6.508 registros em abril.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o aumento foi de 24%, o equivalente a 1.268 ocorrências a mais.

Outro indicador que apresentou crescimento significativo foi o descumprimento de medidas protetivas de urgência.

Segundo a SSP, foram contabilizados 2.345 registros em abril deste ano, ante 1.899 no mesmo período de 2025, uma alta de 23,5%.

Feminicídios permanecem estáveis

Os casos de feminicídio apresentaram estabilidade no estado.

Em abril, 20 mulheres foram vítimas do crime, contra 21 no mesmo mês do ano passado.

Apesar disso, as tentativas de homicídio contra mulheres aumentaram de 97 para 120 casos, crescimento de 23,7% na comparação anual.

Homicídios também registraram aumento

Os homicídios dolosos, quando há intenção de matar, passaram de 197 para 202 ocorrências em abril.

O número de vítimas subiu de 204 para 210 no mesmo período.

Os dados fazem parte das estatísticas criminais divulgadas mensalmente pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e servem de base para o monitoramento dos índices de violência no estado.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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Mulher finge pedir pizza ao 190 e é salva pela PM em São Paulo

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Uma mulher de 30 anos vítima de violência doméstica conseguiu pedir ajuda à Polícia Militar fingindo fazer um pedido de pizza pelo telefone 190. O caso aconteceu no último sábado (23), no Jardim São Francisco, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo a Polícia Militar, a vítima ligou para o serviço de emergência enquanto o companheiro ainda estava dentro da casa. Para evitar suspeitas, ela simulou uma ligação comum para uma pizzaria.

“Oi, eu gostaria de pedir uma pizza”, disse a mulher à atendente.

Ao perceber que poderia se tratar de um pedido de socorro, a policial manteve a conversa de forma discreta e perguntou qual seria o “sabor” da pizza. Em seguida, solicitou o endereço para a suposta entrega.

A vítima ainda pediu para ser avisada quando o “motoboy” estivesse chegando.

Com a suspeita confirmada, uma equipe do 37º Batalhão da Polícia Militar Metropolitana foi enviada imediatamente ao endereço.

Ao chegarem ao imóvel, os policiais avisaram que “a pizza havia chegado”. A mulher saiu da residência apresentando sinais de nervosismo e tremores e contou aos agentes que vinha sendo agredida pelo companheiro, que também possuía uma arma de fogo.

Ela foi retirada do local e levada para um ambiente seguro.

Homem tentou fugir e foi preso

De acordo com a PM, o suspeito, de 32 anos, tentou deixar a casa, mas acabou detido pelos policiais.

Durante as buscas no imóvel, os agentes localizaram um revólver com numeração raspada e cinco munições.

Segundo o boletim de ocorrência, o homem teria usado um espelho para agredir a vítima. A filha do casal, de apenas 3 anos, também ficou ferida após ser atingida por estilhaços.

A criança foi encaminhada ao Hospital M’Boi Mirim para exames médicos.

O caso foi registrado no 47º Distrito Policial, no Capão Redondo, como lesão corporal, violência doméstica, ameaça, violência psicológica contra a mulher, dano, perigo para a vida e posse ilegal de arma de fogo.

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Feminicídios crescem 57% em março e acendem alerta em São Paulo

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O estado de São Paulo registrou 30 vítimas de feminicídio em março, maior número da série histórica para o mês e um aumento de 57,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados acendem um alerta sobre a escalada da violência contra mulheres no estado.

No acumulado do primeiro trimestre, foram 86 mulheres assassinadas, alta de 41% em comparação com o mesmo período de 2025, quando houve 61 casos. As informações são da Secretaria da Segurança Pública.

O avanço dos números também aparece em outros indicadores de violência doméstica. Os casos de descumprimento de medida protetiva somaram 3.020 ocorrências entre janeiro e março, crescimento de 31,9% na comparação anual.

Além disso, os registros de agressão física contra mulheres também aumentaram. Foram 19.249 casos de lesão corporal dolosa no período, alta de 7,4% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Os dados reforçam a preocupação com a efetividade das medidas de proteção e evidenciam a necessidade de ampliação de políticas públicas de prevenção e combate à violência de gênero.

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Foto: Tomaz Silva/Ag. Brasil

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Pela primeira vez uma mulher assume o comando da PM de SP

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A Polícia Militar do Estado de São Paulo passou a ser comandada pela coronel Glauce Anselmo Cavalli, primeira mulher a assumir o posto em quase 200 anos de história da corporação. À frente de um efetivo com mais de 81 mil integrantes, ela assume com a missão de fortalecer a atuação policial e ampliar políticas de proteção à população.

