Procon mantém multa de R$ 11,4 milhões contra a Enel em SP

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Penalidade está relacionada a falhas no fornecimento de energia em 2025; concessionária pode recorrer em até 15 dias

O Procon Paulistano manteve a multa de R$ 11,4 milhões aplicada à concessionária Enel por falhas no fornecimento de energia elétrica na capital paulista em 2025. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município de São Paulo nesta quarta-feira (21), após a análise de um recurso apresentado pela empresa.

Segundo o órgão municipal, a penalidade se refere a problemas registrados entre setembro e dezembro do ano passado, principalmente durante os dias 8 a 10 de dezembro, quando até 3 milhões de consumidores ficaram sem energia elétrica.

A Enel poderá recorrer da decisão à Coordenadoria do Procon Paulistano no prazo de 15 dias, contados a partir da publicação.

Multa foi aplicada após apagões

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, a multa foi aplicada originalmente em 2025, em razão de interrupções no fornecimento que comprometeram a prestação de um serviço essencial aos consumidores.

Após o recurso da concessionária, a decisão administrativa manteve o valor de R$ 11,4 milhões.

Enel contesta a penalidade

Em resposta à Agência Brasil, a Enel afirmou discordar da punição. A empresa declarou que sua atuação durante os eventos climáticos extremos de setembro e dezembro de 2025 foi compatível com a dimensão dos impactos.

Sobre o episódio de dezembro, a concessionária informou que ventos fortes e prolongados atingiram sua área de concessão durante dois dias e afetaram cerca de 4,4 milhões de consumidores.

A empresa afirmou ter restabelecido o fornecimento de energia, em até 24 horas, para 80% dos clientes afetados — aproximadamente 3,5 milhões de unidades consumidoras. Segundo a Enel, a resposta foi mais rápida do que nos episódios de novembro de 2023 e outubro de 2024.

Em relação a setembro, a concessionária informou que um vendaval com rajadas de aproximadamente 100 km/h atingiu a área atendida e que mais de 90% dos clientes afetados tiveram o serviço restabelecido em até 24 horas.

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Foto: Divulgação/Enel

*Matéria produzida a partir de publicação na Agência Brasil (https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/procon-paulistano-multa-enel-por-falhas-no-fornecimento-de-energia)

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Aneel adia decisão sobre fim do contrato da Enel em SP

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Relatora votou pela caducidade da concessão, mas julgamento foi interrompido após pedido de vista e deve voltar à pauta em 60 dias

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou a decisão sobre a continuidade do contrato de concessão da Enel SP, responsável pela distribuição de energia elétrica na região metropolitana de São Paulo.

O julgamento ocorreu em reunião pública nesta terça-feira (6), mas foi interrompido após um pedido de vista do diretor Gentil Nogueira. O processo deverá retornar à pauta em 60 dias.

A relatora do processo, diretora Agnes da Costa, apresentou voto favorável à caducidade da concessão, medida que poderia levar ao fim do contrato da empresa para distribuição de energia na Grande São Paulo.

Relatora aponta falhas na prestação do serviço

Em seu voto, Agnes da Costa afirmou que persistem falhas na prevenção e na solução dos problemas relacionados à distribuição de energia.

A diretora também considerou suficientes as provas reunidas durante o processo, assim como os procedimentos adotados pela agência e o direito de defesa assegurado à concessionária.

Segundo a relatora, medidas judiciais e questionamentos técnicos apresentados pela empresa não seriam suficientes para afastar as conclusões obtidas durante as fiscalizações.

Apesar do voto da relatora, não houve decisão definitiva sobre a concessão, já que o pedido de vista interrompeu o julgamento.

Enel defende manutenção da concessão

Durante a sessão, o representante da Enel SP, Tiago de Barros Correia, afirmou que a empresa atingiu os índices exigidos de atendimento e respondeu adequadamente às emergências registradas no último ano.

A concessionária também apresentou manifestações de prefeitos de municípios atendidos pela empresa e de organizações da sociedade civil em defesa da continuidade da concessão.

Os argumentos, porém, não convenceram a relatora, que manteve o posicionamento favorável à caducidade.

