Vivemos a era das incertezas. Todos os dias, ouvimos ou lemos notícias que nos deixam alarmados, assustados, perturbados. Exemplos: um ambiente político agressivo, ofensivo, polarizado, expressando uma radicalização que não contribui em nada para uma paz social; as profundas incertezas na economia, tem-se a impressão de que estamos à beira de uma catástrofe econômica sem precedentes; os efeitos climáticos extremos, que são cada vez mais frequentes no mundo todo; o aquecimento global, que já é uma realidade, ainda que seja negado por muitas autoridades nacionais e/ou internacionais. A lista de más notícias não tem fim: epidemias, (in)segurança pública interna, guerras acontecendo por todos os lados. E para completar, grande parte da população, na qual me incluo, não sabe lidar com a velocidade da informática, que por sua vez gera outro fator de insegurança: golpes eletrônicos e fake news que não acabam mais. Parece que o mundo está realmente virando um lugar difícil de se viver.
Mas, amigo leitor, amiga leitora, dentro deste caos eu ouso lançar uma proposta: desenvolva a prática da gratidão, faça o exercício diário de agradecer por todas as coisas e situações que acontecem na sua vida. Mudanças de comportamento em uma sociedade demoram para acontecer, mas, pelo menos você se sentirá mais feliz, tornando seu dia a dia mais agradável, prazeroso, leve.
Acredite! Ser grato e agradecer de coração, fará muito bem para seu corpo, mente e espírito. Esta prática, não é uma novidade e nem exclusiva de nenhuma religião, filosofia de vida ou qualquer cultura específica. Décadas atrás, era muito comum ver uma família sentada à mesa, orar e agradecer antes da refeição que iriam compartilhar. Você já se deu conta de que milhares de pessoas dedicam muito trabalho para que o alimento chegue a nossa mesa?
Igualmente, devemos ver em tudo o que nos acontece, o lado bom, e agradecer por isso. Você pode estar pensando. Como assim? Devo agradecer por todas as desgraças que me acontecem? Caí na rua, perdi meu celular, cheguei atrasado no trabalho, bati o carro, fui assaltado e devo agradecer? Sim, por mais idiota que isso possa parecer. Quando acontece algo que julgo ruim, deve servir para meu aprendizado e constante capacitação. O único lugar onde os moradores não têm nada para aprender, é o cemitério. Enquanto estivermos vivos, devemos agradecer e reconhecer que sempre podemos aprender e assim estar em equilíbrio e em sintonia com o universo que nos cerca.
Principalmente devemos ser gratos com aqueles que nos são mais próximos: em casa, no trabalho, no laser. Devemos compartilhar os acontecimentos diários com nossos entes queridos. E aqui está uma oportunidade única para efetivamente escutarmos o que uma outra pessoa tem para nos dizer. Vamos ouvir a todos com atenção, deixar de lado assuntos que talvez não nos digam respeito. Isto fará muito bem para nosso espírito e certamente para nossa saúde. Creio que a vida é uma só, e passa muito rápido, não temos necessidade de apressar o seu fim. Ser grato! Agradecer, é uma gentileza, que fará muito bem para quem recebe, mas fará ainda mais para quem pratica.
Muito obrigado por ter lido este artigo. Por favor deixe seu comentário. Forte abraço.

Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.

Caro Celso, grato por seu artigo. Com esta primeira frase entro no espírito de seu texto . Agradecer sempre por tudo e para todos é uma prática que ajuda a melhorar o mundo, principalmente o seu mundo. E reforço, é muito mais gratificante dar do que receber.