Lula e Flávio discutem pobreza, dívidas e saúde em debate

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Candidatos discutiram políticas sociais, endividamento das famílias e SUS; senador pediu desculpas após comentário sobre o dedo perdido pelo presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações durante o debate eleitoral exibido pela TV Globo. O confronto passou por políticas sociais, endividamento das famílias e financiamento da saúde pública, além de um embate pessoal após uma fala do senador sobre o acidente de trabalho que levou Lula a perder o dedo mínimo da mão esquerda.

A discussão começou quando Flávio afirmou que o presidente “dá com uma mão e tira com nove dedos”. Lula reagiu, dizendo que não aceitaria ser chamado dessa forma e cobrando um pedido de desculpas.

“Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos, não vou permitir! Você vai ter que pedir desculpa”, afirmou o presidente, que também relacionou o episódio aos acidentes de trabalho e às condições enfrentadas pelos trabalhadores.

Na sequência, Flávio pediu desculpas. “Lula, se eu te ofendi, eu te peço desculpa de verdade. Não queria te ofender”, declarou.

O senador, porém, voltou a criticar o governo e questionou Lula sobre o aumento da população em situação de rua. Também repudiou o fato de o presidente tê-lo chamado de miliciano.

População em situação de rua

Durante o embate, Flávio afirmou que a população em situação de rua havia dobrado durante o governo Lula. O material citado na reportagem aponta que 365,8 mil pessoas estavam nessa condição em dezembro de 2025, um aumento de 55% em relação a 2022, segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua.

Pesquisadores ressaltam que parte da variação pode estar relacionada a diferenças nos métodos de contagem, à busca ativa e à inclusão de pessoas vulneráveis nas políticas sociais. Portanto, o crescimento registrado não significa necessariamente que todo o aumento corresponda a pessoas que passaram recentemente a viver nas ruas.

Bolsa Família e licença-maternidade

Lula também questionou Flávio sobre seu voto contrário à ampliação da licença-maternidade, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. O senador reconheceu o voto e afirmou que mudou de posição.

“Eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem arrumar emprego, eu estava errado”, declarou Flávio, acrescentando que, após se casar e ter duas filhas, passou a reconhecer a importância da mãe permanecer mais tempo com o filho.

O presidente criticou a justificativa e afirmou que o adversário não respondeu objetivamente à pergunta. Lula também mencionou publicações antigas de Flávio nas quais o senador teria chamado o Bolsa Família de “bolsa-farelo”, classificando a expressão como falta de respeito com a população de baixa renda.

Em resposta, Flávio afirmou que pretende manter e ampliar os benefícios sociais, incluindo o Bolsa Família.

Dívidas das famílias e contas públicas

Outro tema do debate foi o endividamento das famílias brasileiras. Flávio atribuiu ao governo federal parte da responsabilidade pelas dificuldades financeiras da população e questionou o presidente sobre o crescimento da dívida pública.

O senador afirmou que pretende utilizar a Caixa Econômica Federal para comprar dívidas de consumidores junto aos bancos e refinanciá-las, caso seja eleito.

Lula respondeu que uma iniciativa de renegociação já havia sido encaminhada por seu governo ao Senado. O presidente também mencionou medidas anteriores de renegociação e perdão de dívidas, citando uma operação de R$ 15 bilhões que, segundo ele, envolveu 4,5 milhões de pessoas.

Durante a discussão, Flávio citou uma dívida de R$ 11 trilhões, fazendo referência à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), indicador calculado pelo Banco Central.

Candidatos divergem sobre o SUS

A saúde pública também esteve entre os temas discutidos. Lula questionou Flávio sobre declarações atribuídas a um integrante da equipe econômica do senador a respeito dos investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). O presidente ainda criticou a gestão da pandemia de Covid-19 durante o governo de Jair Bolsonaro.

Lula atribuiu ao SUS um papel importante na resposta à pandemia e criticou declarações do ex-presidente sobre vacinação e a condução das medidas sanitárias.

Flávio afirmou que pretende manter e ampliar os investimentos no sistema, mas criticou a gestão atual, as filas de atendimento e o financiamento da saúde pública.

O senador declarou que pretende combater a corrupção e a burocracia, reduzir impostos e aumentar a tabela de procedimentos do SUS. Também mencionou as dificuldades financeiras enfrentadas pelas Santas Casas.

O debate reuniu, assim, confrontos pessoais e divergências sobre políticas sociais, economia e saúde, com os dois candidatos defendendo suas propostas e criticando a atuação do adversário.

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Foto: Fernando Frazão/ABR

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Coordenador da campanha de Lula acusa Flávio de buscar proteção jurídica

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Em entrevista à CNN Brasil, advogado afirmou que senador estaria interessado em foro privilegiado e em evitar possíveis consequências judiciais

O advogado Marco Aurélio, apresentado como coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou em entrevista à CNN Brasil que Flávio Bolsonaro (PL) estaria disputando a Presidência da República para obter proteção jurídica e evitar uma eventual prisão.

Durante a entrevista, Marco Aurélio declarou que o senador buscaria foro privilegiado e um possível salvo-conduto para se proteger de consequências judiciais caso perca a eleição.

“Ele não está atrás de um mandato presidencial, ele está atrás de um foro. Ele está atrás de um salvo-conduto, de um HC”, afirmou o advogado, ao comentar declarações da empresária Roberta Luchsinger.

Advogado faz comparação com governo Bolsonaro

Marco Aurélio também comparou a atuação de Lula à do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio. Segundo o advogado, se Jair Bolsonaro tivesse garantido independência e autonomia à Polícia Federal durante seu governo, o senador já teria sido preso.

A afirmação foi apresentada como uma avaliação do entrevistado. No trecho reproduzido, não foi indicada uma decisão judicial que comprove essa alegação.

O advogado também criticou pessoalmente Flávio Bolsonaro e afirmou que o senador teria mais habilidade política do que o próprio pai.

“De um lado nós temos um estadista e de outro nós temos um sujeito que eu tenho que reconhecer, tem uma habilidade, consegue ser mais malandro do que o próprio pai”, declarou.

As declarações ocorrem em meio à disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro e evidenciam o tom de confronto entre os grupos políticos. As afirmações sobre as supostas motivações do senador são avaliações de Marco Aurélio, não conclusões judiciais.

Assista parte da entrevista:

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Lula anuncia abertura de sigilos e desafia Flávio Bolsonaro

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Candidato à reeleição afirmou que pretende entregar autorização ao TSE nesta terça-feira (20), incluindo os sigilos de seus cinco filhos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, anunciou que pretende entregar nesta terça-feira (20) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para a quebra de seus sigilos telefônico e bancário, além dos sigilos de seus familiares. Lula também desafiou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) a abrir seus sigilos bancário e fiscal.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19), em Porto Alegre, durante um pronunciamento à imprensa antes de um ato com apoiadores no Centro Histórico da capital gaúcha.

Lula afirmou que decidiu incluir os cinco filhos — Fábio Luís, Lurian, Marcos, Sandro e Luis Claudio — na iniciativa por considerar que sua família é alvo de informações falsas e especulações durante as disputas eleitorais.

“Fiz questão de colocar meus cinco filhos porque toda eleição se inventa uma coisa contra minha família e eu resolvi não ficar quieto”, declarou.

Desafio ao adversário

O tema ganhou destaque durante o debate presidencial realizado no domingo (18), quando Lula questionou o patrimônio informado por Flávio Bolsonaro e propôs que os dois candidatos abrissem seus sigilos bancários e telefônicos para análise antes da eleição.

Nesta segunda-feira, o presidente voltou a cobrar uma iniciativa semelhante do adversário e afirmou que espera que ele também autorize a abertura dos sigilos de suas empresas e de seus familiares.

“A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto”, disse Lula.

O presidente também afirmou que deseja que a Justiça investigue as informações e posteriormente as divulgue à população.

Ato reuniu apoiadores em Porto Alegre

O anúncio foi feito durante a passagem de Lula por Porto Alegre, onde milhares de apoiadores participaram de um ato político nesta segunda-feira.

