Caminhoneiros que trafegarem pela Rodovia Castello Branco (SP-280), no sentido da capital, entre a noite de quinta-feira (15) e a madrugada de sexta-feira (16), poderão participar de uma ação de segurança viária no Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), localizado no km 39, em Santana do Parnaíba.
A iniciativa, promovida pela concessionária Ecovias Raposo Castello em parceria com a Polícia Militar Rodoviária de São Paulo (PMRv-SP), tem como foco alertar os motoristas profissionais sobre os riscos de dirigir com sono ou cansaço, condição considerada tão perigosa quanto a condução sob efeito de álcool.
Durante a abordagem, equipes da concessionária irão orientar os caminhoneiros sobre a importância de realizar pausas regulares para descanso ao longo da viagem, além de reforçar o uso do cinto de segurança e a atenção aos pontos cegos dos veículos de grande porte.
A ação também contará com a distribuição de material educativo, aferição de pressão arterial e glicemia, além da entrega de lanches aos participantes. O objetivo é promover a conscientização sobre cuidados com a saúde e estimular comportamentos que contribuam para a redução de acidentes nas rodovias.
A rotina desgastante dos caminhoneiros no Brasil tem gerado preocupações crescentes sobre a saúde mental dessa categoria. Longas jornadas de trabalho, pressão por prazos e a solidão nas estradas são fatores que contribuem para o aumento de casos de ansiedade, depressão e estresse entre esses profissionais.
Desafios da Profissão
Caminhoneiros autônomos, como Emerson André, que está na estrada há 16 anos, relatam os efeitos negativos da profissão. “O estresse do cotidiano e a pressão por estar longe da família têm gerado doenças”, afirma. A solidão e a tensão são constantes, segundo Daniel Francisco de Lima, conhecido como Del Caminhoneiro, que dirige há 27 anos. Ele destaca que, apesar da experiência, é difícil controlar a raiva e a tensão acumuladas.
O procurador do Trabalho Paulo Douglas de Moraes alerta que a saúde mental dos caminhoneiros é um problema estrutural na cadeia logística do transporte rodoviário. Com uma média de idade de 46 anos, a categoria enfrenta um fenômeno denominado “apagão de motorista”, onde os jovens não se interessam pela profissão. Esse cenário é agravado por condições de trabalho desfavoráveis e uma perspectiva negativa sobre a carreira.
Condições de Trabalho e Saúde Mental
Uma pesquisa do Ministério Público do Trabalho (MPT) revela que 43,7% dos caminhoneiros trabalham com carga horária indefinida. Além disso, 50,49% recebem por comissão, o que gera insegurança financeira. Emerson André, que também é comissionado, enfatiza que a falta de garantias trabalhistas contribui para o estresse. “Se você não trabalha, não ganha”, explica.
Os dados também mostram que 56% dos caminhoneiros trabalham entre 9 e 16 horas por dia. Quase 25% deles ultrapassam as 13 horas de direção. Apesar da legislação exigir 11 horas de descanso diário, muitos não conseguem cumprir essa norma. Essa sobrecarga aumenta o risco de acidentes e compromete a saúde mental dos motoristas.
Uso de Substâncias e Riscos
Um estudo recente do MPT apontou que cerca de 27% dos caminhoneiros utilizam drogas para prolongar suas jornadas. O coordenador-geral de Segurança Viária da Polícia Rodoviária Federal, Jefferson Almeida, confirma que o uso de substâncias para combater o sono é comum, o que eleva o risco de acidentes nas estradas.
A pesquisadora Michelle Engers Taube destaca que caminhoneiros com jornadas superiores a 12 horas têm três vezes mais chances de desenvolver transtornos mentais. Além disso, um em cada cinco profissionais apresenta algum nível de vulnerabilidade emocional, conforme levantamento da plataforma Moodar.
Necessidade de Mudanças Estruturais
O psiquiatra Alcides Trentin Junior defende que os caminhoneiros precisam de avaliações periódicas de saúde mental, considerando as exigências da profissão. Ele ressalta que o Estado deve garantir condições adequadas nas estradas, como sinalização e pontos de descanso, para promover um ambiente de trabalho mais saudável.
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) pelo Ministério do Trabalho, que inclui a necessidade de um ambiente de trabalho psicologicamente saudável, é um passo importante. As empresas têm um ano para se adequar a essas novas diretrizes, que visam reduzir o estresse e a sobrecarga dos trabalhadores.
A saúde mental dos caminhoneiros é um tema que merece atenção, especialmente considerando o papel vital que desempenham na economia brasileira. A promoção de políticas públicas que garantam melhores condições de trabalho pode ser fundamental para a saúde e segurança desses profissionais. Informação de Serviço: Para mais informações sobre saúde mental e apoio psicológico, acesse o site do Ministério da Saúde ou consulte serviços especializados em sua região.
A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (22) mais uma redução do preço do diesel para as distribuidoras. O valor passa de R$ 4,02 para R$ 3,84 por litro, uma redução de R$ 0,18 ou 4,47%.
