Teatro leva espetáculo sobre protagonismo feminino a escolas públicas de São Paulo

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No mês dedicado às mulheres, alunos da rede municipal de ensino de São Paulo estão recebendo apresentações do espetáculo infantil “A Princesa que queria ser Bruxa”, que percorre escolas da capital ao longo de março e abril. A iniciativa faz parte do projeto PROMAC – Heróis da Terra em Ação: Aventuras Sustentáveis em Cena, patrocinado pelo Instituto XP e realizado com apoio do Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais.

Voltada ao público infantojuvenil, a peça apresenta uma releitura contemporânea dos papéis tradicionalmente atribuídos às meninas em histórias clássicas. Na trama, a Princesa Luna recebe um convite inesperado da Bruxa Sol para ingressar em uma Escola de Bruxas, iniciando uma jornada que vai além da fantasia e provoca reflexões sobre autonomia, conhecimento e liberdade de escolha.

Ao acompanhar a trajetória da personagem, que não se identifica com as expectativas impostas a uma princesa tradicional, o espetáculo busca questionar estereótipos e incentivar valores como igualdade de gênero, respeito às diferenças e protagonismo desde a infância. A linguagem acessível e o formato educativo foram pensados para dialogar diretamente com o ambiente escolar.

As apresentações acontecem exclusivamente em escolas municipais da capital paulista, ampliando o acesso de estudantes à produção cultural. A iniciativa integra as ações do Teatro Sustentável, grupo que desenvolve projetos com foco em educação, inclusão e impacto social por meio das artes cênicas.

Segundo a diretora do Teatro Sustentável, Christiane Deucher, o objetivo é estimular reflexões sobre identidade e liberdade. “Com o espetáculo queremos que a Princesa Luna possa enxergar o seu próprio poder e honrar a sua existência, vivendo de forma livre e plena, escutando a sua intuição para completar sua missão”, afirmou.

O espetáculo tem direção de Leticia Bassit e texto de Fernanda Magnani, com atuação de Natália Nery e Kels Feitosa. A trilha sonora é assinada por Natália Nery, enquanto cenografia e figurinos são de Julio Dojcsar. A montagem tem duração de cerca de 50 minutos e é indicada para estudantes entre 7 e 13 anos.

Além das apresentações de “A Princesa que queria ser Bruxa”, o projeto prevê uma nova etapa com o espetáculo “Me Poupe”, voltado à educação financeira, que deverá percorrer escolas da capital entre maio e junho de 2026, somando cerca de 60 sessões.

A proposta reforça o papel do teatro como ferramenta de aprendizado e reflexão, aproximando alunos da rede pública de temas sociais relevantes por meio da arte e da cultura.

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Educação em alta: URE Osasco supera metas do SARESP e consolida modelo de gestão pedagógica

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Com planejamento estratégico, acompanhamento pedagógico constante e uso qualificado de dados educacionais, a Unidade Regional de Ensino de Osasco registra avanços expressivos no desempenho das escolas estaduais.

A educação pública da região de Osasco vem registrando resultados expressivos. A Unidade Regional de Ensino de Osasco (URE Osasco) tem se destacado no cenário educacional paulista ao superar metas estabelecidas e fortalecer o acompanhamento pedagógico nas escolas da rede estadual.

Responsável pela supervisão de 52 unidades escolares, a regional, liderada pelo Dirigente Regional de Ensino Ariovaldo Guinther, vem consolidando uma atuação baseada em planejamento, articulação institucional e análise estratégica de dados educacionais — fatores que têm contribuído diretamente para avanços no aprendizado dos estudantes.

Entre as principais frentes de atuação da URE Osasco está o acompanhamento sistemático das escolas, realizado por meio de visitas técnicas, análise de relatórios e termos de visita elaborados por Supervisores de Ensino e Professores Especialistas em Currículo (PEC), além de reuniões periódicas com as equipes gestoras das unidades. Esse modelo de gestão aproxima a administração regional das escolas, favorecendo o diálogo profissional, a escuta qualificada e a adaptação das políticas educacionais à realidade de cada comunidade escolar.

