Parnaíba Mais Leve reúne 410 mulheres em treinamento

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Atividade promovida pela Prefeitura de Santana de Parnaíba contou com exercícios, dança, palestra sobre questões emocionais e distribuição de kits

O programa Parnaíba Mais Leve (PML) reuniu 410 mulheres em um treinamento realizado no último sábado (8), na Arena de Eventos de Santana de Parnaíba. A iniciativa é promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria da Mulher e da Família, com foco na saúde física, mental e no bem-estar das participantes.

Com duração de duas horas, a atividade começou com exercícios de aquecimento e alongamento conduzidos pelos instrutores do programa. As participantes também fizeram duas coreografias de dança durante o treinamento.

Na sequência, o grupo participou de uma palestra no auditório sobre as chamadas seis feridas emocionais. Entre os temas abordados estavam rejeição, abandono e traição, com discussões sobre crenças limitantes e caminhos apresentados para lidar com essas questões.

Ao final da atividade, as participantes receberam uma sacochila com squeeze, camiseta e boné, além de um kit feira com alimentos considerados saudáveis.

Segundo a Prefeitura, a expectativa é que, ao longo do programa, cada participante consiga alcançar seu objetivo, que pode envolver perda de peso, cuidados com a saúde ou o desenvolvimento de uma relação mais saudável consigo mesma.

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Barueri destaca prevenção e qualidade de vida no Dia Nacional da Saúde

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Celebrado nesta quarta-feira (5), o Dia Nacional da Saúde busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção de doenças, da promoção da qualidade de vida e da adoção de hábitos saudáveis.

A data também presta homenagem ao médico e sanitarista Oswaldo Cruz, nascido em 5 de agosto de 1872, reconhecido por sua atuação no combate às epidemias e pela contribuição para o fortalecimento da saúde pública no Brasil.

Em Barueri, a Secretaria Municipal de Saúde aproveitou a ocasião para reforçar a importância da prevenção como uma das principais estratégias para reduzir o surgimento de doenças e melhorar o bem-estar da população.

Pequenas mudanças fazem diferença

Segundo a Secretaria de Saúde, atitudes simples incorporadas ao dia a dia podem trazer benefícios duradouros para a saúde física e mental.

Entre as principais recomendações estão:

  • praticar atividades físicas regularmente;
  • manter uma alimentação equilibrada;
  • dormir bem;
  • manter a vacinação em dia;
  • realizar consultas médicas periódicas;
  • fazer exames preventivos regularmente.

Esses cuidados contribuem para o diagnóstico precoce de diversas doenças e aumentam as chances de tratamento eficaz.

Saúde mental também merece atenção

Além dos cuidados com o corpo, especialistas destacam que a saúde mental deve receber a mesma atenção.

Manter o equilíbrio emocional, controlar o estresse e buscar ajuda profissional quando necessário são medidas que contribuem para a prevenção de doenças e para uma melhor qualidade de vida.

Datas reforçam conscientização

Além do Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, o calendário também marca o Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).

As duas datas têm como objetivo incentivar a população a adotar hábitos saudáveis e fortalecer a conscientização sobre a importância da prevenção e do acesso aos serviços de saúde.

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Foto: Divulgação/SESP/PMB

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SUS amplia para 100 mil atendimentos mensais a pessoas viciadas em apostas

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O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para até 100 mil teleatendimentos por mês a capacidade de atendimento a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online. A expansão entrou em vigor nesta terça-feira (4) e busca atender ao aumento da procura pelo serviço.

Disponível por meio do aplicativo Meu SUS Digital, o atendimento é remoto, sigiloso e oferece acolhimento profissional para pessoas que apresentam sinais de dependência em apostas. A iniciativa é realizada em parceria com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Procura pelo serviço aumentou

O serviço começou a ser oferecido em março deste ano e realizava, em média, cerca de 600 teleatendimentos mensais.

Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação foi necessária devido ao crescimento da demanda por apoio especializado.

Além do acolhimento inicial, o atendimento funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), responsável pelo acompanhamento de pessoas com transtornos relacionados à saúde mental.

