Em uma ofensiva noturna descrita por especialistas como de “velocidade impressionante”, forças especiais dos Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, segundo anúncio do governo norte-americano neste sábado (3).
A missão, conduzida pela elite da Força Delta do Exército dos EUA com apoio de unidades policiais especializadas e rastreamento da CIA, teve início por volta das 3h (horário de Brasília). Ataques coordenados atingiram alvos estratégicos na capital Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Testemunhas relataram música de explosões e a presença de helicópteros e aeronaves de alto desempenho sobrevoando áreas urbanas por cerca de 90 minutos. Moradores denunciaram pânicos e ruas bloqueadas por movimentação incomum de tropas.
Em resposta, o governo venezuelano declarou estado de emergência nacional e mobilizou planos de defesa. A vice-presidente Delcy Rodríguez admitiu que, após a incursão, as autoridades locais não tinham informações claras sobre o paradeiro de Maduro, o que intensificou especulações e incertezas no país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em breve entrevista telefônica ao The New York Times na manhã deste sábado, classificou a ação como uma “operação brilhante”. “Muito bom planejamento e muitas tropas excelentes e pessoas excelentes”, afirmou Trump, referindo-se ao desempenho das forças envolvidas. “Foi uma operação brilhante, na verdade.”
Trump confirmou que Maduro foi capturado e retirado da Venezuela durante o ataque, sem, no entanto, detalhar o destino ou o local para onde ele foi levado. Questionado sobre se havia obtido autorização do Congresso para a ação militar, Trump se recusou a responder diretamente, dizendo que abordaria o tema em sua coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília) no Mar-a-Lago.
A escalada militar dos EUA contra o governo venezuelano representa um dos episódios mais críticos nas relações entre os dois países nas últimas décadas, com possíveis repercussões diplomáticas e preocupações sobre a estabilidade regional.
Até o fechamento desta edição, autoridades venezuelanas não haviam divulgado um posicionamento oficial detalhado sobre a captura, e a comunidade internacional aguardava declarações formais de governos e organismos multilaterais.
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*Com informações CNN Brasil | Foto: Reprodução/Governo da Venezuela
