Meta diz ao TSE que canal Exército do Lula não viola regras

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A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (23) que não identificou violações às políticas da empresa no canal Exército do Lula, criado no WhatsApp para publicações de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A manifestação foi solicitada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que questionou o funcionamento do canal e levantou suspeitas sobre o cumprimento das regras de integridade eleitoral pelas plataformas da Meta.

Segundo a empresa, a análise técnica do canal não encontrou infrações às diretrizes aplicáveis. A plataforma afirmou ter detalhado, em documento anexo, as políticas e a metodologia utilizadas para identificar conteúdos que violem suas regras.

Canal foi alvo de decisões judiciais

O funcionamento do Exército do Lula passou por uma sequência de decisões no TSE neste mês. Em 11 de outubro, Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A justificativa era a suposta replicação de conteúdos que já haviam sido considerados inverídicos pelo tribunal.

Posteriormente, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a suspensão. Mais tarde, Kassio Nunes Marques autorizou a reativação do canal após seu registro oficial no TSE.

Nesta sexta-feira (23), o ministro Floriano de Azevedo Marques também decidiu que o canal não poderá voltar a ser suspenso ou restringido por decisões individuais de integrantes da Corte.

A avaliação apresentada pela Meta trata do cumprimento das políticas da empresa. A manifestação não equivale, por si só, a uma decisão do TSE sobre as alegações eleitorais levantadas pela campanha de Flávio Bolsonaro.

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Lula e Flávio discutem pobreza, dívidas e saúde em debate

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Candidatos discutiram políticas sociais, endividamento das famílias e SUS; senador pediu desculpas após comentário sobre o dedo perdido pelo presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações durante o debate eleitoral exibido pela TV Globo. O confronto passou por políticas sociais, endividamento das famílias e financiamento da saúde pública, além de um embate pessoal após uma fala do senador sobre o acidente de trabalho que levou Lula a perder o dedo mínimo da mão esquerda.

A discussão começou quando Flávio afirmou que o presidente “dá com uma mão e tira com nove dedos”. Lula reagiu, dizendo que não aceitaria ser chamado dessa forma e cobrando um pedido de desculpas.

“Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos, não vou permitir! Você vai ter que pedir desculpa”, afirmou o presidente, que também relacionou o episódio aos acidentes de trabalho e às condições enfrentadas pelos trabalhadores.

Na sequência, Flávio pediu desculpas. “Lula, se eu te ofendi, eu te peço desculpa de verdade. Não queria te ofender”, declarou.

O senador, porém, voltou a criticar o governo e questionou Lula sobre o aumento da população em situação de rua. Também repudiou o fato de o presidente tê-lo chamado de miliciano.

População em situação de rua

Durante o embate, Flávio afirmou que a população em situação de rua havia dobrado durante o governo Lula. O material citado na reportagem aponta que 365,8 mil pessoas estavam nessa condição em dezembro de 2025, um aumento de 55% em relação a 2022, segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua.

Pesquisadores ressaltam que parte da variação pode estar relacionada a diferenças nos métodos de contagem, à busca ativa e à inclusão de pessoas vulneráveis nas políticas sociais. Portanto, o crescimento registrado não significa necessariamente que todo o aumento corresponda a pessoas que passaram recentemente a viver nas ruas.

Bolsa Família e licença-maternidade

Lula também questionou Flávio sobre seu voto contrário à ampliação da licença-maternidade, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. O senador reconheceu o voto e afirmou que mudou de posição.

“Eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem arrumar emprego, eu estava errado”, declarou Flávio, acrescentando que, após se casar e ter duas filhas, passou a reconhecer a importância da mãe permanecer mais tempo com o filho.

O presidente criticou a justificativa e afirmou que o adversário não respondeu objetivamente à pergunta. Lula também mencionou publicações antigas de Flávio nas quais o senador teria chamado o Bolsa Família de “bolsa-farelo”, classificando a expressão como falta de respeito com a população de baixa renda.

