Audiência pública debate violência contra profissionais de enfermagem em São Paulo

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Levantamento do Coren-SP aponta que oito em cada dez profissionais já sofreram algum tipo de agressão no ambiente de trabalho

A violência contra profissionais de enfermagem será tema de uma audiência pública nesta segunda-feira (4), na Câmara Municipal de São Paulo. O encontro, promovido para discutir medidas de prevenção e proteção à categoria, acontece das 11h às 12h, no Salão Nobre da Casa Legislativa, na Bela Vista.

O debate ocorre em meio a um cenário preocupante. Segundo levantamento do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), 80% dos profissionais de enfermagem do estado afirmam já ter sofrido algum tipo de violência no ambiente de trabalho, incluindo agressões verbais, físicas, psicológicas e sexuais. A capital paulista concentra o maior número de ocorrências registradas.

Outro dado que chama atenção é a subnotificação dos casos. De acordo com a pesquisa, 70,2% dos profissionais não denunciam as agressões, principalmente por medo de represálias ou pela sensação de impunidade. Além disso, 57% afirmam não receber apoio da instituição onde trabalham após sofrerem violência.

Para o presidente do Coren-SP, Sérgio Cleto, a audiência representa uma oportunidade para ampliar o debate e buscar soluções que garantam mais segurança aos profissionais.

“A violência contra a enfermagem tem impacto direto também na população, que muitas vezes deixa de ser assistida quando o profissional precisa ser afastado para se recuperar. Podemos até chegar em casa cansados, mas não vamos mais aceitar chegar agredidos”, afirmou.

A expectativa é que o encontro contribua para fortalecer políticas públicas voltadas à prevenção da violência, incentivar a denúncia dos casos e promover ambientes de trabalho mais seguros para os profissionais da enfermagem.

Serviço

Audiência Pública – Enfrentamento à violência contra os profissionais de enfermagem

  • Data: 4 de agosto (segunda-feira)
  • Horário: das 11h às 12h
  • Local: Câmara Municipal de São Paulo – Salão Nobre
  • Endereço: Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista

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Após perder mais de 100 kg, Thaís Carla se prepara para cirurgias reparadoras

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Depois de eliminar mais de 100 quilos, a influenciadora Thaís Carla revelou que pretende passar por cirurgias reparadoras para retirar o excesso de pele causado pelo emagrecimento. A nova etapa da transformação corporal também levanta uma dúvida comum entre pacientes que passaram por cirurgia bariátrica ou perderam muito peso: quando é o momento ideal para realizar esse tipo de procedimento?

Segundo o cirurgião plástico Dr. Régis Ramos, a resposta vai muito além do número indicado na balança. Antes da cirurgia, é necessário avaliar a estabilidade do peso, a condição nutricional e o estado geral de saúde do paciente.

Peso estável é um dos principais critérios

De acordo com o especialista, a cirurgia reparadora só deve ser considerada quando o paciente mantém o peso estável por, no mínimo, entre três e seis meses.

Nos casos de cirurgia bariátrica, a recomendação é aguardar entre 12 e 18 meses após o procedimento, período em que a fase mais intensa do emagrecimento costuma ser concluída.

Além disso, a indicação depende da avaliação da equipe multidisciplinar responsável pelo acompanhamento, que pode incluir endocrinologista, cirurgião bariátrico, nutricionista, psicólogo e cirurgião plástico.

Estado nutricional influencia a recuperação

Outro ponto considerado essencial é a condição nutricional do paciente.

Segundo Régis Ramos, pessoas que passaram por grandes perdas de peso podem apresentar deficiência de proteínas, ferro, zinco e vitaminas importantes para a cicatrização.

Sem a reposição adequada desses nutrientes, aumentam os riscos de complicações como abertura dos pontos, infecções, necrose da pele e cicatrizes de pior qualidade.

O especialista também alerta que operar antes da estabilização do peso pode comprometer o resultado estético. Se o paciente continuar emagrecendo, novas sobras de pele podem surgir. Já um eventual ganho de peso pode distender novamente a pele operada.

Cirurgias costumam ser realizadas em etapas

O excesso de pele após um emagrecimento expressivo pode atingir diferentes regiões do corpo, como abdômen, braços, mamas, costas, coxas e glúteos.

