SP mantém dose extra contra sarampo para bebês em três cidades

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Recomendação vale para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que vivem em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) manteve a recomendação da aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para bebês com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Segundo a pasta, a medida tem como objetivo ampliar a proteção contra o sarampo em áreas consideradas prioritárias. A dose é complementar e não substitui o esquema regular previsto no Calendário Nacional de Vacinação.

Quem deve receber a dose?

A recomendação é destinada a:

  • bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram em São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo;
  • crianças da mesma faixa etária que tenham tido contato com casos suspeitos ou confirmados de sarampo, quando houver indicação em ações de bloqueio vacinal.

Após receber a dose zero, a criança deverá seguir normalmente o calendário de vacinação:

  • 12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral;
  • 15 meses: segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral.

Cobertura vacinal está abaixo da meta

A Secretaria da Saúde também orienta que crianças, adolescentes e adultos verifiquem a situação vacinal e atualizem a caderneta, caso necessário.

Neste ano, a cobertura da primeira dose da tríplice viral é de 77,5%, enquanto a segunda dose alcança 65,5%. A meta estabelecida para ambas é de 95%.

Quem mais deve se vacinar?

Além da dose zero para bebês, o calendário prevê:

  • crianças: duas doses, aos 12 e 15 meses;
  • pessoas de 5 a 29 anos: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias;
  • pessoas de 30 a 59 anos: uma dose;
  • trabalhadores da saúde: duas doses, independentemente da idade.

A Secretaria reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra o sarampo e orienta a população a procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal.

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Canetas emagrecedoras oferecem benefícios para a saúde, mas exigem acompanhamento médico

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O crescimento do uso das chamadas canetas emagrecedoras mudou a forma como a obesidade é tratada. Medicamentos como semaglutida e tirzepatida deixaram de ser vistos apenas como aliados da perda de peso e passaram a ocupar espaço importante no tratamento de uma doença crônica que aumenta o risco de diabetes, hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Ao mesmo tempo em que os medicamentos demonstram resultados expressivos, especialistas alertam que seu uso indiscriminado, motivado principalmente pela busca de emagrecimento rápido, pode provocar efeitos adversos e comprometer os resultados a longo prazo. “O principal efeito desses medicamentos não é simplesmente fazer o paciente comer menos. Eles atuam sobre mecanismos hormonais e cerebrais relacionados à fome e à saciedade”, explica o médico Igor Viana, especialista em Clínica Médica com atuação em endocrinologia e metabologia.

Segundo ele, muitos pacientes relatam uma redução importante do desejo constante por comida, fenômeno conhecido entre especialistas como “food noise”. Além da perda de peso, pesquisas também apontam melhora no controle da glicemia, redução da resistência à insulina, diminuição da gordura no fígado e benefícios cardiovasculares.

Tratamento vai muito além da medicação

Apesar dos avanços, médicos reforçam que as canetas emagrecedoras não representam uma solução isolada. “O melhor resultado acontece quando a medicação está inserida em um plano terapêutico que inclui alimentação equilibrada, atividade física, acompanhamento nutricional e mudanças permanentes no estilo de vida”, afirma o médico Bruno Vianei, do Kurotel.

A indicação também não é universal. O tratamento costuma ser recomendado para pessoas com obesidade ou sobrepeso associado a fatores de risco metabólicos, sempre após avaliação individualizada.

Sandra Demétrio Lara, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, ressalta que utilizar esses medicamentos apenas por objetivos estéticos pode trazer riscos desnecessários. “Cada paciente precisa ser avaliado de forma individual. É necessário considerar o histórico de saúde, doenças associadas e outros fatores antes de iniciar o tratamento.”

Quais são os principais riscos

Embora sejam considerados seguros quando utilizados corretamente, os medicamentos podem provocar efeitos colaterais, principalmente nas primeiras semanas de tratamento.

Entre os sintomas mais frequentes estão náuseas, vômitos, diarreia, constipação, refluxo, desidratação e perda importante do apetite. Outro cuidado envolve a alimentação. A redução excessiva da ingestão de alimentos pode favorecer perda de massa muscular e deficiências nutricionais, especialmente quando não há consumo adequado de proteínas nem prática de exercícios de força. Também existem efeitos menos frequentes, como pancreatite, cálculos na vesícula e episódios de hipoglicemia em pacientes predispostos.

Especialistas ainda alertam para o crescimento da venda de medicamentos sem procedência, adquiridos pela internet ou em canais não autorizados, aumentando os riscos para a saúde.

Interromper o tratamento pode favorecer o reganho de peso

Outro ponto de atenção é a suspensão da medicação. Estudos mostram que parte dos pacientes recupera peso após interromper o tratamento sem acompanhamento médico. Segundo Igor Viana, esse processo faz parte da própria fisiologia da obesidade. “Depois da perda de peso, o organismo aumenta os hormônios responsáveis pela fome e reduz o gasto energético. O cérebro passa novamente a estimular a busca por alimentos. Não se trata de falta de disciplina, mas de uma resposta biológica.”

Por isso, especialistas defendem que a obesidade seja tratada da mesma forma que outras doenças crônicas, com planejamento de longo prazo e acompanhamento contínuo.

Além dos efeitos gastrointestinais, estudos recentes passaram a investigar a relação entre os agonistas de GLP-1 e a queda de cabelo. Uma pesquisa conduzida pela Universidade George Washington, que analisou aproximadamente 550 mil pacientes acompanhados entre 2014 e 2024, encontrou associação entre o uso desses medicamentos e maior risco de perda dos fios.

Segundo o dermatologista Hudson Dutra Rezende, a queda de cabelo não está necessariamente relacionada apenas ao medicamento, mas também ao emagrecimento acelerado e às possíveis deficiências nutricionais provocadas pela redução da ingestão alimentar. O acompanhamento nutricional durante o tratamento ajuda a reduzir esse risco.

Emagrecimento rápido também muda o planejamento das cirurgias

Os efeitos das canetas emagrecedoras já começam a ser percebidos também nos consultórios de cirurgia plástica. Com perdas importantes de peso em períodos relativamente curtos, cresce o número de pacientes que procuram procedimentos para corrigir excesso de pele e flacidez.

Segundo especialistas, a cirurgia deve ser considerada apenas após a estabilização do peso, recuperação da massa muscular e avaliação clínica completa. Outro aspecto observado pelos médicos é a adaptação emocional ao novo corpo. Em alguns casos, o emagrecimento acontece mais rapidamente do que a mudança na percepção da própria imagem, tornando necessária uma avaliação cuidadosa antes da indicação cirúrgica.

Para os especialistas, a popularização das canetas emagrecedoras reforça a importância da educação em saúde. Embora esses medicamentos representem um dos maiores avanços recentes no tratamento da obesidade, eles não substituem hábitos saudáveis nem dispensam acompanhamento profissional. Quando utilizados com indicação médica, monitoramento e mudanças no estilo de vida, podem contribuir para o controle da obesidade e de outras doenças associadas. Já o uso indiscriminado, motivado por promessas de emagrecimento rápido ou por influência das redes sociais, aumenta o risco de complicações e reduz as chances de sucesso do tratamento.

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Novo tomógrafo começa a funcionar e Cajamar quer zerar fila de exames em 50 dias

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Equipamento instalado no Complexo de Saúde já realiza exames e permitirá ampliar o atendimento, reduzir o tempo de espera e oferecer novos procedimentos à população

A Prefeitura de Cajamar colocou em funcionamento o novo tomógrafo instalado no Complexo de Saúde, ampliando a capacidade de atendimento da rede municipal e acelerando o diagnóstico de pacientes que aguardam por exames.

Com o início da operação do equipamento, o município passa a contar com dois tomógrafos em funcionamento. A partir de agora, o Hospital Municipal ficará responsável pelos exames de urgência e emergência, enquanto o Complexo de Saúde realizará as tomografias eletivas previamente agendadas.

A reorganização dos atendimentos tem como objetivo reduzir o tempo de espera pelos exames. Segundo a Prefeitura, a expectativa é eliminar, em até 50 dias, a fila de aproximadamente 1.600 pacientes que aguardam por tomografia.

Após esse período, a previsão é que os exames sejam agendados em um prazo médio de 20 a 30 dias, proporcionando maior agilidade no atendimento da população.

Além de ampliar a oferta de tomografias, a rede municipal passará a disponibilizar a angiotomografia, exame de alta complexidade que será realizado pela primeira vez em Cajamar.

De acordo com a administração municipal, a entrada em operação do novo equipamento representa mais um investimento para fortalecer a rede pública de saúde, oferecendo diagnósticos mais rápidos, reduzindo filas e ampliando o acesso da população a exames especializados.

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Foto: Divulgação/PMC

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Casos de sarampo em SP reforçam alerta para vacinação; veja quem deve se imunizar

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Secretaria da Saúde orienta população a atualizar a caderneta de vacinação e destaca que a imunização continua sendo a principal forma de prevenção

A confirmação de casos de sarampo no Estado de São Paulo em 2026 levou a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) a reforçar o alerta para que a população mantenha a vacinação em dia. A recomendação é que crianças, adolescentes e adultos verifiquem a caderneta de vacinação e procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) caso tenham dúvidas sobre o esquema vacinal.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e continua sendo a principal medida para prevenir a doença e reduzir a circulação do vírus.

Quem deve tomar a vacina

A recomendação varia conforme a faixa etária:

  • Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias: podem receber a chamada dose zero da tríplice viral se residirem nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Essa aplicação não substitui as doses previstas no calendário de vacinação.
  • Crianças de 12 meses: devem receber a primeira dose da vacina.
  • Crianças de 15 meses: devem completar o esquema vacinal com a segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral ou conforme disponibilidade da rede pública.
  • Pessoas de 1 a 29 anos: precisam ter duas doses registradas da vacina com componente contra o sarampo.
  • Adultos de 30 a 59 anos: devem ter pelo menos uma dose registrada.
  • Profissionais da saúde: devem manter duas doses da vacina, conforme orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Quem não possui comprovante de vacinação ou não sabe se recebeu as doses deve procurar uma UBS para avaliação.

Quais são os sintomas do sarampo?

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por secreções eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

Os principais sintomas são:

  • febre alta;
  • manchas vermelhas na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo;
  • tosse;
  • coriza;
  • conjuntivite;
  • mal-estar intenso.

Segundo a Secretaria da Saúde, em alguns casos a doença pode provocar complicações graves, como pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.

O que fazer em caso de suspeita?

Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com sarampo devem procurar atendimento médico para avaliação e realização dos exames necessários.

A orientação é evitar contato com outras pessoas até a avaliação médica e informar aos profissionais de saúde se houve viagens recentes, contato com casos suspeitos ou confirmação da situação vacinal.

Vacina está disponível gratuitamente

A vacina tríplice viral pode ser encontrada gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o Estado de São Paulo.

Antes de comparecer à unidade, a Secretaria da Saúde recomenda verificar o horário de funcionamento da UBS do município e levar, sempre que possível, a caderneta de vacinação e um documento de identificação.

A pasta reforça que manter altas coberturas vacinais é a estratégia mais eficaz para impedir a circulação do vírus e proteger toda a comunidade.

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SP confirma 13 casos de sarampo e reforça alerta para vacinação

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Secretaria da Saúde orienta população a manter a caderneta em dia; imunização é a principal forma de prevenção

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforçou a importância da vacinação contra o sarampo após a confirmação de 13 casos da doença no estado em 2026.

Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), a imunização continua sendo a medida mais eficaz para interromper a circulação do vírus e proteger a população.

Os casos confirmados neste ano envolvem bebês de até 1 ano e adultos entre 20 e 50 anos, demonstrando que a doença pode atingir diferentes faixas etárias.

Dose extra para bebês

Desde junho, a Secretaria da Saúde recomenda a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

A medida busca ampliar a proteção diante do atual cenário epidemiológico.

A pasta ressalta que essa dose não substitui o calendário regular de vacinação.

Após receber a dose zero, a criança deverá seguir normalmente o esquema previsto pelo Programa Nacional de Imunizações:

  • 12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral;
  • 15 meses: segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral.

Quem deve se vacinar

Além dos bebês contemplados pela recomendação da dose zero, a Secretaria orienta que pessoas com vacinação incompleta procurem uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal.

As recomendações são:

  • Crianças de 12 meses: primeira dose da tríplice viral;
  • Crianças de 15 meses: segunda dose, preferencialmente com a tetraviral;
  • Pessoas de 5 a 29 anos: duas doses da vacina tríplice viral;
  • Pessoas de 30 a 59 anos: uma dose;
  • Profissionais da saúde: duas doses, independentemente da idade.

População deve conferir a caderneta

A Secretaria da Saúde orienta pais, responsáveis, adolescentes e adultos a verificarem a caderneta de vacinação e, caso necessário, procurarem a unidade de saúde mais próxima para atualizar o esquema vacinal.

Segundo o órgão, manter a vacinação em dia é a principal estratégia para evitar novos casos e impedir a circulação do vírus.

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Foto: Tomaz Silva/Ag. Brasil

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Estudo identifica bactéria inédita em peixes de cultivo no Brasil

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Pesquisa aponta presença de diferentes espécies de Flavobacterium, que afetam a saúde dos peixes, mas não apresentam risco conhecido para consumidores

Um estudo publicado na revista científica Microbial Pathogenesis identificou, pela primeira vez no Brasil, a presença de diferentes espécies de bactérias do gênero Flavobacterium em peixes cultivados para consumo humano. A pesquisa alerta para os impactos na piscicultura, mas ressalta que não há evidências de transmissão da bactéria para seres humanos.

A pesquisa foi desenvolvida por cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Zambeze, em Moçambique, e analisou amostras coletadas entre 2018 e 2024 em criadouros brasileiros.

As bactérias foram encontradas em tilápias e também em espécies nativas utilizadas na alimentação, como tambaqui, pacu, lambari e pintado-da-amazônia.

Segundo os pesquisadores, os microrganismos são responsáveis pela columnariose, uma doença que provoca lesões na pele e nas nadadeiras, compromete as brânquias e pode levar à morte dos peixes, principalmente os mais jovens.

Temperatura favorece proliferação

Os resultados indicam que a proliferação das bactérias é favorecida por temperaturas próximas de 28°C, comuns em diversas regiões do Brasil.

Nessas condições, os microrganismos apresentam elevada capacidade de formar biofilmes, estruturas que aumentam sua resistência e dificultam o controle da doença em equipamentos e instalações de criação.

Impacto na piscicultura

Embora a descoberta não represente risco conhecido para os consumidores, os pesquisadores alertam para os impactos na produção de pescado.

De acordo com o estudo, a presença dessas bactérias pode provocar perdas econômicas significativas para a piscicultura, reforçando a necessidade de ampliar o monitoramento sanitário das criações.

Os autores defendem investimentos em vigilância epidemiológica, medidas de biossegurança e desenvolvimento de vacinas para reduzir os prejuízos causados pela doença.

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Barueri reforça prevenção ao câncer de cabeça e pescoço durante o Julho Verde

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Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce, da vacinação contra o HPV e da adoção de hábitos saudáveis

A campanha Julho Verde reforça, neste mês, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço, doença que ainda é descoberta em estágios avançados na maioria dos pacientes. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), cerca de 80% dos casos são diagnosticados tardiamente, reduzindo as chances de sucesso no tratamento.

Em Barueri, a Secretaria de Saúde aproveita a campanha para orientar a população sobre os fatores de risco, os principais sintomas da doença e as formas de prevenção, incluindo a vacinação contra o HPV e o combate ao tabagismo.

Entre os principais fatores de risco estão o uso de cigarros e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. A infecção pelo HPV também está associada ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer que atingem a região da cabeça e do pescoço.

Para ajudar quem deseja abandonar o cigarro, a rede municipal de saúde oferece grupos de apoio conduzidos por equipes multiprofissionais. Durante os encontros, os participantes recebem orientações sobre a dependência da nicotina, estratégias para interromper o hábito e, quando necessário, tratamento medicamentoso.

As atividades são realizadas nas seguintes unidades:

  • UBS Hélio Berzaghi (Jardim Paulista);
  • UBS Armando Gonçalves de Freitas (Parque Imperial);
  • UBS Edini Cavalcante Consoli (Núcleo Nardy);
  • UBS Maria Francisca de Melo (Parque Viana);
  • UBS Hermelino Liberato Filho (Jardim Belval);
  • UBS Benedito de Oliveira Crudo (Vila Boa Vista).

Outra medida de prevenção destacada pela Secretaria de Saúde é a vacinação contra o HPV, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde para meninas e meninos de 9 a 14 anos.

Fique atento aos sinais

A orientação é procurar atendimento médico caso os seguintes sintomas persistam por mais de 15 dias:

  • feridas na boca que não cicatrizam;
  • rouquidão persistente;
  • dificuldade para engolir;
  • caroços no pescoço;
  • dor de garganta contínua;
  • manchas brancas ou avermelhadas na boca.

Segundo especialistas, quando identificado precocemente, o câncer de cabeça e pescoço apresenta maiores chances de cura e pode exigir tratamentos menos agressivos.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Anvisa atualiza regras e exige vacinas contra covid adaptadas a novas variantes

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Novas doses deverão ser direcionadas às cepas mais recentes do coronavírus; imunizantes já distribuídos poderão ser usados por até nove meses

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas regras para a composição das vacinas contra a covid-19 no Brasil. A medida determina que os imunizantes passem a ser atualizados para oferecer proteção contra as variantes mais recentes do coronavírus em circulação.

A mudança foi oficializada em instrução normativa publicada nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial da União e faz parte da estratégia de atualização periódica das vacinas, semelhante ao que ocorre com os imunizantes contra a gripe.

Pelas novas regras, as vacinas deverão ser monovalentes, ou seja, direcionadas a uma única linhagem do vírus SARS-CoV-2. A Anvisa definiu a variante LP.8.1 como antígeno preferencial para os novos imunizantes.

A norma também permite o uso de variantes derivadas da cepa JN.1, como XFG e NB.1.8.1, desde que os fabricantes comprovem que elas oferecem ampla resposta de anticorpos neutralizantes.

Os imunizantes já registrados, produzidos ou distribuídos antes da publicação da nova norma poderão continuar sendo utilizados por até nove meses. Após esse período, não poderão mais ser aplicados.

Segundo a Anvisa, a atualização busca acompanhar a evolução do vírus e manter a eficácia das campanhas de vacinação diante da circulação de novas variantes e do registro contínuo de casos de síndrome gripal associados à covid-19.

O que muda para a população?

A decisão da Anvisa não invalida as vacinas já recebidas pela população. A atualização estabelece critérios para a fabricação e o fornecimento das próximas doses, que deverão ser adaptadas às variantes atualmente predominantes.

A recomendação continua sendo que as pessoas pertencentes aos grupos indicados pelo Ministério da Saúde mantenham o calendário vacinal em dia.

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Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Ag. Brasil

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Morte de menina após picada de escorpião acende alerta para crianças

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Especialistas explicam por que o veneno é mais perigoso nos pequenos, quais são os sintomas e como agir em caso de acidente

A morte da menina Valentina Nobre Lima, de 11 anos, após ser picada por um escorpião no Distrito Federal, reacendeu o alerta sobre os riscos desse tipo de acidente, especialmente entre crianças. Segundo especialistas, elas estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do veneno e precisam de atendimento médico imediato.

Valentina foi picada ao calçar um sapato. Após o acidente, recebeu atendimento inicial e foi encaminhada a um hospital onde recebeu o soro antiescorpiônico. Ela permaneceu internada por 24 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas morreu no último domingo (5).

De acordo com a pediatra Joelma Gonçalves Martin, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o organismo infantil sofre mais com a ação da toxina porque a mesma quantidade de veneno representa uma dose proporcionalmente maior em crianças do que em adultos.

“O veneno se distribui por um organismo com menor peso corporal, aumentando a concentração da toxina por quilo e tornando os efeitos muito mais intensos”, explica a especialista.

O veneno do escorpião atua principalmente sobre o sistema nervoso e pode provocar alterações cardíacas e respiratórias graves. Entre os principais sintomas estão dor intensa no local da picada, suor excessivo, aumento ou queda da pressão arterial, aceleração ou redução dos batimentos cardíacos, convulsões, sonolência, falta de ar, vômitos e dor abdominal.

Segundo a especialista, quanto menor a criança, maior tende a ser o risco de evolução para um quadro grave.

Atendimento rápido pode salvar vidas

Especialistas alertam que o fator mais importante após uma picada de escorpião é o tempo para administração do soro antiescorpiônico.

A recomendação é procurar imediatamente um hospital de referência que disponha do medicamento. Enquanto o atendimento não acontece, a orientação é lavar o local da picada, manter o membro afetado elevado e evitar qualquer procedimento caseiro que possa atrasar a chegada ao hospital.

Em situações de emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193, podem ser acionados para encaminhar o paciente ao serviço adequado.

Como prevenir acidentes

A prevenção continua sendo a principal forma de evitar casos graves.

Especialistas orientam que roupas, sapatos e toalhas guardados por muito tempo sejam sacudidos antes do uso, principalmente em residências onde há registros da presença de escorpiões.

Também é importante evitar o acúmulo de entulho, materiais de construção, madeira e lixo, locais que costumam servir de abrigo para esses animais.

Outra recomendação é instalar telas e vedações em ralos, manter camas e berços afastados das paredes e impedir que lençóis ou cobertores encostem no chão.

Caso um escorpião seja encontrado, a orientação é comunicar imediatamente a Vigilância Ambiental do município.

