O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o motorista acusado de atropelar e matar o gari Diego Rafael da Silva, de 19 anos, por homicídio duplamente qualificado. O crime ocorreu na noite de 26 de julho, enquanto a vítima trabalhava na coleta de lixo no bairro da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.
A denúncia foi apresentada pela promotora Mônica Nogueira Rodrigues na última sexta-feira (31). Além do homicídio, o motorista também foi denunciado por dirigir sob a influência de álcool e por deixar o local do acidente, condutas previstas no Código de Trânsito Brasileiro.
Exame apontou embriaguez
Segundo o Ministério Público, o teste do bafômetro realizado após o acidente apontou 0,73 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, índice acima do permitido pela legislação.
Em nota, o MPSP afirmou que o motorista assumiu a direção do veículo após consumir bebida alcoólica e trafegava em velocidade incompatível com a via.
De acordo com a denúncia, essas condições contribuíram para o atropelamento da equipe de coleta de lixo que trabalhava no local.
Promotoria pede manutenção da prisão
Além da abertura da ação penal, o Ministério Público solicitou à Justiça a manutenção da prisão preventiva do denunciado.
A promotoria também requereu a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em caso de condenação pelo crime de embriaguez ao volante, e o pagamento de uma indenização mínima de R$ 500 mil aos familiares da vítima.
Vítima não teve chance de reação
Segundo a promotora responsável pelo caso, o motorista lançou o veículo contra um trecho da via onde atuava a equipe de coleta de lixo, colocando em risco também outros veículos e motociclistas que passavam pelo local.
Na denúncia, o Ministério Público afirma que Diego Rafael da Silva foi surpreendido durante o trabalho e não teve qualquer possibilidade de perceber o risco, reagir ou evitar o atropelamento.
O caso seguirá agora para análise do Poder Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e o andamento da ação penal.
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