Vacina inédita contra malária desenvolvida pela USP recebe aval para testes em humanos

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Desenvolvida pela USP em parceria com a UFMG, a Vivaxin será avaliada em estudo clínico com 48 voluntários a partir de janeiro de 2027

Uma vacina brasileira contra a malária vivax recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar testes em humanos. Desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e a farmacêutica Cristália, a Vivaxin entra na fase 1 dos estudos clínicos.

O objetivo desta etapa é avaliar a segurança do imunizante, possíveis reações à aplicação e sua capacidade de estimular a produção de anticorpos. A vacina é voltada ao Plasmodium vivax, espécie responsável pela maior parte dos casos de malária no Brasil e para a qual, segundo os pesquisadores, ainda não existe vacina disponível.

O estudo prevê a participação de 48 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, sem histórico de infecção por malária. A seleção está prevista para começar em janeiro de 2027. Os participantes receberão três aplicações da vacina ou de placebo, com intervalos de 28 dias, e serão acompanhados durante um ano.

A autorização da Anvisa foi publicada no Diário Oficial da União em 7 de outubro, por meio da Resolução nº 3.956.

Próximas etapas da vacina

Antes de chegar aos testes em humanos, a Vivaxin passou por avaliações laboratoriais e de fabricação, além de estudos em animais que demonstraram capacidade de estimular a resposta imunológica.

Se os resultados da fase 1 forem favoráveis, o imunizante poderá avançar para as fases 2 e 3, com um número maior de participantes. A previsão apresentada pelos pesquisadores é envolver cerca de 300 pessoas no Brasil, principalmente na região amazônica, com possibilidade de incluir outros países posteriormente.

Nessas etapas, também será avaliada a eficácia da vacina. O pedido de registro para produção em larga escala e comercialização só poderá ser feito após a conclusão de todo o processo clínico, que ainda não tem prazo definido.

A pesquisa recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e dos ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os pesquisadores também solicitaram a patente da formulação no Brasil e no exterior.

Como funciona a Vivaxin

A vacina foi desenvolvida para atuar contra três variantes de uma proteína do Plasmodium vivax, chamada PvCSP. Os pesquisadores combinaram essas variantes em uma proteína produzida artificialmente, utilizada como alvo para estimular a resposta do sistema imunológico.

A formulação também contém um adjuvante, denominado CTVad3, que tem a função de potencializar essa resposta. A proposta é induzir a produção de anticorpos capazes de reconhecer o parasita e impedir que ele invada as células do fígado, etapa anterior à multiplicação no organismo e ao aparecimento dos sintomas.

Em estudos pré-clínicos realizados em camundongos e primatas, a combinação da proteína com o adjuvante apresentou resultados de segurança e resposta imunológica. Segundo o material da pesquisa, os experimentos também registraram proteção de 100% nos animais estudados.

Os resultados pré-clínicos, no entanto, não comprovam que a vacina terá a mesma eficácia em humanos. Essa avaliação dependerá das próximas etapas dos estudos clínicos.

Malária concentra casos na Amazônia

Transmitida pela picada de fêmeas do mosquito Anopheles, a malária é causada por parasitas do gênero Plasmodium. As espécies P. vivax e P. falciparum estão entre as principais responsáveis pela doença no mundo.

Segundo os dados apresentados no material, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou 282 milhões de casos de malária em 80 países com transmissão local em 2025. Desse total, 9,9 milhões foram provocados pelo P. vivax. Nas Américas, essa espécie respondeu por 63% dos registros.

No Brasil, foram registrados 118.037 casos contraídos no território nacional em 2025, uma redução de 15% em relação ao ano anterior. Mais de 95% das ocorrências se concentraram na região amazônica, onde o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e às medidas de prevenção representa um desafio.

Entre os sintomas da malária estão febre alta, cansaço, enjoo, suor excessivo e dores de cabeça e no corpo. Casos graves podem provocar anemia e comprometer órgãos como o fígado e o baço. O tratamento é realizado com medicamentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Governo pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

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Pedido foi protocolado na Conitec nesta quinta-feira (24); Ministério cita queda de 70% nos preços e aumento da concorrência entre os medicamentos GLP-1.