Embora muitos pacientes desejem corrigir todas essas áreas em um único procedimento, o médico explica que o planejamento costuma ser dividido em etapas para reduzir riscos.

Cirurgias muito extensas aumentam o tempo de anestesia, a perda de sangue e o estresse sobre o organismo, além de elevar o risco de complicações como trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

Em geral, o tratamento começa pela região que provoca maior desconforto físico ou funcional, deixando outras áreas para procedimentos posteriores.

Excesso de pele pode causar problemas de saúde

Além da questão estética, o excesso de pele pode provocar dermatites, infecções, micoses, feridas recorrentes e dificuldade de higiene.

O peso do tecido excedente também pode favorecer dores na coluna, alterar a postura e limitar atividades físicas e tarefas do dia a dia.

Segundo o especialista, quando essas complicações comprometem a qualidade de vida, a cirurgia passa a ter caráter reparador e funcional.

Cicatrizes fazem parte do tratamento

A retirada de grandes quantidades de pele exige incisões amplas, tornando inevitável a presença de cicatrizes.

O cirurgião explica que essas marcas são planejadas para permanecer em regiões estratégicas e que o objetivo do procedimento é melhorar o conforto, a mobilidade e o contorno corporal, e não eliminar completamente os sinais deixados pelo emagrecimento.

A recuperação também exige disciplina do paciente, com uso de malhas compressivas, restrição de esforços e acompanhamento médico. Dependendo da cirurgia realizada, o período de cuidados mais intensos pode variar entre 30 e 45 dias.

Expectativas devem ser realistas

Para Régis Ramos, alinhar as expectativas é parte importante do tratamento.

Segundo ele, a cirurgia reparadora não busca a perfeição estética, mas sim proporcionar mais conforto, funcionalidade e qualidade de vida para quem passou por uma transformação significativa do corpo.

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Canetas emagrecedoras oferecem benefícios para a saúde, mas exigem acompanhamento médico

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O crescimento do uso das chamadas canetas emagrecedoras mudou a forma como a obesidade é tratada. Medicamentos como semaglutida e tirzepatida deixaram de ser vistos apenas como aliados da perda de peso e passaram a ocupar espaço importante no tratamento de uma doença crônica que aumenta o risco de diabetes, hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Ao mesmo tempo em que os medicamentos demonstram resultados expressivos, especialistas alertam que seu uso indiscriminado, motivado principalmente pela busca de emagrecimento rápido, pode provocar efeitos adversos e comprometer os resultados a longo prazo. “O principal efeito desses medicamentos não é simplesmente fazer o paciente comer menos. Eles atuam sobre mecanismos hormonais e cerebrais relacionados à fome e à saciedade”, explica o médico Igor Viana, especialista em Clínica Médica com atuação em endocrinologia e metabologia.

Segundo ele, muitos pacientes relatam uma redução importante do desejo constante por comida, fenômeno conhecido entre especialistas como “food noise”. Além da perda de peso, pesquisas também apontam melhora no controle da glicemia, redução da resistência à insulina, diminuição da gordura no fígado e benefícios cardiovasculares.

Tratamento vai muito além da medicação

Apesar dos avanços, médicos reforçam que as canetas emagrecedoras não representam uma solução isolada. “O melhor resultado acontece quando a medicação está inserida em um plano terapêutico que inclui alimentação equilibrada, atividade física, acompanhamento nutricional e mudanças permanentes no estilo de vida”, afirma o médico Bruno Vianei, do Kurotel.

A indicação também não é universal. O tratamento costuma ser recomendado para pessoas com obesidade ou sobrepeso associado a fatores de risco metabólicos, sempre após avaliação individualizada.

Sandra Demétrio Lara, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, ressalta que utilizar esses medicamentos apenas por objetivos estéticos pode trazer riscos desnecessários. “Cada paciente precisa ser avaliado de forma individual. É necessário considerar o histórico de saúde, doenças associadas e outros fatores antes de iniciar o tratamento.”

Quais são os principais riscos

Embora sejam considerados seguros quando utilizados corretamente, os medicamentos podem provocar efeitos colaterais, principalmente nas primeiras semanas de tratamento.