Os participantes se concentraram no Largo dos Açorianos, entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico, e seguiram em caminhada pela Avenida Borges de Medeiros até a região central. Durante o percurso, Lula escreveu em um cartaz a frase “abre o sigilo Flávio”.

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Lula defende maioridade penal aos 16 anos para crimes hediondos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. A declaração foi feita na quinta-feira (15), durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete.

Lula afirmou ser favorável à discussão do tema no Congresso Nacional, mas defendeu que a mudança seja debatida separadamente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

“Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso”, declarou o presidente.

Segurança pública

Durante a entrevista, Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública para ampliar a participação do governo federal nas políticas de segurança dos estados. Segundo ele, a proposta permitiria definir melhor as atribuições das polícias e fortalecer o enfrentamento ao crime organizado.

O presidente também afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública e defendeu medidas para impedir que organizações criminosas continuem comandando atividades de dentro dos presídios.

“Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”, afirmou.

A tramitação da PEC enfrentava divergências no Senado sobre a possibilidade de incluir no texto mudanças na maioridade penal. Diante da falta de consenso, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, retirou a proposta da pauta na quinta-feira (15).

Economia, Bolsa Família e jornada de trabalho

Questionado sobre a dívida pública e o equilíbrio das contas do governo, Lula defendeu uma política econômica baseada no aumento da renda da população de menor poder aquisitivo. Para o presidente, o consumo das famílias é um dos motores do crescimento econômico.

“Eu tenho uma tese: muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, e pouco na mão de muitos é riqueza”, afirmou.

Lula também citou o reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado em setembro, e disse que decidiu aumentar o benefício após tomar conhecimento de que o valor não havia sido reajustado anteriormente.

Na entrevista, o presidente mencionou ainda a aprovação, no Senado, da proposta que altera a escala 6×1 e reduz gradualmente a jornada semanal de trabalho. Também citou medidas anunciadas pelo governo para apoiar microempreendedores individuais (MEIs) e defendeu a tarifa zero no transporte público aos fins de semana.

Relação com os Estados Unidos

Ao comentar as tarifas comerciais impostas pelo governo de Donald Trump, Lula afirmou que o Brasil tem buscado ampliar suas relações com outros mercados para compensar os efeitos sobre o comércio com os Estados Unidos.

Segundo o presidente, apesar de uma queda de 9% nas relações comerciais com os norte-americanos, o país teria registrado crescimento nas trocas com outros parceiros, entre eles China, Indonésia e Alemanha.

Lula disse preferir uma solução negociada com o governo dos Estados Unidos, mas não descartou a aplicação de medidas de reciprocidade caso considere necessário.

“Eu não quero aplicar a Lei da Reciprocidade, mas, se tiver que fazer, nós vamos”, afirmou.

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Kassio Nunes manda apurar conteúdo de canal de Janones após reviravolta

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (12) uma análise técnica urgente do conteúdo publicado no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A equipe do tribunal deverá verificar se as mensagens circulam em outras plataformas digitais e se há riscos à integridade do processo eleitoral.

A determinação ocorre um dia depois de uma disputa judicial sobre o funcionamento do canal, que reúne milhões de usuários e é utilizado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No domingo (11), Nunes Marques havia determinado a suspensão do canal após um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. A campanha alegou que o espaço era usado para disseminar informações falsas e coordenar ataques contra sua candidatura.

A decisão foi revertida pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou a retomada das publicações e a entrada de novos seguidores até que o plenário do TSE analise o caso. O magistrado considerou insuficientes as provas apresentadas até então para justificar a suspensão e determinou que a campanha de Flávio complementasse o material.

Caso será analisado pelo plenário do TSE

Apesar de liberar o funcionamento do canal, Cueva estabeleceu que Janones não divulgue nem reproduza conteúdos cuja ilicitude já tenha sido reconhecida anteriormente pela Justiça Eleitoral. O corregedor também solicitou que o caso seja incluído com urgência na pauta do plenário.

A apuração técnica determinada por Nunes Marques deverá verificar a circulação dos conteúdos e possíveis riscos ao processo eleitoral. A análise não representa, por si só, uma conclusão de que o canal tenha cometido irregularidades.