Mais de 1 milhão pediram bloqueio em sites de apostas

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de plataformas de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, disponível no Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

Segundo a pasta, 35% dos usuários informaram que recorreram ao bloqueio por terem perdido o controle sobre as apostas.

Quais são os sinais de alerta?

O Ministério da Saúde orienta que alguns comportamentos podem indicar que o jogo deixou de ser uma forma de entretenimento e passou a representar um problema de saúde.

Entre os principais sinais estão:

  • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
  • mentir para familiares e amigos sobre as apostas;
  • sentimento frequente de culpa ou vergonha;
  • ansiedade, irritabilidade ou inquietação quando não consegue jogar;
  • dificuldade para reduzir ou interromper as apostas;
  • utilização dos jogos como forma de aliviar estresse ou frustrações;
  • prejuízo nas relações familiares, sociais ou profissionais;
  • aumento do consumo de álcool ou outras drogas;
  • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar.

Fatores que aumentam o risco

O Ministério da Saúde também destaca fatores que podem favorecer o desenvolvimento da dependência em jogos de apostas.

Entre eles estão:

  • contato precoce com jogos de aposta;
  • facilidade de acesso às plataformas digitais;
  • busca por alívio emocional;
  • histórico de depressão, ansiedade ou outros transtornos mentais;
  • impulsividade;
  • influência social e cultural favorável às apostas;
  • isolamento social;
  • vulnerabilidade socioeconômica.

Como buscar ajuda

O atendimento pode ser solicitado pelo aplicativo Meu SUS Digital e é realizado de forma remota, preservando o sigilo do paciente.

Caso seja necessário, o usuário é encaminhado para acompanhamento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que integra os serviços especializados do Sistema Único de Saúde.

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Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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Saúde mental nas empresas: o que o pequeno e médio empresário precisa entender de verdade

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ESPECIAL PUBLICITÁRIO | Por Pedro Celidonio

Mais do que um tema de cuidado, a saúde mental no trabalho também revela falhas de gestão, liderança e organização da rotina empresarial.

A saúde mental no ambiente de trabalho virou assunto frequente nas empresas, nas redes e nas conversas de gestão. Mas a verdade é que esse tema não surgiu agora. Ele sempre existiu. O que mudou foi o nível de atenção sobre um problema que, por muito tempo, ficou invisível, mal interpretado ou tratado apenas quando já havia sinais mais graves.

E a tendência é de aumento. Não porque as pessoas tenham mudado de uma hora para outra, mas porque o trabalho ficou mais intenso, mais acelerado, mais pressionado e, em muitos casos, mais desorganizado.

Quando o assunto é saúde mental nas empresas, muitos empresários ainda pensam que isso diz respeito apenas à vida pessoal do colaborador. Essa visão é limitada.

A empresa não é responsável por resolver toda a complexidade emocional dos colaboradores. Mas tem, sim, influência direta sobre o ambiente que cria, sobre a forma como o trabalho é organizado e sobre o impacto que isso gera nas pessoas.

Na prática, a saúde mental no trabalho não depende apenas de benefícios, palestras ou ações de bem-estar. Ela também é afetada por fatores do dia a dia, como excesso de cobrança, falta de clareza nas funções, mudanças mal comunicadas, sobrecarga, conflitos mal conduzidos e ausência de suporte da liderança.

Em empresas menores, esse cenário costuma ser ainda mais sensível. Isso porque o dono centraliza decisões, líderes acumulam funções, a operação vive no limite e quase tudo é tratado com urgência. Com o tempo, a pressão vira rotina, a desorganização se torna normal e o desgaste começa a aparecer em forma de queda de produtividade, aumento de conflitos, retrabalho, afastamentos e dificuldade de retenção.

O ponto central é entender que saúde mental também é tema de gestão. Não se trata de transformar a empresa em consultório, mas de reconhecer que uma rotina mal organizada adoece o ambiente, enfraquece a liderança e compromete o negócio.

Para o pequeno e médio empresário, o primeiro passo não é complicar o tema. É olhar com honestidade para perguntas simples: a equipe sabe exatamente o que se espera dela? As prioridades estão claras? A carga está compatível com a estrutura? Os líderes apoiam ou apenas cobram? Os problemas são tratados ou só empurrados?