Entre os sintomas mais frequentes estão náuseas, vômitos, diarreia, constipação, refluxo, desidratação e perda importante do apetite. Outro cuidado envolve a alimentação. A redução excessiva da ingestão de alimentos pode favorecer perda de massa muscular e deficiências nutricionais, especialmente quando não há consumo adequado de proteínas nem prática de exercícios de força. Também existem efeitos menos frequentes, como pancreatite, cálculos na vesícula e episódios de hipoglicemia em pacientes predispostos.

Especialistas ainda alertam para o crescimento da venda de medicamentos sem procedência, adquiridos pela internet ou em canais não autorizados, aumentando os riscos para a saúde.

Interromper o tratamento pode favorecer o reganho de peso

Outro ponto de atenção é a suspensão da medicação. Estudos mostram que parte dos pacientes recupera peso após interromper o tratamento sem acompanhamento médico. Segundo Igor Viana, esse processo faz parte da própria fisiologia da obesidade. “Depois da perda de peso, o organismo aumenta os hormônios responsáveis pela fome e reduz o gasto energético. O cérebro passa novamente a estimular a busca por alimentos. Não se trata de falta de disciplina, mas de uma resposta biológica.”

Por isso, especialistas defendem que a obesidade seja tratada da mesma forma que outras doenças crônicas, com planejamento de longo prazo e acompanhamento contínuo.

Além dos efeitos gastrointestinais, estudos recentes passaram a investigar a relação entre os agonistas de GLP-1 e a queda de cabelo. Uma pesquisa conduzida pela Universidade George Washington, que analisou aproximadamente 550 mil pacientes acompanhados entre 2014 e 2024, encontrou associação entre o uso desses medicamentos e maior risco de perda dos fios.

Segundo o dermatologista Hudson Dutra Rezende, a queda de cabelo não está necessariamente relacionada apenas ao medicamento, mas também ao emagrecimento acelerado e às possíveis deficiências nutricionais provocadas pela redução da ingestão alimentar. O acompanhamento nutricional durante o tratamento ajuda a reduzir esse risco.

Emagrecimento rápido também muda o planejamento das cirurgias

Os efeitos das canetas emagrecedoras já começam a ser percebidos também nos consultórios de cirurgia plástica. Com perdas importantes de peso em períodos relativamente curtos, cresce o número de pacientes que procuram procedimentos para corrigir excesso de pele e flacidez.

Segundo especialistas, a cirurgia deve ser considerada apenas após a estabilização do peso, recuperação da massa muscular e avaliação clínica completa. Outro aspecto observado pelos médicos é a adaptação emocional ao novo corpo. Em alguns casos, o emagrecimento acontece mais rapidamente do que a mudança na percepção da própria imagem, tornando necessária uma avaliação cuidadosa antes da indicação cirúrgica.

Para os especialistas, a popularização das canetas emagrecedoras reforça a importância da educação em saúde. Embora esses medicamentos representem um dos maiores avanços recentes no tratamento da obesidade, eles não substituem hábitos saudáveis nem dispensam acompanhamento profissional. Quando utilizados com indicação médica, monitoramento e mudanças no estilo de vida, podem contribuir para o controle da obesidade e de outras doenças associadas. Já o uso indiscriminado, motivado por promessas de emagrecimento rápido ou por influência das redes sociais, aumenta o risco de complicações e reduz as chances de sucesso do tratamento.

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Novo tomógrafo começa a funcionar e Cajamar quer zerar fila de exames em 50 dias

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Equipamento instalado no Complexo de Saúde já realiza exames e permitirá ampliar o atendimento, reduzir o tempo de espera e oferecer novos procedimentos à população

A Prefeitura de Cajamar colocou em funcionamento o novo tomógrafo instalado no Complexo de Saúde, ampliando a capacidade de atendimento da rede municipal e acelerando o diagnóstico de pacientes que aguardam por exames.

Com o início da operação do equipamento, o município passa a contar com dois tomógrafos em funcionamento. A partir de agora, o Hospital Municipal ficará responsável pelos exames de urgência e emergência, enquanto o Complexo de Saúde realizará as tomografias eletivas previamente agendadas.

A reorganização dos atendimentos tem como objetivo reduzir o tempo de espera pelos exames. Segundo a Prefeitura, a expectativa é eliminar, em até 50 dias, a fila de aproximadamente 1.600 pacientes que aguardam por tomografia.

Após esse período, a previsão é que os exames sejam agendados em um prazo médio de 20 a 30 dias, proporcionando maior agilidade no atendimento da população.

