Doença de Creutzfeldt-Jakob: o que é e quais são os sintomas

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A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurológica rara, degenerativa e de rápida progressão, voltou a chamar atenção após o diagnóstico do piloto e criador de conteúdo Lito Sousa, conhecido pelo canal Aviões e Músicas.

A doença está relacionada ao acúmulo de formas anormais de proteínas chamadas príons no cérebro. Essas proteínas alteradas comprometem o funcionamento dos neurônios e provocam uma rápida degeneração do sistema nervoso.

Até o momento, não existe cura nem tratamento comprovado capaz de interromper a progressão da doença. Pesquisadores, no entanto, desenvolvem estudos no Brasil e em outros países em busca de alternativas terapêuticas.

Como a doença age no cérebro

A DCJ pertence ao grupo das chamadas doenças priônicas.

De acordo com pesquisadores, quando uma proteína assume uma forma anormal, ela pode induzir outras proteínas saudáveis a também se modificarem, provocando um efeito em cadeia.

Com o acúmulo dessas proteínas, os neurônios passam a ser comprometidos, levando à degeneração progressiva do cérebro.

Na maioria dos casos, ainda não é possível determinar exatamente por que esse processo começa.

Uma pequena parcela está relacionada a alterações genéticas. Também existem formas extremamente raras associadas à exposição a príons durante determinados procedimentos médicos ou ao consumo de produtos contaminados.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem variar conforme as regiões do cérebro afetadas.

Em geral, a doença pode provocar inicialmente alterações na memória e em outras funções cognitivas. Com a progressão do quadro, podem surgir dificuldades de movimentação, comunicação e alterações visuais.

A evolução costuma ser rápida e pode ocorrer ao longo de meses.

A DCJ é mais frequente em pessoas idosas, embora também possa atingir pacientes mais jovens.

Caso de Lito Sousa chamou atenção para doença rara

O diagnóstico de Lito Sousa, piloto e criador do canal Aviões e Músicas, levou a doença a ganhar repercussão nas redes sociais.

Segundo relatos divulgados por familiares, o quadro apresentou evolução rápida, com dificuldades de movimentação, alterações na visão e na fala.

A repercussão também ampliou a procura por informações sobre a DCJ e os estudos científicos que tentam encontrar formas de combater a doença.

Pesquisas buscam possíveis tratamentos

Nos Estados Unidos, pelo menos duas linhas de pesquisa investigam medicamentos que possam reduzir a produção da proteína que serve de base para a formação dos príons anormais.

Uma das pesquisas mais avançadas utiliza uma tecnologia conhecida como oligonucleotídeo antissenso, aplicada por meio de procedimento na região da medula.

Os estudos ainda estão em andamento e os resultados definitivos devem ser divulgados nos próximos anos.

Os pesquisadores avaliam se a redução da produção da proteína poderia retardar a progressão da doença. Até agora, porém, não há comprovação de eficácia clínica capaz de interromper ou curar a DCJ.

Pesquisa brasileira estuda compostos naturais

No Brasil, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com outras instituições, estudam compostos extraídos da moringa oleífera.

Os experimentos iniciais identificaram substâncias que demonstraram potencial, em laboratório, para interferir no processo de formação e acúmulo dos príons.

Entre os compostos analisados estão o ácido clorogênico e o ácido neoclorogênico.

A pesquisa, no entanto, ainda está em fase inicial e os resultados observados em laboratório não significam que exista um medicamento ou tratamento disponível para pacientes.

Os próximos passos envolvem novos testes em células e, posteriormente, estudos em animais e seres humanos.

Diagnóstico é um dos desafios

Um dos exames considerados mais avançados para auxiliar na confirmação da DCJ é o RT-QuIC, que identifica a atividade dos príons a partir de amostras do paciente.

Por envolver agentes capazes de transmitir uma doença grave, o procedimento exige condições específicas de biossegurança.

No Brasil, o exame é realizado pelo Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ.

O diagnóstico da DCJ também pode envolver exames de imagem, análise do líquor e avaliação clínica.

A rapidez no diagnóstico é considerada importante porque a doença apresenta evolução acelerada e pode provocar mudanças significativas no quadro do paciente em pouco tempo.