Processo começou após sequência de fiscalizações

O processo que pode resultar na caducidade da concessão foi aberto após uma série de multas e ações de fiscalização consideradas de baixa efetividade para solucionar os problemas identificados no serviço.

A situação também foi alvo de críticas públicas do prefeito de São Paulo e do governador do estado, que chegaram a defender mudanças na responsabilidade regulatória sobre a concessão.

Agora, o processo permanece suspenso até a retomada da análise pelos diretores da Aneel.

A agência ainda precisará concluir o julgamento antes de qualquer decisão definitiva sobre a continuidade ou não do contrato da Enel SP.


Foto: Rovena Rosa/ABR

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Cajamar terá troca gratuita de geladeiras antigas por modelos novos

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Ação da Enel terá inscrições nos dias 8 e 9 de setembro no Polvilho; moradores também poderão trocar lâmpadas antigas por modelos de LED

Moradores de Cajamar poderão se inscrever para participar de uma ação que oferece a troca gratuita de geladeiras antigas por modelos novos e mais econômicos. A iniciativa também permitirá a substituição de lâmpadas incandescentes e fluorescentes por lâmpadas de LED.

A primeira etapa do programa Enel Compartilha Eficiência será realizada nos dias 8 e 9 de setembro, das 10h às 14h30, na Praça dos Esportes e Cultura (PEC) do Polvilho, no Jardim Santana.

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Para participar da troca de geladeiras, o morador precisa ser cliente da Enel e atender aos critérios estabelecidos pelo programa.

A iniciativa é voltada a consumidores que possuem uma geladeira com mais de nove anos de uso e que ainda esteja funcionando. Os equipamentos antigos poderão ser substituídos por modelos novos da Esmaltec com Selo Procel A, voltado à eficiência no consumo de energia.

Quem pode participar?

Para se inscrever, o consumidor precisa cumprir alguns requisitos:

  • ser cliente da Enel;
  • estar com as contas de energia em dia;
  • ter consumo médio mensal de até 250 kWh nos últimos 12 meses;
  • apresentar RG, CPF e a última conta de energia do titular;
  • não ter participado de uma troca de geladeira pelo programa nos últimos dez anos;
  • possuir uma geladeira com mais de nove anos de uso e que apresente indícios de funcionamento.

Quem tiver contas de energia em atraso deverá regularizar os pagamentos e apresentar o comprovante no momento da inscrição.

A inscrição, no entanto, não garante automaticamente a troca do equipamento. Após o cadastro, as geladeiras e os dados dos participantes passarão por avaliação técnica da Enel para a definição dos moradores contemplados.

A distribuidora informará posteriormente a data e o local para a entrega da geladeira antiga e a retirada do novo equipamento.

Troca de lâmpadas por LED

Além das geladeiras, a ação também prevê a substituição de lâmpadas incandescentes e fluorescentes por modelos de LED.

Cada instalação poderá receber até 20 lâmpadas novas. Para participar, basta apresentar uma conta de energia elétrica para identificação da instalação.

Segundo as informações divulgadas sobre a ação, as lâmpadas de LED podem consumir até 80% menos energia e ter durabilidade de até dez vezes maior em comparação com modelos convencionais.

Serviço

Inscrições: 8 e 9 de setembro de 2026
Horário: das 10h às 14h30
Local: Praça dos Esportes e Cultura (PEC) do Polvilho
Endereço: Rua Constantino Francisco de Almeida, 367 – Jardim Santana, Cajamar

Troca das geladeiras: a data e o local serão divulgados posteriormente pela Enel.

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Foto: Fabio Pozzebom/Ag. Brasil

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Grande SP tem média três colisões contra postes a cada dois dias; Cotia lidera acidentes na região oeste

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Colisões contra postes de energia continuam provocando transtornos e riscos na Grande São Paulo. Entre janeiro e abril deste ano, a Enel registrou 183 acidentes desse tipo nos 24 municípios atendidos pela concessionária na região metropolitana.

Apesar do número ainda elevado, houve redução de 12,85% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 210 ocorrências. Na prática, o índice representa uma média de aproximadamente três colisões a cada dois dias.