Nos últimos anos, a regional também avançou na qualificação do acompanhamento pedagógico. Os apoios presenciais em sala de aula, assim como os relatórios e termos de visita, passaram a ser utilizados não apenas como instrumentos administrativos, mas também como ferramentas de análise pedagógica. O foco está na observação da intencionalidade didática, no alinhamento entre planejamento e execução das aulas e no acompanhamento efetivo das aprendizagens.

Outro ponto de destaque é a organização interna da regional. A adoção de agendas previamente pactuadas entre a Equipe de Supervisão de Ensino (ESE) e a Equipe de Especialistas em Currículo (EEC), com definição clara de responsabilidades, contribuiu para superar práticas fragmentadas e fortalecer uma atuação integrada e colaborativa. A medida tem garantido maior coerência nas orientações às escolas e maior consistência no acompanhamento das práticas pedagógicas.

No campo das iniciativas estruturantes, a regional também implantou, ao longo de 2025, o FELP – Fortalecimento Estratégico da Liderança Pedagógica, programa voltado ao apoio e à formação de novos Coordenadores de Gestão Pedagógica. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o acompanhamento do trabalho docente, ampliar a clareza das atribuições desses profissionais e incentivar processos formativos alinhados às necessidades de cada escola.

Os resultados alcançados confirmam a efetividade dessas estratégias. No SARESP 2025, a URE Osasco superou a meta do Índice de Frequência do Aluno (IFA), que era de 81,1%, alcançando 89,3%. Já no índice geral do SARESP, a meta estabelecida era 3,9, enquanto a regional atingiu 4,6, conquistando a Meta Ouro e superando o indicador projetado.

Além dos indicadores quantitativos, também são percebidos avanços qualitativos no cotidiano das escolas. As equipes demonstram maior engajamento, autonomia com responsabilidade e participação mais qualificada nos espaços formativos. As práticas pedagógicas apresentam maior alinhamento entre planejamento, execução e avaliação, refletindo-se em aulas com maior intencionalidade didática, registros pedagógicos mais consistentes e acompanhamento mais efetivo do trabalho docente.

Para o Dirigente Regional de Ensino, Ariovaldo Guinther, os resultados são fruto de um trabalho coletivo entre a regional e as equipes das escolas.
“Superar metas é importante, mas o que realmente faz a diferença é a construção de uma relação de confiança com os diretores e equipes escolares. Quando caminhamos juntos, compartilhando responsabilidades e objetivos, conseguimos fortalecer o trabalho pedagógico e alcançar resultados que refletem diretamente na aprendizagem dos nossos estudantes”, destacou.

Com uma atuação orientada por evidências, cooperação entre equipes e foco na aprendizagem, a URE Osasco, sob a liderança de Ariovaldo Guinther, consolida-se como referência em gestão educacional regional, demonstrando que planejamento estratégico, acompanhamento contínuo e articulação institucional são caminhos concretos para a melhoria da qualidade da educação pública.

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Prefeitura de Cajamar leva palestras sobre gravidez na adolescência a alunos da rede municipal

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Durante o mês de fevereiro, dedicado à conscientização e prevenção da gravidez na adolescência, a Prefeitura de Cajamar promoveu uma série de palestras educativas em escolas municipais que atendem estudantes dos oitavos anos.

A iniciativa teve como objetivo orientar os adolescentes sobre prevenção, responsabilidade e planejamento de futuro, incentivando o acesso à informação e o diálogo sobre saúde e projeto de vida.

Durante os encontros, profissionais abordaram temas relacionados às transformações da adolescência e aos impactos sociais e emocionais de uma gestação precoce. Também foram apresentados e explicados os principais métodos contraceptivos, com orientações sobre prevenção e a importância do acesso a informações seguras.

As atividades ocorreram ao longo do mês em diferentes unidades da rede municipal de ensino, alcançando estudantes que estão em uma fase considerada estratégica para a formação de consciência sobre escolhas e responsabilidades.

De acordo com a administração municipal, a proposta das palestras foi ampliar o debate sobre o tema dentro do ambiente escolar, oferecendo orientação e esclarecimentos para que os jovens possam tomar decisões informadas sobre o próprio futuro.

