Emplacamento de veículos novos cresce 7% em São Paulo em 2026

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Estado registrou mais de 536 mil veículos 0 km no primeiro semestre; utilitários e motocicletas lideraram o avanço

O número de veículos zero quilômetro emplacados no estado de São Paulo aumentou 7% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP).

Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 536.766 emplacamentos, contra 502.082 no mesmo intervalo de 2025, um crescimento de quase 35 mil unidades.

Utilitários lideram crescimento

Os utilitários apresentaram o maior avanço percentual entre as principais categorias de veículos.

O segmento passou de 38.063 emplacamentos no primeiro semestre de 2025 para 49.324 em 2026, alta de 29,5%.

Na sequência aparecem as motocicletas, que registraram crescimento de 14,4%, passando de 169.413 para 193.868 unidades emplacadas.

Automóveis mantêm estabilidade

Os automóveis de passeio tiveram desempenho estável no período.

O total de emplacamentos passou de 175.030 para 176.267, enquanto as caminhonetes apresentaram pequena retração, passando de 45.454 para 44.549 unidades.

Os números indicam que o crescimento do mercado paulista foi impulsionado principalmente pelos segmentos de utilitários e motocicletas.

Serviço pode ser solicitado pela internet

O Detran-SP disponibiliza um serviço digital para solicitação de emplacamento e estampagem de placas de veículos. O procedimento pode ser iniciado pela internet por meio do portal oficial do órgão.

Solicitação de emplacamento:
Portal do Detran-SP – Solicitar placa do veículo

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Projeto pode proibir postos de cobrarem preço diferente no Pix e no dinheiro

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Proposta em tramitação na Câmara determina que pagamento via Pix à vista tenha o mesmo tratamento do dinheiro em espécie

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados pode impedir que postos de combustíveis cobrem preços diferentes para pagamentos realizados em dinheiro e via Pix. A proposta prevê que o pagamento instantâneo seja considerado equivalente ao dinheiro em espécie quando realizado à vista.

O Projeto de Lei 1.071/2026, de autoria do deputado Amaro Neto (PP-ES), determina que os estabelecimentos pratiquem o mesmo valor para as duas modalidades de pagamento. Caso seja aprovado, anúncios ou placas que exibam preços diferentes para Pix e dinheiro poderão ser considerados irregulares, sujeitando os postos às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor.

Diferença continuará permitida para cartões

Pela proposta, a diferenciação de preços continuará autorizada apenas para pagamentos realizados com cartões de crédito e débito.

Segundo o texto, essa exceção se justifica porque essas modalidades envolvem taxas cobradas pelas operadoras e prazos maiores para o recebimento dos valores pelos comerciantes.

Argumento do projeto

Embora a Lei nº 13.455/2017 permita a diferenciação de preços conforme a forma de pagamento, o autor da proposta argumenta que o Pix possui características semelhantes às do pagamento em dinheiro, já que os recursos são transferidos imediatamente para a conta do recebedor.

Na justificativa, o deputado afirma que a cobrança diferenciada transfere ao consumidor um custo que, em sua avaliação, não se justificaria da mesma forma que ocorre nas operações com cartões.

Setor de combustíveis aponta custo das transações

Representantes do setor argumentam que, apesar da liquidação instantânea, empresas que recebem pagamentos via Pix em contas comerciais pagam tarifas bancárias autorizadas pelo Banco Central.

Essas tarifas variam, em média, entre 0,89% e 1,45% por transação. Em um abastecimento de R$ 300, por exemplo, o custo pode chegar a R$ 4,35, valor que, segundo o setor, influencia a política de preços adotada pelos estabelecimentos.

Pix segue em expansão

A discussão ocorre em um momento de crescimento contínuo do Pix no Brasil.

Segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com base em dados do Banco Central, o sistema registrou 79,8 bilhões de transações em 2025, alta de 25,7% em relação ao ano anterior.

No mesmo período, o volume financeiro movimentado chegou a R$ 24,46 trilhões, crescimento de 33,6% na comparação com 2024.

O projeto inicia agora sua tramitação pelas comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação.