A nomeação marca um momento simbólico para a instituição e reforça a representatividade feminina em cargos de liderança. A nova comandante destaca que o desafio vai além do pioneirismo e envolve a construção de uma corporação mais eficiente, ética e alinhada às demandas da sociedade.

Com discurso voltado à cooperação interna, Glauce defende uma atuação integrada entre os policiais como caminho para melhores resultados. A expectativa é que a redução dos índices criminais também se reflita na sensação de segurança da população.

Entre as prioridades da gestão está o enfrentamento à violência contra a mulher. A comandante pretende ampliar estruturas de acolhimento, fortalecer o atendimento especializado e expandir iniciativas como espaços dedicados às vítimas e atendimento por videochamada.

A estratégia inclui ainda o uso de tecnologia e a reorganização de recursos operacionais para melhorar a resposta da corporação em diferentes regiões do estado.

Com 33 anos de carreira, Glauce iniciou a trajetória na Polícia Militar ainda jovem e passou por diferentes funções, incluindo o comando de unidades, áreas administrativas e setores estratégicos da corporação.

Ao longo da carreira, acumulou experiência em diversas regiões, com destaque para a atuação no interior paulista, além de funções como chefia de áreas financeiras, operacionais e de comunicação.

Fora da rotina profissional, a comandante destaca a importância da família e de atividades pessoais como leitura e viagens, que contribuem para o equilíbrio e a tomada de decisões.

A chegada de Glauce ao comando da PM simboliza uma nova fase para a corporação, com foco em liderança colaborativa, inovação e fortalecimento das políticas de segurança pública no estado.

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Santana de Parnaíba equipa GCM com celulares para agilizar atendimento a mulheres vítimas de violência

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A Guarda Civil Municipal (GCM) de Santana de Parnaíba inaugura, nesta sexta-feira (20), uma nova base operacional e passa a contar com 47 celulares destinados exclusivamente ao atendimento de ocorrências de violência contra mulheres. As iniciativas integram o pacote de investimentos da prefeitura para reforçar a segurança pública e ampliar a proteção às vítimas no município.

A nova base faz parte do Complexo de Segurança, que também reúne a Delegacia de Polícia Civil e a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A inauguração está marcada para as 17h30, na Estrada dos Romeiros, km 38,5, nas proximidades da Barragem Edgard de Souza, e deve contar com a presença do prefeito Elvis Cezar (Republicanos), além de autoridades locais e regionais.

Com cerca de 4 mil metros quadrados de área construída, a estrutura foi viabilizada com recursos totalmente municipais. O espaço inclui salas administrativas e operacionais, academia, sala de defesa pessoal, refeitório, área para higienização de viaturas, estacionamento com capacidade para 165 veículos, estande de tiro, quadra poliesportiva e área destinada ao Canil.

Além da nova base, a GCM passa a operar com 47 aparelhos celulares doados pela Secretaria da Mulher e da Família. Os dispositivos serão utilizados exclusivamente no atendimento de casos de violência contra mulheres, com o objetivo de agilizar o contato, melhorar o acompanhamento das ocorrências e ampliar a rede de proteção às vítimas.

A medida reforça as ações voltadas à segurança pública no município, com foco especial na proteção das mulheres, tema que ganha destaque neste período de mobilização e conscientização.

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Foto: Fabiano Martins/PMSP

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De vítima de violência doméstica a voz do 190: a história da cabo Kátia na PM de SP

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Quase três décadas após sofrer agressões dentro de casa, a cabo da Polícia Militar Kátia Cilene se tornou uma das vozes responsáveis por atender pedidos de socorro no telefone de emergência 190 em São Paulo. A policial só reconheceu oficialmente que também havia sido vítima de violência doméstica ao participar, em 2023, do curso da Cabine Lilás, programa voltado ao atendimento especializado de mulheres em situação de violência.

A trajetória começou ainda na juventude. Aos 19 anos, grávida do primeiro filho, Kátia deixou Recife (PE) e se mudou para a capital paulista com o então marido. Impedida de trabalhar, passou a viver sob controle e violência psicológica dentro de casa.

“Eu achava normal, achava que precisava melhorar e que a culpa era sempre minha”, relembrou.

Determinada a mudar de vida, ela saiu escondida de casa em busca de emprego. Como a porta ficava trancada, precisou pular pela janela. No caminho até o centro da cidade, encontrou duas jovens que carregavam um jornal de classificados e disseram que fariam inscrição para a chamada “Polícia Feminina”, denominação usada na época para o ingresso de mulheres na corporação.

Com o dinheiro que tinha apenas para a passagem, Kátia decidiu se inscrever no processo seletivo e passou a se preparar em segredo para o concurso, temendo que o marido a impedisse de continuar.

Quando foi aprovada para ingressar na Polícia Militar, as agressões se intensificaram. Durante o curso de formação, que durou oito meses, ela conciliou os estudos com a rotina dos filhos e enfrentou restrições financeiras impostas pelo companheiro.

