Considerada um nutriente-base da alimentação, a proteína é protagonista no prato do brasileiro. Sua centralidade é observada em diferentes instâncias da sociedade: por um lado, organizações multilaterais frequentemente associam a pobreza e a insegurança alimentar à baixa ingestão proteica. Enquanto isso, entre a população de alta renda, influenciadores fitness defendem o consumo elevado do macronutriente, promovendo dietas e suplementos (como o whey protein) que prometem emagrecimento e ganho de massa muscular. Afinal, de quanta proteína realmente precisamos?
Essa é a pergunta que pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP buscaram responder, através de uma análise de dados epidemiológicos e populacionais em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEA) e com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que 0,8g de proteína por quilo de peso corporal são suficientes para suprir necessidades fisiológicas – o que equivale a 180g de peito de frango em um dia para um adulto médio. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares, dentre os 20% mais pobres da população brasileira, apenas 3% apresentam ingestão abaixo desse nível. “Entre a população geral, quando o consumo energético é minimamente suficiente, o consumo proteico também é suficiente”, constata Nadine Marques, doutora em Saúde Pública pela FSP e pesquisadora na Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis.
Apesar da importância da proteína para uma dieta balanceada, a quantidade consumida pela população já está adequada: enquanto a OMS sugere que ela deve compor 10% a 15% do teor energético diário, a média do brasileiro chega a 18%, mesmo nos estratos sociais mais baixos.
Ricardo Abramovay, docente do IEA, acrescenta que o déficit proteico na população subnutrida é consequência da fome, e não causa. “Se uma pessoa não come o suficiente para satisfazer suas necessidades calóricas, as proteínas são ‘queimadas’ para gerar energia, e deixam de desempenhar seus papéis constitutivos”, explica. Em relação à suplementação, ele afirma que não há motivo para elevar drasticamente a ingestão proteica, exceto no caso de atletas de alto rendimento (quando a recomendação é de, no máximo, 2g/kg).
Os pesquisadores argumentam que existe uma armadilha em concentrar-se em apenas um nutriente, e não no conjunto do padrão alimentar. A pesquisa Vigitel, realizada pelo Ministério da Saúde em 2023, revelou que 79% dos adultos das capitais brasileiras não alcançam a recomendação da OMS para consumo de vegetais, frutas e verduras (400g diárias).
“Nosso trabalho fortalece a ideia do Guia Alimentar Brasileiro de que o mais importante para uma alimentação saudável, sobretudo para as crianças, não é muita carne, é muita diversidade”, comenta Abramovay.
Insegurança alimentar: um problema estrutural
Segundo o Relatório da ONU sobre a Insegurança Alimentar Mundial (Sofi 2024), a insegurança alimentar severa foi reduzida em quase 85% no Brasil em 2023. De acordo com os pesquisadores, a saída do Mapa da Fome é resultado de políticas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos. “Isso é algo a celebrar, mas refere-se apenas à população que realmente não tem acesso nenhum, diagnosticada com insegurança alimentar grave”, afirma Nadine Marques. “Um porcentual alto da população ainda não tem o acesso adequado, em termos de quantidade e de qualidade.”
De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), 253 municípios brasileiros têm mais de 10% das crianças menores de 5 anos com desnutrição aguda. “A humanidade já produz alimentos suficientes para suprir as necessidades da população mundo afora, e o que vemos é a continuidade dessa situação de fome, principalmente em países em desenvolvimento”, comenta a pesquisadora, “o que aponta para um problema de alcance físico e financeiro, e não falta de produção.”
Mesmo quando a segurança é alcançada, uma série de fatores dificulta o acesso do brasileiro a uma alimentação equilibrada. Regiões de baixa renda são muitas vezes caracterizadas como desertos ou pântanos alimentares: há venda prevalente de ultraprocessados de baixo custo, e ausência de feiras e mercados com produtos in natura, que são vendidos com altos preços.
“A erradicação da fome não passa apenas por transferência de renda e distribuição de alimento, mas passa, fundamentalmente, por mudar a estrutura global do sistema agroalimentar. […] Temos que combater a ideia de que é o consumidor que decide: são as instituições que decidem as nossas preferências, e então é necessário interferir nas instituições”, diz Ricardo Abramovay.
