Café pode aliviar ou piorar a ressaca, alertam médicos

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O consumo de café após a ingestão excessiva de álcool pode ter efeitos distintos no organismo e exige cautela. Embora a cafeína ajude a reduzir a sonolência e o cansaço, especialistas alertam que a bebida pode agravar os sintomas da ressaca em algumas pessoas, especialmente naquelas com contraindicações médicas.

A cafeína atua como estimulante do sistema nervoso central, acelerando o metabolismo e o funcionamento cardiovascular. Em quadros leves de ressaca, o café pode ajudar a combater a indisposição e a sensação de cansaço. No entanto, quando há intoxicação alcoólica mais intensa — caracterizada por dor de cabeça, enjoo, náusea e mal-estar —, a bebida pode não ser a melhor opção.

Segundo médicos, o organismo em ressaca está em processo de intoxicação. O excesso de álcool e sua metabolização produzem substâncias prejudiciais, que afetam a disposição e podem interferir no funcionamento de órgãos e sistemas do corpo. Nesses casos, a cafeína tende a intensificar sintomas e gerar reações desconfortáveis.

Pessoas com problemas psicológicos, doenças cardíacas, enxaqueca e insônia devem redobrar a atenção. Esses grupos são mais sensíveis aos efeitos da cafeína e podem apresentar arritmia — sensação de batedeira no peito —, tremores musculares e, em alguns casos, diarreia. Em quadros mais graves, o café pode piorar condições pré-existentes e estimular excessivamente o sistema nervoso involuntário.

De acordo com o médico de emergências Igor Padoim, do Pronto-Socorro do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), não há um tempo exato para a recuperação da ressaca. Ele explica que o consumo de cafeína sem orientação pode prolongar o desconforto. “Quanto mais álcool, mais tempo será necessário para o corpo se recuperar. Se a pessoa exagerar na cafeína, os efeitos da substância podem durar de seis a oito horas”, afirma.

O especialista destaca que não existe um remédio específico para tratar a ressaca. O tratamento é feito com medicamentos sintomáticos, voltados para aliviar os desconfortos da intoxicação alcoólica. Por isso, a principal recomendação é a prevenção, com consumo moderado de bebidas alcoólicas.

Para quem enfrenta a ressaca, a orientação médica é priorizar hidratação, alimentação equilibrada e descanso. “Um organismo em boas condições elimina com mais eficiência os produtos tóxicos do álcool”, explica Padoim. Ele também reforça que, caso os sintomas sejam intensos ou fora do padrão, a busca por atendimento médico é fundamental. “A ressaca é um sinal importante do corpo e não deve ser ignorada”, conclui.

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Foto: Reprodução/GESP

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Festas de fim de ano: veja como evitar a ressaca e cuidar da saúde

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Mal-estar, dor de cabeça e sede são alguns sintomas causados pelo consumo excessivo de álcool

As festas de fim de ano são momentos de celebração, alegria e, muitas vezes, de exageros na comida e na bebida. Sabemos que o álcool pode ser um “companheiro” presente nessas ocasiões, mas também é o principal culpado pela tão temida ressaca do dia seguinte. Em caso de qualquer sintoma mais forte, procure atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Os endereços podem ser consultados na plataforma Busca Saúde.

A ressaca é a combinação de sintomas físicos e mentais experimentados no dia seguinte a um episódio de consumo de álcool, levando ao surgimento de sintomas como dor de cabeça, sensibilidade ao som e à luz, enjoo, dores no corpo, boca seca e sede. Isso ocorre devido à desidratação que a bebida alcoólica causa no organismo, além da sobrecarga no fígado, órgão que tem a função de eliminar o álcool do sangue.

O consumo de álcool está associado a diversos problemas para a saúde. O chamado “beber pesado episódico” é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o consumo de 60 gramas ou mais de álcool puro em uma única ocasião. Em termos práticos, isso corresponde aproximadamente a quatro ou mais doses para mulheres e a cinco ou mais doses para homens. Esse padrão de consumo está relacionado ao risco aumentado de envolvimento em acidentes e violências, apagões de memória, overdose e desenvolvimento de dependência.

Para reduzir os danos, se escolher beber, é indicado tomar alguns cuidados ao longo do dia para ajudar o organismo a restabelecer o equilíbrio natural:

Intercale com água e beba devagar
O álcool é diurético, ou seja, aumenta a perda de líquidos pelo organismo, o que contribui para a desidratação — um dos principais fatores da ressaca. O recomendado é alternar o consumo de bebidas alcoólicas com água e também beber bastante água no dia seguinte, para recuperar a hidratação.

  • Antes de beber: beba bastante água ao longo do dia;
  • Durante a festa: alterne entre bebidas alcoólicas e água; para cada copo de álcool, beba pelo menos um copo de água;
  • Depois: antes de dormir, tente beber um ou dois copos de água para ajudar na hidratação.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a quantidade de água que uma pessoa deve beber diariamente varia conforme fatores como peso corporal e temperatura ambiente. Porém, o indicado é ingerir cerca de dois litros de água por dia.

Aposte em bebidas não alcoólicas atraentes
Intercalar bebidas alcoólicas com opções não alcoólicas, como águas aromatizadas ou mocktails (coquetéis sem álcool), é uma ótima forma de aproveitar sem exagerar. Além disso, essa alternância ajuda a reduzir o consumo de álcool e melhora a hidratação.

Nunca beba de estômago vazio
O álcool é absorvido mais rapidamente quando o estômago está vazio, o que intensifica seus efeitos e pode causar mais ressaca no dia seguinte. Por isso, alimente-se bem antes e durante o consumo.

Inclua refeições ricas em proteínas e gorduras saudáveis (como carnes magras, abacate ou nozes), pois ajudam a retardar a absorção do álcool.

Evite alimentos muito gordurosos durante a festa, já que podem piorar os sintomas de mal-estar.

Vitamina B e antioxidantes são aliados
O consumo de álcool pode esgotar as reservas de vitaminas do complexo B e de antioxidantes no organismo. Antes da festa, invista em alimentos ricos nesses nutrientes, como ovos, carnes magras e cereais integrais (vitamina B) e frutas cítricas, frutos vermelhos e vegetais verdes-escuros (antioxidantes).

Limite de doses
Se escolher beber, respeite o limite de doses:

Mulheres: até 1 dose por dia; nunca ultrapassar 3 doses em uma única ocasião;
Homens: até 2 doses por dia; nunca ultrapassar 4 doses em uma única ocasião.

Em caso de exagero
Se você acabou exagerando, cuide-se no dia seguinte:

  • Hidrate-se bem com água, chás ou bebidas isotônicas, para repor os eletrólitos;
  • Invista em alimentos leves e de fácil digestão, como frutas, sopas e caldos;
  • Um bom descanso também ajuda o corpo a se recuperar mais rapidamente.

Em caso de qualquer sintoma mais forte, procure atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Os endereços podem ser consultados na plataforma Busca Saúde.

Mais dicas

  • Tenha dias livres de álcool;
  • Nunca beba e dirija;
  • Lembre-se: para um estilo de vida mais saudável, quanto menos álcool, melhor.

Fonte: Pref. de SP | Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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Datafolha: Mais da metade dos brasileiros diz ter diminuído consumo de álcool em 2024

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De acordo com uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (3), 53% dos brasileiros que bebem álcool afirmam ter diminuído o consumo no último ano.

Segundo o levantamento, 34% dos entrevistados que não ingerem bebidas alcoólicas mencionam danos à saúde como o principal motivo para isso. Outros 21% afirmam não gostar do sabor, enquanto 13% citam questões ligadas à religião.

Ainda de acordo com a pesquisa, 8% evitam o álcool pelo histórico familiar, 7% por medo ou rejeição ao comportamento de pessoas alcoolizadas, e 3% afirmam não ter interesse em beber.

O Datafolha apontou que 20% dos entrevistados bebem uma ou duas vezes por semana, 13% consomem ao menos uma vez no mês, e 10%, uma vez a cada 15 dias.

Na semana anterior à das entrevistas, 36% dos brasileiros não tinham ingerido álcool, 19% apreciaram até duas doses, e 16%, de três a cinco doses.

Entre as pessoas que ingerem bebidas alcoólicas, 81% classificam seu próprio consumo como “adequado”, 11% dizem que ingerem álcool “mais do que deveriam”, e 7%, “muito mais do que deveriam”.

A faixa etária que apresenta maior consumo dessas bebidas é a de 18 e 34 anos (58%). Já a faixa que menos consome álcool é a que possui 60 anos ou mais (35%).

O instituto também apresentou separadamente informações relativas ao consumo de bebidas alcoólicas por parte de adolescentes de 16 e 17 anos. Nesse grupo, que, por lei, não deveria ter acesso ao álcool, 27% afirmam beber.

Foram ouvidas 1.912 pessoas, em 113 municípios brasileiros, entre os dias 8 e 11 de abril. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos.

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Fonte: TV Cultura – Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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