Em resposta, Flávio afirmou que pretende manter e ampliar os benefícios sociais, incluindo o Bolsa Família.

Dívidas das famílias e contas públicas

Outro tema do debate foi o endividamento das famílias brasileiras. Flávio atribuiu ao governo federal parte da responsabilidade pelas dificuldades financeiras da população e questionou o presidente sobre o crescimento da dívida pública.

O senador afirmou que pretende utilizar a Caixa Econômica Federal para comprar dívidas de consumidores junto aos bancos e refinanciá-las, caso seja eleito.

Lula respondeu que uma iniciativa de renegociação já havia sido encaminhada por seu governo ao Senado. O presidente também mencionou medidas anteriores de renegociação e perdão de dívidas, citando uma operação de R$ 15 bilhões que, segundo ele, envolveu 4,5 milhões de pessoas.

Durante a discussão, Flávio citou uma dívida de R$ 11 trilhões, fazendo referência à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), indicador calculado pelo Banco Central.

Candidatos divergem sobre o SUS

A saúde pública também esteve entre os temas discutidos. Lula questionou Flávio sobre declarações atribuídas a um integrante da equipe econômica do senador a respeito dos investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). O presidente ainda criticou a gestão da pandemia de Covid-19 durante o governo de Jair Bolsonaro.

Lula atribuiu ao SUS um papel importante na resposta à pandemia e criticou declarações do ex-presidente sobre vacinação e a condução das medidas sanitárias.

Flávio afirmou que pretende manter e ampliar os investimentos no sistema, mas criticou a gestão atual, as filas de atendimento e o financiamento da saúde pública.

O senador declarou que pretende combater a corrupção e a burocracia, reduzir impostos e aumentar a tabela de procedimentos do SUS. Também mencionou as dificuldades financeiras enfrentadas pelas Santas Casas.

O debate reuniu, assim, confrontos pessoais e divergências sobre políticas sociais, economia e saúde, com os dois candidatos defendendo suas propostas e criticando a atuação do adversário.

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Momento Decisivo para a Democracia Brasileira

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 O segundo turno das eleições, que ocorrerá no próximo domingo, representa a oportunidade de definição do rumo político, econômico e social do país. Mais do que uma simples etapa do processo eleitoral, o segundo turno é um exercício de maturidade democrática, no qual os cidadãos e cidadãs, são chamados a refletir com profundidade sobre o futuro da nação. O sistema de segundo turno foi criado para garantir que o candidato vencedor alcance uma maioria mais representativa do eleitorado. Quando nenhum concorrente obtém 50% + 1 dos votos válidos na primeira votação, os dois mais votados disputam uma nova rodada eleitoral. Dessa forma, a decisão final passa a refletir uma escolha mais ampla da população. A participação dos eleitores é um dos principais indicadores da vitalidade de uma democracia. No primeiro turno de 2026, o Brasil registrou um número de eleitores aptos a votar superior a 158 milhões de indivíduos. Porém, o comparecimento foi de aproximadamente 125,2 milhões de eleitores, correspondendo a cerca de 79% dos aptos a votar, portanto a abstenção ficou próxima de 21%. Esses números demonstram a dimensão do processo eleitoral brasileiro, considerado um dos maiores do mundo. Embora o voto seja obrigatório para parte da população, a participação da maioria da população revela o reconhecimento da importância do processo democrático e da responsabilidade individual na definição dos destinos do país. Todos os eleitores são conclamados a comparecer para exercer seu dever cívico. O comparecimento elevado reforça a legitimidade dos resultados. Quanto maior a participação popular, maior é a capacidade das eleições de refletirem a vontade coletiva da sociedade. A força da democracia não está apenas nas instituições, mas sobretudo na participação ativa dos cidadãos. O voto é um dos instrumentos mais poderosos de transformação social, pois permite que a população escolha seus representantes de maneira pacífica e legítima. Em um cenário marcado por desafios econômicos, desigualdades sociais, avanços tecnológicos e transformações globais, cada voto contribui para definir prioridades nacionais. A abstenção, por outro lado, reduz a representatividade do resultado e enfraquece o engajamento cívico necessário para a consolidação democrática.

