Câmara aprova fim da tarifa mínima de água e esgoto; projeto vai ao Senado

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Proposta prevê cobrança por tarifa fixa e consumo efetivo; texto ainda precisa ser aprovado pelos senadores

A Câmara dos Deputados aprovou, durante a Sessão Deliberativa Extraordinária Semipresencial de 08/07/2026, o Projeto de Lei 1845/25 que proíbe a cobrança da chamada tarifa mínima de consumo nos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A proposta altera a Lei do Saneamento Básico e agora segue para análise do Senado.

Pelo texto aprovado, as concessionárias deixarão de cobrar uma franquia mínima de consumo, modelo em que o consumidor paga por um volume pré-estabelecido de água, mesmo quando utiliza menos ou não registra consumo.

O que muda

A proposta mantém a possibilidade de cobrança de uma tarifa fixa, destinada a custear a disponibilidade da infraestrutura e os custos permanentes da prestação do serviço.

Além disso, continuará existindo uma tarifa variável, calculada de acordo com o volume de água efetivamente consumido pelo usuário.

Na prática, o projeto acaba com a cobrança baseada em um consumo mínimo obrigatório, substituindo esse modelo por uma estrutura composta por uma parcela fixa e outra proporcional ao consumo real.

Justificativa

Segundo o relator da proposta, deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), a cobrança de uma franquia mínima pode penalizar consumidores de baixo consumo, como pessoas que moram sozinhas ou famílias menores, além de reduzir os incentivos ao uso racional da água.

O parlamentar defende que o novo modelo oferece maior transparência e equilíbrio entre a remuneração das concessionárias e a cobrança ao consumidor.

Como ficam condomínios

Nos condomínios residenciais e comerciais com hidrômetro coletivo, a tarifa fixa será cobrada individualmente de cada unidade.

Já a tarifa variável continuará sendo calculada com base no consumo total registrado pelo sistema de medição.

Regras para o esgoto

A proposta também altera a cobrança do serviço de esgotamento sanitário.

Assim como ocorre com a água, deixa de existir a cobrança baseada em consumo mínimo, permanecendo apenas a tarifa fixa e a parcela variável calculada conforme o volume de água faturado.

Quando passa a valer

Caso seja aprovado pelo Senado e sancionado pela Presidência da República, o projeto entrará em vigor 180 dias após a publicação da lei.

Os contratos atuais terão prazo de até quatro anos para adaptação às novas regras, mediante plano de transição aprovado pelas agências reguladoras competentes.

Durante esse período, a estrutura tarifária atualmente em vigor continuará sendo aplicada.

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Foto: Reprodução/GESP

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Sabesp prorroga campanha para renegociação de dívidas e permite parcelamento na conta de água

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Os clientes da Sabesp ganharam mais 30 dias para aderir à campanha “Acertando Suas Contas”, que oferece condições especiais para a renegociação de débitos. A principal novidade é que os valores renegociados agora poderão ser parcelados diretamente na fatura mensal de água, conforme regulamentação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

Pelas novas regras, as parcelas do acordo serão discriminadas na conta de água, com a indicação do valor cobrado e do total de parcelas contratadas, proporcionando mais praticidade e organização financeira aos consumidores.

A campanha mantém descontos de 100% sobre juros, multas e correção monetária para todos os acordos realizados durante o período promocional. Além disso, o abatimento sobre o valor principal da dívida pode chegar a 80%, conforme o perfil do imóvel e a situação cadastral do cliente.

Os consumidores também podem optar pelo parcelamento em até 24 vezes no cartão de crédito ou pelo pagamento via PIX. Podem participar da campanha clientes com contas em atraso, independentemente do tempo de inadimplência.

Segundo a Sabesp, cerca de 128 mil clientes já aderiram à campanha em 2026, totalizando mais de R$ 110 milhões em descontos concedidos.

Como renegociar

A renegociação pode ser feita pelos canais oficiais da Sabesp:

  • WhatsApp: (11) 3388-8000
  • Central de Atendimento: 0800 055 0195 (ligação gratuita, 24 horas por dia)

A companhia também mantém atendimento presencial por meio da unidade móvel “Van Bora”, que percorre municípios do estado oferecendo serviços aos clientes.

