8 sinais de que a pessoa não está bem, mesmo quando segue funcionando

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Mesmo sem sinais extremos, sintomas sutis e persistentes podem indicar adoecimento mental

Nem todo sofrimento psíquico se manifesta de forma evidente. Neste Janeiro Branco, mês de campanha de promoção da saúde mental, é preciso alertar que muitas pessoas convivem com um mal-estar emocional constante, difícil de nomear e fácil de ignorar, enquanto continuam trabalhando, cuidando da família e cumprindo compromissos diários. Esse tipo de sofrimento, menos óbvio e mais silencioso, é hoje um dos grandes desafios no cuidado com a saúde mental.

Ao contrário de quadros mais reconhecidos — como a dificuldade de sair da cama, alterações intensas de apetite ou crises emocionais —, o sofrimento psíquico silencioso não interrompe a rotina. “A pessoa segue funcionando, mas com sensação frequente de cansaço emocional, esvaziamento e desconexão”, diz Danielle Admoni, psiquiatra da infância e adolescência, supervisora na residência de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

8 sinais de que a saúde mental pode não ir bem

  1. Irritabilidade constante e baixa tolerância a frustrações, mesmo em situações simples do dia a dia.
  2. Dificuldade de concentração e esquecimentos frequentes, com sensação de mente “embaralhada” ou dispersa.
  3. Cansaço emocional persistente, que não melhora com descanso ou tempo livre.
  4. Perda de prazer em atividades antes agradáveis, mesmo continuando a realizá-las.
  5. Procrastinação acompanhada de culpa, e não de alívio.
  6. Distanciamento emocional de pessoas próximas, com menor vontade de compartilhar sentimentos.
  7. Sensação constante de estar devendo algo, mesmo quando se cumpre muitas tarefas.
  8. Funcionamento no modo automático, com pouca conexão emocional com a própria rotina.

Esses sinais costumam ser minimizados, tanto por quem sente quanto por quem observa. O mal-estar é atribuído ao estresse, à rotina corrida ou a uma “fase difícil”. A cultura da produtividade reforça essa invisibilidade: se a pessoa está dando conta de suas obrigações, entende-se que está tudo bem.

O problema é que ignorar esses sinais não os faz desaparecer. Pelo contrário: o acúmulo de sofrimento emocional não reconhecido pode evoluir para quadros mais graves, como depressão, ansiedade crônica e burnout, além de impactar relações, desempenho cognitivo e saúde física.

Reconhecer esses sintomas precocemente é uma forma de cuidado e prevenção, não de exagero. Quando o mal-estar persiste por semanas ou quando o cansaço emocional se torna constante e a vida passa a ser vivida no modo automático, sem sentido ou prazer, é hora de buscar ajuda. “Se esses sintomas trazem um prejuízo clinicamente significativo, eles precisam ser tratados, por isso é importante procurar um profissional de saúde mental para avaliar”, diz Danielle Admoni.

O Janeiro Branco propõe ampliar o olhar sobre saúde mental. Falar apenas dos quadros mais extremos deixa de fora uma parcela significativa de pessoas que sofrem em silêncio. Cuidar da mente também significa prestar atenção ao que não grita, mas insiste.

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Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Ag. Brasil

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Butantan recruta idosos para ensaio clínico da vacina da dengue

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O Instituto Butantan está recrutando, a partir desta terça-feira (13), 767 voluntários de 60 a 79 anos para ensaios clínicos com a sua vacina da dengue, a Butantan-D. Os testes serão realizados ao longo do ano em quatro centros de pesquisa em Porto Alegre e Pelotas (RS) e um em Curitiba (PR). Participam ainda, 230 adultos de 40 a 59 anos como grupo controle em cinco centros de pesquisa no RS e PR.

Os 997 participantes do sexo masculino ou feminino, precisam estar saudáveis ou com comorbidades controladas. Será feito um sorteio entre os idosos para receber a vacina (690 participantes) ou o placebo (77 participantes), enquanto os 230 adultos (de 40 a 59 anos) receberão a vacina, sem sorteio para grupo placebo.

