Barueri está entre os 100 melhores municípios em desenvolvimento ambiental

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A política ambiental implementada pela Prefeitura de Barueri foi mais uma vez reconhecida pelo Programa Município VerdeAzul (PMVA), do governo do Estado de São Paulo. A cidade está entre as 100 melhores do estado em gestão ambiental.

No último dia 23, representantes da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema) de Barueri receberam o troféu e a certificação do PMVA no auditório da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Barueri está entre as 100 melhores do estado em gestão ambiental. – Divulgação: SECOM-Barueri

O secretário da Sema, Marco Antônio de Oliveira (Bidu), ressalta que o município vem avançando continuamente nas questões ambientais, com ações concretas implementadas ao longo dos últimos anos. “Quando assumi a Secretaria em 2017 estávamos na 174º posição, hoje estamos entre os 100 municípios com melhor desempenho ambiental”, compara.

No ranking geral de municípios que estão mais bem posicionados no desenvolvimento ambiental, Barueri figura no 97º lugar, à frente de cidades da região como Santana de Parnaíba (165ª colocação) e Osasco (173ª).

Ações de referência para o meio ambiente
Barueri conseguiu essa posição devido ao trabalho desenvolvido em várias frentes, como os relacionados ao bem-estar de animais domésticos e silvestres (adoção de pets, Resgate Animal e implementação do Centro de Triagem de Animais Silvestres), a ampliação de áreas protegidas, como os parques Ecológico (Alphaville), Linear (Jardim Boa Vista), Taddeo Cananeia (Parque Imperial), além do Parque da Juventude (em construção).

A cidade também priorizou setores como o de fiscalização ambiental, o plantio de árvores, incluindo atividades diretamente relacionadas a outros setores da Administração, como a construção de próprios públicos com placas de energia solar e captação da água da chuva, certificação ISO 14001 (que auxilia na identificação e gestão dos riscos ambientais) da Câmara de Barueri, do projeto Horta da Gente, ampliação da malha de ciclovias, iluminação pública com lâmpadas de LED (que economiza mais energia), entre outras ações.

A diretora de Planejamento Ambiental da Sema, Yara Maria Garbelotto, destaca que Barueri tem potencial para subir ainda mais no ranking do PMVA e de outros indicadores de sustentabilidade ambiental.

“Nós também temos uma política municipal de preservação de Mata Atlântica, estamos ampliando o número de ciclofaixas, aumentando os parques, como o da Juventude, sem falar do trabalho com a fauna doméstica e silvestre. Isso tudo nos qualifica para melhorarmos ainda mais nossa posição no ranking”, afirma Yara.

PMVA
Lançado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente em 2007, o Programa Município VerdeAzul (PMVA) busca mensurar e dar auxílio a gestão ambiental, descentralizando esta prática e valorizando a agenda de meio ambiente dos municípios.

As ações propostas pelo programa compõem 10 diretivas que guiam a iniciativa, contemplando os seguintes temas: Gestão de Águas, Qualidade do Ar, Uso do Solo, Arborização Urbana, Município Sustentável, Estrutura e Educação Ambiental, Conselho Ambiental, Esgoto Tratado, Resíduos Sólidos e Biodiversidade.


Fonte: SECOM-Barueri

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Cooperyara é peça fundamental no programa de coleta seletiva de Barueri

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O Programa Municipal de Coleta Seletiva de Barueri, implementado pela Prefeitura desde 2002, atende toda a cidade e tem como um dos seus principais agentes de atuação a Cooperyara (Cooperativa de Trabalho dos Profissionais Prestadores de Serviço de Reciclagem de Lixo do Município de Barueri e Região).

Depois de um período de queda por conta da pandemia da Covid-19, a Cooperyara vem retomando o volume de reciclagem de material. Isso significa mais trabalho e renda para os trabalhadores da cooperativa e menos lixo jogado no meio ambiente. 

Com o crescimento das cidades, a coleta e a reciclagem do lixo se tornam desafios crescentes para as Prefeituras. O destino dos resíduos sólidos é fator fundamental para a qualidade de vida dos moradores. Sem aterros sanitários adequados e locais apropriados de reciclagem de materiais, o meio ambiente e, consequentemente, as condições de vida da população ficam muito prejudicadas.

Benefício a mais de 60 famílias
A Cooperyara é uma cooperativa sem fins lucrativos que recebe material reciclável através da coleta seletiva, separa papéis, vidro, plástico e metal, por exemplo (o chamado lixo “seco”) e os vende para empresas especializadas. O valor arrecadado garante o sustento das mais de 60 famílias formadas por cooperados.