O que se sabe até agora

A Doença de Creutzfeldt-Jakob continua sendo um dos grandes desafios da neurologia.

A ciência já avançou na compreensão do papel dos príons e no desenvolvimento de métodos de diagnóstico, mas ainda não existe uma terapia comprovada capaz de deter a doença.

As pesquisas em andamento representam possibilidades futuras, mas os próprios cientistas ressaltam que ainda são necessários estudos clínicos para determinar se os tratamentos experimentais são seguros e eficazes.

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Foto: Reprodução/Instagram/@Lito

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Prioridades Humanas

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Estamos a menos de dois meses de mais uma eleição. Em outubro vamos eleger Presidente da República, Governadores dos estados, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. O resultado desta eleição popular, irá influenciar a vida de todos os brasileiros pelos próximos 4 anos. Penso que as prioridades, de qualquer plano de governo, devem ser nas áreas da Educação e da Saúde. Fundamentais para o desenvolvimento do Brasil não apenas pela visão da tecnocracia, mas, e principalmente, por serem uma necessidade humana, social e econômica que influenciará o futuro do país. Investir nessas áreas significa investir na própria capacidade do Brasil de garantir dignidade, competitividade e bem-estar para sua população. Este artigo reflete sobre esta importância sob uma perspectiva humanista, social e econômica.

A visão humanista coloca o ser humano no centro das políticas públicas. Sob essa perspectiva, Educação e Saúde não são apenas serviços: são direitos fundamentais permitindo que cada pessoa desenvolva todo o seu potencial, dignamente. A Educação amplia horizontes, possibilita novos conhecimentos, fortalece a autonomia, enseja novas e constantes reflexões, permite que indivíduos compreendam e transformem o mundo ao seu redor. A Saúde assegura aos cidadãos condições físicas e mentais para viver plenamente, trabalhar, estudar e participar da vida comunitária. Sem esses dois pilares, a promessa de cidadania plena se torna incompleta. Um país que negligencia Educação e Saúde públicas compromete a própria humanidade de seu povo. Infelizmente essa negligência é recorrente em nosso país, pois o orçamento público para Educação e Saúde, sempre é alvo de cortes.

Investir nessas áreas é uma estratégia de fortalecimento social. A Educação pública de qualidade reduz desigualdades, rompe ciclos de pobreza e amplia oportunidades reais de ascensão social. Ela cria ambientes seguros, comunidades engajadas e cidadãos mais preparados para participar da vida democrática. Do ponto de vista meramente econômico, o investimento em Educação pública é um dos mais rentáveis que um país pode fazer, pois: aumenta a produtividade da mão-de-obra; estimula a inovação e a capacidade tecnológica; atrai investimentos internacionais; reduz custos com desemprego, violência e assistência social. O investimento consistente em Educação pública produz ganhos econômicos duradouros, construindo uma base sólida de capital humano.

A Saúde pública, por sua vez, promove equidade ao garantir que todos, independentemente de renda, etnia, gênero ou região, tenham acesso a cuidados essenciais. Sistemas de saúde funcionais reduzem mortalidade infantil, ampliam expectativa de vida e fortalecem a coesão social ao diminuir disparidades regionais e socioeconômicas. Sabidamente, trabalhadores saudáveis produzem mais, faltam menos e permanecem ativos por mais tempo; um sistema de Saúde pública eficiente reduz gastos públicos com doenças evitáveis, fortalece a economia ao evitar crises sanitárias que paralisam setores inteiros, como ocorreu durante a pandemia.

Sem dúvida o Brasil enfrenta desafios históricos: desigualdade social, péssima distribuição de renda, disparidades regionais, infraestrutura insuficiente, mas também possui grandes oportunidades: um sistema de Saúde pública robusto, o SUS, que é uma referência internacional; uma rede educacional ampla que, com os investimentos adequados, podem elevar o país a novos patamares de desenvolvimento.