Nesse período, contou com a ajuda de familiares e também com o apoio de colegas da corporação. Uma companheira de turma costumava repetir um conselho que se tornou símbolo de resistência: deixar os problemas no armário, vestir o uniforme e seguir em frente.

Kátia concluiu a formação como a quarta colocada da turma e iniciou a carreira no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Ao longo de 28 anos, tornou-se uma das vozes responsáveis por atender chamadas de emergência feitas ao 190.

Apesar de atuar diretamente no atendimento de vítimas, a policial levou décadas para reconhecer que também havia vivido o ciclo de violência doméstica. A compreensão veio apenas em 2023, durante o curso da Cabine Lilás, quando ouviu especialistas explicarem os padrões de abuso enfrentados por muitas mulheres.

“Eu me identifiquei e percebi que sofri tudo aquilo por anos”, contou.

A experiência pessoal passou a influenciar a forma como conduzia os atendimentos. Ao conversar com mulheres que relatavam situações de agressão, ela costumava fazer uma pergunta direta: “Você falou do seu marido, dos seus filhos, mas e você?”

Após quase 30 anos de carreira na Polícia Militar, Kátia hoje atua na formação de novos policiais. Ela ministra aulas de Tecnologia, Informação e Comunicação na Escola Superior de Soldados e também ensina Direitos Humanos no Comando de Policiamento de Choque.

Segundo a policial, o atendimento a emergências exige preparo técnico, mas também sensibilidade. “Quem liga para o 190 está em um momento de desespero. Às vezes é a única chance que aquela pessoa tem”, afirmou.

Ao relembrar a própria trajetória, Kátia evita romantizar a experiência, mas reconhece o caminho percorrido. “É uma ferida que fica. Mas, com todas as dificuldades, eu venci.”

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Prisões por violência doméstica crescem 31% em SP e passam de 18 mil em 2025

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A atuação das polícias Civil e Militar de São Paulo resultou na prisão de 18,5 mil agressores por violência doméstica em 2025. O número representa aumento de 31,2% em relação a 2024, quando 14,1 mil autores foram detidos no estado.

De acordo com o governo paulista, o avanço está relacionado ao reforço na fiscalização do cumprimento de decisões judiciais e à resposta mais rápida às denúncias. A estratégia busca interromper o ciclo da violência antes que os casos evoluam para situações mais graves.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a integração das forças de segurança foi fortalecida com a consolidação do sistema SP Mulher, criado em 2023 para padronizar atendimentos e integrar dados.

“Em São Paulo, essa resposta ganhou novo impulso com a consolidação do SP Mulher, que fortalece a atuação conjunta das polícias Militar, Civil e Técnico-Científica desde o primeiro contato pelo 190 até o registro nas Delegacias de Defesa da Mulher”, afirmou.

Entre os recursos do sistema estão as Cabines Lilás no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), além das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), salas DDM 24 horas e o atendimento digital por meio da DDM Online.

Dados da Secretaria da Segurança Pública indicam que ampliar os canais de denúncia é considerado essencial. Em 2025, o estado registrou 270 vítimas de feminicídio. Destas, 72% não tinham feito boletim de ocorrência anteriormente e apenas 22% haviam solicitado medida protetiva.

Para enfrentar esse cenário, o governo também ampliou o monitoramento eletrônico de agressores. O uso de tornozeleiras eletrônicas em casos de violência contra a mulher foi instituído em setembro de 2023. Desde então, 712 agressores já utilizaram o equipamento, sendo 189 monitoramentos ainda ativos.

O sistema também permitiu a condução de 211 autores às delegacias por descumprimento de medidas protetivas, dos quais 120 permaneceram presos.

Outra ferramenta é o aplicativo SP Mulher Segura, que reúne atualmente 45,7 mil usuárias. A plataforma já registrou 9,6 mil acionamentos do botão do pânico, com envio imediato de policiais por meio de georreferenciamento.

No estado, a rede de atendimento especializado também foi ampliada. São Paulo passou a contar com 142 Delegacias de Defesa da Mulher e 173 Salas DDM 24 horas, o que representa crescimento de 54% na estrutura dedicada ao atendimento de vítimas.

No âmbito da Polícia Militar, a Cabine Lilás permite que mulheres que ligam para o 190 sejam atendidas por policiais femininas capacitadas para prestar acolhimento e orientação imediata.

“As mulheres que recebem orientação pela Cabine Lilás acabam registrando o boletim de ocorrência. Esse é o primeiro passo para interromper o ciclo da violência”, explicou o coordenador operacional da PM, coronel Carlos Henrique Lucena.

