Como pequenos negócios podem ganhar autoridade em um mundo dominado pela inteligência artificial – por Adriana Vasconcellos Soares

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Durante muitos anos, a visibilidade de pequenas empresas dependia principalmente de publicidade, indicação de clientes e presença nas redes sociais. Hoje, a lógica da comunicação está mudando rapidamente. A inteligência artificial está transformando a forma como as pessoas pesquisam informações, escolhem fornecedores e tomam decisões de compra.

Nesse novo cenário, a assessoria de imprensa deixa de ser uma ferramenta utilizada apenas por grandes empresas e passa a ocupar um papel estratégico também para pequenos negócios. A mudança acontece porque a inteligência artificial alterou o caminho da informação.

Ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity e os próprios resumos gerados pelo Google passaram a responder perguntas dos usuários antes mesmo que eles visitem um site. Quando alguém procura por um profissional, uma empresa ou uma solução para determinado problema, muitas vezes recebe uma resposta pronta, baseada em conteúdos considerados confiáveis pelos sistemas de inteligência artificial. E é justamente nesse ponto que a imprensa ganha relevância.

Credibilidade passa a valer mais do que alcance

As redes sociais continuam importantes, mas enfrentam um desafio crescente. O volume de conteúdo produzido diariamente é tão grande que conquistar atenção se tornou cada vez mais difícil. Além disso, alcance não significa necessariamente confiança. Uma publicação pode alcançar milhares de pessoas e ainda assim gerar pouco impacto na percepção do público. Já uma reportagem, uma entrevista ou um artigo publicado em um veículo de comunicação costuma carregar um elemento que nenhuma rede social consegue reproduzir integralmente, a credibilidade editorial.

Quando uma empresa é citada por um veículo de imprensa, ela passa por um processo de validação que fortalece sua reputação perante clientes, parceiros e mercado. Na era da inteligência artificial, esse reconhecimento ganha uma dimensão adicional, já que as IAs tendem a utilizar fontes consideradas confiáveis para construir respostas e recomendações. Isso significa que a presença em veículos de comunicação pode contribuir para aumentar a autoridade digital de uma marca.

Pequenas empresas também podem ser referência

Existe uma percepção equivocada de que assessoria de imprensa é um recurso exclusivo para grandes corporações. Na prática, pequenos negócios possuem algo extremamente valioso para a imprensa, que são histórias reais, conhecimento especializado e conexão direta com problemas que afetam a vida das pessoas.

Empresas familiares, profissionais liberais, clínicas, escritórios, consultorias e prestadores de serviço acumulam experiências que podem gerar pautas relevantes para veículos locais, regionais e até nacionais. O desafio não está na falta de conteúdo, mas na capacidade de transformar conhecimento em informação de interesse público.

É exatamente esse o papel da assessoria de imprensa.

Mais do que divulgar produtos ou serviços, ela identifica oportunidades de posicionamento, constrói narrativas relevantes e conecta especialistas aos temas que estão em discussão na sociedade.

Autoridade digital não se constrói apenas com algoritmos

Muitas empresas concentram seus esforços exclusivamente nas redes sociais. Embora essas plataformas sejam importantes, elas estão sujeitas a mudanças constantes de algoritmo, alcance e comportamento do usuário. Por isso, uma estratégia baseada apenas em redes sociais cria dependência de plataformas que a empresa não controla.

A assessoria de imprensa ajuda a diversificar essa presença.

Entrevistas, reportagens, artigos de opinião e participações em pautas jornalísticas geram ativos de reputação que permanecem disponíveis por muito mais tempo. Além disso, fortalecem a presença da marca em ambientes que podem ser utilizados como referência por buscadores e sistemas de inteligência artificial. Em outras palavras, a empresa deixa de depender apenas da própria comunicação e passa a contar também com reconhecimento externo.

A nova disputa é por confiança

A inteligência artificial está tornando a informação mais acessível, mas também está ampliando a necessidade de fontes confiáveis. Quanto maior o volume de conteúdo disponível, maior a importância da credibilidade. Nesse contexto, pequenas empresas que investem em reputação, relacionamento com a imprensa e construção de autoridade tendem a ganhar vantagem competitiva.

A disputa não acontece apenas por visibilidade, ela acontece por confiança. E confiança continua sendo um dos ativos mais valiosos para qualquer negócio. No ambiente digital atual, ser encontrado é importante, mas ser reconhecido como uma fonte confiável pode fazer toda a diferença quando um cliente, um parceiro ou até mesmo uma inteligência artificial precisa escolher quem merece ser lembrado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Como aparecer nos resumos do Google e nos chats de IA – por Adriana Vasconcellos Soares

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A inteligência artificial mudou a forma como as pessoas pesquisam informações na internet. As buscas não estão diminuindo. Elas estão se expandindo. O que mudou foi o comportamento do usuário e a maneira como o conteúdo é consumido.

Apesar do crescimento de ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity, o Google continua sendo a principal porta de entrada para a informação digital. Embora a empresa não divulgue números detalhados por país, o Brasil é atualmente o segundo maior mercado de buscas do mundo, atrás apenas da Índia. Dados de mercado indicam que mais de 90% dos brasileiros conectados utilizam o buscador regularmente. Considerando que o Google processa mais de 16 bilhões de pesquisas por dia em todo o mundo, estima-se que os brasileiros realizem bilhões de buscas diariamente, impulsionados pela alta penetração da internet e pelo uso massivo de dispositivos móveis.

O que está mudando não é a importância das buscas, mas a forma como elas acontece.

Hoje, parte das respostas já aparece pronta nos resumos do Google, nos AI Overviews e em plataformas de inteligência artificial. Em vez de acessar vários links para encontrar uma informação, o usuário faz uma pergunta e recebe uma síntese pronta com recomendações, explicações, comparações e caminhos para tomada de decisão.

Segundo estudos recentes do mercado de SEO, os resumos gerados por IA aumentaram significativamente as impressões nas buscas, mas reduziram os cliques para os sites. Isso revela uma transformação importante. A visibilidade digital não depende mais apenas de gerar tráfego. Ela passa a depender também da capacidade de aparecer nas respostas produzidas pelas inteligências artificiais.

Nesse novo cenário, empresas, marcas e profissionais de diferentes segmentos precisam adaptar sua comunicação. A seguir, veja oito passos para aumentar as chances de aparecer nos resumos do Google e nos chats de IA.

1 – Entenda como as pessoas pesquisam

As buscas ficaram mais conversacionais e específicas. O usuário não pesquisa apenas “consultoria financeira” ou “advogado trabalhista”. Agora ele pergunta:

“Qual a melhor estratégia para reduzir custos na empresa?”

“Como escolher um advogado para revisão contratual?”

“Qual plataforma vale mais a pena para pequenas empresas?”

As inteligências artificiais trabalham exatamente em cima desse modelo de pergunta e resposta. Quanto mais sua comunicação refletir a linguagem real do público, maiores serão as chances de relevância.

2 – Transforme dúvidas reais em conteúdo

Um dos caminhos mais eficientes é usar as perguntas frequentes dos clientes como pauta de conteúdo. Toda empresa acumula dúvidas recorrentes no atendimento, nas reuniões comerciais e nas redes sociais. Essas perguntas mostram exatamente o que o mercado quer entender. Conteúdos que respondem questões práticas tendem a performar melhor tanto nos buscadores quanto nas respostas geradas por IA.

3 – Use linguagem simples e objetiva

Muitas marcas ainda produzem conteúdos excessivamente técnicos, longos e difíceis de interpretar. As inteligências artificiais priorizam clareza, contexto e objetividade. Isso significa que a linguagem precisa ser acessível sem perder profundidade. Em vez de tentar impressionar com termos complexos, o ideal é explicar de forma clara, direta e útil.

4 – Tenha presença em fontes confiáveis

As IAs tendem a priorizar informações provenientes de fontes recorrentes e consideradas confiáveis. Por isso, presença digital não significa apenas ter um site. Significa construir reputação em diferentes ambientes. Perfis completos em plataformas relevantes do setor, avaliações positivas, participação em eventos, entrevistas, entrevistas e artigos publicados na imprensa e presença institucional consistente ajudam a fortalecer a autoridade digital.

5 – Produza conteúdos focados em uma única resposta

Conteúdos muito amplos dificultam a interpretação e o reaproveitamento pelas inteligências artificiais. Materiais mais objetivos costumam funcionar melhor. Um artigo, vídeo ou postagem que responda claramente uma única dúvida tende a ter maior potencial de reutilização nos resumos automáticos e isso não significa superficialidade, significa organização da informação.

6 – Use vídeos como ferramenta de descoberta

YouTube, Instagram, TikTok e outras plataformas deixaram de ser apenas redes sociais. Elas também funcionam como mecanismos de busca. Muitas pessoas pesquisam diretamente nesses ambientes antes de tomar decisões.

Vídeos curtos, explicativos e educativos ajudam a ampliar a presença digital e aumentam as chances de descoberta tanto nas plataformas sociais quanto nos resultados do Google.

7 – Produza conteúdo para quem está decidindo

Grande parte das empresas ainda concentram produção apenas no topo do funil, focando conteúdos genéricos e informativos, mas as inteligências artificiais também valorizam materiais ligados à tomada de decisão. Comparativos, análises, perguntas frequentes, estudos de caso, provas sociais e demonstrações de resultados ajudam a construir confiança e relevância. Esses conteúdos influenciam diretamente a percepção do usuário antes da escolha final.

8 – Use a inteligência artificial como apoio estratégico

A IA pode ajudar na identificação de pautas, organização de ideias, simplificação da linguagem e estruturação de conteúdos, mas existe um ponto importante, que precisa ser considerado: a tecnologia apoia a produção, ela não substitui experiência, repertório, estratégia e conhecimento humano. O diferencial continua sendo a capacidade da marca de gerar contexto, credibilidade e interpretação qualificada.

O papel da assessoria de imprensa na era das respostas por IA

Nesse novo ambiente digital, a assessoria de imprensa passa a exercer uma função ainda mais estratégica. Mais do que gerar visibilidade em veículos de comunicação, ela ajuda a construir autoridade em fontes consideradas confiáveis por buscadores e sistemas de inteligência artificial.

Quando uma empresa aparece de forma consistente em entrevistas, reportagens, artigos de opinião e matérias especializadas, aumenta sua relevância não apenas para o público, mas também para os mecanismos que organizam a informação online. As inteligências artificiais tendem a priorizar conteúdos com lastro editorial, recorrência e credibilidade.

Isso significa que a presença na imprensa pode ampliar as chances de uma marca ser citada em respostas geradas por IA. A assessoria deixa de atuar apenas como uma ferramenta de relacionamento com jornalistas e passa a contribuir diretamente para o posicionamento digital e para a construção de reputação.

A nova lógica da visibilidade

O comportamento digital mudou, o usuário quer respostas rápidas, claras e contextualizadas. Nesse cenário, aparecer nos resumos do Google e nas respostas das inteligências artificiais se tornou parte estratégica da construção de autoridade. A disputa não acontece apenas pelo clique, ela acontece pela presença na resposta. Empresas que conseguem unir conteúdo útil, linguagem acessível, reputação, autoridade e consistência aumentam significativamente suas chances de serem lembradas antes mesmo da decisão de compra.

Hoje, ser encontrado continua importante, mas ser citado pelas inteligências artificiais passou a ter peso estratégico na construção de influência, credibilidade e relevância digital. A inteligência artificial está transformando a comunicação, mas não substitui a confiança construída por empresas, especialistas e veículos de comunicação.

Nesse contexto, produzir conteúdo de qualidade, manter presença consistente e investir em reputação tornou-se tão importante quanto aparecer nas primeiras posições do Google.

No novo ambiente digital, quem conquista espaço nas respostas conquista também espaço na decisão.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Crise não começa quando viraliza – por Adriana Vasconcellos Soares

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Quando uma crise explode nas redes sociais, a sensação para muitas empresas é de surpresa. Mas, na prática, raramente uma crise surge do nada. Na maioria das vezes, os sinais estavam presentes muito antes do problema ganhar repercussão pública. O erro mais comum é acreditar que gestão de crise começa quando a marca já está sendo criticada. Na realidade, ela começa muito antes. Empresas que conseguem preservar reputação em momentos difíceis normalmente investem em preparação, monitoramento e processos claros de tomada de decisão.

A gestão de crise pode ser dividida em seis etapas. Prevenção, detecção, classificação, resposta, monitoramento e aprendizado. Embora pareçam fases independentes, elas funcionam como um ciclo contínuo de proteção da reputação.

A crise começa antes da crise

A prevenção é a etapa mais importante. A melhor crise é aquela que não acontece ou que consegue ser controlada antes de ganhar proporções maiores. Para isso, é fundamental que a empresa tenha um comitê de crise definido, reunindo áreas como marketing, atendimento, jurídico e assessoria de imprensa. Cada profissional precisa saber exatamente qual será seu papel em uma situação crítica.

Outro ponto importante é o treinamento de porta-vozes. Em momentos de tensão, declarações mal formuladas podem ampliar o problema. Por isso, quem representa a organização deve estar preparado para entrevistas, pronunciamentos e interações públicas.

Também é recomendável mapear riscos potenciais. Produtos, serviços, campanhas publicitárias, questões trabalhistas, falhas operacionais e posicionamentos institucionais podem se transformar em gatilhos de crise.

Mensagens pré-aprovadas para cenários recorrentes ajudam a acelerar respostas e reduzir erros. Da mesma forma, é importante definir canais oficiais de comunicação e deixar claro para o público onde buscar informações confiáveis.

Depois da prevenção vem a detecção. Ferramentas de social listening permitem acompanhar menções à marca em tempo real e identificar mudanças no sentimento do público. Comentários negativos isolados fazem parte da rotina de qualquer empresa. O alerta surge quando essas manifestações começam a ganhar volume, alcance e engajamento. Monitorar palavras-chave relacionadas à organização e termos sensíveis, como reclamações, denúncias, processos ou acusações, ajuda a identificar problemas ainda nos estágios iniciais. Quanto mais cedo a empresa percebe o problema, maiores são as chances de controle.

Nem toda crítica, porém, representa uma crise. Antes de agir, é necessário avaliar a gravidade do tema, o alcance da repercussão e a urgência da situação. Uma reclamação individual pode exigir apenas atendimento. Já uma denúncia envolvendo segurança, discriminação ou descumprimento de normas pode demandar resposta imediata e mobilização de diferentes áreas da empresa.

Responder rápido não significa responder sem estratégia

Quando a crise está instalada, a comunicação passa a ser decisiva. A recomendação é responder no mesmo canal onde o problema surgiu, reforçando sempre os canais oficiais da empresa. O público espera posicionamento claro, objetivo e coerente. Linguagem defensiva costuma gerar mais desgaste. O caminho mais seguro é demonstrar empatia, reconhecer preocupações legítimas e explicar quais medidas estão sendo adotadas.

Quando houver erro, assumir responsabilidade costuma produzir resultados melhores do que tentar minimizar ou transferir culpa. Em situações que envolvem dados pessoais ou informações específicas, o ideal é direcionar a conversa para canais privados, sem deixar de comunicar publicamente que a questão está sendo tratada.

Publicar uma nota também não encerra o problema. A empresa precisa acompanhar continuamente as reações do público, avaliar se o tom das conversas está mudando e verificar se novas informações surgiram. Dependendo da evolução do cenário, ajustes na estratégia podem ser necessários.

Outro cuidado importante é garantir alinhamento interno. Todos os porta-vozes e equipes envolvidas devem seguir a mesma narrativa para evitar mensagens contraditórias.

O que fica depois da crise

Uma crise bem administrada também gera aprendizado. Após o encerramento do episódio, é recomendável elaborar um relatório detalhado registrando ações adotadas, resultados alcançados, erros identificados e oportunidades de melhoria.

Os protocolos devem ser revisados e as equipes treinadas com base na experiência real. Quando fizer sentido, comunicar publicamente as mudanças implementadas ajuda a reconstruir confiança e demonstrar compromisso com a melhoria contínua.

