Cantareira sobe para 41% e sai da faixa de alerta

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Reservatório fechou setembro com 41,1% do volume útil após forte recuperação; Sabesp poderá captar até 31 m³/s a partir desta quinta-feira (1º)

O Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, encerrou setembro com 41,1% do volume útil armazenado e deixou a faixa de alerta. A partir desta quinta-feira (1º), o sistema passa a operar na Faixa 2 — Atenção, conforme os critérios estabelecidos pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas.

A recuperação foi significativa ao longo de setembro. No último dia útil de agosto, o Cantareira registrava 32,99% do volume útil, nível que mantinha o sistema na faixa de alerta. Em 30 de setembro, o índice chegou a 41,10%.

A mudança de faixa também altera o limite de retirada de água pela Sabesp. Na condição de alerta, a companhia podia captar até 27 m³/s do Cantareira. Com a entrada na Faixa de Atenção, o limite passa para 31 m³/s.

Em condições de normalidade, quando o volume útil é igual ou superior a 60%, a captação pode chegar a 33 m³/s.

Como funciona a classificação do Cantareira

A operação do sistema é definida de acordo com o volume armazenado no último dia útil de cada mês. A regra está prevista na Resolução Conjunta nº 925/2017, elaborada após a crise hídrica enfrentada por São Paulo em 2014 e 2015.

As faixas são:

FaixaVolume útil armazenado
Normal60% ou mais
Atenção40% a menos de 60%
Alertaacima de 30% a menos de 40%
Restriçãoacima de 20% a 30%
Especialabaixo de 20%

A classificação determina os limites de retirada de água do sistema.

Recuperação veio após meses de níveis baixos

O Cantareira passou boa parte de 2026 sob pressão. Em julho, o sistema entrou na faixa de alerta depois de fechar o mês anterior com 39,87% do volume útil. Em agosto, permaneceu nessa condição, com 32,99%.

A recuperação registrada em setembro permitiu que o sistema ultrapassasse novamente a marca de 40% e retornasse à faixa de atenção.

Apesar da melhora, o Cantareira ainda está distante da faixa considerada normal. Por isso, ANA e SP Águas reforçam a importância de medidas de gestão da demanda, redução de perdas e uso racional da água.

Sistema abastece milhões de pessoas

O Sistema Cantareira é formado pelos reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro e é o maior produtor de água da Região Metropolitana de São Paulo.

Segundo a ANA, o sistema utiliza até 33 m³/s para abastecer aproximadamente 46% da população da região metropolitana. O Cantareira também contribui para o atendimento de outros usos da água, incluindo o abastecimento de municípios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

A gestão do sistema é acompanhada diariamente pela ANA e pela SP Águas, que monitoram níveis, vazões e armazenamento para definir as condições de operação.

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Rio Tietê reduz poluição em 29% na Grande São Paulo

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Carga média de matéria orgânica caiu de 218 para 154 toneladas por dia; trecho entre Santana de Parnaíba e Botucatu também apresentou redução na concentração de poluentes.

O Rio Tietê está transportando menos matéria orgânica ao deixar a Região Metropolitana de São Paulo. Dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) mostram que a carga média caiu de 218 toneladas por dia, em 2024, para 154 toneladas por dia em 2026 — redução de 29,4%, equivalente a 64 toneladas a menos diariamente.

A queda foi mais acentuada no último ano. Depois de registrar média de 210 toneladas por dia em 2025, o Tietê chegou a 154 toneladas em 2026, uma redução de 26,7% em apenas um ano. O resultado também ficou 19,8% abaixo da meta de 192 toneladas por dia estabelecida pelo Programa IntegraTietê.

O indicador considera a quantidade de matéria orgânica presente na água e a vazão do rio. As medições são realizadas na barragem da Pequena Central Hidrelétrica Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, ponto que permite avaliar a carga transportada pelo Tietê depois de atravessar a área mais urbanizada da Região Metropolitana.

A matéria orgânica está associada principalmente ao lançamento de esgoto doméstico não tratado. Em excesso, ela pode reduzir o oxigênio disponível na água, provocar odor e prejudicar a vida aquática.

