A Defesa Civil de São Paulo alerta para uma semana de risco elevado de queimadas, a partir desta segunda-feira (15). O estado enfrentará altas temperaturas e índices de umidade extremamente baixos, especialmente nas regiões centro-oeste, norte, oeste e noroeste. A situação crítica levou à ativação do Gabinete de Crise, que reunirá diversas instituições para coordenar ações de prevenção e combate a incêndios.
Condições climáticas adversas
As previsões meteorológicas indicam que as temperaturas devem ultrapassar os 30 graus Celsius, enquanto a umidade relativa do ar pode cair abaixo de 20%. Essas condições favorecem a ocorrência de queimadas, que têm se tornado cada vez mais frequentes durante o período de estiagem em São Paulo. A combinação de calor intenso e ar seco cria um ambiente propício para a propagação de incêndios florestais e urbanos.
A Defesa Civil destaca que a mobilização do Gabinete de Crise é uma medida preventiva fundamental. O grupo contará com a participação de órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, entre outros. A integração das instituições é vista como essencial para garantir uma resposta rápida e eficaz a possíveis incêndios.
Ações de prevenção e combate
O coronel Henguel Ricardo Pereira, coordenador estadual da Defesa Civil, enfatizou a importância da colaboração entre as diversas entidades envolvidas. “Estamos diante de um cenário de risco que exige muita atenção, além da união de esforços e respostas rápidas. A presença integrada das instituições permite salvar vidas, proteger o meio ambiente e minimizar os prejuízos causados pela estiagem”, afirmou.
Além das ações de combate a incêndios, a Defesa Civil também recomenda que a população adote medidas de prevenção, como evitar queimadas em áreas rurais e urbanas, e reportar focos de incêndio imediatamente às autoridades competentes. A conscientização sobre a gravidade da situação é crucial para reduzir os impactos das queimadas.
A estiagem e as queimadas têm consequências diretas para a saúde pública, pois a fumaça e a poluição do ar podem agravar problemas respiratórios. Portanto, é fundamental que a população esteja atenta às orientações das autoridades e evite atividades que possam contribuir para o aumento do risco de incêndios.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado (13) do mutirão nacional de atendimentos hospitalares, o Dia E, realizado em 45 hospitais universitários de 25 estados, todos geridos pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir as filas de consultas, exames e cirurgias do SUS.
Durante visita ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), Lula destacou que saúde é prioridade acima de ideologias. “Em se tratando de saúde, você não tem esse negócio de direita e esquerda, tem é pessoas comprometidas com a saúde do povo brasileiro”, afirmou, lembrando o papel do SUS durante a pandemia.
De acordo com o governo, apenas neste sábado foram realizados cerca de 2 mil cirurgias eletivas, 4,5 mil consultas e 22,7 mil exames, todos previamente agendados. Para atender à demanda, mais de 3,2 mil profissionais, incluindo 2,5 mil médicos e enfermeiros, além de 700 estudantes, atuaram em turnos extras.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que o programa prevê parcerias com a rede privada para acelerar atendimentos, inclusive com abatimento de dívidas de operadoras de saúde com o SUS. Já o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, anunciou meta de aumentar em 40% o número de cirurgias realizadas nos hospitais universitários.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, médico anestesista, também participou do evento e exaltou o SUS como patrimônio nacional.
Esta foi a segunda edição do Dia E em 2025 – a primeira, em julho, registrou 12.464 procedimentos. Uma terceira edição está prevista para dezembro.
O colesterol LDL, frequentemente chamado de “colesterol ruim”, é um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares, especialmente em pessoas acima de 40 anos. Um estudo recente realizado por especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) revela que níveis elevados desse tipo de colesterol podem aumentar em até 70% as chances de infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Riscos do Colesterol LDL Elevado
O aumento do colesterol LDL está associado ao acúmulo de placas de gordura nas artérias, que pode obstruir o fluxo sanguíneo. Esse processo é muitas vezes silencioso e se agrava com o tempo, especialmente devido ao envelhecimento, que provoca a perda de elasticidade e o espessamento dos vasos sanguíneos. Essas condições favorecem o rompimento ou bloqueio das artérias, contribuindo para eventos cardiovasculares graves.
