Estudo da USP sobre autismo e TDAH busca voluntários

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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estão em busca de voluntários para um estudo que busca compreender melhor o desenvolvimento inicial do autismo e do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Podem participar do estudo bebês de até 10 meses de idade com um irmão mais velho, o pai ou a mãe com diagnóstico ou suspeita de autismo ou de TDAH; bem como bebês de até 10 meses de idade com familiares que não sofrem com esses transtornos.

O projeto é coordenado por Elizabeth Shephard, professora do Instituto de Psiquiatria da USP, e recebe financiamento da FAPESP.

A equipe pretende conduzir um ensaio clínico randomizado para avaliar a eficácia de uma intervenção pré-sintomática para bebês mais propensos a atender aos critérios diagnósticos do autismo e do TDAH na infância.

Também será testada uma intervenção psicossocial para apoiar o neurodesenvolvimento dos bebês, que deve ser aplicada no primeiro ano de vida, antes do aparecimento de qualquer sintoma de autismo ou TDAH.

Com foco na interação do bebê com seus pais, a pesquisa busca prevenir em alguma medida as dificuldades associadas ao autismo e ao TDAH nas crianças, além de ser útil para que as mães e os pais se sintam seguros e confiantes na criação de seus filhos. Outro objetivo é observar de que modo os fatores biológicos e ambientais (por exemplo, nível de inflamação e estresse materno) afetam a trajetória de desenvolvimento dos bebês.

As avaliações consistirão de sessões de eletroencefalograma, testes e atividades estruturadas que avaliarão as habilidades cognitivas, de linguagem, motoras, de comunicação social e atenção. Os pais deverão responder a questionários e entrevistas. Além disso, eles serão filmados brincando com o bebê. Os pesquisadores coletarão uma amostra de cabelo e saliva do seu bebê na primeira visita.

Os interessados em participar devem se inscrever pelo site do projeto.

Mais informações: www.projetofloreah.com.br.

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Fonte: Governo de SP – Foto: Shutterstock

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Câmara aprova inclusão do símbolo de autismo em placas de prioridade

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) um projeto de lei que torna obrigatória a inclusão do símbolo mundial da conscientização do transtorno do espectro autista para identificar a prioridade das pessoas desse grupo em serviços e transportes. A proposta será enviada ao Senado.

O símbolo a ser incluído é a fita quebra-cabeça de várias cores, que representa mundialmente a conscientização do transtorno do espectro autista. Segundo a relatora, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (União-TO), desde dezembro de 2020, data em que a utilização da faixa tornou-se facultativa, a sociedade brasileira tomou consciência da representatividade da faixa e da sua real necessidade para melhoria do atendimento às pessoas com autismo.

“Entendemos que a obrigatoriedade do uso da fita quebra-cabeça, símbolo mundial da conscientização do transtorno do espectro autista, para identificar a prioridade devida às pessoas com esse transtorno, representa mais um passo em direção ao bem-estar dessa faixa da população”, afirmou a deputada.

A relatora argumentou que o autismo é uma síndrome que afeta vários aspectos da comunicação, além de influenciar também no comportamento do indivíduo.

“Dados do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, existe hoje um caso de autismo a cada 110 pessoas. Dessa forma, estima-se que o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistas”, disse Dorinha.


Por Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil – Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

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No Dia de Conscientização do Autismo, Barueri atua pela inclusão

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Este 2 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data foi criada com o objetivo de alertar, conscientizar e informar a sociedade sobre o transtorno, que atinge o desenvolvimento do cérebro e as maneiras de lidar com a questão.

E como agir diante daqueles que possuem o transtorno do espectro do autismo (TEA)? A Prefeitura de Barueri, por meio do Departamento de Empregabilidade da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD), aponta um dos caminhos possíveis, tendo por diretriz a inclusão dessas pessoas.

Programa Incluir
O Programa Incluir oferece apoio técnico feito por uma equipe interdisciplinar que acompanha a pessoa com o transtorno, sua família e as possíveis empresas empregadoras tanto na fase de pré-contratação até a pós-contratação. O objetivo é diminuir as dificuldades no acesso e a permanência da pessoa com TEA no mercado de trabalho. A administração municipal faz o meio de campo entre os potenciais candidatos a um emprego e as empresas dispostas a participar da iniciativa.

É o caso de José Rubens Oliveira de Almeida, de 20 anos, que está em uma empresa de software em Alphaville há seis meses. Ele, estudante de gestão de tecnologia de informática, trabalha com programação em infraestrutura em nuvem. Já é a segunda oportunidade de trabalho que José Rubens consegue pelo Programa Incluir. “Eu já estava trabalhando, mas atualizei meu currículo e então me encaminharam para minha área”, disse, que também elogiou a sua empresa empregadora. “Estou curtindo bastante a experiência, é uma empresa muito boa”, completou.

Primeiro emprego
Também é o caso de Wiron dos Santos Novais, de 19 anos, que conquistou seu primeiro emprego como auxiliar operacional em uma rede atacadista, onde está há um ano e sete meses. Wiron, que mora no Jardim dos Altos, terminou o ensino médio e sonha fazer faculdade de webdesign. “O programa é muito bom, ajudou a mim e muitos outros. Para mim foi importante, inclusive por ter me ajudado a conseguir um emprego bem na época da pandemia, pois estava precisando”, disse Wiron.

Sobre o TDA
Estima-se que cerca de 70 milhões de pessoas no mundo apresentam o transtorno do espectro do autismo. Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em dezembro de 2007, a data de 2 de abril foi a escolhida para alertar sobre o transtorno, de modo a derrubar preconceitos e conscientizar as pessoas.

É importante ressaltar que o autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, não uma doença, ao contrário do que muitos pensam. Alguns dos sintomas são fobias, agressividade, dificuldades de aprendizagem e de relacionamento. Existem vários níveis diferentes de autismo e, inclusive, casos de pessoas que apresentam o transtorno mas sem nenhum tipo de atraso mental.


Fonte/texto/foto: SECOM-Barueri

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