A corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo aprovou a abertura de processo disciplinar contra o vereador Camilo Cristófaro (Avante) por uma frase racista dita por ele em sessão da Casa. O procedimento precisa ainda ser aprovado pela maioria absoluta do plenário, ou seja, 28 dos 55 vereadores.
A decisão foi publicada hoje (20) no Diário Oficial da capital paulista. Após passar pelo plenário, o processo entra na fase de instrução, quando Cristófaro terá espaço para apresentar sua defesa. Ao final, o procedimento pode levar à suspensão ou cassação do mandato do vereador.
Fala racista
No último dia 3 de maio, Camilo Cristófaro participava de forma remota de uma sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Aplicativos, na Câmara Municipal de São Paulo. Como o microfone do vereador estava aberto, o áudio da fala dele com outra pessoa acabou vazando para a reunião: “Não lavaram a calçada, é coisa de preto, né?”, foi a frase ouvida durante a sessão.
Fizeram representações contra Cristófaro pelo episódio as vereadoras Luana Alves (Psol) e Sonaira Fernandes (Republicanos), além do deputado federal Alexandre Leite (União Brasil), filho do presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, e mais uma moradora de São Paulo.
No parecer aprovado pela corregedoria, elaborado pela vereadora Elaine Mineiro do mandato coletivo Quilombo Periférico (Psol), a relatora enfatiza que a fala é nitidamente racista, “alimentadora de estruturas que mantêm a população negra em posição de incompetência e inferioridade, sendo ofensiva a um conjunto indeterminado de pessoas, violentando todas as pessoas negras”.
Vereador nega racismo
Cristófaro negou que tenha sido racista e se referiu ao episódio como uma “brincadeira”. “Eu não sou racista. Setenta por cento de quem me acompanha são afros. Foi uma brincadeira infeliz com um deles, meu irmão de coração e que, mesmo ele sendo meu amigo há décadas, eu reconheço: fui infeliz, mas racista nunca”, disse, em resposta à Agência Brasil, na ocasião.
A argumentação que classifica a fala como “brincadeira lamentável”, também foi usada em vídeo divulgado nas redes sociais pelo vereador, em que aparece com quatro funcionários negros do mandato. Os funcionários defendem Cristófaro na gravação.
Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil – Foto: André Bueno/Rede Câmara
O Ministério da Saúde divulgou hoje (20) novos números sobre a pandemia de covid-19 no país. De acordo com
O levantamento diário do Ministério da Saúde divulgado hoje (20) registra que o Brasil tem 30,7 milhões de casos confirmados da doença e 665,4 mil mortes. Os recuperados da doença somam 29,8 milhões, 96,9% dos casos.
Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 10,1 mil novos casos e 60 mortes.
O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 5,4 milhões de infectados e 168,8 mil óbitos. Em seguida estão Minas Gerais (3,3 milhões e 61,4 mil óbitos); Paraná (2,5 milhões e 43,2 mil óbitos) e Rio Grande do Sul (2,3 milhões e 39,4 mil óbitos).
Vacinação
Conforme o vacinômetro do Ministério da Saúde, 429,8 milhões doses de vacinas contra a covid-19 já foram aplicadas, sendo 176,6 milhões em primeira dose; 158,1 milhões em segunda dose, 83,2 milhões em doses de reforço e 3,2 milhões em segunda dose de reforço.
O período de inscrição para o processo seletivo das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) começa nesta quinta-feira, 19, e vai até dia 6 de junho. O Vestibulinho para o segundo semestre de 2022 oferece mais de 43 mil vagas para cursos técnicos, Especializações Técnicas e para vagas remanescentes de segundo módulo. A inscrição deve ser feita exclusivamente pela internet. O valor da taxa é de R$ 39. A prova será aplicada dia 3 de julho, de forma presencial.
