Proteína não precisa ser a protagonista para uma alimentação saudável, mostra estudo

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Considerada um nutriente-base da alimentação, a proteína é protagonista no prato do brasileiro. Sua centralidade é observada em diferentes instâncias da sociedade: por um lado, organizações multilaterais frequentemente associam a pobreza e a insegurança alimentar à baixa ingestão proteica. Enquanto isso, entre a população de alta renda, influenciadores fitness defendem o consumo elevado do macronutriente, promovendo dietas e suplementos (como o whey protein) que prometem emagrecimento e ganho de massa muscular. Afinal, de quanta proteína realmente precisamos?

Essa é a pergunta que pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP buscaram responder, através de uma análise de dados epidemiológicos e populacionais em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEA) e com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que 0,8g de proteína por quilo de peso corporal são suficientes para suprir necessidades fisiológicas – o que equivale a 180g de peito de frango em um dia para um adulto médio. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares, dentre os 20% mais pobres da população brasileira, apenas 3% apresentam ingestão abaixo desse nível. “Entre a população geral, quando o consumo energético é minimamente suficiente, o consumo proteico também é suficiente”, constata Nadine Marques, doutora em Saúde Pública pela FSP e pesquisadora na Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis.

Apesar da importância da proteína para uma dieta balanceada, a quantidade consumida pela população já está adequada: enquanto a OMS sugere que ela deve compor 10% a 15% do teor energético diário, a média do brasileiro chega a 18%, mesmo nos estratos sociais mais baixos.

Ricardo Abramovay, docente do IEA, acrescenta que o déficit proteico na população subnutrida é consequência da fome, e não causa. “Se uma pessoa não come o suficiente para satisfazer suas necessidades calóricas, as proteínas são ‘queimadas’ para gerar energia, e deixam de desempenhar seus papéis constitutivos”, explica. Em relação à suplementação, ele afirma que não há motivo para elevar drasticamente a ingestão proteica, exceto no caso de atletas de alto rendimento (quando a recomendação é de, no máximo, 2g/kg). 

Os pesquisadores argumentam que existe uma armadilha em concentrar-se em apenas um nutriente, e não no conjunto do padrão alimentar. A pesquisa Vigitel, realizada pelo Ministério da Saúde em 2023, revelou que 79% dos adultos das capitais brasileiras não alcançam a recomendação da OMS para consumo de vegetais, frutas e verduras (400g diárias).

“Nosso trabalho fortalece a ideia do Guia Alimentar Brasileiro de que o mais importante para uma alimentação saudável, sobretudo para as crianças, não é muita carne, é muita diversidade”, comenta Abramovay.

Insegurança alimentar: um problema estrutural

Segundo o Relatório da ONU sobre a Insegurança Alimentar Mundial (Sofi 2024), a insegurança alimentar severa foi reduzida em quase 85% no Brasil em 2023. De acordo com os pesquisadores, a saída do Mapa da Fome é resultado de políticas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos. “Isso é algo a celebrar, mas refere-se apenas à população que realmente não tem acesso nenhum, diagnosticada com insegurança alimentar grave”, afirma Nadine Marques. “Um porcentual alto da população ainda não tem o acesso adequado, em termos de quantidade e de qualidade.”

De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), 253 municípios brasileiros têm mais de 10% das crianças menores de 5 anos com desnutrição aguda. “A humanidade já produz alimentos suficientes para suprir as necessidades da população mundo afora, e o que vemos é a continuidade dessa situação de fome, principalmente em países em desenvolvimento”, comenta a pesquisadora, “o que aponta para um problema de alcance físico e financeiro, e não falta de produção.”

Mesmo quando a segurança é alcançada, uma série de fatores dificulta o acesso do brasileiro a uma alimentação equilibrada. Regiões de baixa renda são muitas vezes caracterizadas como desertos ou pântanos alimentares: há venda prevalente de ultraprocessados de baixo custo, e ausência de feiras e mercados com produtos in natura, que são vendidos com altos preços.

“A erradicação da fome não passa apenas por transferência de renda e distribuição de alimento, mas passa, fundamentalmente, por mudar a estrutura global do sistema agroalimentar. […] Temos que combater a ideia de que é o consumidor que decide: são as instituições que decidem as nossas preferências, e então é necessário interferir nas instituições”, diz Ricardo Abramovay.

Sistema agroalimentar

As carnes são o epicentro do sistema agroalimentar global: 70% das áreas não correspondentes a desertos e geleiras são destinadas à pecuária ou à produção de grãos para ração. O modelo intensivo, marcado pela “tríplice monotonia” (baixa diversidade de cultivos, raças e manejo), agrava o desmatamento, a emissão de gás metano e a resistência antimicrobiana, devido ao uso massivo de antibióticos preventivos em criações confinadas. Com o crescimento populacional, a produção de carne vem se expandindo. “Isso faria sentido se a humanidade tivesse carência de produtos animais, mas não é o que acontece: nós já só consumimos excessivamente”, critica Abramovay. 

