Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou em Brasília na noite do último domingo (27). Acompanhado de sua esposa, Janja, e do ex-ministro Fernando Haddad (PT), o presidente eleito deve dar continuidade aos trabalhos da transição de governo.
Candidato ao governo do estado de São Paulo nas eleições deste ano, o ex-prefeito da capital paulista é cotado para o Ministério da Fazenda no terceiro Governo Lula.
O petista não ia ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), atual local de trabalho dos membros da equipe de transição, há mais de duas semanas. Nesse tempo, Lula foi à Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), no Egito, e se recuperou de uma cirurgia que fez para retirar uma lesão de sua laringe.
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu alta após ser internado no último domingo (20) para passar por um procedimento de retirada de lesão na laringe, no HospitalSírio-Libanês, em São Paulo
“O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva deu entrada ontem, no Hospital Sírio-Libanês, para a realização de uma laringoscopia para retirada de leucoplasia da prega vocal esquerda. O procedimento mostrou ausência de neoplasia”.
De acordo com o boletim médico, o petista recebeu alta às 7h45, e foi acompanhado pelas equipes médicas coordenadas por Roberto Kalil Filho, Artur Katz, Rubens Brito, Rui Imamura e Luiz Paulo Kowalski.
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai a Brasília nesta segunda-feira (21) com a possibilidade de definir o desenho do grupo técnico da Defesa na equipe de transição.
Na semana passada, o ministro Aloizio Mercadante, coordenador técnico da transição, disse que o futuro ministro da Defesa não seria anunciado antes desta semana. “Aguardem segunda-feira”. O horário previsto da chegada de Lula e a agenda com a equipe do gabinete de transição não foram divulgados.
Na última sexta-feira (18), o ex-ministro reafirmou que o ministro da Defesa “será um civil”. O presidente eleito já havia afirmado que a pasta não seria dirigida por um militar. Atualmente, o Ministério da Defesa é ocupado pelo general do Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Ainda segundo Mercadante, o grupo terá “representatividade e será plural”.
O grupo de trabalho de Relações Exteriores do gabinete de transição também se reúne na manhã desta segunda-feira no Centro CulturalBanco do Brasil (CCBB), onde está sediada a equipe de transição. A atuação do governo eleito na área das Relações Exteriores têm sido um dos pontos que o futuro presidente e seus aliados têm tentado explorar desde a eleição.
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na tarde desta sexta-feira (18) com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, residência oficial em Lisboa.
Existe a previsão de que Lula se encontre ainda nesta sexta com o primeiro-ministro do país, António Costa, durante a noite. Até o momento, não houve coletiva de imprensa com os dois.
Lula chegou a Portugal direto da COP27, conferência do clima da ONU, que aconteceu no Egito. O petista discursou na quinta-feira (17) e se reuniu com diversos líderes e autoridades mundiais.
Após a vitória de Lula nas eleições, Marcela Rebelo de Sousa escreveu em uma rede social estar “certo de que o mandato corresponderá a um período promissor nas relações fraternais entre os povos brasileiro e português”.
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou, na noite da segunda-feira (14), a Sharm el-Sheik, no Egito, para participar da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP27).
Nesta terça-feira (15), Lula se reuniu com os enviados especiais para o clima dos Estados Unidos, John Kerry, e da China, Xie Zhenhua, que representam seus respectivos países no encontro.
O presidente eleito classificou os países como “as duas maiores economias do mundo” em publicação nas redes sociais na qual compartilhou fotos dos momentos.
Veja:
Me reuni agora há pouco com @JohnKerry, dos EUA, e Xie Zhenhua, da China, que representam seus países, as duas maiores economias do mundo, no debate climático na #COP27.
Lula também se reuniu com a deputada federal eleita e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede-SP). Eles discutiram a participação da sociedade civil brasileira na COP27.
“O Brasil voltará a ser referência na questão climática mundial”, escreveu Lula.
O Brasil será uma força positiva para enfrentar os desafios globais. É isso que viemos dizer na #COP27, com @MarinaSilva e outros representantes da luta ambiental no país. Seremos motivo de orgulho para o mundo.
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), viaja nesta segunda-feira (14) para o Egito, onde participará da COP 27, a Conferência do Clima da Organizações das Nações Unidas (ONU). Lula saiu por volta das 7h em um avião fretado do Aeroporto Internacional em Guarulhos, na Grande São Paulo.
O evento, que começou no dia seis de novembro na cidade egípcia de Sharm El Sheikh, discute medidas de enfrentamento à mudança climática. A agenda do petista ainda prevê encontros bilaterais com presidentes e autoridades de outros países.
No último sábado (12), Lula passou por exames de rotina no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Segundo o boletim médico, os teste de imagem do futuro presidente estão normais e não há indícios de células cancerígenas no organismo. Ainda segundo o hospital, Lula tem alterações inflamatórias decorrentes do esforço vocal e uma pequena área de leucoplasia na laringe.
Veja a íntegra da nota divulgada pelo Hospital Sírio-Libanês:
“O Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva esteve hoje no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para avaliação clínica multidisciplinar de rotina.
Foram realizados exames de imagens: ecocardiograma, angiotomografias e PET scan, que estão normais e seguem mostrando completa remissão do tumor diagnosticado em 2011.
O exame de nasofibroscopia mostra alterações inflamatórias decorrentes do esforço vocal e pequena área de leucoplasia na laringe.
O presidente eleito foi acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr Roberto Kalil Filho, Dr. Artur Katz e Dr. Rubens Brito.”
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se emocionou nesta quinta-feira (10) ao reafirmar seu compromisso com o combate à fome no Brasil. A situação ocorreu durante encontro com políticos aliados no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.
