A Polícia Civil identificou dois irmãos suspeitos de envolvimento em depredações de ônibus em cidades do ABC Paulista e da região metropolitana de São Paulo. Nesta terça-feira (22), um deles foi conduzido à delegacia de São Bernardo do Campo para prestar depoimento.
Conforme as investigações da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic), de São Bernardo do Campo, um dos homens foi identificado em pelo menos 18 casos que aconteceram na região e também é investigado por um dano causado a um coletivo na capital paulista.
“As equipes conseguiram identificar o principal suspeito depois de cruzar as informações do carro usado por ele com imagens de câmeras de segurança e do sinal de celular. Com isso, conseguimos colocá-lo em pelo menos 19 casos”, informou o secretário-executivo da Secretaria da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, durante coletiva de imprensa.
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Os policiais estiveram hoje em dois endereços ligados ao suspeito e encontraram em um armário diversas esferas de metal e na casa dele um estilingue usado nos casos de vandalismo contra os coletivos.
O homem foi descoberto após a identificação de um carro usado por ele nas proximidades dos locais onde aconteceram os atos de vandalismo. O irmão dele, que mora na região de Osasco, é investigado por dar suporte nas depredações. “Essa informação [do envolvimento do irmão] chegou hoje após o segundo interrogatório do suspeito na presença dos advogados”, destacou o delegado Domingos de Paula Neto, da Seccional de São Bernardo do Campo.
Ainda segundo a Polícia Civil, no decorrer das investigações, foram coletados diversos elementos que indicaram que as ações estariam planejadas há alguns meses.
Os suspeitos poderão responder por dano qualificado e atentado contra a segurança de transporte público. Hoje, a Deic de São Bernardo do Campo solicitou à Justiça a prisão preventiva de ambos.
As motivações para o crime e o recrutamento de outros envolvidos nos danos ainda serão esclarecidos pela polícia que continua com as investigações.
“Acreditamos que essa prisão possa alavancar as investigações que estão em curso, pois já temos um desenho do que pode ter acontecido no âmbito desses ataques. Acreditamos que não existe só uma motivação. Existe o efeito manada, o contágio, o propósito inicial, assim como existe alguém pegando onda, uma sucessão de propósitos”, lembrou o delegado Ronaldo Sayeg, diretor do Deic.
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Fonte/foto: SSP-SP
