Necessidade de reforma na Segurança Pública – por Ramon Soares

0 0
Read Time:3 Minute, 11 Second

O número de policiais militares (PMs) na ativa no Brasil caiu 6,8% entre 2013 e 2023, segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Essa redução no efetivo vai na contramão do crescimento populacional. Entre 2010 e 2022 — anos das duas últimas edições do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) —, a população brasileira aumentou 6,5%.

Não há uma causa única para essa diminuição, que chega a 31,5% no Distrito Federal e 22,5% no Rio Grande do Sul. Esse déficit não mostra a separação do Corpo de Bombeiros da estrutura da Polícia Militar, mas evidencia uma necessidade urgente de reforma no modelo de policiamento ostensivo e preventivo, que é, essencialmente, o principal redutor dos índices criminais e a base da segurança pública.

Em São Paulo, por exemplo, os concursos públicos não conseguem preencher todas as vagas disponíveis, e não há perspectiva de reversão desse quadro. No último certame, das 2.700 vagas ofertadas, apenas 1.079 candidatos foram considerados aptos para a posse. Muitos, no entanto, não permanecem na carreira devido ao baixo salário inicial, pouco superior a R$ 4.000,00, o que faz com que a profissão seja vista apenas como uma etapa temporária até a migração para outras áreas com melhores remunerações.

Mesmo sendo o estado com maior arrecadação do país, São Paulo carece de uma política estadual de segurança pública consistente, sobretudo para os municípios menores ou fora das regiões metropolitanas. A principal alternativa adotada tem sido a “Atividade Delegada”, que permite que policiais vendam suas horas de folga para continuar trabalhando — uma medida que, na prática, incentiva a sobrecarga de trabalho e não resolve o problema da falta de efetivo.

Ainda assim, mesmo com a Atividade Delegada, há escassez de policiamento em grande parte dos municípios paulistas, exceto nas regiões centrais da capital e em algumas cidades de maior porte.

Atualmente, tramita a PEC 18/2025 (Proposta de Emenda Constitucional), que prevê algumas mudanças estruturais. Contudo, dificilmente seus efeitos serão percebidos pela população no curto ou médio prazo. O debate em torno da proposta tem se concentrado em defesas corporativistas e disputas políticas, com governadores e parlamentares argumentando que haveria uma indevida intervenção da União nos estados, o que tem dificultado o avanço da matéria.

Segundo pesquisa do Datafolha (abril de 2025), 58% dos brasileiros percebem aumento da criminalidade. Já o Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o FBSP, destaca a interiorização do crime e o avanço de facções criminosas para cidades médias e pequenas do país.

Diante desse cenário, há uma demanda urgente para que o governo federal, os estados e municípios  atualizem o modelo de segurança pública vigente.

Esse novo modelo deve priorizar a valorização do agente policial, tornando a carreira mais atrativa, com melhores condições de trabalho, formação e remuneração. Atualmente, a falta de políticas de qualificação e reconhecimento faz com que o policial não seja visto como referência profissional.

Além disso, o país carece de serviços de inteligência integrados e sincronizados entre União, estados e municípios, o que compromete a eficiência das ações de combate ao crime.

Assim, o Brasil segue com um modelo de segurança defasado e insustentável, marcado por policiais desmotivados, submetidos a escalas desumanas, e por um efetivo em constante diminuição — refletindo diretamente em uma população que não se sente segura e, de fato, não está segura.


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Família, nada é mais importante. – por Celso Tracco

1 0
Read Time:3 Minute, 18 Second

A família foi o primeiro núcleo da organização humana. Ela foi e sempre será, o ambiente onde se manifesta o que o ser humano tem de mais belo: o amor fraterno, o amor doado sem limites. Todas as sociedades humanas conhecidas, sempre tiveram na família, o centro do desenvolvimento social da nossa espécie, a humanização dos relacionamentos. A família proporciona a base afetiva que é responsável pela estabilidade frente às mais diversas tribulações que ocorrem em nossa vida. Todos nós precisamos, para o bom desenvolvimento psíquico e intelectual, deste amor que primeiro vem de nossos pais, naturais ou adotivos, e na sequência da convivência com nossos irmãos, irmãs e demais integrantes do núcleo familiar.