A capital paulista lidera o ranking absoluto de acidentes, com 110 registros apenas nos quatro primeiros meses do ano. Na sequência aparecem São Bernardo do Campo, com 11 casos, e Santo André, com 10 ocorrências.

Mesmo com a queda registrada em 2026, o balanço consolidado do ano passado aponta crescimento no número de acidentes. Em 2025, a Enel contabilizou 573 colisões contra postes, alta de 4,37% em relação a 2024.

Entre os municípios que apresentaram aumento nas ocorrências estão Santana de Parnaíba, Barueri, Cotia e Carapicuíba. Cotia teve o maior crescimento absoluto, passando de 13 para 21 acidentes. Já Carapicuíba registrou a maior alta percentual.

Segundo a concessionária, os impactos vão além dos danos à rede elétrica. As colisões podem causar interrupções no fornecimento de energia, além de representar riscos para motoristas, pedestres e equipes de manutenção.

O tempo médio para substituição de um poste é de cerca de oito horas, mas pode aumentar dependendo da complexidade da ocorrência. Em muitos casos, além do poste, cabos e equipamentos da rede elétrica também precisam ser reconstruídos.

A Enel orienta que, em casos de colisão ou queda de cabos elétricos, as pessoas não se aproximem da estrutura danificada e acionem imediatamente os serviços de emergência. A recomendação é permanecer dentro do veículo, sem contato com partes metálicas, até a chegada das equipes especializadas.

A distribuidora também reforça medidas preventivas como respeito à sinalização, manutenção dos veículos, atenção às condições climáticas e proibição do uso de celular ao volante.

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Imagem em destaque gerada por Inteligência Artificial

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Barueri e Enel iniciam parceria para retirada de árvores com risco de queda

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A Prefeitura de Barueri iniciou uma parceria com a Enel para substituir árvores com risco de queda e que possam comprometer a rede elétrica da cidade. O projeto, batizado de “Árvore Mais Segura”, começou a ser implantado nesta quinta-feira (14) e prevê a remoção de exemplares doentes, condenados por cupins, atingidos por acidentes ou plantados em locais inadequados.

A iniciativa surge em meio ao aumento das preocupações com quedas de árvores durante temporais e danos provocados à rede de energia em diferentes cidades da Grande São Paulo. Em Barueri, a proposta da administração municipal é ampliar a segurança em vias públicas e reduzir riscos para motoristas, pedestres e imóveis.

O acordo de cooperação foi assinado durante cerimônia realizada em Alphaville Industrial, com a presença do prefeito Beto Piteri, do secretário de Meio Ambiente Marco Antônio “Bidu”, do presidente da Enel Brasil, Antônio Scala, e do presidente da Enel São Paulo, Guilherme Lencastre.

Segundo o prefeito, a proposta busca modernizar o manejo da arborização urbana sem comprometer a preservação ambiental. “A iniciativa prevê a substituição de árvores que apresentam risco de queda ou interferem na rede elétrica, sempre com o replantio de novas espécies adequadas ao local”, afirmou Beto Piteri.

A Prefeitura informou que as podas e remoções não serão feitas de maneira aleatória. Cada árvore passará por avaliação técnica para análise das condições fitossanitárias, danos estruturais e capacidade de sustentação.

Nos casos considerados críticos, a substituição será planejada para evitar acidentes envolvendo pessoas, veículos, edificações e cabos de energia.

Como primeira ação prática do projeto, equipes identificaram uma árvore da espécie Santa Bárbara plantada irregularmente junto a um muro na rua São Paulo, em Alphaville Industrial. Técnicos constataram a presença de fungos que comprometiam a base do tronco e elevavam o risco de queda.

O exemplar foi removido e substituído por uma muda de ipê-branco, espécie nativa considerada mais adequada para o ambiente urbano. Além do plantio, a ação também incluiu podas preventivas na região.

