Barueri inaugura 15 leitos de cuidados paliativos em Hospital de Retaguarda

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A Prefeitura de Barueri inaugurou nesta terça-feira (1º) uma nova ala com 15 leitos de cuidados paliativos no Hospital de Retaguarda do Jardim Paulista. A estrutura foi criada para atender pacientes com doenças graves e oferecer controle de sintomas, conforto e assistência integral durante uma fase de cuidados que pode envolver os últimos dias de vida.

A nova ala contará com equipe médica e profissionais de diferentes áreas, incluindo enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, odontologia, serviço social, farmácia e psicologia.

A proposta é oferecer dentro do hospital um ambiente adequado para pacientes que apresentam sintomas de difícil manejo, com foco na qualidade de vida e na redução de desconfortos.

Durante a inauguração, a secretária da Saúde de Barueri, Dra. Luciane Amaral, destacou a importância da criação dos leitos e afirmou que estruturas dedicadas exclusivamente aos cuidados paliativos ainda são pouco comuns entre hospitais brasileiros.

Segundo a secretária, a iniciativa também pode servir de referência para outros municípios da região.

O prefeito Beto Piteri afirmou que a nova ala representa uma ampliação do cuidado humanizado na saúde municipal, especialmente para pacientes e familiares que enfrentam um dos períodos mais delicados do tratamento.

O que são cuidados paliativos

Os cuidados paliativos são destinados a pessoas com doenças graves e que ameaçam a vida. Nessa etapa, o atendimento tem como prioridade o alívio da dor e de outros sintomas, o conforto e a qualidade de vida, em vez de concentrar o tratamento exclusivamente na cura da doença.

O cuidado também pode envolver os familiares, com suporte durante o processo de adoecimento e luto.

Na nova ala de Barueri, a equipe multiprofissional poderá atuar no controle de sintomas como dor e falta de ar, além de outros desconfortos, buscando evitar intervenções invasivas desnecessárias quando elas não forem compatíveis com os objetivos do cuidado.

A estrutura integra o Hospital de Retaguarda do Jardim Paulista “Vanderson César de Almeida”, localizado na Avenida Cidade de Itu, 346, no Jardim Itaparica.

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Foto: Edson Mesquita Jr/Hora SP

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Cajamar amplia cobertura da saúde e chega a 80,1%

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Estratégia Saúde da Família também avançou e alcançou 78,33% de cobertura, com mais de 100 agentes comunitários atuando nos bairros.

Cajamar ampliou a cobertura da Atenção Primária em Saúde, que já alcança 80,1% do município. A Estratégia Saúde da Família (ESF) também avançou e chegou a 78,33% de cobertura, fortalecendo o acompanhamento da população nos bairros.

A Estratégia Saúde da Família é uma das principais formas de organização da Atenção Primária do SUS. As equipes atuam diretamente nos territórios com ações de prevenção, promoção da saúde, orientação, acompanhamento e cuidado contínuo.

Mais de 100 agentes atuam nos bairros

Parte desse trabalho é realizada pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Cajamar conta atualmente com mais de 100 agentes, que acompanham as famílias e ajudam a identificar situações que precisam de atenção dos serviços municipais.

Segundo a Secretaria de Saúde, a expectativa é chegar a 150 agentes comunitários já em 2027.

A atuação dos profissionais permite um acompanhamento mais próximo da realidade de cada território. Entre as ações estão o acompanhamento de gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, além de vacinação e outros cuidados de saúde.

Busca ativa aproxima atendimento das famílias

A ampliação da Estratégia Saúde da Família também fortalece a busca ativa, permitindo que os profissionais identifiquem pessoas que precisam de acompanhamento e que nem sempre procuram espontaneamente uma unidade de saúde.

Com a presença das equipes nos territórios, a proposta é ampliar o acesso aos serviços e fortalecer ações preventivas.

O fortalecimento da Atenção Primária é uma das estratégias do SUS para ampliar o acesso e qualificar o cuidado, com foco na promoção da saúde, prevenção de doenças e continuidade do acompanhamento.