O percurso da proteína na história

Há 50 anos, um ensaio controverso para nutrição era publicado por Donald McLaren: “The Great Protein Fiasco” criticava a supremacia da proteína na dieta da população, e debatia influências históricas e políticas que não se comprovavam cientificamente. A obra apontava o erro das organizações de desenvolvimento em focar seus esforços na oferta de proteínas, inclusive sob formas industrializadas. 

Segundo Ricardo Abramovay, desde 1930 as Agências das Nações Unidas consideravam o déficit proteico o traço mais importante da desnutrição infantil nos países pobres. Para preencher essa lacuna, seria necessário distribuir formulações elaboradas com soja, milho, trigo e leite, como o leite em pó, entre as populações carentes – em detrimento de fontes vegetais proteicas localmente disponíveis. “Coincidência ou não, essa ideia coincide com um período da economia norte-americana em que havia excedente na produção de leite, e os EUA desejavam exportá-lo”, comenta.

Nadine Marques explica que o ramo do nutricionismo surgiu com o foco de “bater metas” para otimizar a saúde da população, quase como uma medicalização da alimentação. “As metas nutricionais foram desenhadas em um período de escassez e fome entre guerras, então isso fazia sentido”, explica a cientista. “Depois da Segunda Guerra Mundial, quando a produção de alimentos aumentou substancialmente, a ciência foi evoluindo para entender que é necessário enxergar o hábito alimentar como um todo.”

Mas a idealização do consumo de carne se perpetuou no senso comum, e beneficiou a indústria crescente de suplementos. “Para bater metas, é mais fácil fortalecer determinados alimentos e vender produtos que atendam a essas ‘necessidades’”, critica.

Em países de alta renda, dados epidemiológicos já apontam que o consumo de alimentos de origem animal é excessivo e, em casos extremos, pode ser prejudicial à saúde do fígado, rins, pâncreas e até mesmo do tecido muscular. O Nupens e a Cátedra estão conduzindo, atualmente, uma pesquisa mais abrangente sobre o consumo de proteínas pela população brasileira.

 “Precisamos enxergar a alimentação como um equilíbrio entre alimentos e nutrientes e, principalmente, entender como ela está atrelada à cultura alimentar e à biodiversidade local, e não pode ser padronizada”, afirma Nadine Marques.

O protagonismo deste macronutriente é publicizado cada dia mais nas redes sociais. Para Nadine, influenciadores precisam ser responsabilizados pela informação que propagam, assim como veículos de comunicação tradicionais. “A seriedade com a qual eles devem trabalhar precisa ser proporcional ao engajamento que promovem”, comenta. “Existem dados científicos que, se tratados isoladamente, levam a conclusões enviesadas.”

Segundo a pesquisadora, a educação alimentar e nutricional é uma ferramenta de autonomia a ser promovida desde a infância, para que as crianças compreendam a lógica de produção dos alimentos e aprendam a enxergá-los com consciência. “Isso permite que as pessoas possam fazer melhores escolhas na idade adulta”, conclui.

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Barueri promove ações do Agosto Dourado nas UBS’s e alerta sobre uso de celular durante amamentação

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De 1º a 7 de agosto, a Semana Mundial de Amamentação reforçou, em 2025, o tema “Priorizemos a Amamentação”, campanha da OMS e Unicef com adesão do Ministério da Saúde. Em Barueri, as 21 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) realizam até o dia 29 atividades de orientação e apoio a gestantes, puérperas e familiares.

Segundo a enfermeira Anie Matos, o aleitamento materno fortalece o vínculo entre mãe e bebê, auxilia na recuperação pós-parto, previne doenças e é gratuito. No entanto, muitas mães interrompem a amamentação exclusiva antes dos seis meses por fatores como retorno precoce ao trabalho, falta de rede de apoio e dificuldades técnicas, como a pega incorreta.

Um alerta feito pela pediatra Beatriz Froio é o uso excessivo de celulares durante a amamentação, hábito que pode prejudicar o vínculo e até causar riscos como engasgo do bebê.

Barueri mantém uma rede de apoio estruturada, com Grupos de Gestantes, orientação multiprofissional e um Banco de Leite Humano no Hospital Francisco Moran, que atende também cidades vizinhas. O espaço oferece palestras e rodas de conversa, inclusive com acessibilidade para gestantes surdas.