O episódio provocou críticas à atuação do presidente do TSE. Lula classificou como “absurda” a decisão inicial de suspender o canal, enquanto integrantes da Corte e especialistas em direito eleitoral questionaram a condução do caso, segundo relatos publicados pela imprensa.

A decisão final sobre a controvérsia caberá ao tribunal, após a análise do processo.

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Primeiro Turno confirma polarização

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O resultado do primeiro turno das eleições de 2026, confirmou que o Brasil permanece profundamente polarizado política e ideologicamente. As eleições, do dia 4 de outubro, ocorreram em um clima absolutamente tranquilo e democrático em todo país. O resultado que saiu das urnas, divulgado cerca de 4 horas após o encerramento da votação, foi uma avassaladora vitória dos partidos de direita e de centro que são oposição ao atual governo. Desta vez, não houve nenhuma contestação à legitimidade das urnas eletrônicas. Para Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para o segundo turno. Flávio com 47% dos votos válidos e Lula com 45%.

Aqui cabe uma observação: O Brasil tem 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. No entanto 33,5 milhões NÃO comparecerem às urnas, o que corresponde a 21,1% do número de eleitores. O total de votos brancos e nulos foi de 6,0 milhões ou 3,8% do total de eleitores registrados. Portanto o total de abstenções mais os votos nulos e brancos é de 25%, ou seja 1 em cada 4 dos eleitores brasileiros optou por não votar em nenhuma opção apresentada para o mais importante cargo da república. As explicações dos analistas políticos giram em torno do desinteresse pela política, pela falta de opção da chamada terceira via, pelo cansaço da polarização, entre outras. No entanto, é extremamente preocupante que a incipiente democracia brasileira já seja desalentadora para boa parte da população.

O resultado, do ponto de vista político, comprova uma consolidação da polarização entre o bolsonarismo e o lulismo. A ida dos dois candidatos ao 2° turno mostra que nenhum dos lados conseguiu formar uma maioria nacional capaz de vencer ainda no 1° turno. Considerando os votos recebidos pelos candidatos em relação ao número de eleitores registrados, o resultado foi 35,4% para Bolsonaro, 34,0% para Lula e 31,6% para quem optou para os demais candidatos, anulou o voto ou decidiu não votar. Tudo indica que a corrida pela presidência continuará intensa, sem um resultado previsível, pois o desânimo com a política brasileira não parece que irá diminuir.

O próximo presidente, seja ele quem for, terá muitos desafios pela frente. Menciono apenas alguns:

Do ponto de vista econômico, necessariamente terá que fazer um ajuste fiscal, organizar as contas públicas, aumentar a arrecadação sem aumentar impostos, criar um ambiente financeiro que estimule investimentos na direção de fortalecer um crescimento sustentável da economia.

Outro ponto muito importante: o próximo presidente deverá enfrentar um cenário internacional bastante conflitivo, com disputas geopolíticas em várias partes do mundo, avanços tecnológicos acelerados e não disponível para todos, dificuldades de regular empresas de tecnologia, guerras que não terminam e uma competição econômica entre as duas maiores potências do planeta. Isto exigirá do Brasil um enorme e efetivo esforço diplomático e comercial.

Na área social, as desigualdades continuam marcantes no Brasil. O país não está dividido apenas por questões ideológicas, mas também por questões socioeconômicas e essa divisão se reflete na recente votação. Infelizmente este é um problema antigo, até agora sem uma solução viável.

O primeiro turno das eleições evidenciou que o país permanece com uma intensa disputa política. Seria desejável que as diferenças políticas se limitassem dentro dos ideais democráticos e interesses individuais não deveriam se sobrepor ao bem comum. A política deveria construir a governabilidade em um ambiente civilizado, evitando possíveis crises entre os poderes constituídos. Mais do que escolher um presidente, o segundo turno será uma decisão sobre qual versão de mundo, de país, de sociedade, os eleitores brasileiros desejam para o futuro.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Datafolha mostra empate entre Lula e Flávio em São Paulo

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Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (2) mostra 41% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 40% para Lula no estado

A disputa pela Presidência da República aparece empatada tecnicamente em São Paulo na pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (2), a dois dias do primeiro turno. Considerando os votos válidos, Flávio Bolsonaro (PL) registra 41% e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 40% entre os eleitores paulistas.