No entanto, com a evolução social, o papel e atribuições do pai e da mãe foram se modificando. Tradicionalmente o homem era o provedor da sua prole e da esposa. Ele deveria alimentar e proteger sua família. À esposa cabia cuidar do lar e educar seus filhos.  Hoje não é mais assim. Vivemos uma época de transformações sociais. A mulher pode e deve trabalhar fora de casa, procurando sua realização pessoal e independência financeira. O homem deve partilhar as tarefas do lar e o cuidado com os filhos. O casal, mais do que nunca, precisa formar uma união para a manutenção do lar, se ocupar da vida dos filhos, além de seus outros afazeres, e tornar a convivência mais solidária, participativa e humanizada.

Atualmente, é fato que vivemos sob o império das comunicações on-line. O mundo está apenas a um click em seu smart-phone. Isso, por um lado é bom, a tecnologia digital oferece oportunidades de aprendizado, conhecimento, conforto, inimagináveis há apenas 5 anos. Porém ela não é, e nem pode ser controladora de nossa vida. Ela deve ocupar o lugar que lhe cabe: o de uma simples ferramenta, tais como os livros impressos, o rádio, a tv, que pode, dependendo do uso e do conteúdo, ser útil. 

O lugar dos pais é o de orientação e ensinamento para a vida e o das crianças é de aprendizes. Não se pode falar em amizade porque não há simetria ou reciprocidade nesta etapa da vida. É uma relação hierárquica. A missão dos pais é construir e transmitir valores, éticos e morais aos filhos, e com carinho apoiar a afetividade. Dar e receber amor, é uma parte essencial desse processo. Saber dizer não para os filhos na hora certa, ser firme e convincente, demandam respeito e obediência incompatíveis com uma relação de amizade. Mas, quando os filhos crescerem e esses valores estiverem incorporados ao seu jeito de ser e de agir, aí sim, poderão ser para os pais, seus melhores amigos.

Em certos casos, os pais, no seu trabalho de cuidar dos filhos, podem e devem colocar limites no uso da ferramenta, e chegar a dizer não. Marcar limites é muito importante para formar o caráter dos filhos. Não fazer isto é um risco grande para uma correta formação dos filhos. Quando as crianças têm o que querem, não aprendem a valorizar o que recebem, e mais tarde, quando tiverem de enfrentar qualquer dificuldade na vida, o custo para elas poderá ser muito alto.

Lembre-se: não há uma família perfeita. Cuide de sua família. Não deixe faltar o amor incondicional entre todos os familiares, aquele amor que com afeto, supera todas as turbulências que afetam nosso viver. Aproveite seu dia, sempre junto a sua linda família.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Homenagem aos Professores (as) – por Celso Tracco

0 0
Read Time:3 Minute, 12 Second

Um professor de filosofia, em determinada aula e sem dizer uma só palavra aos seus alunos, pegou um pote de vidro, grande e vazio, colocou sobre sua mesa e começou a enchê-lo, até a boca, com bolas de tênis. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim. O professor então pegou uma caixa de bolinhas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de tênis.

O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.

Imediatamente, pegou um saco com areia e esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora sim, estava cheio. O professor então de modo teatral e ainda sem dizer nada, pegou sua garrafa térmica, que continha o café que ele tomava durante as aulas e derramou sobre o pote umedecendo a areia.

Os estudantes observavam a situação, esperando a pergunta do professor. Mas, sem nada perguntar o professor ensinou:

Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de tênis são os elementos mais importantes: a família, seus verdadeiros amigos, sua vocação profissional, sua espiritualidade, suas crenças, Deus. Elas representam o que é essencial em nossas vidas. Nelas estão contidas nossos princípios e valores. Valores e princípios que devemos cuidar em primeiro lugar, pois elas nos conduzem à felicidade plena. Sem elas nossas vidas serão vazias, sem um propósito definido.

