Bruna Furlan reforça alinhamento com Tarcísio e André do Prado

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Candidata à reeleição para a Alesp, deputada afirma que se identifica com a direita e destaca filiação ao Republicanos e apoio ao governador de SP.

A deputada estadual Bruna Furlan (Republicanos), candidata à reeleição para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), reforçou seus apoios políticos para as eleições deste ano. Ao ser procurada pela reportagem, a parlamentar destacou sua filiação ao Republicanos e o apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas.

“Sou do Republicanos, o mesmo partido do governador Tarcísio de Freitas. Nós estamos caminhando juntos em prol do Estado”, afirmou Bruna à reportagem.

A deputada também declarou apoio à candidatura do presidente da Alesp, André do Prado (PL), ao Senado.

“Estou apoiando o Tarcísio e toda coligação”, afirmou.

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Posicionamento

A manifestação de Bruna ocorre após a circulação de informações sobre seu posicionamento político. Questionada sobre as informações que circulam a respeito de seu posicionamento político, Bruna preferiu não comentar especificamente o conteúdo, mas reforçou sua filiação partidária e os apoios que declarou para a eleição.

A parlamentar disputa a reeleição para a Alesp e declarou apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas ao governo paulista e à candidatura de André do Prado ao Senado.

A definição sobre posicionamentos e alianças eleitorais cabe aos próprios candidatos e partidos, enquanto o eleitor poderá avaliar as propostas, declarações e trajetórias apresentadas ao longo da campanha.

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Fotos: Bruna Furlan – Divulgação | Tarcísio de Freitas – Celso Tavares/G1 | Montagem: Hora SP

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TSE libera e-Título para download no dia da eleição

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Medida vale para o primeiro e o segundo turno; TSE diz que reforçou a infraestrutura para manter o aplicativo estável durante a votação.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou nesta quinta-feira (24) uma mudança nas regras de funcionamento do e-Título para as Eleições 2026. O aplicativo poderá ser baixado e ativado inclusive no dia da votação, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

A decisão foi anunciada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Segundo o tribunal, a medida considera o aumento expressivo dos acessos ao aplicativo nos dias de eleição e foi acompanhada de ações para reforçar a infraestrutura e garantir a estabilidade do serviço.

Nas eleições anteriores, o download e o primeiro acesso ao e-Título eram interrompidos durante a votação como medida preventiva contra uma eventual sobrecarga do sistema. Para 2026, a Justiça Eleitoral decidiu manter esses serviços disponíveis também nos dias de pleito.

O TSE informou que manterá uma estrutura de prontidão para acompanhar o funcionamento do aplicativo até o encerramento das eleições, previsto para 25 de outubro, data do eventual segundo turno.

O que é possível fazer pelo e-Título

O aplicativo oficial da Justiça Eleitoral reúne diferentes serviços eleitorais. Entre eles estão a consulta ao local de votação, emissão de certidões eleitorais, justificativa de ausência às urnas e inscrição como mesário voluntário.

A versão atual também permite quitar débitos eleitorais por Pix ou cartão e receber notificações da Justiça Eleitoral diretamente no celular.

Apesar da mudança, o TSE recomenda que os eleitores baixem e ativem o aplicativo com antecedência. A orientação é evitar concentração de acessos no dia da eleição e permitir que o eleitor confira previamente seus dados e as funcionalidades disponíveis.

e-Título pode ser documento com foto

Eleitores que possuem biometria cadastrada e cuja fotografia aparece no e-Título podem utilizar o aplicativo como documento oficial de identificação no momento da votação.

Quem não possui fotografia no aplicativo deve apresentar outro documento oficial com foto, como RG, CNH, carteira de trabalho, passaporte, certificado de reservista ou carteira profissional reconhecida por lei. O título eleitoral impresso não é obrigatório para votar.

Datas da eleição

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro. Se houver necessidade de segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.

Com a mudança anunciada nesta quinta-feira, o eleitor que ainda não possui o e-Título poderá fazer o download e o primeiro acesso mesmo no dia da votação. Ainda assim, a Justiça Eleitoral recomenda antecipar o procedimento para reduzir o risco de dificuldades decorrentes da concentração de acessos.

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Foto: Marcello Casal Jr/ABR

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e-Título: eleitor tem até 3 de outubro para validar aplicativo

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Aplicativo será interrompido às 23h59 da véspera do primeiro turno; versão digital com foto pode ser usada para identificação na seção eleitoral.

O eleitor que pretende utilizar o e-Título nas Eleições 2026 precisa ficar atento ao prazo para baixar e validar o aplicativo. O primeiro acesso deve ser realizado até as 23h59 de 3 de outubro, véspera do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a interrupção do serviço durante os dias de votação busca evitar sobrecarga no aplicativo e eventuais dificuldades de acesso para quem deixar a ativação para a última hora.

O e-Título permite consultar informações eleitorais, como o local de votação, a zona e a seção eleitoral. A versão digital do título com fotografia também pode ser utilizada como documento de identificação no momento da votação.

Para isso, a imagem precisa ser apresentada diretamente na tela do celular ou tablet. Print ou fotografia da tela do aplicativo não substitui o documento digital.

Como ativar o e-Título

Quem ainda não possui o aplicativo deve fazer o download gratuito na loja de aplicativos do celular, para Android ou iOS.

No primeiro acesso, o eleitor deverá informar:

  • nome completo;
  • data de nascimento;
  • CPF ou número do título de eleitor;
  • nome dos pais.

Em seguida, será necessário responder às perguntas de segurança apresentadas pelo aplicativo e criar uma senha de acesso.

Depois da ativação, a ferramenta utiliza validação facial nos acessos e permite consultar o título eleitoral digital e informações sobre o local de votação.

E se houver alguma restrição eleitoral?

Eleitores com o título suspenso ou com alguma restrição cadastral também podem baixar o aplicativo e consultar as informações disponíveis.

Isso, porém, não significa que estejam habilitados a votar. Eventuais restrições que impeçam o exercício do voto permanecem válidas.

Primeiro turno será em 4 de outubro

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país.

Além do e-Título, o eleitor pode apresentar um documento oficial com foto para se identificar na seção eleitoral. O título de eleitor impresso, por si só, não é obrigatório para votar.

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Foto: Marcello Casal Jr/ABR

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SP começa a preparar 114,5 mil urnas para as eleições

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Mais de 28 mil equipamentos serão utilizados na capital; preparação inclui dados do eleitorado, seções e candidaturas e deve terminar até 2 de outubro.

Cerca de 114,5 mil urnas eletrônicas começaram a ser preparadas nesta quarta-feira (23) para o primeiro turno das eleições em São Paulo, marcado para 4 de outubro. Somente na capital, mais de 28 mil equipamentos serão utilizados durante a votação.

A preparação começou com uma cerimônia pública realizada na 1ª Zona Eleitoral da capital. Nesta etapa, as urnas recebem os dados oficiais necessários para a eleição, incluindo informações do eleitorado, das seções eleitorais e das candidaturas.

Na 1ª Zona Eleitoral, são 449 seções eleitorais e 505 urnas serão preparadas. A diferença corresponde aos equipamentos de contingência, utilizados para substituir eventualmente alguma urna que apresente problema durante a votação.

Segundo Erick Viana, chefe de cartório da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, o procedimento deve ser concluído até 2 de outubro, dois dias antes da votação.

Como as urnas são preparadas

O processo começa com a geração das mídias que armazenam os sistemas eleitorais e os dados necessários para o funcionamento das urnas. Esses dispositivos são semelhantes a pen drives.

Depois, as mídias são inseridas nos equipamentos correspondentes a cada seção eleitoral. As urnas passam ainda por testes de funcionamento e, posteriormente, são lacradas para a votação.

Após o procedimento, os equipamentos são identificados de acordo com município, local de votação e seção eleitoral. Em seguida, são armazenados em caixas lacradas e assinadas pelas autoridades presentes, como juízes eleitorais, promotores e representantes de partidos e coligações.

Também é realizada uma auditoria por amostragem para verificar a integridade dos sistemas. As urnas serão distribuídas aos locais de votação na véspera da eleição.

Equipamentos só funcionam no dia da votação

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), as urnas não podem ser utilizadas antes de 4 de outubro. Os sistemas são programados para iniciar o funcionamento somente no dia e no horário estabelecidos para a votação.

O presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, destacou a segurança do sistema eletrônico durante a cerimônia.

“O protagonista das eleições, que é o eleitor ou eleitora, pode votar com toda a segurança e serenidade”, afirmou.

Eleitores escolhem cinco cargos

No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os eleitores votarão para presidente da República, governador, duas vagas ao Senado, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

A preparação das urnas faz parte dos procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral antes da votação, que incluem a inserção dos dados eleitorais, testes, lacração, auditoria por amostragem e distribuição dos equipamentos aos locais de votação.

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Foto: Alejandro Zambrana/TSE

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Quaest: Derrite tem 16%, Marina 13% e Tebet 12% ao Senado

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Pesquisa ouviu 1.800 eleitores paulistas entre 19 e 22 de setembro; André do Prado aparece com 8%, enquanto 24% ainda estão indecisos.

