Compostos de própolis verde mostram potencial contra doenças neurodegenerativas​

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O termo “própolis” está relacionado à proteção e dá nome à substância produzida pela abelha para revestir e higienizar a colmeia, mas que também tem poder antibacteriano para o organismo humano. Esses atributos medicinais da própolis são antigos conhecidos da ciência, mas agora uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP encontrou uma nova dimensão medicinal envolvendo a própolis verde, que abrange doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

A própolis verde é produzida a partir da resina coletada do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia – planta nativa do Brasil, presente no Cerrado e na Mata Atlântica) que as abelhas misturam à saliva e cera. Ao separar e analisar os compostos principais dessa própolis – o Artepelin C e a Bacarina -, os pesquisadores observaram a capacidade de induzir diferenciação neuronal (transformação de neurônios especializados em outras células do sistema nervoso), de aumentar a capacidade de conexão entre neurônios e de promover ações antiapoptóticas (diminuição da morte celular).

Os resultados foram obtidos em estudos in vitro (cultura de células) realizados durante a pesquisa para o doutorado do farmacêutico Gabriel Rocha Caldas, sob orientação do professor Jairo Kenupp Bastos da FCFRP. O pesquisador diz que os achados representam uma linha promissora, especialmente na prevenção e controle de doenças do sistema nervoso, “que pode ser explorada em trabalhos futuros, seja por mim ou por outros grupos de pesquisa interessados no potencial terapêutico da própolis verde”.

Para além de significativas informações para a saúde, Caldas acredita que a pesquisa investe na valorização de um recurso prioritariamente nacional, já que a própolis verde é uma exclusividade brasileira que pode gerar impactos científico, econômico e social.

Os resultados integram a tese que conferiu o título de doutor a Caldas: Investigação do Potencial de Artepelin C e de Bacarina da Própolis Verde e Artepelin C Acetilado na Indução da Neuritogênese, apresentada à FCFRP no ano passado. Parte desses resultados também podem ser conferidos em artigo publicado na edição de novembro de 2023 da revista Chemistry & Biodiversity.

Função de compostos em ambiente neuronal

O Artepelin C e a Bacarina foram isolados a partir da própolis verde utilizando uma sequência de técnicas cromatográficas (métodos de separação). “O processo funciona como uma espécie de ‘peneiração química’: usamos solventes e diferentes métodos cromatográficos para ir separando a própolis em frações menores, até isolar cada molécula pura. É parecido com pegar uma caixa cheia de peças misturadas e ir separando uma por uma até restar só o que você precisa”, compara o pesquisador.

A partir do isolamento dos compostos, os pesquisadores utilizaram duas técnicas para compreender como o Artepelin C e a Bacarina funcionam dentro do organismo: a modelagem computacional e os experimentos com células PC12 – células de ratos usadas como modelo de estudo de neurônios.

Com a modelagem computacional, avaliaram as propriedades físico-químicas dos compostos, como solubilidade, permeabilidade e a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (membrana seletiva que reveste vasos sanguíneos do cérebro e medula espinhal). “Isso ajuda a entender se, teoricamente, essas moléculas poderiam atingir o tecido nervoso em um organismo vivo. Já os experimentos com células PC12 mostraram, na prática, como os compostos atuam em células neuronais”, explica Caldas.

Para facilitar a entrada do Artepelin C no sistema nervoso, utilizaram o processo de acetilação, uma modificação química que tornou a molécula mais lipofílica – com mais afinidade por gorduras, óleos e solventes não polares (moléculas com carga elétrica homogênea). Esta abordagem foi escolhida com base nos estudos computacionais que confirmaram a maior facilidade do Artepelin C acetilado atravessar a barreira hematoencefálica.

Regeneração de neurônios

Pelos experimentos com células PC12 foi possível identificar que, após o tratamento com os compostos da própolis verde, as células passaram a formar neuritos, pequenas projeções que futuramente se transformarão em axônios e dendritos (ramificações dos neurônios), indicando o início da diferenciação das células neuronais. “Essas estruturas são fundamentais porque é por meio delas que os neurônios enviam e recebem mensagens. Sem neuritos não existe comunicação entre células nervosas”, informa o pesquisador. 

