Cesta básica cai em 25 capitais, mas SP mantém maior preço

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Pesquisa do Dieese aponta custo médio de R$ 900,59 na capital paulista em agosto; valor foi o mais alto entre as 27 cidades analisadas.

O preço da cesta básica caiu em 25 das 27 capitais brasileiras pesquisadas em agosto pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do recuo na maioria das cidades, São Paulo manteve a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 900,59.

As únicas capitais onde houve aumento no preço da cesta em agosto foram Maceió, com alta de 1,43%, e São Luís, com elevação de 0,78%.

As maiores quedas foram registradas em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%) e Salvador (-3,30%).

O resultado mensal, porém, contrasta com a comparação anual. Em relação a agosto do ano passado, a cesta básica ficou mais cara em 25 capitais. As únicas exceções foram Brasília, com queda de 0,64%, e Palmas, com recuo de 0,27%.

Na comparação com o mesmo mês de 2025, as maiores altas foram registradas em Goiânia (7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%).

Entre os produtos que contribuíram para a redução dos preços em agosto está a batata, que apresentou queda em todas as cidades do Centro-Sul pesquisadas. O café em pó também ficou mais barato em 23 capitais.

Tomate e feijão foram outros produtos que registraram redução de preços no mês.

Por outro lado, pão francês, óleo de soja, leite integral e arroz agulhinha ficaram mais caros na maior parte das capitais analisadas.

São Paulo tem a cesta mais cara

Com custo médio de R$ 900,59, a capital paulista ficou no topo do ranking nacional em agosto.

Na sequência apareceram Cuiabá, com R$ 851,57; Rio de Janeiro, com R$ 851,19; e Florianópolis, com R$ 850,90.

Nas cidades das regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta pesquisada é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).

A diferença entre São Paulo e Aracaju, que apresentou o menor custo médio entre as capitais pesquisadas, chega a aproximadamente R$ 330.

Salário mínimo necessário

Com base no valor da cesta mais cara, registrada em São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.565,86.

O valor corresponde a aproximadamente 4,67 vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621.

A estimativa considera a previsão constitucional de que o salário mínimo deve ser suficiente para atender despesas essenciais de uma família, incluindo alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

O cálculo do Dieese utiliza como referência o custo da cesta básica e outras despesas essenciais previstas na legislação para estimar quanto uma família precisaria receber para manter esse conjunto de necessidades.

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Bolsa Família deve manter mínimo de R$ 600 em 2027

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Projeto enviado ao Congresso reserva R$ 157,1 bilhões para o programa, abaixo dos valores previstos para 2026 e 2025

A proposta de Orçamento da União para 2027, enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, não prevê reajuste para o Bolsa Família. O projeto reserva R$ 157,1 bilhões para o programa, valor inferior aos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões destinados em 2025.

Com a proposta, o benefício mínimo permanece em R$ 600 por família. Uma eventual correção dos valores poderá ser discutida pelos parlamentares durante a tramitação do Orçamento.

Benefício não tem reajuste desde 2023

O Bolsa Família não passa por reajuste desde seu relançamento, em março de 2023.

Além do benefício mínimo de R$ 600, o programa prevê valores adicionais conforme a composição familiar. São R$ 150 por criança de até 6 anos, R$ 50 por gestante, R$ 50 por jovem de 7 a 18 anos incompletos e R$ 50 por bebê de até 6 meses.

Os adicionais podem ser acumulados de acordo com as características de cada família.

Quem pode receber

Para ter acesso ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. Também é necessário manter o Cadastro Único atualizado e cumprir as condicionalidades estabelecidas nas áreas de saúde e educação.

Em agosto, aproximadamente 19,3 milhões de famílias foram atendidas pelo programa. No mesmo mês de 2025, eram cerca de 19,2 milhões.

Congresso poderá discutir mudanças

A manutenção do benefício sem reajuste ocorre em meio ao esforço da equipe econômica para conter o crescimento das despesas obrigatórias.

Durante a análise da proposta orçamentária, deputados e senadores poderão apresentar mudanças na previsão de recursos e discutir uma eventual recomposição dos valores pagos pelo programa.

Importante: como se trata da proposta de Orçamento, os valores ainda podem ser alterados durante a tramitação no Congresso Nacional. O texto apresentado não representa, portanto, a versão definitiva do Orçamento de 2027.

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USP cria indicador que usa desemprego para detectar recessões

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Indicador MADE acompanha o mercado de trabalho e busca identificar sinais de desaceleração econômica antes dos indicadores tradicionais.