Segundo o Instituto Butantan, o objetivo dessa fase do estudo é avaliar a segurança e comparar a resposta imunológica por meio de testes laboratoriais para entender se a produção de anticorpos dos participantes idosos é semelhante à do grupo adulto já acompanhado nos estudos anteriores da Butantan-DV.

O recrutamento começa no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre (RS) e os interessados em participar podem se inscrever ao preencher um questionário. Em seguida, as inscrições ocorrerão nos outros quatro centros: o Hospital Moinhos de Vento e o Núcleo de Pesquisa Clínica do Rio Grande do Sul (PUCRS), ambos na capital gaúcha; o Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HEUFPEL/Ebserh), em Pelotas (RS); e o Serviço de Infectologia e Controle de Infecção Hospitalar de Curitiba (PR).

“A faixa etária de maiores de 60 anos está entre as mais impactadas pela morbidade da dengue, por isso consideramos de suma importância que tal faixa etária tenha a oportunidade de se proteger através da vacinação. Este é o objetivo primordial deste estudo: garantir a segurança para que pessoas entre 60 e 79 anos possam receber a Butantan-DV”, afirmou a diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos.

De acordo com o gestor médico de desenvolvimento clínico do Butantan Érique Miranda, a maioria dos participantes da pesquisa terá que fazer apenas quatro visitas ao centro durante o estudo. A ideia é fazer um estudo ‘enxuto’ para facilitar a participação das pessoas.

“A primeira visita já para tomar a vacina, com retorno em 22 dias; depois em 42 dias; e um ano depois da vacinação para coleta de sangue. Inicialmente 56 idosos terão que fazer mais visitas para coleta de exames de viremia. É um estudo enxuto para facilitar a participação das pessoas”, explicou.

Miranda destacou que o Paraná e o Rio Grande do Sul foram escolhidos para o teste por serem centros de baixa prevalência de casos de dengue, com 5 a 10% de casos e que teria uma soroprevalência de até 20%, sendo um bom controle. Também foram avaliadas as possibilidades de incluir regiões com grande parte da população já expostas à dengue, como Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Natal (RN). Entretanto, os resultados poderiam influenciar os resultados pela presença de anticorpos da doença no sangue.

A vacina

A Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 26 de novembro de 2025 para ser utilizada na população brasileira de 12 a 59 anos. Com dose única, o imunizante foi incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o Ministério da Saúde já adquiriu as primeiras 1,3 milhão de doses fabricadas pelo Butantan. Elas serão destinadas a agentes de saúde e a pessoas com 59 anos, com expansão gradual para as demais faixas etárias até chegar ao público de 15 anos.

Uma parte dessas doses será aplicada pelo SUS, a partir de 17 de janeiro, nas cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), e Botucatu (SP), na população entre 15 e 59 anos. A estratégia visa avaliar os resultados da vacinação em massa da população desses municípios. O objetivo é vacinar pelo menos 50% dos moradores.

“Vários estudiosos apontam a possibilidade de uma alta capacidade de controle da infecção e do quadro epidêmico da dengue se a gente chegar entre 40% e 50% da população vacinada. Vamos começar a vacinação nessas cidades para acompanhar o impacto que isso tem nessas cidades. Vamos acompanhar isso por um período de anos para avaliar aquilo que pode ser uma parte importante da estratégia do resultado da aceleração da vacinação no país”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante cerimônia de assinatura de contrato para compra de vacina da dengue do Butantan, em dezembro do ano passado.

Os ensaios clínicos da Butantan-DV foram encerrados em junho de 2024, quando o último participante completou 5 anos de acompanhamento e os dados mostram 79,6% de eficácia geral para prevenir casos de dengue sintomática. Os resultados mostram uma proteção de 89% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme. A vacina mostrou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme no público de 12 a 59 anos.

Dengue

A dengue é uma doença causada por um vírus que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, dor atrás dos olhos, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele, coceira, náuseas e dores musculares e articulares. Uma das principais formas de prevenção da doença é o combate ao mosquito transmissor. Isso pode ser feito eliminando água parada ou objetos que acumulem água como pratos de plantas ou pneus usados.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou um novo medicamento, o Leqembi, para tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado.