Em Cajamar, os números apresentados pela Secretaria de Saúde indicam o avanço da cobertura e da presença das equipes nos bairros, aproximando os serviços públicos de saúde das famílias.

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Foto: Divulgação/PMC

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Campanha de vacinação termina na terça (1°) em SP; veja quem pode se vacinar

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Campanha atende crianças e adolescentes menores de 15 anos nos 645 municípios; vacinação contra o sarampo também foi ampliada em três cidades

A Campanha de Multivacinação entra na reta final em São Paulo. A ação segue até terça-feira (1º) nos 645 municípios do estado para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

No último sábado (22), durante o Dia D, foram aplicadas mais de 600 mil doses de diferentes vacinas em todo o estado, segundo dados preliminares do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo (CVE-SP).

Pais e responsáveis ainda podem procurar uma unidade de saúde para conferir a situação vacinal e verificar quais doses estão indicadas para cada faixa etária.

Vacinação contra o sarampo

Além da campanha de multivacinação, São Paulo mantém uma estratégia específica de vacinação contra o sarampo na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo.

Nesses três municípios, pessoas de 6 meses a 59 anos podem receber a vacina contra a doença, independentemente do histórico vacinal, após avaliação da equipe de saúde.

A medida foi adotada após a confirmação de casos de sarampo no estado. Segundo o CVE-SP, foram registrados 26 casos, sendo 23 em moradores da capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Crianças menores de 2 anos foram o grupo mais atingido.

Para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias, a vacinação contra o sarampo inclui a chamada dose zero, que funciona como proteção adicional e não substitui as doses previstas no calendário regular.

Como participar da campanha

A Campanha de Multivacinação é destinada a crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Pais e responsáveis devem procurar uma unidade de saúde, preferencialmente levando a caderneta de vacinação. A equipe fará a conferência do histórico e indicará as doses necessárias.

As vacinas previstas no calendário são oferecidas gratuitamente pelo SUS. Os horários e os locais de atendimento devem ser consultados junto à prefeitura de cada município.

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Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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Junho Vermelho ganha força nacional; Barueri já tem lei sobre doação de sangue

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Lei nº 15.491/2026 prevê campanhas educativas e ações para ampliar os estoques de sangue; município já instituiu o Junho Vermelho em 2017

O mês de junho passará a integrar oficialmente o calendário nacional de ações de incentivo à doação de sangue. A medida foi estabelecida pela Lei nº 15.491/2026, que prevê campanhas educativas e iniciativas voltadas ao aumento dos estoques nos hemocentros de todo o país.

Entre as ações previstas está a produção de materiais de conscientização sobre a importância da doação regular de sangue. A legislação também prevê a possibilidade de iluminação de prédios públicos na cor vermelha durante o período.

As iniciativas deverão ser desenvolvidas de forma articulada entre União, estados, Distrito Federal e municípios, respeitando a disponibilidade orçamentária e as diretrizes do Ministério da Saúde.

O objetivo é ampliar a conscientização da população sobre a necessidade de manter os estoques de sangue em níveis adequados para atender pacientes que precisam de transfusões em tratamentos médicos, cirurgias, emergências e outras situações.

Barueri já possui lei para o Junho Vermelho

Em Barueri, a campanha Junho Vermelho já faz parte do calendário municipal desde 2017.

A iniciativa foi instituída pela Lei Municipal nº 2.499, de autoria do vereador Wilson Zuffa, com o objetivo de promover ações de conscientização e mobilização em torno da importância da doação de sangue.

Durante o mês de junho, campanhas educativas são realizadas no município, além de ações de mobilização da população. Prédios públicos também recebem iluminação especial na cor vermelha como forma de chamar a atenção para a causa.

Com a nova legislação nacional, as campanhas de incentivo à doação de sangue passam a contar com uma previsão específica para o desenvolvimento de ações em todo o país.

Onde doar sangue em Barueri

Para quem deseja se tornar doador, Barueri conta com um posto de coleta de referência ligado à Fundação Pró-Sangue.

