Justiça manda Prefeitura de SP autorizar Uber Moto em até 48 horas

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Decisão determina o credenciamento da plataforma para operar o serviço de transporte por motocicleta; município ainda pode recorrer

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que a Prefeitura de São Paulo realize, no prazo de 48 horas, o credenciamento da Uber para operar o serviço de transporte de passageiros por motocicletas na capital paulista.

A decisão foi proferida pela juíza Patrícia Persicano Pires, da 16ª Vara da Fazenda Pública, que rejeitou os argumentos apresentados pelo município para impedir o funcionamento da modalidade. Caso a determinação não seja cumprida, a Prefeitura poderá pagar multa diária de R$ 5 mil, limitada inicialmente a R$ 500 mil. Ainda cabe recurso da decisão.

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A disputa entre a administração municipal e a plataforma ocorre desde 2023, quando um decreto do prefeito Ricardo Nunes proibiu o transporte remunerado de passageiros por motocicletas na cidade. Na época, o município justificou a medida com base nos elevados índices de acidentes envolvendo motociclistas na capital.

A Uber contesta a proibição na Justiça e sustenta que a Política Nacional de Mobilidade Urbana permite a prestação desse tipo de serviço no país. Na decisão desta terça-feira, a magistrada entendeu que o novo indeferimento do pedido de credenciamento representou resistência ao cumprimento de decisões judiciais anteriores.

Em nota, a Uber afirmou que a decisão reconheceu que a Prefeitura apresentou questionamentos burocráticos que não haviam sido levantados anteriormente no processo. A empresa também reiterou seu compromisso com a segurança de usuários e motoristas.

Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de São Paulo não havia divulgado um posicionamento oficial sobre a decisão. No entanto, nesta quarta-feira (22), o prefeito Ricardo Nunes informou que o município recorrerá para tentar impedir a operação do serviço, alegando preocupações com a segurança viária e o aumento de acidentes envolvendo motocicletas.

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Foto: Divulgação/Uber

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Motoristas de app convocam paralisação e carreata em SP contra projeto de lei

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Motoristas de aplicativo e entregadores organizam uma paralisação nacional nesta terça-feira (14), com protestos em São Paulo contra o Projeto de Lei Complementar 152/2025, que trata da regulamentação do setor.

A mobilização inclui uma carreata na capital paulista, com concentração a partir das 10h na Praça Charles Miller, seguindo em direção à sede da Uber, na zona oeste.

O movimento pressiona contra pontos do projeto que classificam as plataformas como intermediadoras e permitem a cobrança de até 30% sobre o valor das corridas.

Outro ponto criticado pela categoria é a definição dos trabalhadores como autônomos, o que, segundo os manifestantes, transfere responsabilidades aos motoristas em situações envolvendo passageiros.

A paralisação ocorre em meio à tramitação do projeto na Câmara dos Deputados, em Brasília, e busca chamar atenção para demandas por melhores condições de trabalho.

Além dos atos em São Paulo, o grupo também organiza uma mobilização nacional com deslocamento até a capital federal.

A expectativa é de impacto parcial nos serviços de transporte por aplicativo ao longo do dia.

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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Barueri aprova lei que garante mais segurança para mulheres em transportes por aplicativo

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A Câmara Municipal de Barueri aprovou, na última terça-feira (27), o Projeto de Lei nº 025/2025, que cria o Programa Municipal de Proteção à Passageira (PMPP). A proposta tem como objetivo garantir mais segurança para as mulheres que utilizam serviços de transporte por aplicativo no município, com foco no combate ao assédio e na fiscalização dos condutores.

O projeto, de autoria do vereador Keu Oliveira (PV), estabelece uma série de medidas, como campanhas educativas, canais diretos de denúncia e treinamentos obrigatórios para motoristas que atendem passageiras. Além disso, prevê a possibilidade de fiscalização por parte do poder público quanto à regularidade da habilitação, documentação, antecedentes criminais dos motoristas e também as condições dos veículos, incluindo motocicletas.

Outro destaque do texto é a criação de parcerias com plataformas de transporte e com órgãos de proteção à mulher, como a Guarda Civil Municipal. A proposta também abre espaço para regulamentar a atuação de motoristas mulheres que transportem exclusivamente passageiras, atendendo a uma demanda crescente por mais segurança nesse tipo de serviço.

“Com o aumento dos casos de assédio e a expansão dos transportes por aplicativo, é fundamental garantir mais segurança às passageiras. Essa lei é um passo importante para coibir condutas inadequadas e dar mais tranquilidade às mulheres”, declarou o vereador Keu Oliveira.

A medida agora segue para sanção do Executivo e deve entrar em vigor após regulamentação.

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Foto: Jean de Santana/CMB

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