“Através da Cooperyara se abrem muitas portas de serviço para pessoas que estão afastadas do mercado de trabalho. Na cooperativa trabalham pessoas que não têm estudos, idosos que para o mercado de trabalho já estão ultrapassados e outros excluídos”, afirma Simone da Silva Santos, secretária da Cooperyara.

A Cooperyara é uma cooperativa sem fins lucrativos que recebe material reciclável através da coleta seletiva. Foto – Divulgação/SECOM-Barueri

Só no primeiro trimestre deste ano foram coletados em média 206 toneladas/mês, quantidade superior à média do ano passado (no auge da pandemia), que ficou em 198 toneladas/mês. Em 2020, foram 262 toneladas/mês.

É importante destacar que todo esse material separado e vendido para ser reaproveitado através da reciclagem deixa de ir para o aterro sanitário, ou pior ainda, para eventuais lixões fora da cidade, que são totalmente irregulares, lembra Simone.

Para ela, o maior desafio é a conscientização da população para fazer a preparação do lixo das residências, a fim de viabilizar o trabalho na Cooperyara. “Eu, como munícipe, posso falar que é muito difícil explicar para a população a importância da destinação do material. Isso precisaria ser algo para ser sempre lembrado”, ressalta.

Horta da gente
A coleta seletiva é realizada pela Prefeitura de porta em porta em 100% da cidade, cujo material reciclável é entregue à Cooperyara. Daí a importância de as famílias destinarem o lixo produzido de forma correta, ou seja, separando o lixo úmido (restos de comida e papel higiênico, por exemplo) do seco, com o cuidado de envolver o vidro e materiais cortantes em jornal ou em sacos.

Para ajudar na ampliação da participação da população na coleta seletiva, a Prefeitura mantém, por meio do Fundo Social de Solidariedade, a Horta da Gente. Ela se baseia no cultivo de produtos orgânicos que são distribuídos a cada 15 dias para compor a alimentação de famílias mais necessitadas. Em contrapartida, essas famílias são orientadas a fazer a troca por materiais recicláveis, como garrafas pet, papelão, vidros, óleo de cozinha, plástico etc. Esses materiais são destinados à Cooperyara, fechando um ciclo funcional e sustentável.

“A união com a Horta da Gente é muito boa, uma vez que os materiais recicláveis entregues pelas famílias que recebem a cesta verde vão direto para a cooperativa”, destaca Yara Maria Garbelotto, bióloga e diretora de Planejamento Ambiental da Sema (secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente).


Fonte: SECOM-Barueri

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Cetas ensina como lidar com filhotes silvestres

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Encontrou um filhote de ave ou mamífero silvestre na rua e não sabe o que fazer? O Centro de Triagem de Animais Silvestres de Barueri (Cetas), órgão da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema), responsável pelo recebimento, recuperação e soltura de animais silvestres, oferece orientação para o manejo adequado nessa situação.

Antes de mais nada é preciso prestar atenção se o animal está ferido ou se é do próprio comportamento da espécie ele estar naquele local. A bióloga Erika Sayuri Kaihara, gestora do Cetas, explica a necessidade de obter esclarecimento antes de retirar um animal silvestre do local em que foi avistado e qual o impacto dessa ação no meio ambiente.

Centro de Triagem de Animais Silvestres de Barueri (Cetas), recebe, recupera e realiza a soltura dos animais silvestres. Foto: Divulgação/SECOM-Barueri

“De acordo com o último levantamento realizado com base nos filhotes que deram entrada no Cetas Barueri, a quantidade de filhotes entregues cresce em torno de 20% a cada temporada, que vai de setembro de um ano a março do ano seguinte. Podemos interpretar esses dados de duas formas: o grau de antropização está aumentando vertiginosamente nos últimos anos e a adaptação dos animais não se adequa ao da urbanização. Ou a necessidade humana de interferir no ciclo de vida dos animais silvestres, seja para supostamente ‘proteger’ os animais de intempéries (chuva, vento etc.) ou por achar que filhotes em aprendizado de voo estão vulneráveis e precisam ser ‘resgatados’”, frisa Erika.

A bióloga acredita que a segunda hipótese seja a mais plausível, uma vez que a interferência desnecessária das pessoas em ninhos e em animais em aprendizado de voo cresce na medida em que cresce a humanização de animais equiparados a pets tradicionais, tais como cachorros e gatos”, observa.  