O remédio, produzido com o anticorpo lecanemabe, é indicado para retardar o declínio cognitivo das pessoas que já apresentam demência leve causada pela doença. 

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Segundo o registro da Anvisa, o lecanemabe reduz as placas beta-amiloides no cérebro. O acúmulo dessas placas é uma característica definidora da doença de Alzheimer. O produto é uma solução para diluição para infusão.

Estudo 

A Anvisa divulgou que o medicamento teve a eficácia clínica avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 pessoas com doença de Alzheimer em estágio inicial, que apresentavam placas betaamiloides no cérebro e receberam o Leqembi ou placebo. 

“A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses”, apontou a Anvisa. A avaliação ocorreu a partir de uma escala de demência denominada CDR-SB, utilizada para testar a gravidade da doença de Alzheimer em pacientes. 

A escala inclui questões que ajudam a determinar o quanto a vida diária do paciente foi afetada pelo comprometimento cognitivo. Segundo o estudo, no subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB do que aqueles que receberam placebo.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Divulgação/EISAI

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Festas de fim de ano: veja como evitar a ressaca e cuidar da saúde

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Mal-estar, dor de cabeça e sede são alguns sintomas causados pelo consumo excessivo de álcool

As festas de fim de ano são momentos de celebração, alegria e, muitas vezes, de exageros na comida e na bebida. Sabemos que o álcool pode ser um “companheiro” presente nessas ocasiões, mas também é o principal culpado pela tão temida ressaca do dia seguinte. Em caso de qualquer sintoma mais forte, procure atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Os endereços podem ser consultados na plataforma Busca Saúde.

A ressaca é a combinação de sintomas físicos e mentais experimentados no dia seguinte a um episódio de consumo de álcool, levando ao surgimento de sintomas como dor de cabeça, sensibilidade ao som e à luz, enjoo, dores no corpo, boca seca e sede. Isso ocorre devido à desidratação que a bebida alcoólica causa no organismo, além da sobrecarga no fígado, órgão que tem a função de eliminar o álcool do sangue.

O consumo de álcool está associado a diversos problemas para a saúde. O chamado “beber pesado episódico” é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o consumo de 60 gramas ou mais de álcool puro em uma única ocasião. Em termos práticos, isso corresponde aproximadamente a quatro ou mais doses para mulheres e a cinco ou mais doses para homens. Esse padrão de consumo está relacionado ao risco aumentado de envolvimento em acidentes e violências, apagões de memória, overdose e desenvolvimento de dependência.

Para reduzir os danos, se escolher beber, é indicado tomar alguns cuidados ao longo do dia para ajudar o organismo a restabelecer o equilíbrio natural:

Intercale com água e beba devagar
O álcool é diurético, ou seja, aumenta a perda de líquidos pelo organismo, o que contribui para a desidratação — um dos principais fatores da ressaca. O recomendado é alternar o consumo de bebidas alcoólicas com água e também beber bastante água no dia seguinte, para recuperar a hidratação.

  • Antes de beber: beba bastante água ao longo do dia;
  • Durante a festa: alterne entre bebidas alcoólicas e água; para cada copo de álcool, beba pelo menos um copo de água;
  • Depois: antes de dormir, tente beber um ou dois copos de água para ajudar na hidratação.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a quantidade de água que uma pessoa deve beber diariamente varia conforme fatores como peso corporal e temperatura ambiente. Porém, o indicado é ingerir cerca de dois litros de água por dia.

Aposte em bebidas não alcoólicas atraentes
Intercalar bebidas alcoólicas com opções não alcoólicas, como águas aromatizadas ou mocktails (coquetéis sem álcool), é uma ótima forma de aproveitar sem exagerar. Além disso, essa alternância ajuda a reduzir o consumo de álcool e melhora a hidratação.

Nunca beba de estômago vazio
O álcool é absorvido mais rapidamente quando o estômago está vazio, o que intensifica seus efeitos e pode causar mais ressaca no dia seguinte. Por isso, alimente-se bem antes e durante o consumo.