Pesquisadores da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP (FEA-USP) desenvolveram um indicador que utiliza dados do mercado de trabalho para identificar sinais de uma possível recessão no Brasil.

Chamado de Indicador MADE, o mecanismo adapta ao cenário brasileiro a chamada Regra de Sahm, criada nos Estados Unidos para acompanhar mudanças no emprego e no desemprego e identificar sinais de desaceleração econômica.

A proposta é oferecer um alerta antecipado, permitindo que autoridades possam identificar mudanças na atividade econômica antes que uma eventual crise se consolide.

Como funciona o Indicador MADE

Segundo Guilherme Klein, pesquisador do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da FEA-USP e um dos autores da pesquisa, o indicador utiliza dados do mercado de trabalho porque essas informações são divulgadas com maior frequência.

O cálculo compara a média da taxa de emprego dos últimos três meses com o pior nível registrado nos 12 meses anteriores.

Quando a diferença ultrapassa o limite estabelecido pelos pesquisadores, o indicador sinaliza uma possível recessão.

Adaptação para o Brasil

Para aplicar a metodologia à realidade brasileira, os pesquisadores fizeram ajustes devido às características do mercado de trabalho nacional.

Um dos principais fatores considerados foi o alto nível de informalidade, que representa mais de um terço da população ocupada.

Por isso, os pesquisadores reduziram para 0,3 ponto percentual o limite necessário para que o indicador acione o alerta de recessão.

A metodologia foi aplicada a dados desde 1980. Segundo os pesquisadores, o levantamento identificou 14 recessões e dois indicativos adicionais, registrados entre 2005 e 2006 e em 2013.

Esses dois episódios não se transformaram em recessões, mas foram períodos considerados importantes de inflexão econômica.

Indicador também captou efeitos da pandemia

O Indicador MADE também identificou a recessão provocada pela pandemia de covid-19.

Segundo Guilherme Klein, o período recessivo ocorreu entre maio de 2020 e julho de 2021, com encerramento do período recessivo em agosto daquele ano.

Desde então, o indicador não registrou uma nova sinalização de recessão. Segundo os pesquisadores, esse representa o período mais longo desde 1980 sem uma nova recessão.

MADE não substitui o PIB

O Indicador MADE não foi desenvolvido para substituir o Produto Interno Bruto (PIB) ou outros mecanismos de acompanhamento da economia.

Enquanto o PIB mede o desempenho geral da economia a partir da produção de bens e serviços, o MADE acompanha o mercado de trabalho, especialmente as variações no emprego e no desemprego.

Os dois indicadores, portanto, possuem funções complementares.

A vantagem do MADE é utilizar informações do mercado de trabalho divulgadas com maior frequência, permitindo identificar mais rapidamente sinais de deterioração econômica.

A ferramenta pode, dessa forma, funcionar como um mecanismo complementar de alerta, auxiliando na análise da conjuntura econômica e na definição de possíveis políticas públicas.

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Desemprego cai para 5,3% e atinge menor nível para julho desde 2012

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Dados do IBGE mostram recorde de 103,3 milhões de pessoas ocupadas e 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada no trimestre encerrado em julho

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa o menor patamar para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

No trimestre anterior, encerrado em abril, a taxa de desocupação estava em 5,8%. No mesmo período do ano passado, o índice era de 5,6%.

Brasil bate recorde de pessoas ocupadas

A pesquisa aponta que o número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior resultado da série histórica.

Também foi recorde o número de empregados com carteira assinada, excluídos os trabalhadores domésticos, que alcançou 39,4 milhões de pessoas.

Por outro lado, o número de trabalhadores sem carteira assinada chegou a 13,8 milhões, um crescimento de 3,6% em relação ao trimestre encerrado em abril. Isso representa mais 477 mil pessoas nessa condição.

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o crescimento da ocupação no período foi impulsionado principalmente pelo setor da construção civil.

O segmento de transporte, armazenagem e correio, que inclui trabalhadores como entregadores por aplicativos, também registrou crescimento de 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2025.

Número de desempregados caiu

O contingente de pessoas desocupadas ficou em 5,8 milhões, uma redução de 503 mil pessoas, ou 8%, na comparação com o trimestre anterior.

A população desalentada, formada por pessoas que deixaram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma oportunidade, foi estimada em 2,3 milhões, queda de 9,7% no trimestre.

A taxa de informalidade, no entanto, passou de 37,2% para 37,5%.