Melhora também aparece no trecho do Tietê que passa pela região

O levantamento da Cetesb mostra que a melhora não está restrita ao ponto de saída da Região Metropolitana. Em aproximadamente 300 quilômetros do Médio Tietê, entre Santana de Parnaíba e a entrada do Reservatório de Barra Bonita, em Botucatu, a concentração média de Carbono Orgânico Total (COT) caiu cerca de 15% entre 2024 e 2026.

A média passou de 14,8 mg/L em 2024 para 14,4 mg/L em 2025 e chegou a 12,6 mg/L em 2026. A redução foi registrada nos 19 pontos monitorados pela Cetesb ao longo desse trecho.

Um dos destaques está em Pirapora do Bom Jesus, onde a redução chegou a 21,9%. Em Botucatu, a queda foi de 37%, enquanto um dos pontos monitorados no município de Tietê apresentou redução de 31,3%.

Os dados também apontam melhora em alguns rios e córregos que deságuam no Tietê. Entre os afluentes de maior área de drenagem estão o Rio Tamanduateí, o Córrego São João de Barueri, o Rio Cabuçu de Cima, o Rio Aricanduva, o Rio Cabuçu de Baixo e o Ribeirão Perová.

Na média ponderada dos afluentes monitorados, a concentração de COT caiu de 26 mg/L, em 2024, para 20,1 mg/L em 2026, uma redução acumulada de 23% em dois anos.

Qualidade da água ainda é desigual

Apesar da redução da carga de poluição, os dados mostram que a recuperação do Tietê ainda está em andamento. O Índice de Qualidade da Água (IQA), calculado pela Cetesb a partir de nove variáveis, é acompanhado em 28 pontos ao longo do rio, desde as cabeceiras até a foz no Rio Paraná.

Na Região Metropolitana, um dos avanços mais expressivos ocorreu no ponto da Ponte dos Remédios. O IQA passou de 15, em 2024, para 23, em 2026. Em Guarulhos, o índice subiu de 17 para 21 no mesmo período. Nos dois pontos, a classificação passou de péssima para ruim.

Em 2026, dos pontos monitorados ao longo do Tietê, 11 apresentam qualidade classificada como boa, 12 como ruim, dois como péssima, dois como regular e um como ótima.

Os números mostram, portanto, uma evolução na qualidade da água, mas também indicam que ainda existem trechos com níveis elevados de poluição.

Saneamento é uma das principais frentes

A recuperação do rio está relacionada a diferentes ações de saneamento e infraestrutura. Segundo os dados apresentados pela Cetesb, desde 2023 mais de 1,5 milhão de domicílios foram conectados à rede de esgoto, beneficiando cerca de 4,5 milhões de pessoas.

No mesmo período, mais de 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados dos rios por meio das ações de desassoreamento. O volume representa 90% da meta de 7,2 milhões de metros cúbicos prevista até o fim de 2026.

O monitoramento dos afluentes também foi ampliado. Em 2023, a Cetesb acompanhava 11 rios e córregos que deságuam no Tietê na Região Metropolitana. Desde 2024, são 30 pontos, quase o triplo. A ampliação permite acompanhar a resposta dos cursos d’água às intervenções de saneamento e identificar onde a redução da poluição começa a aparecer.

A recuperação do Rio Tietê envolve ainda fiscalização ambiental, desassoreamento, recuperação de áreas, monitoramento da qualidade da água e intervenções nas margens. Segundo o levantamento, os investimentos contratados nas diferentes frentes do Programa IntegraTietê ultrapassam R$ 22 bilhões desde 2023.

Para a população da Grande São Paulo, especialmente nos municípios cortados pelo rio ou localizados em sua bacia, os dados mostram uma mudança gradual: o Tietê ainda está longe de ter a qualidade desejada em todos os seus trechos, mas os indicadores de 2026 apontam redução da carga de poluição e melhora em diferentes pontos do sistema.