O endocrinologista Dr. Evandro Portes, do HSPE, ressalta que o risco cardiovascular é ainda maior para pessoas que fumam, têm obesidade, diabetes, hipertensão arterial ou levam um estilo de vida sedentário. “A avaliação do risco deve ser individualizada e considerar não apenas os exames laboratoriais, mas também fatores como idade, tabagismo e histórico familiar de doenças cardiovasculares”, explica.
Estratégias de Prevenção
As metas para controle do colesterol LDL variam conforme o perfil de risco de cada paciente. Para aqueles com maior risco, é recomendado que os níveis de LDL fiquem abaixo de 30 mg/dL. Já indivíduos sem doenças crônicas e com um estilo de vida saudável devem manter o LDL em até 130 mg/dL.
A prevenção envolve uma combinação de hábitos saudáveis, como uma alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas, adaptadas à condição clínica do paciente. Essas mudanças podem resultar em uma redução de 10% a 20% nos níveis de LDL. Em casos mais severos, pode ser necessário o uso de medicamentos, como estatinas, que são amplamente prescritas para controlar os níveis de colesterol.
Importância do Controle Regular
A interrupção do tabagismo e a redução do consumo de álcool são fundamentais para a saúde cardiovascular. Dr. Portes enfatiza que quanto maior o risco de doenças cardiovasculares nos próximos dez anos, mais rigoroso deve ser o controle dos níveis de colesterol.
A conscientização sobre os riscos do colesterol LDL elevado é essencial para a prevenção de infartos e AVCs, especialmente em uma população que envelhece e enfrenta um aumento nos índices de doenças crônicas. Consultas regulares ao médico e exames de sangue são recomendados para monitorar a saúde cardiovascular.
O prefeito de Jandira, Dr. Sato, esteve presente nesta quinta-feira (11) no 1º Fórum de Políticas Públicas de Saúde Mental, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O evento contou também com a participação da deputada estadual Bruna Furlan (PSDB), presidente da Comissão de Saúde da Casa.
O fórum marcou a abertura da Semana Estadual do “Não te julgo, te ajudo”, incluída no Calendário Oficial de Eventos paulistas pela Lei 18.011/2024, de autoria da deputada Edna Macedo (Republicanos). Em seu discurso, Edna ressaltou que a saúde mental é essencial para o bem-estar coletivo, influenciando a qualidade de vida, produtividade e convivência social.
Bruna Furlan destacou o crescimento dos casos de ansiedade, depressão e transtorno bipolar, que ainda sofrem com estigma e preconceito, o que dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. “Não há dúvida de que a saúde mental é uma questão de saúde pública extremamente relevante”, afirmou.
O deputado Altair Moraes (Republicanos) reforçou a importância do apoio emocional e do papel da família na superação de doenças mentais. Já o secretário estadual de Turismo, Roberto de Lucena, defendeu que o enfrentamento dos transtornos mentais deve ser responsabilidade compartilhada entre governo e sociedade, ressaltando o turismo como aliado na promoção do bem-estar e de uma sociedade mais saudável.
A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) convocou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para uma audiência pública. O encontro, agendado para o próximo mês, tem como objetivo discutir as ações e políticas do Ministério da Saúde no estado, especialmente em relação ao enfrentamento de desafios sanitários.
Contexto da Convocação
A solicitação para a presença do ministro surge em um momento crítico para a saúde pública paulista. Nos últimos meses, o estado tem enfrentado um aumento no número de casos de doenças respiratórias e outras condições de saúde que exigem atenção especial. A comissão, composta por deputados de diferentes partidos, busca entender como o governo federal está apoiando as iniciativas locais e quais medidas estão sendo implementadas para melhorar a saúde da população.
Além disso, a audiência se torna relevante em um cenário onde a colaboração entre os governos federal e estadual é crucial para o fortalecimento do sistema de saúde. A troca de informações e experiências pode contribuir para a formulação de políticas mais eficazes e integradas.