A medida vale a partir de quinta-feira (23) e os preços dos demais combustíveis não sofreram alteração. A última redução anunciada pela Petrobras foi no dia 28 de fevereiro, para diesel e gasolina.
Segundo a estatal, a nova redução tem como objetivos principais a “manutenção da competitividade dos preços da Petrobras” frente às principais alternativas de suprimento dos clientes e a “participação de mercado necessária para a otimização dos ativos de refino”.
O diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras fica 8,9% mais barato, em média, a partir desta quarta-feira (8). De acordo com a empresa, o valor do litro do combustível passa de R$ 4,50 para R$ 4,10.
O anúncio aconteceu um dia após as consultorias avaliarem que o preço cobrado pela Petrobras pelo litro do diesel estaria R$ 0,76 acima das cotações internacionais.
“Essa redução tem como principal balizador a busca pelo equilíbrio dos preços da Petrobras aos mercados nacional e internacional, contemplando as principais alternativas de suprimento dos nossos clientes e a participação de mercado necessária para a otimização dos ativos”, aponta o comunicado.
Ainda segundo a estatal, “considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 3,69 a cada litro vendido na bomba”.
De acordo com dados divulgados na última sexta-feira (3) pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o litro do diesel foi vendido, em média, a R$ 6,29 nas bombas na semana passada.
Entretanto, os postos têm liberdade para fixar o valor cobrado. Por isso, a redução dos preços cobrados pela Petrobras podem demorar a chegar ao consumidor final.
O preço do diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras não era reajustado desde 7 de dezembro do ano passado. Na ocasião, houve uma redução de 8,2%,quando saiu de R$ 4,89 para R$ 4,49.
No mesmo dia, o preço médio do litro da gasolina já havia sido reduzido de R$ 3,28 para R$ 3,08 por litro. Porém, no dia 25 de janeiro, a petroleira aplicou um novo reajuste, desta vez aumentando em 7,26% o valor do litro, que passou de R$ 3,08 para R$ 3,31, uma alta de R$ 0,23.
Depois da medida provisória (MP) com a renovação por 60 dias da desoneração dos combustíveis – editada pelo governo federal no dia 1º – e das notícias de que o aumento de preços vem sendo praticado por alguns postos, o Procon-SP está orientando o consumidor a ficar atento, comparar os valores e não abastecer em locais que fizerem os reajustes.
“O órgão de defesa ressalta que a legislação, seja a Constituição Federal ou o Código de Defesa do Consumidor, não estabelece regra para controle de preços em tempos de normalidade e que a livre concorrência continua a ser o maior benefício que o cidadão possui contra a prática de aumentos”, disse o Procon-SP em nota.
O órgão comunicou ainda que realizará uma pesquisa de preços de combustíveis para que o consumidor tenha mais uma ferramenta a sua disposição.
No último dois dias o Ministério da Justiça e Segurança Pública notificou oito entidades representantes de postos de combustíveis em três estados do país para explicar o aumento no preço da gasolina. Foi dado o prazo de 48 horas a partir do recebimento da notificação para que responderem ao ministério. São cinco entidades no Rio de Janeiro, duas em São Paulo e uma no Paraná (associações, federações e um sindicato, todos representantes de proprietários de postos ou distribuidores de combustíveis.
A notificação foi feita por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). A secretaria vai analisar as respostas e, segundo o ministério, “adotará as providências que se fizerem necessárias”.
Após tomar posse no Congresso Nacional e subir pela terceira vez a rampa do Palácio do Planalto, neste domingo (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu posse a 37 ministros e assinou os primeiros atos do novo governo. Na cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, foram assinados 13 despachos, entre decretos e medidas provisórias (MPs).
Uma das medidas provisórias assinada pelo atual presidente Lula, é a que mantém a desoneração de impostos federais PIS/Cofins sobre os combustíveis. Com essa medida os preços dos combustíveis seguem sem os tributos federais e não correm o risco de aumento imediato de seus preços.
Caso a medida não fosse mantida, a estimativas do setor de infraestrutura apontavam que o litro da gasolina poderia sofrer aumento de R$ 0,69, do diesel, R$ 0,33, e do etanol, R$ 0,26.
A prefeitura de São Paulo suspendeu até a próxima terça-feira (8) o rodízio e as restrições de circulação a veículos e caminhões que transportam alimentos perecíveis.
A decisão ocorre após um pedido do setor supermercadista, depois dos protestos iniciados no último domingo (30), que fecharam rodovias.
Como as entregas foram prejudicadas, o consumidor não encontra os alimentos ou compra mais caro, já que a oferta diminuiu nos últimos dias.
Por isso, a prefeitura decidiu suspender o rodízio para retomar o abastecimento de alimentos. O rodízio será retomado a partir de quarta-feira (9).