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*Matéria com informações Agência Brasil | Foto: Canal Saúde/Fiocruz

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Dia Mundial do Chocolate celebra paixão dos brasileiros e destaca benefícios do cacau para a saúde

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Celebrado em 7 de julho, o Dia Mundial do Chocolate marca a trajetória de um dos alimentos mais apreciados no planeta. Consumido em sobremesas, lanches, presentes e até em versões voltadas à alimentação equilibrada, o chocolate conquistou espaço definitivo na rotina dos brasileiros e vem registrando crescimento tanto no consumo quanto na produção nacional.

Segundo dados da Kantar Worldpanel, a presença do chocolate nos lares brasileiros passou de 85,5% em 2020 para 92,9% em 2024. No mesmo período, a frequência de consumo semanal aumentou de 56% para 65%, indicando que o produto deixou de ser reservado para datas comemorativas e passou a fazer parte do dia a dia das famílias.

A indústria também acompanha esse movimento. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), a produção nacional alcançou 806 mil toneladas em 2024. O consumo per capita chegou a 3,9 quilos por habitante ao ano, o maior índice dos últimos anos, refletindo a consolidação do chocolate como um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros.

Uma história que atravessa séculos
A origem da data remete à chegada do chocolate à Europa, por volta de 1550. Antes disso, o cacau era consumido principalmente por civilizações mesoamericanas, como maias e astecas, que utilizavam a bebida em rituais religiosos e cerimônias.

Com a introdução do ingrediente no continente europeu, a receita passou por adaptações, ganhou açúcar, leite e novos processos de fabricação até se transformar no alimento conhecido atualmente. Ao longo dos séculos, o chocolate tornou-se um dos produtos mais populares do mundo e passou a integrar diferentes culturas e hábitos alimentares.

Nem todo chocolate é igual

Apesar da fama de vilão das dietas, especialistas afirmam que a qualidade do chocolate faz diferença para a saúde. O principal ingrediente do chocolate, o cacau, é naturalmente rico em flavonoides, compostos antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres, responsáveis pelo estresse oxidativo das células e pelo envelhecimento precoce. Quanto maior a concentração de cacau, maior tende a ser a quantidade desses compostos benéficos.

Segundo a dermatologista Dra. Natasha Crepaldi, o problema não está no cacau, mas na composição de muitos produtos disponíveis no mercado.

“O cacau não deve ser visto como o vilão. Ele concentra flavonoides com importante ação antioxidante, que ajudam a reduzir o estresse oxidativo relacionado ao envelhecimento cutâneo. O que merece atenção é a quantidade de açúcar e, em alguns produtos, de derivados do leite, que podem estimular alterações hormonais e processos inflamatórios capazes de favorecer o aumento da oleosidade e agravar a acne em pessoas com predisposição”, explica.

Chocolate amargo leva vantagem
Entre as diferentes versões encontradas nas prateleiras, o chocolate amargo costuma ser apontado como a alternativa mais interessante do ponto de vista nutricional. Produtos com 70% ou mais de cacau normalmente apresentam menor quantidade de açúcar e maior concentração de compostos antioxidantes. O chocolate ao leite ocupa uma posição intermediária, enquanto o chocolate branco praticamente não contém massa de cacau, sendo produzido principalmente com manteiga de cacau, leite e açúcar.

Especialistas ressaltam, porém, que nenhum alimento, isoladamente, determina a saúde da pele ou do organismo. Predisposição genética, qualidade da alimentação, exposição solar, sono e prática de atividade física exercem influência muito maior sobre o bem-estar geral.

O excesso de açúcar permanece como um dos principais fatores de preocupação. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados favorecem processos inflamatórios, aumentam a produção de sebo e podem contribuir para o agravamento da acne em pessoas predispostas. Além disso, o consumo excessivo de açúcar está relacionado ao processo de glicação, que compromete as fibras de colágeno e elastina, acelerando o envelhecimento da pele.

Para a dermatologista, não há motivo para eliminar o chocolate da alimentação.
“Não existe motivo para eliminar completamente o chocolate da alimentação. O segredo está no equilíbrio e na escolha. Sempre que possível, vale priorizar versões com maior teor de cacau, consumir com moderação e manter hábitos que realmente fazem diferença para a saúde da pele, como uma alimentação equilibrada, proteção solar diária e uma rotina adequada de cuidados”, orienta.

Neste Dia Mundial do Chocolate, a data vai além da celebração de um dos doces mais populares do mundo. Ela também serve como um convite para conhecer melhor a origem do alimento, compreender suas diferenças nutricionais e aproveitar seus benefícios de forma consciente, aliando prazer, equilíbrio e saúde.

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