Segundo a presidente da Comissão, deputada Bruna Furlan (PSDB), autora do requerimento, a data da participação do ministro será definida posteriormente. É a segunda vez que o colegiado convida um titular da Saúde: em junho de 2023, a então ministra Nísia Trindade esteve na Alesp e apresentou um balanço das ações do Ministério em São Paulo. “Acho que essa aproximação é importante”, afirmou Bruna Furlan. “Os deputados têm a oportunidade de tirar suas dúvidas, saber como avançar com os projetos nos municípios”, completou.
Expectativas para a Audiência
Os deputados da Alesp esperam que o ministro Padilha apresente um panorama das ações do Ministério da Saúde em São Paulo, incluindo programas de vacinação, combate a epidemias e investimentos em infraestrutura hospitalar. A participação do ministro também é vista como uma oportunidade para que os parlamentares questionem diretamente sobre as dificuldades enfrentadas pelo estado e as estratégias para superá-las.
A audiência pública está prevista para ocorrer no dia 15 de outubro, e a expectativa é de que um grande número de profissionais da saúde, representantes de organizações não governamentais e cidadãos interessados participe do evento. A presença de Padilha é considerada fundamental para esclarecer dúvidas e promover um diálogo aberto sobre as políticas de saúde.
Importância do Diálogo
O diálogo entre os níveis de governo é essencial para o aprimoramento das políticas públicas. A saúde, sendo um dos principais pilares do bem-estar da população, demanda atenção contínua e ações coordenadas. A interação entre a Alesp e o Ministério da Saúde pode resultar em melhorias significativas para a população paulista.
A audiência pública também permitirá que a sociedade civil se manifeste sobre suas preocupações e sugestões, fortalecendo a transparência e a participação popular nas decisões que afetam a saúde de todos.
Considerada um nutriente-base da alimentação, a proteína é protagonista no prato do brasileiro. Sua centralidade é observada em diferentes instâncias da sociedade: por um lado, organizações multilaterais frequentemente associam a pobreza e a insegurança alimentar à baixa ingestão proteica. Enquanto isso, entre a população de alta renda, influenciadores fitness defendem o consumo elevado do macronutriente, promovendo dietas e suplementos (como o whey protein) que prometem emagrecimento e ganho de massa muscular. Afinal, de quanta proteína realmente precisamos?
Essa é a pergunta que pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP buscaram responder, através de uma análise de dados epidemiológicos e populacionais em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEA) e com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que 0,8g de proteína por quilo de peso corporal são suficientes para suprir necessidades fisiológicas – o que equivale a 180g de peito de frango em um dia para um adulto médio. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares, dentre os 20% mais pobres da população brasileira, apenas 3% apresentam ingestão abaixo desse nível. “Entre a população geral, quando o consumo energético é minimamente suficiente, o consumo proteico também é suficiente”, constata Nadine Marques, doutora em Saúde Pública pela FSP e pesquisadora na Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis.
Apesar da importância da proteína para uma dieta balanceada, a quantidade consumida pela população já está adequada: enquanto a OMS sugere que ela deve compor 10% a 15% do teor energético diário, a média do brasileiro chega a 18%, mesmo nos estratos sociais mais baixos.
Ricardo Abramovay, docente do IEA, acrescenta que o déficit proteico na população subnutrida é consequência da fome, e não causa. “Se uma pessoa não come o suficiente para satisfazer suas necessidades calóricas, as proteínas são ‘queimadas’ para gerar energia, e deixam de desempenhar seus papéis constitutivos”, explica. Em relação à suplementação, ele afirma que não há motivo para elevar drasticamente a ingestão proteica, exceto no caso de atletas de alto rendimento (quando a recomendação é de, no máximo, 2g/kg).
Os pesquisadores argumentam que existe uma armadilha em concentrar-se em apenas um nutriente, e não no conjunto do padrão alimentar. A pesquisa Vigitel, realizada pelo Ministério da Saúde em 2023, revelou que 79% dos adultos das capitais brasileiras não alcançam a recomendação da OMS para consumo de vegetais, frutas e verduras (400g diárias).