A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento foi realizado presencialmente entre 28 de setembro e 1º de outubro e ouviu 1.610 eleitores de 16 anos ou mais em 65 municípios do estado.

Segundo turno tem 48% para Flávio e 45% para Lula

Em uma simulação de segundo turno entre os dois candidatos, Flávio Bolsonaro aparece com 48% dos votos totais em São Paulo, enquanto Lula registra 45%. Brancos e nulos somam 7%, e 1% dos entrevistados se declarou indeciso.

Na pesquisa anterior, realizada no fim de setembro, Flávio tinha 49% das preferências dos paulistas nesse cenário, enquanto Lula registrava 41%.

A comparação, porém, deve considerar a margem de erro e as características da amostra. O levantamento retrata as intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e não representa uma previsão do resultado das urnas.

Governo Lula tem 53% de desaprovação em SP

O Datafolha também avaliou a percepção dos eleitores paulistas sobre o governo federal.

Em São Paulo, 44% aprovam o trabalho de Lula como presidente, enquanto 53% desaprovam. Na pesquisa anterior, os índices eram de 41% de aprovação e 56% de desaprovação.

Na avaliação da gestão, 29% dos entrevistados classificam o governo como ótimo ou bom, 25% como regular e 45% como ruim ou péssimo.

Os números mostram uma mudança em relação ao levantamento anterior, com aumento de três pontos percentuais na aprovação e redução de três pontos na desaprovação.

Pesquisa foi realizada em 65 municípios

O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo. Em São Paulo, foram realizadas 1.610 entrevistas presenciais com eleitores de 16 anos ou mais distribuídos por 65 municípios.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-01367/2026 e BR-02676/2026.

O primeiro turno das eleições será realizado neste domingo (4).

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Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Valdemar Barreto/Ag. Senado

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Quaest: Flávio tem 42% e Lula, 41% no 2º turno

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Flávio Bolsonaro aparece com 42% e Lula com 41%; levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro.

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto contra 41% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno para a Presidência da República.

A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos, caracterizando empate técnico entre os dois candidatos.

Segundo os dados apresentados, 14% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não votariam, enquanto 3% disseram estar indecisos.

Na comparação com o levantamento anterior, Flávio Bolsonaro manteve os 42%, enquanto Lula oscilou um ponto percentual para cima.

Lula x Renan Santos

No cenário de segundo turno entre Lula e Renan Santos (Missão), o petista aparece com 41%, contra 38% do candidato do Missão. Branco, nulo ou não voto somam 17%, enquanto 4% dos entrevistados estão indecisos.

Lula x Romeu Zema

Quando o cenário apresentado é entre Lula e Romeu Zema (Novo), Lula registra 46% e Zema, 32%. Outros 18% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não votariam, e 4% estão indecisos.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e, conforme o material fornecido, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06004/2026.

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Foto: Reprodução | Montagem: Hora SP

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Lula anuncia aumento de 15% no Bolsa Família a 17 dias do 1º turno

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O Bolsa Família terá reajuste de cerca de 15% a partir da folha de outubro. Com a mudança, o benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio deverá subir de aproximadamente R$ 675 para R$ 777, segundo o governo.

O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17). Os novos valores começam a ser pagos a partir de 19 de outubro.

O reajuste ocorre poucas semanas antes do primeiro turno das eleições. A mudança, porém, deve ser apresentada no contexto das regras orçamentárias e das justificativas fiscais divulgadas pelo governo, sem que a proximidade com o calendário eleitoral, por si só, permita concluir sobre a motivação da medida.

Como ficam os valores

Além do novo piso de R$ 691, os benefícios adicionais pagos de acordo com a composição familiar também serão reajustados.

O valor destinado a cada integrante da família passará de R$ 142 para R$ 164. O benefício adicional para crianças de até 6 anos subirá de R$ 150 para R$ 173.