Muitas vezes, melhorar a saúde mental no trabalho não começa com grandes discursos e sim com ajustes concretos na forma de liderar, distribuir demandas, comunicar mudanças e organizar a operação.

Empresas que entendem isso mais cedo tendem a construir ambientes mais saudáveis, equipes mais estáveis e negócios mais sustentáveis.

Se esse tema faz sentido para a sua empresa e você quiser entender melhor por onde começar, estamos disponíveis para contribuir com orientação e estruturação dessa jornada.

Instagram – Pedro Celidonio
Fone: (11) 99158-6537
https://revoebusiness.com.br/

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Foto de Nik Shuliahin/Unsplash

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Santa Casa de SP abre inscrições para curso em neurodesenvolvimento com 100 vagas

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A Santa Casa de São Paulo abriu inscrições para um curso de formação em avaliação diagnóstica e conduta nos transtornos do neurodesenvolvimento. A capacitação, com início em 16 de maio de 2026, oferece 100 vagas para psicólogos e estudantes de neuropsicologia.

O curso tem como foco qualificar profissionais para atuar na avaliação diagnóstica e no manejo clínico desses transtornos, área que registra crescente demanda na saúde mental. A proposta é ampliar a precisão dos diagnósticos e aprimorar a condução terapêutica dos pacientes.

A formação terá duração de seis meses e carga horária total de 80 horas, com abordagem prática e aprofundada sobre protocolos utilizados na avaliação neuropsicológica.

As aulas serão ministradas pela neuropsicóloga Cleunice de Jesus Wosnes, que atua no ambulatório de neuropediatria da instituição, e por Thaís Farias da Silva Santos, especialista com experiência em epilepsia, esclerose múltipla e reabilitação.

Segundo a instituição, o conteúdo foi estruturado para atender profissionais que buscam atualização técnica e especialização em um segmento em expansão dentro da psicologia clínica.

As inscrições estão abertas até o dia 1º de maio de 2026 e devem ser realizadas pelos canais oficiais da Santa Casa.

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Foto: Reprodução/Santa Casa de São Paulo

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Barueri é premiada no COSEMS SP por projeto inovador na saúde mental

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Barueri foi reconhecida no 39º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo com um prêmio de destaque regional, reforçando o protagonismo do município na gestão do SUS. A premiação ocorreu durante o evento realizado entre os dias 8 e 10 de abril, em Santos.

O secretário da Saúde de Barueri, Milton Monti, e servidores da pasta estiveram presentes no Congresso. | Foto: Divulgação

O reconhecimento veio por meio da 22ª Mostra de Experiências Exitosas, que valoriza iniciativas municipais inovadoras na saúde pública. Barueri foi destaque dentro da RRAS 5, região que engloba a Metropolitana Oeste.

O projeto premiado foi “Auriculoterapia caseira capacitação prática e teórica oferecida aos responsáveis de pacientes CAPS II”, voltado ao cuidado em saúde mental com técnicas acessíveis e eficazes.

A iniciativa busca capacitar familiares para auxiliar no tratamento dos pacientes, fortalecendo o cuidado contínuo fora das unidades de saúde e ampliando o alcance das ações terapêuticas.

Segundo a responsável pelo projeto, Patrícia Hamelin, a prática tem apresentado resultados positivos ao longo das turmas formadas, com impacto direto na recuperação dos pacientes.

O congresso também premiou diversas experiências de municípios paulistas, destacando a diversidade e a eficiência das políticas públicas de saúde no estado.

A conquista reforça o compromisso de Barueri com a qualidade da assistência e o fortalecimento da rede de atenção à saúde, com foco em soluções humanizadas e resolutivas.

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Fotos: Divulgação

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8 sinais de que a pessoa não está bem, mesmo quando segue funcionando

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Mesmo sem sinais extremos, sintomas sutis e persistentes podem indicar adoecimento mental

Nem todo sofrimento psíquico se manifesta de forma evidente. Neste Janeiro Branco, mês de campanha de promoção da saúde mental, é preciso alertar que muitas pessoas convivem com um mal-estar emocional constante, difícil de nomear e fácil de ignorar, enquanto continuam trabalhando, cuidando da família e cumprindo compromissos diários. Esse tipo de sofrimento, menos óbvio e mais silencioso, é hoje um dos grandes desafios no cuidado com a saúde mental.