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Foto: Divulgação/Sabesp

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Rompimento de adutora em Barueri afeta abastecimento de água em cidades da região

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O rompimento de uma adutora da Sabesp, na Avenida General de Divisão Pedro Rodrigues da Silva, próximo ao Parque Shopping Barueri, provocou a interrupção no abastecimento de água e impacta moradores de diversas cidades da Região Oeste da Grande São Paulo nesta sexta-feira (26).

Além de Barueri, o problema afeta bairros de Santana de Parnaíba, Jandira, Itapevi, Osasco e outros municípios atendidos pelo mesmo sistema de abastecimento.

Segundo a Sabesp, equipes trabalham no reparo da tubulação e a previsão é que o fornecimento de água comece a ser restabelecido a partir do início da noite deste sábado (27). A normalização, no entanto, ocorrerá de forma gradativa e poderá levar mais tempo em bairros localizados em regiões mais altas ou distantes da rede principal.

O rompimento também provocou reflexos no trânsito. A interdição parcial da via gerou congestionamentos na região da Aldeia de Barueri, Alphaville e principais acessos do entorno. Agentes da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semurb) atuam para minimizar os impactos e orientar os motoristas.

A Sabesp orienta a população a utilizar água apenas para atividades essenciais até que o abastecimento seja completamente normalizado, priorizando o consumo consciente, especialmente nos imóveis abastecidos por caixas d’água.

Bairros afetados em Santana de Parnaíba

Em Santana de Parnaíba, o desabastecimento atinge moradores das seguintes regiões:

  • Alphaville 9, 10, 11 e 12
  • Burle Marx
  • Gênesis I e II
  • Fazendinha
  • Chácara Solar I e II
  • Jardim Clementino
  • Parque 120
  • Parque dos Monteiros
  • Jardim São Luís
  • Jardim Deghi
  • Chácara das Garças
  • Refúgio dos Bandeirantes
  • Cidade São Pedro
  • Cristal Park II, III e IV
  • Jardim Parnaíba

A recomendação é que os moradores economizem água durante o período de manutenção da rede e acompanhem as atualizações sobre o restabelecimento do serviço.

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Foto de Luis Tosta na Unsplash

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Após vazamento de gás e explosão com duas mortes, Sabesp demite funcionários e reforça fiscalização

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A Sabesp anunciou nesta segunda-feira (15) a demissão de dois funcionários e a suspensão de outros sete após a conclusão da apuração sobre o vazamento de gás ocorrido no bairro da República, na região central de São Paulo, no último dia 4 de junho.

Além das medidas disciplinares, a companhia informou a criação da Diretoria de Segurança Operacional, a reorganização de áreas internas e o reforço dos protocolos de engenharia e fiscalização das obras. Segundo a empresa, as ações fazem parte de um programa de “tolerância zero” para incidentes.

O plano é baseado em três pilares: revisão dos procedimentos de engenharia e segurança, intensificação do monitoramento das frentes de trabalho e ampliação dos programas de treinamento e capacitação dos colaboradores.

A companhia também anunciou que triplicará o número de fiscais em campo, passando de 200 para 600 profissionais, além de ampliar o uso de tecnologia para acompanhar as intervenções realizadas nas cidades atendidas.

As medidas foram anunciadas em meio à repercussão de acidentes recentes envolvendo obras da empresa. No mês passado, uma explosão na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré, zona oeste da capital, deixou duas pessoas mortas e outras duas feridas. Moradores relataram ter sentido forte cheiro de gás horas antes do acidente.

Entidades ligadas aos trabalhadores e engenheiros do setor têm atribuído os episódios à redução dos quadros técnicos após a privatização da companhia, concluída em julho de 2024. O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) e o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema) defendem uma apuração rigorosa e alertam para os impactos da diminuição das equipes especializadas.

A Sabesp afirma que as medidas anunciadas têm como objetivo aumentar a segurança das obras e minimizar os impactos das intervenções para a população.