De acordo com os critérios utilizados pelo IBGE, fazem parte do grupo de trabalhadores informais, entre outros, empregados sem carteira assinada e trabalhadores por conta própria ou empregadores sem CNPJ.

Rendimento médio ficou em R$ 3.762

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho.

O valor representa uma variação negativa de 0,7% em relação ao trimestre anterior, diferença considerada estável pelo IBGE.

A Pnad Contínua acompanha o comportamento do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais e considera diferentes formas de ocupação, incluindo trabalhadores com e sem carteira assinada, temporários e profissionais por conta própria.

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Salário mínimo pode subir para R$ 1.741 em 2027

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Estimativa do governo prevê aumento de R$ 120, mas valor definitivo dependerá da inflação medida pelo INPC até novembro de 2026

O salário mínimo brasileiro poderá subir para R$ 1.741 em janeiro de 2027, segundo nova projeção do governo federal divulgada nesta segunda-feira (24).

O valor representa um aumento estimado de R$ 120 em relação ao salário mínimo atual de R$ 1.621, equivalente a uma alta de aproximadamente 7,4%.

A previsão deverá constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que precisa ser encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.

No entanto, o valor de R$ 1.741 ainda não está definido oficialmente e poderá sofrer alterações antes de entrar em vigor.

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Valor depende da inflação

O cálculo final do salário mínimo de 2027 dependerá principalmente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos.

Pela regra atual, o reajuste considera a inflação acumulada e prevê também ganho real acima da inflação, dentro dos limites estabelecidos pela legislação.

Por isso, o valor definitivo só deverá ser conhecido no fim de 2026, após a divulgação do INPC acumulado até novembro.

A nova estimativa de R$ 1.741 é superior à previsão anterior de R$ 1.717, apresentada pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.

Quem será afetado pelo novo salário mínimo

O reajuste do salário mínimo não afeta apenas trabalhadores que recebem o piso nacional.

O valor também serve como referência para diversos pagamentos e benefícios, entre eles:

  • aposentadorias e pensões vinculadas ao piso do INSS;
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  • seguro-desemprego;
  • abono salarial;
  • contribuições previdenciárias dos Microempreendedores Individuais (MEIs).

Segundo o governo, cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social estão vinculados ao salário mínimo, o que faz com que qualquer aumento tenha impacto direto sobre as despesas públicas.

Aumento pode ampliar poder de compra

Se a projeção for confirmada, o novo valor representará um aumento nominal de R$ 120 em relação ao piso atual.

A política de reajuste busca preservar o poder de compra dos trabalhadores e beneficiários e prevê também ganho real, desde que respeitados os limites estabelecidos pelas regras fiscais.

Por outro lado, o aumento também amplia os gastos do governo, já que diversos benefícios previdenciários e assistenciais utilizam o salário mínimo como referência.

O Projeto de Lei Orçamentária de 2027 ainda será analisado pelo Congresso Nacional.

Até lá, o valor projetado de R$ 1.741 poderá ser atualizado de acordo com o comportamento da inflação. Se a estimativa for confirmada, o novo salário mínimo passará a valer a partir de janeiro de 2027.

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Desemprego cai no Brasil e 5 estados ficam abaixo de 3%

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Taxa nacional recuou de 6,1% para 5,4% no segundo trimestre; Santa Catarina registrou o menor índice, com 2,1%

A taxa de desemprego caiu no Brasil no segundo trimestre de 2026 e chegou a 5,4%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice representa uma redução em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre. Entre as 27 unidades da federação, 11 apresentaram taxas abaixo da média nacional. Em cinco estados, o desemprego ficou abaixo de 3%.

Santa Catarina registrou a menor taxa do país, com 2,1%, seguido por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

São Paulo terminou o segundo trimestre com 5,4%, exatamente na média nacional.

Veja as taxas de desemprego por estado

  • Santa Catarina: 2,1%
  • Mato Grosso: 2,2%
  • Espírito Santo: 2,3%
  • Rondônia: 2,6%
  • Mato Grosso do Sul: 2,7%
  • Paraná: 3,1%
  • Minas Gerais: 3,8%
  • Goiás: 4,0%
  • Tocantins: 4,1%
  • Rio Grande do Sul: 4,2%
  • Roraima: 5,0%
  • Brasil: 5,4%
  • Paraíba: 5,4%
  • São Paulo: 5,4%
  • Rio Grande do Norte: 5,6%
  • Maranhão: 6,0%
  • Pará: 6,2%
  • Distrito Federal: 6,5%
  • Acre: 6,6%
  • Ceará: 6,6%
  • Rio de Janeiro: 7,1%
  • Amazonas: 7,5%
  • Alagoas: 7,9%
  • Sergipe: 7,9%
  • Piauí: 8,3%
  • Pernambuco: 8,3%
  • Bahia: 9,1%
  • Amapá: 9,8%

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, as diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como nível de industrialização, evolução da atividade econômica e escolaridade da população.