Inclua refeições ricas em proteínas e gorduras saudáveis (como carnes magras, abacate ou nozes), pois ajudam a retardar a absorção do álcool.

Evite alimentos muito gordurosos durante a festa, já que podem piorar os sintomas de mal-estar.

Vitamina B e antioxidantes são aliados
O consumo de álcool pode esgotar as reservas de vitaminas do complexo B e de antioxidantes no organismo. Antes da festa, invista em alimentos ricos nesses nutrientes, como ovos, carnes magras e cereais integrais (vitamina B) e frutas cítricas, frutos vermelhos e vegetais verdes-escuros (antioxidantes).

Limite de doses
Se escolher beber, respeite o limite de doses:

Mulheres: até 1 dose por dia; nunca ultrapassar 3 doses em uma única ocasião;
Homens: até 2 doses por dia; nunca ultrapassar 4 doses em uma única ocasião.

Em caso de exagero
Se você acabou exagerando, cuide-se no dia seguinte:

  • Hidrate-se bem com água, chás ou bebidas isotônicas, para repor os eletrólitos;
  • Invista em alimentos leves e de fácil digestão, como frutas, sopas e caldos;
  • Um bom descanso também ajuda o corpo a se recuperar mais rapidamente.

Em caso de qualquer sintoma mais forte, procure atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Os endereços podem ser consultados na plataforma Busca Saúde.

Mais dicas

  • Tenha dias livres de álcool;
  • Nunca beba e dirija;
  • Lembre-se: para um estilo de vida mais saudável, quanto menos álcool, melhor.

Fonte: Pref. de SP | Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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SP alerta para importância da vacinação contra sarampo durante a temporada de cruzeiros no litoral paulista

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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta aos serviços de saúde, autoridades portuárias e viajantes diante do aumento do risco de reintrodução do sarampo durante a temporada de cruzeiros 2025/2026 no litoral paulista. A medida considera a circulação internacional do vírus e a intensa movimentação de passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades.

A temporada de cruzeiros, iniciada em 26 de outubro de 2025, segue até 19 de abril de 2026. De acordo com a CLIA Brasil, mais de 670 mil viajantes devem embarcar em roteiros pelo país.

Em 2024, o Brasil reconquistou a certificação de eliminação do sarampo. No entanto, em 2025, já foram registrados 38 casos importados ou relacionados à importação no país, incluindo dois casos confirmados no estado de São Paulo até dezembro. Atualmente, há surtos ativos da doença em diversas regiões do mundo, o que exige vigilância contínua e atenção à situação vacinal da população.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como navios de cruzeiro. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre sete e 14 dias após a exposição.

A SES-SP orienta que pessoas que planejam viajar, inclusive em cruzeiros marítimos ou participar de eventos de grande porte, verifiquem a caderneta de vacinação e garantam o esquema completo da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), preferencialmente com pelo menos 15 dias de antecedência da viagem. A imunização é a principal forma de prevenção da doença.

A Pasta também reforça a adoção de medidas de higiene durante as viagens, entre elas:

  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

  • Lavar as mãos com frequência com água e sabão, ou então utilizar álcool em gel;

  • Não compartilhar copos, talheres e alimentos;

  • Procurar não levar as mãos à boca ou aos olhos;

  • Evitar aglomerações ou locais pouco arejados;

  • Manter os ambientes frequentados sempre limpos e ventilados;

  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.

    No retorno, caso surjam sintomas suspeitos até 30 dias após a viagem, como febre, manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de tosse ou coriza ou conjuntivite, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, informar o histórico de deslocamento e evitar a circulação em locais públicos.

Para os profissionais de saúde, a Secretaria destaca que o sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata. Casos suspeitos devem ser comunicados à vigilância epidemiológica em até 24 horas, para adoção rápida das medidas de bloqueio e prevenção.

A SES-SP segue atuando de forma integrada com os municípios e demais órgãos envolvidos para proteger a população e evitar a reintrodução do sarampo no estado.