Além disso, os testes também identificaram o aumento da presença das proteínas sinapsina I e GAP-43, importantes no processo de diferenciação, já que funcionam como marcadores de que o neurônio está crescendo, amadurecendo e formando novas conexões. Caldas explica que o aumento dessas proteínas representa a célula entrando em um estado favorável à regeneração, algo muito desejado em doenças neurodegenerativas.

Outro fator importante na proteção das células neurais observado no estudo foi o potencial antioxidante do Artepelin C e da Bacarina. Os compostos da própolis verde foram capazes de neutralizar moléculas reativas de oxigênio, excessivas em doenças neurodegenerativas. 

O pesquisador adianta que quadros de enfermidades ativam vias que levam à morte celular programada, ativação que foi reduzida pelos compostos da própolis verde por meio de seu efeito antiapoptótico e evitando, assim, a morte celular. Para Caldas, os estudos mostram o potencial do Artepelin C e da Bacarina na proteção de neurônios em situações de estresse, como ocorre nos estágios iniciais de doenças neurodegenerativas.

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Fonte: GESP | Foto: Michel Stórquio Belmiro/Wikimedia Commons/CC BY-SA 3.0

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Câmara aprova urgência para votar quebra de patente do Mounjaro

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) requerimento de regime de urgência para apreciar o Projeto de Lei nº 68, de 2026, que declara os remédios Mounjaro e Zepbound como de interesse público e pede a quebra de patente. Ambos são medicamentos agonistas do receptor GLP‑1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Foram registrados, ao todo, 337 votos favoráveis e 19 contrários. O texto é de autoria dos deputados federais Antonio Brito (PSD-BA) e Mário Heringer (PDT-MG). Com a aprovação do regime de urgência, o projeto pode ser votado a qualquer momento no plenário, sem necessidade de passar pelas comissões da Casa.

Alerta

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta de farmacovigilância sobre os riscos do uso indevido de canetas emagrecedoras. O grupo inclui a dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida.

Em nota, a Anvisa destacou que, embora o risco conste das bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, as notificações têm aumentado tanto no cenário internacional quanto no cenário nacional, o que exige reforço das orientações de segurança.

O monitoramento médico, segundo a agência, é motivado pelo risco de eventos adversos graves, incluindo pancreatite aguda, que podem incluir formas necrotizantes e fatais.

No início do mês, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido também emitiu alerta para o risco, ainda que pequeno, de casos de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Reprodução/FreePik

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Barueri realiza Dia D de vacinação contra sarampo e febre amarela neste sábado

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A Secretaria Municipal de Saúde de Barueri promove, neste sábado (7), o Dia D de Mobilização da Vacinação contra o sarampo e a febre amarela. A ação ocorre em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município e também na unidade da FIEB de Alphaville, localizada na Avenida Andrômeda, 500, no Alphaville Empresarial.

A iniciativa integra a semana de intensificação da vacinação, que acontece entre os dias 2 e 7 de fevereiro, e segue as diretrizes do Programa Estadual de Imunização (PEI), alinhado ao Programa Nacional de Imunização (PNI). Durante esse período, as vacinas estão disponíveis em livre demanda, conforme o horário de funcionamento das salas de vacinação.

No caso da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, o público-alvo inclui crianças de 12 meses a menores de 5 anos, conforme o Calendário Vacinal; pessoas de 5 a 29 anos, que devem ter duas doses; cidadãos de 30 a 59 anos sem comprovação vacinal, com indicação de uma dose; e profissionais de saúde de todas as idades, que devem receber duas doses.

A imunização contra a febre amarela segue as orientações técnicas vigentes do Programa de Imunização, respeitando os critérios definidos para cada faixa etária e situação clínica.

Além da aplicação das vacinas, as equipes de saúde realizam a checagem da situação vacinal em todos os atendimentos presenciais nas unidades, abrangendo crianças, adolescentes e adultos. Para receber as doses, é necessário apresentar certidão de nascimento ou RG da criança, documento oficial com foto para adolescentes e adultos, além da caderneta de vacinação em todas as idades.

O reforço na vacinação ocorre em meio ao avanço do sarampo nas Américas. Em 2025, os casos da doença cresceram mais de 30 vezes, somando cerca de 15 mil confirmações. Em 2026, aproximadamente mil novos casos foram registrados apenas nas primeiras três semanas do ano, o que levou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a emitir um alerta epidemiológico.

Apesar do cenário internacional, Barueri não registrou casos de sarampo em 2025 nem em 2026 até o momento. Ainda assim, a Secretaria de Saúde alerta para a importância de manter a vacinação em dia como principal forma de prevenção e de proteção coletiva.

A vacina contra o sarampo é indicada para diferentes faixas etárias, de crianças a partir de seis meses até adultos de 59 anos, conforme o histórico vacinal. Pessoas que pretendem viajar para áreas com transmissão ativa da doença devem atualizar o esquema vacinal com pelo menos 15 dias de antecedência. Profissionais da saúde e de setores como turismo, hotelaria e educação também devem manter a imunização completa.

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Foto: Beatriz Lucato/PMB

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Hospital Regional de Osasco passa a ser administrado por nova gestão e amplia atendimento especializado

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O Hospital Regional de Osasco, na Grande São Paulo, passou a contar com uma nova gestão a partir de janeiro, com a entrada do Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (CEJAM). A unidade é vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e atua como hospital de referência para a região.

Com a mudança, o CEJAM assume a gestão dos serviços de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cuidados intermediários, enfermarias clínica e cirúrgica e do pronto-socorro, que passa a oferecer atendimento médico especializado em neurologia. As integrações envolvem uma equipe de cerca de 330 profissionais.

Segundo a instituição, a ampliação da atuação tem como objetivo fortalecer a capacidade assistencial e ampliar o acesso da população a atendimentos hospitalares qualificados, com foco na segurança do paciente, na humanização do cuidado e na adoção de processos padronizados.

“O objetivo é garantir a excelência no atendimento em saúde, com foco na segurança do paciente, na humanização do cuidado e na adoção de processos padronizados e boas práticas assistenciais, contribuindo para uma experiência mais resolutiva e positiva ao longo de toda a jornada do paciente”, afirma Dirley Glizt, gerente hospitalar e da rede de atenção às urgências do CEJAM.

Fundado em 1991, o CEJAM é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos que atua em parceria com o poder público na gestão de serviços de saúde em diversos municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A organização integra o Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS) e é reconhecida como instituição de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificação Great Place to Work.

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Foto: Diogo Moreira/A2 Fotografia

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Cajamar mantém atendimento gratuito para confecção de próteses dentárias no Centro de Especialidades

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A Prefeitura de Cajamar segue oferecendo, de forma contínua, o serviço gratuito de próteses dentárias por meio do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), localizado no Complexo de Saúde do município. A iniciativa, implantada de forma inédita na cidade, garante reabilitação oral a moradores que necessitam do tratamento.

O atendimento é realizado mediante encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde, após avaliação odontológica. No CEO, os pacientes passam por acompanhamento especializado em todas as etapas, desde a análise clínica até a entrega das próteses.

Com estrutura adequada e profissionais capacitados, o serviço funciona com produção mensal das peças, atendendo a demanda de munícipes que aguardavam pelo procedimento. Segundo a administração municipal, o programa contribui para a melhoria da saúde bucal e do bem-estar da população.

A oferta integra os investimentos permanentes da Prefeitura de Cajamar na área da saúde, com foco na ampliação do acesso a serviços especializados e na continuidade do atendimento à população.

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Foto: Divulgação/PMC

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8 sinais de que a pessoa não está bem, mesmo quando segue funcionando

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Mesmo sem sinais extremos, sintomas sutis e persistentes podem indicar adoecimento mental

Nem todo sofrimento psíquico se manifesta de forma evidente. Neste Janeiro Branco, mês de campanha de promoção da saúde mental, é preciso alertar que muitas pessoas convivem com um mal-estar emocional constante, difícil de nomear e fácil de ignorar, enquanto continuam trabalhando, cuidando da família e cumprindo compromissos diários. Esse tipo de sofrimento, menos óbvio e mais silencioso, é hoje um dos grandes desafios no cuidado com a saúde mental.

Ao contrário de quadros mais reconhecidos — como a dificuldade de sair da cama, alterações intensas de apetite ou crises emocionais —, o sofrimento psíquico silencioso não interrompe a rotina. “A pessoa segue funcionando, mas com sensação frequente de cansaço emocional, esvaziamento e desconexão”, diz Danielle Admoni, psiquiatra da infância e adolescência, supervisora na residência de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

8 sinais de que a saúde mental pode não ir bem

  1. Irritabilidade constante e baixa tolerância a frustrações, mesmo em situações simples do dia a dia.
  2. Dificuldade de concentração e esquecimentos frequentes, com sensação de mente “embaralhada” ou dispersa.
  3. Cansaço emocional persistente, que não melhora com descanso ou tempo livre.
  4. Perda de prazer em atividades antes agradáveis, mesmo continuando a realizá-las.
  5. Procrastinação acompanhada de culpa, e não de alívio.
  6. Distanciamento emocional de pessoas próximas, com menor vontade de compartilhar sentimentos.
  7. Sensação constante de estar devendo algo, mesmo quando se cumpre muitas tarefas.
  8. Funcionamento no modo automático, com pouca conexão emocional com a própria rotina.

Esses sinais costumam ser minimizados, tanto por quem sente quanto por quem observa. O mal-estar é atribuído ao estresse, à rotina corrida ou a uma “fase difícil”. A cultura da produtividade reforça essa invisibilidade: se a pessoa está dando conta de suas obrigações, entende-se que está tudo bem.

O problema é que ignorar esses sinais não os faz desaparecer. Pelo contrário: o acúmulo de sofrimento emocional não reconhecido pode evoluir para quadros mais graves, como depressão, ansiedade crônica e burnout, além de impactar relações, desempenho cognitivo e saúde física.

Reconhecer esses sintomas precocemente é uma forma de cuidado e prevenção, não de exagero. Quando o mal-estar persiste por semanas ou quando o cansaço emocional se torna constante e a vida passa a ser vivida no modo automático, sem sentido ou prazer, é hora de buscar ajuda. “Se esses sintomas trazem um prejuízo clinicamente significativo, eles precisam ser tratados, por isso é importante procurar um profissional de saúde mental para avaliar”, diz Danielle Admoni.

O Janeiro Branco propõe ampliar o olhar sobre saúde mental. Falar apenas dos quadros mais extremos deixa de fora uma parcela significativa de pessoas que sofrem em silêncio. Cuidar da mente também significa prestar atenção ao que não grita, mas insiste.

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Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Ag. Brasil

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Butantan recruta idosos para ensaio clínico da vacina da dengue

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O Instituto Butantan está recrutando, a partir desta terça-feira (13), 767 voluntários de 60 a 79 anos para ensaios clínicos com a sua vacina da dengue, a Butantan-D. Os testes serão realizados ao longo do ano em quatro centros de pesquisa em Porto Alegre e Pelotas (RS) e um em Curitiba (PR). Participam ainda, 230 adultos de 40 a 59 anos como grupo controle em cinco centros de pesquisa no RS e PR.

Os 997 participantes do sexo masculino ou feminino, precisam estar saudáveis ou com comorbidades controladas. Será feito um sorteio entre os idosos para receber a vacina (690 participantes) ou o placebo (77 participantes), enquanto os 230 adultos (de 40 a 59 anos) receberão a vacina, sem sorteio para grupo placebo.

Segundo o Instituto Butantan, o objetivo dessa fase do estudo é avaliar a segurança e comparar a resposta imunológica por meio de testes laboratoriais para entender se a produção de anticorpos dos participantes idosos é semelhante à do grupo adulto já acompanhado nos estudos anteriores da Butantan-DV.