As vagas são destinadas a turmas presenciais, semipresenciais e para cursos online das Etecs e classes descentralizadas, unidades que funcionam com um ou mais cursos técnicos, sob a administração de uma Etec, por meio de parcerias com as prefeituras do interior e da Capital (aulas nos CEUs) e com a Secretaria Estadual da Educação para oferta do Ensino Técnico em salas de escolas estaduais.
O processo seletivo traz como novidade a oferta do curso Técnico em Qualidade, que será oferecido na Etec de Monte Mor. A qualificação proporciona ao profissional competências para atuar na execução de procedimentos administrativos, desenvolvimento de manuais, procedimentos, diagnósticos e outras ações que envolvem a gestão de qualidade de em instituições públicas, privadas e de terceiro setor.
Cursos Técnicos
O Vestibulinho para o segundo semestre de 2022 oferece 42.946 vagas para habilitação técnica, sendo 40.066 na modalidade presencial e 2.880 vagas no formato online. São mais de 80 opções de cursos, com duração de três ou quatro semestres.
Especialização Técnica de nível médio
Já nesta modalidade, o Vestibulinho oferece 610 vagas, sendo 250 para o formato presencial, destinadas aos cursos de: Automação Predial, Gestão Ambiental, Gestão de Unidades de Alimentação e Nutrição, Logística Reversa, Produção de Cana-de-Açúcar, Prótese sobre Implantes e Radiocomunicação. As outras 360 vagas são disponibilizadas para aulas online, para a Especialização Técnica em Gestão de Projetos.
Para concorrer nesta opção, além de ter concluído o Ensino Médio, o candidato precisa ter cursado integralmente o Ensino Técnico associado ao curso de especialização, conforme relação disponível na internet.
Vagas remanescentes
As vagas remanescentes de segundo módulo estão disponíveis para dez cursos técnicos: Administração, Contabilidade, Desenvolvimento de Sistemas, Eletrônica, Logística, Mecânica, Nutrição e Dietética, Química, Recursos Humanos e Segurança do Trabalho.
Para disputar uma das vagas, é necessário ter concluído o Ensino Médio e comprovar experiência profissional na área do curso, por meio de avaliação e certificação de competências referentes ao primeiro módulo.
Inscrições
O interessado em concorrer a uma das vagas disponíveis no Vestibulinho das Etecs para o segundo semestre de 2022, deve:
Ter concluído ou estar cursando o Ensino Médio, apresentando o Certificado de Conclusão ou a declaração de que está matriculado na segunda ou terceira série;
Ter concluído ou estar cursando a Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Neste caso, o candidato deve ter o Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou a declaração de que está matriculado, a partir do segundo termo da EJA ou dois certificados de aprovação em áreas de estudos da EJA/CEEJA. Ou Ainda o Boletim de aprovação do Encceja enviado pelo MEC ou o Certificado de aprovação do Encceja em duas áreas de estudos avaliadas;
Para o candidato que tenha realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), até a edição de 2016, é preciso apresentar o Certificado ou a Declaração de Conclusão do Ensino Médio, expedido por órgão competente.
As inscrições devem ser feitas, exclusivamente, no site www.vestibulinhoetec.com.br, no período de 19 de maio até as 15 horas do dia 6 de junho.
Basta preencher a ficha de inscrição disponível no menu “Área do candidato”, que deve ser acessada com o CPF do candidato e senha de segurança. O preenchimento das informações é de responsabilidade do candidato ou de seu representante legal, quando menor de 16 anos.
Após o preenchimento das informações, é preciso imprimir o boleto bancário para o pagamento da taxa de R$ 39. O valor deve ser pago em qualquer agência bancária, via internet, por meio de aplicativo bancário ou ainda por meio da ferramenta disponível no site oficial do processo seletivo, com cartão de crédito, até o dia 6 de junho.
Para os candidatos que não têm acesso a computadores e internet, as Etecs de todo o Estado disponibilizarão os equipamentos para a realização da inscrição. O interessado deve entrar em contato com a unidade para saber datas e horários disponíveis, antes de ir ao local.