Como proceder no caso de envio? 
Se o filhote estiver ferido, apresentando sangramento e/ou fratura, deve ser encaminhado imediatamente ao Cetas para o recebimento de cuidados. Em caso de dúvida, ligue no Cetas e peça orientação de como proceder.

Quando não há necessidade de envio?
Se o filhote estiver sem ferimentos aparentes ou se os pais estiverem por perto, evite pegá-los na mão e aguarde ele retomar a rotina. Caso seja necessário pegar o animal, procure utilizar um papel ou pano limpo para remanejá-lo até um local mais próximo do ninho e longe de perigos iminentes.

Entrega voluntária
Aqueles que possuem animais silvestres sem a devida posse legal podem ligar no Cetas (11) 4689-0314 e agendar a entrega voluntária das espécies. O recebimento está sujeito a disponibilidade.


Fonte/fotos: Divulgação/SECOM-Barueri

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Prefeitura de SP sanciona lei que prioriza plantios de árvores que atraem abelhas

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Com o objetivo de tornar a capital arborizada e florida e garantir a produtividade agrícola, além do sustento de aves e mamíferos, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, sancionou a Lei nº 17.837/2022 que prevê a prioridade do plantio de espécies que atraem abelhas. Para isso, foi alterada a Lei nº 16.050, de 31 de julho de 2014, que aprova a Política de Desenvolvimento Urbano e o Plano Diretor Estratégico do Município prorrogando até 31 de dezembro deste ano o prazo para que o Executivo encaminhe à Câmara Municipal a proposta de revisão do Plano Diretor Estratégico, a ser elaborada de forma participativa. 

Segundo técnicos da Secretária Municipal do Verde e Meio Ambiente, entre as plantas ornamentais que deverão ser plantadas prioritariamente em atendimento à nova legislação são: lírio amarelo, lavanda, manjericão, papoula, jabuticaba e onze horas, assim como quaresmeira, tomilho, orelha de onça sálvia, borragem, açafrão, ranúnculo, aster, malva, calêndula, girassol mexicano, guaco, coentro, erva-de-gato, funcho e mirra. Espécies como aroeira branca, ipê-amarelo, cedro, paineira, pitangueira e embaúba branca são algumas das arbustivas que garantem a presença das abelhas nos jardins, praças e canteiros.

Para o vereador Aurélio Nomura, autor do projeto de lei que originou a Lei, as abelhas são essenciais para a proteção ambiental. “Mesmo sendo importantes, em razão da poluição e da perda da biodiversidade, elas são cada vez menos comuns, principalmente nas áreas urbanas”, justificou o parlamentar.

Polinização

As abelhas são fundamentais para a sobrevivência de muitas espécies de plantas, para o aumento da produtividade agrícola e o sustento de aves e mamíferos, que se alimentam de frutas e sementes em todo o mundo. Sem elas, a vegetação seria completamente reduzida. 

Cerca de 80% das plantas se reproduzem por meio da polinização.

As abelhas dão sua contribuição para a economia produzindo, além do mel, produtos como cera, própolis e pólen apícola. São responsáveis pela produção de aproximadamente dois terços de alimentos ingeridos.

Revisão PDE 

A Lei nº 17.837 também prorroga o prazo de conclusão da Revisão Intermediária do Plano Diretor Estratégico (PDE) para 31 de dezembro deste ano. Essa é a data-limite para que o Executivo encaminhe à Câmara Municipal a proposta de revisão do Plano Diretor Estratégico, a ser elaborada de forma participativa. O processo revisional intermediário do Plano Diretor tem sido conduzido pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL). 

A íntegra da Lei está publicada no Diário Oficial da Cidade .

Atividades participativas 

Uma série de atividades participativas tem sido organizada com a população para debater eventuais ajustes no Plano Diretor. A Prefeitura reabriu, em 4 de julho, a Consulta Pública sobre o Plano Diretor no site Participe+ para ouvir a sociedade sobre os limites e temas prioritários da Revisão, além de colher contribuições. Clique aqui e participe

Também é possível acompanhar o novo cronograma de atividades da Etapa 1 da Revisão Intermediária do PDE, disponível no site do Plano Diretor. O calendário prevê a continuidade da realização de Oficinas Presenciais por subprefeitura, Audiências Temáticas Noturnas virtuais e Reuniões Vespertinas virtuais com segmentos da sociedade civil. Clique aqui e acompanhe 

Revisão do Plano Diretor 

Previsto até 2029, o Plano Diretor prevê mecanismos para adequações periódicas à realidade da cidade. O objetivo da revisão é fazer aperfeiçoamentos e ajustes que estejam em acordo com a realidade atual como a crise econômica e a pandemia, além de aspectos sociais, entre outros). 
Esses ajustes respeitarão todas as premissas que o Plano Diretor de 2014 propõe em relação a seus Objetivos, Diretrizes e Ações Prioritárias. 