O deputado federal Guilherme Derrite (PP) aparece com 16% das intenções de voto na disputa pelo Senado em São Paulo, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23). Marina Silva (Rede) tem 13% e Simone Tebet (PSB), 12%, formando o grupo dos três nomes mais citados no levantamento.

André do Prado (PL) aparece na sequência, com 8%. Salles (Novo) registra 3%.

Outros seis candidatos aparecem com 1% cada: Soninha Francine (Cidadania), Geraldo Rufino (Podemos), Dra. Eliana Ferreira (PSTU), Guto Schiavetto (Missão), Maíra de Souza (UP) e Marcio Alves (UP).

Wiiliam Teixeira (Agir), Ednelson Cesaretti (PCO), Weller Gonçalves (PSTU) e Petter Maahs (PCB) não pontuaram no levantamento.

Como a eleição para o Senado em 2026 oferece duas vagas por estado, a pesquisa considera as menções dos eleitores para a primeira e a segunda escolha.

Indecisos

O levantamento mostra que 24% dos eleitores ainda não sabem em quem votar. Outros 18% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo ou que não irão votar.

O percentual de indecisos caiu dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, quando estava em 26%. A parcela de brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar passou de 19% para 18%.

Variação em relação à pesquisa anterior

Guilherme Derrite passou de 14% para 16%, enquanto Marina Silva oscilou de 14% para 13%. Simone Tebet manteve os 12% registrados na rodada anterior.

André do Prado passou de 7% para 8%, e Salles permaneceu com 3%. Marcio Alves oscilou de 0% para 1%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 22 de setembro com 1.800 eleitores de São Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.

O levantamento foi encomendado pela Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo SP-02456/2026.

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Foto: Fernando Frazão/ABR

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Quaest: Flávio tem 42% e Lula, 41% no 2º turno

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Flávio Bolsonaro aparece com 42% e Lula com 41%; levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro.

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto contra 41% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno para a Presidência da República.

A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos, caracterizando empate técnico entre os dois candidatos.

Segundo os dados apresentados, 14% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não votariam, enquanto 3% disseram estar indecisos.

Na comparação com o levantamento anterior, Flávio Bolsonaro manteve os 42%, enquanto Lula oscilou um ponto percentual para cima.

Lula x Renan Santos

No cenário de segundo turno entre Lula e Renan Santos (Missão), o petista aparece com 41%, contra 38% do candidato do Missão. Branco, nulo ou não voto somam 17%, enquanto 4% dos entrevistados estão indecisos.

Lula x Romeu Zema

Quando o cenário apresentado é entre Lula e Romeu Zema (Novo), Lula registra 46% e Zema, 32%. Outros 18% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não votariam, e 4% estão indecisos.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e, conforme o material fornecido, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06004/2026.

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Foto: Reprodução | Montagem: Hora SP

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Dra. Regiane defende fiscalização de recursos da educação inclusiva

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Candidata a deputada federal afirma que recursos associados à educação especial devem ser acompanhados para verificar sua aplicação em estrutura, profissionais e tecnologia assistiva.

A candidata a deputada federal Dra. Regiane Souza Neves defende uma fiscalização mais efetiva dos recursos destinados à educação inclusiva. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que os mecanismos de financiamento relacionados à educação especial precisam ser acompanhados para verificar se os recursos estão chegando às estruturas e aos serviços oferecidos aos estudantes.

Segundo Regiane, os recursos devem se refletir em medidas como salas de recursos multifuncionais, capacitação e contratação de professores e profissionais especializados, materiais pedagógicos, tecnologia assistiva e acessibilidade.

O Fundeb é um dos principais mecanismos de financiamento da educação básica e considera, entre outros critérios, o número de matrículas registrado no Censo Escolar. Para 2026, os dados oficiais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) estabelecem fatores de ponderação específicos para modalidades da educação especial e para o Atendimento Educacional Especializado (AEE).

No caso da educação especial, o fator de ponderação previsto para diferentes etapas é de 1,40, enquanto o AEE também possui fator de ponderação de 1,40 em categorias como educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Esses fatores são utilizados no cálculo das matrículas ponderadas do Fundeb.

A legislação do Fundeb também prevê a possibilidade de dupla matrícula, para fins de distribuição dos recursos, em determinadas situações envolvendo estudantes da educação regular pública que recebem Atendimento Educacional Especializado.

Proposta da candidata

Na publicação, Regiane afirma que a existência de mecanismos específicos de financiamento deve ser acompanhada de fiscalização sobre a aplicação dos recursos.

A candidata defende que os valores destinados à educação inclusiva sejam utilizados para garantir condições adequadas de atendimento aos estudantes, incluindo profissionais especializados, recursos pedagógicos, acessibilidade e tecnologia assistiva.

Regiane também declarou que, caso seja eleita deputada federal, pretende colocar a fiscalização desses recursos entre suas prioridades de atuação.