“Nosso trabalho fortalece a ideia do Guia Alimentar Brasileiro de que o mais importante para uma alimentação saudável, sobretudo para as crianças, não é muita carne, é muita diversidade”, comenta Abramovay.
Insegurança alimentar: um problema estrutural
Segundo o Relatório da ONU sobre a Insegurança Alimentar Mundial (Sofi 2024), a insegurança alimentar severa foi reduzida em quase 85% no Brasil em 2023. De acordo com os pesquisadores, a saída do Mapa da Fome é resultado de políticas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos. “Isso é algo a celebrar, mas refere-se apenas à população que realmente não tem acesso nenhum, diagnosticada com insegurança alimentar grave”, afirma Nadine Marques. “Um porcentual alto da população ainda não tem o acesso adequado, em termos de quantidade e de qualidade.”
De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), 253 municípios brasileiros têm mais de 10% das crianças menores de 5 anos com desnutrição aguda. “A humanidade já produz alimentos suficientes para suprir as necessidades da população mundo afora, e o que vemos é a continuidade dessa situação de fome, principalmente em países em desenvolvimento”, comenta a pesquisadora, “o que aponta para um problema de alcance físico e financeiro, e não falta de produção.”
Mesmo quando a segurança é alcançada, uma série de fatores dificulta o acesso do brasileiro a uma alimentação equilibrada. Regiões de baixa renda são muitas vezes caracterizadas como desertos ou pântanos alimentares: há venda prevalente de ultraprocessados de baixo custo, e ausência de feiras e mercados com produtos in natura, que são vendidos com altos preços.
“A erradicação da fome não passa apenas por transferência de renda e distribuição de alimento, mas passa, fundamentalmente, por mudar a estrutura global do sistema agroalimentar. […] Temos que combater a ideia de que é o consumidor que decide: são as instituições que decidem as nossas preferências, e então é necessário interferir nas instituições”, diz Ricardo Abramovay.
Sistema agroalimentar
As carnes são o epicentro do sistema agroalimentar global: 70% das áreas não correspondentes a desertos e geleiras são destinadas à pecuária ou à produção de grãos para ração. O modelo intensivo, marcado pela “tríplice monotonia” (baixa diversidade de cultivos, raças e manejo), agrava o desmatamento, a emissão de gás metano e a resistência antimicrobiana, devido ao uso massivo de antibióticos preventivos em criações confinadas. Com o crescimento populacional, a produção de carne vem se expandindo. “Isso faria sentido se a humanidade tivesse carência de produtos animais, mas não é o que acontece: nós já só consumimos excessivamente”, critica Abramovay.
O percurso da proteína na história
Há 50 anos, um ensaio controverso para nutrição era publicado por Donald McLaren: “The Great Protein Fiasco” criticava a supremacia da proteína na dieta da população, e debatia influências históricas e políticas que não se comprovavam cientificamente. A obra apontava o erro das organizações de desenvolvimento em focar seus esforços na oferta de proteínas, inclusive sob formas industrializadas.
Segundo Ricardo Abramovay, desde 1930 as Agências das Nações Unidas consideravam o déficit proteico o traço mais importante da desnutrição infantil nos países pobres. Para preencher essa lacuna, seria necessário distribuir formulações elaboradas com soja, milho, trigo e leite, como o leite em pó, entre as populações carentes – em detrimento de fontes vegetais proteicas localmente disponíveis. “Coincidência ou não, essa ideia coincide com um período da economia norte-americana em que havia excedente na produção de leite, e os EUA desejavam exportá-lo”, comenta.
Nadine Marques explica que o ramo do nutricionismo surgiu com o foco de “bater metas” para otimizar a saúde da população, quase como uma medicalização da alimentação. “As metas nutricionais foram desenhadas em um período de escassez e fome entre guerras, então isso fazia sentido”, explica a cientista. “Depois da Segunda Guerra Mundial, quando a produção de alimentos aumentou substancialmente, a ciência foi evoluindo para entender que é necessário enxergar o hábito alimentar como um todo.”
Mas a idealização do consumo de carne se perpetuou no senso comum, e beneficiou a indústria crescente de suplementos. “Para bater metas, é mais fácil fortalecer determinados alimentos e vender produtos que atendam a essas ‘necessidades’”, critica.