A decisão de investir em Educação e Saúde públicas é urgentíssima. Sob uma perspectiva humanista, é reconhecer o valor intrínseco de cada cidadão / cidadã. Sob uma perspectiva social, é construir um país mais justo e igualitário. Sob uma perspectiva econômica, é garantir crescimento sustentável para todas as classes sociais, e não apenas para os privilegiados. Portanto, quando Educação e Saúde avançam juntas, a sociedade se torna mais igualitária, integrada, resiliente, mais humanizada.

O Brasil só alcançará seu potencial pleno quando colocar o ser humano no centro de suas prioridades, e isso começa com uma Educação e Saúde públicas fortes, acessíveis e de qualidade. Pense nisso quando for eleger seus representantes.

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Foto: Benjamim Sepulvida/PMB

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São Paulo aplica mais de 1 milhão de vacinas em duas semanas

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Campanha de multivacinação registrou mais de 795 mil doses contra o sarampo; capital já confirmou 20 casos da doença em 2026

A cidade de São Paulo ultrapassou a marca de 1 milhão de doses de vacinas aplicadas desde o início da Campanha de Multivacinação – De Olho na Carteirinha 2026, iniciada no dia 3 de agosto.

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Até o último sábado (15), foram aplicadas 795.418 doses contra o sarampo e outras 252.382 de diferentes imunizantes, totalizando mais de 1,04 milhão de aplicações em pouco mais de duas semanas.

O resultado ocorre em meio à preocupação com os casos de sarampo registrados na capital. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, 20 pessoas tiveram a doença confirmada em São Paulo neste ano. Outros 376 casos seguem em investigação, enquanto 275 foram descartados. Até o momento, não há registro de mortes.

A campanha busca ampliar a vacinação contra o sarampo e, ao mesmo tempo, atualizar a caderneta de crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o número de doses aplicadas nas primeiras semanas reforça a importância da imunização como estratégia de prevenção contra o sarampo e outras doenças.

Dose para crianças de até 11 meses continua disponível

Além das doses previstas no calendário regular de vacinação, a capital mantém disponível a chamada dose zero contra o sarampo para crianças de 6 a 11 meses de idade.

Desde 29 de junho, foram aplicadas 43.281 doses nesse público. A Secretaria Municipal da Saúde ressalta que essa aplicação adicional não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que devem ser administradas aos 12 e aos 15 meses.

O secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, afirmou que a mobilização tem como objetivo ampliar a proteção da população e garantir que a caderneta de vacinação esteja atualizada.

Vacinas estão disponíveis em 483 UBSs

As vacinas são oferecidas nas 483 Unidades Básicas de Saúde da capital, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Aos sábados, o atendimento ocorre nas AMAs/UBSs Integradas, também no mesmo horário.

Para facilitar o acesso, a Prefeitura orienta os moradores a consultarem a plataforma De Olho na Fila, que informa as unidades com doses disponíveis durante o horário de funcionamento.

A unidade de saúde mais próxima também pode ser localizada pela plataforma Busca Saúde.

A recomendação é levar um documento de identificação e, sempre que possível, a caderneta de vacinação.

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Foto: Tomaz Silva/Ag. Brasil

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Santana de Parnaíba terá Dia D de Multivacinação no sábado (22)

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Unidades de saúde funcionarão das 7h às 17h para atualizar a vacinação de crianças, adolescentes e adultos e realizar exame preventivo de Papanicolau

As unidades de saúde de Santana de Parnaíba realizarão neste sábado (22) o Dia D de Multivacinação, com atendimento das 7h às 17h. A ação tem como objetivo ampliar a atualização da carteira de vacinação dos moradores.

A campanha terá como público prioritário crianças e adolescentes menores de 15 anos, mas adultos também poderão aproveitar a mobilização para verificar e atualizar a situação vacinal.

Além da vacinação, a programação contará com um atendimento especial voltado à saúde das mulheres, com a realização de um mutirão de exames preventivos de Papanicolau.

Para participar, os moradores devem comparecer a uma unidade de saúde durante o horário da campanha e apresentar documento de identificação com foto, cartão do SUS e caderneta de vacinação.

