Serviço foi interrompido na noite desta segunda-feira (27) em protesto pela morte de um funcionário da concessionária Loga, vítima de atropelamento na capital
O serviço de coleta de lixo foi suspenso na noite desta segunda-feira (27) em bairros da zona norte de São Paulo. A paralisação ocorreu em protesto pela morte do gari Diego Rafael da Silva, atropelado durante o expediente na manhã de domingo (26), na Barra Funda, zona oeste da capital.
Segundo a concessionária Loga, responsável pela coleta de resíduos na região, a interrupção das atividades ocorreu devido à comoção entre os trabalhadores após a morte do funcionário.
Em nota, a empresa informou que a paralisação afetou a coleta de lixo comum e de materiais recicláveis prevista para a noite de segunda-feira e que os serviços serão retomados de forma gradual, com previsão de normalização até quarta-feira (29).
Motorista foi preso em flagrante
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o gari foi atropelado por um motorista de 53 anos que apresentava sinais de embriaguez.
Ainda segundo a pasta, o condutor realizou o teste do bafômetro, que confirmou a presença de álcool acima do limite permitido pela legislação.
O homem foi preso em flagrante por homicídio e permaneceu detido no 7º Distrito Policial, na Lapa, onde o caso foi registrado.
Empresa lamenta a morte
A Loga informou que a paralisação foi uma manifestação espontânea das equipes diante da perda do colega de trabalho. A concessionária também afirmou que trabalha para restabelecer integralmente a coleta de resíduos nos próximos dias.
O Governo de São Paulo realizou nesta quinta-feira (2) o Dia D da Operação Mulher Protegida, mobilização voltada ao cumprimento de mandados judiciais relacionados a crimes de violência doméstica e sexual contra mulheres. Ao longo da ação, 174 homens foram presos em todo o estado.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), 98 prisões ocorreram em flagrante e outras 76 foram realizadas em cumprimento de mandados judiciais. Durante a operação, também foram registrados 689 pedidos de medidas protetivas para mulheres vítimas de violência ou ameaçadas por agressores.
A mobilização foi coordenada pelas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), com atuação da Polícia Civil em todas as regiões do estado. As equipes iniciaram as diligências nas primeiras horas da manhã para cumprir ordens judiciais e ampliar a proteção às vítimas.
De acordo com o Governo de São Paulo, a Operação Mulher Protegida integra as ações permanentes de combate à violência contra a mulher, fortalecendo a rede de proteção, o cumprimento de medidas judiciais e a responsabilização dos agressores.
A iniciativa também faz parte do programa SP Por Todas, que reúne políticas públicas voltadas ao acolhimento, proteção e autonomia das mulheres, incluindo o aplicativo SP Mulher Segura e a ampliação do atendimento das Delegacias de Defesa da Mulher.
Um homem de 50 anos, procurado pela Justiça de Pernambuco pelo crime de homicídio, foi preso nesta terça-feira (30) após ser identificado pelo sistema de reconhecimento facial do programa Muralha Paulista na Estação Palmeiras-Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista.
O alerta foi emitido pelas câmeras de monitoramento integradas ao sistema de segurança, que acionaram equipes da Polícia Militar. Durante as buscas nas proximidades do terminal, os policiais localizaram o suspeito a cerca de um quilômetro da estação, na Rua Abraão Ribeiro, onde realizaram a abordagem.
De acordo com a Polícia Militar, o mandado de prisão havia sido expedido em 28 de maio pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Serra Talhada (PE) e tem validade até 2046.
O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia do Metropolitano, onde o mandado judicial foi confirmado. O caso foi registrado como captura de procurado.
Tecnologia amplia combate ao crime
A prisão foi possível graças à integração entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), que utiliza o programa Muralha Paulista em conjunto com o sistema de monitoramento do Metrô.
Atualmente, a tecnologia está presente em 42 estações, com 266 câmeras integradas capazes de realizar reconhecimento facial e cruzar informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão.
Além de identificar foragidos da Justiça, o sistema também auxilia na localização de pessoas desaparecidas, veículos furtados ou roubados e no monitoramento de ocorrências em tempo real, ampliando a capacidade de resposta das forças de segurança.
O estado de São Paulo registrou aumento nos casos de estupro, agressões contra mulheres e descumprimento de medidas protetivas durante o mês de abril. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) e apontam crescimento em diversos indicadores de violência.
Segundo o levantamento, foram registrados 1.328 casos de estupro no estado em abril deste ano. O número representa alta de 13% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 1.174 ocorrências.
Os dados também mostram avanço nos registros de violência doméstica e agressões físicas contra mulheres.
Agressões contra mulheres cresceram 24%
Os casos de lesão corporal dolosa contra mulheres chegaram a 6.508 registros em abril.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o aumento foi de 24%, o equivalente a 1.268 ocorrências a mais.
Outro indicador que apresentou crescimento significativo foi o descumprimento de medidas protetivas de urgência.
Segundo a SSP, foram contabilizados 2.345 registros em abril deste ano, ante 1.899 no mesmo período de 2025, uma alta de 23,5%.
Feminicídios permanecem estáveis
Os casos de feminicídio apresentaram estabilidade no estado.
Em abril, 20 mulheres foram vítimas do crime, contra 21 no mesmo mês do ano passado.
Apesar disso, as tentativas de homicídio contra mulheres aumentaram de 97 para 120 casos, crescimento de 23,7% na comparação anual.
Homicídios também registraram aumento
Os homicídios dolosos, quando há intenção de matar, passaram de 197 para 202 ocorrências em abril.
O número de vítimas subiu de 204 para 210 no mesmo período.
Os dados fazem parte das estatísticas criminais divulgadas mensalmente pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e servem de base para o monitoramento dos índices de violência no estado.