Leia também:


Fonte/foto: Divulgação/SECOM-Pref. de São Paulo

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Polícia Rodoviária Federal resgata mais de 500 aves silvestres

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Uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou hoje (22) na apreensão de mais de 500 pássaros silvestres em dois municípios no sul fluminense, localizados ao longo da BR-040.

As aves foram apreendidas nos municípios de Comendador Levy Gasparian e Areal. Ao todo, foram presas seis pessoas, acusadas de tráfico de animais silvestres.

Todas as aves descobertas em posse dos criminosos pertencem à ordem passeriforme e são conhecidas por sua capacidade natural para cantar. Há mais de 6 mil espécies catalogadas. De acordo com a PRF, este é o motivo pelo qual são visadas por criminosos.

Foram resgatadas 11 espécies diferentes de pássaros, entre as quais estão: coleiro, canário-da-terra, tico-tico, tico-tico-rei, azulão, corrupião, sabiá-coleira, pássaro-preto, trinca-ferro, galo-de-campina e bico-de-veludo.

Após o resgate, as aves foram levadas para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), onde ficarão sob cuidados e posteriormente serão devolvidas à natureza.

Leia também:


Por Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil – Foto: Arquivo/Divulgação/Polícia Rodoviária Federal

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São Paulo terá maior trilha interligando parques, represas e reservas particulares

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São Paulo não é só concreto e os 111 parques da cidade, entre os urbanos e os naturais, são prova disso. Cerca de 24% da área total do município são de áreas verdes protegidas, o que corresponde a mais de 36 mil hectares, que resguardam os 30% de Mata Atlântica preservados na cidade.

Para aproximar a população deste cinturão verde do município, incentivar o ecoturismo e integrar as comunidades locais, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), planeja a implantação da Trilha Interparques, já chamada de “maior trilha da cidade”.

Com extensão de aproximadamente 170 km, o percurso interligará Unidades de Conservação municipais e outras Áreas Protegidas da zona sul da capital – incluindo parques naturais municipais, parques estaduais, represas, reservas particulares e áreas próximas a terras indígenas –, na região do Polo de Ecoturismo de Parelheiros, Marsilac e Ilha do Bororé, ainda pouco conhecida e visitada.

Detalhes desse planejamento integrado foram apresentados recentemente no 1º Congresso Brasileiro de Trilhas, realizado entre os dias 25 e 29 de maio, em Goiânia. Estiveram no encontro a diretora da Divisão de Gestão de Unidades de Conservação (DGUC), Anita Martins, o coordenador dos Parques Naturais Municipais, Marcelo Freire Mendonça, e o diretor da Divisão de Gestão de Parques Urbanos (DGPU), Vinícius de Souza Almeida, que relataram melhor as etapas para a implantação da trilha.

No Congresso foram compartilhados com os participantes os pilares fundamentais para o desenvolvimento e estruturação de trilhas de longo curso: governança, sinalização padronizada e manejo, capacitação e normas de segurança, empreendedorismo, serviços de apoio ao turismo e marketing.

Os representantes da SVMA falaram sobre os levantamentos iniciais realizados pelos grupos técnicos que foram formados para tratar das diversas estruturas de apoio necessárias para a trilha: Comércio, Capacitação de Pessoal, Acesso Viário; Construção e Manutenção; Sinalização/Comunicação; e Mobilização/Gestão Compartilhada.

A partir desses estudos já foi determinada uma rota de orientação, ainda não definitiva, feita a partir de indicações de moradores, turistas e ciclistas, levantamentos pelo Google Earth e pesquisa de campo. A trilha terá início na Balsa da Ilha do Bororé – Grajaú passando pelos Parques Naturais Municipais Bororé, Varginha, Itaim e Jaceguava, em seguida passa pelo Parque Estadual Várzeas do Embu-Guaçu, PNM Cratera de Colônia, Parque Estadual da Serra do Mar Curucutu e, por fim, a Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Curucutu, retornando para onde começou, a Balsa da Ilha Bororé Grajaú.

A implementação do trajeto, no entanto, é complexa, devido a necessidade de estudos ambientais, treinamentos de funcionários e capacitação de comerciantes, licitações, sinalização, entre outros aspectos, mas o interesse do público em busca de contato mais direto com natureza é notório e deve contar a favor para acelerar o processo.