Beto Piteri e o presidente da Enel Brasil realizam o plantio simbólico de um ipê-branco. | Foto: Edson Mesquita Jr/Hora SP

De acordo com a Prefeitura, todas as árvores retiradas deverão ser compensadas com o plantio de novas espécies nativas, em uma tentativa de equilibrar segurança urbana e preservação ambiental.

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Fotos: Edson Mesquita Jr/Hora SP

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Prefeitos do CIOESTE alinham ações regionais e agendam reuniões com o governo de SP

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Prefeitos dos municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (CIOESTE) se reuniram na tarde desta terça-feira (10) para discutir pautas estratégicas e ampliar parcerias regionais. O encontro ocorreu na sede do consórcio e foi coordenado pelo presidente da entidade, Gregorio Maglio, prefeito de Pirapora do Bom Jesus.

Entre os temas centrais da reunião esteve a definição da instalação temporária de uma Usina de Reciclagem de Resíduos da Construção Civil no município de Ibiúna, iniciativa voltada ao manejo adequado de entulhos e à sustentabilidade ambiental na região.

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Os prefeitos também debateram a integração com a concessionária de energia Enel, com foco em soluções conjuntas para problemas recorrentes, como a limpeza da fiação aérea e a poda de árvores. A proposta inclui a realização de visitas técnicas aos municípios para diagnóstico e encaminhamento das demandas.

Na área da educação, os gestores trataram de melhorias e reformas em escolas estaduais e alinharam uma agenda com o secretário-adjunto estadual da pasta, Vinicius Mendonça Neiva, para discutir possíveis parcerias. Também foi confirmada a realização de uma palestra com o professor Mário Sérgio Cortella, prevista para o primeiro semestre.

Outro ponto destacado foi o fortalecimento do diálogo institucional com os governos estadual e federal, com o objetivo de ampliar o acesso a programas e investimentos para os municípios consorciados.

Durante o encontro, ficaram agendadas reuniões com o secretário-chefe da Casa Civil do Estado de São Paulo, Roberto Carneiro, no dia 10 de março, e com o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini.

A reunião contou ainda com a presença do secretário-executivo do CIOESTE, Jorge Lapas, além de diretores do consórcio.

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Foto: Reprodução/Facebook/CIOESTE

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Enel troca 192 geladeiras antigas em São Paulo, Carapicuíba e Pirapora do Bom Jesus

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A Enel Distribuição São Paulo inicia nesta semana mais uma etapa do programa Enel Compartilha Eficiência, com a substituição de 192 geladeiras antigas por equipamentos novos e de menor consumo de energia. A ação ocorre entre os dias 12 e 17 de janeiro e beneficia clientes previamente selecionados nos municípios de São Paulo, Carapicuíba e Pirapora do Bom Jesus.

Os contemplados participaram de um diagnóstico energético realizado pela distribuidora, que avaliou o consumo nas residências e definiu, com base em critérios técnicos, quais unidades receberiam os novos refrigeradores. O objetivo é estimular o uso consciente da energia elétrica e contribuir para a redução do valor da conta de luz.

Com a entrega dos novos equipamentos, as geladeiras antigas, consideradas de alto consumo, serão retiradas de circulação. A medida busca ampliar a eficiência energética nas residências atendidas e diminuir o desperdício de energia.

Além da troca dos eletrodomésticos, o programa inclui orientações aos moradores sobre hábitos de consumo mais eficientes, reforçando práticas que ajudam a economizar energia no dia a dia.

O Enel Compartilha Eficiência é um programa de eficiência energética que promove a substituição de equipamentos obsoletos por modelos mais modernos e econômicos, aliado a ações educativas. A iniciativa tem como foco a sustentabilidade, a redução do desperdício e a melhoria da qualidade de vida dos clientes atendidos.

A Enel Distribuição São Paulo integra o grupo multinacional Enel e é a segunda maior distribuidora de energia do país, responsável por 10,3% da energia distribuída no Brasil. A empresa atende cerca de 8 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, e atua alinhada ao Plano de Sustustentabilidade e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.

Troca de Geladeiras | Enel Compartilha Eficiência

Municípios: São Paulo, Carapicuíba e Pirapora do Bom Jesus
Período: 12 a 17 de janeiro

Pirapora do Bom Jesus

  • Data: 12/01
  • Horário: 10h às 12h30
  • Local: CIC Pirapora – Praça dos Poderes Municipais, s/n – Centro

São Paulo – Jd. Edda

  • Data: 13/01
  • Horário: 10h às 12h30
  • Local: Associação Abira – Av. Prefeito Paulo Lauro, 462 – casa 2

Carapicuíba – Centro

  • Data: 14/01
  • Horário: 10h às 12h30
  • Local: ONG Missões para Nações – Av. Fernanda, 210 – Centro

São Paulo – Pirituba

  • Data: 15/01
  • Horário: 10h às 12h30
  • Local: Instituto Mensagem da Paz – Av. Paula Ferreira, 3755

São Paulo – Jd. Guanhembu

  • Data: 16/01
  • Horário: 10h às 12h30
  • Local: Núcleo Popular Santos Dias da Silva – Rua Comercindo Antonio de Oliveira, 100

São Paulo – Jd. Doroteia

  • Data: 17/01
  • Horário: 10h às 12h30
  • Local: Rua Dom Frederico Costa, 71

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Foto: Divulgação/ENEL

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Após pressão do governo, Enel promete R$ 10 bi e aposta em rede subterrânea em SP

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Após o anúncio do início do processo de caducidade do contrato de concessão dos serviços de distribuição de energia em 24 municípios de São Paulo, a Enel informou nesta quarta-feira (17) que pretende investir R$ 10 bilhões nos próximos anos. Segundo a concessionária, os recursos serão destinados principalmente à aceleração da transição para redes subterrâneas, ao reforço da resiliência do sistema elétrico e à ampliação da digitalização da fiscalização e das medidas preventivas.

Em nota, a empresa afirmou que a solução para os problemas recorrentes no fornecimento de energia passa por “investimentos maciços em redes resilientes e digitalizadas, além da implantação em larga escala de uma rede de distribuição subterrânea”. A Enel ressaltou, no entanto, que esse tipo de iniciativa exige um plano estruturado e coordenado com o poder público, incluindo definições sobre formas de remuneração dos investimentos. A concessionária declarou estar disposta a realizar os aportes como parte de uma estratégia conjunta com as autoridades.

A manifestação contrasta com posicionamentos anteriores da empresa, que em outras ocasiões havia rechaçado o enterramento da fiação, alegando inviabilidade financeira.

Na terça-feira (16), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram que irão encaminhar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido formal de caducidade do contrato de concessão da Enel, que atende a cidade de São Paulo e outros 23 municípios da região metropolitana.

A iniciativa ocorre após novos episódios de interrupção prolongada no fornecimento de energia. Na semana passada, milhões de clientes ficaram sem luz por mais de cinco dias, após a queda de árvores sobre a rede elétrica, o que provocou danos a cabos e postes.

A Enel afirma que tem ampliado suas contratações, tanto de funcionários próprios quanto de terceirizados. Segundo a empresa, houve aumento de cerca de 30% nos custos ao comparar os três primeiros trimestres de 2025 com o mesmo período de 2024. O número de trabalhadores contratados cresceu 15%, ultrapassando 4,6 mil no ano.

Os gastos com poda e manutenção de árvores também subiram 16,8%. Já os investimentos acumulados em 2025 chegaram a R$ 1,9 bilhão, alta de 25,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita operacional líquida cresceu 8,9%, superando R$ 16 bilhões, com lucro aproximado de R$ 650 milhões até setembro.

A concessionária sustenta ainda que cumpre integralmente os indicadores regulatórios e que apresentou avanços nos índices de qualidade do serviço, conforme fiscalizações recentes da agência reguladora.

Aneel

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Aneel informou que incluiu as informações sobre a recente interrupção prolongada na área de concessão da Enel-SP no processo de monitoramento instaurado após o apagão de outubro de 2024. Na ocasião, a agência emitiu um termo de intimação, etapa preparatória para eventual recomendação de caducidade do contrato ao Ministério de Minas e Energia.