As manifestações ilegais que ocorreram durante a semana paralisaram mais de 20 rodovias em todo o estado de São Paulo. Os manifestantes eram apoiadores do atual presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas no segundo turno das eleições.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou na noite de ontem (3), em suas redes sociais, que todas as rodovias federais estão livres de bloqueios.
Ainda ocorrem interdições, que é quando o fluxo de veículos fica parcialmente impedido em 24 rodovias.
No final da manhã de ontem (3), esse número era 73 locais, sendo 60 interdições e 13 bloqueios, que é quando o fluxo fica totalmente impedido.
As interdições ocorrem nos estados do Amazonas (2), do Mato Grosso (7), do Mato Grosso do Sul (1),do Pará (6) e de Rondônia (8). Segundo a PRF, até o momento, foram desfeitos 936 interdições ou bloqueios nas estradas federais.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) se pronunciou na tarde desta terça-feira (1°) pela primeira vez após o resultado das eleições. Sem citar Lula, o chefe do Executivo atacou a esquerda e comentou os atos de caminhoneiros que acontecem em todos os país. Em uma manifestação de cerca de dois minutos, Bolsonaro não parabenizou o petista.
No discurso, Bolsonaro agradeceu os eleitores e disse que “manifestações pacíficas são bem-vindas”.
“Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, disse o presidente.
“Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”, acrescentou.
No último domingo (30), os brasileiros escolheram o novo presidente da República, que estará à frente do Executivo pelos próximos quatro anos, de 2023 a 2026. Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT) foi eleito com 50,90% dos votos, 60.345.999 de eleitores escolheram o petista. 1.769.678 (1,43%) votaram em branco, houve 3.930.765 (3,16%) de votos nulos, e 20,59% de abstenções.
Lula venceu o presidente Jair Bolsonaro (PL), o atual chefe do Executivo recebeu 58.206.354 votos, 49,10%. Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi a decisão mais acirrada da história após a redemocratização. Além disso, é a primeira vez que um presidente perde uma reeleição.
Bolsonaro reforçou pautas que levantou ao longo da campanha e defende e ainda falou sobre a composição do Congresso. O presidente se pronunciou no hall de entrada do Palácio da Alvorada, ele estava ao lado do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP).
“A direita surgiu de verdade em nosso país, nossa robusta representação no Congresso mostra as forças dos nossos valores: Deus, pátria e família e liberdade. Formadas diversas lideranças pelo Brasil, nosso sonho segue mais vivo do que nunca. Somos pela ordem e pelo progresso. Mesmo enfrentando todo sistemas superamos uma pandemia e as consequências de uma guerra”, continuou.
Por fim, o mandatário afirmou que continuará seguindo a Constituição. “Enquanto presidente da República e candidato, continuarei seguindo todos os mandamentos da nossa Constituição”.
Veja discurso completo:
“Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”.
“A direita surgiu de verdade em nosso país, nossa robusta representação no Congresso mostra as forças dos nossos valores: Deus, pátria e família e liberdade. Formadas diversas lideranças pelo Brasil, nosso sonho segue mais vivo do que nunca. Somos pela ordem e pelo progresso. Mesmo enfrentando todo sistemas superamos uma pandemia e as consequencias de uma guerra”
“Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”.
“Nunca falei em controlar ou censurar a imprensa ou as redes sociais. Enquanto presidente da República e candidato, continuarei seguindo todos os mandamentos da nossa Constituição”.
“É uma honra ser o líder de milhões de brasileiros, que defendem a liberdade econômica, religiosa, de opiniões, a honestidade e as cores verde e amarela, da nossa bandeira. Muito obrigado”.
Atos de caminhoneiros
Após o resultado das eleições, na segunda-feira (31), caminhoneiros bloquearam diversas estradas do país. No início da tarde desta terça, a Polícia Rodoviária Federal informou que 267 pontos de interdição estavam ativos nas estradas federais em todo país, em atos com apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), liderados por defensores de golpe que não aceitam o resultado das eleições.
No início da tarde desta terça, a Polícia Rodoviária Federal informou que 267 pontos de interdição estavam ativos nas estradas federais em todo país, em atos com apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), liderados por defensores de golpe que não aceitam o resultado das eleições.
A Petrobras anunciou hoje (19) a redução no preço do diesel A vendido às distribuidoras de combustíveis em R$ 0,30, a partir de amanhã (20). Com a mudança, o litro do diesel A fornecido pela empresa passará a custar R$ 4,89.
A queda no preço equivale a 5,78% e, segundo a estatal, “acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com sua prática de preços”.
A Petrobras explica ainda que, como o diesel vendido nos postos tem uma mistura obrigatória de 20% de biodiesel, a parcela do diesel A no preço final passará de R$ 4,67, em média, para R$ 4,40, a cada litro vendido.
O preço do diesel comercializado pela Petrobras teve aumento pela última vez em 18 de junho, quando chegou a R$ 5,61 o litro. Desde então, o valor foi reduzido em R$ 0,20, em 5 de agosto; e em R$ 0,22, em 12 de agosto.
Por Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil – Foto: Arquivo/Ag. Brasil