Mais informações sobre o preenchimento da ficha de inscrição, documentação necessária, disponibilidade de cursos e vagas de cada unidade podem ser conferidas na Portaria do Vestibulinho e no Manual do Candidato, disponíveis na internet.
Inclusão social
O candidato com deficiência, que necessite de condições especiais para realizar a prova, deverá indicá-la na Ficha de Inscrição eletrônica e, também, encaminhar o laudo médico, emitido por especialista, descrevendo o tipo e o grau da necessidade, através de link específico na Área do Candidato, impreterivelmente, até as 15 horas do dia 6 de junho.
O candidato transgênero que desejar ser tratado pelo nome social, deverá informar o nome social completo, no ato da inscrição, no campo específico para tal. Caso não seja informado o nome social no ato da inscrição, não será possível solicitar a inclusão posteriormente. Também é preciso enviar durante o preenchimento da ficha, via upload, imagem do RG (frente e verso) e uma foto 3×4 recente.
O Sistema de Pontuação Acrescida do Centro Paula Souza concede acréscimo de pontos à nota final obtida no exame, sendo 3% a estudantes afrodescendentes e 10% a quem tenha estudado, integralmente, da quinta a oitava série ou do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental, na rede pública. Se o candidato estiver nas duas situações, recebe 13% de bônus.
Cabe ao candidato verificar na portaria se tem direito à pontuação acrescida, porque a matrícula não poderá ser realizada e a vaga será perdida se as informações não atenderem às condições estabelecidas em sua totalidade.
Fonte: Portal Governo de SP – Foto: Arquivo/Divulgação/SECOM-Barueri
A Defesa Civil emitiu alerta para ressaca marítima, com ondas de até 4 metros de altura, em todo o litoral do estado de São Paulo. A recomendação é que os banhistas evitem a prática de esportes aquáticos ou que utilizam o vento, como surf, windsurf e kitesurf. O alerta, emitido hoje (19), tem validade até as 21 horas de amanhã (20).
A prefeitura de Santos (SP) informou que os ventos fortes que atingem a região costeira, associada com a alta da maré, poderá causar ressacas e alagamentos na cidade até amanhã. “Com o mar agitado, as ondas podem chegar a 2,6 metros na madrugada entre quinta e sexta-feira e 2,2 metros no final da tarde de sexta”, diz comunicado da prefeitura.
Segundo o Plano Municipal de Contingência para Ressacas e Inundações de Santos, quando a maré alcança mais de 2 metros na Baía de Santos é possível ocorrer alagamentos e avarias nas estruturas urbanas costeiras da cidade.
Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil – Foto: Victor Hugo Mori/Direitos Reservados
O São Paulo garantiu presença nas oitavas de final da Copa Sul-Americana ao derrotar o Jorge Wilstermann (Bolívia) por 3 a 0, na noite desta quinta-feira (19) no estádio do Morumbi.
Após este triunfo o Tricolor chega aos 13 pontos, garantindo a liderança do Grupo D, mesmo faltando o último compromisso da fase de grupos, contra o Ayacucho (Peru) na próxima quarta-feira (25) no Morumbi.
O São Paulo abriu o placar cedo, com um bonito chute do volante Rodrigo Nestor aos cinco minutos do primeiro tempo. E o Tricolor ampliou ainda na primeira etapa, aos 16 minutos, novamente com o camisa 25.
No primeiro minuto do segundo tempo a equipe de Rogério Ceni chegou ao terceiro, com uma pancada de direita de Patrick. O Tricolor continuou somando oportunidades, mas o placar terminou mesmo em 3 a 0.
⚽️ Grande jogada e gol de @patrickChoco92, o primeiro dele pelo Tricolor!
Rigoni ➡️ Rafinha ➡️ Nikão ➡️ Nestor ➡️ Eder no corta-luz ➡️ Patrick!