O local fica na Rua Guilhermina Carril Loureiro, nº 44, ao lado do Pronto-Socorro Central, dentro da estrutura de atendimento do município.

A doação de sangue é fundamental para manter os estoques utilizados no atendimento de pacientes submetidos a tratamentos, cirurgias e situações de emergência.

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Foto: Marco Miatelo/CMB

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Doença de Creutzfeldt-Jakob: o que é e quais são os sintomas

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A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurológica rara, degenerativa e de rápida progressão, voltou a chamar atenção após o diagnóstico do piloto e criador de conteúdo Lito Sousa, conhecido pelo canal Aviões e Músicas.

A doença está relacionada ao acúmulo de formas anormais de proteínas chamadas príons no cérebro. Essas proteínas alteradas comprometem o funcionamento dos neurônios e provocam uma rápida degeneração do sistema nervoso.

Até o momento, não existe cura nem tratamento comprovado capaz de interromper a progressão da doença. Pesquisadores, no entanto, desenvolvem estudos no Brasil e em outros países em busca de alternativas terapêuticas.

Como a doença age no cérebro

A DCJ pertence ao grupo das chamadas doenças priônicas.

De acordo com pesquisadores, quando uma proteína assume uma forma anormal, ela pode induzir outras proteínas saudáveis a também se modificarem, provocando um efeito em cadeia.

Com o acúmulo dessas proteínas, os neurônios passam a ser comprometidos, levando à degeneração progressiva do cérebro.

Na maioria dos casos, ainda não é possível determinar exatamente por que esse processo começa.

Uma pequena parcela está relacionada a alterações genéticas. Também existem formas extremamente raras associadas à exposição a príons durante determinados procedimentos médicos ou ao consumo de produtos contaminados.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem variar conforme as regiões do cérebro afetadas.

Em geral, a doença pode provocar inicialmente alterações na memória e em outras funções cognitivas. Com a progressão do quadro, podem surgir dificuldades de movimentação, comunicação e alterações visuais.

A evolução costuma ser rápida e pode ocorrer ao longo de meses.

A DCJ é mais frequente em pessoas idosas, embora também possa atingir pacientes mais jovens.

Caso de Lito Sousa chamou atenção para doença rara

O diagnóstico de Lito Sousa, piloto e criador do canal Aviões e Músicas, levou a doença a ganhar repercussão nas redes sociais.

Segundo relatos divulgados por familiares, o quadro apresentou evolução rápida, com dificuldades de movimentação, alterações na visão e na fala.

A repercussão também ampliou a procura por informações sobre a DCJ e os estudos científicos que tentam encontrar formas de combater a doença.

Pesquisas buscam possíveis tratamentos

Nos Estados Unidos, pelo menos duas linhas de pesquisa investigam medicamentos que possam reduzir a produção da proteína que serve de base para a formação dos príons anormais.

Uma das pesquisas mais avançadas utiliza uma tecnologia conhecida como oligonucleotídeo antissenso, aplicada por meio de procedimento na região da medula.

Os estudos ainda estão em andamento e os resultados definitivos devem ser divulgados nos próximos anos.

Os pesquisadores avaliam se a redução da produção da proteína poderia retardar a progressão da doença. Até agora, porém, não há comprovação de eficácia clínica capaz de interromper ou curar a DCJ.

Pesquisa brasileira estuda compostos naturais

No Brasil, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com outras instituições, estudam compostos extraídos da moringa oleífera.

Os experimentos iniciais identificaram substâncias que demonstraram potencial, em laboratório, para interferir no processo de formação e acúmulo dos príons.

Entre os compostos analisados estão o ácido clorogênico e o ácido neoclorogênico.

A pesquisa, no entanto, ainda está em fase inicial e os resultados observados em laboratório não significam que exista um medicamento ou tratamento disponível para pacientes.

Os próximos passos envolvem novos testes em células e, posteriormente, estudos em animais e seres humanos.

Diagnóstico é um dos desafios

Um dos exames considerados mais avançados para auxiliar na confirmação da DCJ é o RT-QuIC, que identifica a atividade dos príons a partir de amostras do paciente.