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Foto: Divulgação/PMSP

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Parnaíba Mais Leve reúne 410 mulheres em treinamento

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Atividade promovida pela Prefeitura de Santana de Parnaíba contou com exercícios, dança, palestra sobre questões emocionais e distribuição de kits

O programa Parnaíba Mais Leve (PML) reuniu 410 mulheres em um treinamento realizado no último sábado (8), na Arena de Eventos de Santana de Parnaíba. A iniciativa é promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria da Mulher e da Família, com foco na saúde física, mental e no bem-estar das participantes.

Com duração de duas horas, a atividade começou com exercícios de aquecimento e alongamento conduzidos pelos instrutores do programa. As participantes também fizeram duas coreografias de dança durante o treinamento.

Na sequência, o grupo participou de uma palestra no auditório sobre as chamadas seis feridas emocionais. Entre os temas abordados estavam rejeição, abandono e traição, com discussões sobre crenças limitantes e caminhos apresentados para lidar com essas questões.

Ao final da atividade, as participantes receberam uma sacochila com squeeze, camiseta e boné, além de um kit feira com alimentos considerados saudáveis.

Segundo a Prefeitura, a expectativa é que, ao longo do programa, cada participante consiga alcançar seu objetivo, que pode envolver perda de peso, cuidados com a saúde ou o desenvolvimento de uma relação mais saudável consigo mesma.

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Barueri realiza seminário gratuito sobre primeira infância

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Evento acontece de 17 a 21 de agosto com palestras, vivências e apresentações culturais; participação é gratuita mediante inscrição

Barueri realiza, entre segunda-feira (17) e sexta-feira (21), o II Seminário Agosto das Infâncias, com uma programação voltada à primeira infância, ao brincar e à construção de redes de proteção para crianças.

Promovido pelo Centro de Referência pela Primeira Infância (CRPI), o evento terá palestras, vivências, apresentações culturais e discussões sobre os diferentes contextos da infância e a responsabilidade coletiva na criação de espaços de convivência acolhedores, inclusivos e seguros.

As atividades serão realizadas no Centro de Eventos e no Centro de Aperfeiçoamento de Professores (CAP), ambos no Jardim Tupanci.

A programação reúne especialistas e representantes das secretarias municipais de Educação, Saúde e Assistência e Desenvolvimento Social, além de profissionais e instituições como Aliança pela Infância, IPA Brasil e Ministério da Educação (MEC).

Confira a programação

Segunda-feira (17)

A abertura do seminário acontece às 9h, no Centro de Eventos, com o tema “O encontro que nutre: Responsabilidade coletiva, espaços de convivência na construção das múltiplas infâncias”.

A palestra será conduzida por Leticia Zero, da Aliança pela Infância.

Local: Centro de Eventos — Avenida Sebastião Davino dos Reis, 672, Jardim Tupanci.

Terça-feira (18)

A programação começa às 9h, no Centro de Eventos, com o debate “Responsabilidade coletiva: Tecendo redes de proteção às infâncias”.

Participam Dr. Claudio Piteri, da Secretaria de Educação; Dra. Luciane Amaral, da Secretaria de Saúde; e Dra. Claudia Marques, da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.

Na sequência, o seminário aborda o tema “Espaços de convivências: O brincar onde tudo começa”, com apresentação do Guia do Brincar e participação de Belisa Pereira, do IPA Brasil.

Local: Centro de Eventos — Avenida Sebastião Davino dos Reis, 672, Jardim Tupanci.

Quarta-feira (19)

Na quarta-feira, às 9h, a programação será realizada no Centro de Aperfeiçoamento de Professores (CAP), com a vivência “Interação brincante”, promovida pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semurb).

Também será discutida a Política Nacional Integrada da Primeira Infância, com participação de Juliana Lara e Mariana Souza, do Ministério da Educação.

Local: CAP de Barueri — Rua Cabo José Maria Schiavelli, 125, Jardim Tupanci.

Quinta-feira (20)

O tema do quarto dia será “Construção das múltiplas infâncias: O brincar antirracista como barreira contra o racismo estrutural”.

A atividade contará com Meire Domingues, presidenta do NEARED, e Neusa Cesar, diretora do CRPI.

Também haverá apresentação cultural de Filipe Macedo, conhecido como “Passarinho”.