Garantir mais qualidade, agilidade e facilidade para a população são as premissas que motivam os investimentos na rede de saúde por parte da Prefeitura de Barueri. Neste sentido, pode-se considerar que a aquisição do tomógrafo no Pronto-Socorro José Agostinho dos Santos, no Parque Imperial, está cumprindo seu objetivo. Só em abril, apenas dois meses após ser colocado em funcionamento, o equipamento já fez 387 exames, quase 13 procedimentos por dia.
Adquirido em dezembro do ano passado e posto em funcionamento após dois meses para sua instalação, o novo e moderno tomógrafo da Canon Medical Systems, Modelo Alexion, faz o processamento de imagens em altíssima resolução para diagnósticos de doenças musculares, ósseas, entre outras.
Assim, o equipamento permite atender demandas que envolvam ginecologia, músculo esquelético, pneumonia, embolia pulmonar, asma, tuberculose, aneurismas, hipertensão pulmonar, além dos protocolos dos cuidados com doenças cardiovasculares, acidentes vasculares (AVCs), tumores etc.
Mais proximidade O Pronto-Socorro do Parque Imperial realiza, aproximadamente, 600 atendimentos diários, entre adultos e crianças. Antes da chegada do novo tomógrafo, a população tinha que recorrer ao Pronto-Socorro Central para fazer os exames agora realizados no Jardim Imperial. E não só os pacientes do PS José Agostinho dos Santos têm como fazer seus exames no local, mas também os usuários provenientes do pronto-socorro do Jardim Mutinga.
Dentre os atendimentos diários no PS Imperial, a maior parte dos casos são de quadros dolorosos, febris, virais e infecciosos, além de falta de ar, traumas e manifestações de ansiedade e depressão.
O Pronto-Socorro José Agostinho dos Santos, na rua José Martinho, 399, foi inaugurado em 2017. Trata-se de um prédio com quatro pavimentos, que somam 2.600m², com ambientes para atendimento nas especialidades de clínico geral, pediatria, ginecologia, ortopedia e odontologia.
O presidente Jair Bolsonaro disse que, provavelmente, foi o único chefe de Estado que adotou estratégia diferenciada de combate à pandemia, ao questionar o isolamento social e seus efeitos para a economia do país.
A afirmação foi feita no Rio de Janeiro, quando o presidente estava em um almoço com participantes do Congresso Mercado Global de Carbono – Descarbonização & Investimentos Verdes.
“Talvez o único chefe do Estado do mundo que não aceitou o ‘fica em casa porque a economia a gente vê depois’ tenha sido eu. Lamentavelmente, a condução da pandemia foi retirada da minha mesa presidencial. Mas o Brasil fez sua parte, colaborando com estados e municípios, e mais: com os mais humildes que, quando obrigados a ficar em casa, perderam toda sua renda”, disse ele ao afirmar que, graças a essa “acolhida” dada pelo governo não houve “nenhum problema social no Brasil”.
O presidente reiterou que, enquanto o país volta à normalidade, em muitos países nota-se a possibilidade de desabastecimento. “Com certeza a preocupação de todo chefe de Estado é a segurança alimentar, e, nesse momento, todos voltam os olhos ao Brasil, uma potência agrícola que não parou”, acrescentou ao lembrar que uma em cada cinco pessoas no mundo é alimentada pela produção brasileira.
O Congresso Mercado Global de Carbono terminará na sexta-feira (20). Durante o evento, 24 painéis serão apresentados em quatro salas temáticas. Também serão apresentados 120 cases de sucesso de empreendedores verdes em quatro miniauditórios.
Por Pedro Peduzzi – Foto: Marcos Corrêa/Presidência
O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu hoje (19) a privatização como forma de aumentar os investimentos em infraestrutura. Segundo o ministro, “modelo antigo”, baseado em grandes empresas estatais “se esgotou”.
“Só uma empresa, a Cedae [Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro], quando fizemos o marco do saneamento, mobilizou em um fim de semana, aqui em São Paulo, R$ 50 bilhões. Seis vezes e meia o orçamento do ministro [da Infraestrutura]”, disse, ao comparar o resultado do leilão realizado em abril e o orçamento do Ministério da Infraestrutura. Na ocasião, foram pagos R$ 22,69 bilhões em outorgas e estão previstos R$ 30 bilhões em investimentos em 12 anos. O ministro participou de um seminário promovido pela plataforma Arko Advice e Traders Club.
