Criadas na Alesp, leis sancionadas por Tarcísio de Freitas ampliam direitos das pessoas autistas no estado

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O estado de São Paulo ganhou, nesta segunda-feira (25), duas novas leis que ampliam os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Criadas e aprovadas na Assembleia Legislativa de São Paulo no primeiro semestre deste ano, as legislações foram sancionadas pelo governador Tarcísio de Freitas e publicadas no Diário Oficial do Estado.

Uma das normas, proposta pela deputada Solange Freitas (União), obriga que shopping centers construam salas de regulação sensorial para pessoas com TEA e neuroatípicas. Esses espaços existem para acolher clientes em momentos de crise sensorial e, normalmente, oferecem isolamento acústico, controle de iluminação e locais de descanso.

A Lei 18.183/2025 prevê que as salas sejam planejadas e equipadas com materiais adequados e construídas em áreas de fácil acesso. A regra, que já está em vigor, vale para estabelecimentos com circulação diária maior que 2 mil pessoas.

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Direitos nas escolas

A outra lei publicada, de autoria dos parlamentares Andréa Werner (PSB) e Guilherme Cortez (Psol), dá garantias a alunos com deficiência e transtornos do neurodesenvolvimento de estabelecimentos de ensino públicos e privados. A norma obriga, por exemplo, que as escolas substituam os sinais sonoros ou musicais por sons adequados, em volume e duração, que respeitem sensibilidades auditivas.

Os alunos ainda poderão levar o próprio alimento, de acordo com sua seletividade alimentar, para consumo dentro do ambiente escolar e transitar descalços ou de meias, respeitando sensibilidades nos pés. As escolas privadas que descumprirem a Lei 18.182/2025 podem receber multas de até R$ 37 mil reais em caso de reincidência.


Fonte: Alesp – Foto: Rodrigo Costa/Alesp

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Deputado propõe mudança do nome da Rodovia Castello Branco para Eunice Paiva

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O deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL) apresentou nesta quarta-feira (5), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), um projeto de lei que propõe a mudança do nome da Rodovia Presidente Castello Branco (SP-280) para Rodovia Eunice Paiva. A iniciativa visa homenagear a ativista dos direitos humanos, personagem central do filme “Ainda Estou Aqui“, vencedor do Oscar 2025 na categoria de Melhor Filme Internacional.

Na justificativa do projeto, Guilherme Cortez destacou que o ex-presidente militar Humberto de Alencar Castello Branco foi um dos principais articuladores do golpe de 1964, período em que o deputado Rubens Paiva, marido de Eunice, foi sequestrado e morto pelo regime. O parlamentar argumentou que Eunice se tornou um símbolo da luta por justiça e direitos humanos no Brasil.

“Após ser presa e libertada, Eunice iniciou uma incansável busca por informações sobre o paradeiro do marido, exigindo o reconhecimento oficial da morte e a localização do corpo, algo que nunca foi revelado pelo Estado brasileiro”, destacou Cortez.

A Rodovia Presidente Castello Branco, inaugurada em 1968, possui 315 km de extensão. Seu traçado começa no Cebolão, em São Paulo, atravessa os principais municípios da Região Metropolitana e segue até o interior do estado, entre Espírito Santo do Turvo e Santa Cruz do Rio Pardo.

A proposta pode gerar debates na Alesp, já que mudanças em nomes de vias históricas costumam enfrentar resistência. No entanto, a homenagem a Eunice Paiva pode ganhar força diante do impacto do filme “Ainda Estou Aqui” e da relevância de sua trajetória na luta pelos direitos humanos no país.

Leia também: Dengue: Governo de SP reforça a cobertura vacinal contra a doença em todo o estado


Foto: Cauber Drone/PMB

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