Barueri transforma justiça restaurativa em política pública permanente

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Barueri aprovou a criação de uma política pública permanente voltada à resolução de conflitos por meio do diálogo, da escuta e da reparação de danos. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal na terça-feira (5) e amplia o uso da justiça restaurativa em escolas, comunidades e serviços públicos da cidade.

O projeto, enviado pelo prefeito Beto Piteri, atualiza a legislação existente desde 2010 e transforma o modelo, que antes funcionava como programa, em uma política estruturada e contínua dentro do município.

Na prática, a mudança busca ampliar alternativas ao sistema tradicional de resolução de conflitos, priorizando acordos construídos pelas próprias pessoas envolvidas e reduzindo situações de violência, desgaste familiar e conflitos comunitários.

O texto aprovado estabelece princípios, regras e formas de atuação da política restaurativa, além de criar mecanismos permanentes de funcionamento e integração entre diferentes órgãos públicos e instituições da sociedade civil.

Durante a votação, o vereador Silvio Macedo destacou que Barueri foi uma das primeiras cidades do país a regulamentar práticas restaurativas ainda em 2010 e afirmou que a atualização da legislação acompanha a evolução das demandas sociais ao longo dos últimos anos.

Segundo ele, a principal mudança é justamente a transformação da iniciativa em política pública permanente, garantindo continuidade das ações independentemente de futuras gestões municipais.

A proposta também prevê a criação do Núcleo de Justiça Restaurativa de Barueri, que ficará responsável pela aplicação prática das ações no município. O trabalho será desenvolvido por facilitadores capacitados, que poderão atuar tanto como servidores públicos quanto como voluntários com formação específica.

Entre os principais objetivos da nova política estão:

  • incentivo ao diálogo na resolução de conflitos;
  • fortalecimento de vínculos familiares e comunitários;
  • prevenção da violência;
  • criação de espaços de escuta e mediação;
  • promoção da cultura de paz.

A medida também autoriza parcerias com universidades, entidades, organizações e instituições públicas e privadas para capacitação, formação técnica e desenvolvimento de pesquisas ligadas à justiça restaurativa.

O grupo gestor da política contará com participação de representantes da Prefeitura, Câmara Municipal, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, OAB, escolas e membros da comunidade.

Durante a discussão do projeto, também foi destacada a atuação da juíza Daniela Nudeliman Guiguet Leal, diretora do Fórum de Barueri, nas ações ligadas ao fortalecimento da justiça restaurativa na cidade.

A proposta aprovada ainda prevê utilização de recursos públicos, estrutura administrativa e pessoal para garantir o funcionamento contínuo da política, respeitando os limites orçamentários do município.

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Foto: Marco Miatelo/CMB

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Barueri endurece punição contra maus-tratos a animais e eleva multa para mais de R$ 1 mil

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A Câmara Municipal de Barueri aprovou, por unanimidade, uma alteração na legislação que trata da proteção e bem-estar animal no município. O novo texto aumenta significativamente o valor da multa aplicada em casos de maus-tratos, reforçando o caráter punitivo da norma.

A medida atualiza a Lei nº 2.588/2017, que estabelece regras para a proteção, defesa e controle de animais domésticos e silvestres na cidade. Com a mudança, a penalidade passa de 7 para 20 UFIBs (Unidade Fiscal do Município de Barueri), elevando o valor de R$ 358,82 para R$ 1.025,20.

O projeto de lei 14/2026 é de autoria da vereadora Cris da Maternal (PSDB), que defendeu o endurecimento das punições como forma de coibir práticas de violência contra animais. Segundo ela, a legislação precisa atingir diretamente quem comete esse tipo de crime.

“Precisamos construir leis fortes, porque através dessas leis conseguimos trabalhar uma punição maior para aquelas pessoas que maltratam os animais, que abandonam em estradas ou até enterram animais em seus próprios quintais”, afirmou a parlamentar durante a discussão do projeto.

A vereadora também destacou que o aumento das multas pode contribuir para ampliar a proteção legal aos animais no município. “Somente com uma lei dura, que impacte no bolso do agressor, poderemos garantir a defesa dos animais”, completou.

A proposta recebeu apoio de outros parlamentares, como os vereadores Zé Baiano (União) e Silvio Macedo (PSDB), que ressaltaram a importância da medida para ampliar a conscientização e fortalecer a punição contra os responsáveis por maus-tratos.

Com a aprovação no Legislativo, a nova regra segue para sanção do Executivo municipal para entrar em vigor.

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Foto: Marco Miatelo/CMB

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