De acordo com o pesquisador, os estados do Sul apresentam índices de desemprego mais baixos do que os registrados nas regiões Norte e Nordeste.

Desemprego caiu em 13 estados

A taxa de desemprego diminuiu em 13 unidades da federação no segundo trimestre. Nas demais, o indicador permaneceu estável.

As maiores quedas foram registradas no Rio Grande do Norte, com redução de 1,9 ponto percentual, no Acre (-1,6 p.p.) e em Tocantins (-1,5 p.p.).

Também houve recuo em Alagoas (-1,3 p.p.), Minas Gerais (-1,2 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Goiás (-1 p.p.), Rondônia (-1 p.p.), Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.), Mato Grosso (-0,9 p.p.), Santa Catarina (-0,6 p.p.) e Paraíba (-1,6 p.p.).

Menor número de desempregados de longo prazo

A Pnad Contínua também apontou uma redução no número de pessoas que estão há dois anos ou mais procurando emprego.

No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação, o menor contingente registrado desde o início da série histórica, em 2012.

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 15,6% nesse grupo.

Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores

O levantamento também mostra diferenças na taxa de desemprego de acordo com sexo e cor.

Entre os homens, o índice ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, chegou a 6,4%.

Por cor, a taxa foi de 6,9% entre pessoas pretas, 6,1% entre pardas e 4,2% entre brancas.

A pesquisa do IBGE utiliza as categorias de cor ou raça autodeclaradas. Segundo o Estatuto da Igualdade Racial, a população negra é formada pelo conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.

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Juros do empréstimo pessoal caem em agosto, aponta Procon-SP

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Taxa média passou de 8,50% para 8,23% ao mês, enquanto cheque especial manteve cobrança média de 8%, segundo pesquisa

A taxa média de juros do empréstimo pessoal caiu em agosto, segundo levantamento do Procon-SP. O índice passou de 8,50% para 8,23% ao mês, uma redução de 0,27 ponto percentual em relação a julho.

A pesquisa acompanha as taxas praticadas por seis instituições financeiras e considera os valores máximos pré-fixados para clientes pessoa física não preferenciais. Para o empréstimo pessoal, o levantamento considera contratos com prazo de 12 meses. Os dados foram coletados em 4 de agosto.

A redução da média foi influenciada principalmente pelas quedas registradas no Bradesco e no Banco do Brasil.

No Bradesco, a taxa caiu de 8,83% para 7,47% ao mês, uma redução de 1,36 ponto percentual. No Banco do Brasil, o índice passou de 7,43% para 7,20%, queda de 0,23 ponto percentual.

Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander mantiveram as mesmas taxas registradas no levantamento anterior.

Diferença entre os bancos

A pesquisa mostra que o consumidor pode encontrar diferenças significativas entre as taxas oferecidas pelas instituições financeiras. A distância entre a menor e a maior taxa chega a 2,79 pontos percentuais.

Por isso, o Procon-SP recomenda pesquisar as condições antes de contratar qualquer modalidade de crédito.

A taxa considerada no levantamento corresponde ao limite máximo pré-fixado para clientes pessoa física não preferenciais e pode variar conforme o perfil do consumidor e as condições oferecidas por cada instituição.

Cheque especial mantém taxa de 8%

No cheque especial, a taxa média permaneceu em 8% ao mês. Todas as instituições pesquisadas mantiveram os índices registrados no mês anterior.

O levantamento também destaca que o Banco Central estabeleceu, por meio da Resolução nº 4.765, de 27 de novembro de 2019, limite de 8% ao mês para os juros do cheque especial destinados a pessoas físicas. A regra entrou em vigor em janeiro de 2020.

Procon orienta consumidor

O Procon-SP recomenda que o empréstimo pessoal seja utilizado principalmente em situações de emergência ou para substituir dívidas que tenham juros mais elevados.

Antes de contratar crédito, a orientação é comparar as taxas e condições oferecidas pelas instituições financeiras.

O consumidor também pode verificar outras modalidades de crédito que eventualmente apresentem condições mais favoráveis, como linhas destinadas a aposentados, servidores públicos e pessoas com direito à restituição do Imposto de Renda, além do crédito consignado oferecido por empresas conveniadas.