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Procon-SP multa Enel em cerca de R$ 14,3 milhões

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O Procon paulistano, órgão vinculado à Secretaria de Justiça da prefeitura de São Paulo, decidiu multar a concessionária de energia Enel “por falhas graves e estruturais na prestação de serviço” na capital paulista, ocorridas principalmente entre os dias 8 e 10 de dezembro deste ano.

A multa é de cerca de R$ 14,3 milhões e se refere ao fato de que milhões de consumidores ficaram sem energia por causa da passagem de um ciclone extratopical, na quarta-feira (10), que provocou fortes ventos e gerou muito estrago em diversas cidades paulistas. Entre os problemas verificados, informa o Procon, estão falhas no atendimento, interrupções no fornecimento e ausências de informações adequadas aos usuários.

Segundo o Procon Paulistano, a Enel já havia sido notificada anteriormente sobre as falhas no fornecimento que foram detectadas pelo órgão, mas ela “não adequou sua conduta para atender à exigência de manutenção do serviço de forma contínua, adequada, eficiente e segura”.

Após notificada, a Enel terá o prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa.

Clientes sem energia

Por volta das 15h de hoje (15), ainda havia 54 mil clientes da Enel na Grande São Paulo sem energia, o que corresponde a cerca de 0,63% do total de consumidores que são abastecidos pela empresa, a maior parte deles moradores da capital. Em nota publicada em seu site, a Enel informou que sua operação “voltou ao padrão de normalidade, com restabelecimento do serviço para os clientes afetados pelo ciclone extratopical”. A empresa informou ainda que seus técnicos “estão em campo atuando para atender casos registrados nos dias seguintes ao evento climático e que representam cerca de 0,4% dos clientes na região metropolitana de São Paulo”.

Já a prefeitura de São Paulo informou que nos últimos anos ajuizou três ações judiciais contra a empresa, buscando obrigar a Enel a melhorar o serviço prestado à população da capital. A administração municipal informou ainda que oficiou também o Procon estadual para cobrar a aplicação de um multa contra a Enel, em razão da demora da concessionária em restabelecer a energia no município.

Enel

A Enel informou que o ciclone extratropical “foi o vendaval mais prolongado já registrado na região”, com rajadas de vento “que perduraram por até 12 horas e atingiram um pico de 82,8 km/h no Mirante de Santana”. 

“As condições climáticas causaram impactos severos na rede elétrica, atingida por quedas de galhos, árvores e outros objetos arremessados pela força contínua dos ventos. Desde a manhã de quarta-feira (10), a Enel mobilizou um número recorde de equipes em campo, chegando a quase 1,8 mil times ao longo dos dias”, diz a nota da empresa. 

Segundo a companhia, a operação da distribuidora voltou ao padrão de normalidade no domingo à noite. 

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Reprodução/Enel

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Governo de SP critica Enel e pede intervenção federal após sucessivos apagões

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O Governo do Estado de São Paulo endureceu o tom contra a Enel São Paulo e cobrou uma ação rigorosa do Governo Federal diante das falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica no estado. Em nota oficial, divulgada nesta segunda-feira (15), o Palácio dos Bandeirantes afirma que os paulistas não podem continuar “reféns de um serviço essencial prestado de forma inadequada” e aponta incapacidade técnica, operacional e gerencial da concessionária.

A manifestação ocorre em meio à possibilidade de prorrogação da concessão da Enel por mais 30 anos, hipótese classificada pelo governo estadual como uma desconsideração aos interesses da população dos 24 municípios atendidos pela empresa. Segundo o Estado, os prejuízos causados pelos apagões são inaceitáveis e vêm se repetindo ao longo dos últimos anos.

De acordo com o governo paulista, em 2023 e 2024 milhões de consumidores ficaram sem energia por seis e até sete dias consecutivos, impactando diretamente famílias, comércios, hospitais, escolas e serviços públicos. No episódio mais recente, iniciado em 9 de dezembro, mais de 2,2 milhões de consumidores foram afetados, e mesmo após cinco dias o fornecimento ainda não havia sido totalmente restabelecido.