O recrutamento começa no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre (RS) e os interessados em participar podem se inscrever ao preencher um questionário. Em seguida, as inscrições ocorrerão nos outros quatro centros: o Hospital Moinhos de Vento e o Núcleo de Pesquisa Clínica do Rio Grande do Sul (PUCRS), ambos na capital gaúcha; o Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HEUFPEL/Ebserh), em Pelotas (RS); e o Serviço de Infectologia e Controle de Infecção Hospitalar de Curitiba (PR).

“A faixa etária de maiores de 60 anos está entre as mais impactadas pela morbidade da dengue, por isso consideramos de suma importância que tal faixa etária tenha a oportunidade de se proteger através da vacinação. Este é o objetivo primordial deste estudo: garantir a segurança para que pessoas entre 60 e 79 anos possam receber a Butantan-DV”, afirmou a diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos.

De acordo com o gestor médico de desenvolvimento clínico do Butantan Érique Miranda, a maioria dos participantes da pesquisa terá que fazer apenas quatro visitas ao centro durante o estudo. A ideia é fazer um estudo ‘enxuto’ para facilitar a participação das pessoas.

“A primeira visita já para tomar a vacina, com retorno em 22 dias; depois em 42 dias; e um ano depois da vacinação para coleta de sangue. Inicialmente 56 idosos terão que fazer mais visitas para coleta de exames de viremia. É um estudo enxuto para facilitar a participação das pessoas”, explicou.

Miranda destacou que o Paraná e o Rio Grande do Sul foram escolhidos para o teste por serem centros de baixa prevalência de casos de dengue, com 5 a 10% de casos e que teria uma soroprevalência de até 20%, sendo um bom controle. Também foram avaliadas as possibilidades de incluir regiões com grande parte da população já expostas à dengue, como Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Natal (RN). Entretanto, os resultados poderiam influenciar os resultados pela presença de anticorpos da doença no sangue.

A vacina

A Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 26 de novembro de 2025 para ser utilizada na população brasileira de 12 a 59 anos. Com dose única, o imunizante foi incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o Ministério da Saúde já adquiriu as primeiras 1,3 milhão de doses fabricadas pelo Butantan. Elas serão destinadas a agentes de saúde e a pessoas com 59 anos, com expansão gradual para as demais faixas etárias até chegar ao público de 15 anos.

Uma parte dessas doses será aplicada pelo SUS, a partir de 17 de janeiro, nas cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), e Botucatu (SP), na população entre 15 e 59 anos. A estratégia visa avaliar os resultados da vacinação em massa da população desses municípios. O objetivo é vacinar pelo menos 50% dos moradores.

“Vários estudiosos apontam a possibilidade de uma alta capacidade de controle da infecção e do quadro epidêmico da dengue se a gente chegar entre 40% e 50% da população vacinada. Vamos começar a vacinação nessas cidades para acompanhar o impacto que isso tem nessas cidades. Vamos acompanhar isso por um período de anos para avaliar aquilo que pode ser uma parte importante da estratégia do resultado da aceleração da vacinação no país”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante cerimônia de assinatura de contrato para compra de vacina da dengue do Butantan, em dezembro do ano passado.

Os ensaios clínicos da Butantan-DV foram encerrados em junho de 2024, quando o último participante completou 5 anos de acompanhamento e os dados mostram 79,6% de eficácia geral para prevenir casos de dengue sintomática. Os resultados mostram uma proteção de 89% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme. A vacina mostrou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme no público de 12 a 59 anos.

Dengue

A dengue é uma doença causada por um vírus que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, dor atrás dos olhos, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele, coceira, náuseas e dores musculares e articulares. Uma das principais formas de prevenção da doença é o combate ao mosquito transmissor. Isso pode ser feito eliminando água parada ou objetos que acumulem água como pratos de plantas ou pneus usados.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou um novo medicamento, o Leqembi, para tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado.

O remédio, produzido com o anticorpo lecanemabe, é indicado para retardar o declínio cognitivo das pessoas que já apresentam demência leve causada pela doença. 

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Segundo o registro da Anvisa, o lecanemabe reduz as placas beta-amiloides no cérebro. O acúmulo dessas placas é uma característica definidora da doença de Alzheimer. O produto é uma solução para diluição para infusão.

Estudo 

A Anvisa divulgou que o medicamento teve a eficácia clínica avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 pessoas com doença de Alzheimer em estágio inicial, que apresentavam placas betaamiloides no cérebro e receberam o Leqembi ou placebo. 

“A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses”, apontou a Anvisa. A avaliação ocorreu a partir de uma escala de demência denominada CDR-SB, utilizada para testar a gravidade da doença de Alzheimer em pacientes. 

A escala inclui questões que ajudam a determinar o quanto a vida diária do paciente foi afetada pelo comprometimento cognitivo. Segundo o estudo, no subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB do que aqueles que receberam placebo.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Divulgação/EISAI

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Festas de fim de ano: veja como evitar a ressaca e cuidar da saúde

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Mal-estar, dor de cabeça e sede são alguns sintomas causados pelo consumo excessivo de álcool

As festas de fim de ano são momentos de celebração, alegria e, muitas vezes, de exageros na comida e na bebida. Sabemos que o álcool pode ser um “companheiro” presente nessas ocasiões, mas também é o principal culpado pela tão temida ressaca do dia seguinte. Em caso de qualquer sintoma mais forte, procure atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Os endereços podem ser consultados na plataforma Busca Saúde.

A ressaca é a combinação de sintomas físicos e mentais experimentados no dia seguinte a um episódio de consumo de álcool, levando ao surgimento de sintomas como dor de cabeça, sensibilidade ao som e à luz, enjoo, dores no corpo, boca seca e sede. Isso ocorre devido à desidratação que a bebida alcoólica causa no organismo, além da sobrecarga no fígado, órgão que tem a função de eliminar o álcool do sangue.

O consumo de álcool está associado a diversos problemas para a saúde. O chamado “beber pesado episódico” é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o consumo de 60 gramas ou mais de álcool puro em uma única ocasião. Em termos práticos, isso corresponde aproximadamente a quatro ou mais doses para mulheres e a cinco ou mais doses para homens. Esse padrão de consumo está relacionado ao risco aumentado de envolvimento em acidentes e violências, apagões de memória, overdose e desenvolvimento de dependência.

Para reduzir os danos, se escolher beber, é indicado tomar alguns cuidados ao longo do dia para ajudar o organismo a restabelecer o equilíbrio natural:

Intercale com água e beba devagar
O álcool é diurético, ou seja, aumenta a perda de líquidos pelo organismo, o que contribui para a desidratação — um dos principais fatores da ressaca. O recomendado é alternar o consumo de bebidas alcoólicas com água e também beber bastante água no dia seguinte, para recuperar a hidratação.

  • Antes de beber: beba bastante água ao longo do dia;
  • Durante a festa: alterne entre bebidas alcoólicas e água; para cada copo de álcool, beba pelo menos um copo de água;
  • Depois: antes de dormir, tente beber um ou dois copos de água para ajudar na hidratação.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a quantidade de água que uma pessoa deve beber diariamente varia conforme fatores como peso corporal e temperatura ambiente. Porém, o indicado é ingerir cerca de dois litros de água por dia.

Aposte em bebidas não alcoólicas atraentes
Intercalar bebidas alcoólicas com opções não alcoólicas, como águas aromatizadas ou mocktails (coquetéis sem álcool), é uma ótima forma de aproveitar sem exagerar. Além disso, essa alternância ajuda a reduzir o consumo de álcool e melhora a hidratação.

Nunca beba de estômago vazio
O álcool é absorvido mais rapidamente quando o estômago está vazio, o que intensifica seus efeitos e pode causar mais ressaca no dia seguinte. Por isso, alimente-se bem antes e durante o consumo.