Ontem (18), o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o modelo de privatização da Eletrobras, estatal considerada a maior empresa energética da América Latina.
IPI
Guedes afirmou ainda que a alta carga tributária tem provocado a redução da produção industrial do país nos últimos anos. “O IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] desindustrializou o Brasil”, enfatizou durante a palestra. Segundo o ministro, são os impostos que fazem com que o país tenha que importar produtos que poderiam ser produzidos nacionalmente. “O Brasil tem matéria-prima de toda espécie. Ou seja, tem a soja, mas, às vezes tem que trazer de fora o óleo de soja, Tem o minério de ferro, mas, às vezes, tem que trazer de fora o aço.”
Guedes disse que o governo aproveitou o aumento de arrecadação para diminuir os valores cobrados com o imposto. “Pela primeira vez, em 40 anos, nós baixamos o IPI. Ninguém fez isso antes”, destacou. Em fevereiro, uma série de produtos teve as alíquotas do IPI reduzidas em 25%, percentual que foi ampliado para 35% a partir de maio. De acordo com o Ministério da Economia, com a desoneração, a União deixará de arrecadar R$ 15,2 bilhões em 2022, R$ 27,3 bilhões em 2023 e R$ 29,3 bilhões em 2024.
Inflação
O ministro também comentou sobre a alta inflação que, segundo ele, é um fenômeno mundial. “A inflação que tem hoje é uma inflação mundial, porque os bancos centrais dormiram no volante. O nosso [Banco Central] já acordou, saiu correndo e tomou um café: está vivo”, disse, sobre o aumento da taxa básica de juros que o Banco Central tem feito desde o ano passado para conter o aumento generalizado de preços.
De acordo com Guedes, a inflação mundial é causada por uma desorganização da produção provocada pelas medidas restritivas para conter a pandemia de covid-19. “Como houve essa ruptura de cadeias produtivas, o mundo deu uma desorganizada geral. Houve um choque adverso de oferta. E ao mesmo tempo todos os governos lançaram esses programas sociais. Ou seja, a demanda aumentou forte, a oferta foi contida e a inflação global subiu.”
Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil – Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil
A Câmara dos Deputados concluiu hoje (19) a votação do Projeto de Lei (PL) 3.179 de 2012, que regulamenta a prática da educação domiciliar no Brasil, também conhecida como homeschooling.
O texto-base da proposta foi aprovado ontem (18), e nesta quinta-feira os deputados retomaram a votação e rejeitaram os destaques apresentados ao texto. Com a conclusão, o PL segue agora para análise do Senado.
De acordo com a proposta, para usufruir da educação domiciliar, o estudante deverá estar regularmente matriculado em uma escola, que acompanhará o desenvolvimento educacional durante o período.
Os pais interessados em ensinar os filhos em casa deverão seguir a Base Nacional Comum Curricular definida pelo MEC. Além disso, poderão ser incluídas matérias e disciplinas adicionais à rotina de ensino.
Também será exigida, de ao menos um dos pais ou responsável, a comprovação de escolaridade de nível superior ou em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido. Eles também não podem ter antecedentes criminais.
Os responsáveis terão de garantir a convivência familiar e comunitária do estudante e a realização de atividades pedagógicas para promover a formação integral do estudante, contemplando seu desenvolvimento intelectual, emocional, físico, social e cultural.
Será de responsabilidade dos pais manterem registros periódicos das atividades e encaminhar, a cada três meses, na forma de relatórios, à instituição de ensino na qual o aluno está matriculado.
O aluno também deverá participar de avaliações anuais de aprendizagem durante o ciclo de educação básica.