O segundo turno costuma intensificar o debate público. É o momento em que propostas são analisadas com maior atenção e em que os cidadãos podem buscar informações de fontes confiáveis para formar sua opinião. Mais do que defender candidatos específicos, a democracia valoriza o direito de cada pessoa decidir livremente com base em suas convicções. Nesse contexto, é fundamental combater a desinformação, promover o respeito às divergências e incentivar o diálogo. A pluralidade de ideias é uma das maiores riquezas de uma sociedade democrática e deve ser preservada como um valor essencial. Cada eleição representa muito mais do que a escolha de um governante. Trata-se de uma decisão coletiva sobre os caminhos que o país seguirá nos anos seguintes. O segundo turno é, portanto, um momento decisivo para reafirmar o compromisso da população com os princípios democráticos, a participação cidadã e o respeito às instituições. A história democrática brasileira demonstra que grandes transformações ocorrem por meio da participação popular. Ao exercer o direito ao voto, o cidadão não apenas escolhe representantes, mas também reafirma sua confiança no processo democrático como instrumento legítimo para resolver conflitos e promover mudanças.

Em tempos de grandes desafios e mudanças, participar das eleições é exercer um direito conquistado e contribuir para a construção de um Brasil mais democrático, justo, solidário, inclusivo, plural, reduzindo a desigualdade social. Mais do que nunca, o futuro do país passa pelas urnas, e cada voto tem o poder de fazer a diferença. Dia 25 de outubro de 2026, o Brasil definirá seu futuro. Vote consciente. 


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Voto no 2º turno pode valer como Prova de Vida do INSS

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Comparecimento às urnas em 25 de outubro pode atualizar automaticamente a comprovação para aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC

Beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem às urnas no segundo turno das Eleições 2026, no próximo domingo (25), podem ter a Prova de Vida atualizada automaticamente, sem precisar realizar outro procedimento.

Isso ocorre porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compartilha dados de comparecimento às urnas com o INSS, que utiliza essas informações no processo de comprovação de vida de aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A medida pode evitar deslocamentos adicionais a agências do INSS ou a bancos para realizar o procedimento.

Quem não votar precisa fazer a Prova de Vida?

Não necessariamente. Segundo as orientações divulgadas, o INSS continua utilizando outras informações disponíveis em bases de dados públicas para verificar se o beneficiário está vivo.

Quem não compareceu no primeiro turno também pode ter a presença no segundo turno considerada para a comprovação.

A Prova de Vida é uma verificação anual destinada a confirmar que o titular está vivo e garantir a continuidade dos pagamentos. O procedimento é feito principalmente por meio do cruzamento de informações de diferentes bases de dados.

Como consultar a situação da Prova de Vida

Se o INSS não conseguir confirmar a comprovação pelos registros disponíveis, o beneficiário será notificado sobre a necessidade de regularização.

Nesse caso, o procedimento pode ser realizado pelo aplicativo ou site Meu INSS ou no banco responsável pelo pagamento do benefício.

Para consultar a situação, acesse o Meu INSS ou ligue para o telefone 135.

A comprovação de vida não está relacionada à liberação de empréstimos consignados, que seguem critérios próprios de aprovação.

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Foto: Divulgação/Agência Gov

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Eleitor não pode ser preso a partir desta terça; veja exceções

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Restrição começa cinco dias antes do segundo turno e prevê exceções para flagrante, condenação por crime inafiançável e descumprimento de salvo-conduto

A partir desta terça-feira (20), eleitores não podem ser presos ou detidos, salvo em situações específicas previstas no Código Eleitoral. A restrição começa cinco dias antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25), e tem como objetivo evitar que medidas de prisão impeçam a participação dos cidadãos na votação.