Sistema agroalimentar
As carnes são o epicentro do sistema agroalimentar global: 70% das áreas não correspondentes a desertos e geleiras são destinadas à pecuária ou à produção de grãos para ração. O modelo intensivo, marcado pela “tríplice monotonia” (baixa diversidade de cultivos, raças e manejo), agrava o desmatamento, a emissão de gás metano e a resistência antimicrobiana, devido ao uso massivo de antibióticos preventivos em criações confinadas. Com o crescimento populacional, a produção de carne vem se expandindo. “Isso faria sentido se a humanidade tivesse carência de produtos animais, mas não é o que acontece: nós já só consumimos excessivamente”, critica Abramovay.
O percurso da proteína na história
Há 50 anos, um ensaio controverso para nutrição era publicado por Donald McLaren: “The Great Protein Fiasco” criticava a supremacia da proteína na dieta da população, e debatia influências históricas e políticas que não se comprovavam cientificamente. A obra apontava o erro das organizações de desenvolvimento em focar seus esforços na oferta de proteínas, inclusive sob formas industrializadas.
Segundo Ricardo Abramovay, desde 1930 as Agências das Nações Unidas consideravam o déficit proteico o traço mais importante da desnutrição infantil nos países pobres. Para preencher essa lacuna, seria necessário distribuir formulações elaboradas com soja, milho, trigo e leite, como o leite em pó, entre as populações carentes – em detrimento de fontes vegetais proteicas localmente disponíveis. “Coincidência ou não, essa ideia coincide com um período da economia norte-americana em que havia excedente na produção de leite, e os EUA desejavam exportá-lo”, comenta.
Nadine Marques explica que o ramo do nutricionismo surgiu com o foco de “bater metas” para otimizar a saúde da população, quase como uma medicalização da alimentação. “As metas nutricionais foram desenhadas em um período de escassez e fome entre guerras, então isso fazia sentido”, explica a cientista. “Depois da Segunda Guerra Mundial, quando a produção de alimentos aumentou substancialmente, a ciência foi evoluindo para entender que é necessário enxergar o hábito alimentar como um todo.”
Mas a idealização do consumo de carne se perpetuou no senso comum, e beneficiou a indústria crescente de suplementos. “Para bater metas, é mais fácil fortalecer determinados alimentos e vender produtos que atendam a essas ‘necessidades’”, critica.
Em países de alta renda, dados epidemiológicos já apontam que o consumo de alimentos de origem animal é excessivo e, em casos extremos, pode ser prejudicial à saúde do fígado, rins, pâncreas e até mesmo do tecido muscular. O Nupens e a Cátedra estão conduzindo, atualmente, uma pesquisa mais abrangente sobre o consumo de proteínas pela população brasileira.
“Precisamos enxergar a alimentação como um equilíbrio entre alimentos e nutrientes e, principalmente, entender como ela está atrelada à cultura alimentar e à biodiversidade local, e não pode ser padronizada”, afirma Nadine Marques.
O protagonismo deste macronutriente é publicizado cada dia mais nas redes sociais. Para Nadine, influenciadores precisam ser responsabilizados pela informação que propagam, assim como veículos de comunicação tradicionais. “A seriedade com a qual eles devem trabalhar precisa ser proporcional ao engajamento que promovem”, comenta. “Existem dados científicos que, se tratados isoladamente, levam a conclusões enviesadas.”
Segundo a pesquisadora, a educação alimentar e nutricional é uma ferramenta de autonomia a ser promovida desde a infância, para que as crianças compreendam a lógica de produção dos alimentos e aprendam a enxergá-los com consciência. “Isso permite que as pessoas possam fazer melhores escolhas na idade adulta”, conclui.
De 1º a 7 de agosto, a Semana Mundial de Amamentação reforçou, em 2025, o tema “Priorizemos a Amamentação”, campanha da OMS e Unicef com adesão do Ministério da Saúde. Em Barueri, as 21 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) realizam até o dia 29 atividades de orientação e apoio a gestantes, puérperas e familiares.
Segundo a enfermeira Anie Matos, o aleitamento materno fortalece o vínculo entre mãe e bebê, auxilia na recuperação pós-parto, previne doenças e é gratuito. No entanto, muitas mães interrompem a amamentação exclusiva antes dos seis meses por fatores como retorno precoce ao trabalho, falta de rede de apoio e dificuldades técnicas, como a pega incorreta.
Um alerta feito pela pediatra Beatriz Froio é o uso excessivo de celulares durante a amamentação, hábito que pode prejudicar o vínculo e até causar riscos como engasgo do bebê.
Barueri mantém uma rede de apoio estruturada, com Grupos de Gestantes, orientação multiprofissional e um Banco de Leite Humano no Hospital Francisco Moran, que atende também cidades vizinhas. O espaço oferece palestras e rodas de conversa, inclusive com acessibilidade para gestantes surdas.
“O Agosto Dourado reforça a importância da amamentação nos primeiros meses, mas nosso trabalho é permanente”, afirma o secretário de Saúde, Milton Monti.
Conheça as atividades programadas em Barueri a partir de segunda-feira (11):
O sono polifásico, caracterizado por múltiplos períodos de repouso distribuídos ao longo do dia, desafia o modelo monofásico convencional – aquele em que se dorme uma única vez ao longo da noite. Geraldo Lorenzi Filho, professor e coordenador do Laboratório de Investigação Médica do Sono da Faculdade de Medicina da USP estuda os diferentes padrões de sono.
O professor explica: “A verdade é que o sono é muito individual, não existe uma regra geral, a grande regra geral é que o mais fácil é manter esse padrão monofásico, de dormir à noite quando está tudo escuro e de dia ter atividade como a maior parte das pessoas, mas existem possibilidades de outros arranjos temporais em relação ao sono que em geral levam a um estresse da pessoa e do organismo como um todo.”
Natureza e evolução dos padrões de sono
O desenvolvimento humano apresenta uma trajetória natural de variação nos padrões de sono. Recém-nascidos exemplificam o modelo polifásico primário, com ciclos curtos e frequentes de sono intercalados por breves períodos em que acordam. Essa configuração vai se transformando gradualmente, evoluindo para o padrão bifásico comum em crianças pequenas – que inclui o sono de tarde – até consolidar-se no modelo monofásico predominante na idade adulta.
Curiosamente, o envelhecimento traz de volta tendências polifásicas, com muitos idosos recuperando o hábito de cochilos ao longo do dia. Essa flutuação ao longo da vida desafia a noção de um padrão “correto” de sono, sugerindo que a nossa biologia permite diversas configurações de repouso.
Estudos históricos apontam que, antes da invenção da luz elétrica, os seres humanos provavelmente seguiam um ritmo bifásico noturno: um primeiro sono ao anoitecer, seguido por um período de vigília noturna dedicado a atividades sociais ou de vigilância, e finalmente um segundo sono até o amanhecer. Essa adaptação às condições naturais de iluminação revela como os padrões de sono foram moldados por fatores ambientais e culturais.
Sono polifásico na sociedade moderna
A adoção consciente do sono polifásico na vida contemporânea enfrenta obstáculos fisiológicos significativos. O professor Lorenzi Filho explica que nosso sistema circadiano – regulado por hormônios, como o cortisol, e influenciado por fatores como temperatura corporal – cria janelas temporais ideais para o sono. Tentar dormir fora desses períodos naturais equivale a nadar contra a corrente biológica.
Profissionais submetidos a turnos noturnos ou horários irregulares experimentam na pele essas dificuldades. A irregularidade entre seus horários de trabalho e os ritmos circadianos internos pode levar a uma série de problemas de saúde: desde distúrbios metabólicos como obesidade e diabetes até condições cardiovasculares e transtornos de humor. A luz solar durante o dia, o barulho ambiental e as demandas sociais funcionam como fatores adicionais que sabotam a qualidade do repouso diurno.