Nos ensinos fundamental e médio, além desses relatórios, deverá haver avaliação anual com base no conteúdo curricular, admitida a possibilidade de avanço nos cursos e nas séries, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases (LDB).
Se o desempenho do estudante nessa avaliação anual for considerado insatisfatório, uma nova avaliação, em caráter de recuperação, será oferecida no mesmo ano.
Debates
Durante a votação dos destaques, deputados contrários ao projeto, criticaram a aprovação do homeschooling, com o argumento de que a modalidade vai retirar recursos da educação e sobrecarregar as escolas, uma vez que pelo projeto, as escolas terão que promover encontros periódicos para acompanhamento educacional, intercâmbio de informações e aplicação de exames.
“Na linha de defesa da educação pública brasileira, não há a possibilidade de terceirização para o que seja o ensino privado ou domiciliar como se essa solução ou alternativa fosse resolver os gravíssimos problemas que a gente vem enfrentando na educação brasileira. Esse governo não investe em educação infantil. Diminui, ano após ano, os investimentos na educação pública brasileira e coloca esse tema como se fosse de fato uma solução, quando não é”, criticou o deputado Glauber Braga (Psol-RJ)
A deputada Perpétua Almeida disse que o projeto também tem um caráter segregacionista pois vai atender uma pequena parcela da população. Para ela, apenas quem tem elevado poder aquisitivo vai conseguir aderir ao regime de ensino domiciliar.
“Esse é um projeto que só vai atender gente que tem muito dinheiro, os ricos e milionários do nosso país. Só eles vão ter dinheiro para pagar professor particular para ficar ensinando seus filhos”, argumentou a parlamentar. “O povo pobre vai continuar na escola pública porque precisa estudar, precisa de merenda escolar”, acrescentou.
O deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS) rebateu o argumento e disse que existem famílias pobres e ricas que querem aderir à modalidade de ensino domiciliar.
“Então, não se trata aqui de defender uma determinada classe social, não. Estamos defendendo um direito, a liberdade de as famílias escolherem, com uma regulamentação apropriada, aprovada por este Parlamento”, rebateu.
Já o deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) defendeu a aprovação do texto. O deputado disse que aderiu ao modelo e que tem obtido resultados positivos na educação de sua filha.
“Em minha casa, fizemos a opção pela educação domiciliar com a minha filha de 5 anos de idade. O resultado, em 3 meses, foi que ela já estava lendo e escrevendo. Nós conseguimos alfabetizá-la em casa com uma carga horária bem menor daquela que ela teria dentro da sala de aula”, disse.
Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil
O Ministério da Minas e Energia (MME) lançou hoje (19) um estudo que visa a estimular a discussão e o uso de tecnologias de eficiência energética no setor de edificações por meio da adoção de procedimentos de digitalização. Essas ferramentas podem ser usadas durante todo o ciclo de vida de um edifício. De acordo com o estudo, essa possibilidade de redução no consumo de energia no setor de construção pode chegar a 40% até 2050, o que representaria um ganho total de 161 TeraWhatts (TWh).
Esse valor, segundo o diretor do Departamento de Acompanhamento Energético do MME, Carlos Alexandre Pires, é comparável ao consumo anual de eletricidade de cerca de 3.360 mil domicílios e equivale a 815 mil toneladas de carbono (tCO2) de emissões evitadas, ajudando o país a cumprir as metas acordadas para redução de gases do efeito estufa.
“As ferramentas digitais podem contribuir para a eficiência energética durante todo o ciclo de vida de um edifício, considerando a fase pré-operacional, na fabricação dos materiais, e as fases de projeto, de construção e de operação do edifício”, disse Pires durante a videoconferência para lançamento da pesquisa. “A digitalização nessas fases da edificação é fundamental para o alcance das metas climáticas na construção. Ativando potenciais para a redução de carbono, embutidos nos materiais e nos processos de construção”, acrescentou.
O estudo Digitalização e eficiência energética no setor de edificações no Brasil foi realizado em cooperação com o governo alemão e analisou 20 soluções digitais que podem contribuir para a eficiência energética durante todo o ciclo de vida de uma edificação.