“Se quando eu terminar este mandato, cada brasileiro estiver tomando café, estiver almoçando e estiver jantando, outra vez eu terei cumprido a missão da vida”, revela.
Após fazer essa declaração, ele chora, e na sequência, é aplaudido pelos presentes. Ao retomar a palavra, afirma que “jamais esperava” que a fome “voltasse” ao país.
“Desculpem, mas o fato é que eu jamais esperava que a fome voltasse a este país. Jamais. Quando deixei a Presidência da República, imaginava que nos dez anos seguintes este Brasil estaria igual à França, estaria igual à Inglaterra, teria evoluído do ponto de vista das conquistas sociais”, expõe.
De acordo com o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19, mais de 30 milhões de pessoas passam fome no Brasil. De 2020 para 2022 o número de brasileiros nessa situação cresceu em 14 milhões.
Para o ministro da Economia Paulo Guedes, é impossível que este cenário exista. “33 milhões de pessoas passando fome é mentira. Nós estamos transferindo para os mais pobres, com o Auxílio Brasil, 1,5% do PIB, 3 vezes mais do que recebiam antes”, disse em evento da Fenabrave.
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirma nesta quarta-feira (9) que “é plenamente possível recuperar a normalidade da convivência entre instituições”. Antes de conversar com os jornalistas, o petista também se reuniu com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, na sede da Corte, em Brasília.
Mais cedo, Lula se encontrou com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) também participou.
Essa foi a primeira visita de Lula a Brasília desde que venceu o presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral. Depois da reunião com a presidente do STF, Lula teve uma agenda com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes.
“Eu me candidatei com o compromisso de que é possível resgatar a cidadania do povo brasileiro, de que é possível a gente recuperar a harmonia entre os poderes, de que é plenamente possível a recuperar a normalidade da convivência entre as instituições brasileiras. Instituições que foram atacadas, que foram violentadas pela linguagem nem sempre recomendável de algumas autoridades ligadas ao governo”, afirmou o presidente eleito.
Lula começa a participar diretamente da transição de governo nesta segunda-feira (7). O presidente eleito já está em São Paulo e deve participar da primeira reunião com a equipe de transição às 10h, em um hotel aqui da zona sul da capital paulista. O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, também estarão presentes.
Enquanto isso, os 50 servidores da equipe de transição de Lula começam a trabalhar oficialmente nesta segunda-feira, no prédio do centro cultural do Banco do Brasil, em Brasília. A expectativa é de que, na reunião aqui em São Paulo, seja apresentada a proposta da PEC da transição, que deve ser encaminhada ao Congresso ainda nesta semana.
A proposta de emenda constitucional, conhecida como PEC, é uma atualização da constituição federal que pode ser feita sem a necessidade da convocação de uma nova assembleia constituinte. No caso da PEC da transição, ela serviria para dar ao próximo governo a permissão de gastar mais do que o previsto no orçamento de 2023, para poder manter o auxílio Brasil em R$ 600 e cumprir outras promessas de campanha.
Neste domingo (6), o economista Guilherme Mello, que integra a equipe de transição de Lula, defendeu mudanças nas regras fiscais do país, já que, de acordo com ele, o atual governo rompeu o teto de gastos sistematicamente. Mello é um dos três economistas que fizeram parte da criação do plano real e foram convidados para integrar a equipe de transição de Lula.
Além da PEC, a equipe do novo governo também quer tirar do papel o “Desenrola Brasil”, programa de concessão de crédito que vai focar em MEIs, indústrias e ações sociais. Já a discussão sobre a mudança na tabela do imposto de renda, outra promessa de campanha de Lula, deve ficar só para o ano que vem.
Edir Macedo, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, publicou um novo vídeo na tarde desta sexta-feira (4) dizendo que não precisa perdoar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O bispo apoiou o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições.
O bispo publicou um vídeo, na quinta (3), falando que a vitória de Lula foi a “vontade de Deus”.
“Quantas pessoas neste Brasil, ou nesse mundo afora, devem ter ficado iradas contra o Lula e magoadas, e agarraram um sentimento de mágoa contra ele? Nós fizemos as nossas escolhas e a escolha foi da maioria, obviamente. Não podemos ficar com mágoa, porque é isso que o diabo quer. O diabo quer acabar com a sua fé, acabar com seu relacionamento com Deus por causa de Lula ou dos políticos. Não dá, minha filha, não dá, bola para frente”.
A declaração teve repercussão: a presidente nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), rebateu nesta sexta o pronunciamento do bispo. “Dispensamos o perdão de Edir Macedo. Ele é quem precisa pedir perdão a Deus pelas mentiras que propagou, a indução de milhões de pessoas a acreditarem em barbaridades sobre Lula e sobre o PT, usando a igreja e seus meios de comunicação para isso. A nossa consciência está tranquila”, escreveu a parlamentar.
No vídeo postado hoje, o líder da IURD não citou Gleisi, mas disse que não perdoou o petista.
“Eu não perdoei Lula, não perdoei ninguém, não tenho nada contra o Lula. Como eu vou perdoar uma coisa que eu não sinto nada? Se ele [Lula] tem contra mim, isso é problema dele, mas eu não tenho nada contra ele. Nunca tive e nunca vou ter porque eu não sou burro de ter alguma coisa contra alguém, porque estaria prejudicando a mim mesmo”.
“Quanto ao respeito ao Lula, que muitas pessoas estão dizendo ‘a, o bispo virou a casaca, está se aproximando agora’. Não estou virando a casaca coisa nenhuma. O Lula esteve oito anos no governo, pergunta aí o que ele me deu? O que ele deu à igreja? Ele não deu nada, ele apenas fez o que ele tinha que fazer, como fez com todas as demais emissoras de propaganda, obviamente, pagou, honrou os seus compromissos”, completou.