A posição foi apresentada pela candidata em suas redes sociais durante o período de campanha eleitoral de 2026.

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Foto: Divulgação

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STF rejeita recurso e mantém condenação de Eduardo Bolsonaro

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Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso apresentado pelo ex-deputado e manteve pena de 4 anos e 2 meses por coação no curso do processo.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro contra sua condenação a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. O julgamento terminou nesta sexta-feira (18), com placar de 4 votos a 0.

Votaram contra o recurso o relator, ministro Alexandre de Moraes, além dos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin e da ministra Cármen Lúcia. O julgamento ocorreu em sessão virtual iniciada em 11 de setembro e encerrada nesta sexta.

A condenação havia sido imposta pela Primeira Turma em junho deste ano. Na ocasião, o colegiado considerou procedente a ação penal e fixou a pena em quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de 50 dias-multa.

Segundo o entendimento registrado no julgamento, Eduardo Bolsonaro atuou para interferir no processo que resultou na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado. O STF considerou que as provas reunidas no processo demonstraram a prática do crime de coação no curso do processo.

Entre os elementos analisados pela Corte estavam manifestações públicas e outras ações atribuídas ao ex-deputado, que, segundo o colegiado, tinham como objetivo interferir na condução do processo.

Condenação e inelegibilidade

Além da pena de prisão, a decisão de junho determinou a perda do cargo público de escrivão da Polícia Federal e comunicou a condenação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para os efeitos previstos na legislação de inelegibilidade.

O STF também estabeleceu que, após o trânsito em julgado, deverá ser expedida a guia para execução definitiva da pena e aplicados os efeitos previstos na Constituição sobre os direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado. Em 2025, a Câmara dos Deputados declarou a perda de seu mandato parlamentar após faltas às sessões.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Gilmar Mendes valida reajuste de 15% do Bolsa Família

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Decisão atende pedido da AGU e considera que atualização dos valores não cria novo benefício nem amplia o número de beneficiários

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu nesta sexta-feira (18) a validade do decreto que reajusta os valores do Bolsa Família. A decisão atende a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e permite a aplicação dos novos valores a partir da folha de outubro.

O reajuste é de 15,04%, conforme cálculo baseado na variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Com a atualização, o benefício mínimo por família passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777.

A discussão chegou ao STF porque o reajuste foi anunciado pelo governo durante o período eleitoral. Na decisão, Gilmar Mendes considerou que a medida não representa a criação de um novo benefício nem altera os critérios de elegibilidade do programa.

Segundo o ministro, trata-se de uma atualização monetária dos valores já previstos no Bolsa Família.

A AGU havia solicitado ao Supremo o reconhecimento da legalidade do decreto justamente sob o argumento de que a medida não criaria uma nova vantagem social e estaria de acordo com a legislação eleitoral.

Quando o novo valor começa a ser pago

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os valores atualizados serão considerados na folha de outubro. Os pagamentos com os novos valores estarão disponíveis a partir de 19 de outubro, seguindo o calendário do programa.

O governo informou que esta é a primeira atualização dos valores do Bolsa Família pela inflação desde a retomada do atual modelo do programa, em 2023. O Decreto nº 13.120 foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União na quinta-feira (17).


Foto: Valter Campanato/ABR

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Candidatos não poderão ser presos a partir deste sábado

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Regra prevista no Código Eleitoral começa 15 dias antes do primeiro turno e permite prisão ou detenção de candidatos apenas em caso de flagrante delito.

Candidatas e candidatos que disputam as Eleições 2026 entram, a partir deste sábado (19), em um período de proteção previsto pelo Código Eleitoral. Até 6 de outubro, dois dias após o primeiro turno, eles não poderão ser presos ou detidos, salvo em caso de flagrante delito.

A regra começa exatamente 15 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A previsão está no artigo 236, parágrafo 1º, do Código Eleitoral e consta do calendário oficial das Eleições 2026 aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A proteção vale para todos os candidatos registrados na disputa. Em caso de flagrante, a prisão continua sendo possível.

O calendário eleitoral estabelece ainda regras diferentes para os eleitores. Para o eleitorado em geral, a restrição à prisão começa cinco dias antes da eleição, em 29 de setembro, e segue até 6 de outubro, também com exceções previstas em lei, como flagrante delito, sentença condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto.

Quando será a eleição

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Serão escolhidos presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

Caso haja segundo turno para presidente ou governador, a votação está marcada para 25 de outubro. Os candidatos que disputarem o segundo turno terão uma nova proteção contra prisão ou detenção a partir de 10 de outubro, também com exceção para flagrante delito.

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Foto: Marcelo Camargo/ABR

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