Ao contrário de quadros mais reconhecidos — como a dificuldade de sair da cama, alterações intensas de apetite ou crises emocionais —, o sofrimento psíquico silencioso não interrompe a rotina. “A pessoa segue funcionando, mas com sensação frequente de cansaço emocional, esvaziamento e desconexão”, diz Danielle Admoni, psiquiatra da infância e adolescência, supervisora na residência de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

8 sinais de que a saúde mental pode não ir bem

  1. Irritabilidade constante e baixa tolerância a frustrações, mesmo em situações simples do dia a dia.
  2. Dificuldade de concentração e esquecimentos frequentes, com sensação de mente “embaralhada” ou dispersa.
  3. Cansaço emocional persistente, que não melhora com descanso ou tempo livre.
  4. Perda de prazer em atividades antes agradáveis, mesmo continuando a realizá-las.
  5. Procrastinação acompanhada de culpa, e não de alívio.
  6. Distanciamento emocional de pessoas próximas, com menor vontade de compartilhar sentimentos.
  7. Sensação constante de estar devendo algo, mesmo quando se cumpre muitas tarefas.
  8. Funcionamento no modo automático, com pouca conexão emocional com a própria rotina.

Esses sinais costumam ser minimizados, tanto por quem sente quanto por quem observa. O mal-estar é atribuído ao estresse, à rotina corrida ou a uma “fase difícil”. A cultura da produtividade reforça essa invisibilidade: se a pessoa está dando conta de suas obrigações, entende-se que está tudo bem.

O problema é que ignorar esses sinais não os faz desaparecer. Pelo contrário: o acúmulo de sofrimento emocional não reconhecido pode evoluir para quadros mais graves, como depressão, ansiedade crônica e burnout, além de impactar relações, desempenho cognitivo e saúde física.

Reconhecer esses sintomas precocemente é uma forma de cuidado e prevenção, não de exagero. Quando o mal-estar persiste por semanas ou quando o cansaço emocional se torna constante e a vida passa a ser vivida no modo automático, sem sentido ou prazer, é hora de buscar ajuda. “Se esses sintomas trazem um prejuízo clinicamente significativo, eles precisam ser tratados, por isso é importante procurar um profissional de saúde mental para avaliar”, diz Danielle Admoni.

O Janeiro Branco propõe ampliar o olhar sobre saúde mental. Falar apenas dos quadros mais extremos deixa de fora uma parcela significativa de pessoas que sofrem em silêncio. Cuidar da mente também significa prestar atenção ao que não grita, mas insiste.

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Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Ag. Brasil

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Saúde mental feminina e sobrecarga emocional de mulheres – por Dra. Vera Resende

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Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que mais da metade dos brasileiros considera a saúde mental o principal problema de saúde do país. Entre as mulheres, esse número é ainda maior. Esses índices convidam a refletir sobre os fatores que contribuem para tamanha vulnerabilidade emocional.

A saúde mental feminina é atravessada por múltiplos elementos. Há uma articulação complexa entre aspectos biológicos, papéis sociais e experiências de vida. Mesmo com transformações significativas na sociedade, a mulher permanece submetida à chamada tripla jornada. A rotina envolve responsabilidades profissionais, cuidados com os filhos, gestão da casa e, muitas vezes, a função de apoio emocional da família. Essa sobrecarga não é apenas física. É psíquica.

Além disso, é frequente que essas exigências venham acompanhadas de situações de violência de gênero em suas diversas formas, como críticas recorrentes, desqualificação, desrespeito e pressões que fragilizam sua autoestima. A expectativa social de que a mulher consiga manter o controle de tudo, de maneira impecável, apenas intensifica seu sofrimento.

Cuidar da saúde mental das mulheres exige reconhecer suas especificidades e promover ações que favoreçam acolhimento, acesso a serviços qualificados e políticas públicas que sustentem essa demanda. Também é necessário desconstruir a ideia de que a mulher precisa corresponder a padrões irreais de desempenho, estabilidade emocional e disponibilidade constante.