Casos extremos, como o do navegador Amyr Klink, demonstram que adaptações polifásicas radicais são possíveis em situações específicas. Durante suas travessias polares, Klink adotou um regime de cochilos de 15 minutos a cada hora – estratégia necessária para manter a vigilância constante em meio a geleiras perigosas. No entanto, tais exemplos representam exceções que confirmam a regra: “Existem algumas pessoas que se adaptam a horários diferentes, que ficam acordados à noite, de dia dormem e se sentem bem nesse novo ritmo, mas isso é muito raro, a maior parte das pessoas tem um sofrimento físico e biológico”, explica o professor.
Cochilos estratégicos
Dentro do espectro polifásico, os cochilos diurnos emergem como prática particularmente relevante para a sociedade moderna. Quando bem executados, esses períodos curtos de repouso – idealmente limitados a 20 minutos – podem oferecer benefícios mensuráveis: restauração da atenção, melhoria no humor e complementação do sono noturno insuficiente. No entanto, o professor Lorenzi Filho alerta “o mais comum é a gente considerar que o ideal é não dormir mais do que 20 minutos, para evitar que nesse cochilo você entre em sono profundo (REM) e aí quando você acorda tem a inércia do sono, que resulta em às vezes acordar pior do que foi dormir”.
O desafio contemporâneo reside em encontrar equilíbrios personalizados que respeitem tanto as necessidades fisiológicas quanto as demandas profissionais e sociais. Para alguns, isso pode significar a inclusão estratégica de breves cochilos reparadores; para outros, a manutenção rigorosa de um ciclo noturno contínuo. O critério fundamental, segundo o professor, deve ser sempre a qualidade do repouso obtido e seu impacto positivo no funcionamento diurno. Enquanto o modelo monofásico noturno permanece como a configuração mais harmoniosa com nossa biologia e organização social, variações individuais são não apenas possíveis, mas em muitos casos necessárias.
A cidade de Barueri se prepara para um novo avanço na área da saúde pública com a construção de uma moderna maternidade, cuja licitação já foi oficialmente aberta. O empreendimento, idealizado pela gestão do prefeito Beto Piteri, será voltado para a excelência no atendimento materno-infantil e contará com infraestrutura de ponta, incluindo salas específicas para partos humanizados.
Segundo informações da Secretaria de Obras, a expectativa é de que a data de início da construção seja confirmada até o começo de agosto.
O secretário municipal da Saúde, Milton Monti, destacou o ineditismo e a qualidade do projeto: “A nova maternidade de Barueri, um projeto da atual gestão municipal, é extraordinária e foi concebida com base nas melhores técnicas utilizadas atualmente para o parto, tanto na rede pública quanto na privada. Nela, há uma área específica dedicada à valorização do parto humanizado, tornando nossa maternidade, sem dúvida, uma referência para a região e para o Brasil”, afirmou.
Estrutura moderna e acessível
A nova maternidade será erguida na Avenida Sebastião Davino dos Reis, em um terreno de 13.552,24 m², com área construída de 11.568,60 m² distribuída em quatro pavimentos. O térreo terá 3.873,18 m²; o primeiro pavimento, 2.473,54 m²; o segundo, 2.637,82 m²; e o terceiro, 2.584,06 m². O projeto contempla total acessibilidade, com elevadores para todos os andares.
A unidade oferecerá recepção, sala de espera e atendimento, enfermagem, triagem, pré-consulta, serviço social, farmácia e coleta. Também contará com nove consultórios — três deles dedicados à cardiotocografia (ECG) — além de suporte de fisioterapeuta e fonoaudiólogo.
Entre os principais ambientes estão:
4 salas de pré-parto
5 salas de parto cirúrgico
4 salas de parto humanizado
2 berçários
14 boxes de internação intensiva neonatal
7 boxes de UTI adulto
16 quartos duplos e 4 quartos de isolamento
Áreas administrativas e banheiros adaptados
Humanização também no espaço externo
O entorno da nova maternidade também será planejado com foco na humanização. A área frontal terá uma praça com 2.415 m², equipada com playground, aparelhos de ginástica ao ar livre, bancos, floreiras, pergolados, iluminação, jogos de mesa e espaços de convivência.