Inclua refeições ricas em proteínas e gorduras saudáveis (como carnes magras, abacate ou nozes), pois ajudam a retardar a absorção do álcool.

Evite alimentos muito gordurosos durante a festa, já que podem piorar os sintomas de mal-estar.

Vitamina B e antioxidantes são aliados
O consumo de álcool pode esgotar as reservas de vitaminas do complexo B e de antioxidantes no organismo. Antes da festa, invista em alimentos ricos nesses nutrientes, como ovos, carnes magras e cereais integrais (vitamina B) e frutas cítricas, frutos vermelhos e vegetais verdes-escuros (antioxidantes).

Limite de doses
Se escolher beber, respeite o limite de doses:

Mulheres: até 1 dose por dia; nunca ultrapassar 3 doses em uma única ocasião;
Homens: até 2 doses por dia; nunca ultrapassar 4 doses em uma única ocasião.

Em caso de exagero
Se você acabou exagerando, cuide-se no dia seguinte:

  • Hidrate-se bem com água, chás ou bebidas isotônicas, para repor os eletrólitos;
  • Invista em alimentos leves e de fácil digestão, como frutas, sopas e caldos;
  • Um bom descanso também ajuda o corpo a se recuperar mais rapidamente.

Em caso de qualquer sintoma mais forte, procure atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Os endereços podem ser consultados na plataforma Busca Saúde.

Mais dicas

  • Tenha dias livres de álcool;
  • Nunca beba e dirija;
  • Lembre-se: para um estilo de vida mais saudável, quanto menos álcool, melhor.

Fonte: Pref. de SP | Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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SP alerta para importância da vacinação contra sarampo durante a temporada de cruzeiros no litoral paulista

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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta aos serviços de saúde, autoridades portuárias e viajantes diante do aumento do risco de reintrodução do sarampo durante a temporada de cruzeiros 2025/2026 no litoral paulista. A medida considera a circulação internacional do vírus e a intensa movimentação de passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades.

A temporada de cruzeiros, iniciada em 26 de outubro de 2025, segue até 19 de abril de 2026. De acordo com a CLIA Brasil, mais de 670 mil viajantes devem embarcar em roteiros pelo país.

Em 2024, o Brasil reconquistou a certificação de eliminação do sarampo. No entanto, em 2025, já foram registrados 38 casos importados ou relacionados à importação no país, incluindo dois casos confirmados no estado de São Paulo até dezembro. Atualmente, há surtos ativos da doença em diversas regiões do mundo, o que exige vigilância contínua e atenção à situação vacinal da população.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como navios de cruzeiro. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre sete e 14 dias após a exposição.

A SES-SP orienta que pessoas que planejam viajar, inclusive em cruzeiros marítimos ou participar de eventos de grande porte, verifiquem a caderneta de vacinação e garantam o esquema completo da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), preferencialmente com pelo menos 15 dias de antecedência da viagem. A imunização é a principal forma de prevenção da doença.

A Pasta também reforça a adoção de medidas de higiene durante as viagens, entre elas:

  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

  • Lavar as mãos com frequência com água e sabão, ou então utilizar álcool em gel;

  • Não compartilhar copos, talheres e alimentos;

  • Procurar não levar as mãos à boca ou aos olhos;

  • Evitar aglomerações ou locais pouco arejados;

  • Manter os ambientes frequentados sempre limpos e ventilados;

  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.

    No retorno, caso surjam sintomas suspeitos até 30 dias após a viagem, como febre, manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de tosse ou coriza ou conjuntivite, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, informar o histórico de deslocamento e evitar a circulação em locais públicos.

Para os profissionais de saúde, a Secretaria destaca que o sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata. Casos suspeitos devem ser comunicados à vigilância epidemiológica em até 24 horas, para adoção rápida das medidas de bloqueio e prevenção.

A SES-SP segue atuando de forma integrada com os municípios e demais órgãos envolvidos para proteger a população e evitar a reintrodução do sarampo no estado.


Fonte/foto: GESP

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