Local: CAP de Barueri — Rua Cabo José Maria Schiavelli, 125, Jardim Tupanci.

Sexta-feira (21)

O encerramento acontece às 18h, no CAP de Barueri, com uma apresentação cultural envolvendo crianças.

Participam as professoras Lilian, Marta e Jessica, do CRPI e da Secretaria de Cultura. A programação também terá participação da cantora Marília Lopes.

Como participar

O seminário é aberto ao público e gratuito. Para participar, é necessário preencher previamente o formulário de inscrição disponibilizado pela organização.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Sarampo chega a 23 casos em SP e vacinação é reforçada na Grande São Paulo

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Moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo entre 6 meses e 59 anos são orientados a procurar as UBSs; 16 dos pacientes não tinham vacinação ou estavam com esquema incompleto

O estado de São Paulo chegou a 23 casos confirmados de sarampo em 2026, levando as autoridades de saúde a reforçar a vacinação da população de 6 meses a 59 anos nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A estratégia foi adotada para reduzir o risco de disseminação do vírus e inclui a vacinação mesmo de pessoas que já tenham recebido doses anteriormente, conforme a orientação epidemiológica.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), dois dos casos são importados e os demais estão relacionados à importação, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido identificada. Entre os 23 pacientes, 16 não tinham histórico de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto, cenário que reforça a preocupação das autoridades com a existência de pessoas suscetíveis à doença.

A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A orientação também deve ser observada por quem mora em outros municípios, mas trabalha, estuda ou pretende passar temporariamente por São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo, devido à intensa circulação de pessoas entre as cidades da região metropolitana.

A recomendação de vacinação indiscriminada foi adotada nos três municípios que concentram os casos como uma medida para ampliar rapidamente a proteção da população e dificultar a formação de novas cadeias de transmissão. O Ministério da Saúde já havia orientado, em julho, a ampliação da vacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos nessas três cidades.

Quem deve tomar a vacina contra o sarampo

A vacina utilizada para proteção contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. No cenário atual, a estratégia adotada nos municípios com recomendação específica amplia a vacinação para a faixa de 6 meses a 59 anos.

Para bebês entre 6 e 11 meses, a dose aplicada em situações de risco epidemiológico é conhecida como dose zero. Ela não substitui as doses previstas no calendário de rotina, que devem continuar sendo aplicadas posteriormente.

Na rotina de vacinação, crianças recebem as doses previstas pelo Programa Nacional de Imunizações, enquanto adolescentes e adultos devem verificar o histórico vacinal para identificar a necessidade de iniciar ou completar o esquema. Em São Paulo, a recomendação publicada pela Secretaria Municipal de Saúde prevê duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos e uma dose para a faixa de 30 a 59 anos, conforme o histórico de vacinação.

A recomendação é que o cidadão leve a caderneta de vacinação à UBS para que um profissional de saúde avalie quais doses são necessárias. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Há, porém, situações em que a vacinação não é indicada. Gestantes não devem receber a tríplice viral, por se tratar de uma vacina produzida com vírus atenuados. Pessoas com imunodeficiência grave ou histórico de reação alérgica grave a algum componente da fórmula também precisam de avaliação específica.

Já mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas normalmente. A amamentação não precisa ser interrompida após a aplicação do imunizante.

Por que o sarampo voltou a preocupar

O sarampo é uma das doenças infecciosas de maior transmissibilidade. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para várias pessoas não imunizadas, o que torna a manutenção de uma cobertura vacinal elevada uma das principais estratégias para evitar surtos.

A atual situação em São Paulo está relacionada à circulação de vírus introduzidos por pessoas infectadas fora do país e à presença de grupos sem vacinação ou com esquemas incompletos. O Ministério da Saúde destaca que o intenso fluxo internacional de pessoas aumenta o risco de reintrodução do vírus, especialmente em locais onde a cobertura vacinal não alcança níveis considerados adequados.

Apesar do aumento de casos, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo. O Ministério da Saúde ressalta que casos isolados ou importados não significam, por si só, o retorno da doença como problema de saúde pública, mas exigem vigilância e manutenção de altas coberturas vacinais.