O estacionamento contará com 43 vagas para funcionários e 15 para o público, incluindo quatro vagas reservadas — duas para idosos e duas para pessoas com deficiência.
Investimento contínuo na saúde
A construção da nova maternidade integra o conjunto de investimentos da Prefeitura de Barueri em infraestrutura de saúde, visando aprimorar a qualidade dos serviços oferecidos à população. A proposta reforça o compromisso com o cuidado às gestantes, bebês e suas famílias, aliando tecnologia, humanização e excelência no atendimento.
A nova unidade deve se tornar referência regional no setor, consolidando Barueri como um dos municípios mais avançados do país em políticas públicas de saúde materno-infantil.
A morte da cantora e empresária Preta Gil, aos 50 anos, em decorrência de um câncer no intestino, reacendeu o alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença, que, segundo especialistas, costuma apresentar sintomas apenas em estágios mais avançados — quando o tratamento é mais difícil e as chances de cura, menores.
De acordo com o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, o rastreamento deve começar antes dos 50 anos para pessoas com fatores de risco, como histórico familiar da doença. Os principais exames para triagem são o de fezes, para detectar sangramento oculto, e a colonoscopia, que permite a visualização interna do intestino em busca de nódulos, pólipos ou lesões suspeitas.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), os cânceres de cólon e reto — que afetam o intestino — são os terceiros mais frequentes do Brasil, com cerca de 45 mil novos casos por ano. A maior incidência ocorre na Região Sudeste e entre as mulheres.
O câncer de intestino geralmente se desenvolve a partir de lesões benignas, como pólipos. Condições como Doença de Crohn e outras inflamações intestinais crônicas, além de fatores como sedentarismo, obesidade, consumo de álcool, tabaco e alimentos ultraprocessados, elevam o risco.
Nacif destaca ainda a barreira cultural que impede o diagnóstico precoce: o receio de muitos pacientes de se submeterem ao exame físico inicial, que pode incluir o toque retal. “Com uma pequena avaliação, o médico já pode ser muito específico na prevenção. É um exame técnico”, afirma.
Entre os principais sinais de alerta para a doença estão alteração no funcionamento do intestino, perda de peso sem causa aparente, dor abdominal e presença de sangue nas fezes. Porém, segundo o especialista, esses sintomas costumam surgir quando o câncer já está em estágio avançado, o que reforça a necessidade de rastreamento periódico.
A Prefeitura de Carapicuíba realiza neste sábado, 12 de julho, mais uma edição do programa Saúde + Perto de Você, com serviços gratuitos voltados à promoção da saúde e bem-estar da população. Desta vez, a ação acontece na UBS Raimundo Guedes, localizada na Rua Áquila, 24, no Jardim Novo Horizonte, das 8h às 13h.
O mutirão inclui uma série de atendimentos e atividades, como atualização da caderneta de vacinação, exames preventivos, testes rápidos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além da emissão do Cartão do SUS. Também haverá espaço para a Ouvidoria da Saúde e uma palestra educativa com o tema “Conscientização Contra a Obesidade Infantil e Transtornos Alimentares”.
Entre os serviços de saúde preventiva disponíveis, destacam-se a realização de mamografias para mulheres de 50 a 69 anos e o exame de Papanicolau para mulheres de 25 a 64 anos.
A iniciativa faz parte da estratégia da administração municipal de descentralizar os serviços de saúde e aproximá-los das comunidades.
A Prefeitura de Barueri, por meio da Secretaria de Saúde, segue com a campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos ao longo do mês de julho. A iniciativa é realizada no posto fixo do Departamento Técnico de Controle de Zoonoses (DTCZ), localizado na Rua Anhanguera, 200, na Vila São Francisco, com atendimento às segundas, quartas e sextas-feiras, por ordem de chegada e sem necessidade de agendamento.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a raiva, doença viral altamente letal que pode ser transmitida aos humanos por meio da saliva de animais infectados. A imunização está disponível para cães e gatos saudáveis a partir dos três meses de idade. Animais doentes, em tratamento ou com suspeita de gestação não devem ser vacinados.