A ação integra as iniciativas de educação preventiva desenvolvidas pelo município e reforça o papel da escola como espaço de orientação, informação e construção de perspectivas para os adolescentes.

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Foto: Divulgação/PMC

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Brasileira de 20 anos é premiada em concurso internacional ao discutir se a vida é quântica

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A carioca Gabriela Frajtag, de 20 anos, recebeu menção honrosa em um dos principais concursos internacionais dedicados à biologia quântica. A premiação foi promovida pelo Foundational Questions Institute (FQxI), em parceria com o Paradox Science Institute e o Idor Ciência Pioneira. Ao todo, a iniciativa distribuiu US$ 53 mil (cerca de R$ 300 mil) aos melhores ensaios. Gabriela foi contemplada com US$ 3 mil ao responder à pergunta central da competição: “A vida é quântica?”.

O reconhecimento internacional é resultado de uma trajetória iniciada ainda na infância. Gabriela participou de diversas olimpíadas científicas além do currículo escolar, incluindo competições de matemática, astronomia, linguística, neurociência e biologia.

O interesse por transitar entre diferentes áreas do conhecimento a levou à Ilum Escola de Ciência, em Campinas (SP), vinculada ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais. No campus está instalado o Sirius, um dos mais modernos aceleradores de elétrons do mundo. Segundo ela, a formação interdisciplinar e o ambiente de pesquisa foram decisivos para sua trajetória.

O ponto de virada ocorreu em agosto do ano passado, durante a primeira edição da Escola de Biologia Quântica, realizada em Paraty (RJ). O evento foi organizado pelo Idor Ciência Pioneira e integrou as celebrações do Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quânticas, proclamado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Durante uma semana, 40 estudantes e pesquisadores discutiram um campo emergente que investiga fenômenos biológicos sob a perspectiva da física quântica. Foi a partir dos contatos estabelecidos no encontro que Gabriela teve acesso ao edital do concurso internacional.

Sem ainda desenvolver pesquisa consolidada na área, ela optou por escrever um ensaio com abordagem histórica, analisando como a biologia quântica se estruturou ao longo das décadas. A escolha dialoga com seu interesse pela história da ciência e pelas narrativas que explicam como descobertas científicas se consolidam.

Formada em 2025 como a primeira colocada da turma, Gabriela afirma ter sido surpreendida pelo resultado. A premiação será formalizada de forma online, com divulgação nas redes das instituições organizadoras e transferência do valor em dinheiro.

A biologia quântica investiga como fenômenos da mecânica quântica — como efeitos eletrônicos e energéticos em escala microscópica — podem influenciar processos biológicos. Um dos exemplos mais estudados é a navegação de aves migratórias. Pesquisas apontam que uma proteína chamada criptocromo, presente nos olhos dessas aves, pode formar pares de elétrons correlacionados por entrelaçamento quântico. O campo magnético da Terra influenciaria essas reações, auxiliando na orientação, como uma espécie de bússola interna.

Embora não atue diretamente na área, Gabriela pretende seguir carreira acadêmica. Seus planos incluem mestrado, doutorado no exterior e, futuramente, a criação de um laboratório próprio. Para ela, o reconhecimento demonstra que jovens cientistas brasileiros podem participar de debates científicos globais desde o início da carreira.

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Foto: Arquivo Pessoal/Gabriela Frajtag | *Matéria com informações Agência Brasil

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Santana de Parnaíba se consolida como referência em educação e amplia vagas na Etec

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A ampliação e reforma da Etec Bartolomeu Bueno da Silva, entregues na última segunda-feira (23), reforçam o movimento de Santana de Parnaíba para se firmar como referência em educação na Grande São Paulo. Com investimento de R$ 6,4 milhões, a unidade ampliou em 82,5% a capacidade de atendimento, passando de 789 para até 1.440 alunos.

A nova estrutura conta com 18 salas de aula, nove laboratórios de informática e um laboratório de química inédito na escola. Também foram implantados dois laboratórios gerais e quatro salas de estudos avançados, além da modernização da biblioteca.