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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SP terá primeira usina para transformar água do mar em água potável

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O Estado de São Paulo terá sua primeira usina de dessalinização para abastecimento público. O projeto será implantado em Ilhabela, no Litoral Norte, e permitirá transformar água do mar em água potável, reforçando a segurança hídrica em uma das regiões que mais recebem turistas no estado.

A obra será executada pela Sabesp e prevê investimento de R$ 56,4 milhões. A expectativa é que o sistema fique pronto em até três anos e amplie em 20% a oferta de água na cidade.

O novo sistema atenderá moradores e visitantes da região central e da parte norte de Ilhabela, abrangendo bairros como Barra Velha, Itaquanduba, Centro, Saco da Capela, Siriúba, Pedra do Sino e Armação.

Atualmente, a captação de água é feita no Ribeirão Água Branca, em um trecho onde a água ainda é doce. Com a ampliação do sistema, parte da captação será realizada em uma área mais próxima do encontro com o mar, tornando necessária a utilização do processo de dessalinização.

Para transformar a água salgada em água própria para consumo humano, será utilizada a tecnologia conhecida como osmose reversa. O método utiliza alta pressão para fazer a água passar por membranas especiais capazes de reter o sal e outras impurezas.

Água vai fortalecer o sistema de produção Água Branca com vazão de 20 litros por segundo,
o que representa um aumento de 20% na oferta atual. Foto: Divulgação/Governo de SP.

Segundo a Sabesp, a principal vantagem desse sistema é a independência em relação ao volume de chuvas, garantindo maior previsibilidade no abastecimento e reforçando a segurança hídrica da região.

A tecnologia já é utilizada em larga escala em países como Israel, Arábia Saudita, Austrália e Espanha. No Brasil, existem iniciativas semelhantes no Nordeste, como a usina Dessal Ceará, em Fortaleza. No Sudeste, porém, o processo era empregado apenas em operações industriais.

A implantação da usina faz parte dos investimentos previstos para o Litoral Norte, que deve receber R$ 3,7 bilhões em obras de saneamento até 2029.

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Imagem: Divulação/Sabesp

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Cajamar salta de 0% para 79% de coleta de esgoto e amplia cobertura de saneamento

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O município de Cajamar alcançou 50% de cobertura no tratamento de esgoto e 79% na coleta após a ampliação dos investimentos em saneamento básico realizada nos últimos anos. As obras em andamento somam R$ 132 milhões e devem beneficiar mais de 43 mil moradores.

Até 2022, a cidade não contava com sistema de tratamento de esgoto. Segundo o Governo de São Paulo, a expansão da infraestrutura passou a integrar o programa IntegraTietê, que busca ampliar a coleta e o tratamento de esgoto em municípios da Região Metropolitana.

Entre as intervenções em execução estão a implantação de cerca de 13 quilômetros de tubulações, a construção de estações elevatórias e a ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Jordanésia. O projeto inclui ainda uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que terá capacidade para processar até 90 litros de esgoto por segundo.

As obras atendem bairros como Jardim Penteado, Parque São Roberto, Parque São Roberto II, Vila Santa Terezinha e Vila Granipavi. De acordo com o governo estadual, os investimentos devem ampliar o acesso ao saneamento, contribuir para a preservação ambiental e reduzir impactos na saúde pública.

A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, afirmou que a ampliação do tratamento de esgoto representa um avanço para a qualidade de vida da população e para a recuperação dos recursos hídricos da região.

As intervenções fazem parte da meta de universalização do saneamento básico no Estado de São Paulo, prevista para ser alcançada até 2029.

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Imagem: Reprodução/Google Maps

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Tarcísio confirma segunda morte após explosão no Jaguaré

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Subiu para dois o número de mortos após a explosão de gás registrada no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. A segunda vítima foi identificada como Francisco Albino, de 62 anos, que estava internado desde a última terça-feira (12).

A confirmação foi feita pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Segundo informações da Defesa Civil, outras duas pessoas ficaram feridas no acidente. Uma delas já recebeu alta médica, enquanto a segunda passou por cirurgia no Hospital das Clínicas e segue internada em estado estável.

A primeira morte confirmada havia sido registrada ainda na segunda-feira (11), dia da explosão.