A comparação das condições pode ajudar a reduzir o custo total da dívida.

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Foto: Rafa Neddemeyer/Ag. Brasil

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Conta de água pode ficar em R$ 16 para famílias de baixa renda em SP; veja quem tem direito

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Famílias de baixa renda podem pagar entre R$ 16,42 e R$ 21 pelo consumo mensal de água por meio da Tarifa Social da Sabesp. O benefício é destinado a moradores que atendem aos critérios de renda e mantêm o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado.

A tarifa reduzida garante o fornecimento de até 10 metros cúbicos de água por mês, o equivalente a 10 mil litros. Para ter acesso ao benefício, porém, não basta apenas estar dentro da faixa de renda: os dados do CadÚnico precisam estar atualizados e o cadastro deve corresponder à titularidade da conta de água.

A Tarifa Residencial Vulnerável, de R$ 16,42, é destinada às famílias em situação de extrema pobreza, com renda média de até R$ 218 por pessoa. Já a Tarifa Residencial Social, de R$ 21, atende famílias com renda por pessoa entre R$ 218 e meio salário mínimo.

Quem pode receber o desconto

O primeiro passo para quem pretende solicitar a tarifa é verificar a situação do CadÚnico. O cadastro deve ser realizado ou atualizado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município, com os documentos dos moradores da residência.

Outro ponto importante é a titularidade da conta. O CPF registrado no CadÚnico deve ser o mesmo do titular da conta de água da Sabesp. Em imóveis alugados, por exemplo, o benefício pode não ser aplicado caso a fatura permaneça em nome do proprietário.

Nessa situação, o consumidor deve providenciar a transferência de titularidade ou a atualização cadastral junto à Sabesp. O benefício é limitado a um imóvel por núcleo familiar.

Caso a família cumpra os requisitos, mas o desconto não apareça automaticamente na conta, a orientação é procurar a Sabesp com o CPF e o Número de Identificação Social (NIS) para verificar a situação cadastral.

Quanto representa 10 mil litros de água

O limite de 10 m³ corresponde a 10 mil litros de água por mês. Para dimensionar esse volume, ele equivale a aproximadamente 500 galões de 20 litros ou 20 mil garrafas de 500 ml.

O benefício busca reduzir o peso da conta de água no orçamento das famílias de menor renda. Segundo o Governo de São Paulo, a Tarifa Social da Sabesp alcança quase 2 milhões de pessoas no estado.

A consulta sobre critérios, documentação e atendimento pode ser feita diretamente nos canais oficiais da Sabesp. Sabesp – Tarifa Social

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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São Paulo recebe 100 mil empresas de fora e ultrapassa 1 milhão de novos negócios em cinco anos

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A cidade de São Paulo consolidou sua posição como principal polo econômico do país ao receber mais de 100 mil empresas de outros municípios desde 2021. No mesmo período, a capital também ultrapassou a marca de 1 milhão de novas empresas abertas, resultado atribuído à combinação de incentivos fiscais, redução da burocracia, segurança jurídica e investimentos em infraestrutura.

Além de ampliar a atividade econômica, a chegada de novas empresas gerou impacto direto na arrecadação municipal. Desde 2021, os negócios que transferiram suas sedes para a capital renderam mais de R$ 5,1 bilhões aos cofres públicos. Apenas neste ano, essa receita já supera R$ 1 bilhão, ampliando a capacidade de investimento da Prefeitura em diferentes áreas.

Os reflexos também aparecem no mercado de trabalho. Em 2025, São Paulo registrou a menor taxa de desemprego da história da cidade, de 5%, e, em junho deste ano, alcançou o maior número de empregos formais desde o início da série histórica, com quase 5 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

Entre as empresas que escolheram a capital para instalar suas sedes estão grupos nacionais e internacionais como Netflix, MagaluPay, Casas Bahia, Amazon e Facebook, reforçando a atratividade da cidade para novos investimentos.

Ambiente de negócios impulsiona crescimento

Segundo a Prefeitura, o crescimento é resultado de um conjunto de medidas adotadas para tornar São Paulo mais competitiva. Entre elas está o Empreenda Fácil, plataforma que reúne em um único sistema os procedimentos municipais, estaduais e federais para abertura, alteração e encerramento de empresas.

O sistema permitiu reduzir o tempo médio necessário para abrir um negócio na capital de cerca de 100 dias para menos de 50 horas nas atividades classificadas como de baixo risco, simplificando o processo para empreendedores.

