Reclamações sobre produtos da Copa do Mundo disparam e passam de 700 em SP

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Com a proximidade da Copa do Mundo e o aumento da procura por produtos temáticos, o número de reclamações de consumidores em São Paulo disparou. Dados divulgados pelo Procon-SP mostram que foram registradas 708 queixas em maio, contra apenas 63 em abril e 19 em março.

Segundo o órgão, os principais problemas relatados envolvem atraso na entrega, não recebimento dos produtos, diferenças entre o item anunciado e o entregue, além da dificuldade de contato com os vendedores após a compra.

A maior parte das reclamações está relacionada a compras feitas pela internet, principalmente em marketplaces, redes sociais e aplicativos de mensagens.

Os produtos colecionáveis lideram as ocorrências. Somente em maio, o Procon-SP contabilizou 521 reclamações envolvendo figurinhas e álbuns da Copa do Mundo. Entre as queixas estão anúncios com informações insuficientes, produtos sem procedência comprovada, cobranças indevidas e problemas para conseguir reembolso.

O órgão alerta que a procura por itens raros ou de edição limitada aumenta a exposição dos consumidores a golpes e recomenda pesquisar a reputação do vendedor antes da compra.

Outra orientação é desconfiar de preços muito abaixo dos praticados pelo mercado e evitar negociações realizadas exclusivamente por aplicativos de mensagens. Também é importante guardar comprovantes, anúncios e registros das conversas para facilitar eventuais reclamações.

Em caso de problemas, os consumidores podem procurar os canais oficiais do Procon-SP para registrar a ocorrência e buscar orientação.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Completar álbum da Copa 2026 pode passar de R$ 7 mil

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Completar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 pode custar entre R$ 1.004,90 e R$ 7.362,90, dependendo da estratégia do colecionador. O valor considera desde o cenário ideal, sem figurinhas repetidas, até a compra contínua de pacotes sem trocas.

O aumento chama atenção em relação à última edição e reflete mudanças no formato do torneio, além da dinâmica tradicional de repetição de figurinhas.

No cenário mais econômico — considerado improvável — o colecionador conseguiria todas as 980 figurinhas sem repetição, gastando R$ 980 com os cards e mais R$ 24,90 no álbum mais simples, totalizando R$ 1.004,90.

Já na prática, ao comprar pacotes com sete figurinhas por R$ 7, o custo tende a subir significativamente devido às repetições. Sem trocas, o valor pode chegar a R$ 7,3 mil, segundo estimativas baseadas em probabilidade.

Uma alternativa para reduzir os gastos é a troca de figurinhas repetidas, prática comum entre colecionadores e que diminui o número de compras necessárias.

O álbum da edição de 2026 também ficou maior. Serão 980 figurinhas, contra 670 na Copa do Mundo de 2022, um aumento de 310 unidades, impulsionado pela expansão do torneio de 32 para 48 seleções.

Mesmo considerando a inflação, completar o álbum ficou cerca de 51% mais caro em relação à edição anterior, evidenciando o impacto da nova estrutura da competição no bolso dos fãs.

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Foto: Divulgação/Panini | *Matéria com informações do Jornal Folha de S. Paulo

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