Só acho que a “Black Friday” deveria mudar de nome – por Tom Moisés

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Esse texto é para reflexão. Semana passada o Brasil celebrou o “Dia da Consciência Negra”. Foi feriado, para marcar e homenagear a história, luta e resistência da população negra no país. A data chama atenção para conscientização acerca do racismo e da desigualdade social.

Felizmente, ao longo dos anos, expressões racistas estão caindo em desuso e, graças a Deus, desaparecendo dos textos e vocabulários. Hoje em dia não se admite mais dizer ou ouvir coisas do tipo: “a coisa está preta”, “denegrir”, “ovelha negra”, “lista negra”, “serviço de preto”, “criado mudo”. Pelo amor de Deus, nunca diga ou escreva isso, a menos que seja para advertir ou orientar as pessoas a respeito. Todas essas expressões são deselegantes, inconvenientes e racistas; em alguns casos podem até ser consideradas como crime. Em Joinville, SC, a Câmara de Vereadores trocou as etiquetas nas garrafas de café após reclamações de um munícipe que viu racismo nas expressões “preto amargo” e “preto doce” que indicavam café puro e com açúcar. A sociedade está mudando.

Aí para divulgar uma data que marca a temporada de compras para o natal, com um movimento intenso de consumidores, chamam a data de “Black Friday” que traduzindo para o português significa “sexta-feira negra”. No passado, a palavra “negra” foi muito utilizada, incorretamente, para demonstrar coisas negativas. Segundo pesquisas, policiais americanos começaram a usar a expressão “Black Friday” para descrever o alvoroço de gente, tumulto, trânsito caótico, ruas lotadas e confusão geral causadas pelo grande volume de pessoas, carros e compras, com uma conotação bastante negativa.

Talvez a “Black Friday” pudesse ser chamada de “Green Friday” dando sinal verde para as compras. Ou de “Red Friday” advertindo os consumidores a terem cautela e não ficarem no vermelho. Independente do nome, até que surgem boas promoções. Eu pretendo aproveitar a data para comprar uma TV nova, já visando a Copa do Mundo do ano que vem. Embora quem tem criança em casa sabe que a gente nunca consegue assistir nada, pois as crianças têm preferência, cabendo aos pais decidirem os conteúdos, priorizando os educativos e de lazer. Enfim, vamos às compras?

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Os dilemas do empregado – por Tom Moisés

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Não é nada fácil ser empregado:
Se está procurando emprego ………. não tá procurando trabalho.
Se está num trabalho ruim ………. ruim mesmo é ter que trabalhar. 
Se fala alguma coisa certa ………. está ganhando pra isso.
Se fala alguma coisa errada ………. é um burro e idiota.
Se cumpre estritamente as normas ………. não tem iniciativa.
Se faz além das normas ………. tá querendo aparecer.
Se chama o chefe de “senhor” ………. é formal demais.
Se chama o chefe de você ………. é muito folgado.
Se faz tudo certinho ………. não faz mais do que a obrigação.
Se comete um pequeno erro ………. é bastante incompetente.
Se questiona alguma coisa ………. é indisciplinado.
Se concorda com tudo ………. não tem opinião própria.
Se critica alguém ou alguma coisa ………. é insubordinado.
Se elogia ………. é puxa-saco.
Se se diz satisfeito ………. é falso.
Se se diz insatisfeito ………. é ingrato.
Se não tem trabalho ………. é porque não procura.
Se tem muito trabalho ………. é desorganizado e lento.
Se faz cursos ………. tá querendo “dar um migué” pra sair.
Se não faz cursos ………. não tem vontade de crescer.
Se não paquera ninguém ………. não gosta da fruta.
Se paquera alguém ………. é abusado e comete assédio
Se procura conhecer outros serviços ………. não é focado.
Se entende apenas do seu serviço ………. é acomodado.
Se ouve opinião dos outros ………. não tem personalidade própria.
Se não ouve ninguém ………. é prepotente e dono da razão.
Se fica só de boca fechada ………. não é participativo. 
Se abre a boca ………. alguém diz que tem mal hálito.
Se fala na reunião ………. é chamado de Aparício.
Se não fala nada na reunião ………. é desnecessário.  
Se frequenta a sala do chefe ………. é bajulador.
Se não frequenta ………. está na lista de dispensa.
Se vai embora no horário certo ………. é sem comprometimento.
Se fica até mais tarde ………. está com algum esqueminha.
Se quer trabalhar só no home-office ………. é antissocial.
Se vai presencialmente na empresa ………. tá pegando alguém.
Se ri da piadinha do chefe ………. é puxa-saco.
Se não ri ………. é demitido.

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O bom humor do Tom Moíses – Sem Veríssimo, vamos de “Tomzíssimo”

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Certamente, Veríssimo ficará feliz de fazermos crônicas bem humoradas sobre sua vida e obra. Até porque pessoas como ele não morrem, vivem para sempre. Obrigado, Veríssimo! “Onde quer que você estiver, você sempre estará lá” (leia essa frase de novo; até parecer engraçada).