São distribuídas até 75 doses por dia, de acordo com a disponibilidade. Para agilizar o atendimento, recomenda-se que os tutores levem o termo de autorização preenchido, disponível no site da Prefeitura.
Os tutores devem ter mais de 18 anos e condições de conter os animais durante o procedimento. Cães de raças consideradas agressivas devem usar focinheira, conforme a legislação estadual, e gatos devem ser transportados em caixas apropriadas.
Desde o dia 1º de julho, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Barueri estão aplicando a vacina meningocócica ACWY, que passou a integrar o calendário nacional de imunização. O novo imunizante amplia a proteção contra quatro sorotipos da doença (A, C, W e Y), substituindo a versão anterior, que cobria apenas o sorotipo C.
A medida segue as diretrizes do Ministério da Saúde e reforça a prevenção contra a meningite meningocócica, principalmente entre crianças e adolescentes. Conforme o novo esquema vacinal, os bebês devem receber duas doses da vacina meningocócica C aos 3 e 5 meses de idade, com uma dose de reforço da vacina ACWY aos 12 meses. Já os adolescentes de 11 a 14 anos podem ser imunizados com uma dose única ou de reforço, de acordo com o histórico vacinal.
A vacina ACWY também está disponível para crianças que não completaram o esquema anterior, podendo ser aplicada até os 5 anos de idade. A Secretaria de Saúde de Barueri orienta os pais e responsáveis a comparecerem à UBS mais próxima com a caderneta de vacinação em mãos, para garantir o acompanhamento correto.
A imunização é considerada a principal forma de proteção contra as formas graves da meningite, doença infecciosa que pode evoluir rapidamente e causar complicações severas. A Prefeitura de Barueri segue investindo em ações preventivas com foco na saúde e segurança da população.
Durante as férias, as crianças costumam ter mais acesso a atividades ao ar livre e podem ficar mais expostas a infecções. Doenças de pele, cabelo, unha, por ter mais contato com piscina, praia, areia e aquelas causadas por ambientes com aglomeração de pessoas são mais comuns neste período. Verme, virose, micose, otite, olho de peixe e bicho geográfico são os mais constantes. A pediatra do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) Larissa Marques separou dicas e informações sobre como prevenir e tratar as enfermidades caso elas ocorram durante o período de descanso das crianças.
Piolho (Pediculose)
É uma infestação por pequenos insetos que vivem no couro cabeludo e causam coceira. Para o tratamento, é necessário fazer uso de shampoos específicos, pentes finos para remoção dos ovos e aplicação de produtos indicados por profissional de saúde. Mas, para evitar quadros de piolhos, os pais e responsáveis devem evitar que as crianças tenham contato direto com pessoas infestadas, além de não deixá-las compartilharem escovas de cabelo, roupas, bonés e toalhas. É fundamental manter o cabelo seco, já que a umidade favorece a proliferação.
Molusco Contagioso
Infecção viral de pele que causa pequenas lesões parecidas com verrugas, transmitidas por contato direto com pessoas infectadas. A avaliação e o tratamento devem ser feitos por dermatologistas ou pediatras para a remoção e controle do quadro infeccioso. Para prevenir, é importante evitar contato quem apresentar as lesões, cuidar da higiene da pele. Os pais devem supervisionar as crianças para evitar coceira e disseminação.
Bicho Geográfico (Larva Migrans Cutânea)
Infecção causada por larvas de parasitas que penetram na pele, produzindo lesões avermelhadas e “caminhos tortuosos” visíveis. Como muitas crianças viajam durante essa época do ano, é preciso que os responsáveis atentem-se à higiene rigorosa após brincadeiras ao ar livre e tente evitar o contato direto das crianças com a areia ou terra contaminada, especialmente em praias ou parques. O tratamento é realizado com medicamentos tópicos ou orais prescritos por médicos e também com aplicação de compressas frias para aliviar a coceira.