Para gestantes, jovens de 7 a 18 anos incompletos e bebês de até 6 meses, o adicional passará de R$ 50 para R$ 58.

Como esses valores são cumulativos conforme a composição da família, o benefício recebido pode ficar acima do piso de R$ 691.

Impacto nas contas públicas

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027.

O governo afirma que a medida será realizada dentro do espaço fiscal disponível e sem aumento dos limites de gastos previstos no arcabouço fiscal.

Para viabilizar o reajuste, o governo pretende remanejar despesas previstas no Orçamento deste ano e do próximo. Moretti citou, entre os fatores que ampliaram o espaço fiscal, a redução da fila do INSS.

Com o aumento, a previsão orçamentária para o Bolsa Família em 2027 passará de R$ 157,1 bilhões para R$ 179 bilhões.

Quem recebe o Bolsa Família

Atualmente, o programa atende cerca de 19,29 milhões de famílias no país. O pagamento de setembro tem valor médio de R$ 678,18, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

O benefício é destinado a famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 218, desde que atendam às regras do programa e estejam inscritas no Cadastro Único.

O pagamento é feito mensalmente conforme o calendário definido pelo governo federal e o final do Número de Identificação Social (NIS). Os pagamentos de outubro começam em 19 de outubro.

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Foto: Marcelo Camargo/ABR

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Lula sanciona lei que amplia acesso ao crédito do Move Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (14) a lei que garante a continuidade do programa Move Brasil, voltado ao financiamento de veículos novos para profissionais que trabalham com transporte de passageiros e entregas.

A nova legislação também amplia o alcance do programa. Entre as mudanças está a redução de 12 para seis meses no período mínimo de atividade exigido de motoristas de aplicativo que desejam participar da modalidade.

Para se habilitar, o motorista deverá comprovar pelo menos seis meses de atividade na mesma plataforma e ter realizado, no mínimo, 100 corridas nesse período. A comprovação é feita a partir do cadastro na plataforma gov.br.

A mudança permite que profissionais que não atendiam ao antigo requisito de 12 meses possam tentar novamente a habilitação.

A Lei nº 15.503, de 14 de setembro de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União e entrou em vigor na data de sua publicação.

Quem pode usar o Move Brasil

O programa contempla motoristas de aplicativo, taxistas e entregadores, além de outras categorias incluídas na legislação.

Para motoristas de aplicativo e taxistas, podem ser financiados carros novos movidos a etanol, flex, elétricos e híbridos, com valor de até R$ 200 mil, conforme as regras do programa. O prazo pode chegar a 84 meses, com carência de até seis meses para o início do pagamento do principal.

As taxas informadas para essa modalidade são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres.

No caso dos entregadores e profissionais de motoapp, o programa permite financiar motocicletas, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas que atendam aos critérios de produção ou montagem nacional estabelecidos pelas regras.

A modalidade prevê prazo de até 48 meses e carência de dois meses. Entre os requisitos estão seis meses de atividade em plataforma e pelo menos 100 corridas ou entregas no período.

Crédito não é aprovação automática

A habilitação no Move Brasil não significa que o financiamento será automaticamente concedido.

Depois de ser considerado elegível, o profissional ainda precisa procurar uma instituição financeira habilitada, que fará sua própria análise de crédito, levando em conta critérios como histórico financeiro e capacidade de pagamento.

O programa também prevê financiamento para veículos destinados ao transporte escolar e de cargas, além de adaptações veiculares para pessoas com deficiência, conforme as regras e regulamentações aplicáveis.

Para os veículos utilitários, as condições específicas de habilitação e financiamento dependem da regulamentação correspondente.

Como participar

O primeiro passo é realizar o cadastro pela plataforma oficial do Move Brasil no gov.br. Após a análise dos dados, o profissional recebe a confirmação sobre sua elegibilidade e, se aprovado nessa etapa, pode procurar uma instituição financeira habilitada para solicitar o financiamento.

A aprovação final do crédito depende da análise do banco ou instituição financeira.

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Foto: Rovena Rosa/ABR

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