O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira (24) na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) um pedido para avaliar a inclusão das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos da classe GLP-1, no SUS.

O pedido ainda não significa que os medicamentos passarão a ser distribuídos gratuitamente pela rede pública. A proposta será analisada pela Conitec, órgão responsável por avaliar tecnologias em saúde e emitir recomendação sobre sua incorporação ao sistema.

Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência da obesidade no Brasil passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. Para a pasta, o avanço da doença aumenta a necessidade de acompanhamento e tratamento de longo prazo, com possíveis impactos sobre a mortalidade, a qualidade de vida e os gastos do sistema de saúde.

O governo também argumenta que houve uma mudança no cenário econômico dos medicamentos. De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação da concorrência provocou uma redução de 70% nos preços das canetas emagrecedoras no Brasil em menos de um ano.

O que mudou desde a análise anterior

A nova solicitação ocorre depois de uma análise anterior da Conitec sobre medicamentos da classe. Em 2025, a comissão recomendou a não incorporação da liraglutida para o tratamento de pacientes com obesidade e diabetes mellitus tipo 2.

No caso da semaglutida para uma indicação específica de pacientes com obesidade grave e doença cardiovascular, a Conitec também havia emitido recomendação inicial pela não incorporação.

Agora, o Ministério da Saúde sustenta que o cenário de preços e de oferta mudou. A pasta solicita a avaliação de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos sem proteção de patente, segundo o governo.

Critérios deverão definir quem terá acesso

Caso a incorporação seja aprovada, o tratamento não deverá ser disponibilizado indistintamente para qualquer pessoa com excesso de peso.

O Ministério da Saúde afirma que uma eventual incorporação será acompanhada de critérios clínicos para definir os pacientes que poderão receber os medicamentos. A proposta é concentrar o tratamento nos casos em que o controle da obesidade possa produzir benefícios relevantes para a saúde, reduzir complicações ou evitar procedimentos de maior complexidade.

O governo também cita uma diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicada no fim de 2025 sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento de longo prazo da obesidade. A organização destaca a necessidade de ampliar o acesso de forma equitativa e preparar os sistemas de saúde para a utilização desses medicamentos.

Brasil amplia oferta de medicamentos GLP-1

Segundo o Ministério da Saúde, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026. A expansão inclui medicamentos produzidos no Brasil e versões genéricas.

A estratégia de ampliação da concorrência também vem sendo acompanhada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em julho, a agência aprovou cinco novos medicamentos à base de semaglutida.

Paralelamente, o Ministério da Saúde mantém um estudo com 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras morbidades. A pesquisa avalia o uso de semaglutida em pessoas que estão na fila para cirurgia bariátrica e deve ajudar a definir como o tratamento pode ser utilizado na rede pública.

A análise da Conitec será a próxima etapa para definir se os medicamentos poderão, de fato, ser incorporados ao SUS.

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Curativo líquido da Unicamp pode reduzir tempo de cicatrização

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Tecnologia forma uma película transparente sobre a ferida em até 45 segundos e reduziu aproximadamente pela metade o tempo de cicatrização em testes pré-clínicos, segundo pesquisadores.

Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp desenvolveram um curativo líquido que forma uma película transparente sobre a ferida em até 45 segundos. A tecnologia foi criada para proteger o local lesionado sem a necessidade de gaze, esparadrapo ou outros materiais convencionais.

Segundo os pesquisadores, ensaios pré-clínicos realizados em animais indicaram uma redução de aproximadamente 50% no tempo de cicatrização em comparação com curativos tradicionais.

O material é aplicado diretamente sobre a região lesionada e, após a secagem, forma uma película que acompanha os movimentos da pele. A proposta pode ser especialmente útil em áreas de articulação, como cotovelos e joelhos, onde curativos convencionais podem causar atrito ou limitar os movimentos.

A tecnologia foi desenvolvida sob coordenação do professor Rubens Maciel Filho, com participação dos pesquisadores André Luiz Jardini Munhoz, Ana Flávia Pattaro e Maria Ingrid Rocha Barbosa Schiavon.

Curativo seca em até 45 segundos

Um dos desafios enfrentados durante o desenvolvimento foi encontrar uma forma de transformar o polímero utilizado na tecnologia em uma solução líquida sem recorrer a solventes tóxicos.

De acordo com os pesquisadores, a solução desenvolvida utiliza um sistema de solventes de origem renovável e não tóxico. Depois de aplicada sobre a pele, a solução seca em até 45 segundos e forma uma estrutura tridimensional que serve como suporte para a regeneração das células.

O polímero também é metabolizado naturalmente pelo organismo, segundo a equipe responsável pelo desenvolvimento. Com isso, não seria necessário retirar manualmente o curativo após sua aplicação.

Outra característica é a resistência à água. A película formada permite que a região seja molhada durante o banho sem a necessidade de retirar ou substituir o material.

Por ser transparente, o curativo também permite acompanhar visualmente a evolução da ferida sem remover a proteção.

Tecnologia ainda passa por etapas regulatórias

A pesquisa foi licenciada exclusivamente para a Dermbio Biotech, empresa criada a partir de pesquisas desenvolvidas na Unicamp. O processo de licenciamento contou com o suporte da Agência de Inovação Inova Unicamp.

A tecnologia já passou por ensaios pré-clínicos in vivo realizados em parceria com a Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). Segundo os pesquisadores, os testes indicaram redução de aproximadamente metade do tempo de cicatrização em comparação com os curativos tradicionais.

O produto, porém, ainda não está disponível comercialmente. A Dermbio Biotech trabalha atualmente no avanço das etapas regulatórias exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na estruturação comercial da tecnologia.

Aplicação também pode chegar a animais

Os pesquisadores identificaram ainda potencial de utilização do curativo no tratamento de ferimentos em animais. A proposta considera dificuldades comuns nos tratamentos convencionais, como a retirada de ataduras e o contato dos animais com a área lesionada.

A aplicação prevista é semelhante à planejada para uso humano, com formação de uma película aderente e resistente à água.

Além do tratamento de feridas, o grupo avalia outras possibilidades para a tecnologia, incluindo aplicações em dermocosméticos, recobrimento de implantes e próteses e sistemas de liberação controlada de medicamentos.

O desenvolvimento recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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Anvisa libera venda de medicamentos no iFood, Rappi e Mercado Livre

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou nesta segunda-feira (10) medidas que proibiam a comercialização e a propaganda de medicamentos em plataformas como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino e Americanas.

A decisão também alcança a Shopee, que teve a proibição revogada pela agência na última quinta-feira (6).

A mudança abre caminho para que medicamentos possam ser comercializados por meio dessas plataformas, mas não significa que a venda esteja automaticamente autorizada a partir desta segunda-feira. Segundo a Anvisa, ainda será necessária uma regulamentação específica para estabelecer como a nova modalidade deverá funcionar.

A agência destacou que as plataformas continuam obrigadas a cumprir integralmente as normas sanitárias em vigor. A revogação das medidas também não representa uma autorização automática para a comercialização de produtos farmacêuticos.

Nova lei mudou regras para entrega de medicamentos

A decisão da Anvisa ocorre após a entrada em vigor da Lei 15.357/2026, que passou a permitir que farmácias e drogarias regularmente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para realizar a logística e a entrega de medicamentos aos consumidores.

A aplicação prática da nova legislação, entretanto, depende das regras que serão estabelecidas pela própria Anvisa.

Na prática, a agência precisará definir os procedimentos e requisitos que deverão ser observados pelas empresas, farmácias e drogarias que utilizarem plataformas digitais para comercializar e entregar medicamentos.

A mudança pode ampliar as opções de compra e entrega de medicamentos para os consumidores, mas a regulamentação sanitária continuará sendo obrigatória.

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Anvisa atualiza regras e exige vacinas contra covid adaptadas a novas variantes

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Novas doses deverão ser direcionadas às cepas mais recentes do coronavírus; imunizantes já distribuídos poderão ser usados por até nove meses

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas regras para a composição das vacinas contra a covid-19 no Brasil. A medida determina que os imunizantes passem a ser atualizados para oferecer proteção contra as variantes mais recentes do coronavírus em circulação.

A mudança foi oficializada em instrução normativa publicada nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial da União e faz parte da estratégia de atualização periódica das vacinas, semelhante ao que ocorre com os imunizantes contra a gripe.

Pelas novas regras, as vacinas deverão ser monovalentes, ou seja, direcionadas a uma única linhagem do vírus SARS-CoV-2. A Anvisa definiu a variante LP.8.1 como antígeno preferencial para os novos imunizantes.

A norma também permite o uso de variantes derivadas da cepa JN.1, como XFG e NB.1.8.1, desde que os fabricantes comprovem que elas oferecem ampla resposta de anticorpos neutralizantes.

Os imunizantes já registrados, produzidos ou distribuídos antes da publicação da nova norma poderão continuar sendo utilizados por até nove meses. Após esse período, não poderão mais ser aplicados.

Segundo a Anvisa, a atualização busca acompanhar a evolução do vírus e manter a eficácia das campanhas de vacinação diante da circulação de novas variantes e do registro contínuo de casos de síndrome gripal associados à covid-19.

O que muda para a população?

A decisão da Anvisa não invalida as vacinas já recebidas pela população. A atualização estabelece critérios para a fabricação e o fornecimento das próximas doses, que deverão ser adaptadas às variantes atualmente predominantes.

A recomendação continua sendo que as pessoas pertencentes aos grupos indicados pelo Ministério da Saúde mantenham o calendário vacinal em dia.

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Quase 80% dos consumidores desconhecem que remédios têm preço máximo definido por lei, aponta Procon-SP

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Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP revelou que quatro em cada cinco consumidores desconhecem que a maioria dos medicamentos vendidos no Brasil possui um preço máximo autorizado por lei. O levantamento, realizado entre maio e junho deste ano com 1.819 pessoas, mostra que 79,1% dos entrevistados não sabem da existência do Preço Máximo ao Consumidor (PMC), limite estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O dado chama a atenção porque o custo dos medicamentos tem impacto direto no orçamento das famílias. Entre os consumidores que compram remédios, 88,1% afirmaram já ter deixado de adquirir algum medicamento devido ao preço, enquanto 94,9% disseram pesquisar valores antes da compra.

Segundo o Procon-SP, conhecer o PMC é uma ferramenta importante para o consumidor verificar se o valor cobrado pela farmácia está dentro do limite permitido. Mesmo entre as pessoas que afirmaram conhecer a existência desse teto, quase 30% disseram não saber onde consultar essa informação.

Consumidores buscam alternativas mais baratas

O levantamento também mostra que a alta dos preços tem levado muitos consumidores a buscar opções mais econômicas. Metade dos entrevistados (50,2%) afirmou substituir o medicamento prescrito pelo médico por um genérico ou outro similar de menor custo. Apenas 31,7% disseram comprar exatamente o medicamento indicado na receita.

Nos medicamentos vendidos sem prescrição, a experiência anterior do consumidor aparece como principal critério de escolha (34,2%), seguida da orientação do farmacêutico (27,1%).

CPF para desconto preocupa consumidores

Outro ponto destacado pela pesquisa é o fornecimento do CPF nas farmácias para obtenção de descontos. Segundo o levantamento, 71,2% dos consumidores informam o documento sempre que solicitado.

Apesar disso, a maioria admite não saber como seus dados pessoais são utilizados. Mais da metade dos entrevistados (54,3%) afirmou desconhecer o tratamento dado às informações, enquanto outros 35,2% disseram ter dúvidas sobre o assunto.

Para o Procon-SP, farmácias e drogarias precisam oferecer informações mais claras sobre o uso desses dados, informando se eles são compartilhados com laboratórios, planos de saúde, hospitais ou outras empresas, conforme determina a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Mudança no comportamento dos consumidores

Na comparação com a pesquisa realizada em 2025, aumentou o número de consumidores que desconhecem a existência do teto de preços dos medicamentos, passando de 74,8% para 79,1%.

Também cresceu a percepção de que a publicidade pode incentivar a automedicação, índice que passou de 66,1% para 70,3%.

Outro destaque foi o avanço das compras realizadas de forma combinada entre lojas físicas e plataformas digitais, comportamento adotado por 39,4% dos consumidores.

Como o consumidor pode economizar

O Procon-SP orienta que, antes de comprar qualquer medicamento, o consumidor pesquise os preços em diferentes estabelecimentos, consulte o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), solicite informações sobre o tratamento de seus dados pessoais quando o CPF for exigido para descontos e, sempre que possível, converse com o médico sobre a possibilidade de utilizar medicamentos genéricos.

Segundo o órgão, o acesso à informação é um direito do consumidor e pode contribuir para uma compra mais segura, consciente e econômica.

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Anvisa aprova novo medicamento para tratamento do câncer de mama avançado

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Inluriyo® (tosilato de inlunestranto), um novo medicamento indicado para o tratamento de adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático que já foram submetidos à terapia endócrina.

Segundo a agência, o medicamento é destinado a pacientes com tumores positivos para receptor de estrogênio (ER+), negativos para o receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) e que apresentam mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m).

Desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda., o tratamento é administrado por via oral e utilizado como monoterapia.

O câncer de mama é atualmente o tipo de neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que, entre 2023 e 2025, foram registrados 73.610 novos casos da doença no Brasil, o que representa cerca de 30,1% de todos os cânceres diagnosticados em mulheres.

A aprovação do novo medicamento amplia as opções terapêuticas disponíveis para pacientes com formas avançadas da doença, especialmente aquelas que já passaram por tratamentos hormonais e apresentam características genéticas específicas do tumor.

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Foto de Sasun Bughdaryan na Unsplash

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Anvisa libera detergentes e desinfetantes da Ypê, mas mantém recolhimento de lava-roupas

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou nesta segunda-feira (22) a situação dos produtos da marca Ypê que tiveram a comercialização e o uso suspensos em abril deste ano. A principal mudança é a liberação dos detergentes e desinfetantes produzidos a partir de 1º de janeiro de 2026, pertencentes aos lotes com numeração final 1.

Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada após a apresentação, pela fabricante Química Amparo Ltda., de laudos considerados satisfatórios para todos os lotes de detergentes e desinfetantes produzidos neste ano.

Com isso, voltaram a ser liberados os seguintes produtos:

  • Lava-louças com Enzimas Ativas Ypê;
  • Lava-louças Ypê;
  • Lava-louças Concentrado Ypê Green;
  • Lava-louças Ypê Toque Suave;
  • Desinfetante Bak Ypê;
  • Desinfetante Pinho Ypê.

Recolhimento de lava-roupas continua

Apesar da liberação dos detergentes e desinfetantes, a Anvisa manteve o recolhimento voluntário dos lava-roupas líquidos produzidos até 31 de março de 2026 e pertencentes aos lotes terminados em 1.

De acordo com a agência reguladora, a medida faz parte de uma estratégia preventiva apresentada pela própria empresa para mitigar riscos e normalizar as operações.

Entre os produtos que continuam sendo recolhidos estão:

  • Tixan Ypê Combate ao Mau Odor;
  • Tixan Ypê Cuida das Roupas;
  • Tixan Ypê Antibac;
  • Tixan Ypê Coco e Baunilha;
  • Tixan Ypê Green;
  • Tixan Ypê Express;
  • Tixan Ypê Power Act;
  • Tixan Ypê Premium;
  • Tixan Ypê Maciez;
  • Tixan Ypê Primavera.

A suspensão dos produtos da marca havia sido determinada em 1º de abril e atingiu detergentes, desinfetantes e lava-roupas fabricados pela Química Amparo Ltda. em lotes com numeração final 1.

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Foto: Joédson Alves/Ag. Brasil

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Lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama são suspensos pela Anvisa

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda, distribuição e consumo de medicamentos para controle de pressão e tratamento de câncer de mama. A Resolução 2.238/2026 foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União (DOU). 

Um dos medicamentos é o Halaven (mesilato de eribulina) – 0,5mg/ml sol inj ct fa vd trans x 2ml, fabricado pela farmacêutica United Medical Ltda e utilizado para tratamento de câncer. A empresa comunicou o recolhimento voluntário do Lote 148386 em razão de desvio de qualidade, relacionado ao teor do princípio ativo que estaria abaixo da especificação aprovada.

O outro medicamento é o maleato de enalapril – 20 mg com ct bl al plas trans x 500 (emb hosp), da fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda, usado no tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca. A Anvisa informa que houve um erro em relação às embalagens do produto. 

As embalagens apresentam equivocadamente a indicação de “10 mg” na descrição de composição, ao invés de “20 mg”, que seria a descrição correta. Para esse medicamento, estão suspensos os lotes: 

  • 0062/26M 
  • 0063/26M 
  • 0064/26M 
  • 0088/26M 
  • 0089/26M 
  • 0358/26M
  • 0415/26M
  • 0506/26M
  • 0507/26M 

Como proceder 

 Aqueles que têm em casa os medicamentos vetados pela Anvisa devem interromper imediatamente o uso.

O indicado é entrar em contato com um médico, farmacêutico ou outro responsável pelo tratamento para orientações.Também é indicado entrar em contato com o SAC das empresas fabricantes, a United Medical Ltda e a Hipolabor Farmacêutica Ltda. 

Outras proibições 

A Anvisa suspendeu o lote 8891/25 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A. Segundo laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, o produto apresentou resultado insatisfatório em uma inspeção de qualidade. A medida prevê o recolhimento do lote, além de proibir a venda, a distribuição e o uso.  

Foi determinada também a apreensão de todos os lotes do medicamento Cápsulas de óleo de pequi, produzidas pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. A Anvisa aponta que o produto não tem registro, notificação ou cadastro, e a fabricante não possui autorização de funcionamento. 

Está proibida a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso deste medicamento. 

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Fonte: Agência Brasil | Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Anvisa libera fábrica da Ypê após correção de falhas sanitárias

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (29) a retomada das atividades da fábrica da Ypê, em Amparo, no interior de São Paulo. A decisão foi tomada após uma nova inspeção concluir que a empresa corrigiu parte das irregularidades sanitárias que haviam motivado a suspensão da produção no início do mês.

Com a liberação, a unidade da Química Amparo pode voltar a operar imediatamente e retomar a fabricação de seus produtos.

A autorização foi concedida após uma fiscalização conjunta envolvendo a Anvisa, o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e a Vigilância Sanitária de Amparo.

Fábrica apresentou plano para corrigir 76 irregularidades

Segundo a Anvisa, a empresa apresentou um plano de adequação para atender às 76 exigências sanitárias apontadas durante uma inspeção realizada em abril.

Entre as medidas exigidas estavam melhorias nos processos de fabricação, rastreabilidade dos produtos, controle de qualidade e monitoramento de riscos sanitários.

De acordo com o órgão regulador, a avaliação mais recente apontou que a unidade reúne condições para voltar a operar sem oferecer riscos à população.

Apesar da autorização, a Anvisa informou que continuará monitorando a implementação das ações corretivas para garantir que as exigências sejam mantidas de forma permanente.

Produtos fabricados após abril estão liberados

Com a retomada da produção, produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026 poderão ser comercializados normalmente.

A liberação inclui categorias como detergentes lava-louças líquidos, lava-roupas líquidos e desinfetantes produzidos após essa data.

Parte dos produtos segue proibida

A decisão não libera todos os itens da marca.

Continuam suspensos os detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados até 31 de março de 2026 com lotes terminados em “1”.

Segundo a Anvisa, esses produtos devem permanecer armazenados e não podem ser descartados ou comercializados até que a empresa apresente laudos laboratoriais que comprovem a segurança dos itens.

Entenda o caso

A crise envolvendo a fabricante começou em 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos após identificar falhas consideradas graves na unidade de Amparo.

Durante as inspeções, os fiscais apontaram 76 irregularidades sanitárias e levantaram a possibilidade de contaminação microbiológica em parte da produção.

O caso ganhou repercussão nacional porque a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio envolvendo contaminação microbiológica por bactérias em produtos da linha de lava-roupas.

O que é a bactéria investigada

A bactéria Pseudomonas aeruginosa é encontrada naturalmente em ambientes como água, solo e superfícies úmidas.

Embora normalmente não represente risco para pessoas saudáveis, ela pode causar infecções em indivíduos com o sistema imunológico comprometido, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados e idosos.

Por esse motivo, a Anvisa classificou as medidas adotadas como preventivas e voltadas à proteção da saúde pública.

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Foto: Divulgação/Ypê

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