Verminose (Parasitoses Intestinais)
Infestação intestinal por vermes, que causa dor abdominal, diarreia e coceira anal. Em quadros da patologia, o médico deve ser consultado para o diagnóstico correto e receitar o uso de vermífugos. Mas, a prevenção ajuda e muito nestes casos. Para isso, é preciso lavar bem frutas, verduras e legumes, além de todos os alimentos crus. É importante consumir água potável de fontes confiáveis e evitar comer em locais com higiene duvidosa, além de sempre higienizar as mãos com frequência, principalmente antes das refeições, seja com água e sabão, seja com álcool em gel.
Micose (Infecção Fúngica da Pele)
Infecção causada por fungos que afeta a pele, provocando lesões, descamação e coceira. Para evitar micose, é recomendado que a pele esteja sempre limpa e seca, não compartilhar roupas e toalhas e tomar banho logo após sair da piscina ou praia. Pais e responsáveis devem supervisionar a higiene pessoal das crianças nos rios, praias e piscinas também. Para o tratamento, é feito o uso de antifúngicos tópicos ou orais, conforme indicação médica.
Otite
Infecção ou inflamação do ouvido médio, comum em crianças, que pode causar dor e febre. Muitas das otites são provocadas pela entrada de água do mar do cloro no ouvido. Para tratá-la, médicos receitam o uso de antibióticos ou outros medicamentos, conforme necessário. A prevenção é feita por meio de vacina (pneumocócica e influenza) e pelo cuidado ao expor as crianças em ambientes com fumaças ou mudanças bruscas de temperatura.
Virose
Infecção viral que pode causar sintomas como febre, coriza, dor de garganta e mal-estar. Para evitar esse problema, é preciso verificar se as águas estão próprias para banho, bem como avaliar a coloração da piscina e do mar. Além disso, fazer a higiene das mãos com álcool em gel ou água e sabão. Evitar contato próximo com pessoas doentes, manter vacinação atualizada, especialmente contra influenza e Covid-19. Crianças afetadas com viroses devem repousar e ter acesso a hidratação correta para aliviar os sintomas. Em casos persistentes, avaliação médica é necessária.
A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, nesta quarta-feira (25), projetos relacionados à saúde pública e ao atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A reunião foi conduzida pela deputada estadual Bruna Furlan (PSDB), que preside o colegiado.
Entre as propostas aprovadas está o Projeto de Lei 163/2022, que autoriza o Poder Executivo a adotar o método ABA (Análise Aplicada do Comportamento) para o tratamento de pacientes com TEA na rede pública estadual de Saúde, desde que haja recomendação médica. A técnica, já utilizada por profissionais da área, busca analisar a relação entre o ambiente, o comportamento humano e o aprendizado, sendo reconhecida como uma das mais avançadas no acompanhamento de pessoas com TEA.
Os parlamentares também deram aval ao Projeto de Lei 302/2023, de autoria do deputado Rogério Nogueira (PSDB), que institui o Programa de Auxílio Psicológico a Vítimas de Crimes de Violência Sexual. A proposta prevê assistência especializada e multidisciplinar em unidades como delegacias de polícia, o Instituto Médico Legal (IML), ambulatórios médicos e com equipes de atenção social. O atendimento também se estenderá aos familiares diretos ou responsáveis das vítimas.
Ainda durante a reunião, foi aprovado um requerimento da deputada Bruna Furlan para a realização de audiências públicas nos Departamentos Regionais de Saúde (DRS) de diversas regiões do estado. Os encontros devem ocorrer entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro semestre de 2026, abrangendo cidades como São Paulo, Araçatuba, Araraquara, Franca, Marília, Piracicaba, São José do Rio Preto e Sorocaba.
Segundo o requerimento, as visitas e reuniões têm o objetivo de discutir o atendimento prestado à população nas regiões contempladas. “Vamos organizar reuniões e visitas nas DRSs que ainda não percorremos, para assegurar a melhora no atendimento da população por todo o estado”, disse Bruna Furlan.
As propostas aprovadas seguem agora para análise do Plenário da Assembleia Legislativa.