As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, um bom lugar onde morar, o carro novo, o estudo que satisfaz, como ocupo minhas horas livres. São importantes, mas não são determinantes na vida.

A areia representa todas as pequenas coisas, agradáveis e desagradáveis que acontecem todos os dias na vida de qualquer ser humano: cervejinha de sexta-feira, passeios na natureza, contas para pagar, compromissos chatos e obrigatórios, contratempos e momentos de prazer. Sua importância é relativa, não determinante portanto, devemos tratá-los com a significância que eles têm, quase nula.

Mas atenção, o professor elevou a voz provocando a atenção dos alunos, se a areia fosse colocada em primeiro lugar no pote, não haveria espaço para todas as bolas de tênis e nem para as de gude. O mesmo ocorre com nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas não teremos espaço e tempo para as coisas realmente importantes.

Assim devemos prestar atenção nas coisas que são primordiais para a nossa felicidade. Brincar com os nossos filhos, sair para se divertir com a família e com os amigos, dedicar um tempo a nós mesmos, buscar conhecimento, estudar sempre, cuidar da saúde, viajar, ser fiel a nossa crença.

Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas devemos nos ocupar primeiro das bolas de tênis, depois das de gude, pois o resto é areia.

Um aluno se levantou e perguntou: professor, o que representa o café?

Com um sorriso contido, o professor respondeu: Excelente pergunta. O café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo.

Um grande e forte abraço e até nosso próximo café. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
100 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

REDES SOCIAIS: O dilema do profissional liberal para comunicar serviços e estabelecer autoridade no ambiente digital – por Adriana Vasconcellos

0 0
Read Time:4 Minute, 3 Second

A dinâmica do mercado, notadamente competitivo, exige que profissionais liberais – médicos, advogados, psicólogos e consultores – estabeleçam uma forte presença digital. Contudo, o que deveria ser uma ferramenta de crescimento se tornou uma das maiores fontes de frustração. A principal dor desses especialistas não é a falta de tempo, mas a incapacidade de transformar sua autoridade construída em anos de prática em uma comunicação digital clara, ética e rentável.

De acordo com especialistas em marketing de reputação, essa dificuldade se resume a três pilares: o medo da superexposição, o rigor ético das profissões e a ineficácia em converter “likes” em clientes.

O Posicionamento “Perdido” e o Medo de Ser Genérico

Muitos profissionais sentem-se compelidos a “estar” nas redes sociais, mas hesitam em definir quem são e o que realmente resolvem. O resultado é uma comunicação genérica que não gera diferenciação no cenário saturado das Redes Sociais.

O Desafio é falar com “todo mundo” o que resulta em não falar com ninguém. Um advogado que se anuncia como “especialista em direito civil” se perde em meio a milhares de outros.

A Solução Prática (Nicho e Proposta de Valor Única – PVU): O sucesso digital exige o nicho. Em vez de focar apenas na área de atuação, o profissional deve focar na dor específica de um público. Por exemplo, um médico pode se posicionar como “Especialista em saúde preventiva para executivos com alta demanda de viagens”. Isso cria uma Proposta de Valor Única (PVU) que atrai clientes mais qualificados e dispostos a pagar por uma especialização de alto nível.

Outro ponto crucial é a consistência. A rede social é vista como um “extensor” do currículo e do consultório. A falta de um calendário editorial e a publicação esporádica enfraquecem a percepção de credibilidade e competência.

O Fio da Navalha Ética: Entre o Marketing e a Credibilidade

Para categorias como Medicina, Psicologia e Advocacia, a comunicação digital é regida por códigos de ética rigorosos. O receio de infringir regras sobre autopromoção excessiva ou promessa de resultados paralisa a ação de muitos.

O Desafio é encontrar o equilíbrio entre promover o serviço e manter a austeridade e credibilidade exigida pela profissão.