A reforma incluiu ainda a ampliação da cozinha e do refeitório, construção de palco para apresentações culturais, novos vestiários com espaço adaptado para pessoas com deficiência e cobertura da quadra esportiva — uma demanda apresentada pelos estudantes para garantir atividades mesmo em dias de chuva.

A entrega da Etec se soma a outras iniciativas da administração municipal voltadas à qualificação profissional e ao ensino superior, como a Fábrica de Programadores e a Uniparna – Universidade Virtual. A estratégia tem como foco ampliar o acesso à formação técnica e tecnológica, alinhada às demandas do mercado de trabalho.

Durante a inauguração, o prefeito Elvis Cezar afirmou que o município mantém a educação como prioridade e destacou que os investimentos buscam transformar oportunidades em resultados concretos para os jovens da cidade.

Com a expansão da Etec, Santana de Parnaíba fortalece sua rede de ensino técnico e amplia a oferta de vagas, consolidando-se como um dos polos educacionais em crescimento na região metropolitana.

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Foto: Edson Mesquita Jr/Hora SP

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Mais de 100 escolas municipais de Barueri retomam aulas para 62 mil estudantes

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Os alunos da rede municipal de ensino de Barueri retornaram às aulas na segunda-feira (9) para o início de mais um ano letivo. Ao todo, 62.261 estudantes voltaram às salas de aula, reencontrando professores e colegas em 107 unidades escolares distribuídas pelo município.

Segundo a Secretaria de Educação, os estudantes estão matriculados em diferentes etapas de ensino. São 8.502 crianças nos Maternais, 8.141 nas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs), 24.107 no Ensino Fundamental I, 20.987 no Ensino Fundamental II e 524 alunos na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A rede municipal conta atualmente com 107 escolas, entre EMEFs, EMEIs, Escolas Maternais, unidades integradas e centros especializados, além de um Centro de Referência pela Primeira Infância (CRPI). Sete das Escolas Municipais de Ensino Fundamental funcionam em período integral. O sistema atende a comunidade escolar com cerca de 6 mil servidores, entre profissionais da gestão, professores e equipes de apoio.

Para o ano letivo de 2026, a Prefeitura disponibilizou aproximadamente 30 mil Chromebooks para uso pedagógico, além da entrega escalonada de cerca de 70 mil kits de material escolar e 70 mil kits de uniformes aos alunos da rede.

A proposta pedagógica inclui o uso de tecnologias educacionais, como os Núcleos WIT, voltados ao Ensino Fundamental, que promovem atividades relacionadas a temas como inteligência artificial, comunicação digital e desenvolvimento de jogos. As escolas também contam com Salas Maker, ambientes destinados à aprendizagem prática, com estímulo à criatividade, experimentação e resolução de problemas.

A rede municipal adota o conceito de Educação 5.0, que busca integrar competências socioemocionais e tecnológicas à formação dos estudantes, preparando-os para os desafios da vida em sociedade e do mercado de trabalho. O município também mantém políticas de Educação Inclusiva, garantindo acompanhamento especializado a alunos com necessidades educacionais específicas, com apoio de educadores além do professor regente.

O início do ano letivo foi precedido por uma semana de planejamento pedagógico, marcada pela realização da 1ª Jornada Pedagógica da Rede Municipal de Barueri. Durante três dias, professores participaram de atividades de formação, reflexão coletiva e troca de experiências, com foco no fortalecimento profissional e no alinhamento às demandas atuais da educação pública.

Entre os serviços oferecidos à comunidade escolar estão o aplicativo Pais e Alunos, que permite o acesso a informações acadêmicas, calendário escolar e dados administrativos, e o Botão de Alerta, sistema de segurança destinado a professores e funcionários para acionamento rápido em situações de emergência.

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Foto: Tatiane Zechetto/PMB

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Justiça suspende regras de escolas cívico-militares em SP por possível ilegalidade e discriminação

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A Justiça de São Paulo suspendeu, em decisão liminar, a aplicação das regras do Programa Escola Cívico-Militar do estado, sob o entendimento de que há indícios de violação ao princípio da legalidade, afronta à gestão democrática do ensino e potencial caráter discriminatório. A medida determina que o governo estadual interrompa, em até 48 horas, o uso do documento e de seus anexos nas unidades cívico-militares.