Muitas empresas investem em gestão de crise apenas quando o problema já está instalado. O desafio é que reputação não se fortalece durante a crise. Ela é construída antes dela. Organizações que investem em monitoramento, planejamento, treinamento e comunicação consistente costumam enfrentar momentos difíceis com mais segurança e menor impacto.

No ambiente digital, onde uma publicação pode ganhar milhares de compartilhamentos em poucos minutos, estar preparado deixou de ser uma opção. Tornou-se parte da estratégia de proteção da marca e da continuidade dos negócios.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Instagram muda regras e obriga marcas a rever estratégias em 2026 – por Adriana Vasconcellos Soares

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O Instagram iniciou 2026 promovendo mudanças que alteram diretamente a forma como marcas, criadores de conteúdo e empresas conseguem crescer dentro da plataforma. E o recado da rede social ficou mais claro nos últimos meses. Quantidade já não é suficiente. O foco agora está em originalidade, autenticidade e qualidade de audiência.

A principal mudança foi confirmada oficialmente por Adam Mosseri, chefe do Instagram, no fim de abril. A plataforma começou a ampliar a penalização para contas que repostam conteúdo de terceiros sem utilizar as ferramentas oficiais do aplicativo. Antes concentrada nos Reels, a análise agora também passa a atingir fotos e carrosséis.

Na prática, perfis que vivem de republicar conteúdos prontos, sem acrescentar contexto, edição ou interpretação própria, deixarão de ser recomendados para novos usuários. Isso significa que a conta continua existindo normalmente para os seguidores atuais, mas perde capacidade de crescimento orgânico. O impacto tende a ser significativo principalmente para páginas de curadoria, agregadores de conteúdo e perfis que utilizavam repostagens como principal estratégia de alcance.

O Instagram deixa claro que o problema não é compartilhar conteúdo de terceiros, mas fazer isso sem gerar valor adicional. Apenas dar créditos na legenda ou inserir marca d’água já não basta. A plataforma passa a priorizar conteúdos considerados “originais”, ou seja, materiais que tragam edição relevante, narração, análise, contexto, remixagem ou uso das ferramentas oficiais, como Remix, Collab e o botão de repost.

Essa mudança acompanha uma tendência mais ampla das redes sociais. Plataformas querem reduzir conteúdos repetitivos e estimular a produção autoral. Para o algoritmo, perfis que apenas replicam materiais passam a competir menos por distribuição. Outro ponto importante é que o Instagram avalia o comportamento da conta nos últimos 30 dias. Isso significa que perfis impactados podem recuperar alcance ao mudar a estratégia e voltar a produzir conteúdo original.

O fim da obsessão por números

Paralelamente às mudanças no algoritmo, a Meta também iniciou uma grande remoção de contas falsas, bots e perfis inativos. A ação já provocou queda significativa no número de seguidores de influenciadores, celebridades e empresas.

Embora muitos tenham interpretado a redução como algo negativo, a própria plataforma sinaliza que a limpeza busca melhorar a autenticidade das métricas e combater manipulações artificiais de engajamento. Na prática, o Instagram está tentando separar audiência real de números inflados.

O movimento afeta diretamente uma cultura antiga das redes sociais, baseada na obsessão por quantidade de seguidores. Durante anos, perfis compravam seguidores ou utilizavam automações para aumentar artificialmente relevância. O problema é que números vazios não geram relacionamento, venda nem influência real.

Agora, a lógica começa a mudar. Com menos bots e contas inativas, o engajamento tende a se tornar mais fiel ao comportamento da audiência verdadeira. Curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos passam a refletir interações mais qualificadas. Isso melhora a leitura do algoritmo sobre relevância do conteúdo. Em muitos casos, perder seguidores pode até fortalecer o perfil. Se antes uma base cheia de contas inativas limitava o alcance, agora uma audiência menor, porém mais ativa, tende a melhorar distribuição orgânica e conversão.