A regra está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral e estabelece três exceções: prisão em flagrante delito, cumprimento de sentença criminal condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto expedido pela Justiça Eleitoral.

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O que acontece em caso de prisão?

Se houver prisão durante o período de restrição, a pessoa detida deverá ser apresentada imediatamente ao juiz competente. Caso a autoridade judicial constate que a detenção é ilegal, deverá determinar a soltura e responsabilizar quem realizou a prisão.

A mesma regra também foi aplicada no primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro.

Regra também vale para candidatos

Candidatos que disputam o segundo turno estão protegidos contra prisão ou detenção desde 10 de outubro, 15 dias antes da votação. Para eles, a exceção prevista é a prisão em flagrante delito.

A garantia também se estende a mesários e fiscais de partido durante o exercício de suas funções, conforme a legislação eleitoral.

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Coordenador da campanha de Lula acusa Flávio de buscar proteção jurídica

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Em entrevista à CNN Brasil, advogado afirmou que senador estaria interessado em foro privilegiado e em evitar possíveis consequências judiciais

O advogado Marco Aurélio, apresentado como coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou em entrevista à CNN Brasil que Flávio Bolsonaro (PL) estaria disputando a Presidência da República para obter proteção jurídica e evitar uma eventual prisão.

Durante a entrevista, Marco Aurélio declarou que o senador buscaria foro privilegiado e um possível salvo-conduto para se proteger de consequências judiciais caso perca a eleição.

“Ele não está atrás de um mandato presidencial, ele está atrás de um foro. Ele está atrás de um salvo-conduto, de um HC”, afirmou o advogado, ao comentar declarações da empresária Roberta Luchsinger.

Advogado faz comparação com governo Bolsonaro

Marco Aurélio também comparou a atuação de Lula à do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio. Segundo o advogado, se Jair Bolsonaro tivesse garantido independência e autonomia à Polícia Federal durante seu governo, o senador já teria sido preso.

A afirmação foi apresentada como uma avaliação do entrevistado. No trecho reproduzido, não foi indicada uma decisão judicial que comprove essa alegação.

O advogado também criticou pessoalmente Flávio Bolsonaro e afirmou que o senador teria mais habilidade política do que o próprio pai.

“De um lado nós temos um estadista e de outro nós temos um sujeito que eu tenho que reconhecer, tem uma habilidade, consegue ser mais malandro do que o próprio pai”, declarou.

As declarações ocorrem em meio à disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro e evidenciam o tom de confronto entre os grupos políticos. As afirmações sobre as supostas motivações do senador são avaliações de Marco Aurélio, não conclusões judiciais.

Assista parte da entrevista:

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Lula anuncia abertura de sigilos e desafia Flávio Bolsonaro

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Candidato à reeleição afirmou que pretende entregar autorização ao TSE nesta terça-feira (20), incluindo os sigilos de seus cinco filhos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, anunciou que pretende entregar nesta terça-feira (20) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para a quebra de seus sigilos telefônico e bancário, além dos sigilos de seus familiares. Lula também desafiou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) a abrir seus sigilos bancário e fiscal.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19), em Porto Alegre, durante um pronunciamento à imprensa antes de um ato com apoiadores no Centro Histórico da capital gaúcha.

Lula afirmou que decidiu incluir os cinco filhos — Fábio Luís, Lurian, Marcos, Sandro e Luis Claudio — na iniciativa por considerar que sua família é alvo de informações falsas e especulações durante as disputas eleitorais.

“Fiz questão de colocar meus cinco filhos porque toda eleição se inventa uma coisa contra minha família e eu resolvi não ficar quieto”, declarou.

Desafio ao adversário

O tema ganhou destaque durante o debate presidencial realizado no domingo (18), quando Lula questionou o patrimônio informado por Flávio Bolsonaro e propôs que os dois candidatos abrissem seus sigilos bancários e telefônicos para análise antes da eleição.

