Dra. Tatiana Sampaio: A persistente cientista brasileira – por Celso Tracco

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Infelizmente nosso país não é reconhecido pela sua produção científica. E esse fato tem seus motivos. Em ranking das melhores universidades do mundo realizado em 2025, a melhor colocada foi a Universidade de São Paulo (USP), ficou em 118°; a segunda melhor colocada foi Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 331° lugar. Sempre é bom lembrar que o Brasil, jamais conquistou um Prêmio Nobel. Podemos ser o país dos privilégios, do desperdício do dinheiro público, da desigualdade social, e não investimos adequadamente em educação de qualidade, pesquisa científica, inovação tecnológica. Mas o país não é carente de cérebros, pois mesmo em situações consistentemente adversas, há cientistas que se destacam, e contribuem para o desenvolvimento da base científica do Brasil. Esta coluna presta uma singela homenagem a esses abnegados e abnegadas, na pessoa da Dra. Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, bióloga, professora universitária, cientista, pesquisadora.

Dra. Tatiana Sampaio nasceu no Rio de Janeiro em 1966. Desde a infância, mostrou interesse pela ciência, pela pesquisa, para a área acadêmica. Formou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Após sua graduação, seguiu seus estudos na mesma faculdade, onde concluiu o Mestrado e Doutorado. Continuando seu aprendizado fez cursos de pós-doutorado no exterior. Voltando ao Brasil, ingressou como professora na mesma UFRJ.

Apesar de todas as dificuldades naturais em país onde a ciência não é valorizada, seguiu sua vida de pesquisadora acadêmica.  A pesquisa que mudaria sua trajetória começou em 1997, quando passou a investigar a laminina, proteína que auxilia na comunicação entre neurônios. A partir dela, sua equipe desenvolveu a polilaminina, uma versão sintética criada a partir da placenta humana. O objetivo da molécula é estimular a regeneração de axônios, que são estruturas responsáveis pela transmissão de impulsos nervosos. Os primeiros testes experimentais em humanos, que tinham fraturado completamente a coluna cervical, e ainda fora do protocolo clínico oficial, mostraram resultados considerados promissores por especialistas: seis dos oito pacientes tratados recuperaram algum movimento, e um deles voltou a caminhar.

Mesmo com resultados alentadores, a UFRJ, assim como as demais universidades e centros de pesquisas federais, sofre com o recorrente corte de verbas e repasses governamentais, como consequência enfrentou dificuldades para manter a patente internacional da molécula. O debate sobre o financiamento público da ciência no Brasil, incluindo remuneração a professores e pesquisadores, infelizmente ainda é embrionário entre nossos legisladores.  Não é raro que os próprios cientistas, recorram a recursos próprios, para seguirem com suas pesquisas. Idêntica situação foi vivida pela Dra. Tatiana Sampaio. Nos últimos meses, felizmente o trabalho da pesquisadora tem sido celebrado em eventos científicos e culturais, ganhando destaques na grande mídia brasileira. Ao mesmo tempo, especialistas pedem cautela: os resultados iniciais não garantem eficácia em larga escala, e o tratamento ainda está longe de ser disponibilizado ao público. Temos que entender que pesquisa cientifica é cara e demorada.

Dra. Tatiana tem a humildade de reconhecer seus limites e reforça que a pesquisa segue em curso. Mãe de três filhos, ela descreve sua casa como um ponto de encontro para estudantes e colegas. Embora não siga uma religião, afirma acreditar em Deus e defende que a ciência não responde a todas as perguntas. A trajetória da Dra. Tatiana Sampaio simboliza a persistência de uma pesquisadora científica brasileira diante de restrições orçamentárias. A polilaminina ainda precisa superar diversas etapas, mas já representa uma das iniciativas mais promissoras no campo da regeneração neural no país. Que o Brasil passe a reconhecer e valorizar seus pesquisadores e cientistas.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Foto Destaque: Divulgação/Faperj

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USP identifica medicamento promissor contra excesso de ferro

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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram que dois medicamentos usados no tratamento da osteoporose — etidronato e tiludronato — podem ajudar a combater doenças associadas ao acúmulo excessivo de ferro no organismo. Os resultados foram publicados na revista científica BioMetals.