Além das ações de segurança pública, o estado também oferece suporte social às vítimas. O programa estadual de Auxílio-Aluguel para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica atendeu 5.247 mulheres entre março de 2025 e fevereiro de 2026, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social.

Atualmente, 585 municípios paulistas já aderiram ao benefício, que busca oferecer proteção e condições para que vítimas possam se afastar de situações de risco.

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Pedidos de medida protetiva crescem 17,5% em SP e passam de 118 mil em 2025

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O estado de São Paulo registrou 118,6 mil pedidos de medidas protetivas de urgência em 2025, número que representa um aumento de 17,5% em relação a 2024. Os dados refletem a ampliação da rede de proteção às mulheres vítimas de violência e a expansão de canais para solicitação desse tipo de medida prevista na Lei Maria da Penha.

As medidas protetivas podem ser solicitadas pela própria vítima sem a necessidade de advogado. O pedido pode ser feito em delegacias físicas, na Delegacia Eletrônica, por meio da Defensoria Pública ou do Ministério Público. O estado também disponibiliza o aplicativo SP Mulher Segura, que permite o registro digital da solicitação.

A concessão das medidas é analisada pelo Poder Judiciário. Caso o pedido seja negado ou a decisão judicial seja descumprida, a orientação é que a vítima procure a Defensoria Pública para recorrer ou comunicar a violação.

Entre as determinações possíveis estão o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato com a vítima e familiares e a suspensão do porte de armas. Normalmente, a Justiça estabelece uma distância mínima de 200 a 300 metros entre agressor e vítima.

Monitoramento com tornozeleira

São Paulo foi um dos primeiros estados do país a utilizar tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores que possuem medidas protetivas. Atualmente, cerca de 391 pessoas são monitoradas, sendo 207 por violência doméstica.

Desde a implantação do sistema, em setembro de 2023, 120 homens foram presos após descumprirem decisões judiciais e tentarem se aproximar das vítimas.

O estado possui 1.250 tornozeleiras destinadas a casos de violência doméstica, com monitoramento contínuo. Quando há violação da área determinada pela Justiça, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) é acionado automaticamente, envia viaturas ao local e faz contato com a vítima.

Aplicativo e botão do pânico

Outra ferramenta da rede de proteção é o SP Mulher Segura, aplicativo que atualmente conta com 45,7 mil usuárias. Entre as funcionalidades está o botão do pânico, disponível para mulheres que já possuem medida protetiva.

Quando acionado, o sistema envia a localização da vítima para as forças de segurança por georreferenciamento. Até agora, foram registrados 9,6 mil acionamentos, com envio imediato de equipes policiais.

O aplicativo também cruza a localização da vítima com a do agressor monitorado por tornozeleira. Caso haja aproximação considerada de risco, um alerta é enviado automaticamente às autoridades.

Delegacias especializadas crescem

A rede de atendimento também foi ampliada. Desde 2023, o número de unidades especializadas cresceu 54%, chegando a 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 170 salas de atendimento especializado distribuídas pelo estado.

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, as ações de enfrentamento à violência contra a mulher também resultaram em mais prisões de agressores. Em 2025, foram registradas 14,2 mil detenções realizadas por DDMs, aumento de 30,2% em comparação com 2024, quando ocorreram 10,9 mil prisões.

A ampliação das estruturas e dos mecanismos de proteção ocorre no contexto das ações do governo estadual voltadas ao enfrentamento da violência doméstica, reforçadas especialmente durante o mês dedicado à conscientização sobre os direitos das mulheres.

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Arsenal é apreendido na casa de homem investigado por violência doméstica no interior de SP

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A Polícia Civil apreendeu seis armas de fogo e diversas munições na casa de um homem de 57 anos investigado por violência doméstica em Dracena, no interior de São Paulo. A ação ocorreu nesta terça-feira (3), no bairro Residencial Hosoume, após investigação conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município.

De acordo com a polícia, durante a apuração do caso os agentes identificaram que o suspeito armazenava armamento no imóvel. Com base nos elementos reunidos no inquérito, a Justiça autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar. A ex-companheira do investigado também obteve medida protetiva de urgência.

No local, foram apreendidas munições de diversos calibres, além de uma espingarda, duas carabinas, um rifle, um revólver e uma pistola. A diligência foi acompanhada pelo investigado e por duas testemunhas.

Segundo a Polícia Civil, o homem apresentou documentação que comprova registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Ainda assim, a apreensão foi determinada judicialmente como medida preventiva, com o objetivo de preservar a integridade da vítima e reduzir possíveis riscos, conforme a legislação que trata da violência doméstica.

Após o cumprimento do mandado, o investigado compareceu à sede da Delegacia de Defesa da Mulher, acompanhado de advogado, onde prestou depoimento. O caso segue sob investigação.

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