Por envolver agentes capazes de transmitir uma doença grave, o procedimento exige condições específicas de biossegurança.

No Brasil, o exame é realizado pelo Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ.

O diagnóstico da DCJ também pode envolver exames de imagem, análise do líquor e avaliação clínica.

A rapidez no diagnóstico é considerada importante porque a doença apresenta evolução acelerada e pode provocar mudanças significativas no quadro do paciente em pouco tempo.

O que se sabe até agora

A Doença de Creutzfeldt-Jakob continua sendo um dos grandes desafios da neurologia.

A ciência já avançou na compreensão do papel dos príons e no desenvolvimento de métodos de diagnóstico, mas ainda não existe uma terapia comprovada capaz de deter a doença.

As pesquisas em andamento representam possibilidades futuras, mas os próprios cientistas ressaltam que ainda são necessários estudos clínicos para determinar se os tratamentos experimentais são seguros e eficazes.

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Foto: Reprodução/Instagram/@Lito

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Prioridades Humanas

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Estamos a menos de dois meses de mais uma eleição. Em outubro vamos eleger Presidente da República, Governadores dos estados, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. O resultado desta eleição popular, irá influenciar a vida de todos os brasileiros pelos próximos 4 anos. Penso que as prioridades, de qualquer plano de governo, devem ser nas áreas da Educação e da Saúde. Fundamentais para o desenvolvimento do Brasil não apenas pela visão da tecnocracia, mas, e principalmente, por serem uma necessidade humana, social e econômica que influenciará o futuro do país. Investir nessas áreas significa investir na própria capacidade do Brasil de garantir dignidade, competitividade e bem-estar para sua população. Este artigo reflete sobre esta importância sob uma perspectiva humanista, social e econômica.

A visão humanista coloca o ser humano no centro das políticas públicas. Sob essa perspectiva, Educação e Saúde não são apenas serviços: são direitos fundamentais permitindo que cada pessoa desenvolva todo o seu potencial, dignamente. A Educação amplia horizontes, possibilita novos conhecimentos, fortalece a autonomia, enseja novas e constantes reflexões, permite que indivíduos compreendam e transformem o mundo ao seu redor. A Saúde assegura aos cidadãos condições físicas e mentais para viver plenamente, trabalhar, estudar e participar da vida comunitária. Sem esses dois pilares, a promessa de cidadania plena se torna incompleta. Um país que negligencia Educação e Saúde públicas compromete a própria humanidade de seu povo. Infelizmente essa negligência é recorrente em nosso país, pois o orçamento público para Educação e Saúde, sempre é alvo de cortes.

Investir nessas áreas é uma estratégia de fortalecimento social. A Educação pública de qualidade reduz desigualdades, rompe ciclos de pobreza e amplia oportunidades reais de ascensão social. Ela cria ambientes seguros, comunidades engajadas e cidadãos mais preparados para participar da vida democrática. Do ponto de vista meramente econômico, o investimento em Educação pública é um dos mais rentáveis que um país pode fazer, pois: aumenta a produtividade da mão-de-obra; estimula a inovação e a capacidade tecnológica; atrai investimentos internacionais; reduz custos com desemprego, violência e assistência social. O investimento consistente em Educação pública produz ganhos econômicos duradouros, construindo uma base sólida de capital humano.

A Saúde pública, por sua vez, promove equidade ao garantir que todos, independentemente de renda, etnia, gênero ou região, tenham acesso a cuidados essenciais. Sistemas de saúde funcionais reduzem mortalidade infantil, ampliam expectativa de vida e fortalecem a coesão social ao diminuir disparidades regionais e socioeconômicas. Sabidamente, trabalhadores saudáveis produzem mais, faltam menos e permanecem ativos por mais tempo; um sistema de Saúde pública eficiente reduz gastos públicos com doenças evitáveis, fortalece a economia ao evitar crises sanitárias que paralisam setores inteiros, como ocorreu durante a pandemia.