A decisão foi proferida pela juíza Paula Narimatu de Almeida, da 13ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No despacho, a magistrada determinou a suspensão do “Programa Escola Cívico-Militar do Estado de São Paulo” e dos guias de Conduta e Atitude dos Alunos, Uso do Uniforme e do Projeto Valores Cidadãos.

A liminar atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Segundo os autores da ação, as normas conferem aos monitores militares atribuições que extrapolam aquelas previstas em lei.

Na decisão, a juíza aponta que determinadas regras são “particularmente graves” e podem gerar discriminação, especialmente contra estudantes de grupos minoritários. Como exemplo, ela cita a proibição de tranças específicas ou de cortes de cabelo que não sejam considerados “discretos”.

De acordo com a magistrada, normas relacionadas à aparência podem afetar de forma desproporcional estudantes LGBTQIAPN+, cujas expressões de identidade de gênero não necessariamente se enquadram em padrões binários. Para a juíza, isso viola o princípio constitucional da não discriminação.

A decisão também destaca a ausência de consulta a especialistas da área educacional, como pedagogos, psicólogos educacionais e técnicos em desenvolvimento infantil. Segundo a magistrada, essa lacuna contraria dispositivos da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Outro ponto central da decisão envolve a gestão democrática do ensino. A juíza ressaltou que a elaboração do regimento escolar é competência privativa dos Conselhos de Escola, prerrogativa considerada indelegável da comunidade escolar. Para ela, há plausibilidade jurídica na alegação de que o regimento foi elaborado de forma unilateral pela Secretaria da Educação, sem a participação dos conselhos.

Apesar da suspensão das regras, a magistrada esclareceu que a decisão não impede a atuação dos monitores militares em outras iniciativas de apoio, como os programas Conviva, Ronda Escolar, Bombeiro na Escola e o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirmou que todo o conteúdo pedagógico das escolas da rede estadual, inclusive das unidades cívico-militares, é elaborado e aplicado exclusivamente por professores. Segundo a pasta, os monitores militares não exercem funções pedagógicas e a implantação do programa ocorreu por meio de consultas públicas, com participação das comunidades escolares.

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Foto: Marcelo S. Camargo/GESP

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Barueri inicia Operação Escola Segura 2026 com foco em proteção e cultura de paz nas escolas

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A Guarda Civil Municipal de Barueri (GCMB) iniciou nesta segunda-feira (9), data que marca o começo do ano letivo no município, a Operação Escola Segura 2026. Coordenada pela Secretaria de Segurança Urbana e Defesa Social (SSUDS), a iniciativa é considerada uma das mais amplas ações de segurança escolar do Estado de São Paulo e amplia o conceito tradicional de patrulhamento nas imediações das unidades de ensino.

De acordo com a administração municipal, a operação consolida um modelo integrado de governança em segurança pública, que reúne policiamento de proximidade, prevenção ambiental e suporte comportamental. O objetivo é garantir proteção e acolhimento à comunidade escolar, além de promover um ambiente seguro para estudantes, professores e funcionários.

Com uma rede educacional em constante expansão, que atende dezenas de milhares de alunos desde a educação infantil até a formação técnica de nível médio, Barueri adotou protocolos específicos para o contexto escolar. A estratégia prevê a presença ativa da GCMB nas unidades e no entorno, aliada a ações preventivas e de aproximação com a comunidade.

Nesse modelo, os agentes passam a atuar também como mediadores sociais e promotores de cidadania. A proposta é fortalecer o vínculo entre a corporação e as escolas, contribuindo para a construção de uma cultura de paz e para a prevenção de conflitos no ambiente educacional.

A política de segurança escolar do município tem como diretriz manter a escola como espaço de proteção e desenvolvimento, mesmo diante das tensões sociais contemporâneas. A operação busca assegurar um ambiente livre de medo, violência e preconceito, estimulando a inclusão educacional e o pleno desenvolvimento dos estudantes.

Segundo a gestão municipal, a Operação Escola Segura 2026 integra tecnologia, inteligência policial e práticas de suporte positivo, consolidando-se como uma ação de vanguarda no setor. A Prefeitura de Barueri afirma que a iniciativa reforça o compromisso com o desenvolvimento humano integral e com a segurança das futuras gerações.