“O Agosto Dourado reforça a importância da amamentação nos primeiros meses, mas nosso trabalho é permanente”, afirma o secretário de Saúde, Milton Monti.

Conheça as atividades programadas em Barueri a partir de segunda-feira (11): 

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Foto: Beatriz Lucato/Arquivo/PMB

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Dormir só à noite ou tirar cochilos ao longo do dia, o que é melhor para a saúde? USP responde

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O sono polifásico, caracterizado por múltiplos períodos de repouso distribuídos ao longo do dia, desafia o modelo monofásico convencional – aquele em que se dorme uma única vez ao longo da noite. Geraldo Lorenzi Filho, professor e coordenador do Laboratório de Investigação Médica do Sono da Faculdade de Medicina da USP estuda os diferentes padrões de sono.

O professor explica: “A verdade é que o sono é muito individual, não existe uma regra geral, a grande regra geral é que o mais fácil é manter esse padrão monofásico, de dormir à noite quando está tudo escuro e de dia ter atividade como a maior parte das pessoas, mas existem possibilidades de outros arranjos temporais em relação ao sono que em geral levam a um estresse da pessoa e do organismo como um todo.”

Natureza e evolução dos padrões de sono

O desenvolvimento humano apresenta uma trajetória natural de variação nos padrões de sono. Recém-nascidos exemplificam o modelo polifásico primário, com ciclos curtos e frequentes de sono intercalados por breves períodos em que acordam. Essa configuração vai se transformando gradualmente, evoluindo para o padrão bifásico comum em crianças pequenas – que inclui o sono de tarde – até consolidar-se no modelo monofásico predominante na idade adulta.

Curiosamente, o envelhecimento traz de volta tendências polifásicas, com muitos idosos recuperando o hábito de cochilos ao longo do dia. Essa flutuação ao longo da vida desafia a noção de um padrão “correto” de sono, sugerindo que a nossa biologia permite diversas configurações de repouso.

Estudos históricos apontam que, antes da invenção da luz elétrica, os seres humanos provavelmente seguiam um ritmo bifásico noturno: um primeiro sono ao anoitecer, seguido por um período de vigília noturna dedicado a atividades sociais ou de vigilância, e finalmente um segundo sono até o amanhecer. Essa adaptação às condições naturais de iluminação revela como os padrões de sono foram moldados por fatores ambientais e culturais.

Sono polifásico na sociedade moderna

A adoção consciente do sono polifásico na vida contemporânea enfrenta obstáculos fisiológicos significativos. O professor Lorenzi Filho explica que nosso sistema circadiano – regulado por hormônios, como o cortisol, e influenciado por fatores como temperatura corporal – cria janelas temporais ideais para o sono. Tentar dormir fora desses períodos naturais equivale a nadar contra a corrente biológica.

Profissionais submetidos a turnos noturnos ou horários irregulares experimentam na pele essas dificuldades. A irregularidade entre seus horários de trabalho e os ritmos circadianos internos pode levar a uma série de problemas de saúde: desde distúrbios metabólicos como obesidade e diabetes até condições cardiovasculares e transtornos de humor. A luz solar durante o dia, o barulho ambiental e as demandas sociais funcionam como fatores adicionais que sabotam a qualidade do repouso diurno.

Casos extremos, como o do navegador Amyr Klink, demonstram que adaptações polifásicas radicais são possíveis em situações específicas. Durante suas travessias polares, Klink adotou um regime de cochilos de 15 minutos a cada hora – estratégia necessária para manter a vigilância constante em meio a geleiras perigosas. No entanto, tais exemplos representam exceções que confirmam a regra: “Existem algumas pessoas que se adaptam a horários diferentes, que ficam acordados à noite, de dia dormem e se sentem bem nesse novo ritmo, mas isso é muito raro, a maior parte das pessoas tem um sofrimento físico e biológico”, explica o professor.

Cochilos estratégicos

Dentro do espectro polifásico, os cochilos diurnos emergem como prática particularmente relevante para a sociedade moderna. Quando bem executados, esses períodos curtos de repouso – idealmente limitados a 20 minutos – podem oferecer benefícios mensuráveis: restauração da atenção, melhoria no humor e complementação do sono noturno insuficiente. No entanto, o professor Lorenzi Filho alerta “o mais comum é a gente considerar que o ideal é não dormir mais do que 20 minutos, para evitar que nesse cochilo você entre em sono profundo (REM) e aí quando você acorda tem a inércia do sono, que resulta em às vezes acordar pior do que foi dormir”.