Fonte/foto: GESP

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Câncer de pele: veja o passo a passo para identificar sinais suspeitos

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A incidência de câncer de pele no Brasil em 2025 deve alcançar 704 mil casos, segundo projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Trata-se do tipo de câncer mais frequente no país, somando carcinomas e melanomas. A alta prevalência reforça a importância da prevenção contínua e da observação cuidadosa. Especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo alertam: qualquer ferida que não cicatriza em até quatro semanas deve ser investigada.

São três diferentes tipos de câncer de pele: carcinoma basocelular, caracterizado como uma ferida que não cicatriza por mais de quatro semanas, é o tipo mais comum; carcinoma espinocelular é aquela casquinha que sangra, uma área mais áspera ou uma verruga que cresce rapidamente; e o melanoma, o tipo mais agressivo, caracterizado por uma pinta nova ou que muda de tamanho, forma e cor.

“Muitas vezes o melanoma começa como uma mancha, uma pinta que muda de cor, tamanho e forma, ou uma ferida que demora mais do que o normal para cicatrizar. É um sinal que foge ao padrão das demais pintas e manchas e é ignorado pela maioria das pessoas”, explica a dermatologista Bethânia Cavalli, responsável pelo Ambulatório de Oncologia Cutânea do HSPE.

A forma mais simples e eficaz para identificar esses sinais, segundo a médica, é seguir a regra ‘ABCDE’. Essa sopa de letrinhas é um autoexame fácil, que segue cinco critérios: A – assimetria; B – bordas; C – cor; D – diâmetro; E – evolução. “Ao notar características, como uma pinta com bordas irregulares, com diferentes cores e que se modifica rapidamente, uma lesão maior do que 6 mm, é fundamental procurar um especialista para um diagnóstico mais assertivo”, orienta.

O básico que salva

Diferentemente do que muitos acreditam, a proteção da pele deve ser feita o ano todo e desde os primeiros meses de vida. Afinal, um dos principais fatores de risco é a exposição solar acumulada ao longo da vida sem se proteger adequadamente. As principais dicas são:

• Use protetor solar diariamente, inclusive em dias chuvosos ou nublados;
• Invista em chapéu, boné, roupas com proteção contra raios UVA e UVB e óculos de sol;
• Evite ambientes abertos, com sol direto, das 10h às 16h;
• Retoque a proteção a cada duas horas, principalmente após entrar em piscina ou mar;
• Orelha, pescoço, nuca, couro cabeludo e pés também precisam de proteção.

“O primeiro passo é ter um olhar atento sobre o próprio corpo. Pessoas de pele e olhos claros, com história familiar de câncer de pele e com exposição solar intensa, devem ter cuidado redobrado e consultar o dermatologista pelo menos uma vez ao ano”, orienta.

Tecnologia a favor da saúde

No Ambulatório de Oncologia Cutânea do HSPE, os pacientes contam com infraestrutura e alta tecnologia. Pacientes que apresentam fator de risco alto para o câncer de pele passam por uma avaliação criteriosa e são submetidos à dermatoscopia digital.

“Esse aparelho tem uma lente de aumento, que nos ajuda a identificar lesões suspeitas e toda a estrutura da pele do paciente. Com ele, podemos avaliar com mais segurança e eficácia para chegar a um diagnóstico rápido e mais preciso”, finaliza.

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Fonte/Foto: GESP

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Complexo de Saúde de Cajamar inicia atendimentos com câmaras hiperbáricas

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Os novos equipamentos tem como intuito ampliar as possibilidades de tratamento especializado e trazem mais segurança e qualidade no cuidado aos pacientes

A Prefeitura de Cajamar realizou, nesta quinta-feira (18), a inauguração oficial com início dos atendimentos com oxigenoterapia hiperbárica no Complexo de Saúde do município. A nova estrutura representa um avanço significativo na oferta de tratamentos especializados, incorporando tecnologia de ponta à rede municipal de saúde.

As câmaras hiperbáricas irão atender pacientes com feridas de difícil cicatrização, queimaduras, pós-operatórios e quadros clínicos mais graves, como úlceras por pressão e pé diabético. A oxigenoterapia hiperbárica é uma terapêutica reconhecida por acelerar a cicatrização e a recuperação dos tecidos, contribuindo diretamente para a evolução clínica dos pacientes e para a redução de complicações.