Nesta segunda-feira, o presidente voltou a cobrar uma iniciativa semelhante do adversário e afirmou que espera que ele também autorize a abertura dos sigilos de suas empresas e de seus familiares.

“A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto”, disse Lula.

O presidente também afirmou que deseja que a Justiça investigue as informações e posteriormente as divulgue à população.

Ato reuniu apoiadores em Porto Alegre

O anúncio foi feito durante a passagem de Lula por Porto Alegre, onde milhares de apoiadores participaram de um ato político nesta segunda-feira.

Os participantes se concentraram no Largo dos Açorianos, entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico, e seguiram em caminhada pela Avenida Borges de Medeiros até a região central. Durante o percurso, Lula escreveu em um cartaz a frase “abre o sigilo Flávio”.

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Mesários devem voltar às urnas em SP no dia 25; veja regras

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As pessoas convocadas para trabalhar como mesárias e mesários no primeiro turno das Eleições 2026 em São Paulo deverão comparecer novamente no dia 25 de outubro, quando será realizado o segundo turno. A convocação vale automaticamente, conforme orientação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

O estado contará com mais de 415 mil mesários para atender os mais de 34,1 milhões de eleitores aptos a votar para presidente da República. Outros 50 mil colaboradores atuarão no apoio logístico, auxiliando na organização dos locais de votação e no funcionamento das atividades eleitorais.

Os convocados deverão comparecer ao mesmo local, horário e seção eleitoral em que trabalharam no primeiro turno. Quem estiver impossibilitado de comparecer deverá comunicar imediatamente a zona eleitoral responsável para que seja providenciada a substituição.

Como consultar a convocação

Quem tiver dúvidas sobre a convocação pode consultar a situação no site do TRE-SP, na seção “Serviços eleitorais”, opção “Mesário”, e acessar a “Área do(a) colaborador(a) da Justiça Eleitoral”.

Também é possível verificar as informações pelo Autoatendimento Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na aba “Mesária/Mesário”. A ferramenta permite confirmar o local de atuação, atualizar dados de contato e consultar as datas de treinamento.

Auxílio-alimentação de R$ 65 por turno

As pessoas convocadas para trabalhar nas eleições têm direito a auxílio-alimentação de R$ 65 por turno. Segundo o TRE-SP, o pagamento é feito exclusivamente por Pix, utilizando o CPF como chave.

Quem já possui o CPF cadastrado como chave Pix na instituição financeira não precisa alterar os dados. Os demais colaboradores devem regularizar o cadastro até segunda-feira (19) para receber o valor referente ao segundo turno. A orientação do Tribunal é que o procedimento seja realizado o quanto antes.

Mesários têm direito a folgas e outros benefícios

Além do auxílio-alimentação, os mesários têm direito a dois dias de folga para cada dia trabalhado nas eleições ou de treinamento, conforme as regras aplicáveis. Também podem ter preferência em caso de empate em concursos públicos, desde que o benefício esteja previsto no edital.

A comprovação do serviço é feita pela Declaração de Trabalhos Eleitorais (DTE), disponível nos aplicativos Mesário e e-Título. O documento também pode ser emitido pelo Autoatendimento Eleitoral para serviços referentes a pleitos anteriores.

O segundo turno das Eleições 2026 está marcado para 25 de outubro. Os mesários convocados no primeiro turno devem conferir previamente seus dados e comparecer conforme as orientações recebidas da Justiça Eleitoral.

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Kassio Nunes manda apurar conteúdo de canal de Janones após reviravolta

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (12) uma análise técnica urgente do conteúdo publicado no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A equipe do tribunal deverá verificar se as mensagens circulam em outras plataformas digitais e se há riscos à integridade do processo eleitoral.

A determinação ocorre um dia depois de uma disputa judicial sobre o funcionamento do canal, que reúne milhões de usuários e é utilizado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No domingo (11), Nunes Marques havia determinado a suspensão do canal após um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. A campanha alegou que o espaço era usado para disseminar informações falsas e coordenar ataques contra sua candidatura.