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MEI tem direito à aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade; veja as regras

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Pagamento mensal do DAS garante acesso a benefícios do INSS, desde que sejam cumpridos os requisitos da Previdência Social

Abrir um Microempreendedor Individual (MEI) não significa apenas formalizar um negócio. Ao pagar mensalmente o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), o empreendedor também passa a contribuir para a Previdência Social e pode ter acesso a diversos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre eles estão aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), aposentadoria por incapacidade permanente, salário-maternidade, além de benefícios destinados aos dependentes, como pensão por morte e auxílio-reclusão.

No entanto, cada benefício possui regras específicas relacionadas ao tempo de contribuição, idade mínima e período de carência.

O que é carência?

A carência corresponde ao número mínimo de contribuições exigidas para que o segurado tenha direito a determinados benefícios.

As contribuições não precisam ser consecutivas, mas deixar de pagar por um longo período pode fazer o trabalhador perder a chamada qualidade de segurado, condição necessária para receber alguns benefícios do INSS.

Em regra, essa proteção é mantida por até 12 meses após a última contribuição.

Quais benefícios o MEI pode receber?

Aposentadoria por idade

O empreendedor pode solicitar a aposentadoria por idade quando cumprir os requisitos da Previdência.

Para quem começou a contribuir após a Reforma da Previdência de 2019, as regras são:

  • Mulheres: 62 anos de idade e pelo menos 15 anos de contribuição;
  • Homens: 65 anos de idade e 20 anos de contribuição.

Quem já contribuía antes da reforma pode se enquadrar nas regras de transição.

Auxílio por incapacidade

O antigo auxílio-doença, atualmente chamado de auxílio por incapacidade temporária, exige, em regra, 12 contribuições mensais antes do pedido.

A aposentadoria por incapacidade permanente também normalmente exige esse período de carência, salvo nos casos de acidentes ou doenças previstas em lei, em que a exigência pode ser dispensada.

Salário-maternidade

A microempreendedora também pode receber salário-maternidade durante 120 dias nos casos de:

  • parto;
  • adoção;
  • guarda judicial para adoção;
  • aborto previsto em lei.

O benefício depende do cumprimento dos requisitos estabelecidos pelo INSS.

Direitos dos dependentes

Os familiares do MEI também podem ter direito à proteção previdenciária.

Pensão por morte

A pensão por morte pode ser concedida ao cônjuge, companheiro, filhos e outros dependentes previstos na legislação.

Em regra, basta que o segurado tenha realizado ao menos uma contribuição válida e mantenha a qualidade de segurado no momento do falecimento.

O período de pagamento varia conforme a idade do dependente e o tempo de casamento ou união estável.

Auxílio-reclusão

O auxílio-reclusão é destinado aos dependentes de segurados de baixa renda presos em regime fechado.

Para esse benefício, são exigidas 24 contribuições mensais antes da prisão, além do cumprimento dos demais requisitos legais.

Como consultar sua situação

O empreendedor pode acompanhar suas contribuições e verificar os benefícios disponíveis por meio do:

  • aplicativo Meu INSS;
  • portal oficial do INSS;
  • Central de Atendimento 135.

Especialistas recomendam manter o pagamento do DAS em dia para preservar a qualidade de segurado e garantir acesso aos benefícios previdenciários quando necessário.

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Foto: Reprodução/GESP

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Gasolina terá 32% de etanol após decisão do governo; entenda o que muda

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Medida aprovada pelo CNPE vale por 180 dias e busca reduzir a dependência de combustíveis importados

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento temporário da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina. O percentual passará de 30% para 32%, com validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida permitirá reduzir a importação de aproximadamente 900 milhões de litros de gasolina por ano, ampliando a participação do etanol produzido no Brasil na matriz energética nacional.

A decisão foi tomada diante da instabilidade do mercado internacional de petróleo e combustíveis, com o objetivo de diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados.

Testes apontam viabilidade

De acordo com o ministério, estudos realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia concluíram que a nova mistura é compatível com veículos leves e motocicletas, inclusive modelos equipados com motores não flex, sem prejuízo ao desempenho ou ao consumo.