Outro fator apontado pela administração municipal foi a redução da alíquota do ISS de 5% para 2% em segmentos ligados à economia digital e tecnológica, como streaming, mobilidade por aplicativos, audiovisual, franquias, comunicação visual e monitoramento remoto. A medida ampliou a competitividade da cidade e favoreceu a instalação de empresas voltadas à inovação.

Crescimento também impulsiona empregos

O fortalecimento do ambiente de negócios também se refletiu na geração de empregos. Nos últimos 12 meses, a capital registrou 2,9 milhões de admissões, volume equivalente a mais de 11% de todas as contratações realizadas no Brasil.

O desempenho superou, individualmente, o de 23 estados e do Distrito Federal, ficando atrás apenas dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. A capital também respondeu por 25,9% das vagas criadas em todo o Estado de São Paulo.

O setor de tecnologia também manteve trajetória de crescimento. Entre 2015 e 2025, o número de empregos formais nessa área aumentou 61,2%, alcançando 221.352 postos de trabalho. Atualmente, o segmento representa 4,1% dos vínculos empregatícios da capital e concentra 19,2% de todos os empregos de tecnologia do país, consolidando São Paulo como um dos principais polos brasileiros de inovação.

Para a Prefeitura, os indicadores mostram que o crescimento não se limita ao aumento do número de empresas, mas reflete um ambiente econômico mais competitivo e capaz de atrair investimentos, ampliar a arrecadação e impulsionar a geração de empregos.

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Foto: Divulgação/Pref. de SP

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Pix já responde por um em cada cinco pagamentos em bares e restaurantes

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O Pix continua ampliando sua participação no comércio brasileiro e já representa 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes, segundo levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

A pesquisa mostra que o sistema de pagamentos instantâneos ganhou espaço em relação ao último levantamento, realizado em 2024, quando respondia por 16,5% das transações presenciais.

O crescimento ocorreu principalmente às custas do dinheiro em espécie, cuja participação caiu para 8,3% das vendas.

Cartão de crédito ainda lidera

Apesar do avanço do Pix, o cartão de crédito permanece como o principal meio de pagamento no setor.

Segundo a pesquisa, a divisão das vendas presenciais é a seguinte:

  • Cartão de crédito: 41,5%;
  • Cartão de débito: 25,1%;
  • Pix: 20,5%;
  • Dinheiro em espécie: 8,3%;
  • Voucher: 4,6%;
  • Cheque: menos de 1%.

O levantamento ouviu 2.109 estabelecimentos em todo o país.

Pequenos estabelecimentos lideram uso do Pix

A pesquisa revela que a utilização do Pix é ainda mais expressiva entre empresas de menor porte.

Nos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o sistema responde por 30,4% das vendas.

Entre empresas que faturam entre R$ 130 mil e R$ 360 mil, a participação é de 22,6%.

Já nos negócios com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão, o índice chega a 24%.

Nas empresas com receita superior a R$ 1 milhão, o uso do Pix varia entre 14,9% e 17,5%.

Alimentação rápida concentra maior uso

O tipo de estabelecimento também influencia a forma de pagamento escolhida pelos consumidores.

Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix representa 24,6% das vendas.

Nos restaurantes especializados, a participação chega a 21%.

Em bares e casas noturnas, o índice é de 19,9%, enquanto nos restaurantes tradicionais alcança 17%.

Norte e Nordeste lideram

Regionalmente, o Norte apresenta o maior uso do Pix, onde o sistema responde por 29,8% das vendas presenciais.

O Nordeste aparece em seguida, com 24,2%.

Nas demais regiões, a participação é:

  • Sudeste: 18,1%;
  • Centro-Oeste: 17,9%;
  • Sul: 16,5%.

Segundo a Abrasel, embora o cartão de crédito continue predominando, o Pix já está consolidado como uma das principais formas de pagamento no setor em todas as regiões do país.

Dinheiro perde espaço

O levantamento mostra que o uso do dinheiro em espécie continua diminuindo.

Hoje, ele representa menos de 11% das vendas em todas as regiões do Brasil, indicando o avanço da digitalização dos meios de pagamento.

Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, o crescimento do Pix atende tanto às necessidades dos consumidores quanto dos empresários.

Segundo ele, além de oferecer rapidez e praticidade, o sistema reduz custos operacionais e pode ser integrado a programas de fidelidade e pedidos digitais, aumentando a eficiência dos estabelecimentos.

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Foto: Bruno Peres/Ag. Brasil

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