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Foto: Benjamim Sepulvida/PMB

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Lixo nas ruas aumenta risco de alagamentos durante as chuvas em SP

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Resíduos deixados nas vias podem ser carregados pela água para bueiros, córregos e rios; Rio Pinheiros já teve 30,8 mil toneladas retiradas neste ano.

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O aumento das chuvas em São Paulo traz um problema que começa nas ruas: o lixo descartado de forma irregular ou colocado para coleta com muita antecedência pode ser levado pela água para bueiros, córregos e rios, dificultando o escoamento e contribuindo para alagamentos.

O alerta foi reforçado pelo Governo de São Paulo diante dos volumes de precipitação registrados no Estado. Nos primeiros dez dias de setembro, as chuvas nas áreas de contribuição dos sistemas produtores que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo já haviam superado a média climatológica prevista para todo o mês.

A orientação aos moradores é colocar os sacos de lixo para fora de casa o mais próximo possível do horário previsto para a coleta e seguir o cronograma definido por cada prefeitura. Cada município possui regras e horários próprios para o serviço.

Quando resíduos permanecem nas ruas durante uma chuva forte, embalagens, garrafas, sacolas e outros materiais podem ser carregados até os bueiros. O acúmulo pode obstruir a rede de drenagem e dificultar o escoamento da água.

Parte desse material também pode seguir pela rede de drenagem até córregos e rios, contribuindo para a chamada poluição difusa, provocada pelo transporte da sujeira deixada em diferentes pontos da bacia hidrográfica.

Rio Pinheiros já teve mais de 30 mil toneladas retiradas

O tamanho desse problema pode ser observado no Rio Pinheiros, na capital. Dados do Lixômetro, painel instalado no Parque Bruno Covas, registraram 149,7 mil toneladas de resíduos retirados do rio desde o início das ações, em 2023.

Somente nos oito primeiros meses de 2026, foram coletadas 30.836,83 toneladas de resíduos, contra 28.667,53 toneladas no mesmo período do ano passado. O volume representa uma alta de quase 10%.

Desde 2023, o Governo de São Paulo informa ter destinado R$ 231,2 milhões para a limpeza do lixo flutuante do Rio Pinheiros.

A operação acompanha os dois canais do rio: o superior, com 15 quilômetros entre a Usina de Pedreira e a Usina São Paulo, e o inferior, com 10 quilômetros entre a Usina São Paulo e o encontro com o Rio Tietê.

Em junho, três novas embarcações foram incorporadas ao trabalho. Com o reforço, a operação passou de oito para 11 embarcações, com potencial informado pelo governo para retirar até 900 toneladas adicionais de resíduos por mês.

A estrutura conta com cinco conjuntos formados por embarcação e retroescavadeira embarcada, utilizados na retirada de resíduos acumulados nas barreiras flutuantes, além de seis barcos menores que atuam na coleta ao longo do rio.

Entre os materiais encontrados estão garrafas PET, embalagens de isopor e brinquedos. Também são retirados objetos maiores, como sofás e colchões.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), bairros como Jaguaré, Itaim Bibi, Morumbi, Guarapiranga, Vila Olímpia, Panamby e Capão Redondo estão entre as áreas que podem contribuir para a chegada desses resíduos ao Rio Pinheiros.

O trabalho de remoção é realizado pela SP Águas, Agência de Águas do Estado de São Paulo. A orientação do governo é que a população evite o descarte irregular e respeite os horários de coleta, especialmente durante períodos de chuva intensa.

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Saiba o que fazer em caso de picada por serpente

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Saúde SP indica os principais cuidados, sintomas e onde buscar atendimento

Sugar o veneno, fazer torniquete, cortar o local da picada ou aplicar produtos naturais no ferimento. Embora muito conhecidas, essas práticas são mitos sobre os primeiros socorros a pessoas picadas por serpentes. Mas você saberia como agir corretamente?

De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), a primeira medida é procurar atendimento médico para avaliação e aplicação do soro antiveneno adequado. Quanto mais rápido o socorro, maiores são as chances de evitar complicações graves.