A Solução Prática é Educar e Não Prometer: A regra de ouro é educar em vez de prometer. O profissional liberal não deve vender um resultado (“Cure sua dor em 3 sessões”) e sim o conhecimento e o processo.

  • Exemplo para Médicos/Psicólogos: Em vez de usar “antes e depois” ou garantir curas, o foco deve ser na informação baseada em evidência. O conteúdo deve detalhar o passo a passo de um tratamento, a filosofia de trabalho ou desmistificar mitos comuns, sempre ressaltando o caráter individualizado de cada caso.
  • Exemplo para Advogados/Consultores: Em vez de citar casos específicos (o que pode ser vedado), o profissional deve usar estudos de caso hipotéticos ou análise de jurisprudência para demonstrar seu raciocínio e profundidade técnica.

Manter a ética significa que a informação é a principal moeda de troca, e não a venda agressiva.

A Frustração da Conversão e os Likes que Não Viram Clientes

Muitos profissionais dominam a arte de gerar “engajamento” (curtidas e comentários), mas falham na etapa crucial: converter esse interesse em agendamentos ou contratos. O seguidor consome o conteúdo e desaparece.

O Desafio: Conectar o conteúdo de “dica” (entretenimento) com o serviço de alto valor (conversão).

A Solução Prática (Funil de Conteúdo): O conteúdo deve ser estruturado em um funil, onde cada post tem um objetivo específico:

  1. Topo do Funil (Atração): Publicações que atraem o público amplo com o problema (ex: “Sinais de que seu negócio precisa de uma consultoria jurídica”).
  1. Meio do Funil (Consideração): Posts que estabelecem a autoridade do profissional como a melhor solução (ex: “As 3 Metodologias que uso na minha consultoria e a diferença entre elas”).
  1. Fundo do Funil (Conversão): Conteúdo que leva diretamente à contratação (ex: “Como funciona minha primeira sessão de avaliação e o passo a passo para agendar”).

É fundamental que cada publicação tenha uma Chamada para Ação (CTA) clara que direcione o interessado para fora da rede social (link na bio para o WhatsApp profissional, site ou formulário de pré-atendimento).

Em um ecossistema dinâmico como o das Redes Sociais, o profissional liberal que conseguir definir com clareza seu posicionamento, ancorar sua comunicação na ética e estruturar seu conteúdo para conversão terá a chave para transformar a rede social de uma fonte de dor em um verdadeiro motor de crescimento.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

“Menas” não existe! – por Tom Moisés

0 0
Read Time:1 Minute, 45 Second

Meu tímpano está doendo até agora. Ontem um colega chegou pra mim e disse:

  • “Ano que vem tem Copa do Mundo, “to pricisano” de “aprendê” “ingrês””.
  • “O quê?” Eu perguntei, pois claro que ele não falaria inglês com “r”.
  • “Eu disse que “to pricisano” de “aprendê” “ingrês””.

Nossa! E não foi que ele repetiu, pensei.

  • “Acho que primeiro você deveria aprender o português”. Eu o adverti.
  • Não, não! “Nu portugues eu já sô bão. “Tô “pricisano mesmo é de falá ingrês”.

Tudo bem que “herrrar é Umano” mas, como dói os nossos tímpanos ao ouvirmos certas expressões erradas, hein?!

Muita utopia da minha parte sonhar que um dia as pessoas irão ler mais, saber mais e utilizarem melhor a língua (refiro-me ao uso correto do idioma).

Mas, errar não é “privilégio” apenas dos mortais que falam. Muitas vezes, os que escrevem também cometem erros quase que imperdoáveis. Aquele que ao escrever nunca errou, que atire a primeira caneta; se encontrarem alguma, né? Pois até as canetas estão desaparecendo.

Outro dia ouvir alguém dizer “menas gente”. Fiquei tão preocupado que resolvi escrever a respeito, para informar e esclarecer aos que ainda não sabem que a palavra “menas” não existe. É uma expressão incorreta, errada e que agride os ouvidos. É tão errada que até o computador não deixou eu escrevê-la. Ele corrigia sozinho. Eu tentava escrever “menas” e ele sozinho corrigia para “menos”.