Em países de alta renda, dados epidemiológicos já apontam que o consumo de alimentos de origem animal é excessivo e, em casos extremos, pode ser prejudicial à saúde do fígado, rins, pâncreas e até mesmo do tecido muscular. O Nupens e a Cátedra estão conduzindo, atualmente, uma pesquisa mais abrangente sobre o consumo de proteínas pela população brasileira.
“Precisamos enxergar a alimentação como um equilíbrio entre alimentos e nutrientes e, principalmente, entender como ela está atrelada à cultura alimentar e à biodiversidade local, e não pode ser padronizada”, afirma Nadine Marques.
O protagonismo deste macronutriente é publicizado cada dia mais nas redes sociais. Para Nadine, influenciadores precisam ser responsabilizados pela informação que propagam, assim como veículos de comunicação tradicionais. “A seriedade com a qual eles devem trabalhar precisa ser proporcional ao engajamento que promovem”, comenta. “Existem dados científicos que, se tratados isoladamente, levam a conclusões enviesadas.”
Segundo a pesquisadora, a educação alimentar e nutricional é uma ferramenta de autonomia a ser promovida desde a infância, para que as crianças compreendam a lógica de produção dos alimentos e aprendam a enxergá-los com consciência. “Isso permite que as pessoas possam fazer melhores escolhas na idade adulta”, conclui.
De 1º a 7 de agosto, a Semana Mundial de Amamentação reforçou, em 2025, o tema “Priorizemos a Amamentação”, campanha da OMS e Unicef com adesão do Ministério da Saúde. Em Barueri, as 21 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) realizam até o dia 29 atividades de orientação e apoio a gestantes, puérperas e familiares.
Segundo a enfermeira Anie Matos, o aleitamento materno fortalece o vínculo entre mãe e bebê, auxilia na recuperação pós-parto, previne doenças e é gratuito. No entanto, muitas mães interrompem a amamentação exclusiva antes dos seis meses por fatores como retorno precoce ao trabalho, falta de rede de apoio e dificuldades técnicas, como a pega incorreta.
Um alerta feito pela pediatra Beatriz Froio é o uso excessivo de celulares durante a amamentação, hábito que pode prejudicar o vínculo e até causar riscos como engasgo do bebê.
Barueri mantém uma rede de apoio estruturada, com Grupos de Gestantes, orientação multiprofissional e um Banco de Leite Humano no Hospital Francisco Moran, que atende também cidades vizinhas. O espaço oferece palestras e rodas de conversa, inclusive com acessibilidade para gestantes surdas.
“O Agosto Dourado reforça a importância da amamentação nos primeiros meses, mas nosso trabalho é permanente”, afirma o secretário de Saúde, Milton Monti.
Conheça as atividades programadas em Barueri a partir de segunda-feira (11):
O sono polifásico, caracterizado por múltiplos períodos de repouso distribuídos ao longo do dia, desafia o modelo monofásico convencional – aquele em que se dorme uma única vez ao longo da noite. Geraldo Lorenzi Filho, professor e coordenador do Laboratório de Investigação Médica do Sono da Faculdade de Medicina da USP estuda os diferentes padrões de sono.
O professor explica: “A verdade é que o sono é muito individual, não existe uma regra geral, a grande regra geral é que o mais fácil é manter esse padrão monofásico, de dormir à noite quando está tudo escuro e de dia ter atividade como a maior parte das pessoas, mas existem possibilidades de outros arranjos temporais em relação ao sono que em geral levam a um estresse da pessoa e do organismo como um todo.”
Natureza e evolução dos padrões de sono
O desenvolvimento humano apresenta uma trajetória natural de variação nos padrões de sono. Recém-nascidos exemplificam o modelo polifásico primário, com ciclos curtos e frequentes de sono intercalados por breves períodos em que acordam. Essa configuração vai se transformando gradualmente, evoluindo para o padrão bifásico comum em crianças pequenas – que inclui o sono de tarde – até consolidar-se no modelo monofásico predominante na idade adulta.