Os testes, realizados em culturas de células humanas, mostraram que os fármacos conseguiram se ligar ao ferro em excesso, reduzir o estresse oxidativo e evitar danos celulares. A pesquisa ainda está em estágio inicial e não envolve testes clínicos em humanos.

Atualmente, existem apenas três medicamentos aprovados para tratar a sobrecarga de ferro, conhecidos como quelantes. Eles atuam se ligando ao metal para facilitar sua eliminação pelo organismo, mas podem causar efeitos colaterais relevantes, como náuseas e enjoos, o que compromete a adesão ao tratamento.

Segundo Breno Pannia Espósito, professor do Instituto de Química da USP e autor do estudo, os bisfosfonatos — classe de medicamentos que inclui etidronato e tiludronato — possuem grupos fosfato em sua estrutura química, com afinidade por íons de ferro. A partir dessa hipótese, os pesquisadores decidiram investigar o potencial dessas substâncias como agentes quelantes.

O estudo é resultado do mestrado de Julia Tiemy Leal Konno, bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), sob orientação de Espósito.

O ferro é essencial para funções como transporte de oxigênio e produção de energia nas células. A deficiência pode causar anemia ferropriva, mas o excesso torna-se tóxico, pois favorece a formação de radicais livres que danificam estruturas celulares. Esse processo está relacionado a doenças de sobrecarga de ferro, como a hemocromatose, condição genética caracterizada pela absorção excessiva do metal.

Pacientes com talassemia, por exemplo, também podem desenvolver acúmulo crônico de ferro em razão de transfusões de sangue frequentes, necessárias para o tratamento da doença.

Nos experimentos, os testes foram realizados na presença de níveis fisiológicos normais de cálcio, já que cálcio e ferro competem no organismo. A presença do mineral reduziu parcialmente a ação dos compostos, mas não anulou sua capacidade de se ligar ao ferro.

Além de etidronato e tiludronato, outros bisfosfonatos foram avaliados e demonstraram eficácia na inibição da oxidação provocada pelo ferro. No entanto, apresentaram maior toxicidade celular, o que exigiria cautela em eventual reposicionamento terapêutico. O desempenho geral foi semelhante ao de um quelante padrão.

Outro medicamento testado, o ranelato de estrôncio, não apresentou capacidade de quelação.

De acordo com Espósito, os resultados representam uma prova de conceito. Como os experimentos foram feitos apenas em culturas celulares, ainda são necessários estudos adicionais antes que os medicamentos possam ser considerados para uso clínico no tratamento da sobrecarga de ferro.

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Foto: GESP

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Polícia apreende quase 90 mil ampolas e frascos de remédios para emagrecimento na Grande SP

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A Polícia Civil de São Paulo apreendeu cerca de 90 mil ampolas e frascos de remédios para emagrecimento na quinta-feira (19), em Santo André, na Grande São Paulo. Um homem de 26 anos foi preso em flagrante. Ele era responsável por uma farmácia de manipulação que produzia ilegalmente a substância. No local, foi encontrado um estoque de medicamentos manipulados de forma irregular, incluindo substâncias vencidas e sem prescrição.

De acordo com o boletim de ocorrência, agentes da Delegacia de Investigações sobre Infrações contra o Meio Ambiente, da Seccional de Santo André, foram até o endereço após instauração de inquérito para apurar a venda irregular de medicamentos injetáveis para emagrecimento.

Durante a fiscalização, foram encontradas cerca de 84 mil ampolas e frascos de emagrecedores armazenados na câmara fria, além de 5,3 mil ampolas fora de refrigeração. Nenhum dos produtos possuía identificação de paciente ou receituário médico correspondente, conforme exigido pelas normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para manipulação individualizada.

Foram encontradas cerca de 84 mil ampolas e frascos de emagrecedores armazenados na câmara fria – Foto: SSP-SP

Ainda foram localizados insumos vencidos utilizados na fabricação de medicamentos, incluindo substâncias fracionadas sem identificação adequada, além de sanitizantes e matérias-primas com prazo de validade expirado. Parte do material apresentava vencimento entre novembro de 2025 e fevereiro deste ano.