Além de ampliar a oferta de tomografias, a rede municipal passará a disponibilizar a angiotomografia, exame de alta complexidade que será realizado pela primeira vez em Cajamar.

De acordo com a administração municipal, a entrada em operação do novo equipamento representa mais um investimento para fortalecer a rede pública de saúde, oferecendo diagnósticos mais rápidos, reduzindo filas e ampliando o acesso da população a exames especializados.

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Foto: Divulgação/PMC

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Hospital Santa Ana registra o nascimento do 500º bebê em Santana de Parnaíba

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Alice nasceu de parto normal e marca um novo momento da maternidade inaugurada neste ano

O Novo Hospital e Maternidade Santa Ana, em Santana de Parnaíba, alcançou uma marca importante desde o início de suas atividades: o nascimento do 500º bebê na unidade.

A pequena Alice Nunes Amorim nasceu de parto normal no último sábado (11), às 13h11. Ela é filha de Andreza Amorim de Miranda e Rian Nunes Figueiredo de Andrade, moradores do bairro Parque dos Eucaliptos.

A pequena Alice Nunes Amorim nasceu de parto normal no último sábado (11). | Foto: Fabiano Martins/PMSP

Marco para a maternidade

O nascimento de Alice simboliza a consolidação da maternidade como uma das principais estruturas de atendimento obstétrico do município.

Desde a inauguração do hospital, gestantes e recém-nascidos passaram a contar com atendimento especializado, voltado à assistência durante a gestação, o parto e o período pós-parto.

O primeiro nascimento registrado na unidade ocorreu no dia da abertura do hospital, quando veio ao mundo o bebê Rael, marcando o início das atividades da maternidade.

Atendimento às famílias

Segundo a Prefeitura, a unidade foi projetada para oferecer atendimento humanizado e estrutura voltada à segurança de mães e bebês.

A marca de 500 nascimentos reforça a capacidade operacional do hospital e representa mais um indicador da utilização dos serviços pela população de Santana de Parnaíba.

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Fotos: Divulgação/PMSP

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Barueri cria espaço lúdico para crianças na Secretaria da Pessoa com Deficiência

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Ambiente desenvolvido em parceria com o CRPI transforma o tempo de espera em momento de brincadeira, aprendizado e acolhimento

Esperar por um atendimento agora também é uma oportunidade para brincar, explorar e aprender na Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD) de Barueri. O local passou a contar com um espaço lúdico criado para tornar a espera das crianças mais acolhedora e estimular o desenvolvimento infantil.

A iniciativa foi implantada em parceria com o Centro de Referência pela Primeira Infância (CRPI), da Secretaria de Educação, que levou ao espaço parte da metodologia utilizada no atendimento às crianças da rede municipal.

Antes da implantação, equipes das duas secretarias avaliaram o perfil das crianças atendidas para definir quais atividades e brinquedos seriam mais adequados.

O ambiente reúne elementos pensados para estimular a curiosidade, a criatividade e a interação entre crianças e familiares. Entre os destaques está um cantinho da leitura com uma estante em formato de gatinho, além de brinquedos confeccionados com materiais simples, como garrafas PET, tampinhas e potes reutilizados.

Outro recurso utilizado são as garrafas sensoriais, produzidas com água, glitter e objetos coloridos, que ajudam a estimular a concentração e podem contribuir para a autorregulação de crianças, inclusive aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

As paredes também foram transformadas em espaços interativos, com atividades que incentivam movimentos como rosquear e desenroscar tampinhas, estimulando a coordenação motora e outras habilidades importantes para o desenvolvimento infantil.

Além disso, brincadeiras tradicionais, como a amarelinha, passaram a fazer parte do ambiente, auxiliando no desenvolvimento do equilíbrio, da lateralidade, da percepção das cores, da sequência numérica e da coordenação motora.

Segundo a Prefeitura, o novo espaço também beneficia as famílias e os profissionais de atendimento, já que as crianças chegam às consultas mais tranquilas, permanecem menos tempo utilizando telas e transformam o período de espera em uma experiência de aprendizado.

O que é o CRPI?

O Centro de Referência pela Primeira Infância (CRPI) desenvolve atividades voltadas ao desenvolvimento infantil, como espaços sensoriais, contação de histórias, musicalização, oficinas de culinária, circo e balé.