A vice-presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm-SP), Melissa Palmier, explica que o controle depende de uma resposta rápida das autoridades diante de casos suspeitos e confirmados. Entre as medidas estão a identificação dos contatos e o chamado bloqueio vacinal, com o objetivo de interromper a transmissão.

A atenção é especialmente importante diante dos sintomas característicos da doença. Febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite estão entre os principais sinais. Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento de saúde e informar possíveis viagens ou contato com pessoas que tenham circulado em locais com transmissão do vírus.

A situação reforça a importância de conferir a caderneta de vacinação, especialmente para quem circula diariamente entre os municípios da Grande São Paulo. A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra o sarampo e está disponível gratuitamente na rede pública.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Febre maculosa mata 18 em SP; veja sintomas e como evitar

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O estado de São Paulo registrou 19 casos confirmados e 18 mortes por febre maculosa em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). O número chama atenção para uma doença que pode evoluir rapidamente e exige diagnóstico e tratamento precoces.

A febre maculosa é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada de carrapatos infectados. Entre os locais associados aos casos registrados no Estado estão as regiões de Piracicaba, Campinas, Sorocaba, Santo André e São José dos Campos.

A doença pode atingir pessoas de qualquer idade. Os primeiros sintomas, porém, são pouco específicos e podem ser confundidos com dengue, viroses ou outras infecções.

Por isso, o histórico do paciente é fundamental. Quem apresentar sintomas depois de frequentar áreas de mata, florestas, fazendas, trilhas ou locais com presença de carrapatos deve informar essa exposição ao profissional de saúde.

Sintomas podem aparecer nos primeiros dias

Os sinais iniciais mais comuns são febre alta de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza e mal-estar. As manchas avermelhadas na pele podem aparecer posteriormente e, em alguns casos, não estão presentes no início da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento deve ser iniciado imediatamente diante da suspeita clínica, mesmo que o resultado dos exames laboratoriais ainda não esteja disponível. O atraso pode favorecer o agravamento do quadro e aumentar o risco de morte.

A orientação é especialmente importante porque a confirmação laboratorial pode levar tempo, enquanto a evolução da doença pode ser rápida.

Por isso, ao apresentar sintomas compatíveis após uma possível exposição a carrapatos, o paciente deve procurar atendimento médico e relatar onde esteve nos dias anteriores.

Como evitar o contato com carrapatos

A principal forma de prevenção é reduzir o contato com carrapatos em locais de risco.

Quem precisar entrar em áreas de vegetação deve usar calças compridas, botas e blusas de mangas longas, preferencialmente de cores claras, que facilitam a identificação dos carrapatos. Também é recomendado evitar caminhar ou permanecer em locais com grama ou vegetação alta.

Depois de retornar de uma área de risco, é importante verificar cuidadosamente o corpo e as roupas. A inspeção deve incluir regiões como couro cabeludo, orelhas, axilas, virilha e outras áreas de difícil visualização.

Os animais domésticos também merecem atenção. Cães podem entrar em áreas com vegetação e retornar para casa carregando carrapatos, contribuindo para levar o parasita ao ambiente doméstico. Por isso, é importante verificar regularmente a presença de carrapatos nos animais e manter o acompanhamento veterinário.

Encontrou um carrapato? Veja o que fazer

Se um carrapato estiver preso à pele, a recomendação é removê-lo com uma pinça, segurando-o próximo à pele e retirando-o com cuidado e firmeza, sem esmagá-lo.

O Ministério da Saúde orienta não utilizar métodos como fósforos, cigarros ou outros objetos aquecidos para tentar retirar o carrapato. Depois da remoção, a região deve ser lavada com água e sabão ou álcool.

Quanto mais rapidamente o carrapato for retirado, menor tende a ser o risco de transmissão da doença.

As orientações oficiais também recomendam colocar as roupas utilizadas em áreas de risco em água fervente para eliminar possíveis carrapatos que ainda estejam presos ao tecido.

Atenção especial na Região Metropolitana

A presença de áreas verdes, rios e animais que podem participar do ciclo dos carrapatos faz com que a prevenção também seja relevante em municípios da Grande São Paulo.