A palavra “menos” significa o contrário de “mais”, em menor quantidade, comparativo de pouco. A palavra “menas” não existe. Não existe “menas gente, menas palavras, menas coisas”. O que existe são menos gente, menos palavras e menos coisas. Para alguns pode até parecer estranho, mas é assim que é o certo, pode pesquisar. E também podem confiar nesta informação. Em matemática eu “num sô bão não; mais nu portugueis eu agarato”.

E você? Tem algum erro de português que quando você ouve te incomoda?


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Você tem problemas com a memória recente? – por Tom Moisés

0 0
Read Time:1 Minute, 57 Second

Ontem eu vim trabalhar de ônibus, ouvindo a conversa de três senhorinhas. Uma disse:

  • “Gente, estou ficando esquecida demais. Eu acabo de sair do quarto e volto para buscar alguma coisa, mas eu sempre me esqueço o que eu tinha ido buscar”.
    A segunda comentou:
  • “Eu pego o telefone para ligar urgente para uma pessoa, começo a procurar o nome da pessoa na agenda e daí me esqueço para quem eu tinha que ligar; e se eu ligo, esqueço o que eu tinha que falar. Isso porque era urgente”.
    As três sorriram e a terceira disse:
  • “Eu pego o copo d´água para tomar o remédio de pressão, mas logo me desconcentro e me vejo ali segurando o copo d’água tentando me lembrar se eu ia tomar o remédio ou se já tinha tomado”.

Ouvindo a conversa delas, fiquei pensando nesse negócio de problema com a memória recente. Deus me livre. Ainda bem que não sofro disso. Mesmo assim fui buscar um esclarecimento com o meu médico, Dr. Google.

Se você sofre com a falta de memória recente, não se preocupe, isso é normal. “Problemas na memória recente podem surgir em diferentes idades, sendo comum a partir dos 30 anos, devido a processos naturais de envelhecimento”. Depois de ler aquilo fiquei mais aliviado, afinal todos nós depois dos 18 anos temos muita informação na cabeça, excesso de notícias desnecessárias e um volume exagerado de conteúdo das redes sociais que só servem para ocupar um cantinho a mais em nossa memória e travar o nosso HD. Isso, sem falar nos e-mails, sms, whatsapp, ligações de telemarketing e nas preocupações com as contas a pagar e os compromissos pra cumprir. Eu estou bem, não sofro disso.

Entrei no trabalho e fiquei na dúvida se tinha trancado o carro. Corri até o estacionamento para ter certeza que havia acionado o alarme. Cheguei no pátio e não vi o carro. Que sensação ruim, deu suadeira, tontura, falta de ar e coceira pelo corpo com medo só de pensar na hipótese de terem roubado o meu carro comprado em suaves 72 prestações e sem seguro. Daí, graças a Deus, eu me lembrei que tinha ido trabalhar de ônibus. Lembrei. Ainda bem que a minha memória é muito boa.

E você? Sua memória ainda é boa? Comenta aqui pra gente o que você já esqueceu.


Happy
Happy
100 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

O bom humor do Tom Moíses – Sem Veríssimo, vamos de “Tomzíssimo”

1 0
Read Time:2 Minute, 40 Second

Certamente, Veríssimo ficará feliz de fazermos crônicas bem humoradas sobre sua vida e obra. Até porque pessoas como ele não morrem, vivem para sempre. Obrigado, Veríssimo! “Onde quer que você estiver, você sempre estará lá” (leia essa frase de novo; até parecer engraçada).

Sei que a maioria das pessoas dessa geração prefere os vídeos à leitura. São dois os objetivos desse texto: 1- homenagear e agradecer ao Luís Fernando Veríssimo por toda sua contribuição social; e 2- insistir sobre o valor da leitura, pois ler é conhecer melhor as palavras e se familiarizar com o idioma; é despertar o imaginário; viajar pelo universo sem sair do lugar; conhecer os vocábulos, falar melhor e interpretar melhor a vida. Insista com suas crianças para aprenderem a ler. Só assim vão ler para aprender e “uma pessoa que lê vale por duas” (título do meu primeiro livro).