Enquanto a mistura de 32% (E32) entra em vigor, o governo continuará avaliando a viabilidade de aumentar esse percentual para 35% (E35), principalmente em relação à durabilidade dos componentes dos veículos no longo prazo.

Mudanças também atingem o biodiesel

Durante a mesma reunião, o CNPE aprovou novas regras para o fornecimento de biodiesel destinado à mistura obrigatória no diesel.

Pela resolução, o biodiesel utilizado nessa composição deverá ser produzido exclusivamente por unidades autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), medida que restringe o uso de produto importado na mistura obrigatória.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, estudos técnicos indicam que a capacidade de produção nacional é suficiente para atender à demanda sem risco de desabastecimento.

Combate a fraudes

O conselho também aprovou uma resolução para reforçar o combate à adulteração e às fraudes no mercado de combustíveis.

Entre as medidas previstas estão o fortalecimento da fiscalização da ANP, a ampliação dos mecanismos de rastreabilidade dos combustíveis e a atuação integrada com órgãos como Procons, Ministérios Públicos, polícias, Inmetro e órgãos fazendários.

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Feriado de 9 de Julho deve movimentar até R$ 2,6 bilhões em São Paulo

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Estudo aponta que viagens durante o feriado prolongado e as férias escolares devem impulsionar bares, restaurantes, hotéis e o turismo no estado

O feriado prolongado da Revolução Constitucionalista de 9 de Julho deve movimentar entre R$ 2,45 bilhões e R$ 2,60 bilhões nos setores de hospedagem e alimentação fora do lar em todo o estado de São Paulo. A estimativa é da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp).

Segundo o levantamento, o período de quatro dias de folga, entre quinta-feira (9) e domingo (12), aliado às férias escolares, deve estimular as viagens para o litoral, o interior e as estâncias turísticas paulistas, aumentando o consumo em bares, restaurantes, hotéis, cafeterias, padarias e outros estabelecimentos ligados ao turismo.

A maior parte da movimentação financeira deverá ser registrada no segmento de alimentação fora do lar, com faturamento estimado entre R$ 2,11 bilhões e R$ 2,24 bilhões.

Já o setor de hospedagem deve movimentar entre R$ 337 milhões e R$ 358 milhões, impulsionado principalmente pela procura por destinos turísticos no litoral e no interior do estado, incluindo cidades conhecidas pelo turismo de aventura.

O estudo foi elaborado pelo Núcleo de Pesquisas e Estatísticas da Fhoresp com base em dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além do histórico de consumo registrado em feriados prolongados anteriores.

Os dados também mostram um cenário positivo para o setor de serviços. Segundo o IBGE, até abril deste ano, a receita nominal dos segmentos de hospedagem e alimentação fora do lar acumulou crescimento de 9,2% nos últimos 12 meses, percentual superior à média nacional do setor de serviços, que ficou em 7,5%.

De acordo com a Fhoresp, a combinação entre o feriado prolongado e o recesso escolar cria um cenário favorável para o aumento das viagens e do consumo, beneficiando principalmente os municípios com vocação turística.

As projeções da entidade indicam ainda que, ao longo de 2026, os setores de hospedagem e alimentação devem movimentar aproximadamente R$ 209,6 bilhões no estado de São Paulo, sendo R$ 180,7 bilhões provenientes da alimentação fora do lar e R$ 28,9 bilhões da hospedagem.

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Dia Mundial do Chocolate celebra paixão dos brasileiros e destaca benefícios do cacau para a saúde

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Celebrado em 7 de julho, o Dia Mundial do Chocolate marca a trajetória de um dos alimentos mais apreciados no planeta. Consumido em sobremesas, lanches, presentes e até em versões voltadas à alimentação equilibrada, o chocolate conquistou espaço definitivo na rotina dos brasileiros e vem registrando crescimento tanto no consumo quanto na produção nacional.