Sem dúvida o Brasil enfrenta desafios históricos: desigualdade social, péssima distribuição de renda, disparidades regionais, infraestrutura insuficiente, mas também possui grandes oportunidades: um sistema de Saúde pública robusto, o SUS, que é uma referência internacional; uma rede educacional ampla que, com os investimentos adequados, podem elevar o país a novos patamares de desenvolvimento.

A decisão de investir em Educação e Saúde públicas é urgentíssima. Sob uma perspectiva humanista, é reconhecer o valor intrínseco de cada cidadão / cidadã. Sob uma perspectiva social, é construir um país mais justo e igualitário. Sob uma perspectiva econômica, é garantir crescimento sustentável para todas as classes sociais, e não apenas para os privilegiados. Portanto, quando Educação e Saúde avançam juntas, a sociedade se torna mais igualitária, integrada, resiliente, mais humanizada.

O Brasil só alcançará seu potencial pleno quando colocar o ser humano no centro de suas prioridades, e isso começa com uma Educação e Saúde públicas fortes, acessíveis e de qualidade. Pense nisso quando for eleger seus representantes.

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Foto: Benjamim Sepulvida/PMB

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São Paulo aplica mais de 1 milhão de vacinas em duas semanas

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Campanha de multivacinação registrou mais de 795 mil doses contra o sarampo; capital já confirmou 20 casos da doença em 2026

A cidade de São Paulo ultrapassou a marca de 1 milhão de doses de vacinas aplicadas desde o início da Campanha de Multivacinação – De Olho na Carteirinha 2026, iniciada no dia 3 de agosto.

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Até o último sábado (15), foram aplicadas 795.418 doses contra o sarampo e outras 252.382 de diferentes imunizantes, totalizando mais de 1,04 milhão de aplicações em pouco mais de duas semanas.

O resultado ocorre em meio à preocupação com os casos de sarampo registrados na capital. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, 20 pessoas tiveram a doença confirmada em São Paulo neste ano. Outros 376 casos seguem em investigação, enquanto 275 foram descartados. Até o momento, não há registro de mortes.

A campanha busca ampliar a vacinação contra o sarampo e, ao mesmo tempo, atualizar a caderneta de crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o número de doses aplicadas nas primeiras semanas reforça a importância da imunização como estratégia de prevenção contra o sarampo e outras doenças.

Dose para crianças de até 11 meses continua disponível

Além das doses previstas no calendário regular de vacinação, a capital mantém disponível a chamada dose zero contra o sarampo para crianças de 6 a 11 meses de idade.

Desde 29 de junho, foram aplicadas 43.281 doses nesse público. A Secretaria Municipal da Saúde ressalta que essa aplicação adicional não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que devem ser administradas aos 12 e aos 15 meses.

O secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, afirmou que a mobilização tem como objetivo ampliar a proteção da população e garantir que a caderneta de vacinação esteja atualizada.

Vacinas estão disponíveis em 483 UBSs

As vacinas são oferecidas nas 483 Unidades Básicas de Saúde da capital, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Aos sábados, o atendimento ocorre nas AMAs/UBSs Integradas, também no mesmo horário.

Para facilitar o acesso, a Prefeitura orienta os moradores a consultarem a plataforma De Olho na Fila, que informa as unidades com doses disponíveis durante o horário de funcionamento.

A unidade de saúde mais próxima também pode ser localizada pela plataforma Busca Saúde.

A recomendação é levar um documento de identificação e, sempre que possível, a caderneta de vacinação.

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Foto: Tomaz Silva/Ag. Brasil

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Santana de Parnaíba terá Dia D de Multivacinação no sábado (22)

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Unidades de saúde funcionarão das 7h às 17h para atualizar a vacinação de crianças, adolescentes e adultos e realizar exame preventivo de Papanicolau

As unidades de saúde de Santana de Parnaíba realizarão neste sábado (22) o Dia D de Multivacinação, com atendimento das 7h às 17h. A ação tem como objetivo ampliar a atualização da carteira de vacinação dos moradores.

A campanha terá como público prioritário crianças e adolescentes menores de 15 anos, mas adultos também poderão aproveitar a mobilização para verificar e atualizar a situação vacinal.