O acidente atingiu uma comunidade no Jaguaré e provocou destruição em dezenas de imóveis da região. De acordo com a Defesa Civil, ao menos 46 casas e quatro edifícios foram afetados pela explosão. O impacto destruiu imóveis, comprometeu estruturas e estourou janelas de prédios vizinhos.

Um condomínio com cerca de 320 apartamentos precisou ser evacuado, deixando aproximadamente 170 moradores fora de casa.

As equipes seguem realizando vistorias técnicas para avaliar os danos estruturais e liberar parte dos imóveis atingidos.

A explosão aconteceu durante uma obra realizada pela Sabesp na região. Segundo a companhia, equipes faziam o remanejamento de uma tubulação de água quando atingiram uma rede de gás da Comgás.

A Sabesp informou que acionou imediatamente a concessionária responsável pelo gás e que, durante os trabalhos técnicos no local, ocorreu a explosão.

As causas do acidente seguem sendo investigadas pelas empresas e pelos órgãos competentes.

Nesta quarta-feira (13), representantes da Defesa Civil afirmaram que as despesas de reconstrução dos imóveis e indenizações das famílias afetadas serão custeadas pela Sabesp e pela Comgás.

Até o momento, mais de 100 imóveis passaram por vistoria técnica. Parte das residências já foi liberada, enquanto outras seguem interditadas por risco estrutural.

O governo do estado também criou uma força-tarefa para acompanhar o atendimento às vítimas e os impactos provocados pela explosão.

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Foto: Reprodução/TV Brasil

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Sobe para 27 o número de casas interditadas após explosão no Jaguaré

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A explosão registrada no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, já deixou 27 imóveis interditados e levou órgãos estaduais a ampliarem a fiscalização sobre a Sabesp e a Comgás. Até a noite desta quarta-feira (13), equipes técnicas haviam realizado 112 vistorias na região atingida.

Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, 86 imóveis foram liberados para retorno dos moradores, enquanto outros 27 apresentaram danos estruturais mais graves e seguem interditados.

As inspeções foram realizadas por equipes da Defesa Civil, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Sabesp e Comgás. Uma nova comissão técnica deve reavaliar as estruturas nesta sexta-feira (15).

As concessionárias informaram que 232 pessoas já receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil para despesas imediatas após a explosão. As famílias atingidas também estão sendo acolhidas em hotéis.

Sabesp e Comgás afirmaram ainda que os danos materiais causados aos moradores, incluindo reformas e reconstrução de imóveis, serão ressarcidos pelas empresas.

Segundo as concessionárias, equipes já iniciaram os trabalhos de recuperação das casas que passaram por vistoria técnica.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) notificou oficialmente as duas empresas para apresentação de esclarecimentos sobre o acidente ocorrido no Jaguaré.

O governo paulista informou que a documentação enviada será analisada dentro do processo fiscalizatório aberto para apurar as causas da explosão.

O caso também reacendeu críticas envolvendo a privatização da Sabesp, concluída em julho de 2024 durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas.

Nesta quarta-feira (13), o governador esteve na região atingida para acompanhar a situação das famílias afetadas.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) divulgou nota pública relacionando o episódio ao que classificou como “desmonte técnico” da companhia após a privatização.

Segundo a entidade, a redução de profissionais experientes e o avanço de estruturas terceirizadas podem comprometer a segurança operacional do sistema de saneamento.

O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) também afirmou que já havia alertado sobre riscos envolvendo cortes de equipes técnicas após a desestatização da companhia.

Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) segue analisando ações que questionam o processo de privatização da Sabesp. O julgamento foi interrompido após pedido de destaque do ministro Luiz Fux.

A explosão aconteceu durante uma obra realizada pela Sabesp e, segundo a Defesa Civil, teria sido provocada por um problema em uma tubulação de gás liquefeito de petróleo (GLP) da Comgás.

O acidente deixou um homem morto e outras três pessoas feridas.

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Sabesp amplia ajuda a famílias atingidas por explosão no Jaguaré

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A Sabesp anunciou nesta terça-feira (12) o aumento do auxílio emergencial destinado às famílias afetadas pela explosão registrada no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. O valor da ajuda financeira passou de R$ 2 mil para R$ 5 mil por família.