“A importância dessa trilha para a Prefeitura de São Paulo é promover o polo de ecoturismo na região, dar mais visibilidade às áreas protegidas e às Unidades de Conservação, incluindo as APAs, Parques e à Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN. Tudo isso agregado ao desenvolvimento local com produtores locais, restaurantes, hotéis etc., beneficiando não só os visitantes como também os moradores da região. Queremos criar uma conexão nacional com órgãos e atores de outras trilhas existentes no Brasil, visando a troca de experiências, compartilhamento de metodologias e uma relação bastante orgânica e profícua com a Rede Brasileira de Trilhas”, comentou Anita Martins sobre o novo projeto.

Já o coordenador dos Parques Naturais Municipais, Marcelo Mendonça, falou sobre a expectativa para o projeto sair do papel: “Para que a Trilha Interparques realmente aconteça, é preciso a participação e cooperação de todos os atores envolvidos, em especial os moradores da região, que apoiando, planejando e compartilhando a gestão de toda a trilha, farão com que ela aconteça. Este é um movimento internacional que está sendo multiplicado nacionalmente, e nós aqui em São Paulo, estamos fazendo a nossa parte para contribuir para a implantação de trilhas de longo curso em todo território nacional, como pudemos ver no 1º Congresso Brasileiro de Trilhas que tivemos o prazer de representar nossa cidade”.


Fonte/foto: Divulgação/SECOM-Pref. de São Paulo

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Semana do Meio Ambiente começa nesta segunda com diversas ações na cidade

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Junho é considerado o mês do Meio Ambiente e para celebrar, a Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente de Barueri (Sema) realizará, de 30 de maio a 5 de junho, uma série de atividades em diversos pontos do município.

A programação é motivada pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. A data foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas (resolução XXVII), de 15 de dezembro de 1972, quando foi aberta a Conferência de Estocolmo, na Suécia. Desde 1973 a data passou a ser celebrada e mais de 150 países participam das ações a cada ano. Esses eventos são os principais meios para sensibilizar pessoas, governos, empresas e instituições a buscarem soluções para a preservação do meio ambiente. A iniciativa também é uma impulsionadora para o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O secretário da Sema, Marco Antônio de Oliveira (Bidu), convida a todos a acompanharem as lives e os eventos espalhados por Barueri na Semana do Meio Ambiente. “Preparamos diversas atividades para que todos possam aprender e aproveitar o que o meio ambiente tem a oferecer. É mais uma chance de aproximar os munícipes da natureza e colaborar com a sustentabilidade local”, reforça. 

Programação
Dia 30/05 – Segunda-feira

Das 10h às 15h – Adoção de cães e gatos e Oficina Ambiental na Base Móvel – Boulevard Central.
14h – Live – Por dentro da Sala Verde, um bate-papo para conhecer o Centro de Educação Ambiental – No perfil do Instagram @semabarueri. Palestrantes: Thiago Alves, da Sala Verde, e Yara Garbelotto, diretora de Educação Ambiental da Sema.

Dia 31/05 – Terça-feira
Das 9h30 às 12h – Oficina Ambiental na Secretaria da Mulher (Av. Sebastião Davino dos Reis, 756 – Jardim Tupanci) .
14h – Live – O universo dos eletroeletrônicos – Logística Reversa e as parcerias para coletores de eletrônicos – No perfil do Instagram @semabarueri. Palestrantes: Geovane Bassan, da Sema, Fábio Rodrigues e Patricia Casemiro, ambos da BrasilReverso.

Dia 01/06 – Quarta-feira
Das 10h às 15h – Adoção de cães e gatos e Oficina Ambiental em Base Móvel – Sodimac Tamboré (Alameda Araguaia, 1801 – Alphaville Industrial).
14h – Live – Horta da Gente – Promovendo inclusão social e produção sustentável de alimentos. No perfil do Instagram @semabarueri. Palestrantes: Ana Maria Silva e Théo Zeron, ambos da Sema; Valéria Fugii, do Fundo Social de Solidariedade, e Reginaldo Lima, da Horta da Gente.

Dia 02/06 – Quinta-feira
Das 10h às 15h – Adoção de cães e gatos e Oficina Ambiental em Base Móvel – Boulevard Central.
14h – Live – Preservação de Nascentes – Parceria entre a Sema Barueri e EMEIEF Eng. Yojiro Takaoka. No perfil do Instagram @semabarueri. Palestrantes: Natalia Costa, bióloga da Sema; Victor Muñoz, coordenador pedagógico; Maria Luiza Lopes, professora de Ciências, e Isadora Balma, estudante.

Dia 03/06 – Sexta-feira
Das 10h às 12h – Oficina Ambiental – EMEIEF Eng. Yojiro Takaoka (somente para comunidade escolar).
15h – Live – Meio Ambiente e Interdisciplinaridade – Contribuições da Defesa Civil de Barueri para uma cultura de preservação e sustentabilidade. No perfil do Instagram @semabarueri. Palestrantes: Edson Oliveira, da Sema; Roberto Lago e Fabiana Queiroz, ambos da Defesa Civil.

Dia 04/06 – Sábado
Das 9h às 11h – Blitz educativa com distribuição de sementes de girassol, no Boulevard Central, na estrada dos Romeiros, próximo ao Monumento à Família, e na Estrada Velha de Itapevi, próximo ao posto policial do Jardim Paulista.

Dia 05/06 – Domingo
Das 10h às 15h – Adoção de cães e gatos e Oficina Ambiental na Base Móvel – Parque Dom José, contando com a presença do Resgate Animal (Rua Ângela Mirella, 500 – Jardim Barueri).
Das 10h às 15h – Doação de mudas – Parque Dom José.
Das 13h30 às 14h30 – Palestra: Cultivo de Orquídeas – Parque Dom José.


Fonte/foto: Divulgação/SECOM-Barueri

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São Paulo recebe primeira edição da Bienal do Lixo

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A partir de hoje (27), o Parque Villa Lobos, na zona oeste da capital paulista, recebe a primeira edição da Bienal do Lixo de São Paulo, projeto cultural que reúne obras de arte feitas a partir de material de descarte, intervenções artísticas, oficinas, mostra de cinema, palestras e painéis sobre o tema. O evento prossegue até o dia 5 de junho, com o objetivo de estimular o diálogo sobre as relações do homem com o meio ambiente. A cerimônia de abertura ocorreu na noite de ontem (26).

Organizado pela Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, em parceria com as agências culturais La Mela e Usina, a Bienal do Lixo ocupará área de 3 mil metros quadrados no parque Villa Lobos, onde estarão instaladas as obras dos artistas, que representam exemplos de transformação. Na mesma área haverá seis cúpulas explorando o tema sob diferentes pontos de vista. Entre os artistas participantes estão Bordalo II, Ca Cau, Jota Azevedo, Carmem Seibert, Jorge Solyano, Rafael Zaca, Valter Nu, Leo Piló, Afonso Campos, Ubiratan Fernandes e Luê Andrade.

Nas oficinas artísticas e painéis, as empresas e organizações mostrarão suas ações, processos e modelos de negócio para reduzir o impacto ambiental. A Mostra de Cinema, que acontece na Biblioteca Parque Villa Lobos, exibirá filmes sobre arte, meio ambiente e sustentabilidade. Já os Painéis de Diálogos abordarão temas como logística reversa, economia circular, consumo consciente, educação ambiental, energias renováveis, gestão de resíduos, além de assuntos que possam colaborar com a política ambiental do país.

Ao mesmo tempo, como parte da programação da Bienal, será realizada de 1º a 3 de junho, das 10h às 17h30, o 13º Fórum Internacional de Resíduos Sólidos, na biblioteca do parque. Pela primeira vez em São Paulo, o encontro abrangerá discussões desde estudos acadêmicos até  visões governamentais e empresariais sobre o tema.

A diretora executiva da Bienal do Lixo, Rita Reis, ressaltou que a proposta é promover novos olhares e abordagens sobre os desafios para a preservação ambiental por meio da arte e cultura, ampliando o diálogo com a sociedade e todos os setores. “Acreditamos que a arte tem o poder de causar impacto nas pessoas, promover a reflexão, levar a uma transformação íntima e a mudanças de hábito que atingem diretamente o meio ambiente. Também acreditamos que a responsabilidade com o lixo e o meio ambiente é compartilhada entre poder público, sociedade e empresas.”

A artista plástica Carmem Seibert vai participar com obras feitas com garrafas de vidro fundido, inspiração que surgiu após um acidente de carro e cujo objetivo é chamar a atenção para o consumo de álcool e os riscos de acidentes de trânsito, além de mostrar que é possível fazer qualquer arte com as garrafas. Para ela, a Bienal do Lixo é uma forma de mostrar às pessoas o valor do material que é descartado.

“A garrafa de vidro é o material que tem a pior cotação no mercado dos recicláveis e, com o meu trabalho, posso mostrar que é possível fazer qualquer coisa com as garrafas de vidro. É possível fazer bijuterias, mosaico. Dessa forma, estou dando minha contribuição como artista porque as pessoas ficam maravilhadas com o que se consegue fazer”.

A Bienal do Lixo funciona das 10h às 18h, com todas as atividades abertas ao público e gratuitas, além de medidas de acessibilidade. Para ver a programação completa basta acessar o site do evento


Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil – Foto: Arquivo/Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Apenas 7% dos rios da Mata Atlântica apresentam água de boa qualidade

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Levantamento da organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica revelou que somente 6,8% dos rios da Mata Atlântica do país apresentam água de boa qualidade. A pesquisa não identificou corpos d’água com qualidade ótima. Mais de 20% dos pontos de rios analisados apresentam qualidade de água ruim ou péssima, ou seja, sem condições para usos na agricultura, na indústria ou para abastecimento humano, enquanto em 72,6% dos casos as amostras podem ser consideradas regulares.

Os dados constam da nova edição da pesquisa O Retrato da Qualidade da Água nas Bacias Hidrográficas da Mata Atlântica, realizada pelo programa Observando os Rios da SOS Mata Atlântica. A entidade avalia que o Brasil ainda está distante de atingir o ideal de água em quantidade e qualidade para os diversos usos. O levantamento é divulgado no Dia Mundial da Água, comemorado nesta terça-feira (22).

“Os resultados de 2021 nos mostram que a gente continua numa situação de alerta em relação à água, aos nossos rios, já que menos da metade da população brasileira tem acesso ao serviço de esgotamento sanitário. E os rios vão nos contar o que está acontecendo”, disse o coordenador do programa Observando os Rios, Gustavo Veronesi.

Ele explicou que o retrato da qualidade da água nas bacias da Mata Atlântica é um alerta para a condição ambiental da maioria dos rios nos estados do bioma. A inadequação da água para usos múltiplos e essenciais pode ser, segundo a entidade, consequência de fatores como a poluição, a degradação dos solos e das matas nativas, além das precárias condições de saneamento. 

Veronesi acrescentou que as populações mais pobres são as mais afetadas pelas deficiências de estrutura de atendimento ao fundamental, que são água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos e manejo de águas de chuva, pilares do saneamento básico.

Os indicadores foram obtidos entre janeiro e dezembro de 2021 por 106 grupos voluntários de monitoramento da qualidade da água. Foram realizadas 615 análises em 146 pontos de coleta de 90 rios e corpos d’água de 65 municípios em 16 estados do bioma Mata Atlântica. Esses estados são Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

De acordo com a SOS Mata Atlântica, houve pouca alteração em relação aos resultados do período anterior de monitoramento, no ano passado, com alguns casos localizados. As análises comparativas dos anos de 2020 e 2021 consideram os indicadores aferidos em 116 pontos fixos de monitoramento. Em 2021, foram nove pontos com qualidade boa (em 2020 eram 12); 84 com qualidade regular (80 em 2020); 22, ruins (21 no ano anterior) e apenas uma péssima, enquanto em 2020 foram três.

Sobre o fato de não haver grandes avanços de um ano para outro, Veronesi ressaltou que o processo de recuperação é muito mais lento que a ocorrência da poluição. “Um serviço de saneamento é muito demorado para dar resultado, vide o projeto de despoluição do Rio Tietê, são 30 anos para a gente conseguir aferir melhoras em alguns pontos, em alguns rios das bacias do Alto e Médio Tietê”.

“Sujar um rio é questão de segundos, é fácil. Agora limpar, despoluir, é muito mais demorado, porque depende do tempo de a natureza também se autodepurar e a gente parar também, a nossa natureza humana parar de sujar. O Rio não é sujo, quem suja somos nós. Somos os responsáveis pela sujeira e também pela limpeza, então é um esforço de toda a sociedade e, óbvio, o poder público tem papel central”.

Como exemplo positivo, a entidade destacou o Lago do Ibirapuera, localizado na capital paulista, onde a água passou de regular para boa, com relatos de aparecimento de peixes em sua foz. Outra evolução ocorreu no Tietê, em Santana do Parnaíba, saída da Grande São Paulo, que sempre recebeu muita carga de esgoto e lixo da região metropolitana e sempre vinha com qualidade péssima ou ruim ao longo do tempo. No entanto, este ano melhorou para qualidade regular, o que significa, segundo Veronesi, que as obras de saneamento estão fazendo efeito.

Por outro lado, uma situação que chamou a atenção da entidade foi a piora na qualidade dos rios em Mato Grosso do Sul, na região de Bonito. “Quando a gente fala dessa localidade, as pessoas logo pensam nas águas cristalinas que existem lá, principalmente o Rio Bonito. Houve piora em todos os pontos de monitoramento daquele estado. Os quatro pontos em que a gente podia fazer comparação em relação ao período anterior tiveram piora na média da qualidade.”

Segundo ele, este resultado mostra que a qualidade da água pode ser relacionada ao desmatamento, “porque também o Atlas da Mata Atlântica vem notando que essa é uma região que sofre bastante com desmatamento ilegal – isso vem acontecendo – e, quando você muda, tira a floresta, que é um filtro para a água e muda o uso do solo, isso causa impacto. O rio nos conta tudo, nos diz o que está acontecendo em uma bacia hidrográfica”, disse.

Para Veronesi, uma das soluções passa por conter o desmatamento ilegal. “Isso é uma questão que deveria ser de primeira ordem, de primeira necessidade, até por questões de emergência climática, e a Mata Atlântica é um dos biomas mais importantes para a gente conter o aquecimento global”, disse. Ele citou a necessidade de políticas públicas mais efetivas relacionadas ao reflorestamento, à preservação das áreas de proteção permanente e à restrição do uso de agrotóxicos.

Saiba mais: Dia da Água: especialista fala da importância de proteger este recursoClique aqui e confira também as notícias da Radioagência Nacional.

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Plástico corresponde a 48,5% dos itens encontrados no mar do Brasil

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Um diagnóstico feito pelo programa Lixo Fora D’Água, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), mostrou que os resíduos plásticos correspondem a 48,5% dos materiais que vazam para o mar. Segundo o levantamento, os 15 itens mais encontrados nas análises representam 80,3% dos resíduos que vão parar na costa brasileira.

Depois do plástico, a guimba (ou bituca) de cigarro e o isopor aparecem em segundo e terceiro lugares entre os itens mais encontrados. Os outros 19,7% abrangem artigos como roupas e apetrechos de pesca, entre outros. Todos fazem parte de uma amostra que soma 16.733 itens retirados da areia, da praia e de manguezais.

O levantamento faz parte de um trabalho feito pela Abrelpe desde 2018 em 11 cidades da costa onde vivem 14 milhões de habitantes. O programa iniciou as ações de monitoramento, prevenção e combate ao lixo no mar e nos demais corpos hídricos na cidade de Santos (SP) e atualmente abrange os municípios de Balneário Camboriú (SC), Bertioga (SP), Fortaleza (CE), Ipojuca (PE), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), Manaus (AM), Serra (ES) e municípios da Baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro.

Metodologia
A metodologia desenvolvida no âmbito do projeto Lixo Fora D’Água também está presente no Caribe, sendo aplicada em cidades da Costa Rica, Colômbia e República Dominicana.

“Cerca de 22 milhões de toneladas de plásticos vazam para o meio ambiente a cada ano em todo o mundo, e em torno de cinco a 12 milhões de toneladas de resíduos plásticos têm os oceanos como destino. Cerca de 80% desse total são oriundos de atividades humanas desenvolvidas no continente, seja no litoral ou em regiões onde correm rios que desaguam em ambientes marinhos, sendo resultado de falhas que ocorrem nos sistemas de limpeza urbana e gestão de resíduos nas áreas urbanas das cidades”, disse o diretor presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho.

Segundo as estimativas da entidade, mais de dois milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos vão parar nos rios e mares todos os anos no Brasil.

“Ressalta-se, porém, que esse total pode ser ainda maior já que as 30 milhões de toneladas de lixo que seguem para destinação inadequada, ou seja, lixões e aterros controlados, que ainda existem em todo o país, podem acarretar um acréscimo de três milhões de toneladas de lixo no mar a cada ano”, afirmou a Abrelpe.

Acrescentou que o programa também visa identificar as principais fontes de origem dos resíduos e estudar como as cidades podem aprimorar a gestão de resíduos sólidos em terra para prevenir a poluição marinha.

Vazamento de lixo
Segundo um dos relatórios, as três principais fontes de vazamento de lixo no mar são as comunidades nas áreas de ocupação irregular, próximas aos cursos d’água, os canais de drenagem que atravessam a malha urbana e a própria orla da praia em sua faixa de areia.

“Os resultados do programa Lixo Fora D’água permitem afirmar que a melhor solução para o problema do lixo no mar reside justamente no aperfeiçoamento dos sistemas e infraestrutura de limpeza urbana nas cidades, que deve acontecer junto a programas permanentes de educação ambiental implementados em todas as camadas da população”, explicou o presidente da Abrelpe.


Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil – Foto: Martins Perret/ONU Meio Ambiente

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