O desafio contemporâneo reside em encontrar equilíbrios personalizados que respeitem tanto as necessidades fisiológicas quanto as demandas profissionais e sociais. Para alguns, isso pode significar a inclusão estratégica de breves cochilos reparadores; para outros, a manutenção rigorosa de um ciclo noturno contínuo. O critério fundamental, segundo o professor, deve ser sempre a qualidade do repouso obtido e seu impacto positivo no funcionamento diurno. Enquanto o modelo monofásico noturno permanece como a configuração mais harmoniosa com nossa biologia e organização social, variações individuais são não apenas possíveis, mas em muitos casos necessárias.

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Fonte/foto: GESP

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Nova maternidade em Barueri terá estrutura de ponta e foco na humanização

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A cidade de Barueri se prepara para um novo avanço na área da saúde pública com a construção de uma moderna maternidade, cuja licitação já foi oficialmente aberta. O empreendimento, idealizado pela gestão do prefeito Beto Piteri, será voltado para a excelência no atendimento materno-infantil e contará com infraestrutura de ponta, incluindo salas específicas para partos humanizados.

Segundo informações da Secretaria de Obras, a expectativa é de que a data de início da construção seja confirmada até o começo de agosto.

O secretário municipal da Saúde, Milton Monti, destacou o ineditismo e a qualidade do projeto: “A nova maternidade de Barueri, um projeto da atual gestão municipal, é extraordinária e foi concebida com base nas melhores técnicas utilizadas atualmente para o parto, tanto na rede pública quanto na privada. Nela, há uma área específica dedicada à valorização do parto humanizado, tornando nossa maternidade, sem dúvida, uma referência para a região e para o Brasil”, afirmou.

Estrutura moderna e acessível

A nova maternidade será erguida na Avenida Sebastião Davino dos Reis, em um terreno de 13.552,24 m², com área construída de 11.568,60 m² distribuída em quatro pavimentos. O térreo terá 3.873,18 m²; o primeiro pavimento, 2.473,54 m²; o segundo, 2.637,82 m²; e o terceiro, 2.584,06 m². O projeto contempla total acessibilidade, com elevadores para todos os andares.

A unidade oferecerá recepção, sala de espera e atendimento, enfermagem, triagem, pré-consulta, serviço social, farmácia e coleta. Também contará com nove consultórios — três deles dedicados à cardiotocografia (ECG) — além de suporte de fisioterapeuta e fonoaudiólogo.

Entre os principais ambientes estão:

  • 4 salas de pré-parto
  • 5 salas de parto cirúrgico
  • 4 salas de parto humanizado
  • 2 berçários
  • 14 boxes de internação intensiva neonatal
  • 7 boxes de UTI adulto
  • 16 quartos duplos e 4 quartos de isolamento
  • Áreas administrativas e banheiros adaptados

Humanização também no espaço externo

O entorno da nova maternidade também será planejado com foco na humanização. A área frontal terá uma praça com 2.415 m², equipada com playground, aparelhos de ginástica ao ar livre, bancos, floreiras, pergolados, iluminação, jogos de mesa e espaços de convivência.

O estacionamento contará com 43 vagas para funcionários e 15 para o público, incluindo quatro vagas reservadas — duas para idosos e duas para pessoas com deficiência.

Investimento contínuo na saúde

A construção da nova maternidade integra o conjunto de investimentos da Prefeitura de Barueri em infraestrutura de saúde, visando aprimorar a qualidade dos serviços oferecidos à população. A proposta reforça o compromisso com o cuidado às gestantes, bebês e suas famílias, aliando tecnologia, humanização e excelência no atendimento.

A nova unidade deve se tornar referência regional no setor, consolidando Barueri como um dos municípios mais avançados do país em políticas públicas de saúde materno-infantil.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Morte de Preta Gil evidencia risco do câncer de intestino, o terceiro mais frequente no Brasil

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A morte da cantora e empresária Preta Gil, aos 50 anos, em decorrência de um câncer no intestino, reacendeu o alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença, que, segundo especialistas, costuma apresentar sintomas apenas em estágios mais avançados — quando o tratamento é mais difícil e as chances de cura, menores.

De acordo com o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, o rastreamento deve começar antes dos 50 anos para pessoas com fatores de risco, como histórico familiar da doença. Os principais exames para triagem são o de fezes, para detectar sangramento oculto, e a colonoscopia, que permite a visualização interna do intestino em busca de nódulos, pólipos ou lesões suspeitas.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), os cânceres de cólon e reto — que afetam o intestino — são os terceiros mais frequentes do Brasil, com cerca de 45 mil novos casos por ano. A maior incidência ocorre na Região Sudeste e entre as mulheres.

O câncer de intestino geralmente se desenvolve a partir de lesões benignas, como pólipos. Condições como Doença de Crohn e outras inflamações intestinais crônicas, além de fatores como sedentarismo, obesidade, consumo de álcool, tabaco e alimentos ultraprocessados, elevam o risco.

Nacif destaca ainda a barreira cultural que impede o diagnóstico precoce: o receio de muitos pacientes de se submeterem ao exame físico inicial, que pode incluir o toque retal. “Com uma pequena avaliação, o médico já pode ser muito específico na prevenção. É um exame técnico”, afirma.

Entre os principais sinais de alerta para a doença estão alteração no funcionamento do intestino, perda de peso sem causa aparente, dor abdominal e presença de sangue nas fezes. Porém, segundo o especialista, esses sintomas costumam surgir quando o câncer já está em estágio avançado, o que reforça a necessidade de rastreamento periódico.

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Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil *Com informações Agência Brasil

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Férias com saúde: veja cuidados para evitar doenças em crianças

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Durante as férias, as crianças costumam ter mais acesso a atividades ao ar livre e podem ficar mais expostas a infecções. Doenças de pele, cabelo, unha, por ter mais contato com piscina, praia, areia e aquelas causadas por ambientes com aglomeração de pessoas são mais comuns neste período. Verme, virose, micose, otite, olho de peixe e bicho geográfico são os mais constantes. A pediatra do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) Larissa Marques separou dicas e informações sobre como prevenir e tratar as enfermidades caso elas ocorram durante o período de descanso das crianças.

Piolho (Pediculose)

É uma infestação por pequenos insetos que vivem no couro cabeludo e causam coceira. Para o tratamento, é necessário fazer uso de shampoos específicos, pentes finos para remoção dos ovos e aplicação de produtos indicados por profissional de saúde. Mas, para evitar quadros de piolhos, os pais e responsáveis devem evitar que as crianças tenham contato direto com pessoas infestadas, além de não deixá-las compartilharem escovas de cabelo, roupas, bonés e toalhas. É fundamental manter o cabelo seco, já que a umidade favorece a proliferação.

Molusco Contagioso

Infecção viral de pele que causa pequenas lesões parecidas com verrugas, transmitidas por contato direto com pessoas infectadas. A avaliação e o tratamento devem ser feitos por dermatologistas ou pediatras para a remoção e controle do quadro infeccioso. Para prevenir, é importante evitar contato quem apresentar as lesões, cuidar da higiene da pele. Os pais devem supervisionar as crianças para evitar coceira e disseminação.

Bicho Geográfico (Larva Migrans Cutânea)

Infecção causada por larvas de parasitas que penetram na pele, produzindo lesões avermelhadas e “caminhos tortuosos” visíveis. Como muitas crianças viajam durante essa época do ano, é preciso que os responsáveis atentem-se à higiene rigorosa após brincadeiras ao ar livre e tente evitar o contato direto das crianças com a areia ou terra contaminada, especialmente em praias ou parques. O tratamento é realizado com medicamentos tópicos ou orais prescritos por médicos e também com aplicação de compressas frias para aliviar a coceira.

Verminose (Parasitoses Intestinais)

Infestação intestinal por vermes, que causa dor abdominal, diarreia e coceira anal. Em quadros da patologia, o médico deve ser consultado para o diagnóstico correto e receitar o uso de vermífugos. Mas, a prevenção ajuda e muito nestes casos. Para isso, é preciso lavar bem frutas, verduras e legumes, além de todos os alimentos crus. É importante consumir água potável de fontes confiáveis e evitar comer em locais com higiene duvidosa, além de sempre higienizar as mãos com frequência, principalmente antes das refeições, seja com água e sabão, seja com álcool em gel.

Micose (Infecção Fúngica da Pele)

Infecção causada por fungos que afeta a pele, provocando lesões, descamação e coceira. Para evitar micose, é recomendado que a pele esteja sempre limpa e seca, não compartilhar roupas e toalhas e tomar banho logo após sair da piscina ou praia. Pais e responsáveis devem supervisionar a higiene pessoal das crianças nos rios, praias e piscinas também. Para o tratamento, é feito o uso de antifúngicos tópicos ou orais, conforme indicação médica.

Otite

Infecção ou inflamação do ouvido médio, comum em crianças, que pode causar dor e febre. Muitas das otites são provocadas pela entrada de água do mar do cloro no ouvido. Para tratá-la, médicos receitam o uso de antibióticos ou outros medicamentos, conforme necessário. A prevenção é feita por meio de vacina (pneumocócica e influenza) e pelo cuidado ao expor as crianças em ambientes com fumaças ou mudanças bruscas de temperatura.

Virose

Infecção viral que pode causar sintomas como febre, coriza, dor de garganta e mal-estar. Para evitar esse problema, é preciso verificar se as águas estão próprias para banho, bem como avaliar a coloração da piscina e do mar. Além disso, fazer a higiene das mãos com álcool em gel ou água e sabão. Evitar contato próximo com pessoas doentes, manter vacinação atualizada, especialmente contra influenza e Covid-19. Crianças afetadas com viroses devem repousar e ter acesso a hidratação correta para aliviar os sintomas. Em casos persistentes, avaliação médica é necessária.


Fonte/foto: GESP

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Como as vacinas contra a Covid-19 agem no sistema imunológico? Pesquisa da USP responde

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As vacinas contra a Covid-19 foram essenciais para barrar a disseminação do sars-cov-2 durante a pandemia. Estudos apontam que, em apenas um ano após o início da vacinação, mais de 14 milhões de mortes foram prevenidas. Para entender o impacto das imunizações em humanos, um grupo de pesquisadores da USP, em colaboração com outras instituições nacionais e internacionais, desenvolveram o Atlas de Vacinação contra a Covid-19.

Por meio da análise do transcriptoma – uma técnica que permite examinar a quantidade e as sequências de RNA, indicando quais genes estão ativados ou desativados – de 245 pacientes, pertencentes a cinco estudos de longa duração diferentes, foi mostrado que regimes vacinais heterólogos, ou seja, com vacinas de distintos fabricantes, induzem maior diversificação imunológica quando comparados a regimes homólogos. 

O estudo demonstrou que um esquema de vacinação completo limitou, de forma acentuada, a mudança das respostas imunes durante a infecção pelo sars-cov-2, restringindo a progressão da doença. Além disso, foram identificados marcadores imunológicos específicos para cada estratégia de vacinação, para os diversos tipos de vacinas e diferentes condições de infecção. 

Os resultados foram publicados no artigo Covid-19 vaccination atlas using an integrative systems vaccinology approach, na revista científica NPJ Vaccines, do grupo Nature

Wasim Syed, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e primeiro autor do artigo, disse ao Jornal da USP que a criação do atlas pode servir como um guia de comparação para novos imunizantes contra a doença. “Se uma vacina em desenvolvimento for para teste clínico, será que ela está tendo a mesma assinatura de expressão gênica das que já foram aprovadas para uso, e, assim, pode ter uma eficácia semelhante?”, diz.

Análise das vacinas

Foram analisadas informações de RNA-seq de 562 amostras de sangue periférico de 245 pacientes disponíveis em bancos de dados. Os participantes haviam sido vacinados com um ou mais de um dos quatro tipos diferentes de vacinas, em regime homólogo e heterólogo, com uma, duas ou três doses. Havia, também, pacientes infectados com vacinação prévia ou sem imunização. Os imunizantes analisados foram: Covilo, Zifivax, Vaxzevria ou Covishield, Spikevax e Comirnaty. A maioria dos participantes era do sexo feminino, com idade média de 35 anos.

ImunizanteFabricanteClassificação
CoviloSinopharm GroupVacina de vírus inativado
ZifivaxAnhui Zhifei LongcomVacina de subunidade proteica
VaxzevriaAstraZenecaVacina de vetor viral
CovishieldSerum Institute of IndiaVacina de vetor viral
SpikevaxModernaVacina de mRNA
ComirnatyPfizerVacina de mRNA

Os cientistas fizeram várias investigações, entre elas a análise de expressão gênica diferencial, que identifica os genes que mais se diferenciam estatisticamente do tempo pré-vacinação ou de indivíduos saudáveis, no caso das infecções. Os genes, chamados DEGs (differential expressed genes) ajudam a entender como essas condições são reguladas e como suas alterações podem influenciar processos biológicos. Os resultados mostraram que cada tipo de regime de vacinação – além da infecção – possuem assinaturas imunológicas distintas. 

A infecção modificou significativamente as contagens de DEGs em indivíduos vacinados e não vacinados, com os pacientes hospitalizados apresentando as alterações mais pronunciadas. Pacientes vacinados com duas doses de uma determinada vacina, por exemplo, apresentaram níveis totais de DEG mais elevados após a infecção em comparação com os controles não vacinados, impulsionados por mais de 200 genes com atividade aumentada. Já os pacientes reinfectados, no entanto, apresentaram menos DEGs aumentadas.

No acompanhamento de pacientes hospitalizados, as contagens de DEGs atingiram o pico no 10º dia após a admissão em pacientes parcialmente vacinados, mas diminuíram posteriormente, coincidindo com a idade avançada (71-90 anos) — um fator de risco conhecido para desfechos graves.

Uma maior representação de genes relacionados ao sistema imunológico foi observada no grupo de vacinados quando comparados ao grupo infectado. Especificamente, genes associados à inflamação, ao sistema do complemento (uma cascata de enzimas que ajuda na defesa contra a infecção, à função dos neutrófilos, às vias de respostas antivirais e às vias de interferon (proteína produzida pelos leucócitos), que exibem ativação prolongada durante a infecção. Por outro lado, a vacinação desencadeia a ativação de quimiocinas (proteínas que direcionam células do sistema imune) e genes relacionados ao sistema imune adaptativo.

As vacinas de mRNA exibiram diferenças específicas de plataforma. A Cominarty induziu picos transitórios de DEGs após a segunda dose, enquanto a Spikevax apresentou respostas mais fortes após a terceira dose. Regimes heterólogos, particularmente com Covishield/Vaxzevria, seguido de reforço com Comirnaty, diversificaram as assinaturas imunológicas, superando potencialmente as limitações da imunidade específica do vetor observadas com doses repetidas de vacinas de vetores virais.

Já um regime de vacinação incompleto foi associado à infecção, sugerindo uma proteção limitada da vacinação administrada imediatamente antes da infecção. Em 488 pacientes infectados sem vacinação prévia ou com vacinação incompleta, os genes relacionados a células e processos imunes inatos foram altamente ativados e persistiram por vários dias. 

“Sabemos agora como as vacinas funcionam, inclusive em nível gênico. Isso vale para aquelas pessoas que hesitam em se vacinar por não saberem o que estão tomando”, diz Wasim Syev.

Covid-19

Syed, que também é integrante da União Pró-Vacina do Instituto de Estudos Avançados da USP – Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) disse ao Jornal da USP que a ideia de produzir um atlas de vacinação contra a Covid-19 veio após a finalização de outro trabalho semelhante, que avaliou 13 vacinas contra diferentes doenças. Esse tipo de abordagem é conhecida como vacinologia de sistemas, que combina a vacinologia tradicional com tecnologias ômicas e modelagem computacional para compreender melhor a resposta do sistema imunológico a vacinas. O artigo sobre o estudo pode ser lido aqui


Fonte: GESP – Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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Jandira realiza eleições para o Conselho Gestor de Saúde no próximo dia 13

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A Prefeitura de Jandira realiza, no próximo dia 13, as eleições para o Conselho Gestor das Unidades de Saúde. A iniciativa convida os moradores a exercerem um papel ativo na melhoria do sistema público de saúde, por meio da escolha de representantes da comunidade que irão integrar os conselhos locais.

A votação ocorrerá em todas as unidades de saúde do município, onde serão eleitos quatro representantes por unidade. Esses conselheiros terão a missão de atuar como ponte entre a população e a administração pública, colaborando na formulação de propostas, fiscalização das ações e decisões que envolvem o atendimento e os serviços oferecidos à população.

A criação e manutenção dos Conselhos Gestores fazem parte de uma política de democratização da gestão pública da saúde, promovendo a participação social e incentivando o diálogo contínuo entre usuários e gestores do SUS.

A Prefeitura destaca que esta é uma excelente oportunidade para os moradores representarem suas comunidades e contribuírem diretamente para uma saúde mais eficiente, humana e participativa em Jandira.

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Imagem: Divulgação/PMJ

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UBS do Jardim Graziela em Barueri entra na fase final das obras e será entregue até o fim de junho

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A Prefeitura de Barueri anunciou que as obras da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Graziela, localizada na rua Lorena, 515, no bairro Engenho Novo, estão na etapa final. A previsão é de que a unidade seja entregue à população até o final do mês de junho.

Com estrutura moderna e três pavimentos, a nova UBS amplia significativamente o acesso da população ao atendimento básico de saúde e integra os investimentos contínuos da gestão municipal na área. Somente entre setembro de 2024 e março de 2025, foram inauguradas as UBSs Cleuso de Oliveira (Jardim Belval), Armando de Freitas (Parque Imperial) e Roque Ribeiro Machado (Jardim do Líbano). Ainda neste mês, também está prevista a entrega da reforma e ampliação da UBS Hélio Berzaghi, no Jardim Paulista.

Estrutura moderna e funcional

Construída em um terreno de 1.563,13 m², com área total edificada de 1.773,37 m², a UBS do Jardim Graziela contará com subsolo, térreo e pavimento superior. O subsolo abrigará depósitos e estacionamento para funcionários. No térreo, funcionarão serviços como farmácia, administração, salas de acolhimento, fraldário, consultórios multiprofissionais, sala de vacinação, inalação, curativos, medicação e reidratação, além de sanitários acessíveis.

O andar superior será destinado a 10 consultórios clínicos e áreas específicas para especialidades como ginecologia, obstetrícia, odontologia, pediatria e enfermagem. Também haverá sala de reuniões, vestiários, cozinha para funcionários, sanitários funcionais e sala de espera infantil.

Compromisso com a saúde pública

Segundo a administração municipal, a nova unidade reforça o compromisso da Prefeitura de Barueri com a melhoria contínua da rede pública de saúde, oferecendo uma estrutura mais ampla, acessível e confortável para atender a população com mais qualidade.

A entrega da UBS do Jardim Graziela deve beneficiar diretamente os moradores da região do Engenho Novo, desafogando outras unidades próximas e contribuindo para um atendimento mais ágil e eficiente.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Internações por inflamações intestinais cresceram 61% em dez anos

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As doenças inflamatórias intestinais são enfermidades que afetam o trato gastrointestinal e que resultaram, nos últimos dez anos, em 170 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Os dados são de um levantamento da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), com base no Sistema de Informações Hospitalares do SUS, do Ministério da Saúde.

Esses dados mostram ainda um crescimento de 61% nas internações em 2024 (23.825), na comparação com 2015 (14.782)

As principais formas de doenças inflamatórias intestinais são a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. São condições crônicas para as quais ainda não há uma cura definitiva, segundo a SBCP.

“O número de internações aumentou exponencialmente nos últimos anos não só pela severidade dos casos, mas também pelo aumento da incidência, isto é, aparecimento de novos pacientes sem tratamento”, destaca a diretora de comunicação da SBCP, a coloproctologista Ana Sarah Portilho.

Ana ressalta que há um número maior de casos em capitais e em regiões com maior industrialização e urbanização

As doenças inflamatórias intestinais, também conhecidas como DIIs, são o alvo de uma campanha de conscientização realizada pela SBCP neste mês, apelidado de Maio Roxo. O dia 19 de maio, aliás, é o Dia Mundial das Doenças Inflamatórias Intestinais.

De acordo com a SBCP, é importante ter um diagnóstico correto e iniciar um tratamento o mais cedo possível. 

“Nosso objetivo é alertar para a importância do diagnóstico precoce e em seguida do tratamento adequado, a fim de proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente e até mesmo remissão dos sintomas”, afirma o presidente da SBCP, Sergio Alonso Araújo.

Doenças

Segundo a coloproctologista Mariane Savio, as DIIs “podem acometer pessoas de todas as idades, mas são muito comuns em adultos jovens, que estão em uma fase produtiva da vida. Então, são doenças que, se não forem tratadas adequadamente e controladas, podem tirar a qualidade de vida do paciente, causar faltas ao trabalho e prejudicar muito esses pacientes e a família deles. São doenças que exigem um diagnóstico e um acompanhamento médico contínuos.”

Entre os principais sintomas das DIIs estão diarreia crônica (podendo haver sangue, muco ou pus), dor abdominal, urgência de evacuar, falta de apetite, cansaço e perda de peso. 

Em casos mais graves, as doenças podem provocar anemia, febre e distensão abdominal, além de afetar outras partes do corpo, como as articulações (artrite), a pele (dermatite e piodermas) e oftalmológicas (uveítes).

A retocolite atinge a mucosa do intestino grosso. Já a doença de Crohn pode atingir todo o trato gastrointestinal, ou seja, da boca até o ânus, mas é mais comum no intestino, onde afeta todas as camadas desse órgão: os revestimentos interno (mucosa) e externo (serosa), além dos tecidos internos (submucosa e músculo).

Os mecanismos que levam ao surgimento dessas doenças ainda não foram esclarecidos, mas sabe-se que elas são resultado de uma conjunção de fatores genéticos, ambientais e imunológicos. 

O fumo, por exemplo, é um fator que agrava essas enfermidades.

O diagnóstico é feito através da análise do histórico clínico da pessoa e de exames como endoscopia, colonoscopia, tomografia e ressonância magnética.

“O tratamento precoce da doença, ou seja, nos primeiros dois anos de sintomas, reduz muito o risco de o paciente vir a precisar de cirurgias, por exemplo, e melhora a resposta dele aos tratamentos. Os estudos mostram que os tratamentos, quando são instituídos mais precocemente, têm uma resposta muito melhor do que quando tardiamente”, afirma Mariane.

Como ainda não há cura para essas condições, o tratamento envolve controlar os sintomas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, através de medidas como adotar uma alimentação saudável, parar de fumar e praticar exercícios físicos

Medicamentos como aminossalicilatos, imunossupressores e imunobiológicos podem ser usados, dependendo do caso.

Mariane destaca que, nos últimos, anos houve muitos avanços no tratamento dessas doenças e que a aprovação de novas terapias amplia as opções para os pacientes. A campanha da SBCP envolverá publicações e vídeos em suas redes sociais [LINK: https://www.instagram.com/portaldacoloproctologia], que esclarecem sobre as principais dúvidas relacionadas às DIIs.

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Foto: Rawpixel

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