As ações são baseadas em cinco pilares: Amar para confiar, Conversar para aprender, Praticar para raciocinar, Brincar para descobrir e Ler histórias para crescer.

O equipamento está localizado na Rua Terra, 326, no Jardim Tupanci, em Barueri.

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Foto: Tatiane Zechetto/PMB

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Barueri reforça prevenção ao câncer de cabeça e pescoço durante o Julho Verde

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Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce, da vacinação contra o HPV e da adoção de hábitos saudáveis

A campanha Julho Verde reforça, neste mês, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço, doença que ainda é descoberta em estágios avançados na maioria dos pacientes. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), cerca de 80% dos casos são diagnosticados tardiamente, reduzindo as chances de sucesso no tratamento.

Em Barueri, a Secretaria de Saúde aproveita a campanha para orientar a população sobre os fatores de risco, os principais sintomas da doença e as formas de prevenção, incluindo a vacinação contra o HPV e o combate ao tabagismo.

Entre os principais fatores de risco estão o uso de cigarros e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. A infecção pelo HPV também está associada ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer que atingem a região da cabeça e do pescoço.

Para ajudar quem deseja abandonar o cigarro, a rede municipal de saúde oferece grupos de apoio conduzidos por equipes multiprofissionais. Durante os encontros, os participantes recebem orientações sobre a dependência da nicotina, estratégias para interromper o hábito e, quando necessário, tratamento medicamentoso.

As atividades são realizadas nas seguintes unidades:

  • UBS Hélio Berzaghi (Jardim Paulista);
  • UBS Armando Gonçalves de Freitas (Parque Imperial);
  • UBS Edini Cavalcante Consoli (Núcleo Nardy);
  • UBS Maria Francisca de Melo (Parque Viana);
  • UBS Hermelino Liberato Filho (Jardim Belval);
  • UBS Benedito de Oliveira Crudo (Vila Boa Vista).

Outra medida de prevenção destacada pela Secretaria de Saúde é a vacinação contra o HPV, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde para meninas e meninos de 9 a 14 anos.

Fique atento aos sinais

A orientação é procurar atendimento médico caso os seguintes sintomas persistam por mais de 15 dias:

  • feridas na boca que não cicatrizam;
  • rouquidão persistente;
  • dificuldade para engolir;
  • caroços no pescoço;
  • dor de garganta contínua;
  • manchas brancas ou avermelhadas na boca.

Segundo especialistas, quando identificado precocemente, o câncer de cabeça e pescoço apresenta maiores chances de cura e pode exigir tratamentos menos agressivos.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Anvisa atualiza regras e exige vacinas contra covid adaptadas a novas variantes

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Novas doses deverão ser direcionadas às cepas mais recentes do coronavírus; imunizantes já distribuídos poderão ser usados por até nove meses

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas regras para a composição das vacinas contra a covid-19 no Brasil. A medida determina que os imunizantes passem a ser atualizados para oferecer proteção contra as variantes mais recentes do coronavírus em circulação.

A mudança foi oficializada em instrução normativa publicada nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial da União e faz parte da estratégia de atualização periódica das vacinas, semelhante ao que ocorre com os imunizantes contra a gripe.

Pelas novas regras, as vacinas deverão ser monovalentes, ou seja, direcionadas a uma única linhagem do vírus SARS-CoV-2. A Anvisa definiu a variante LP.8.1 como antígeno preferencial para os novos imunizantes.

A norma também permite o uso de variantes derivadas da cepa JN.1, como XFG e NB.1.8.1, desde que os fabricantes comprovem que elas oferecem ampla resposta de anticorpos neutralizantes.

Os imunizantes já registrados, produzidos ou distribuídos antes da publicação da nova norma poderão continuar sendo utilizados por até nove meses. Após esse período, não poderão mais ser aplicados.

Segundo a Anvisa, a atualização busca acompanhar a evolução do vírus e manter a eficácia das campanhas de vacinação diante da circulação de novas variantes e do registro contínuo de casos de síndrome gripal associados à covid-19.

O que muda para a população?

A decisão da Anvisa não invalida as vacinas já recebidas pela população. A atualização estabelece critérios para a fabricação e o fornecimento das próximas doses, que deverão ser adaptadas às variantes atualmente predominantes.