Curiosamente, o envelhecimento traz de volta tendências polifásicas, com muitos idosos recuperando o hábito de cochilos ao longo do dia. Essa flutuação ao longo da vida desafia a noção de um padrão “correto” de sono, sugerindo que a nossa biologia permite diversas configurações de repouso.
Estudos históricos apontam que, antes da invenção da luz elétrica, os seres humanos provavelmente seguiam um ritmo bifásico noturno: um primeiro sono ao anoitecer, seguido por um período de vigília noturna dedicado a atividades sociais ou de vigilância, e finalmente um segundo sono até o amanhecer. Essa adaptação às condições naturais de iluminação revela como os padrões de sono foram moldados por fatores ambientais e culturais.
Sono polifásico na sociedade moderna
A adoção consciente do sono polifásico na vida contemporânea enfrenta obstáculos fisiológicos significativos. O professor Lorenzi Filho explica que nosso sistema circadiano – regulado por hormônios, como o cortisol, e influenciado por fatores como temperatura corporal – cria janelas temporais ideais para o sono. Tentar dormir fora desses períodos naturais equivale a nadar contra a corrente biológica.
Profissionais submetidos a turnos noturnos ou horários irregulares experimentam na pele essas dificuldades. A irregularidade entre seus horários de trabalho e os ritmos circadianos internos pode levar a uma série de problemas de saúde: desde distúrbios metabólicos como obesidade e diabetes até condições cardiovasculares e transtornos de humor. A luz solar durante o dia, o barulho ambiental e as demandas sociais funcionam como fatores adicionais que sabotam a qualidade do repouso diurno.
Casos extremos, como o do navegador Amyr Klink, demonstram que adaptações polifásicas radicais são possíveis em situações específicas. Durante suas travessias polares, Klink adotou um regime de cochilos de 15 minutos a cada hora – estratégia necessária para manter a vigilância constante em meio a geleiras perigosas. No entanto, tais exemplos representam exceções que confirmam a regra: “Existem algumas pessoas que se adaptam a horários diferentes, que ficam acordados à noite, de dia dormem e se sentem bem nesse novo ritmo, mas isso é muito raro, a maior parte das pessoas tem um sofrimento físico e biológico”, explica o professor.
Cochilos estratégicos
Dentro do espectro polifásico, os cochilos diurnos emergem como prática particularmente relevante para a sociedade moderna. Quando bem executados, esses períodos curtos de repouso – idealmente limitados a 20 minutos – podem oferecer benefícios mensuráveis: restauração da atenção, melhoria no humor e complementação do sono noturno insuficiente. No entanto, o professor Lorenzi Filho alerta “o mais comum é a gente considerar que o ideal é não dormir mais do que 20 minutos, para evitar que nesse cochilo você entre em sono profundo (REM) e aí quando você acorda tem a inércia do sono, que resulta em às vezes acordar pior do que foi dormir”.
O desafio contemporâneo reside em encontrar equilíbrios personalizados que respeitem tanto as necessidades fisiológicas quanto as demandas profissionais e sociais. Para alguns, isso pode significar a inclusão estratégica de breves cochilos reparadores; para outros, a manutenção rigorosa de um ciclo noturno contínuo. O critério fundamental, segundo o professor, deve ser sempre a qualidade do repouso obtido e seu impacto positivo no funcionamento diurno. Enquanto o modelo monofásico noturno permanece como a configuração mais harmoniosa com nossa biologia e organização social, variações individuais são não apenas possíveis, mas em muitos casos necessárias.
A cidade de Barueri se prepara para um novo avanço na área da saúde pública com a construção de uma moderna maternidade, cuja licitação já foi oficialmente aberta. O empreendimento, idealizado pela gestão do prefeito Beto Piteri, será voltado para a excelência no atendimento materno-infantil e contará com infraestrutura de ponta, incluindo salas específicas para partos humanizados.
Segundo informações da Secretaria de Obras, a expectativa é de que a data de início da construção seja confirmada até o começo de agosto.