O que muda para empresas e criadores

As mudanças obrigam marcas e produtores de conteúdo a repensarem estratégias. A lógica de volume perde espaço para construção de identidade. Publicar muito já não garante crescimento. Repetir tendências sem adaptação também perde força. O Instagram passa a valorizar mais contexto, posicionamento e diferenciação. Isso não significa abandonar referências ou conteúdos compartilhados. O ponto central está na transformação da informação. Perfis que comentam notícias, analisam tendências, contextualizam conteúdos e desenvolvem leitura própria continuam tendo espaço. Já aqueles que apenas replicam materiais prontos tendem a perder relevância.

Outro fator decisivo passa a ser consistência. Contas que mantêm frequência equilibrada, proposta clara e relacionamento real com a audiência tendem a se adaptar melhor ao novo cenário. O algoritmo está cada vez mais voltado para retenção de atenção qualificada e não apenas para volume de publicação. O Instagram também reforça uma mudança importante no mercado digital. Métricas de vaidade perdem espaço para indicadores mais concretos. Alcance qualificado, tempo de consumo, salvamentos, compartilhamentos e conversão passam a valer mais do que quantidade bruta de seguidores.

A plataforma deixa claro que crescimento artificial tem prazo de validade. Para empresas, isso representa uma mudança estratégica importante. Perfis mais enxutos, mas com audiência real, tendem a gerar resultados melhores em vendas, autoridade e relacionamento.

O que fazer agora

O primeiro passo é revisar a estratégia de conteúdo. Perfis que dependem excessivamente de repostagens precisam começar a produzir interpretação, análise e contexto próprio. Também vale acompanhar o “Status da Conta” dentro das configurações do Instagram, onde a própria plataforma informa possíveis restrições de recomendação.

Outro ponto importante é revisar a base de seguidores. O Instagram já identifica contas suspeitas de spam, permitindo uma limpeza gradual e estratégica. Mas existe um detalhe que muitos ignoram. Se o engajamento continua baixo mesmo após a remoção de bots e perfis falsos, o problema provavelmente não está apenas na audiência. Pode estar no conteúdo, na frequência, na linguagem ou na ausência de posicionamento claro.

As mudanças de 2026 mostram que o Instagram está deixando de premiar volume artificial para favorecer relevância real. E isso altera completamente as regras do jogo para quem usa a plataforma como ferramenta de marca, influência ou negócio.

Você gostaria de saber como ajustar sua estratégia de conteúdo para se adequar a essas novas regras?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Dia das Mães nas redes sociais: Como transformar indecisão em vendas – por Adriana Vasconcellos Soares

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O Dia das Mães segue como uma das datas mais relevantes para o varejo, mas em 2026 há um fator que exige atenção estratégica: a indecisão do consumidor. Dados do Google indicam que 9 em cada 10 brasileiros pretendem comemorar a data, porém 75% têm dificuldade para escolher o presente. Esse cenário muda a lógica da comunicação. O desafio não é apenas atrair. É ajudar o cliente a decidir.

E é justamente nas redes sociais que essa decisão começa a ser construída. Indecisão não é problema, é oportunidade. Quando o consumidor não sabe o que comprar, ele se torna mais aberto à influência. Marcas que assumem o papel de facilitadoras da escolha saem na frente.

O erro mais comum é focar apenas na divulgação de produto. Postar foto, preço e esperar conversão não resolve a dor de quem está perdido. O que funciona é assumir o papel de curadoria. Em vez de mostrar produtos, mostre soluções. Em vez de anunciar, oriente. Conteúdo que ajuda a decidir vende mais.

As redes sociais precisam funcionar como guia de compra, principalmente na semana que antecede a data, período em que metade das compras acontece. Algumas abordagens aumentam a eficiência:

  • Listas práticas
    Sugestões como “presentes até R$100”, “presentes úteis” e “presentes criativos” reduzem o esforço do cliente.
  • Comparações simples
    Mostrar opções lado a lado facilita a decisão e diminui a insegurança.
  • Indicação por perfil
    Presentes para mãe prática, vaidosa, tecnológica ou caseira geram identificação imediata.
  • Combos e kits
    Agrupar produtos reduz a dúvida e aumenta o ticket médio. O consumidor não quer pensar demais. Ele quer escolher rápido e com segurança. Por isso, preço e condições precisam estar claros.

