Após vazamento de gás e explosão com duas mortes, Sabesp demite funcionários e reforça fiscalização

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A Sabesp anunciou nesta segunda-feira (15) a demissão de dois funcionários e a suspensão de outros sete após a conclusão da apuração sobre o vazamento de gás ocorrido no bairro da República, na região central de São Paulo, no último dia 4 de junho.

Além das medidas disciplinares, a companhia informou a criação da Diretoria de Segurança Operacional, a reorganização de áreas internas e o reforço dos protocolos de engenharia e fiscalização das obras. Segundo a empresa, as ações fazem parte de um programa de “tolerância zero” para incidentes.

O plano é baseado em três pilares: revisão dos procedimentos de engenharia e segurança, intensificação do monitoramento das frentes de trabalho e ampliação dos programas de treinamento e capacitação dos colaboradores.

A companhia também anunciou que triplicará o número de fiscais em campo, passando de 200 para 600 profissionais, além de ampliar o uso de tecnologia para acompanhar as intervenções realizadas nas cidades atendidas.

As medidas foram anunciadas em meio à repercussão de acidentes recentes envolvendo obras da empresa. No mês passado, uma explosão na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré, zona oeste da capital, deixou duas pessoas mortas e outras duas feridas. Moradores relataram ter sentido forte cheiro de gás horas antes do acidente.

Entidades ligadas aos trabalhadores e engenheiros do setor têm atribuído os episódios à redução dos quadros técnicos após a privatização da companhia, concluída em julho de 2024. O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) e o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema) defendem uma apuração rigorosa e alertam para os impactos da diminuição das equipes especializadas.

A Sabesp afirma que as medidas anunciadas têm como objetivo aumentar a segurança das obras e minimizar os impactos das intervenções para a população.

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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Sobe para 27 o número de casas interditadas após explosão no Jaguaré

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A explosão registrada no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, já deixou 27 imóveis interditados e levou órgãos estaduais a ampliarem a fiscalização sobre a Sabesp e a Comgás. Até a noite desta quarta-feira (13), equipes técnicas haviam realizado 112 vistorias na região atingida.

Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, 86 imóveis foram liberados para retorno dos moradores, enquanto outros 27 apresentaram danos estruturais mais graves e seguem interditados.

As inspeções foram realizadas por equipes da Defesa Civil, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Sabesp e Comgás. Uma nova comissão técnica deve reavaliar as estruturas nesta sexta-feira (15).

As concessionárias informaram que 232 pessoas já receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil para despesas imediatas após a explosão. As famílias atingidas também estão sendo acolhidas em hotéis.

Sabesp e Comgás afirmaram ainda que os danos materiais causados aos moradores, incluindo reformas e reconstrução de imóveis, serão ressarcidos pelas empresas.

Segundo as concessionárias, equipes já iniciaram os trabalhos de recuperação das casas que passaram por vistoria técnica.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) notificou oficialmente as duas empresas para apresentação de esclarecimentos sobre o acidente ocorrido no Jaguaré.

O governo paulista informou que a documentação enviada será analisada dentro do processo fiscalizatório aberto para apurar as causas da explosão.

O caso também reacendeu críticas envolvendo a privatização da Sabesp, concluída em julho de 2024 durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas.

Nesta quarta-feira (13), o governador esteve na região atingida para acompanhar a situação das famílias afetadas.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) divulgou nota pública relacionando o episódio ao que classificou como “desmonte técnico” da companhia após a privatização.

Segundo a entidade, a redução de profissionais experientes e o avanço de estruturas terceirizadas podem comprometer a segurança operacional do sistema de saneamento.

O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) também afirmou que já havia alertado sobre riscos envolvendo cortes de equipes técnicas após a desestatização da companhia.

Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) segue analisando ações que questionam o processo de privatização da Sabesp. O julgamento foi interrompido após pedido de destaque do ministro Luiz Fux.

A explosão aconteceu durante uma obra realizada pela Sabesp e, segundo a Defesa Civil, teria sido provocada por um problema em uma tubulação de gás liquefeito de petróleo (GLP) da Comgás.

O acidente deixou um homem morto e outras três pessoas feridas.

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Foto: Frame/Câmera de Segurança

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Sabesp amplia ajuda a famílias atingidas por explosão no Jaguaré

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A Sabesp anunciou nesta terça-feira (12) o aumento do auxílio emergencial destinado às famílias afetadas pela explosão registrada no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. O valor da ajuda financeira passou de R$ 2 mil para R$ 5 mil por família.

Segundo a Defesa Civil, ao menos 194 famílias já foram cadastradas para receber o benefício após os danos provocados pela explosão ocorrida durante uma obra da companhia na Rua Doutor Benedito de Moraes Leme.

Moradores que já haviam recebido os R$ 2 mil iniciais terão direito ao complemento de R$ 3 mil. Já os novos cadastrados receberão o valor integral de R$ 5 mil em parcela única.

Durante coletiva realizada no Jaguaré, a Defesa Civil informou que 46 imóveis foram interditados após a explosão. Parte das estruturas apresenta risco elevado de desabamento, enquanto outras tiveram danos considerados médios ou leves.

Até o momento, não há previsão para liberação da área atingida.

O Ministério Público de São Paulo também esteve no local para acompanhar a situação das famílias afetadas e avaliar a extensão dos danos. Segundo o órgão, equipes entrarão em contato com os moradores para identificar necessidades emergenciais e prestar apoio.

Sabesp e Comgás afirmaram que vêm oferecendo assistência médica, psicológica e suporte social às vítimas atingidas pela explosão. Famílias que perderam suas casas foram encaminhadas para hotéis.

A explosão aconteceu por volta das 16h10 de segunda-feira (11), durante uma obra realizada pela Sabesp no Jaguaré.

Segundo a Defesa Civil, o acidente foi provocado por um problema em uma tubulação de gás liquefeito de petróleo (GLP) da Comgás.

Um homem morreu e outras três pessoas ficaram feridas na ocorrência. O impacto destruiu imóveis e assustou moradores da região.

As causas do acidente seguem sendo investigadas pelas autoridades.

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Imagem: Frame/Câmera de Segurança

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