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Investigações sobre o Meio Ambiente de Santo André como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos terapêuticos ou medicinais.

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Fonte: GESP | Fotos: SSP-SP

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Hospital veterinário municipal passa a funcionar 24 horas em São Paulo

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A primeira unidade veterinária da rede municipal da cidade de São Paulo começou a funcionar 24 horas desde quinta-feira (19). O Hospital Veterinário Municipal Leste “Cão Orelha”, no bairro do Tatuapé, foi renomeado para homenagear o cachorro que foi espancado e morto na Praia Brava, em Florianópolis, capital catarinense, no mês de janeiro.

A unidade veterinária agora passa a realizar também atendimento para urgências e emergências das 17h às 7h.

O serviço diurno permanece disponível normalmente. Os hospitais veterinários da rede municipal oferecem atendimento clínico e cirúrgico. Mediante agendamento ou triagem, consultas, exames, cirurgias e internações podem ser realizadas. O acesso, porém, depende da disponibilidade de vagas, com prioridade para casos graves.

Atendimento

As unidades trabalham com oito especialidades: Oftalmologia; Cardiologia; Endocrinologia; Neurologia; Oncologia; Ortopedia; Dermatologia; e Cirurgia bucomaxilofacial.

Das 7h às 16h, nas unidades sul, norte e leste, os cidadãos inscritos no CadÚnico e beneficiários de programas sociais como Bolsa Família, Auxílio Gás ou Renda Mínima, podem agendar consultas presencialmente.

Quem não tem benefício ativo pode fazer uma triagem social, que neste caso, deve levar documentos que comprovem a situação econômica.

Na unidade oeste da capital paulista, o atendimento funciona por ordem de chegada, e as senhas são distribuídas a partir das 7h.

Documentos necessários:

Para realizar o atendimento, é obrigatório a apresentação de:

  • Documento oficial com foto e CPF do responsável (presença obrigatória)
  • Comprovante de residência em São Paulo (emitido há até três meses)
  • Registro Geral do Animal (RGA)
  • Número do CadÚnico
  • Cartão ou comprovante de programa social ativo

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Polícia Civil/SC

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Temperaturas altas oferecem mais riscos de desidratação a pessoas que tomam remédios psiquiátricos

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As altas temperaturas do início do ano oferecem mais risco de desidratação a pessoas que tomam medicamentos psiquiátricos. Segunda pesquisa realizada pelo Instituto Cactus, em 2023, 1 a cada 6 brasileiros faz uso de remédio para problemas emocionais. Os psicofármacos influenciam na sede e em outras atividades relacionadas à hidratação do corpo. O quadro pode ser revertido com a ingestão imediata e fracionada de líquido. Em casos graves, hidratação intravenosa pode ser necessária. Devem se atentar mais à hidratação, quem está em tratamento com estabilizadores do humor, antipsicóticos e antidepressivos tricíclicos.

Os medicamentos psiquiátricos têm ativos químicos que interferem na regulação da sede, equilíbrio hidroeletrolítico, função renal e temperatura corporal. Esse impacto é piorado pelas altas temperaturas comuns durante as estações mais quentes e ondas de calor. São sintomas do quadro: sede intensa ou nenhuma; fraqueza; dor de cabeça; tontura; boca seca; urina escura; confusão mental; lentidão cognitiva; irritabilidade; agitação; piora da ansiedade; sonolência; indisposição; em casos graves, podem correr delírio, hipotensão e taquicardia.

As altas temperaturas também intensificam os efeitos colaterais dos medicamentos psiquiátricos. Para driblar o problema, a principal orientação é manter a ingestão de água contínua e fracionada, mesmo sem sede. Outras orientações importantes são evitar a exposição prolongada e a prática esportiva no calor intenso, além de reduzir o esforço físico nesses momentos. Caso os sintomas do quadro permaneçam ou piorem, a avaliação médica é obrigatória.