Além da busca por atendimento profissional, algumas ações imediatas podem ajudar a garantir a segurança da pessoa até a chegada à unidade de saúde.

O que fazer:

  • Lave o local da picada apenas com água e sabão;
  • Retire calçados, tornozeleiras, pulseiras, anéis ou outros objetos que possam dificultar a circulação em caso de inchaço na região afetada;
  • Mantenha a pessoa em repouso e evite esforços físicos;
  • Se possível e sem se aproximar da serpente, fotografe o animal para auxiliar na identificação.

O que não fazer:

  • Não utilize torniquete ou garrote;
  • Não corte ou perfure o local da picada;
  • Não tente sugar o veneno;
  • Não aplique qualquer substância na região atingida, como álcool, medicamentos caseiros, folhas ou pó de café.

Dados do Núcleo de Informação Estratégica em Saúde (Nies) da SES-SP indicam que o estado registrou 1.415 acidentes envolvendo serpentes e cinco óbitos em 2026. Do total, 34,2% foram classificados como acidentes botrópicos, ou seja, causados por serpentes dos gêneros Bothrops e Bothrocophias , como jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, comboia e cruzeira.

Essas espécies são encontradas em diferentes habitats, incluindo margens de rios, áreas agrícolas, regiões litorâneas e zonas de transição entre os meios rural e urbano.

Nos acidentes com essas serpentes, os principais sintomas são dor e inchaço na região afetada, manchas arroxeadas e sangramentos no local da picada, nas gengivas, na pele e na urina.

Os dados e a série histórica de acidentes por animais peçonhentos estão disponíveis na plataforma do Nies, que pode ser acessada no link: https://nies.saude.sp.gov.br/ses/acidentes-por-animais-peconhentos.

Onde buscar ajuda

Para facilitar o acesso rápido ao tratamento, a Secretaria da Saúde disponibiliza uma plataforma online que permite localizar o Ponto Estratégico de Soro Antiveneno (PESA) mais próximo, com disponibilidade de soro antiveneno.

Basta acessar a lista de serviços e inserir as informações de endereço nos campos correspondentes para encontrar a unidade mais próxima. A plataforma também disponibiliza informações sobre os serviços de atendimento soroterápico no estado, disponíveis no link: https://nies.saude.sp.gov.br/ses/atendimento-soroteraptico.

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Fonte/foto: Divulgação/GESP

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Sabesp reduz período de pressão reduzida da água na Grande São Paulo

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Gestão de Demanda Noturna passa de dez para oito horas diárias após melhora nas condições dos mananciais

A Sabesp informou que, a partir desta semana, reduzirá de dez para oito horas o período diário de pressão reduzida no abastecimento de água na Grande São Paulo. Com a mudança, a chamada Gestão de Demanda Noturna (GDN) passará a ser realizada das 21h às 5h.

Segundo a companhia, a decisão foi tomada após a melhora nas condições dos mananciais que abastecem a Região Metropolitana, favorecidos pelas chuvas registradas acima do previsto nas últimas semanas.

A medida de redução da pressão foi adotada no início de julho como forma de preservar os reservatórios durante o período de estiagem. O sistema afeta principalmente imóveis que não possuem caixa d’água ou contam com reservatórios de pequena capacidade.

Sistema Cantareira segue em alerta

A Gestão de Demanda Noturna foi implantada após a queda do volume útil do Sistema Cantareira, responsável por abastecer cerca de metade da população da Grande São Paulo.

Em 30 de junho, o reservatório registrava 39,87% do volume útil, levando o sistema à chamada Operação 3 – Alerta, que prevê a redução da captação para 27 metros cúbicos de água por segundo quando o volume fica abaixo de 40%.

Apesar da melhora nas condições de captação provocada pelas chuvas, o Sistema Cantareira ainda opera em nível de atenção. Na última sexta-feira (31), o volume útil registrado era de 36,67%.

A Sabesp reforça que a redução da pressão é uma medida de gestão operacional para preservar os recursos hídricos durante o período seco e minimizar o risco de desabastecimento.

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Foto: Divulgação/Sabesp

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Defesa Civil emite alerta severo após ventos de até 117 km/h em SP

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Celulares da Região Metropolitana e do litoral receberam aviso de emergência após o avanço da frente fria; já há registros de queda de árvores e destelhamentos

A Defesa Civil do Estado de São Paulo enviou, na tarde desta quarta-feira (29), dois alertas severos para celulares diante da intensificação da frente fria que atinge o estado.

O primeiro aviso foi disparado às 13h para os municípios do litoral, entre Itanhaém e Ubatuba. Às 13h48, um novo alerta foi encaminhado para toda a Região Metropolitana de São Paulo, após o aumento da intensidade dos ventos e o registro das primeiras ocorrências relacionadas ao mau tempo.

Segundo a Defesa Civil, o objetivo é alertar a população sobre os riscos provocados pelas rajadas de vento, temporais e demais efeitos da frente fria.

Ventos passam de 110 km/h

Até as 13h10, as maiores rajadas registradas no estado foram:

  • Taquarituba: 117 km/h;
  • Itanhaém: 111 km/h;
  • Itaporanga: 96,8 km/h;
  • Itaberá: 88,6 km/h;
  • Santos: 83,7 km/h;
  • Queluz: 75,2 km/h;
  • Registro: 70,2 km/h;
  • Caraguatatuba: 60,8 km/h;
  • Arandu: 60,5 km/h.

De acordo com o porta-voz da Defesa Civil, Maxwel de Souza, os impactos previstos começaram a ser registrados em diferentes municípios.

“Os ventos que nós tínhamos previsto já chegaram. Já temos chamados de ocorrência para quedas de árvores e destelhamentos de imóveis. O Gabinete de Crise segue mobilizado”, afirmou.

Gabinete de Crise acompanha situação

Desde a manhã desta quarta-feira, o Governo de São Paulo mantém o Gabinete de Crise em funcionamento para monitorar a passagem da frente fria.

O grupo reúne representantes da Defesa Civil, concessionárias de energia elétrica, órgãos reguladores, polícias e Corpo de Bombeiros para acompanhar a evolução das condições meteorológicas e coordenar a resposta às ocorrências em todo o estado.

Além da Região Metropolitana e da Baixada Santista, todas as regiões paulistas permanecem em estado de atenção.

Chuva forte e granizo

Além das rajadas de vento, a Defesa Civil alerta para a possibilidade de:

  • chuva forte em curto intervalo de tempo;
  • descargas elétricas;
  • queda de granizo;
  • alagamentos e enxurradas;
  • interrupções no fornecimento de energia;
  • queda de árvores;
  • destelhamentos;
  • danos em estruturas vulneráveis.

No litoral, também há risco de ressaca e forte agitação marítima, com possibilidade de impactos nas operações portuárias.

Veja as orientações da Defesa Civil

Durante a passagem da frente fria, a recomendação é:

  • evitar permanecer próximo de árvores;
  • não se abrigar sob estruturas metálicas;
  • evitar áreas abertas durante tempestades;
  • recolher ou fixar objetos soltos em quintais, varandas e sacadas;
  • redobrar a atenção nas rodovias devido ao risco de queda de árvores e redução da visibilidade.

Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) continuará monitorando a situação e poderá emitir novos alertas ao longo do dia.

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Foto: Arquivo/Reprodução/Defesa Civil SP

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Pet Contêiner oferece atendimento veterinário gratuito em 116 cidades de SP

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Programa leva consultas, vacinação e procedimentos ambulatoriais para cães e gatos em municípios paulistas

Moradores de 116 municípios do Estado de São Paulo podem contar com atendimento veterinário gratuito para cães e gatos por meio do programa Pet Contêiner. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços veterinários, contribuir para o controle populacional dos animais e prevenir doenças.

As unidades funcionam como consultórios veterinários equipados para realizar atendimentos clínicos, vacinação e procedimentos ambulatoriais de baixa complexidade, beneficiando principalmente cidades de pequeno e médio porte.