Estas soluções passam pela adoção de tecnologias de gestão e automação; programas computacionais de modelagem dos edifícios; tecnologias de gerenciamento e segurança dos dados, usadas desde o desenho e modelagem dos edifícios aumentando o desempenho energético da edificação por anos, como a orientação solar, sistemas de ventilação, envoltória, dentre outros.
Além disso, a digitalização dos processos de construção pode impulsionar a padronização de componentes e processos de construção associada a medidas de eficiência.
Entre os casos analisados pelo estudo está o da construção de um condomínio residencial no bairro do Catumbi, no Rio de Janeiro, no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida, com apartamentos variando de 46,21 m² a 43,46 m².
Alterações, obtidas após simulações na fase de projeto, levaram a mudanças na orientação dos prédios que, aliada à forma alongada dos blocos, resultaram em um favorecimento da ventilação natural. Também houve melhor orientação dos ambientes, como quartos, banheiros, cozinhas e salas; a inclusão de varandas para sombreamento da fachada; aumento do tamanho das esquadrias para aumentar a iluminação natural; instalação de sistema de aquecimento solar de água; e o isolamento térmico da cobertura (manta refletiva).
Essas e outras alterações resultaram em um incremento de eficiência energética de 1.776 kWh/ano (considerando o edifício multifamiliar como um todo) ou uma redução de 3,13% na comparação com o modelo anterior.
Outro exemplo é o de um edifício corporativo, no bairro Vila Olímpia, em São Paulo, com área construída de 257.799 m². As medidas para aumentar a eficiência energética foram adotadas pensando desde a fase de projeto até o uso do imóvel, como a implantação de sistema de gestão predial (BMS) na fase de operação; sistema de iluminação interna de elevada eficiência e envidraçamento de alto desempenho térmico e com baixo fator solar, que resultaram em uma redução no consumo de energia 49,9%.
Futuro
O documento também traça três cenários para o incremento de ferramentas de digitalização no segmento de edificações, que compreende os setores residencial, comercial e público: um mais lento, um moderado e outro de rápida inserção da digitalização.
Segundo o estudo, esses cenários podem ser agravados pela continuidade da crise econômica e com baixo crescimento da economia e outros fatores, como a implementação das diversas políticas públicas setoriais de forma descoordenada, sem sinergia entre os órgãos competentes; inexistência de linhas de crédito específicas para a implementação de soluções digitais nas edificações, a falta de definição precisa de papéis e responsabilidades em relação ao uso e garantia de equipamentos incorporados à edificação.
Em um cenário mais lento de digitalização, o documento aponta que o ganho de eficiência energética é baixo, situando-se em níveis inferiores a 10% do total de 161 TWh até 2050. Isso é comparável ao consumo anual de eletricidade de até cerca de 840 mil domicílios, e equivalendo a emissões evitadas da ordem de 200 mil tCO2.
Em um cenário moderado, o potencial de eficiência energética decorrente da digitalização atinge patamares de 20 a 30% do total de 161 TWh até 2050, comparável ao consumo anual de eletricidade de até cerca de 2.520 mil domicílios, e equivalendo a emissões evitadas da ordem de 610 mil tCO2.
Já o potencial de eficiência energética, decorrente da digitalização rápida, atinge níveis de 30 a 40% do total de 161 TWh até 2050, comparável ao consumo anual de eletricidade de até cerca de 3.360 mil domicílios, e equivalendo a emissões evitadas da ordem de 815 mil tCO2.
“A digitalização no segmento de edificações é implementada em ritmo rápido no país, sendo fortemente induzida pelo Estado, com ampla participação de investimentos privados e adoção acelerada de tecnologias digitais. Abrange todas as tipologias de edificações, em função da efetiva integração entre os diversos mecanismos institucionais e regulatórios voltados para digitalização, eficiência energética e habitação”, diz o documento.
Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Foto: Reprodução/TV Brasil