Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e cobra resposta da ONU

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado sobre os ataques dos Estados Unidos è Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Lula condenou a ação militar e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, disse Lula, por meio das redes sociais

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Operação dos EUA na Venezuela captura Maduro em “velocidade impressionante”

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Em uma ofensiva noturna descrita por especialistas como de “velocidade impressionante”, forças especiais dos Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, segundo anúncio do governo norte-americano neste sábado (3).

A missão, conduzida pela elite da Força Delta do Exército dos EUA com apoio de unidades policiais especializadas e rastreamento da CIA, teve início por volta das 3h (horário de Brasília). Ataques coordenados atingiram alvos estratégicos na capital Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

Testemunhas relataram música de explosões e a presença de helicópteros e aeronaves de alto desempenho sobrevoando áreas urbanas por cerca de 90 minutos. Moradores denunciaram pânicos e ruas bloqueadas por movimentação incomum de tropas.

Em resposta, o governo venezuelano declarou estado de emergência nacional e mobilizou planos de defesa. A vice-presidente Delcy Rodríguez admitiu que, após a incursão, as autoridades locais não tinham informações claras sobre o paradeiro de Maduro, o que intensificou especulações e incertezas no país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em breve entrevista telefônica ao The New York Times na manhã deste sábado, classificou a ação como uma “operação brilhante”. “Muito bom planejamento e muitas tropas excelentes e pessoas excelentes”, afirmou Trump, referindo-se ao desempenho das forças envolvidas. “Foi uma operação brilhante, na verdade.”

Trump confirmou que Maduro foi capturado e retirado da Venezuela durante o ataque, sem, no entanto, detalhar o destino ou o local para onde ele foi levado. Questionado sobre se havia obtido autorização do Congresso para a ação militar, Trump se recusou a responder diretamente, dizendo que abordaria o tema em sua coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília) no Mar-a-Lago.

A escalada militar dos EUA contra o governo venezuelano representa um dos episódios mais críticos nas relações entre os dois países nas últimas décadas, com possíveis repercussões diplomáticas e preocupações sobre a estabilidade regional.

Até o fechamento desta edição, autoridades venezuelanas não haviam divulgado um posicionamento oficial detalhado sobre a captura, e a comunidade internacional aguardava declarações formais de governos e organismos multilaterais.

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*Com informações CNN Brasil | Foto: Reprodução/Governo da Venezuela

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Maduro é reeleito presidente da Venezuela com 51,2% dos votos para mandato até 2031

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O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela apontou a reeleição do atual presidente, Nicolás Maduro.

Maduro teve apoio de 51,2% dos eleitores que compareceram às urnas, foram 5.150.092 votos, segundo o órgão eleitoral, que é alinhado ao presidente. O principal opositor na disputa, Edmundo González, teve 44,2%, um total de 4.445.978 votos.

O presidente Nicolás Maduro foi reconduzido para um novo mandato de seis anos, de janeiro de 2025 a janeiro de 2031.

O triunfo de Maduro representa a continuidade do chavismo no poder, que chegou em 1999 pelas mãos de Hugo Chávez. Em 2013, após a morte de Chávez, Maduro assumiu uma posição da qual não saiu desde então.


*Com informações CNN Brasil – Foto: Arquivo/Reprodução/Twitter

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Bolsonaro já havia contado história sobre as meninas venezuelanas em outro podcast, veja vídeo

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No último fim de semana, viralizou nas redes sociais vídeo onde o presidente Jair Bolsonaro disse que teria havia meninas venezuelanas supostamente se prostituindo em um bairro de Brasílila. A fala foi dita durante entrevista a um podcast na sexta-feira (14).

“Parei a moto numa esquina, tirei o capacete e olhei umas menininhas, três, quatro, bonitas; de 14, 15 anos, arrumadinhas num sábado numa comunidade. E vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei, ‘posso entrar na tua casa?’ Entrei. Tinha umas 15, 20 meninas, [num] sábado de manhã, se arrumando -todas venezuelanas. E eu pergunto: meninas bonitinhas, 14, 15 anos se arrumando num sábado para quê? Ganhar a vida. Você quer isso para a tua filha, que está nos ouvindo aqui agora. E como chegou neste ponto? Escolhas erradas”, disse o presidente na entrevista na sexta-feira (14).

Porém, a mesma fala já havia sido dita em outro podcast no mês passado. Em participação ao podcast COLLAB, no dia 12 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro contou a mesma história e também insinuou que as meninas venezuelanas estavam se prostituindo. Veja vídeo abaixo.

Vídeo: Corte do podcast Collab publicado originalmente no youtube em 12/setembro/2022 – Fonte: Instagram/@leandro.demori

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Por Edson Mesquita Jr/ZH Digital – Foto: Reprodução/Youtube

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