Regras variam conforme o município

O programa é desenvolvido em parceria entre o Governo do Estado e as prefeituras. Por isso, cada município define as regras de funcionamento, os horários de atendimento e os critérios para utilização do serviço.

Em algumas cidades, basta o tutor comparecer ao local com o animal para ser atendido por ordem de chegada. Em outras, o atendimento é destinado prioritariamente a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) ou a entidades que atuam no resgate de animais.

Como consultar o atendimento

Atualmente, o Estado conta com 116 unidades do Pet Contêiner distribuídas em diversas regiões.

Para consultar endereço, horários de funcionamento e critérios de atendimento, os tutores devem acessar o site oficial da prefeitura do município onde o serviço está disponível.

Municípios atendidos

  • Aguaí
  • Águas de Lindóia
  • Agudos
  • Américo Brasiliense 
  • Angatuba
  • Aparecida
  • Apiaí
  • Araçariguama
  • Araçoiaba da Serra
  • Arandu
  • Arealva
  • Areias
  • Bananal
  • Barra do Turvo
  • Barrinha 
  • Bebedouro
  • Brodowski
  • Brotas
  • Cachoeira Paulista
  • Cafelândia
  • Cajobi
  • Cananéia
  • Cândido Rodrigues
  • Capão Bonito
  • Capela do Alto
  • Casa Branca
  • Cerqueira César
  • Colina
  • Cravinhos
  • Divinolândia
  • Dobrada
  • Dois Córregos
  • Eldorado
  • Elisiário
  • Engenheiro Coelho
  • Fernando Prestes
  • Getulina
  • Guariba
  • Holambra
  • Ibaté
  • Igarapava
  • Iguape 
  • Iperó
  • Iracemápolis
  • Itararé
  • Itariri
  • Jardinópolis
  • Jarinu
  • Magda
  • Manduri
  • Mineiros do Tietê
  • Monte Alto
  • Monte Azul Paulista
  • Morro Agudo
  • Nazaré Paulista
  • Nova Granada
  • Osvaldo Cruz
  • Palmital
  • Paranapanema
  • Pariquera-açu
  • Pederneiras
  • Pedreira
  • Piracaia
  • Pontal
  • Potim 
  • Presidente Epitácio
  • Promissão 
  • Rio das Pedras
  • Santa Branca
  • Santa Cruz das Palmeiras
  • Santa Ernestina
  • Santa Fé do Sul
  • Santa Gertrudes
  • Santa Rita do Passa Quatro
  • Santa Rosa do Viterbo
  • São José do Rio Pardo
  • São Pedro
  • São Sebastião da Grama
  • Serra Negra
  • Serrana
  • Sete Barras
  • Severínia
  • Socorro
  • Tabatinga
  • Taiaçu
  • Tambaú
  • Torrinha
  • Tremembé
  • Valentim Gentil
  • Vargem Grande do Sul
  • Viradouro
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SP terá primeira usina para transformar água do mar em água potável

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O Estado de São Paulo terá sua primeira usina de dessalinização para abastecimento público. O projeto será implantado em Ilhabela, no Litoral Norte, e permitirá transformar água do mar em água potável, reforçando a segurança hídrica em uma das regiões que mais recebem turistas no estado.

A obra será executada pela Sabesp e prevê investimento de R$ 56,4 milhões. A expectativa é que o sistema fique pronto em até três anos e amplie em 20% a oferta de água na cidade.

O novo sistema atenderá moradores e visitantes da região central e da parte norte de Ilhabela, abrangendo bairros como Barra Velha, Itaquanduba, Centro, Saco da Capela, Siriúba, Pedra do Sino e Armação.

Atualmente, a captação de água é feita no Ribeirão Água Branca, em um trecho onde a água ainda é doce. Com a ampliação do sistema, parte da captação será realizada em uma área mais próxima do encontro com o mar, tornando necessária a utilização do processo de dessalinização.

Para transformar a água salgada em água própria para consumo humano, será utilizada a tecnologia conhecida como osmose reversa. O método utiliza alta pressão para fazer a água passar por membranas especiais capazes de reter o sal e outras impurezas.