O secretário municipal da Saúde, Milton Monti, destacou o ineditismo e a qualidade do projeto: “A nova maternidade de Barueri, um projeto da atual gestão municipal, é extraordinária e foi concebida com base nas melhores técnicas utilizadas atualmente para o parto, tanto na rede pública quanto na privada. Nela, há uma área específica dedicada à valorização do parto humanizado, tornando nossa maternidade, sem dúvida, uma referência para a região e para o Brasil”, afirmou.
Estrutura moderna e acessível
A nova maternidade será erguida na Avenida Sebastião Davino dos Reis, em um terreno de 13.552,24 m², com área construída de 11.568,60 m² distribuída em quatro pavimentos. O térreo terá 3.873,18 m²; o primeiro pavimento, 2.473,54 m²; o segundo, 2.637,82 m²; e o terceiro, 2.584,06 m². O projeto contempla total acessibilidade, com elevadores para todos os andares.
A unidade oferecerá recepção, sala de espera e atendimento, enfermagem, triagem, pré-consulta, serviço social, farmácia e coleta. Também contará com nove consultórios — três deles dedicados à cardiotocografia (ECG) — além de suporte de fisioterapeuta e fonoaudiólogo.
Entre os principais ambientes estão:
4 salas de pré-parto
5 salas de parto cirúrgico
4 salas de parto humanizado
2 berçários
14 boxes de internação intensiva neonatal
7 boxes de UTI adulto
16 quartos duplos e 4 quartos de isolamento
Áreas administrativas e banheiros adaptados
Humanização também no espaço externo
O entorno da nova maternidade também será planejado com foco na humanização. A área frontal terá uma praça com 2.415 m², equipada com playground, aparelhos de ginástica ao ar livre, bancos, floreiras, pergolados, iluminação, jogos de mesa e espaços de convivência.
O estacionamento contará com 43 vagas para funcionários e 15 para o público, incluindo quatro vagas reservadas — duas para idosos e duas para pessoas com deficiência.
Investimento contínuo na saúde
A construção da nova maternidade integra o conjunto de investimentos da Prefeitura de Barueri em infraestrutura de saúde, visando aprimorar a qualidade dos serviços oferecidos à população. A proposta reforça o compromisso com o cuidado às gestantes, bebês e suas famílias, aliando tecnologia, humanização e excelência no atendimento.
A nova unidade deve se tornar referência regional no setor, consolidando Barueri como um dos municípios mais avançados do país em políticas públicas de saúde materno-infantil.
A morte da cantora e empresária Preta Gil, aos 50 anos, em decorrência de um câncer no intestino, reacendeu o alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença, que, segundo especialistas, costuma apresentar sintomas apenas em estágios mais avançados — quando o tratamento é mais difícil e as chances de cura, menores.
De acordo com o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, o rastreamento deve começar antes dos 50 anos para pessoas com fatores de risco, como histórico familiar da doença. Os principais exames para triagem são o de fezes, para detectar sangramento oculto, e a colonoscopia, que permite a visualização interna do intestino em busca de nódulos, pólipos ou lesões suspeitas.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), os cânceres de cólon e reto — que afetam o intestino — são os terceiros mais frequentes do Brasil, com cerca de 45 mil novos casos por ano. A maior incidência ocorre na Região Sudeste e entre as mulheres.
O câncer de intestino geralmente se desenvolve a partir de lesões benignas, como pólipos. Condições como Doença de Crohn e outras inflamações intestinais crônicas, além de fatores como sedentarismo, obesidade, consumo de álcool, tabaco e alimentos ultraprocessados, elevam o risco.
Nacif destaca ainda a barreira cultural que impede o diagnóstico precoce: o receio de muitos pacientes de se submeterem ao exame físico inicial, que pode incluir o toque retal. “Com uma pequena avaliação, o médico já pode ser muito específico na prevenção. É um exame técnico”, afirma.
Entre os principais sinais de alerta para a doença estão alteração no funcionamento do intestino, perda de peso sem causa aparente, dor abdominal e presença de sangue nas fezes. Porém, segundo o especialista, esses sintomas costumam surgir quando o câncer já está em estágio avançado, o que reforça a necessidade de rastreamento periódico.