A recomendação continua sendo que as pessoas pertencentes aos grupos indicados pelo Ministério da Saúde mantenham o calendário vacinal em dia.

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Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Ag. Brasil

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Morte de menina após picada de escorpião acende alerta para crianças

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Especialistas explicam por que o veneno é mais perigoso nos pequenos, quais são os sintomas e como agir em caso de acidente

A morte da menina Valentina Nobre Lima, de 11 anos, após ser picada por um escorpião no Distrito Federal, reacendeu o alerta sobre os riscos desse tipo de acidente, especialmente entre crianças. Segundo especialistas, elas estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do veneno e precisam de atendimento médico imediato.

Valentina foi picada ao calçar um sapato. Após o acidente, recebeu atendimento inicial e foi encaminhada a um hospital onde recebeu o soro antiescorpiônico. Ela permaneceu internada por 24 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas morreu no último domingo (5).

De acordo com a pediatra Joelma Gonçalves Martin, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o organismo infantil sofre mais com a ação da toxina porque a mesma quantidade de veneno representa uma dose proporcionalmente maior em crianças do que em adultos.

“O veneno se distribui por um organismo com menor peso corporal, aumentando a concentração da toxina por quilo e tornando os efeitos muito mais intensos”, explica a especialista.

O veneno do escorpião atua principalmente sobre o sistema nervoso e pode provocar alterações cardíacas e respiratórias graves. Entre os principais sintomas estão dor intensa no local da picada, suor excessivo, aumento ou queda da pressão arterial, aceleração ou redução dos batimentos cardíacos, convulsões, sonolência, falta de ar, vômitos e dor abdominal.

Segundo a especialista, quanto menor a criança, maior tende a ser o risco de evolução para um quadro grave.

Atendimento rápido pode salvar vidas

Especialistas alertam que o fator mais importante após uma picada de escorpião é o tempo para administração do soro antiescorpiônico.

A recomendação é procurar imediatamente um hospital de referência que disponha do medicamento. Enquanto o atendimento não acontece, a orientação é lavar o local da picada, manter o membro afetado elevado e evitar qualquer procedimento caseiro que possa atrasar a chegada ao hospital.

Em situações de emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193, podem ser acionados para encaminhar o paciente ao serviço adequado.

Como prevenir acidentes

A prevenção continua sendo a principal forma de evitar casos graves.

Especialistas orientam que roupas, sapatos e toalhas guardados por muito tempo sejam sacudidos antes do uso, principalmente em residências onde há registros da presença de escorpiões.

Também é importante evitar o acúmulo de entulho, materiais de construção, madeira e lixo, locais que costumam servir de abrigo para esses animais.

Outra recomendação é instalar telas e vedações em ralos, manter camas e berços afastados das paredes e impedir que lençóis ou cobertores encostem no chão.

Caso um escorpião seja encontrado, a orientação é comunicar imediatamente a Vigilância Ambiental do município.

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*Matéria com informações Agência Brasil | Foto: Canal Saúde/Fiocruz

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Hospital Municipal de Cajamar ganha Agência Transfusional e amplia atendimento aos pacientes

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A Prefeitura de Cajamar inaugurou a Agência Transfusional do Hospital Municipal, novo serviço que amplia a capacidade de atendimento da unidade e garante mais agilidade e segurança aos pacientes que necessitam de transfusões de sangue.

Instalada entre a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o Centro Cirúrgico, a nova estrutura permitirá acesso mais rápido aos hemocomponentes em situações de urgência, emergência e durante procedimentos cirúrgicos, reduzindo o tempo de resposta nos atendimentos em que cada minuto é decisivo.

Além do armazenamento e da disponibilização de bolsas de sangue, a Agência Transfusional será responsável pelo controle dos hemocomponentes, seguindo protocolos técnicos e de qualidade que garantem maior segurança aos pacientes e suporte às equipes médicas.

De acordo com a Prefeitura de Cajamar, a implantação do serviço faz parte dos investimentos voltados à modernização da rede municipal de saúde e à ampliação da estrutura hospitalar, oferecendo um atendimento cada vez mais eficiente, seguro e qualificado para a população.

Com a nova unidade, o Hospital Municipal passa a contar com uma estrutura mais preparada para atender pacientes que necessitam de transfusões, especialmente em casos de alta complexidade e procedimentos cirúrgicos.

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Foto: Divulgação/PMC

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