Água vai fortalecer o sistema de produção Água Branca com vazão de 20 litros por segundo,
o que representa um aumento de 20% na oferta atual. Foto: Divulgação/Governo de SP.

Segundo a Sabesp, a principal vantagem desse sistema é a independência em relação ao volume de chuvas, garantindo maior previsibilidade no abastecimento e reforçando a segurança hídrica da região.

A tecnologia já é utilizada em larga escala em países como Israel, Arábia Saudita, Austrália e Espanha. No Brasil, existem iniciativas semelhantes no Nordeste, como a usina Dessal Ceará, em Fortaleza. No Sudeste, porém, o processo era empregado apenas em operações industriais.

A implantação da usina faz parte dos investimentos previstos para o Litoral Norte, que deve receber R$ 3,7 bilhões em obras de saneamento até 2029.

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Imagem: Divulação/Sabesp

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Cajamar salta de 0% para 79% de coleta de esgoto e amplia cobertura de saneamento

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O município de Cajamar alcançou 50% de cobertura no tratamento de esgoto e 79% na coleta após a ampliação dos investimentos em saneamento básico realizada nos últimos anos. As obras em andamento somam R$ 132 milhões e devem beneficiar mais de 43 mil moradores.

Até 2022, a cidade não contava com sistema de tratamento de esgoto. Segundo o Governo de São Paulo, a expansão da infraestrutura passou a integrar o programa IntegraTietê, que busca ampliar a coleta e o tratamento de esgoto em municípios da Região Metropolitana.

Entre as intervenções em execução estão a implantação de cerca de 13 quilômetros de tubulações, a construção de estações elevatórias e a ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Jordanésia. O projeto inclui ainda uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que terá capacidade para processar até 90 litros de esgoto por segundo.

As obras atendem bairros como Jardim Penteado, Parque São Roberto, Parque São Roberto II, Vila Santa Terezinha e Vila Granipavi. De acordo com o governo estadual, os investimentos devem ampliar o acesso ao saneamento, contribuir para a preservação ambiental e reduzir impactos na saúde pública.

A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, afirmou que a ampliação do tratamento de esgoto representa um avanço para a qualidade de vida da população e para a recuperação dos recursos hídricos da região.

As intervenções fazem parte da meta de universalização do saneamento básico no Estado de São Paulo, prevista para ser alcançada até 2029.

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Imagem: Reprodução/Google Maps

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Cajamar instala estações para monitorar chuvas e risco de alagamentos

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A Prefeitura de Cajamar começou a instalar estações meteorológicas em diferentes regiões da cidade para reforçar o monitoramento climático e ampliar as ações preventivas durante períodos de chuva intensa.

Os primeiros equipamentos já foram implantados em Ponunduva, Jordanésia e na região do km 43. A previsão é que o município receba sete estações distribuídas em pontos considerados estratégicos para ampliar a cobertura do monitoramento em tempo real.

A medida ocorre em um momento de atenção crescente das cidades da Grande São Paulo com temporais, enchentes e mudanças bruscas nas condições climáticas.

Segundo a Prefeitura, os equipamentos irão coletar informações como volume de chuva, temperatura, umidade do ar e outros dados meteorológicos importantes para o acompanhamento das condições do tempo.

Em algumas regiões, as estações também terão sensores para monitoramento do nível dos rios, permitindo identificar com mais rapidez situações que possam representar risco de alagamentos.

Com os dados atualizados em tempo real, a Defesa Civil poderá acompanhar alterações climáticas com maior precisão e agir mais rapidamente em casos de emergência.

A expectativa da administração municipal é reduzir impactos provocados por fortes chuvas e melhorar a capacidade de resposta das equipes em situações de risco.

Além do suporte às ações da Defesa Civil, o sistema também permitirá a emissão de alertas preventivos para a população, principalmente em períodos de instabilidade climática.

A Prefeitura afirma que a tecnologia deve fortalecer o trabalho preventivo no município e ajudar na antecipação de medidas para evitar transtornos causados por eventos climáticos extremos.

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Foto: Divulgação/PMC

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