Segundo o chefe do setor de psiquiatria do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), Dr. Michel Haddad, muitas vezes os sintomas são atribuídos a condições psiquiátricas ou aos efeitos colaterais do medicamento. “Esse quadro é relativamente comum e frequentemente subdiagnosticado, durante períodos de calor intenso, especialmente em: idosos, pacientes com transtornos mentais graves e pessoas em uso de múltiplos medicamentos”, explica o especialista.

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Fonte: GESP | Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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Compostos de própolis verde mostram potencial contra doenças neurodegenerativas​

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O termo “própolis” está relacionado à proteção e dá nome à substância produzida pela abelha para revestir e higienizar a colmeia, mas que também tem poder antibacteriano para o organismo humano. Esses atributos medicinais da própolis são antigos conhecidos da ciência, mas agora uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP encontrou uma nova dimensão medicinal envolvendo a própolis verde, que abrange doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

A própolis verde é produzida a partir da resina coletada do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia – planta nativa do Brasil, presente no Cerrado e na Mata Atlântica) que as abelhas misturam à saliva e cera. Ao separar e analisar os compostos principais dessa própolis – o Artepelin C e a Bacarina -, os pesquisadores observaram a capacidade de induzir diferenciação neuronal (transformação de neurônios especializados em outras células do sistema nervoso), de aumentar a capacidade de conexão entre neurônios e de promover ações antiapoptóticas (diminuição da morte celular).

Os resultados foram obtidos em estudos in vitro (cultura de células) realizados durante a pesquisa para o doutorado do farmacêutico Gabriel Rocha Caldas, sob orientação do professor Jairo Kenupp Bastos da FCFRP. O pesquisador diz que os achados representam uma linha promissora, especialmente na prevenção e controle de doenças do sistema nervoso, “que pode ser explorada em trabalhos futuros, seja por mim ou por outros grupos de pesquisa interessados no potencial terapêutico da própolis verde”.

Para além de significativas informações para a saúde, Caldas acredita que a pesquisa investe na valorização de um recurso prioritariamente nacional, já que a própolis verde é uma exclusividade brasileira que pode gerar impactos científico, econômico e social.

Os resultados integram a tese que conferiu o título de doutor a Caldas: Investigação do Potencial de Artepelin C e de Bacarina da Própolis Verde e Artepelin C Acetilado na Indução da Neuritogênese, apresentada à FCFRP no ano passado. Parte desses resultados também podem ser conferidos em artigo publicado na edição de novembro de 2023 da revista Chemistry & Biodiversity.

Função de compostos em ambiente neuronal

O Artepelin C e a Bacarina foram isolados a partir da própolis verde utilizando uma sequência de técnicas cromatográficas (métodos de separação). “O processo funciona como uma espécie de ‘peneiração química’: usamos solventes e diferentes métodos cromatográficos para ir separando a própolis em frações menores, até isolar cada molécula pura. É parecido com pegar uma caixa cheia de peças misturadas e ir separando uma por uma até restar só o que você precisa”, compara o pesquisador.

A partir do isolamento dos compostos, os pesquisadores utilizaram duas técnicas para compreender como o Artepelin C e a Bacarina funcionam dentro do organismo: a modelagem computacional e os experimentos com células PC12 – células de ratos usadas como modelo de estudo de neurônios.

Com a modelagem computacional, avaliaram as propriedades físico-químicas dos compostos, como solubilidade, permeabilidade e a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (membrana seletiva que reveste vasos sanguíneos do cérebro e medula espinhal). “Isso ajuda a entender se, teoricamente, essas moléculas poderiam atingir o tecido nervoso em um organismo vivo. Já os experimentos com células PC12 mostraram, na prática, como os compostos atuam em células neuronais”, explica Caldas.

Para facilitar a entrada do Artepelin C no sistema nervoso, utilizaram o processo de acetilação, uma modificação química que tornou a molécula mais lipofílica – com mais afinidade por gorduras, óleos e solventes não polares (moléculas com carga elétrica homogênea). Esta abordagem foi escolhida com base nos estudos computacionais que confirmaram a maior facilidade do Artepelin C acetilado atravessar a barreira hematoencefálica.