Outro ponto crítico é o orçamento. Mais da metade dos consumidores pretende gastar até R$300. Por isso, a comunicação precisa ser direta. Esconder preço ou dificultar o acesso à informação reduz a conversão. Quanto mais claro o custo-benefício, maior a chance de venda. Além disso, parcelamento, desconto e frete grátis influenciam diretamente a decisão, principalmente nas compras de última hora.

  • Rapidez também vende
    A logística se tornou argumento comercial. Entrega rápida e frete facilitado pesam na escolha, especialmente nos dias finais. Se sua marca oferece isso, precisa comunicar com destaque. Silenciar esse tipo de informação é perder venda pronta.
  • Categorias com maior potencial
    Moda e beleza seguem como as categorias mais procuradas e com maior alinhamento entre desejo e intenção de compra. Já eletrônicos e itens para casa aparecem como desejo das mães, mas com menor intenção de compra por parte dos filhos. Aqui existe uma oportunidade. Cabe à marca traduzir valor e justificar a escolha. Não basta oferecer. É preciso explicar por que vale a pena.
  • Redes sociais como canal de decisão
    As redes sociais deixaram de ser apenas vitrine. Hoje, são parte ativa do processo de escolha. Quando bem utilizadas, reduzem dúvidas, encurtam o caminho até a compra e aumentam a confiança. Mas isso só acontece quando o conteúdo é planejado com estratégia. Quem apenas publica disputa atenção. Quem orienta influencia decisão.

No Dia das Mães, a diferença entre vender pouco e faturar mais está no direcionamento. Menos exposição. Mais estratégia. Quem ajuda o cliente a escolher, vende antes.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Governo de Barueri rebate fake news sobre crise e novas trocas no secretariado

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A Prefeitura de Barueri negou nesta semana qualquer clima de tensão interna ou novas mudanças no primeiro escalão, após a circulação de rumores nas redes sociais. As especulações surgiram depois de ajustes recentes promovidos pelo prefeito Beto Piteri, mas foram classificadas por interlocutores como informações falsas.

A repercussão ganhou força com publicações de perfis ligados à oposição, que passaram a sugerir novas trocas no secretariado. Segundo pessoas próximas ao governo, o conteúdo não tem base factual e teria sido impulsionado com objetivo político, sem checagem adequada.

As postagens mencionavam possíveis substituições envolvendo nomes como Magoo, Randal e Tom Moisés, o que foi prontamente rebatido. De acordo com fontes do Executivo, não há qualquer movimentação nesse sentido, e os rumores não passam de especulação.

Internamente, a avaliação é de que o episódio reflete o ambiente de disputa política local, especialmente nas redes sociais. Integrantes do governo criticaram a disseminação de informações não verificadas e apontaram prejuízos ao debate público.

Apesar do ruído, a gestão municipal mantém o discurso de estabilidade administrativa após as mudanças recentes, consideradas estratégicas para o andamento das políticas públicas na cidade.

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Foto: Reprodução/Instagram

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Toguro posa com camisa da Ponte Preta e fala em parceria mas clube nega acordo

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O influenciador Tiago Toguro publicou nesta terça-feira (7) uma foto no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, vestindo a camisa da Ponte Preta e afirmando que assumiria a comunicação digital do clube. A declaração repercutiu nas redes, mas foi desmentida pela própria equipe.

Com mais de 11 milhões de seguidores no Instagram, Toguro apareceu com um uniforme personalizado que trazia como patrocinador a marca Mansão Maromba, ligada ao próprio influenciador. A postagem chegou a ser compartilhada junto ao perfil oficial da Ponte Preta.

Apesar da repercussão, o clube informou que não há qualquer acordo firmado. Segundo a assessoria, o influenciador esteve apenas visitando o estádio e produzindo conteúdo, sem vínculo oficial com a equipe.

A camisa exibida também não faz parte de nenhuma ação institucional. De acordo com a Ponte, a loja oficial permite personalizações com diferentes logomarcas, o que explica a presença da marca no uniforme.

Antes da visita, Toguro já havia demonstrado interesse pela equipe. No fim de semana, ele publicou nas redes sociais um pedido para conhecer a estrutura do clube e gravar imagens no local.