A decisão foi revertida pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou a retomada das publicações e a entrada de novos seguidores até que o plenário do TSE analise o caso. O magistrado considerou insuficientes as provas apresentadas até então para justificar a suspensão e determinou que a campanha de Flávio complementasse o material.

Caso será analisado pelo plenário do TSE

Apesar de liberar o funcionamento do canal, Cueva estabeleceu que Janones não divulgue nem reproduza conteúdos cuja ilicitude já tenha sido reconhecida anteriormente pela Justiça Eleitoral. O corregedor também solicitou que o caso seja incluído com urgência na pauta do plenário.

A apuração técnica determinada por Nunes Marques deverá verificar a circulação dos conteúdos e possíveis riscos ao processo eleitoral. A análise não representa, por si só, uma conclusão de que o canal tenha cometido irregularidades.

O episódio provocou críticas à atuação do presidente do TSE. Lula classificou como “absurda” a decisão inicial de suspender o canal, enquanto integrantes da Corte e especialistas em direito eleitoral questionaram a condução do caso, segundo relatos publicados pela imprensa.

A decisão final sobre a controvérsia caberá ao tribunal, após a análise do processo.

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Eleitor de SP levou 61 segundos para votar no 1º turno

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Os eleitores de São Paulo levaram, em média, 60,91 segundos para votar no primeiro turno das Eleições 2026. O tempo foi inferior à média nacional, de 67,59 segundos, segundo dados da Justiça Eleitoral.

Apesar disso, a votação nas urnas paulistas durou mais do que nas eleições gerais de 2022, quando o tempo médio foi de 56,82 segundos. A diferença ocorre em um cenário no qual o eleitorado precisou fazer seis escolhas em 2026, uma a mais do que no pleito anterior, por causa dos dois votos para o Senado.

Na comparação por cargo, porém, o tempo médio caiu de 11,36 segundos, em 2022, para 10,15 segundos neste ano.

Atendimento ao eleitor foi mais rápido em SP

Os dados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) também mostram que o atendimento total nas seções eleitorais paulistas foi mais rápido do que a média nacional.

Em São Paulo, o intervalo entre a habilitação do eleitor e a conclusão do voto foi de 82,39 segundos. No Brasil, a média chegou a 90,07 segundos.

A etapa de habilitação, realizada pelos mesários antes da liberação da urna, levou em média 21,48 segundos no estado paulista, contra 22,48 segundos no país.

O procedimento inclui a identificação do eleitor, a conferência dos dados no caderno de votação e a verificação da biometria, quando disponível. Caso a digital não seja reconhecida, podem ser feitas novas tentativas e procedimentos adicionais para confirmar a identidade.

Substituição de urnas caiu em relação a 2022

As eleições de 2026 também registraram uma proporção menor de urnas eletrônicas substituídas em comparação com o pleito de 2022.

Em São Paulo, foram substituídos 519 equipamentos, o equivalente a aproximadamente 0,50% das 114.605 urnas utilizadas no estado. Em 2022, cerca de 2 mil urnas de contingência precisaram ser acionadas.

No Brasil, 2.069 urnas foram substituídas em 2026, correspondendo a 0,52% do total. Em 2022, haviam sido 9.260 equipamentos, ou 1,96%.

Os números mostram uma redução na proporção de equipamentos substituídos tanto em São Paulo quanto no conjunto do país.

Tempo de votação e organização da eleição

Antes do primeiro turno, o TRE-SP divulgou um modelo de “colinha” em papel para que os eleitores anotassem os números de seus candidatos. A iniciativa buscou facilitar a consulta na cabine e contribuir para agilizar a votação.

A orientação é que o eleitor leve as anotações em papel, respeitando as regras de acesso à cabine de votação.

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Foto: Joédson Alves/ABR

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