Regeneração de neurônios

Pelos experimentos com células PC12 foi possível identificar que, após o tratamento com os compostos da própolis verde, as células passaram a formar neuritos, pequenas projeções que futuramente se transformarão em axônios e dendritos (ramificações dos neurônios), indicando o início da diferenciação das células neuronais. “Essas estruturas são fundamentais porque é por meio delas que os neurônios enviam e recebem mensagens. Sem neuritos não existe comunicação entre células nervosas”, informa o pesquisador. 

Além disso, os testes também identificaram o aumento da presença das proteínas sinapsina I e GAP-43, importantes no processo de diferenciação, já que funcionam como marcadores de que o neurônio está crescendo, amadurecendo e formando novas conexões. Caldas explica que o aumento dessas proteínas representa a célula entrando em um estado favorável à regeneração, algo muito desejado em doenças neurodegenerativas.

Outro fator importante na proteção das células neurais observado no estudo foi o potencial antioxidante do Artepelin C e da Bacarina. Os compostos da própolis verde foram capazes de neutralizar moléculas reativas de oxigênio, excessivas em doenças neurodegenerativas. 

O pesquisador adianta que quadros de enfermidades ativam vias que levam à morte celular programada, ativação que foi reduzida pelos compostos da própolis verde por meio de seu efeito antiapoptótico e evitando, assim, a morte celular. Para Caldas, os estudos mostram o potencial do Artepelin C e da Bacarina na proteção de neurônios em situações de estresse, como ocorre nos estágios iniciais de doenças neurodegenerativas.

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Fonte: GESP | Foto: Michel Stórquio Belmiro/Wikimedia Commons/CC BY-SA 3.0

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Câmara aprova urgência para votar quebra de patente do Mounjaro

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) requerimento de regime de urgência para apreciar o Projeto de Lei nº 68, de 2026, que declara os remédios Mounjaro e Zepbound como de interesse público e pede a quebra de patente. Ambos são medicamentos agonistas do receptor GLP‑1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Foram registrados, ao todo, 337 votos favoráveis e 19 contrários. O texto é de autoria dos deputados federais Antonio Brito (PSD-BA) e Mário Heringer (PDT-MG). Com a aprovação do regime de urgência, o projeto pode ser votado a qualquer momento no plenário, sem necessidade de passar pelas comissões da Casa.

Alerta

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta de farmacovigilância sobre os riscos do uso indevido de canetas emagrecedoras. O grupo inclui a dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida.

Em nota, a Anvisa destacou que, embora o risco conste das bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, as notificações têm aumentado tanto no cenário internacional quanto no cenário nacional, o que exige reforço das orientações de segurança.

O monitoramento médico, segundo a agência, é motivado pelo risco de eventos adversos graves, incluindo pancreatite aguda, que podem incluir formas necrotizantes e fatais.

No início do mês, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido também emitiu alerta para o risco, ainda que pequeno, de casos de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Reprodução/FreePik

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Barueri realiza Dia D de vacinação contra sarampo e febre amarela neste sábado

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A Secretaria Municipal de Saúde de Barueri promove, neste sábado (7), o Dia D de Mobilização da Vacinação contra o sarampo e a febre amarela. A ação ocorre em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município e também na unidade da FIEB de Alphaville, localizada na Avenida Andrômeda, 500, no Alphaville Empresarial.

A iniciativa integra a semana de intensificação da vacinação, que acontece entre os dias 2 e 7 de fevereiro, e segue as diretrizes do Programa Estadual de Imunização (PEI), alinhado ao Programa Nacional de Imunização (PNI). Durante esse período, as vacinas estão disponíveis em livre demanda, conforme o horário de funcionamento das salas de vacinação.

No caso da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, o público-alvo inclui crianças de 12 meses a menores de 5 anos, conforme o Calendário Vacinal; pessoas de 5 a 29 anos, que devem ter duas doses; cidadãos de 30 a 59 anos sem comprovação vacinal, com indicação de uma dose; e profissionais de saúde de todas as idades, que devem receber duas doses.