O acesso ao tratamento será feito por meio de encaminhamento dos próprios serviços municipais de saúde, como Hospital, UPA e Unidades Básicas. Após avaliação médica inicial, os pacientes que apresentarem indicação clínica iniciarão as sessões de oxigenoterapia, seguindo protocolos técnicos definidos pela equipe especializada.

Com a implantação do ambulatório de Feridas e das câmaras hiperbáricas, Cajamar passa a oferecer gratuitamente serviço inédito no município e região, ampliando a resolutividade da rede municipal, qualificando o atendimento e fortalecendo as ações de saúde realizadas no Complexo de Saúde do município.

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Fonte/foto: PMC

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Estado de São Paulo confirma segundo caso de sarampo em 2025

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O estado de São Paulo registrou o segundo caso de sarampo este ano. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o paciente é um homem de 27 anos, morador da capital paulista, não vacinado e que havia viajado recentemente ao exterior. Segundo a pasta, ele já recebeu atendimento médico e teve alta.

O outro caso havia sido identificado em abril deste ano, também em um morador da capital paulista.

Entre janeiro e novembro deste ano, 37 casos de sarampo foram confirmados em todo o Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde. Todos estes casos foram importados, ou seja, adquiridos em viagens, sem transmissão local do vírus.

O número de casos de sarampo vem se intensificando neste ano na região das Américas. Até o dia 7 de novembro de 2025, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foram confirmados 12.596 casos de sarampo em dez países das Américas, com 28 óbitos, a maior parte deles registrados no México.

De acordo com a Opas, essa transmissão tem afetado principalmente comunidades com baixa cobertura vacinal: 89% dos casos ocorreram em pessoas não vacinadas ou com status vacinal desconhecido.

Sarampo e vacinação

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, seja ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

A doença é tão contagioso que um paciente infectado pode transmiti-la para 90% das pessoas próximas e que não estejam imunes. Por isso, a vacinação contra o sarampo é extremamente importante. A imunização é a principal forma de prevenção contra a doença.

Os principais sintomas do sarampo são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acima de 38,5 graus, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso. Os casos podem evoluir para complicações graves podendo causar diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Algumas dessas complicações podem ser fatais.

Certificado

Em 2016, o Brasil havia recebido a certificação da eliminação do vírus que causa o sarampo. Segundo o Ministério da Saúde, nos anos de 2016 e 2017 não foram confirmados casos da doença, no entanto, em 2018, com o grande fluxo migratório associado às baixas coberturas vacinais, o vírus voltou a circular. Em 2019, o Brasil perdeu a certificação de “país livre do vírus do sarampo”, com o registro de mais de 21,7 mil casos.

Em junho de 2022, o país registrou o último caso endêmico de sarampo, no Amapá. Com isso, em novembro do ano passado, a Opas voltou a certificar o Brasil como livre da circulação do vírus, mesmo com o registro de casos importados da doença. Isso ocorreu porque o país conseguiu demonstrar que não houve transmissão do vírus do sarampo em território nacional por pelo menos um ano.

Em novembro passado, com a alta circulação do vírus, a Opas anunciou que a região das Américas perdeu a verificação de área livre da transmissão endêmica do sarampo. Apesar disso, o Ministério da Saúde informou que o Brasil ainda mantém a sua certificação internacional de país livre da circulação do vírus.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Hospital Municipal Santa Ana amplia atendimento e passa a oferecer exames eletivos 100% pelo SUS

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O Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), inaugurado há menos de um mês em Santana de Parnaíba, começou a realizar exames eletivos totalmente custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ampliação entrou em operação na primeira quinzena de dezembro e marca um novo estágio de funcionamento da unidade, considerada um dos maiores investimentos recentes da cidade em saúde pública.

Nesta etapa, o HMSA passou a ofertar exames como endoscopia digestiva alta e nasofibrolaringoscopia. De forma progressiva, também foram incorporados ao fluxo eletivo procedimentos que já vinham sendo realizados na emergência, incluindo ultrassonografia, tomografia, radiografia (raio-x), eletrocardiograma, cardiotocografia, além de análises laboratoriais e exames anatomopatológicos.

Com estrutura moderna, leitos de média complexidade e equipamentos de última geração, o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana foi projetado para ampliar a capacidade assistencial de Santana de Parnaíba, desafogando outras unidades do município e garantindo atendimento integral em diversas especialidades. O equipamento de saúde funciona como referência tanto para atendimentos materno-infantis quanto para diagnósticos avançados, com capacidade instalada para acelerar resultados e melhorar o fluxo de pacientes.

A liberação dos exames eletivos representa um passo importante na consolidação do hospital como polo de assistência regional. Segundo a administração municipal, o objetivo é ampliar gradualmente a oferta de procedimentos para reduzir filas, garantir diagnósticos mais rápidos e fortalecer o cuidado preventivo.

Vale destacar que todos os serviços oferecidos são 100% SUS, sem qualquer custo ao cidadão. O HMSA, segundo o governo municipal, reafirma seu compromisso com uma saúde pública de qualidade e acessível, expandindo o atendimento em um momento estratégico para o sistema de saúde local.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais/PMSP

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Uso de canetas emagrecedoras sem prescrição acende alerta em estudo da USP

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Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) acendeu um sinal de alerta sobre o uso crescente de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” por pessoas sem indicação clínica. A pesquisa, publicada na revista científica Obesity, aponta a falta de evidências sobre a segurança e a eficácia desses fármacos quando utilizados por indivíduos que não têm obesidade nem diabetes tipo 2.

O trabalho foi conduzido por especialistas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e da Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP), em parceria com universidades dos Estados Unidos, Dinamarca e Japão. A análise vai além dos efeitos biológicos e examina impactos sociais, culturais, emocionais e comportamentais associados ao uso desses medicamentos fora das recomendações médicas.

Segundo o estudo, os agonistas de GLP-1 — substâncias que atuam no controle do apetite, da saciedade e da glicose — passaram a ser vistos não apenas como tratamentos de saúde, mas também como ferramentas de modificação estética. Esse deslocamento de função tem sido impulsionado principalmente pelas redes sociais, onde influenciadores e celebridades difundem a ideia de que emagrecer é sinônimo de sucesso e autocuidado.

Os pesquisadores classificam o fenômeno como uma “medicalização da magreza”. Embora o uso off-label — emprego de medicamentos fora das indicações da bula — seja permitido em situações específicas e sob rigoroso acompanhamento médico, o estudo aponta que isso nem sempre ocorre na prática. “As narrativas digitais apresentam essas drogas como soluções rápidas, sem expor riscos ou limites, o que pressiona pessoas sem necessidade clínica a recorrerem ao medicamento”, afirma a professora Fernanda Scagliusi, da FMUSP, primeira autora do artigo.

Outro ponto de preocupação é a velocidade com que o consumo cresce em comparação à produção de evidências científicas. De acordo com o professor Bruno Gualano, presidente do Centro de Medicina do Estilo de Vida da FMUSP, ainda não há dados suficientes sobre os efeitos psicológicos e de longo prazo desse uso em pessoas sem obesidade. Entre os possíveis impactos estão alterações no comportamento alimentar, dependência emocional, medo de reganho de peso e mudanças na relação com o corpo.

O estudo também identificou diferenças culturais na adoção dessas práticas. No Brasil, o uso está fortemente ligado a padrões estéticos influenciados por gênero, raça e classe social. Nos Estados Unidos, prevalece o discurso de responsabilidade individual e produtividade. Já no Japão, o debate se aproxima mais da vigilância em saúde, enquanto na Dinamarca aparece associado a maior confiança nas instituições e no controle regulatório.

Para os autores, o fenômeno é global, mas exige respostas adaptadas a cada contexto. “Não existe uma explicação única. Cada país revela como saúde, cultura e mercado se misturam nesse novo uso das canetas emagrecedoras”, conclui Scagliusi.

O artigo completo está disponível na revista científica Obesity.

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Foto: Reprodução/Freepik

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