Além da vacinação, a programação contará com um atendimento especial voltado à saúde das mulheres, com a realização de um mutirão de exames preventivos de Papanicolau.

Para participar, os moradores devem comparecer a uma unidade de saúde durante o horário da campanha e apresentar documento de identificação com foto, cartão do SUS e caderneta de vacinação.

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Foto: Divulgação/PMSP

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Barueri realiza seminário gratuito sobre primeira infância

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Evento acontece de 17 a 21 de agosto com palestras, vivências e apresentações culturais; participação é gratuita mediante inscrição

Barueri realiza, entre segunda-feira (17) e sexta-feira (21), o II Seminário Agosto das Infâncias, com uma programação voltada à primeira infância, ao brincar e à construção de redes de proteção para crianças.

Promovido pelo Centro de Referência pela Primeira Infância (CRPI), o evento terá palestras, vivências, apresentações culturais e discussões sobre os diferentes contextos da infância e a responsabilidade coletiva na criação de espaços de convivência acolhedores, inclusivos e seguros.

As atividades serão realizadas no Centro de Eventos e no Centro de Aperfeiçoamento de Professores (CAP), ambos no Jardim Tupanci.

A programação reúne especialistas e representantes das secretarias municipais de Educação, Saúde e Assistência e Desenvolvimento Social, além de profissionais e instituições como Aliança pela Infância, IPA Brasil e Ministério da Educação (MEC).

Confira a programação

Segunda-feira (17)

A abertura do seminário acontece às 9h, no Centro de Eventos, com o tema “O encontro que nutre: Responsabilidade coletiva, espaços de convivência na construção das múltiplas infâncias”.

A palestra será conduzida por Leticia Zero, da Aliança pela Infância.

Local: Centro de Eventos — Avenida Sebastião Davino dos Reis, 672, Jardim Tupanci.

Terça-feira (18)

A programação começa às 9h, no Centro de Eventos, com o debate “Responsabilidade coletiva: Tecendo redes de proteção às infâncias”.

Participam Dr. Claudio Piteri, da Secretaria de Educação; Dra. Luciane Amaral, da Secretaria de Saúde; e Dra. Claudia Marques, da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.

Na sequência, o seminário aborda o tema “Espaços de convivências: O brincar onde tudo começa”, com apresentação do Guia do Brincar e participação de Belisa Pereira, do IPA Brasil.

Local: Centro de Eventos — Avenida Sebastião Davino dos Reis, 672, Jardim Tupanci.

Quarta-feira (19)

Na quarta-feira, às 9h, a programação será realizada no Centro de Aperfeiçoamento de Professores (CAP), com a vivência “Interação brincante”, promovida pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semurb).

Também será discutida a Política Nacional Integrada da Primeira Infância, com participação de Juliana Lara e Mariana Souza, do Ministério da Educação.

Local: CAP de Barueri — Rua Cabo José Maria Schiavelli, 125, Jardim Tupanci.

Quinta-feira (20)

O tema do quarto dia será “Construção das múltiplas infâncias: O brincar antirracista como barreira contra o racismo estrutural”.

A atividade contará com Meire Domingues, presidenta do NEARED, e Neusa Cesar, diretora do CRPI.

Também haverá apresentação cultural de Filipe Macedo, conhecido como “Passarinho”.

Local: CAP de Barueri — Rua Cabo José Maria Schiavelli, 125, Jardim Tupanci.

Sexta-feira (21)

O encerramento acontece às 18h, no CAP de Barueri, com uma apresentação cultural envolvendo crianças.

Participam as professoras Lilian, Marta e Jessica, do CRPI e da Secretaria de Cultura. A programação também terá participação da cantora Marília Lopes.