Aliás, escrevi parte do meu primeiro livro inspirado em Veríssimo. Foi um sucesso. Vendeu 3 mil exemplares no mesmo dia do lançamento. Tudo bem que foi para a mesma pessoa, minha mãe; mas, sem dúvida, foi um fenômeno de vendas.

Luisinho se foi e agora é necessário que seus imitadores continuem escrevendo para homenageá-lo e confirmar que o princípio ativo do genérico pode fazer os mesmos efeitos que o original. Compradores da tadalafila 20mg que o digam.

Muita pretensão da minha parte querer imitar o mestre; mas, como seu discípulo, tenho que escrever e manter o bom humor em alta. Eu também já fui humorista. Mas, depois, virei gestor público e “fiquei mal-humorado; fiquei sério, com cara fechada”. Antes eu sorria de tudo, contava piadas, escrevia crônicas. Aprendi muito com Veríssimo, ele me inspirava. Mas, depois que virei gestor público perdi a graça. Imagina se o tribunal de contas da internet suportaria um gestor público exercendo habilidades humorísticas. Vão me chamar de palhaço, ou dizer que estou fazendo palhaçada, o que não me incomodo. O palhaço é um grande artista que se usa do humor para entreter, emocionar e provocar reflexões. É um cara legal.  

Hoje, tive uma recaída. Decidi escrever para agradecer e prestar uma homenagem a esse grande escritor que sempre promoveu o riso e a inteligência. Falei para Rebeca, minha mulher:

– “Decidi, vou voltar a escrever”.

Ela respondeu:

– “Ué, eu nem sabia que você tinha começado”.

Liguei para a produtora que comprava os meus textos. Falei que recomeçaria a escrever. Falei com o dono e ele gostou, ficou eufórico, animado, entusiasmado e me disse: 

– “Tem certeza? Ah, tá bom, legal. Pode mandar por e-mail. Não prometo nada, mas, se der tempo, se eu conseguir, vou tentar dar uma olhada”.

Aproveitei para cobrar.

– “Chefe, quero voltar a trabalhar; mas, o senhor que me desculpe, vocês ficaram me devendo três meses de salários atrasados”.

Ele respondeu:

– “Está desculpado. Pode voltar ao trabalho”.

Se você leu até aqui, parabéns, obrigado. Acompanhe os meus textos toda semana aqui no Zero Hora Digital. Escrevo para todos, especialmente para quem não gosta de ler. Se “quem não tem cão caça com gato”; sem Veríssimo, vamos de “Tomzíssimo”. É o que tem pra hoje. Mas, tudo bem, ler o Tom pode ser tudo de bom. Muito obrigado.


Foto: Reprodução

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Osteoporose: a doença silenciosa que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas do quadril – por Dr. Guilherme Falótico

0 0
Read Time:2 Minute, 50 Second

Você sabia que uma simples queda pode ser muito mais perigosa com o avanço da idade? A explicação está, muitas vezes, na osteoporose, uma doença silenciosa que fragiliza os ossos e aumenta de forma significativa o risco de fraturas, sobretudo no quadril.

Essa fratura é considerada um evento grave, capaz de transformar a rotina do paciente e da família. No entanto, existem formas eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, que ajudam a evitar complicações e preservam a qualidade de vida.

O que é a osteoporose e por que o quadril é tão vulnerável?

A osteoporose enfraquece os ossos de maneira progressiva, tornando-os porosos e quebradiços, sem causar sintomas até o momento em que ocorre a fratura. O quadril é especialmente vulnerável porque suporta grande parte do peso do corpo. Em casos avançados, não apenas quedas, mas até movimentos bruscos podem resultar em fratura.

Um problema de saúde pública

A osteoporose atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, a maioria mulheres após a menopausa, em razão da queda dos níveis de estrogênio. Globalmente, uma fratura osteoporótica acontece a cada 3 segundos. Após os 50 anos, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens terão algum tipo de fratura relacionada à doença.

As fraturas do quadril têm impacto profundo: cerca de 40% dos pacientes não voltam a caminhar sozinhos e, infelizmente, essa condição é uma das principais causas de mortalidade em idosos.

Como identificar ossos enfraquecidos?

A principal ferramenta de diagnóstico é a densitometria óssea, exame rápido, indolor e não invasivo que avalia a densidade mineral dos ossos, especialmente da coluna e do quadril. Ele permite identificar precocemente a perda óssea e monitorar a resposta ao tratamento.

Exames laboratoriais e a análise do histórico clínico também auxiliam no diagnóstico, ajudando a descartar outras causas metabólicas de fragilidade óssea.

Estratégias de prevenção e tratamento

O cuidado com a saúde óssea tem dois objetivos principais: fortalecer os ossos e prevenir quedas.

1. Medidas não medicamentosas

  • Alimentação rica em cálcio: leite, queijos, iogurtes, vegetais verde-escuros (como couve e brócolis) e sardinha.
  • Vitamina D: obtida por meio de exposição solar segura (cerca de 15 minutos diários) e, se necessário, suplementação.
  • Atividade física regular: exercícios com impacto, como caminhada e musculação, são fundamentais para estimular a formação óssea e melhorar equilíbrio e força muscular.
  • Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.

2. Tratamento medicamentoso
Em alguns casos, é necessário o uso de suplementação de cálcio e vitamina D, além de medicamentos modernos, que podem reduzir a perda óssea (antirreabsortivos) ou estimular a formação de osso novo.

A osteoporose é silenciosa, mas suas consequências podem ser devastadoras. Investir na saúde dos ossos é uma forma de garantir mais independência, autonomia e qualidade de vida no futuro. Não espere uma fratura para agir. A prevenção continua sendo o melhor tratamento.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Assessoria de Imprensa: por que ela continua sendo essencial diante do novo comportamento da Geração Z? – por Adriana Vasconcellos

0 0
Read Time:3 Minute, 3 Second

Na semana passada, abordamos aqui o novo comportamento da Geração Z nas redes sociais. Hoje, vamos mostrar por que a assessoria de imprensa continua sendo essencial diante dessas mudanças. O avanço do social commerce, aliado à transformação digital dessa geração, tem levado empresas a revisarem suas estratégias de comunicação. Com menos foco no feed e maior preferência por interações privadas e conteúdos efêmeros, muitos gestores questionam se métodos tradicionais, como a assessoria de imprensa, ainda são eficazes. A resposta definitiva é: SIM. Na verdade, esse serviço se torna ainda mais fundamental nesse novo contexto.

A Geração Z, formada por jovens nascidos entre 1997 e 2012, cresceu imersa na tecnologia, mas hoje faz um uso mais seletivo e intencional das redes sociais. A tendência do “feed zero”, em que perfis permanecem praticamente vazios, não significa desconexão, mas sim a busca por autenticidade, privacidade e espontaneidade. Essa geração valoriza marcas que transmitam credibilidade e estabeleçam conexões reais, filtrando com rigor o que consome e ignorando rapidamente o que parece artificial ou excessivamente publicitário.

É justamente nesse ponto que a assessoria de imprensa mostra sua força. Ao trabalhar de forma estratégica para construir reputação, ela posiciona marcas e profissionais de forma natural nos canais onde a Geração Z busca informação, ampliando a visibilidade sem recorrer a táticas invasivas.

Ao contrário dos anúncios pagos, facilmente identificados e muitas vezes ignorados, uma reportagem em um portal de credibilidade, uma entrevista em um podcast ou um artigo de opinião em um veículo especializado carregam peso e confiança. Para a Geração Z, a validação por meio da mídia é um sinal claro de autoridade.