A imunização contra a febre amarela segue as orientações técnicas vigentes do Programa de Imunização, respeitando os critérios definidos para cada faixa etária e situação clínica.

Além da aplicação das vacinas, as equipes de saúde realizam a checagem da situação vacinal em todos os atendimentos presenciais nas unidades, abrangendo crianças, adolescentes e adultos. Para receber as doses, é necessário apresentar certidão de nascimento ou RG da criança, documento oficial com foto para adolescentes e adultos, além da caderneta de vacinação em todas as idades.

O reforço na vacinação ocorre em meio ao avanço do sarampo nas Américas. Em 2025, os casos da doença cresceram mais de 30 vezes, somando cerca de 15 mil confirmações. Em 2026, aproximadamente mil novos casos foram registrados apenas nas primeiras três semanas do ano, o que levou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a emitir um alerta epidemiológico.

Apesar do cenário internacional, Barueri não registrou casos de sarampo em 2025 nem em 2026 até o momento. Ainda assim, a Secretaria de Saúde alerta para a importância de manter a vacinação em dia como principal forma de prevenção e de proteção coletiva.

A vacina contra o sarampo é indicada para diferentes faixas etárias, de crianças a partir de seis meses até adultos de 59 anos, conforme o histórico vacinal. Pessoas que pretendem viajar para áreas com transmissão ativa da doença devem atualizar o esquema vacinal com pelo menos 15 dias de antecedência. Profissionais da saúde e de setores como turismo, hotelaria e educação também devem manter a imunização completa.

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Foto: Beatriz Lucato/PMB

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Hospital Regional de Osasco passa a ser administrado por nova gestão e amplia atendimento especializado

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O Hospital Regional de Osasco, na Grande São Paulo, passou a contar com uma nova gestão a partir de janeiro, com a entrada do Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (CEJAM). A unidade é vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e atua como hospital de referência para a região.

Com a mudança, o CEJAM assume a gestão dos serviços de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cuidados intermediários, enfermarias clínica e cirúrgica e do pronto-socorro, que passa a oferecer atendimento médico especializado em neurologia. As integrações envolvem uma equipe de cerca de 330 profissionais.

Segundo a instituição, a ampliação da atuação tem como objetivo fortalecer a capacidade assistencial e ampliar o acesso da população a atendimentos hospitalares qualificados, com foco na segurança do paciente, na humanização do cuidado e na adoção de processos padronizados.

“O objetivo é garantir a excelência no atendimento em saúde, com foco na segurança do paciente, na humanização do cuidado e na adoção de processos padronizados e boas práticas assistenciais, contribuindo para uma experiência mais resolutiva e positiva ao longo de toda a jornada do paciente”, afirma Dirley Glizt, gerente hospitalar e da rede de atenção às urgências do CEJAM.

Fundado em 1991, o CEJAM é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos que atua em parceria com o poder público na gestão de serviços de saúde em diversos municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A organização integra o Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS) e é reconhecida como instituição de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificação Great Place to Work.

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Foto: Diogo Moreira/A2 Fotografia

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Cajamar mantém atendimento gratuito para confecção de próteses dentárias no Centro de Especialidades

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A Prefeitura de Cajamar segue oferecendo, de forma contínua, o serviço gratuito de próteses dentárias por meio do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), localizado no Complexo de Saúde do município. A iniciativa, implantada de forma inédita na cidade, garante reabilitação oral a moradores que necessitam do tratamento.

O atendimento é realizado mediante encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde, após avaliação odontológica. No CEO, os pacientes passam por acompanhamento especializado em todas as etapas, desde a análise clínica até a entrega das próteses.

Com estrutura adequada e profissionais capacitados, o serviço funciona com produção mensal das peças, atendendo a demanda de munícipes que aguardavam pelo procedimento. Segundo a administração municipal, o programa contribui para a melhoria da saúde bucal e do bem-estar da população.

A oferta integra os investimentos permanentes da Prefeitura de Cajamar na área da saúde, com foco na ampliação do acesso a serviços especializados e na continuidade do atendimento à população.

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Foto: Divulgação/PMC

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