A construção de um ambiente mais saudável passa pela mudança cultural e pela consciência coletiva de que nenhuma mulher deve carregar sozinha aquilo que pertence a toda a sociedade.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Dr. Sato e Bruna Furlan participam de fórum sobre saúde mental na Alesp

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O prefeito de Jandira, Dr. Sato, esteve presente nesta quinta-feira (11) no 1º Fórum de Políticas Públicas de Saúde Mental, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O evento contou também com a participação da deputada estadual Bruna Furlan (PSDB), presidente da Comissão de Saúde da Casa.

O fórum marcou a abertura da Semana Estadual do “Não te julgo, te ajudo”, incluída no Calendário Oficial de Eventos paulistas pela Lei 18.011/2024, de autoria da deputada Edna Macedo (Republicanos). Em seu discurso, Edna ressaltou que a saúde mental é essencial para o bem-estar coletivo, influenciando a qualidade de vida, produtividade e convivência social.

Bruna Furlan destacou o crescimento dos casos de ansiedade, depressão e transtorno bipolar, que ainda sofrem com estigma e preconceito, o que dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. “Não há dúvida de que a saúde mental é uma questão de saúde pública extremamente relevante”, afirmou.

O deputado Altair Moraes (Republicanos) reforçou a importância do apoio emocional e do papel da família na superação de doenças mentais. Já o secretário estadual de Turismo, Roberto de Lucena, defendeu que o enfrentamento dos transtornos mentais deve ser responsabilidade compartilhada entre governo e sociedade, ressaltando o turismo como aliado na promoção do bem-estar e de uma sociedade mais saudável.

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Fonte: Alesp – Foto: Bruna Sampaio/Alesp

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Governo de SP emite mais de 120 Carteiras da Pessoa Autista por dia em 2023

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O Governo de São Paulo emitiu gratuitamente mais de 30 mil Carteiras de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CipTEA) desde o dia 6 de abril, quando o serviço foi lançado em todo o estado. Os registros mostram que, por dia, foram mais de 120 documentos emitidos. Por mês, a média é de 3,6 mil.

Os números regionalizados mostram 388 emissões na região de Araçatuba, 2.340 na Baixada Santista, 174 em Barretos, 552 em Bauru, 4.811 em Campinas, 9.598 na Capital, 516 na região Central, 1.811 no Grande ABC, 353 em Franca, 254 em Itapeva, 325 em Marília, 520 em Presidente Prudente, 228 em Registro, 466 em Ribeirão Preto, 4.287 na região Metropolitana de São Paulo, 641 em São José do Rio Preto, 1.655 em São José dos Campos e 1.089 em Sorocaba.

A CipTEA desempenha um papel crucial para assegurar direitos fundamentais. O expressivo número de emissões neste ano reflete o compromisso do Governo de São Paulo em promover a inclusão e criar condições propícias para a plena participação das pessoas com deficiência na sociedade. Nossa dedicação persiste na implementação de medidas que impulsionem a igualdade e valorizem a diversidade, enquanto trabalhamos incansavelmente para garantir os direitos das pessoas autistas e de toda a comunidade com deficiência“, destaca o secretário de estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa.

O documento, idealizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e desenvolvida pela Secretaria de Gestão e Governo Digital (SGGD), facilita a identificação da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos serviços públicos e privados em todo o território paulista, e auxilia na garantia dos direitos previstos em lei, como filas e atendimentos preferenciais. Pode ser emitido digitalmente pelo portal ciptea.sp.gov.br, criado pela Prodesp – a empresa de Tecnologia do governo de SP –, ou de forma presencial em 26 postos do Poupatempo localizados na capital, interior e litoral do estado (confira aqui a relação dos postos).

A criação da CipTEA atende a normas da lei federal 13.977/20 e da Lei Estadual 17.651/23, promulgada pelo governo de São Paulo em março. A ação faz parte do Plano Estadual Integrado para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo, em vigor desde abril pelo decreto estadual 67.634, e engloba uma série de iniciativas promovidas neste ano pela gestão estadual com foco na inclusão e autonomia das pessoas com deficiência.

Leia também: A pedido de Bruna Furlan, Alesp sedia audiência pública voltada a pessoas com Espectro Autista


Fonte: TV Cultura – Foto: Divulgação/Governo de SP

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