A assessoria de imprensa cria histórias que vão além da propaganda. As pautas são construídas com base em dados, fatos e propósitos, transmitindo mensagens mais humanas e consistentes. É o tipo de abordagem que ressoa com uma geração cansada de imagens polidas e textos engessados, e que prefere conhecer o lado verdadeiro das marcas. Indo muito além da mídia tradicional como veículos impressos, rádio e TV, a assessoria atua também nas mídias digitais, conecta marcas e profissionais a blogs, podcasts e influenciadores, e transforma pautas jornalísticas em conteúdos adaptados para Reels, TikTok e stories, garantindo que a mensagem chegue aos formatos e espaços mais consumidos pela Geração Z.

Mais do que apenas vender, essa geração busca diálogo e posicionamento genuíno. Releases, entrevistas e artigos de opinião, produzidos pela assessoria de imprensa, ajudam a fortalecer relações e a construir uma imagem sólida, o que contribui para o engajamento e a fidelização. Para atingir esse público, a assessoria de imprensa precisa atuar de forma integrada, incorporando influenciadores que tenham identificação verdadeira com a audiência, humanizando as narrativas e valorizando causas e propósitos relevantes para esse grupo. Marcas que se posicionam de maneira clara e coerente têm muito mais chances de serem lembradas e recomendadas.

Portanto, investir em assessoria de imprensa é essencial para marcas e profissionais que desejam se destacar e se conectar de forma verdadeira com a Geração Z. Em um cenário de constante transformação digital, essa estratégia se torna um diferencial competitivo, capaz de gerar credibilidade, fortalecer a autoridade e construir relacionamentos duradouros com um público cada vez mais exigente. Quem não se adaptar a essa realidade corre o risco de ficar invisível no mercado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Dia do Novo Pai – por Vera Resende

2 0
Read Time:2 Minute, 24 Second

Uma espécie de silêncio, uma barreira invisível cercou, durante muito tempo, a relação do homem com seu filho. A ele, sempre foi vedada a liberdade para expressar qualquer sentimento e aventurar-se na interação com crianças. Atualmente, a despeito de mudanças nos papeis sociais de homens e mulheres, este silêncio ainda se perpetua entre um grupo significativo de homens, e é transmitido de uma geração para outra, sem ser questionado, ou mesmo percebido e interpretado por eles, ou pelo grupo familiar.

Este silencio ainda compromete possibilidades de diálogo, apoiado em uma cultura com resquícios do patriarcalismo, que reserva ao homem um lugar além e acima das questões domésticas, como se   mulher e criança fossem unidades independentes no grupo familiar extenso. Felizmente, esta posição, aparentemente cômoda, vem se modificando sob a égide das rápidas transformações que atravessam a sociedade e a família.

Contudo, tais mudanças não se mostraram suficientes para reduzir o vazio que se instala na rede de relações afetivas na maioria das famílias. Ainda há distanciamento entre o homem e demais membros do núcleo familiar, denunciado no modo frágil como é concebido o vínculo entre pais e filhos, fruto da tendência cultural, que delegou à mãe a exclusividade dos cuidados comuns ao recém-nascido.

Entre os que estão abertos a mudanças, nos deparamos com um novo homem, investido do papel e das funções de pai ele se envolve na tarefa de cuidar dos filhos e, assim, recupera aspectos essenciais de sua própria humanidade, se redescobre e, ao mesmo tempo fortalece o desenvolvimento emocional da criança. Este é o ganho da existência humana: ao tomar consciência da importância de estar mais ao lado da criança e acompanhar seu crescimento, o homem moderno se autoriza a reconhecer seus sentimentos e adquire recursos pessoais para propiciar uma interação mais compassiva e amorosa.

Este homem, podemos dizer, é mais feliz porque não precisa representar o Super Herói e sabe que sua presença fortalece a vida de seu filho e de sua filha, desenvolve o sentimento de segurança afetiva e de pertencimento. Por esta razão comemoramos o Dia dos Pais, felicitando os homens que souberam ver nas mudanças sociais, a oportunidade para resgatar o mais humano dos papeis que é gerar, criar e amar outro ser humano.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
error: