Moradores de Cajamar passam a contar com farmácia pública 24h

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Os moradores de Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo, passaram a contar com atendimento 24 horas para retirada de medicamentos na rede municipal de saúde. A nova unidade, chamada Nossa Farma Cajamar 24H, foi inaugurada na terça-feira (24) e funciona todos os dias da semana, inclusive feriados.

O serviço está instalado na UBS de Jordanésia, na Avenida Antonio Cândido Machado, 1769, no Jardim Nova Jordanésia. A proposta é ampliar o acesso da população aos medicamentos fora do horário comercial, oferecendo mais comodidade para quem precisa de atendimento noturno ou aos fins de semana.

De acordo com a prefeitura, a iniciativa integra o cronograma de entregas do mês de aniversário da cidade e reforça a estrutura da rede municipal de saúde. A farmácia funciona de forma ininterrupta, permitindo que moradores tenham acesso contínuo aos medicamentos prescritos pelo SUS.

A retirada dos remédios é exclusiva para moradores de Cajamar. Para ter acesso ao serviço, é necessário apresentar comprovante de residência no município e o Cartão do SUS.

Segundo o prefeito Kauan Berto, a implantação da farmácia 24 horas amplia a cobertura da assistência farmacêutica e fortalece o atendimento à população. Ele destacou que o funcionamento ininterrupto garante acesso aos medicamentos sete dias por semana e ressaltou o apoio da tecnologia do programa Smart Cajamar na organização do serviço.

Com a nova unidade, a administração municipal busca reduzir filas, descentralizar o atendimento e assegurar que pacientes não fiquem sem medicação em horários de menor oferta de serviços.

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Foto: Divulgação/PMC

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Barueri amplia investimento em saúde, mas enfrenta 113 mil faltas e alta demanda de pacientes de fora

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A Prefeitura de Barueri apresentou, em audiência pública, os resultados da saúde referentes ao último quadrimestre de 2025, conforme determina a legislação. Os dados indicam crescimento nos investimentos no setor em comparação ao mesmo período de 2024, mantendo aplicação mínima de 15% do orçamento municipal na área.

Apesar do avanço nos recursos, o relatório aponta desafios operacionais. O absenteísmo em consultas chegou a 33%, enquanto as faltas em exames alcançaram 23%, totalizando 113.011 ausências no período analisado.

A Secretaria de Saúde orienta que os pacientes informem a impossibilidade de comparecimento com pelo menos 48 horas de antecedência. Segundo o secretário de Saúde, Milton Monti, a comunicação prévia permite o remanejamento da vaga para outro paciente e evita desperdício de dinheiro público.

Outro ponto destacado na audiência foi a procura por atendimento de moradores de cidades vizinhas, especialmente nas unidades localizadas próximas aos limites do município.

O Pronto-Socorro do Parque dos Camargos, próximo a Jandira, realizou 90.761 atendimentos, sendo 84% destinados a moradores de Barueri. Já o PS do Parque Imperial, na divisa com Osasco, registrou 69.769 atendimentos, com 49% de pacientes de outros municípios. No Engenho Novo, foram 58.877 atendimentos, dos quais 91% de residentes da cidade.

Mesmo com perfil de atendimento restrito a pacientes encaminhados, o Hospital Francisco Moran também registrou demanda externa. Em casos de emergência, como fraturas expostas e infartos, 25,4% dos atendimentos foram destinados a moradores de outras cidades.

No total, os prontos-socorros de Barueri ultrapassaram a marca de 400 mil atendimentos no último ano. A média diária foi de 3.296 pacientes.

Os números reforçam o aumento da pressão sobre a rede municipal, ao mesmo tempo em que evidenciam a necessidade de medidas para reduzir faltas e otimizar a utilização dos serviços públicos de saúde.

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Foto: Marco Miatelo/CMB

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USP identifica medicamento promissor contra excesso de ferro

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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram que dois medicamentos usados no tratamento da osteoporose — etidronato e tiludronato — podem ajudar a combater doenças associadas ao acúmulo excessivo de ferro no organismo. Os resultados foram publicados na revista científica BioMetals.

Os testes, realizados em culturas de células humanas, mostraram que os fármacos conseguiram se ligar ao ferro em excesso, reduzir o estresse oxidativo e evitar danos celulares. A pesquisa ainda está em estágio inicial e não envolve testes clínicos em humanos.

Atualmente, existem apenas três medicamentos aprovados para tratar a sobrecarga de ferro, conhecidos como quelantes. Eles atuam se ligando ao metal para facilitar sua eliminação pelo organismo, mas podem causar efeitos colaterais relevantes, como náuseas e enjoos, o que compromete a adesão ao tratamento.

Segundo Breno Pannia Espósito, professor do Instituto de Química da USP e autor do estudo, os bisfosfonatos — classe de medicamentos que inclui etidronato e tiludronato — possuem grupos fosfato em sua estrutura química, com afinidade por íons de ferro. A partir dessa hipótese, os pesquisadores decidiram investigar o potencial dessas substâncias como agentes quelantes.

O estudo é resultado do mestrado de Julia Tiemy Leal Konno, bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), sob orientação de Espósito.

O ferro é essencial para funções como transporte de oxigênio e produção de energia nas células. A deficiência pode causar anemia ferropriva, mas o excesso torna-se tóxico, pois favorece a formação de radicais livres que danificam estruturas celulares. Esse processo está relacionado a doenças de sobrecarga de ferro, como a hemocromatose, condição genética caracterizada pela absorção excessiva do metal.

Pacientes com talassemia, por exemplo, também podem desenvolver acúmulo crônico de ferro em razão de transfusões de sangue frequentes, necessárias para o tratamento da doença.

Nos experimentos, os testes foram realizados na presença de níveis fisiológicos normais de cálcio, já que cálcio e ferro competem no organismo. A presença do mineral reduziu parcialmente a ação dos compostos, mas não anulou sua capacidade de se ligar ao ferro.

Além de etidronato e tiludronato, outros bisfosfonatos foram avaliados e demonstraram eficácia na inibição da oxidação provocada pelo ferro. No entanto, apresentaram maior toxicidade celular, o que exigiria cautela em eventual reposicionamento terapêutico. O desempenho geral foi semelhante ao de um quelante padrão.

Outro medicamento testado, o ranelato de estrôncio, não apresentou capacidade de quelação.

De acordo com Espósito, os resultados representam uma prova de conceito. Como os experimentos foram feitos apenas em culturas celulares, ainda são necessários estudos adicionais antes que os medicamentos possam ser considerados para uso clínico no tratamento da sobrecarga de ferro.

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Foto: GESP

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Hospital veterinário municipal passa a funcionar 24 horas em São Paulo

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A primeira unidade veterinária da rede municipal da cidade de São Paulo começou a funcionar 24 horas desde quinta-feira (19). O Hospital Veterinário Municipal Leste “Cão Orelha”, no bairro do Tatuapé, foi renomeado para homenagear o cachorro que foi espancado e morto na Praia Brava, em Florianópolis, capital catarinense, no mês de janeiro.

A unidade veterinária agora passa a realizar também atendimento para urgências e emergências das 17h às 7h.

O serviço diurno permanece disponível normalmente. Os hospitais veterinários da rede municipal oferecem atendimento clínico e cirúrgico. Mediante agendamento ou triagem, consultas, exames, cirurgias e internações podem ser realizadas. O acesso, porém, depende da disponibilidade de vagas, com prioridade para casos graves.

Atendimento

As unidades trabalham com oito especialidades: Oftalmologia; Cardiologia; Endocrinologia; Neurologia; Oncologia; Ortopedia; Dermatologia; e Cirurgia bucomaxilofacial.

Das 7h às 16h, nas unidades sul, norte e leste, os cidadãos inscritos no CadÚnico e beneficiários de programas sociais como Bolsa Família, Auxílio Gás ou Renda Mínima, podem agendar consultas presencialmente.

Quem não tem benefício ativo pode fazer uma triagem social, que neste caso, deve levar documentos que comprovem a situação econômica.

Na unidade oeste da capital paulista, o atendimento funciona por ordem de chegada, e as senhas são distribuídas a partir das 7h.

Documentos necessários:

Para realizar o atendimento, é obrigatório a apresentação de:

  • Documento oficial com foto e CPF do responsável (presença obrigatória)
  • Comprovante de residência em São Paulo (emitido há até três meses)
  • Registro Geral do Animal (RGA)
  • Número do CadÚnico
  • Cartão ou comprovante de programa social ativo

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Polícia Civil/SC

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Temperaturas altas oferecem mais riscos de desidratação a pessoas que tomam remédios psiquiátricos

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As altas temperaturas do início do ano oferecem mais risco de desidratação a pessoas que tomam medicamentos psiquiátricos. Segunda pesquisa realizada pelo Instituto Cactus, em 2023, 1 a cada 6 brasileiros faz uso de remédio para problemas emocionais. Os psicofármacos influenciam na sede e em outras atividades relacionadas à hidratação do corpo. O quadro pode ser revertido com a ingestão imediata e fracionada de líquido. Em casos graves, hidratação intravenosa pode ser necessária. Devem se atentar mais à hidratação, quem está em tratamento com estabilizadores do humor, antipsicóticos e antidepressivos tricíclicos.

Os medicamentos psiquiátricos têm ativos químicos que interferem na regulação da sede, equilíbrio hidroeletrolítico, função renal e temperatura corporal. Esse impacto é piorado pelas altas temperaturas comuns durante as estações mais quentes e ondas de calor. São sintomas do quadro: sede intensa ou nenhuma; fraqueza; dor de cabeça; tontura; boca seca; urina escura; confusão mental; lentidão cognitiva; irritabilidade; agitação; piora da ansiedade; sonolência; indisposição; em casos graves, podem correr delírio, hipotensão e taquicardia.

As altas temperaturas também intensificam os efeitos colaterais dos medicamentos psiquiátricos. Para driblar o problema, a principal orientação é manter a ingestão de água contínua e fracionada, mesmo sem sede. Outras orientações importantes são evitar a exposição prolongada e a prática esportiva no calor intenso, além de reduzir o esforço físico nesses momentos. Caso os sintomas do quadro permaneçam ou piorem, a avaliação médica é obrigatória.

Segundo o chefe do setor de psiquiatria do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), Dr. Michel Haddad, muitas vezes os sintomas são atribuídos a condições psiquiátricas ou aos efeitos colaterais do medicamento. “Esse quadro é relativamente comum e frequentemente subdiagnosticado, durante períodos de calor intenso, especialmente em: idosos, pacientes com transtornos mentais graves e pessoas em uso de múltiplos medicamentos”, explica o especialista.

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Fonte: GESP | Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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Estoque de sangue entra em alerta e posto da Fundação Pró-Sangue em Barueri intensifica mobilização

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O município de Barueri conta com um dos quatro postos de coleta da Fundação Pró-Sangue no Estado. A unidade, localizada na Rua Guilhermina Carril Loureiro, nº 144, no Centro, atende hospitais vinculados à entidade e desempenha papel estratégico na manutenção dos estoques para transfusões em cirurgias, acidentes e tratamentos de doenças graves.

Segundo a instituição, as bolsas coletadas passam por todas as etapas obrigatórias após a doação, incluindo fracionamento, exames sorológicos e armazenamento. Somente após esses procedimentos o sangue é liberado para uso hospitalar, garantindo segurança para doadores e pacientes.

O agendamento deve ser feito pelo site da Fundação Pró-Sangue, onde também estão disponíveis orientações detalhadas. Na etapa presencial, os candidatos passam por triagem clínica, quando são avaliados critérios de aptidão.

Quem pode doar

Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos — sendo que a primeira doação deve ocorrer até os 60 — e pesar no mínimo 50 quilos. Menores de 18 anos precisam apresentar documentação específica e autorização.

Também é exigido ter dormido ao menos cinco horas nas últimas 24 horas, evitar alimentos gordurosos nas quatro horas anteriores e apresentar documento oficial com foto, como RG ou CNH, física ou digital com QR Code.

Impedimentos temporários

Algumas situações impedem temporariamente a doação, como resfriado (é preciso aguardar sete dias após o fim dos sintomas), gravidez e amamentação em caso de parto ocorrido há menos de 12 meses.

Outros prazos incluem: 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana; 12 horas após consumo de bebida alcoólica; seis meses para tatuagem, micropigmentação ou piercing feitos em local considerado seguro (ou 12 meses em caso de risco); seis meses após procedimentos endoscópicos ou situações de maior risco para infecções sexualmente transmissíveis.

Extração dentária ou tratamento de canal exigem intervalo de sete dias, enquanto cirurgias odontológicas com anestesia geral requerem quatro semanas. No caso de acupuntura, o prazo é de 24 horas quando realizada com material descartável e seis meses em condições não seguras.

Orientações após a doação

Ao final da coleta, o doador recebe um lanche e deve permanecer no local por ao menos 15 minutos. A recomendação é manter o curativo por quatro horas, evitar bebidas alcoólicas, não fumar por duas horas, não realizar esforço físico intenso por 12 horas — especialmente com o braço utilizado — e ingerir bastante líquido.

É possível solicitar no local declaração de doação ou de comparecimento para apresentação no trabalho.

Estoques e capacidade

Atualmente, os tipos sanguíneos com estoques mais críticos são O negativo e B, tanto positivo quanto negativo. A queda nas doações durante períodos de festas e férias agrava o cenário, segundo a entidade. Apesar de O+ e O- estarem entre os mais demandados, todos os grupos sanguíneos são considerados essenciais.

O posto de Barueri tem capacidade para atender até 70 candidatos por dia. Nos últimos três meses de 2025, foram registradas 871 bolsas coletadas em outubro, 878 em novembro e 989 em dezembro.

Dúvidas e intercorrências podem ser esclarecidas pelos canais oficiais da Fundação Pró-Sangue, como o telefone (11) 4573-7800, o e-mail [email protected] e o WhatsApp (11) 9 9152-7653.

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Foto: Arquivo/PMB

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Alcoolismo mata 12 pessoas por hora no Brasil e gera custo de R$ 19 bilhões ao país

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Reconhecido como doença crônica pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1967, o alcoolismo provoca cerca de 3 milhões de mortes por ano no mundo, o equivalente a 5,3% do total de óbitos globais. No Brasil, são estimadas 12 mortes por hora relacionadas ao consumo de álcool, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A maior parte das vítimas no país é formada por homens pretos e pardos, com baixa renda e escolaridade, residentes nas regiões Sul e Sudeste.

Dados do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, apontam que o chamado “consumo episódico pesado” — ingestão excessiva de álcool em uma única ocasião — cresceu 5% entre 2006 e 2024. O aumento foi mais expressivo entre mulheres, pessoas de 25 a 44 anos e indivíduos com ensino superior completo.

Após ingerido, o álcool atinge o sistema nervoso central e compromete funções cognitivas e motoras. Entre os efeitos imediatos estão dificuldade de coordenação, visão turva, fala arrastada e prejuízo da memória. Em quadros mais graves, pode haver alucinações, alterações de humor, agressividade e surtos psicóticos. O uso abusivo prolongado também está associado a danos persistentes, mesmo após a interrupção do consumo, como perda de autocontrole e dificuldade de concentração.

Rede de apoio e recuperação

O enfrentamento do alcoolismo envolve informação, acesso a tratamento e redes de apoio. Uma das iniciativas mais conhecidas é o Alcoólicos Anônimos (A.A.), irmandade presente em 180 países que promove reuniões gratuitas de ajuda mútua.

Em São Paulo, o zelador B. Silveira, 54, relata que ingressou no programa em 2003, após anos de dependência. Ele afirma ter iniciado o consumo ainda na infância e enfrentado complicações no fígado ao longo da vida adulta. Segundo o relato, o processo de recuperação contribuiu para a reinserção no mercado de trabalho e para a reconstrução dos vínculos familiares.

Especialistas apontam que o suporte social é fator determinante para a manutenção da sobriedade e redução de recaídas.

Impacto econômico e políticas públicas

Além das consequências à saúde, o alcoolismo impõe impacto econômico significativo. Estudo do DataSUS, do Ministério da Saúde, estima custo anual de R$ 19 bilhões ao Estado. Desse total, pouco mais de R$ 1 bilhão corresponde a despesas do Sistema Único de Saúde (SUS) com internações e procedimentos. Outros R$ 18 bilhões estão relacionados a perdas de produtividade, mortalidade precoce, licenças médicas e aposentadorias antecipadas.

Entre as políticas públicas voltadas à redução de danos está a campanha “Se beber, não dirija”. Em São Paulo, a Lei 15.428/2014, de autoria do deputado Edson Giriboni, tornou obrigatória a divulgação da frase em propagandas e cardápios de bares, restaurantes e casas noturnas.

A iniciativa se soma à chamada Lei Seca (Lei Federal 11.705/2008), que endureceu penalidades para motoristas alcoolizados, ampliou a fiscalização com testes do bafômetro e reforçou operações de trânsito.

Especialistas defendem ainda a ampliação da rede de clínicas especializadas, fortalecimento de programas de reinserção social e medidas tributárias sobre bebidas alcoólicas como estratégias para reduzir a mortalidade, os acidentes e os gastos públicos associados ao consumo abusivo de álcool.

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Mais de 60% dos brasileiros estão acima do peso e obesidade avança como problema de saúde pública

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Mais de seis em cada dez brasileiros estão acima do peso recomendado para a altura, segundo o relatório Vigitel 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde. Realizada por meio de entrevistas telefônicas, a pesquisa é uma das principais referências sobre hábitos de saúde no país e aponta um cenário que vai além da estética, configurando um desafio crescente para o sistema público de saúde.

O levantamento acompanha os índices de sobrepeso e obesidade desde 2006. Naquele ano, a taxa era de cerca de 42,6%. Em 2024, o percentual chegou a 62,6%, evidenciando um crescimento expressivo ao longo de 18 anos. Apenas entre 2023 e 2024, houve aumento de 1,2 ponto percentual, o que reforça a tendência de avanço contínuo do problema.

Para o médico clínico Marcelo Bechara, especialista em ciência da obesidade, o quadro já pode ser classificado como epidêmico. Segundo ele, a principal preocupação não está apenas no excesso de peso, mas nas doenças associadas à condição. “Veremos cada vez mais casos de hipertensão, infarto, AVC, diabetes, esteatose hepática e até alguns tipos de câncer. O sistema de saúde tende a ficar mais sobrecarregado, com custos maiores e mais dificuldade para garantir atendimento adequado à população”, avalia.

O Vigitel também identificou mudanças nos padrões de atividade física da população. Atividades simples, como caminhadas e deslocamentos a pé, caíram de 17% em 2009 para 11,3% em 2024. Em sentido oposto, a proporção de adultos que praticam atividade física moderada no tempo livre aumentou 42%, indicando uma mudança no tipo de exercício adotado pelos brasileiros.

Em meio à popularização de medicamentos para emagrecimento, Bechara ressalta que hábitos básicos ainda têm impacto relevante na redução do sobrepeso. De acordo com o especialista, a prática regular de atividade física, associada a uma alimentação equilibrada, rica em proteínas, verduras, legumes, vegetais e fibras, além do controle do estresse e de um sono adequado, contribui diretamente para o bom funcionamento do organismo. Ele alerta ainda que o uso de fármacos deve ocorrer apenas quando indicado, sempre com acompanhamento médico.

O relatório reforça a necessidade de políticas públicas e ações preventivas para conter o avanço da obesidade no Brasil, considerada hoje um dos principais fatores de risco para doenças crônicas e para o aumento da pressão sobre o sistema de saúde.

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Café pode aliviar ou piorar a ressaca, alertam médicos

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O consumo de café após a ingestão excessiva de álcool pode ter efeitos distintos no organismo e exige cautela. Embora a cafeína ajude a reduzir a sonolência e o cansaço, especialistas alertam que a bebida pode agravar os sintomas da ressaca em algumas pessoas, especialmente naquelas com contraindicações médicas.

A cafeína atua como estimulante do sistema nervoso central, acelerando o metabolismo e o funcionamento cardiovascular. Em quadros leves de ressaca, o café pode ajudar a combater a indisposição e a sensação de cansaço. No entanto, quando há intoxicação alcoólica mais intensa — caracterizada por dor de cabeça, enjoo, náusea e mal-estar —, a bebida pode não ser a melhor opção.

Segundo médicos, o organismo em ressaca está em processo de intoxicação. O excesso de álcool e sua metabolização produzem substâncias prejudiciais, que afetam a disposição e podem interferir no funcionamento de órgãos e sistemas do corpo. Nesses casos, a cafeína tende a intensificar sintomas e gerar reações desconfortáveis.

Pessoas com problemas psicológicos, doenças cardíacas, enxaqueca e insônia devem redobrar a atenção. Esses grupos são mais sensíveis aos efeitos da cafeína e podem apresentar arritmia — sensação de batedeira no peito —, tremores musculares e, em alguns casos, diarreia. Em quadros mais graves, o café pode piorar condições pré-existentes e estimular excessivamente o sistema nervoso involuntário.

De acordo com o médico de emergências Igor Padoim, do Pronto-Socorro do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), não há um tempo exato para a recuperação da ressaca. Ele explica que o consumo de cafeína sem orientação pode prolongar o desconforto. “Quanto mais álcool, mais tempo será necessário para o corpo se recuperar. Se a pessoa exagerar na cafeína, os efeitos da substância podem durar de seis a oito horas”, afirma.

O especialista destaca que não existe um remédio específico para tratar a ressaca. O tratamento é feito com medicamentos sintomáticos, voltados para aliviar os desconfortos da intoxicação alcoólica. Por isso, a principal recomendação é a prevenção, com consumo moderado de bebidas alcoólicas.

Para quem enfrenta a ressaca, a orientação médica é priorizar hidratação, alimentação equilibrada e descanso. “Um organismo em boas condições elimina com mais eficiência os produtos tóxicos do álcool”, explica Padoim. Ele também reforça que, caso os sintomas sejam intensos ou fora do padrão, a busca por atendimento médico é fundamental. “A ressaca é um sinal importante do corpo e não deve ser ignorada”, conclui.

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Foto: Reprodução/GESP

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Compostos de própolis verde mostram potencial contra doenças neurodegenerativas​

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O termo “própolis” está relacionado à proteção e dá nome à substância produzida pela abelha para revestir e higienizar a colmeia, mas que também tem poder antibacteriano para o organismo humano. Esses atributos medicinais da própolis são antigos conhecidos da ciência, mas agora uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP encontrou uma nova dimensão medicinal envolvendo a própolis verde, que abrange doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

A própolis verde é produzida a partir da resina coletada do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia – planta nativa do Brasil, presente no Cerrado e na Mata Atlântica) que as abelhas misturam à saliva e cera. Ao separar e analisar os compostos principais dessa própolis – o Artepelin C e a Bacarina -, os pesquisadores observaram a capacidade de induzir diferenciação neuronal (transformação de neurônios especializados em outras células do sistema nervoso), de aumentar a capacidade de conexão entre neurônios e de promover ações antiapoptóticas (diminuição da morte celular).

Os resultados foram obtidos em estudos in vitro (cultura de células) realizados durante a pesquisa para o doutorado do farmacêutico Gabriel Rocha Caldas, sob orientação do professor Jairo Kenupp Bastos da FCFRP. O pesquisador diz que os achados representam uma linha promissora, especialmente na prevenção e controle de doenças do sistema nervoso, “que pode ser explorada em trabalhos futuros, seja por mim ou por outros grupos de pesquisa interessados no potencial terapêutico da própolis verde”.

Para além de significativas informações para a saúde, Caldas acredita que a pesquisa investe na valorização de um recurso prioritariamente nacional, já que a própolis verde é uma exclusividade brasileira que pode gerar impactos científico, econômico e social.

Os resultados integram a tese que conferiu o título de doutor a Caldas: Investigação do Potencial de Artepelin C e de Bacarina da Própolis Verde e Artepelin C Acetilado na Indução da Neuritogênese, apresentada à FCFRP no ano passado. Parte desses resultados também podem ser conferidos em artigo publicado na edição de novembro de 2023 da revista Chemistry & Biodiversity.

Função de compostos em ambiente neuronal

O Artepelin C e a Bacarina foram isolados a partir da própolis verde utilizando uma sequência de técnicas cromatográficas (métodos de separação). “O processo funciona como uma espécie de ‘peneiração química’: usamos solventes e diferentes métodos cromatográficos para ir separando a própolis em frações menores, até isolar cada molécula pura. É parecido com pegar uma caixa cheia de peças misturadas e ir separando uma por uma até restar só o que você precisa”, compara o pesquisador.

A partir do isolamento dos compostos, os pesquisadores utilizaram duas técnicas para compreender como o Artepelin C e a Bacarina funcionam dentro do organismo: a modelagem computacional e os experimentos com células PC12 – células de ratos usadas como modelo de estudo de neurônios.

Com a modelagem computacional, avaliaram as propriedades físico-químicas dos compostos, como solubilidade, permeabilidade e a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (membrana seletiva que reveste vasos sanguíneos do cérebro e medula espinhal). “Isso ajuda a entender se, teoricamente, essas moléculas poderiam atingir o tecido nervoso em um organismo vivo. Já os experimentos com células PC12 mostraram, na prática, como os compostos atuam em células neuronais”, explica Caldas.

Para facilitar a entrada do Artepelin C no sistema nervoso, utilizaram o processo de acetilação, uma modificação química que tornou a molécula mais lipofílica – com mais afinidade por gorduras, óleos e solventes não polares (moléculas com carga elétrica homogênea). Esta abordagem foi escolhida com base nos estudos computacionais que confirmaram a maior facilidade do Artepelin C acetilado atravessar a barreira hematoencefálica.

Regeneração de neurônios

Pelos experimentos com células PC12 foi possível identificar que, após o tratamento com os compostos da própolis verde, as células passaram a formar neuritos, pequenas projeções que futuramente se transformarão em axônios e dendritos (ramificações dos neurônios), indicando o início da diferenciação das células neuronais. “Essas estruturas são fundamentais porque é por meio delas que os neurônios enviam e recebem mensagens. Sem neuritos não existe comunicação entre células nervosas”, informa o pesquisador. 

Além disso, os testes também identificaram o aumento da presença das proteínas sinapsina I e GAP-43, importantes no processo de diferenciação, já que funcionam como marcadores de que o neurônio está crescendo, amadurecendo e formando novas conexões. Caldas explica que o aumento dessas proteínas representa a célula entrando em um estado favorável à regeneração, algo muito desejado em doenças neurodegenerativas.

Outro fator importante na proteção das células neurais observado no estudo foi o potencial antioxidante do Artepelin C e da Bacarina. Os compostos da própolis verde foram capazes de neutralizar moléculas reativas de oxigênio, excessivas em doenças neurodegenerativas. 

O pesquisador adianta que quadros de enfermidades ativam vias que levam à morte celular programada, ativação que foi reduzida pelos compostos da própolis verde por meio de seu efeito antiapoptótico e evitando, assim, a morte celular. Para Caldas, os estudos mostram o potencial do Artepelin C e da Bacarina na proteção de neurônios em situações de estresse, como ocorre nos estágios iniciais de doenças neurodegenerativas.

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Fonte: GESP | Foto: Michel Stórquio Belmiro/Wikimedia Commons/CC BY-SA 3.0

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