Mais do que um plano de patrulhamento, a operação é apresentada como a materialização de uma política pública orientada pela confiança, pela integração entre segurança pública e gestão educacional e pela promoção da coesão comunitária no município.

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Foto: Divulgação/PMB

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Cajamar retoma aulas da rede pública municipal em 5 de fevereiro com novos uniformes escolares

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As aulas da rede municipal de Cajamar serão retomadas no próximo dia 5 de fevereiro. O início do ano letivo será marcado pela entrega dos novos Uniformes Escolares 2026, que chegam totalmente reformulados, com novo design, mais peças por aluno e padrão elevado de qualidade.

De acordo com a Prefeitura, os novos kits foram pensados para oferecer melhores condições de uso aos estudantes, além de mais organização no dia a dia escolar e maior tranquilidade às famílias logo nos primeiros dias de aula. A entrega faz parte da programação oficial de abertura do ano letivo.

A administração municipal afirma que a iniciativa representa um investimento direto na estrutura da rede pública de ensino, com o objetivo de garantir que todos os alunos iniciem as atividades em condições iguais, utilizando o mesmo padrão de vestuário escolar.

Em publicação nas redes sociais, o prefeito Kauan Berto destacou o significado da ação. Segundo ele, a entrega dos novos uniformes reforça o compromisso da gestão com o cuidado, a dignidade e o respeito às famílias, além de proporcionar mais conforto, igualdade e segurança às crianças no ambiente escolar.

A Prefeitura informou que a distribuição dos uniformes ocorrerá no início das aulas, seguindo o cronograma definido pela Secretaria de Educação.

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*Com informações newsoeste.com.br | Foto: Reprodução

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Barueri entrega mais de 70 mil kits escolares e inicia aulas da rede municipal em 9 de fevereiro

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O ano letivo de 2026 na rede municipal de ensino de Barueri terá início no dia 9 de fevereiro. A Prefeitura informou que, assim como nos anos anteriores, todos os alunos matriculados receberão gratuitamente kits completos de material escolar e uniformes, medida que busca garantir igualdade de acesso e reduzir o impacto financeiro para as famílias.

De acordo com a administração municipal, mais de 70 mil kits serão distribuídos para estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. A ação é coordenada pela Secretaria de Educação e contempla materiais adequados a cada etapa de ensino, assegurando que os alunos tenham os itens necessários desde o primeiro dia de aula.

Para estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, o kit inclui, entre outros itens, cadernos, estojo, lápis, canetas, cola, apontador, marca-textos, compasso, lápis de cor, folhas sulfite, caderno de desenho, tesoura escolar e conjunto geométrico. Além do material escolar, os alunos também recebem uniforme composto por calça, bermudas, jaqueta, camisetas, regata, camiseta de manga longa e pares de meias.

Segundo a Secretaria de Educação, todos os produtos distribuídos seguem critérios de qualidade e foram planejados para atender às necessidades pedagógicas ao longo de todo o ano letivo.

A entrega dos materiais ocorrerá durante as reuniões de pais, marcadas para o sábado, dia 7 de fevereiro, conforme o calendário escolar. As aulas começam no dia 9 de fevereiro para alunos dos 1ºs anos do Ensino Fundamental e da 1ª série do Ensino Médio, nas modalidades integrada e regular. Para os demais estudantes do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Técnico Modular, o início das aulas será no dia 10 de fevereiro.

O calendário escolar de 2026 prevê atividades até 18 de dezembro. O primeiro semestre se estende até 8 de julho, com férias entre 9 e 26 de julho. O segundo semestre tem início em 27 de julho.

As matrículas para novos alunos seguem abertas e devem ser realizadas diretamente nas unidades de ensino. Já os estudantes veteranos têm vaga garantida e não precisam efetuar nova matrícula. A Secretaria de Educação destaca que o planejamento do calendário busca assegurar organização, tempo adequado para aprendizagem e períodos de descanso para alunos e profissionais da educação.

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Foto: Arquivo/PMB

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