Segundo dados da Kantar Worldpanel, a presença do chocolate nos lares brasileiros passou de 85,5% em 2020 para 92,9% em 2024. No mesmo período, a frequência de consumo semanal aumentou de 56% para 65%, indicando que o produto deixou de ser reservado para datas comemorativas e passou a fazer parte do dia a dia das famílias.

A indústria também acompanha esse movimento. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), a produção nacional alcançou 806 mil toneladas em 2024. O consumo per capita chegou a 3,9 quilos por habitante ao ano, o maior índice dos últimos anos, refletindo a consolidação do chocolate como um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros.

Uma história que atravessa séculos
A origem da data remete à chegada do chocolate à Europa, por volta de 1550. Antes disso, o cacau era consumido principalmente por civilizações mesoamericanas, como maias e astecas, que utilizavam a bebida em rituais religiosos e cerimônias.

Com a introdução do ingrediente no continente europeu, a receita passou por adaptações, ganhou açúcar, leite e novos processos de fabricação até se transformar no alimento conhecido atualmente. Ao longo dos séculos, o chocolate tornou-se um dos produtos mais populares do mundo e passou a integrar diferentes culturas e hábitos alimentares.

Nem todo chocolate é igual

Apesar da fama de vilão das dietas, especialistas afirmam que a qualidade do chocolate faz diferença para a saúde. O principal ingrediente do chocolate, o cacau, é naturalmente rico em flavonoides, compostos antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres, responsáveis pelo estresse oxidativo das células e pelo envelhecimento precoce. Quanto maior a concentração de cacau, maior tende a ser a quantidade desses compostos benéficos.

Segundo a dermatologista Dra. Natasha Crepaldi, o problema não está no cacau, mas na composição de muitos produtos disponíveis no mercado.

“O cacau não deve ser visto como o vilão. Ele concentra flavonoides com importante ação antioxidante, que ajudam a reduzir o estresse oxidativo relacionado ao envelhecimento cutâneo. O que merece atenção é a quantidade de açúcar e, em alguns produtos, de derivados do leite, que podem estimular alterações hormonais e processos inflamatórios capazes de favorecer o aumento da oleosidade e agravar a acne em pessoas com predisposição”, explica.

Chocolate amargo leva vantagem
Entre as diferentes versões encontradas nas prateleiras, o chocolate amargo costuma ser apontado como a alternativa mais interessante do ponto de vista nutricional. Produtos com 70% ou mais de cacau normalmente apresentam menor quantidade de açúcar e maior concentração de compostos antioxidantes. O chocolate ao leite ocupa uma posição intermediária, enquanto o chocolate branco praticamente não contém massa de cacau, sendo produzido principalmente com manteiga de cacau, leite e açúcar.

Especialistas ressaltam, porém, que nenhum alimento, isoladamente, determina a saúde da pele ou do organismo. Predisposição genética, qualidade da alimentação, exposição solar, sono e prática de atividade física exercem influência muito maior sobre o bem-estar geral.

O excesso de açúcar permanece como um dos principais fatores de preocupação. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados favorecem processos inflamatórios, aumentam a produção de sebo e podem contribuir para o agravamento da acne em pessoas predispostas. Além disso, o consumo excessivo de açúcar está relacionado ao processo de glicação, que compromete as fibras de colágeno e elastina, acelerando o envelhecimento da pele.

Para a dermatologista, não há motivo para eliminar o chocolate da alimentação.
“Não existe motivo para eliminar completamente o chocolate da alimentação. O segredo está no equilíbrio e na escolha. Sempre que possível, vale priorizar versões com maior teor de cacau, consumir com moderação e manter hábitos que realmente fazem diferença para a saúde da pele, como uma alimentação equilibrada, proteção solar diária e uma rotina adequada de cuidados”, orienta.

Neste Dia Mundial do Chocolate, a data vai além da celebração de um dos doces mais populares do mundo. Ela também serve como um convite para conhecer melhor a origem do alimento, compreender suas diferenças nutricionais e aproveitar seus benefícios de forma consciente, aliando prazer, equilíbrio e saúde.

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Quase 80% dos consumidores desconhecem que remédios têm preço máximo definido por lei, aponta Procon-SP

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Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP revelou que quatro em cada cinco consumidores desconhecem que a maioria dos medicamentos vendidos no Brasil possui um preço máximo autorizado por lei. O levantamento, realizado entre maio e junho deste ano com 1.819 pessoas, mostra que 79,1% dos entrevistados não sabem da existência do Preço Máximo ao Consumidor (PMC), limite estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O dado chama a atenção porque o custo dos medicamentos tem impacto direto no orçamento das famílias. Entre os consumidores que compram remédios, 88,1% afirmaram já ter deixado de adquirir algum medicamento devido ao preço, enquanto 94,9% disseram pesquisar valores antes da compra.

Segundo o Procon-SP, conhecer o PMC é uma ferramenta importante para o consumidor verificar se o valor cobrado pela farmácia está dentro do limite permitido. Mesmo entre as pessoas que afirmaram conhecer a existência desse teto, quase 30% disseram não saber onde consultar essa informação.

Consumidores buscam alternativas mais baratas

O levantamento também mostra que a alta dos preços tem levado muitos consumidores a buscar opções mais econômicas. Metade dos entrevistados (50,2%) afirmou substituir o medicamento prescrito pelo médico por um genérico ou outro similar de menor custo. Apenas 31,7% disseram comprar exatamente o medicamento indicado na receita.

Nos medicamentos vendidos sem prescrição, a experiência anterior do consumidor aparece como principal critério de escolha (34,2%), seguida da orientação do farmacêutico (27,1%).

CPF para desconto preocupa consumidores

Outro ponto destacado pela pesquisa é o fornecimento do CPF nas farmácias para obtenção de descontos. Segundo o levantamento, 71,2% dos consumidores informam o documento sempre que solicitado.

Apesar disso, a maioria admite não saber como seus dados pessoais são utilizados. Mais da metade dos entrevistados (54,3%) afirmou desconhecer o tratamento dado às informações, enquanto outros 35,2% disseram ter dúvidas sobre o assunto.

Para o Procon-SP, farmácias e drogarias precisam oferecer informações mais claras sobre o uso desses dados, informando se eles são compartilhados com laboratórios, planos de saúde, hospitais ou outras empresas, conforme determina a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Mudança no comportamento dos consumidores

Na comparação com a pesquisa realizada em 2025, aumentou o número de consumidores que desconhecem a existência do teto de preços dos medicamentos, passando de 74,8% para 79,1%.

Também cresceu a percepção de que a publicidade pode incentivar a automedicação, índice que passou de 66,1% para 70,3%.

Outro destaque foi o avanço das compras realizadas de forma combinada entre lojas físicas e plataformas digitais, comportamento adotado por 39,4% dos consumidores.

Como o consumidor pode economizar

O Procon-SP orienta que, antes de comprar qualquer medicamento, o consumidor pesquise os preços em diferentes estabelecimentos, consulte o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), solicite informações sobre o tratamento de seus dados pessoais quando o CPF for exigido para descontos e, sempre que possível, converse com o médico sobre a possibilidade de utilizar medicamentos genéricos.

Segundo o órgão, o acesso à informação é um direito do consumidor e pode contribuir para uma compra mais segura, consciente e econômica.

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Governo começa a retirar subsídios dos combustíveis e encerra benefício do diesel

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O governo federal iniciou a retirada gradual dos subsídios criados para conter a alta dos combustíveis durante a crise no Oriente Médio. A primeira medida será o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, que deixa de valer a partir desta quarta-feira (1º).

Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão foi tomada após a queda do preço internacional do petróleo, que voltou a patamares semelhantes aos registrados antes do agravamento do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Apesar da mudança, outros incentivos continuam em vigor. Permanecem ativos o subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel, o benefício de R$ 0,44 por litro da gasolina, o subsídio ao gás de cozinha (GLP), além da desoneração de tributos sobre o biodiesel e o querosene de aviação.

De acordo com o governo, a equipe econômica continuará monitorando diariamente a cotação do petróleo para definir quando os demais benefícios poderão ser retirados de forma gradual.