Sei que a maioria das pessoas dessa geração prefere os vídeos à leitura. São dois os objetivos desse texto: 1- homenagear e agradecer ao Luís Fernando Veríssimo por toda sua contribuição social; e 2- insistir sobre o valor da leitura, pois ler é conhecer melhor as palavras e se familiarizar com o idioma; é despertar o imaginário; viajar pelo universo sem sair do lugar; conhecer os vocábulos, falar melhor e interpretar melhor a vida. Insista com suas crianças para aprenderem a ler. Só assim vão ler para aprender e “uma pessoa que lê vale por duas” (título do meu primeiro livro).

Aliás, escrevi parte do meu primeiro livro inspirado em Veríssimo. Foi um sucesso. Vendeu 3 mil exemplares no mesmo dia do lançamento. Tudo bem que foi para a mesma pessoa, minha mãe; mas, sem dúvida, foi um fenômeno de vendas.

Luisinho se foi e agora é necessário que seus imitadores continuem escrevendo para homenageá-lo e confirmar que o princípio ativo do genérico pode fazer os mesmos efeitos que o original. Compradores da tadalafila 20mg que o digam.

Muita pretensão da minha parte querer imitar o mestre; mas, como seu discípulo, tenho que escrever e manter o bom humor em alta. Eu também já fui humorista. Mas, depois, virei gestor público e “fiquei mal-humorado; fiquei sério, com cara fechada”. Antes eu sorria de tudo, contava piadas, escrevia crônicas. Aprendi muito com Veríssimo, ele me inspirava. Mas, depois que virei gestor público perdi a graça. Imagina se o tribunal de contas da internet suportaria um gestor público exercendo habilidades humorísticas. Vão me chamar de palhaço, ou dizer que estou fazendo palhaçada, o que não me incomodo. O palhaço é um grande artista que se usa do humor para entreter, emocionar e provocar reflexões. É um cara legal.  

Hoje, tive uma recaída. Decidi escrever para agradecer e prestar uma homenagem a esse grande escritor que sempre promoveu o riso e a inteligência. Falei para Rebeca, minha mulher:

– “Decidi, vou voltar a escrever”.

Ela respondeu:

– “Ué, eu nem sabia que você tinha começado”.

Liguei para a produtora que comprava os meus textos. Falei que recomeçaria a escrever. Falei com o dono e ele gostou, ficou eufórico, animado, entusiasmado e me disse: 

– “Tem certeza? Ah, tá bom, legal. Pode mandar por e-mail. Não prometo nada, mas, se der tempo, se eu conseguir, vou tentar dar uma olhada”.

Aproveitei para cobrar.

– “Chefe, quero voltar a trabalhar; mas, o senhor que me desculpe, vocês ficaram me devendo três meses de salários atrasados”.

Ele respondeu:

– “Está desculpado. Pode voltar ao trabalho”.

Se você leu até aqui, parabéns, obrigado. Acompanhe os meus textos toda semana aqui no Zero Hora Digital. Escrevo para todos, especialmente para quem não gosta de ler. Se “quem não tem cão caça com gato”; sem Veríssimo, vamos de “Tomzíssimo”. É o que tem pra hoje. Mas, tudo bem, ler o Tom pode ser tudo de bom. Muito obrigado.


Foto: Reprodução

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Caso Eddy Jr.: Humorista vítima de ataques racistas agride filho de vizinha

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O ator e humorista Eddy Jr. afirmou, nesta quinta-feira (22), que encontrou com a vizinha que o ameaçou e proferiu ofensas racistas dentro de seu condomínio em São Paulo, em outubro deste ano, e seu filho.

Em uma publicação no Twitter, Eddy disse que agrediu o filho de Elizabeth Morrone e, depois do ocorrido, ambos foram para a delegacia: “É o seguinte, acabei de encontrar com minha vizinha e o filho dela… Arrebentei o ‘mano’, muito soco e tapa na cara, eles foram pra delegacia”.

Veja a publicação:

Na época, Eddy Jr contou que os ataques verbais e racistas começaram pela vizinha não querer dividir o elevador. A mulher o chamou de “macaco, imundo, feio, bandido e ladrão”. Além disso, o filho dela também o ameaçou com uma faca. O humorista teve ainda que deixar o apartamento após as ameaças.

caso gerou diversos protestos. O condomínio onde Eddy Júnior morava foi palco de manifestações de movimentos negros na época. No ato, foi possível ver cartazes contra o racismo e em defesa do humorista. Astrid Fontenelle e o comediante Paulo Vieira marcaram presença.

Em sua defesa após o caso ser levado à Justiça, a vizinha Elisabeth Morrone alegou que estava sob o efeito de remédios quando cometeu o crime.

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Fonte: TV Cultura – Foto: reprodução/Instagram/oficialeddy

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