Páscoa deve movimentar supermercados, mas chocolate mais caro pesa no bolso

0 0
Read Time:1 Minute, 49 Second

As vendas da cesta de Páscoa nos supermercados de São Paulo devem crescer 2,7% em 2026, segundo projeção da Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O avanço é atribuído à melhora do mercado de trabalho e ao aumento da renda real da população, apesar de um cenário ainda pressionado por juros elevados e endividamento das famílias.

O levantamento indica que o preço médio da cesta de Páscoa deve subir 4,7% neste ano — a segunda menor alta dos últimos cinco anos. Mesmo com o avanço nos preços, o setor projeta aumento no faturamento, impulsionado pelo consumo em um ambiente econômico mais favorável.

Entre os produtos típicos do período, alguns registram queda significativa de preços. O azeite de oliva acumula redução superior a 22% nos últimos 12 meses. Também ficaram mais baratos itens como frutas de época (-11,38%), batata (-13,62%), ovos (-12,24%) e queijo muçarela (-8,05%).

Na contramão, o chocolate subiu cerca de 20% no mesmo intervalo, pressionado pela alta do cacau no mercado internacional. Segundo o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, o aumento reflete problemas na cadeia produtiva global.

“Quando analisamos itens fundamentais, como o chocolate, vemos que o aumento vem de toda a cadeia produtiva do cacau. O setor sofre impactos das oscilações decorrentes das alterações climáticas e das quebras de safra no cenário internacional”, afirmou.

Apesar do crescimento projetado, o setor avalia que fatores como juros elevados e o alto nível de endividamento das famílias ainda limitam uma expansão mais expressiva das vendas.

Quaresma pressiona preços de pescados

Produtos tradicionalmente consumidos durante a Quaresma também apresentam aumento de preços, impulsionados pela maior demanda. É o caso dos pescados, que registraram alta de 9,13%. Entre os itens, destacam-se a sardinha (5,85%), o cação (11,16%), a merluza (4,46%), o bacalhau (8,58%) e o atum enlatado (4,27%).

De acordo com Queiroz, o movimento é sazonal e segue um padrão já observado em anos anteriores. “Durante períodos de maior demanda, como a Quaresma, há pressão sobre os preços de alguns pescados, refletindo o aumento da procura”, explicou.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Rafa Neddemeyer/Ag. Brasil

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Supermercados de SP criam mais de 25 mil empregos e superam média nacional

0 0
Read Time:1 Minute, 54 Second

O setor supermercadista paulista encerrou 2025 com a criação líquida de 25.510 empregos formais, alcançando um total de 715.240 trabalhadores ativos no estado. O desempenho representa crescimento de 3,7% em relação a 2024, índice superior ao registrado no Brasil no mesmo período, que foi de 2,71%.

Os dados são da Associação Paulista de Supermercados (APAS), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O balanço também indica aceleração na geração de vagas: foram 3.574 postos de trabalho a mais do que no ano anterior.

Segundo o presidente da APAS, Erlon Ortega, o resultado reflete a capacidade de adaptação do setor mesmo em um cenário econômico desafiador. “O resultado de 2025 mostra a força e a resiliência do setor supermercadista paulista. Conseguimos gerar mais de 25 mil empregos formais, demonstrando a capacidade de investir, expandir operações e cumprir um papel social relevante”, afirmou.

O levantamento aponta que a maior parte das contratações foi ocupada por mulheres. Ao todo, mais de 18 mil vagas — cerca de 71% do total — foram preenchidas por trabalhadoras. Atualmente, elas representam mais da metade da força de trabalho nos supermercados do estado.

Entre os jovens de até 25 anos, o setor também manteve ritmo de contratação, com 4.342 admissões, o equivalente a 17% do total. Já os profissionais com 50 anos ou mais responderam por 6.844 vagas, ou 27% das contratações, evidenciando a participação de trabalhadores mais experientes.

Para o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, os dados mostram uma recomposição no perfil da força de trabalho. “Há uma ampliação da participação dos jovens nas novas vagas e também uma presença relevante de profissionais mais experientes, o que evidencia o papel do setor na inclusão produtiva”, disse.

Na divisão regional, a capital paulista liderou a geração de empregos, com saldo positivo de 5.739 vagas em 2025. Em seguida aparece a regional de Campinas, com 4.181 novos postos de trabalho no período.

De acordo com Queiroz, todas as 16 regionais e distritais da APAS registraram saldo positivo no ano. O desempenho acompanha o cenário nacional, que fechou o último trimestre de 2025 com taxa de desemprego de 5,1%, a menor da série recente.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


foto: Joédson Alves/ABR

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
error: