Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou um novo medicamento, o Leqembi, para tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado.

O remédio, produzido com o anticorpo lecanemabe, é indicado para retardar o declínio cognitivo das pessoas que já apresentam demência leve causada pela doença. 

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Segundo o registro da Anvisa, o lecanemabe reduz as placas beta-amiloides no cérebro. O acúmulo dessas placas é uma característica definidora da doença de Alzheimer. O produto é uma solução para diluição para infusão.

Estudo 

A Anvisa divulgou que o medicamento teve a eficácia clínica avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 pessoas com doença de Alzheimer em estágio inicial, que apresentavam placas betaamiloides no cérebro e receberam o Leqembi ou placebo. 

“A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses”, apontou a Anvisa. A avaliação ocorreu a partir de uma escala de demência denominada CDR-SB, utilizada para testar a gravidade da doença de Alzheimer em pacientes. 

A escala inclui questões que ajudam a determinar o quanto a vida diária do paciente foi afetada pelo comprometimento cognitivo. Segundo o estudo, no subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB do que aqueles que receberam placebo.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Divulgação/EISAI

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Festas de fim de ano: veja como evitar a ressaca e cuidar da saúde

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Mal-estar, dor de cabeça e sede são alguns sintomas causados pelo consumo excessivo de álcool

As festas de fim de ano são momentos de celebração, alegria e, muitas vezes, de exageros na comida e na bebida. Sabemos que o álcool pode ser um “companheiro” presente nessas ocasiões, mas também é o principal culpado pela tão temida ressaca do dia seguinte. Em caso de qualquer sintoma mais forte, procure atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Os endereços podem ser consultados na plataforma Busca Saúde.

A ressaca é a combinação de sintomas físicos e mentais experimentados no dia seguinte a um episódio de consumo de álcool, levando ao surgimento de sintomas como dor de cabeça, sensibilidade ao som e à luz, enjoo, dores no corpo, boca seca e sede. Isso ocorre devido à desidratação que a bebida alcoólica causa no organismo, além da sobrecarga no fígado, órgão que tem a função de eliminar o álcool do sangue.

O consumo de álcool está associado a diversos problemas para a saúde. O chamado “beber pesado episódico” é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o consumo de 60 gramas ou mais de álcool puro em uma única ocasião. Em termos práticos, isso corresponde aproximadamente a quatro ou mais doses para mulheres e a cinco ou mais doses para homens. Esse padrão de consumo está relacionado ao risco aumentado de envolvimento em acidentes e violências, apagões de memória, overdose e desenvolvimento de dependência.

Para reduzir os danos, se escolher beber, é indicado tomar alguns cuidados ao longo do dia para ajudar o organismo a restabelecer o equilíbrio natural:

Intercale com água e beba devagar
O álcool é diurético, ou seja, aumenta a perda de líquidos pelo organismo, o que contribui para a desidratação — um dos principais fatores da ressaca. O recomendado é alternar o consumo de bebidas alcoólicas com água e também beber bastante água no dia seguinte, para recuperar a hidratação.

  • Antes de beber: beba bastante água ao longo do dia;
  • Durante a festa: alterne entre bebidas alcoólicas e água; para cada copo de álcool, beba pelo menos um copo de água;
  • Depois: antes de dormir, tente beber um ou dois copos de água para ajudar na hidratação.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a quantidade de água que uma pessoa deve beber diariamente varia conforme fatores como peso corporal e temperatura ambiente. Porém, o indicado é ingerir cerca de dois litros de água por dia.

Aposte em bebidas não alcoólicas atraentes
Intercalar bebidas alcoólicas com opções não alcoólicas, como águas aromatizadas ou mocktails (coquetéis sem álcool), é uma ótima forma de aproveitar sem exagerar. Além disso, essa alternância ajuda a reduzir o consumo de álcool e melhora a hidratação.

Nunca beba de estômago vazio
O álcool é absorvido mais rapidamente quando o estômago está vazio, o que intensifica seus efeitos e pode causar mais ressaca no dia seguinte. Por isso, alimente-se bem antes e durante o consumo.

Inclua refeições ricas em proteínas e gorduras saudáveis (como carnes magras, abacate ou nozes), pois ajudam a retardar a absorção do álcool.

Evite alimentos muito gordurosos durante a festa, já que podem piorar os sintomas de mal-estar.

Vitamina B e antioxidantes são aliados
O consumo de álcool pode esgotar as reservas de vitaminas do complexo B e de antioxidantes no organismo. Antes da festa, invista em alimentos ricos nesses nutrientes, como ovos, carnes magras e cereais integrais (vitamina B) e frutas cítricas, frutos vermelhos e vegetais verdes-escuros (antioxidantes).

Limite de doses
Se escolher beber, respeite o limite de doses:

Mulheres: até 1 dose por dia; nunca ultrapassar 3 doses em uma única ocasião;
Homens: até 2 doses por dia; nunca ultrapassar 4 doses em uma única ocasião.

Em caso de exagero
Se você acabou exagerando, cuide-se no dia seguinte:

  • Hidrate-se bem com água, chás ou bebidas isotônicas, para repor os eletrólitos;
  • Invista em alimentos leves e de fácil digestão, como frutas, sopas e caldos;
  • Um bom descanso também ajuda o corpo a se recuperar mais rapidamente.

Em caso de qualquer sintoma mais forte, procure atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Os endereços podem ser consultados na plataforma Busca Saúde.

Mais dicas

  • Tenha dias livres de álcool;
  • Nunca beba e dirija;
  • Lembre-se: para um estilo de vida mais saudável, quanto menos álcool, melhor.

Fonte: Pref. de SP | Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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SP alerta para importância da vacinação contra sarampo durante a temporada de cruzeiros no litoral paulista

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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta aos serviços de saúde, autoridades portuárias e viajantes diante do aumento do risco de reintrodução do sarampo durante a temporada de cruzeiros 2025/2026 no litoral paulista. A medida considera a circulação internacional do vírus e a intensa movimentação de passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades.

A temporada de cruzeiros, iniciada em 26 de outubro de 2025, segue até 19 de abril de 2026. De acordo com a CLIA Brasil, mais de 670 mil viajantes devem embarcar em roteiros pelo país.

Em 2024, o Brasil reconquistou a certificação de eliminação do sarampo. No entanto, em 2025, já foram registrados 38 casos importados ou relacionados à importação no país, incluindo dois casos confirmados no estado de São Paulo até dezembro. Atualmente, há surtos ativos da doença em diversas regiões do mundo, o que exige vigilância contínua e atenção à situação vacinal da população.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como navios de cruzeiro. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre sete e 14 dias após a exposição.

A SES-SP orienta que pessoas que planejam viajar, inclusive em cruzeiros marítimos ou participar de eventos de grande porte, verifiquem a caderneta de vacinação e garantam o esquema completo da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), preferencialmente com pelo menos 15 dias de antecedência da viagem. A imunização é a principal forma de prevenção da doença.

A Pasta também reforça a adoção de medidas de higiene durante as viagens, entre elas:

  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

  • Lavar as mãos com frequência com água e sabão, ou então utilizar álcool em gel;

  • Não compartilhar copos, talheres e alimentos;

  • Procurar não levar as mãos à boca ou aos olhos;

  • Evitar aglomerações ou locais pouco arejados;

  • Manter os ambientes frequentados sempre limpos e ventilados;

  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.

    No retorno, caso surjam sintomas suspeitos até 30 dias após a viagem, como febre, manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de tosse ou coriza ou conjuntivite, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, informar o histórico de deslocamento e evitar a circulação em locais públicos.

Para os profissionais de saúde, a Secretaria destaca que o sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata. Casos suspeitos devem ser comunicados à vigilância epidemiológica em até 24 horas, para adoção rápida das medidas de bloqueio e prevenção.

A SES-SP segue atuando de forma integrada com os municípios e demais órgãos envolvidos para proteger a população e evitar a reintrodução do sarampo no estado.


Fonte/foto: GESP

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Câncer de pele: veja o passo a passo para identificar sinais suspeitos

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A incidência de câncer de pele no Brasil em 2025 deve alcançar 704 mil casos, segundo projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Trata-se do tipo de câncer mais frequente no país, somando carcinomas e melanomas. A alta prevalência reforça a importância da prevenção contínua e da observação cuidadosa. Especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo alertam: qualquer ferida que não cicatriza em até quatro semanas deve ser investigada.

São três diferentes tipos de câncer de pele: carcinoma basocelular, caracterizado como uma ferida que não cicatriza por mais de quatro semanas, é o tipo mais comum; carcinoma espinocelular é aquela casquinha que sangra, uma área mais áspera ou uma verruga que cresce rapidamente; e o melanoma, o tipo mais agressivo, caracterizado por uma pinta nova ou que muda de tamanho, forma e cor.

“Muitas vezes o melanoma começa como uma mancha, uma pinta que muda de cor, tamanho e forma, ou uma ferida que demora mais do que o normal para cicatrizar. É um sinal que foge ao padrão das demais pintas e manchas e é ignorado pela maioria das pessoas”, explica a dermatologista Bethânia Cavalli, responsável pelo Ambulatório de Oncologia Cutânea do HSPE.

A forma mais simples e eficaz para identificar esses sinais, segundo a médica, é seguir a regra ‘ABCDE’. Essa sopa de letrinhas é um autoexame fácil, que segue cinco critérios: A – assimetria; B – bordas; C – cor; D – diâmetro; E – evolução. “Ao notar características, como uma pinta com bordas irregulares, com diferentes cores e que se modifica rapidamente, uma lesão maior do que 6 mm, é fundamental procurar um especialista para um diagnóstico mais assertivo”, orienta.

O básico que salva

Diferentemente do que muitos acreditam, a proteção da pele deve ser feita o ano todo e desde os primeiros meses de vida. Afinal, um dos principais fatores de risco é a exposição solar acumulada ao longo da vida sem se proteger adequadamente. As principais dicas são:

• Use protetor solar diariamente, inclusive em dias chuvosos ou nublados;
• Invista em chapéu, boné, roupas com proteção contra raios UVA e UVB e óculos de sol;
• Evite ambientes abertos, com sol direto, das 10h às 16h;
• Retoque a proteção a cada duas horas, principalmente após entrar em piscina ou mar;
• Orelha, pescoço, nuca, couro cabeludo e pés também precisam de proteção.

“O primeiro passo é ter um olhar atento sobre o próprio corpo. Pessoas de pele e olhos claros, com história familiar de câncer de pele e com exposição solar intensa, devem ter cuidado redobrado e consultar o dermatologista pelo menos uma vez ao ano”, orienta.

Tecnologia a favor da saúde

No Ambulatório de Oncologia Cutânea do HSPE, os pacientes contam com infraestrutura e alta tecnologia. Pacientes que apresentam fator de risco alto para o câncer de pele passam por uma avaliação criteriosa e são submetidos à dermatoscopia digital.

“Esse aparelho tem uma lente de aumento, que nos ajuda a identificar lesões suspeitas e toda a estrutura da pele do paciente. Com ele, podemos avaliar com mais segurança e eficácia para chegar a um diagnóstico rápido e mais preciso”, finaliza.

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Fonte/Foto: GESP

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Complexo de Saúde de Cajamar inicia atendimentos com câmaras hiperbáricas

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Os novos equipamentos tem como intuito ampliar as possibilidades de tratamento especializado e trazem mais segurança e qualidade no cuidado aos pacientes

A Prefeitura de Cajamar realizou, nesta quinta-feira (18), a inauguração oficial com início dos atendimentos com oxigenoterapia hiperbárica no Complexo de Saúde do município. A nova estrutura representa um avanço significativo na oferta de tratamentos especializados, incorporando tecnologia de ponta à rede municipal de saúde.

As câmaras hiperbáricas irão atender pacientes com feridas de difícil cicatrização, queimaduras, pós-operatórios e quadros clínicos mais graves, como úlceras por pressão e pé diabético. A oxigenoterapia hiperbárica é uma terapêutica reconhecida por acelerar a cicatrização e a recuperação dos tecidos, contribuindo diretamente para a evolução clínica dos pacientes e para a redução de complicações.

O acesso ao tratamento será feito por meio de encaminhamento dos próprios serviços municipais de saúde, como Hospital, UPA e Unidades Básicas. Após avaliação médica inicial, os pacientes que apresentarem indicação clínica iniciarão as sessões de oxigenoterapia, seguindo protocolos técnicos definidos pela equipe especializada.

Com a implantação do ambulatório de Feridas e das câmaras hiperbáricas, Cajamar passa a oferecer gratuitamente serviço inédito no município e região, ampliando a resolutividade da rede municipal, qualificando o atendimento e fortalecendo as ações de saúde realizadas no Complexo de Saúde do município.

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Fonte/foto: PMC

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Estado de São Paulo confirma segundo caso de sarampo em 2025

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O estado de São Paulo registrou o segundo caso de sarampo este ano. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o paciente é um homem de 27 anos, morador da capital paulista, não vacinado e que havia viajado recentemente ao exterior. Segundo a pasta, ele já recebeu atendimento médico e teve alta.

O outro caso havia sido identificado em abril deste ano, também em um morador da capital paulista.

Entre janeiro e novembro deste ano, 37 casos de sarampo foram confirmados em todo o Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde. Todos estes casos foram importados, ou seja, adquiridos em viagens, sem transmissão local do vírus.

O número de casos de sarampo vem se intensificando neste ano na região das Américas. Até o dia 7 de novembro de 2025, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foram confirmados 12.596 casos de sarampo em dez países das Américas, com 28 óbitos, a maior parte deles registrados no México.

De acordo com a Opas, essa transmissão tem afetado principalmente comunidades com baixa cobertura vacinal: 89% dos casos ocorreram em pessoas não vacinadas ou com status vacinal desconhecido.

Sarampo e vacinação

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, seja ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

A doença é tão contagioso que um paciente infectado pode transmiti-la para 90% das pessoas próximas e que não estejam imunes. Por isso, a vacinação contra o sarampo é extremamente importante. A imunização é a principal forma de prevenção contra a doença.

Os principais sintomas do sarampo são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acima de 38,5 graus, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso. Os casos podem evoluir para complicações graves podendo causar diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Algumas dessas complicações podem ser fatais.

Certificado

Em 2016, o Brasil havia recebido a certificação da eliminação do vírus que causa o sarampo. Segundo o Ministério da Saúde, nos anos de 2016 e 2017 não foram confirmados casos da doença, no entanto, em 2018, com o grande fluxo migratório associado às baixas coberturas vacinais, o vírus voltou a circular. Em 2019, o Brasil perdeu a certificação de “país livre do vírus do sarampo”, com o registro de mais de 21,7 mil casos.

Em junho de 2022, o país registrou o último caso endêmico de sarampo, no Amapá. Com isso, em novembro do ano passado, a Opas voltou a certificar o Brasil como livre da circulação do vírus, mesmo com o registro de casos importados da doença. Isso ocorreu porque o país conseguiu demonstrar que não houve transmissão do vírus do sarampo em território nacional por pelo menos um ano.

Em novembro passado, com a alta circulação do vírus, a Opas anunciou que a região das Américas perdeu a verificação de área livre da transmissão endêmica do sarampo. Apesar disso, o Ministério da Saúde informou que o Brasil ainda mantém a sua certificação internacional de país livre da circulação do vírus.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Hospital Municipal Santa Ana amplia atendimento e passa a oferecer exames eletivos 100% pelo SUS

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O Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), inaugurado há menos de um mês em Santana de Parnaíba, começou a realizar exames eletivos totalmente custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ampliação entrou em operação na primeira quinzena de dezembro e marca um novo estágio de funcionamento da unidade, considerada um dos maiores investimentos recentes da cidade em saúde pública.

Nesta etapa, o HMSA passou a ofertar exames como endoscopia digestiva alta e nasofibrolaringoscopia. De forma progressiva, também foram incorporados ao fluxo eletivo procedimentos que já vinham sendo realizados na emergência, incluindo ultrassonografia, tomografia, radiografia (raio-x), eletrocardiograma, cardiotocografia, além de análises laboratoriais e exames anatomopatológicos.

Com estrutura moderna, leitos de média complexidade e equipamentos de última geração, o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana foi projetado para ampliar a capacidade assistencial de Santana de Parnaíba, desafogando outras unidades do município e garantindo atendimento integral em diversas especialidades. O equipamento de saúde funciona como referência tanto para atendimentos materno-infantis quanto para diagnósticos avançados, com capacidade instalada para acelerar resultados e melhorar o fluxo de pacientes.

A liberação dos exames eletivos representa um passo importante na consolidação do hospital como polo de assistência regional. Segundo a administração municipal, o objetivo é ampliar gradualmente a oferta de procedimentos para reduzir filas, garantir diagnósticos mais rápidos e fortalecer o cuidado preventivo.

Vale destacar que todos os serviços oferecidos são 100% SUS, sem qualquer custo ao cidadão. O HMSA, segundo o governo municipal, reafirma seu compromisso com uma saúde pública de qualidade e acessível, expandindo o atendimento em um momento estratégico para o sistema de saúde local.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais/PMSP

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Uso de canetas emagrecedoras sem prescrição acende alerta em estudo da USP

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Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) acendeu um sinal de alerta sobre o uso crescente de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” por pessoas sem indicação clínica. A pesquisa, publicada na revista científica Obesity, aponta a falta de evidências sobre a segurança e a eficácia desses fármacos quando utilizados por indivíduos que não têm obesidade nem diabetes tipo 2.

O trabalho foi conduzido por especialistas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e da Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP), em parceria com universidades dos Estados Unidos, Dinamarca e Japão. A análise vai além dos efeitos biológicos e examina impactos sociais, culturais, emocionais e comportamentais associados ao uso desses medicamentos fora das recomendações médicas.

Segundo o estudo, os agonistas de GLP-1 — substâncias que atuam no controle do apetite, da saciedade e da glicose — passaram a ser vistos não apenas como tratamentos de saúde, mas também como ferramentas de modificação estética. Esse deslocamento de função tem sido impulsionado principalmente pelas redes sociais, onde influenciadores e celebridades difundem a ideia de que emagrecer é sinônimo de sucesso e autocuidado.

Os pesquisadores classificam o fenômeno como uma “medicalização da magreza”. Embora o uso off-label — emprego de medicamentos fora das indicações da bula — seja permitido em situações específicas e sob rigoroso acompanhamento médico, o estudo aponta que isso nem sempre ocorre na prática. “As narrativas digitais apresentam essas drogas como soluções rápidas, sem expor riscos ou limites, o que pressiona pessoas sem necessidade clínica a recorrerem ao medicamento”, afirma a professora Fernanda Scagliusi, da FMUSP, primeira autora do artigo.

Outro ponto de preocupação é a velocidade com que o consumo cresce em comparação à produção de evidências científicas. De acordo com o professor Bruno Gualano, presidente do Centro de Medicina do Estilo de Vida da FMUSP, ainda não há dados suficientes sobre os efeitos psicológicos e de longo prazo desse uso em pessoas sem obesidade. Entre os possíveis impactos estão alterações no comportamento alimentar, dependência emocional, medo de reganho de peso e mudanças na relação com o corpo.

O estudo também identificou diferenças culturais na adoção dessas práticas. No Brasil, o uso está fortemente ligado a padrões estéticos influenciados por gênero, raça e classe social. Nos Estados Unidos, prevalece o discurso de responsabilidade individual e produtividade. Já no Japão, o debate se aproxima mais da vigilância em saúde, enquanto na Dinamarca aparece associado a maior confiança nas instituições e no controle regulatório.

Para os autores, o fenômeno é global, mas exige respostas adaptadas a cada contexto. “Não existe uma explicação única. Cada país revela como saúde, cultura e mercado se misturam nesse novo uso das canetas emagrecedoras”, conclui Scagliusi.

O artigo completo está disponível na revista científica Obesity.

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Foto: Reprodução/Freepik

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“Saúde para todos”, diz Beto Piteri ao inaugurar 22ª UBS de Barueri

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O prefeito de Barueri, Beto Piteri, inaugurou na manhã deste sábado (6) a 22ª Unidade Básica de Saúde (UBS) da rede municipal. A nova UBS foi instalada no bairro Aldeia da Serra, região mais alta da cidade, localizada a cerca de 1.000 metros acima do nível do mar, e passa a reforçar o atendimento de saúde básica à população local e do entorno.

Esta é a primeira unidade de saúde do bairro e integra o plano de ampliação da rede municipal. Com a futura inauguração da UBS Jardim Graziela, Barueri passará a contar com 23 unidades básicas distribuídas pelos bairros.

Com área total de 683 metros quadrados, a UBS Aldeia da Serra tem estrutura moderna, dividida entre piso térreo e mezanino. No térreo, a população terá acesso a consultórios de clínica médica, pediatria, ginecologia, odontologia e enfermagem, além de farmácia para distribuição de medicamentos. A unidade também conta com salas de coleta laboratorial, vacinação, curativos, núcleo de vigilância em saúde, pré e pós-consulta, inalação, acolhimento de enfermagem, medicação e recepção.

No mezanino, estão instalados os setores administrativos, incluindo sala de reunião e de administração, garantindo suporte técnico e organizacional ao funcionamento da UBS.

Durante a cerimônia de inauguração, Beto Piteri ressaltou o caráter humanizado e inclusivo do novo equipamento de saúde. Segundo o prefeito, por estar localizada próxima à divisa com o município de Santana de Parnaíba, a UBS da Aldeia da Serra atenderá a todos que procurarem o serviço, sem distinção. “A UBS está praticamente na divisa entre Barueri e Santana de Parnaíba, mas a saúde é para todos, tanto moradores de Barueri quanto de Santana de Parnaíba”, afirmou.

O secretário municipal de Saúde, Milton Monti, destacou o papel estratégico das Unidades Básicas de Saúde na organização do sistema público. “As UBSs são a porta de entrada da população que busca atendimento de saúde. Tenho certeza de que a UBS da Aldeia da Serra atenderá com excelência os moradores da região”, declarou.

A ampliação e modernização da rede básica reforçam a importância das unidades de saúde nos bairros, aproximando os serviços da população e garantindo atendimento preventivo, contínuo e de qualidade. A administração do prefeito Beto Piteri segue realizando investimentos robustos na área da saúde, com foco em infraestrutura, ampliação da rede e melhoria permanente do atendimento aos moradores de Barueri.

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Foto: Edson Mesquita Jr/Hora de S. Paulo

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SP inicia vacinação de grávidas contra vírus sincicial respiratório

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A partir deste sábado (6), as gestantes a partir da 28ª semana de gestação terão acesso à vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A vacina previne infecções graves causadas pelo VSR em bebês menores de seis meses de idade.

O vírus é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos. A vacina oferece proteção imediata aos recém-nascidos, reduzindo hospitalizações. Não há restrição de idade para a mãe. A recomendação é tomar dose única a cada nova gestação.

Segundo a prefeitura, aos sábados, o serviço de vacinação acontece nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Integradas, das 7h às 19h. De segunda a sexta-feira, a imunização pode ser tomada nas UBSs, das 7h às 19h. Para se vacinar, a gestante precisa estar com um documento de identificação e comprovante de 28 semanas de gestação.

Para facilitar o acesso da população, a disponibilidade da vacina pode ser consultada pelo site Olho na Fila. A localização dos equipamentos da rede municipal pode ser consultada na plataforma Busca Saúde.

“A implementação dessa vacina é muito importante para a saúde dos bebês menores de seis meses. Vacinar a gestante garante a proteção dos recém-nascidos nos primeiros meses de vida, quando são mais vulneráveis e podem desenvolver formas graves da doença”, afirmou a coordenadora de Vigilância em Saúde, Mariana Araújo.

A prefeitura de São Paulo alerta ainda que, com a chegada das doses da VSR, que na rede privada pode custar até R$ 1,5 mil, é importante também atualizar a situação vacinal das gestantes, incluindo influenza e covid-19, já que a vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente a esses imunizantes.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação materna demonstrou uma eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos bebês durante os primeiros 90 dias após o nascimento.

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Fonte: Ag. Brasil – Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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