Como participar

O seminário é aberto ao público e gratuito. Para participar, é necessário preencher previamente o formulário de inscrição disponibilizado pela organização.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Sarampo chega a 23 casos em SP e vacinação é reforçada na Grande São Paulo

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Moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo entre 6 meses e 59 anos são orientados a procurar as UBSs; 16 dos pacientes não tinham vacinação ou estavam com esquema incompleto

O estado de São Paulo chegou a 23 casos confirmados de sarampo em 2026, levando as autoridades de saúde a reforçar a vacinação da população de 6 meses a 59 anos nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A estratégia foi adotada para reduzir o risco de disseminação do vírus e inclui a vacinação mesmo de pessoas que já tenham recebido doses anteriormente, conforme a orientação epidemiológica.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), dois dos casos são importados e os demais estão relacionados à importação, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido identificada. Entre os 23 pacientes, 16 não tinham histórico de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto, cenário que reforça a preocupação das autoridades com a existência de pessoas suscetíveis à doença.

A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A orientação também deve ser observada por quem mora em outros municípios, mas trabalha, estuda ou pretende passar temporariamente por São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo, devido à intensa circulação de pessoas entre as cidades da região metropolitana.

A recomendação de vacinação indiscriminada foi adotada nos três municípios que concentram os casos como uma medida para ampliar rapidamente a proteção da população e dificultar a formação de novas cadeias de transmissão. O Ministério da Saúde já havia orientado, em julho, a ampliação da vacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos nessas três cidades.

Quem deve tomar a vacina contra o sarampo

A vacina utilizada para proteção contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. No cenário atual, a estratégia adotada nos municípios com recomendação específica amplia a vacinação para a faixa de 6 meses a 59 anos.

Para bebês entre 6 e 11 meses, a dose aplicada em situações de risco epidemiológico é conhecida como dose zero. Ela não substitui as doses previstas no calendário de rotina, que devem continuar sendo aplicadas posteriormente.

Na rotina de vacinação, crianças recebem as doses previstas pelo Programa Nacional de Imunizações, enquanto adolescentes e adultos devem verificar o histórico vacinal para identificar a necessidade de iniciar ou completar o esquema. Em São Paulo, a recomendação publicada pela Secretaria Municipal de Saúde prevê duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos e uma dose para a faixa de 30 a 59 anos, conforme o histórico de vacinação.

A recomendação é que o cidadão leve a caderneta de vacinação à UBS para que um profissional de saúde avalie quais doses são necessárias. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Há, porém, situações em que a vacinação não é indicada. Gestantes não devem receber a tríplice viral, por se tratar de uma vacina produzida com vírus atenuados. Pessoas com imunodeficiência grave ou histórico de reação alérgica grave a algum componente da fórmula também precisam de avaliação específica.

Já mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas normalmente. A amamentação não precisa ser interrompida após a aplicação do imunizante.

Por que o sarampo voltou a preocupar

O sarampo é uma das doenças infecciosas de maior transmissibilidade. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para várias pessoas não imunizadas, o que torna a manutenção de uma cobertura vacinal elevada uma das principais estratégias para evitar surtos.

A atual situação em São Paulo está relacionada à circulação de vírus introduzidos por pessoas infectadas fora do país e à presença de grupos sem vacinação ou com esquemas incompletos. O Ministério da Saúde destaca que o intenso fluxo internacional de pessoas aumenta o risco de reintrodução do vírus, especialmente em locais onde a cobertura vacinal não alcança níveis considerados adequados.

Apesar do aumento de casos, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo. O Ministério da Saúde ressalta que casos isolados ou importados não significam, por si só, o retorno da doença como problema de saúde pública, mas exigem vigilância e manutenção de altas coberturas vacinais.

A vice-presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm-SP), Melissa Palmier, explica que o controle depende de uma resposta rápida das autoridades diante de casos suspeitos e confirmados. Entre as medidas estão a identificação dos contatos e o chamado bloqueio vacinal, com o objetivo de interromper a transmissão.

A atenção é especialmente importante diante dos sintomas característicos da doença. Febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite estão entre os principais sinais. Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento de saúde e informar possíveis viagens ou contato com pessoas que tenham circulado em locais com transmissão do vírus.

A situação reforça a importância de conferir a caderneta de vacinação, especialmente para quem circula diariamente entre os municípios da Grande São Paulo. A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra o sarampo e está disponível gratuitamente na rede pública.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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