Um acordo firmado entre a Secretaria da Segurança Pública e a Justiça possibilitou que 118 condenados que descumpriram as medidas impostas pelo judiciário durante a saídas temporárias no Estado de São Paulo fossem presos. As detenções ocorreram em apenas cinco dias, de 12 a 16 de setembro.
Na prática, a parceria recente permite que os policiais tenham acesso nos dispositivos móveis das viaturas aos processos dos réus que cumprem a pena fora das prisões durante o período determinado. Com isso, os policias conseguem verificar durante a abordagem se as regras da saída temporária impostas pela Justiça estão sendo cumpridas, como, por exemplo, se o condenado está fora de casa em horário não permitido.
“O número, por si só, já mostra a eficiência da projeto inédito. Vamos combater diretamente a reinciência criminal, retirando das ruas condenados que, por ventura, possam cometer novamente algum tipo de crime. A população terá mais segurança com essa medida, já que se sente extremamente vulnerável durante todas as saídas temporárias, sensação comprovada pelos índices criminais do período”, ressalta Guilherme Derrite, secretário da Segurança Pública.
Na saída temporária de julho, quando a Secretaria da Segurança Pública determinou que todo detento que descumprisse tais regras fosse levado diretamente para a penitenciária pelas polícias, o número de furtos caiu de 14.972 para 11.920. Já os roubos caíram de 5.907 para 4.822, sempre comparados ao ano passado, sem a medida que prevê tolerância zero ao detento em saidinha.
Isso foi possível graças ao aceite da Secretaria de Administração Penitência. “Agora, com as informações sobre os detentos no tablet da viatura, a medida será ainda mais efetiva, pois rapidamente o policial irá identificar quem está sob o regime e tomar as atitudes cabíveis”, completa Derrite.
Antes, a comunicação entre a Polícia Militar e a Justiça sobre a captura de infratores desrespeitando medidas cautelares não era feita de forma direta, o que impossibilitava um monitoramento eficaz. Ou seja, caso fosse abordado, só era possível verificar sua condição junto à Justiça na delegacia.
Com o novo acordo, porém, o processo de checagem ganhou mais agilidade. No caso de um preso durante saída temporária abordado fora de casa no horário determinado, por exemplo, ele é levado diretamente à penitenciária.
Tornozeleiras Eletrônicas
O projeto se soma à outra recente e também inédita iniciativa para coibir a reincidência criminal e a violência doméstica. A pasta, em uma parceria firmada no começo deste mês com o Poder Judiciário, agora monitora, por determinação judicial, acusados liberados após audiências de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda.
Inicialmente, serão disponibilizadas pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que também faz parte do acordo, 200 tornozeleiras. Até agora, 9 presos receberam o equipamento – cinco deles por violência doméstica.
Primeiro preso por descumprir medida protetiva
Nesta sexta-feira, o projeto das tornozeleiras eletrônicas possibilitou que uma vítima de violência doméstica fosse salva pelo monitoramento em tempo real da Polícia Militar. O agressor, de 53 anos, que já havia recebido determinação da Justiça para não se aproximar da ex-companheira, foi até a casa da mulher, de 69 anos, na última quarta-feira (13) e a agrediu física e verbalmente, ameaçando-a também de morte.
A Polícia Militar foi acionada e prendeu o autor em flagrante. No dia seguinte (14), o homem passou por audiência e a Justiça condicionou a liberdade ao uso da tornozeleira eletrônica, determinando-o a não se aproximar novamente da casa da vítima.
O sistema de monitoramento, no entanto, apontou que o homem descumpriu a medida, se aproximando novamente da casa da vítima na noite do mesmo dia em que foi solto e ainda na sexta-feira pela manhã. A polícia comunicou o TJ, que determinou a prisão do . Ele foi levado ao 91ºDP, onde o delegado confirmou a prisão em flagrante por descumprimento de medida protetiva.
Até então, as vítimas tinham apenas a medida protetiva concedida pela Justiça que proibia o agressor de se aproximar delas. Mas a efetividade da medida não era mensurada, já que não havia o monitoramento. Com isso, a polícia percebeu um alto índice de reincidência e de vítimas que possuíam a protetiva, mas que voltavam a ser agredidas. Até agora, 9 presos receberam a tornozeleira eletrônica – cinco deles por violência doméstica.
A Prefeitura de Itapevi assinou, nesta terça-feira, (18), dois convênios com o Governo do Estado de São Paulo. A cerimônia de assinatura aconteceu na 3ª Companhia do 20º Batalhão da Polícia Militar e contou com a presença do Coronel da Polícia Militar Victor Alessandro Ferreira Fedrizzi.
Um dos convênios autoriza a Polícia Militar do Estado de São Paulo a realizar autuações e fiscalizações de trânsito. O outro dá permissão para o COI (Centro de Operações Integradas) utilizar o software Detecta, além de formalizar a doação do Polícia Civil para a Guarda Civil Municipal (GCM) de Itapevi de 100 armas calibre 40.
Sobre o Detecta
O sistema é uma plataforma do Governo de São Paulo que permite a troca de informações na área de segurança, o compartilhamento de imagens e a cooperação dos órgãos públicos. Além disso, garante maior agilidade, assertividade e eficiência na identificação de infrações administrativas e no combate à criminalidade.
É um programa integrador de informações que realiza, com maior rapidez, o encaminhamento de dados para polícias Civil, Militar e agora será compartilhado com a GCM de Itapevi, Demutran e Defesa Civil, deixando as tomadas de decisões das forças de segurança públicas mais assertivas.
O novo sistema será integrado às imagens geradas pelas câmeras monitoradas pelo COI. A partir desta integração será possível mapear melhor os índices criminais e oferecer uma pronta respostas mais ágil entre as forças de segurança da cidade.