Segundo a Defesa Civil, ao menos 194 famílias já foram cadastradas para receber o benefício após os danos provocados pela explosão ocorrida durante uma obra da companhia na Rua Doutor Benedito de Moraes Leme.

Moradores que já haviam recebido os R$ 2 mil iniciais terão direito ao complemento de R$ 3 mil. Já os novos cadastrados receberão o valor integral de R$ 5 mil em parcela única.

Durante coletiva realizada no Jaguaré, a Defesa Civil informou que 46 imóveis foram interditados após a explosão. Parte das estruturas apresenta risco elevado de desabamento, enquanto outras tiveram danos considerados médios ou leves.

Até o momento, não há previsão para liberação da área atingida.

O Ministério Público de São Paulo também esteve no local para acompanhar a situação das famílias afetadas e avaliar a extensão dos danos. Segundo o órgão, equipes entrarão em contato com os moradores para identificar necessidades emergenciais e prestar apoio.

Sabesp e Comgás afirmaram que vêm oferecendo assistência médica, psicológica e suporte social às vítimas atingidas pela explosão. Famílias que perderam suas casas foram encaminhadas para hotéis.

A explosão aconteceu por volta das 16h10 de segunda-feira (11), durante uma obra realizada pela Sabesp no Jaguaré.

Segundo a Defesa Civil, o acidente foi provocado por um problema em uma tubulação de gás liquefeito de petróleo (GLP) da Comgás.

Um homem morreu e outras três pessoas ficaram feridas na ocorrência. O impacto destruiu imóveis e assustou moradores da região.

As causas do acidente seguem sendo investigadas pelas autoridades.

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SP avança em plano para levar saneamento a áreas rurais e já mapeia mais de 545 mil imóveis

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O Governo de São Paulo acelerou a criação de uma política inédita de saneamento rural e já mapeou mais de 545 mil imóveis em áreas afastadas dos centros urbanos. A iniciativa busca ampliar o acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário para populações historicamente fora da cobertura tradicional dos serviços públicos.

Atualmente, cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem na zona rural paulista, o equivalente a aproximadamente 3% da população do estado. A dispersão das moradias e as dificuldades estruturais dessas regiões tornam a expansão do saneamento um desafio diferente do encontrado nas áreas urbanas.

Para tentar enfrentar esse problema, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) colocou em prática um grande diagnóstico estadual por meio do Programa Brotar. A ação prevê o mapeamento de cerca de 820 mil domicílios e estruturas rurais em 371 municípios paulistas.

Desde o início da operação, em abril de 2025, aproximadamente 120 mil imóveis já receberam visitas presenciais de equipes de campo. O trabalho é realizado por cerca de 550 recenseadores, responsáveis pela coleta de informações sobre abastecimento de água, esgoto e condições sanitárias das propriedades.

O levantamento utiliza dados georreferenciados e entrevistas presenciais para identificar as principais carências das comunidades rurais. A expectativa é que as informações sirvam de base para definir investimentos, tecnologias e estratégias voltadas à universalização do saneamento no campo.

A iniciativa também acompanha a ampliação da atuação da Sabesp após o novo modelo de concessão, que passou a incluir explicitamente áreas rurais na expansão dos serviços.

Segundo a secretária da Semil, Natália Resende, o objetivo é adaptar as soluções à realidade de cada território. “Levar saneamento para áreas rurais é também uma questão de qualidade de vida e desenvolvimento estruturado”, afirmou.

Além do mapeamento, o governo estadual também vem implantando soluções diretas em municípios do interior por meio do programa Água é Vida. A iniciativa já instalou mais de 800 unidades individuais de esgotamento sanitário em cidades como Itapeva, Iporanga, Jacupiranga, Borebi e Mineiros do Tietê.

As ações também atendem comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos rurais. Segundo o governo paulista, mais de 1,2 mil domicílios de populações tradicionais já foram incluídos nas medidas de saneamento.

A estratégia estadual combina três frentes principais: diagnóstico em larga escala, implantação de soluções descentralizadas e expansão estrutural dos serviços. O modelo é tratado pelo governo como referência nacional por incluir explicitamente a universalização do saneamento também em áreas rurais dentro dos contratos de concessão.

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