O Estado também destaca que, entre 2024 e 2025, a Enel acumulou a maior média mensal de reclamações na Ouvidoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entre as concessionárias paulistas. Além disso, seis dos sete Planos de Resultados apresentados entre 2020 e 2023 foram reprovados, e multas superiores a R$ 400 milhões foram aplicadas nos últimos sete anos, sem que houvesse melhora efetiva na qualidade do serviço.

A gestão estadual afirma que, por meio da Arsesp, mantém fiscalização permanente, aplica penalidades dentro de sua competência e encaminha relatórios técnicos à Aneel, apontando a degradação da rede de distribuição e a insuficiência de investimentos. Diante do cenário, o governo defende que o Ministério de Minas e Energia e a Aneel adotem medidas mais duras, incluindo a possibilidade de intervenção na concessão, conforme prevê a legislação federal.

Ao final da nota, o governo reforça que a energia elétrica é base da vida cotidiana e da atividade econômica e afirma que o consumidor paulista deve ser colocado em primeiro lugar.

Confira a nota do Governo do Estado de São Paulo na íntegra:

Os paulistas não podem continuar reféns de um serviço essencial prestado de forma inadequada. As interrupções recorrentes e prolongadas no fornecimento de energia pela Enel São Paulo evidenciam há muito tempo a incapacidade técnica, operacional e gerencial da concessionária e o fracasso do atual modelo federal em avaliar a qualidade da prestação do serviço aos consumidores.

Nesse contexto, amplamente demonstrado pelas reiteradas manifestações de insatisfação dos usuários quanto à qualidade do serviço prestado, causa especial preocupação a possibilidade de o Governo Federal prorrogar a concessão da Enel São Paulo por mais 30 anos, o que representaria evidente desconsideração dos interesses e das necessidades da população residente nos 24 municípios atendidos pela concessionária.

Os prejuízos são inaceitáveis. Em 2023 e 2024, milhões de paulistas ficaram sem energia por seis e sete dias consecutivos, afetando famílias, comércio, hospitais, escolas e serviços públicos. No episódio mais recente, que começou no dia 9 de dezembro, mais de 2,2 milhões de consumidores foram impactados, sem resposta adequada, comunicação eficiente ou plano de contingência. Passados mais de cinco dias, o fornecimento ainda não foi normalizado.

Entre 2024 e 2025, a Enel registrou a maior média mensal de reclamações na Ouvidoria da Aneel entre as concessionárias paulistas; seis dos sete Planos de Resultados entre 2020 e 2023 foram reprovados; multas superiores a R$ 400 milhões foram aplicadas nos últimos sete anos sem melhora efetiva do serviço.

O Governo do Estado de São Paulo tem atuado de forma contínua e técnica por meio da Arsesp, com fiscalização permanente, identificação de gargalos críticos, aplicação de penalidades no âmbito de sua competência e encaminhamento de recomendações e avaliações de fiscalização em campo à Aneel sobre a degradação da qualidade do serviço e o descompasso entre os indicadores regulatórios e a realidade enfrentada pela população.

Problemas relacionados à insuficiência de investimentos realizados e à inadequada execução de vistorias podem ser evidenciados a partir da análise dos vários relatórios de fiscalização emitidos pela Arsesp, os quais, por meio de registros fotográficos, demonstram, em diversas localidades, a precarização da rede de distribuição.

A Lei Federal 8.987/95 no artigo 6º afirma que toda concessão pressupõe a prestação do serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, sendo este o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade e eficiência na prestação aos consumidores. Diante desse quadro, observamos que a legislação não está sendo cumprida.

É indispensável que o Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, observando as evidências apontadas pela Arsesp e pela própria Aneel, atue com máximo rigor no exercício do poder concedente, declarando intervenção na concessão da Enel São Paulo conforme prevê a lei federal 12.767/2012 que diz: “O poder concedente, por intermédio da Aneel, poderá intervir na concessão de serviço público de energia elétrica com o fim de assegurar sua prestação adequada e o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes”.

A energia elétrica é base da vida cotidiana e da atividade econômica. O consumidor paulista vem primeiro. São Paulo exige respeito.

Governo do Estado de São Paulo

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