Na região Oeste, por exemplo, capivaras são frequentemente observadas em áreas próximas ao Rio Tietê e outros espaços de vegetação. Os animais não transmitem diretamente a febre maculosa, mas podem participar do ciclo do carrapato-estrela, o que reforça a necessidade de evitar contato com carrapatos e adotar medidas preventivas em áreas de risco.

A recomendação, portanto, não é evitar simplesmente um animal específico, mas impedir o contato com carrapatos e procurar atendimento médico rapidamente diante de sintomas após uma possível exposição.

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Foto: Divulgação/Pref. de Jundiaí

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Anvisa libera venda de medicamentos no iFood, Rappi e Mercado Livre

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou nesta segunda-feira (10) medidas que proibiam a comercialização e a propaganda de medicamentos em plataformas como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino e Americanas.

A decisão também alcança a Shopee, que teve a proibição revogada pela agência na última quinta-feira (6).

A mudança abre caminho para que medicamentos possam ser comercializados por meio dessas plataformas, mas não significa que a venda esteja automaticamente autorizada a partir desta segunda-feira. Segundo a Anvisa, ainda será necessária uma regulamentação específica para estabelecer como a nova modalidade deverá funcionar.

A agência destacou que as plataformas continuam obrigadas a cumprir integralmente as normas sanitárias em vigor. A revogação das medidas também não representa uma autorização automática para a comercialização de produtos farmacêuticos.

Nova lei mudou regras para entrega de medicamentos

A decisão da Anvisa ocorre após a entrada em vigor da Lei 15.357/2026, que passou a permitir que farmácias e drogarias regularmente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para realizar a logística e a entrega de medicamentos aos consumidores.

A aplicação prática da nova legislação, entretanto, depende das regras que serão estabelecidas pela própria Anvisa.

Na prática, a agência precisará definir os procedimentos e requisitos que deverão ser observados pelas empresas, farmácias e drogarias que utilizarem plataformas digitais para comercializar e entregar medicamentos.

A mudança pode ampliar as opções de compra e entrega de medicamentos para os consumidores, mas a regulamentação sanitária continuará sendo obrigatória.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Metrô de SP terá vacinação contra sarampo em cinco estações

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Passageiros do Metrô de São Paulo poderão aproveitar o deslocamento pela cidade para atualizar a vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola. Uma campanha realizada em parceria entre o Metrô e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) terá postos em cinco estações entre os dias 10 e 28 de agosto.

A iniciativa busca ampliar o acesso à imunização e facilitar a atualização da situação vacinal da população. A vacinação é apontada como a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença de alta transmissibilidade que pode provocar complicações graves.

A campanha terá ações em diferentes dias e horários nas estações Tucuruvi, Vila Prudente, Vila Matilde, Corinthians-Itaquera e São Mateus.

Tucuruvi terá período maior de vacinação

A Estação Tucuruvi, na Zona Norte, terá atendimento entre os dias 10 e 14 e de 17 a 21 de agosto, das 10h às 16h.

Segundo as informações da campanha, a região registra casos recentes de sarampo, o que aumenta a importância da vacinação como medida de prevenção e controle da doença.

Nas estações Corinthians-Itaquera e São Mateus, os postos funcionarão nos dias 17, 19 e 21 de agosto, das 10h às 20h.

Já na Estação Vila Prudente, a vacinação será realizada entre 17 e 21 de agosto, das 10h às 16h. Na Vila Matilde, o atendimento ocorrerá nos dias 27 e 28 de agosto, também das 10h às 16h.

A recomendação é que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada, contribuindo para reduzir o risco de transmissão e evitar novos casos.

Onde haverá vacinação

EstaçãoDatasHorário
Tucuruvi10 a 14 e 17 a 21 de agosto10h às 16h
Vila Prudente17 a 21 de agosto10h às 16h
Corinthians-Itaquera17, 19 e 21 de agosto10h às 20h
São Mateus17, 19 e 21 de agosto10h às 20h
Vila Matilde27 e 28 de agosto10h às 16h

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Foto: Flickr/Cia Metrô de SP

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