Graacc recebe equipamento de R$ 9 milhões e amplia atendimento contra câncer infantil

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O Hospital Graacc, referência no tratamento de câncer infantil, passou a contar com um novo acelerador linear de última geração, ampliando a capacidade de atendimento de 150 para até 250 pacientes por mês.

O equipamento, modelo Versa HD da Elekta, representa um investimento de cerca de R$ 9 milhões e substitui o aparelho anterior, trazendo ganhos em precisão, qualidade e agilidade nos tratamentos de radioterapia.

A nova tecnologia permite sessões mais rápidas e direcionadas, reduzindo a exposição à radiação e os efeitos colaterais, fator considerado essencial no tratamento de crianças.

Segundo o CEO do hospital, André Negrão, o impacto é direto na qualidade do atendimento.

“A máquina é mais moderna, rápida e precisa. A quantidade de radiação é menor e a precisão do feixe é milimétrica, o que é decisivo no tratamento infantil”, afirmou.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve na unidade e destacou que a iniciativa faz parte da ampliação nacional de equipamentos de alta complexidade.

“Vamos chegar este ano com pelo menos um equipamento desse tipo em cada estado do país”, disse.

A aquisição integra o programa federal de fortalecimento de atendimentos especializados, que também prevê aumento de até 30% no valor pago por sessões de radioterapia.

Atualmente, o hospital já iniciou o uso do novo equipamento e atende cerca de 15 pacientes, com expectativa de atingir a capacidade máxima nos próximos meses.

Além de ampliar o atendimento, a tecnologia também contribui para a formação de profissionais especializados e para o avanço no diagnóstico, com apoio de iniciativas de telemedicina que reduzem o tempo de análise de exames.

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Câncer de pele: veja o passo a passo para identificar sinais suspeitos

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A incidência de câncer de pele no Brasil em 2025 deve alcançar 704 mil casos, segundo projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Trata-se do tipo de câncer mais frequente no país, somando carcinomas e melanomas. A alta prevalência reforça a importância da prevenção contínua e da observação cuidadosa. Especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo alertam: qualquer ferida que não cicatriza em até quatro semanas deve ser investigada.

São três diferentes tipos de câncer de pele: carcinoma basocelular, caracterizado como uma ferida que não cicatriza por mais de quatro semanas, é o tipo mais comum; carcinoma espinocelular é aquela casquinha que sangra, uma área mais áspera ou uma verruga que cresce rapidamente; e o melanoma, o tipo mais agressivo, caracterizado por uma pinta nova ou que muda de tamanho, forma e cor.

“Muitas vezes o melanoma começa como uma mancha, uma pinta que muda de cor, tamanho e forma, ou uma ferida que demora mais do que o normal para cicatrizar. É um sinal que foge ao padrão das demais pintas e manchas e é ignorado pela maioria das pessoas”, explica a dermatologista Bethânia Cavalli, responsável pelo Ambulatório de Oncologia Cutânea do HSPE.

A forma mais simples e eficaz para identificar esses sinais, segundo a médica, é seguir a regra ‘ABCDE’. Essa sopa de letrinhas é um autoexame fácil, que segue cinco critérios: A – assimetria; B – bordas; C – cor; D – diâmetro; E – evolução. “Ao notar características, como uma pinta com bordas irregulares, com diferentes cores e que se modifica rapidamente, uma lesão maior do que 6 mm, é fundamental procurar um especialista para um diagnóstico mais assertivo”, orienta.

O básico que salva

Diferentemente do que muitos acreditam, a proteção da pele deve ser feita o ano todo e desde os primeiros meses de vida. Afinal, um dos principais fatores de risco é a exposição solar acumulada ao longo da vida sem se proteger adequadamente. As principais dicas são:

• Use protetor solar diariamente, inclusive em dias chuvosos ou nublados;
• Invista em chapéu, boné, roupas com proteção contra raios UVA e UVB e óculos de sol;
• Evite ambientes abertos, com sol direto, das 10h às 16h;
• Retoque a proteção a cada duas horas, principalmente após entrar em piscina ou mar;
• Orelha, pescoço, nuca, couro cabeludo e pés também precisam de proteção.

“O primeiro passo é ter um olhar atento sobre o próprio corpo. Pessoas de pele e olhos claros, com história familiar de câncer de pele e com exposição solar intensa, devem ter cuidado redobrado e consultar o dermatologista pelo menos uma vez ao ano”, orienta.

Tecnologia a favor da saúde

No Ambulatório de Oncologia Cutânea do HSPE, os pacientes contam com infraestrutura e alta tecnologia. Pacientes que apresentam fator de risco alto para o câncer de pele passam por uma avaliação criteriosa e são submetidos à dermatoscopia digital.

“Esse aparelho tem uma lente de aumento, que nos ajuda a identificar lesões suspeitas e toda a estrutura da pele do paciente. Com ele, podemos avaliar com mais segurança e eficácia para chegar a um diagnóstico rápido e mais preciso”, finaliza.

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Fonte/Foto: GESP

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Chance de cura do câncer de próstata pode chegar a 98%, aponta especialista da Sociedade Brasileira de Urologia

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A estimativa de cura do câncer de próstata pode chegar a até 98%, de acordo com o urologista Gilberto Laurino Almeida, supervisor de robótica do Departamento de Terapia Minimamente Invasiva da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Segundo ele, o índice depende do estágio em que o tumor é diagnosticado e do tipo de câncer. “No início da doença, a chance de cura é alta. Se for tratada em estágio mais avançado, a chance é menor”, explicou.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, em 2025, o Brasil registre 71.730 novos casos da doença. Em 2023, o câncer de próstata causou 17.093 mortes, uma média de 47 óbitos por dia, segundo dados do Ministério da Saúde.

Neste mês, a SBU lança a Campanha Novembro Azul 2025, que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. “Não é só a próstata. É a saúde do homem como um todo. Para viver mais, o homem precisa se cuidar mais”, destacou Almeida. Ele lembra que o hábito de procurar o médico regularmente ainda é menor entre os homens do que entre as mulheres.

Como parte da campanha, a SBU promoverá um mutirão de atendimentos em Florianópolis (SC), no dia 12 de novembro, durante o 40º Congresso Brasileiro de Urologia. Homens atendidos com suspeita de câncer serão encaminhados para biópsia e, se necessário, para tratamento.

Almeida também comentou a decisão do Ministério da Saúde de incorporar a prostatectomia radical assistida por robô ao Sistema Único de Saúde (SUS). Embora celebre o avanço, ele pondera que a medida ainda enfrenta desafios. “Não há robôs suficientes nem equipes treinadas. É uma tecnologia cara e o processo de adaptação vai levar tempo”, afirmou.

A cirurgia robótica, segundo o especialista, oferece maior precisão e recuperação mais rápida. “É como uma laparoscopia avançada. O cirurgião controla braços robóticos a partir de um console, com visão 3D ampliada”, explica.

Para Almeida, a mensagem central é clara: diagnóstico precoce salva vidas. “O câncer de próstata é altamente curável quando tratado na fase inicial. O homem precisa se cuidar para viver mais e melhor.”

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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