Além da melhora no cenário internacional, a redução dos subsídios também busca preservar o equilíbrio das contas públicas. A avaliação do governo é que, com a queda do preço do petróleo, parte das medidas emergenciais adotadas nos últimos meses já cumpriu seu objetivo de reduzir os impactos sobre consumidores e empresas.

A expectativa é que, caso o barril do petróleo permaneça nos níveis atuais, novos incentivos aos combustíveis sejam revistos nas próximas semanas, sem provocar impacto significativo ao consumidor final.

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Sabesp prorroga campanha para renegociação de dívidas e permite parcelamento na conta de água

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Os clientes da Sabesp ganharam mais 30 dias para aderir à campanha “Acertando Suas Contas”, que oferece condições especiais para a renegociação de débitos. A principal novidade é que os valores renegociados agora poderão ser parcelados diretamente na fatura mensal de água, conforme regulamentação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

Pelas novas regras, as parcelas do acordo serão discriminadas na conta de água, com a indicação do valor cobrado e do total de parcelas contratadas, proporcionando mais praticidade e organização financeira aos consumidores.

A campanha mantém descontos de 100% sobre juros, multas e correção monetária para todos os acordos realizados durante o período promocional. Além disso, o abatimento sobre o valor principal da dívida pode chegar a 80%, conforme o perfil do imóvel e a situação cadastral do cliente.

Os consumidores também podem optar pelo parcelamento em até 24 vezes no cartão de crédito ou pelo pagamento via PIX. Podem participar da campanha clientes com contas em atraso, independentemente do tempo de inadimplência.

Segundo a Sabesp, cerca de 128 mil clientes já aderiram à campanha em 2026, totalizando mais de R$ 110 milhões em descontos concedidos.

Como renegociar

A renegociação pode ser feita pelos canais oficiais da Sabesp:

  • WhatsApp: (11) 3388-8000
  • Central de Atendimento: 0800 055 0195 (ligação gratuita, 24 horas por dia)

A companhia também mantém atendimento presencial por meio da unidade móvel “Van Bora”, que percorre municípios do estado oferecendo serviços aos clientes.

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Foto: Divulgação/Sabesp

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Brasil tem 6,2 milhões de jovens que não estudam nem trabalham, aponta levantamento

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Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou que 6,2 milhões de jovens brasileiros entre 14 e 24 anos estavam fora da escola e do mercado de trabalho no primeiro trimestre de 2026. O grupo, conhecido como “nem-nem”, representa uma das principais preocupações apontadas pelo estudo sobre a juventude no país.

Os dados fazem parte do Diagnóstico da Juventude Brasileira, elaborado com informações do IBGE, da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do eSocial.

Ao todo, o Brasil possui 32,9 milhões de jovens nessa faixa etária. Desse total, 13,9 milhões estavam ocupados, 12,8 milhões apenas estudavam, 9,6 milhões apenas trabalhavam e 4,3 milhões conciliavam estudo e emprego.

Outro dado que chama a atenção é a alta rotatividade no mercado de trabalho. Entre os adolescentes de 14 a 17 anos que trabalham, 52% permanecem menos de um ano no mesmo emprego. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse percentual é de 38,2%.

Apesar dos desafios, o estudo aponta avanços na escolarização. Atualmente, 73% dos jovens possuem pelo menos o ensino médio, 2,3 milhões frequentam o ensino superior e outros 944 mil já concluíram essa etapa.

A pesquisa também mostra que a taxa de desemprego continua mais elevada entre os jovens do que na média nacional. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, o índice é de 25,1%. Já na faixa de 18 a 24 anos, o desemprego atinge 13,8%, enquanto a média nacional é de 5,8%.

Segundo o Ministério do Trabalho, mais da metade dos jovens ocupados possui carteira assinada. Os setores que mais empregam essa população são comércio e serviços, com destaque para vendedores, balconistas, escriturários, recepcionistas e operadores de caixa.

Para o ministério, o desafio agora é ampliar as oportunidades de emprego qualificado, reduzir a rotatividade e criar condições para que mais jovens permaneçam estudando e ingressem no mercado de trabalho com melhores perspectivas de crescimento profissional.

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