Não é a primeira vez que a marca Mansão Maromba aparece ligada a clubes de futebol. Em março, a empresa estampou a camisa da Portuguesa em uma ação pontual na Copa do Brasil, sem vínculo permanente.

Situação semelhante ocorreu com o Fortaleza, que exibiu a marca em um uniforme de goleiro em partida da Série B, também como ação comercial isolada.

O episódio levanta debate sobre a presença de influenciadores no futebol e os limites entre ações publicitárias e parcerias institucionais.

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Foto: Reprodução/Instagram/@toguro

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Como os links nas legendas do Instagram podem transformar engajamento e conversão – por Adriana Vasconcellos Soares

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O Instagram iniciou uma mudança importante na dinâmica do feed ao testar links clicáveis diretamente nas legendas das publicações. Antes disso, links funcionavam quase sempre na bio, nos stories ou em anúncios pagos, o que criava barreiras entre o interesse do usuário e a ação desejada. Agora, o caminho pode ficar mais curto, mais fluido e mais estratégico para quem cria e consome conteúdo.

A novidade já começou a ser liberada, mas por enquanto apenas para assinantes do programa Meta Verified. A opção aparece no momento da criação da postagem e o acesso está sendo distribuído aos poucos. Isso permite que alguns perfis direcionem o público de forma imediata para um site, WhatsApp, página de vendas ou matéria jornalística sem depender do famoso “link na bio”. Para quem trabalha com conteúdo e conversão, essa simplificação reduz etapas e tende a aumentar cliques, visitas e compras.

O movimento acompanha uma tendência global. Plataformas como TikTok e YouTube já investem há algum tempo em formatos que aproximam conteúdo e ação rápida, competindo por retenção e transações dentro da própria sessão de uso. Com isso, a Meta sinaliza uma estratégia clara: tornar seus produtos mais atrativos para criadores e marcas que dependem de resultados diretos no digital.

A legenda sempre foi o espaço com mais profundidade no Instagram. É ali que entram contexto, argumentos e storytelling. Com o link incorporado, a legenda deixa de ser apenas narrativa e passa a funcionar como ponto de conversão. Isso favorece criadores, profissionais autônomos, empreendedores e empresas que precisam gerar ações imediatas como cadastro, compra ou acesso a conteúdos externos.

Há também impacto direto nas estratégias orgânicas. Durante anos, a limitação dos links dividiu o fluxo de navegação e reduziu taxas de clique. Agora, conteúdos jornalísticos, lançamentos de produtos, páginas de venda e formulários passam a competir em igualdade com formatos antes restritos aos anúncios. Isso pode ajudar veículos de comunicação, que ganham uma porta de entrada mais rápida entre post e matéria, e também criadores que oferecem materiais complementares, newsletters e comunidades.

Ainda assim, especialistas alertam para um ponto de atenção pouco discutido. Como o clique leva o usuário para fora do Instagram, ainda está em análise o impacto sobre alcance e entrega. O algoritmo prioriza retenção e permanência dentro da plataforma. Posts que geram saída imediata podem ser interpretados de forma diferente pelo sistema. Essa resposta só ficará clara com testes e monitoramento constante.

Outro efeito esperado é a mudança progressiva no comportamento do público. Produtos vistos no feed podem ser comprados na hora. Postagens informativas podem virar portas de aprofundamento imediato. Criadores podem direcionar para páginas específicas sem exigir navegação extra. Tudo isso transforma o feed em uma etapa mais estratégica dentro do funil de decisão.

Para quem trabalha com dados, este é um momento de observação ativa. É essencial acompanhar métricas como CTR das legendas, variação no tempo médio de visualização, impressões e diferenças de entrega entre posts com e sem link. O período inicial deve ser experimental e orientado por ajustes finos.

Ainda não há data confirmada para liberação geral. Mas o avanço dos testes indica um Instagram cada vez mais focado em agilidade, integração entre conteúdo e ação e redução de fricção na jornada do usuário. Se o recurso se consolidar, marcas, criadores e empresas terão novas possibilidades de resultado e precisarão adaptar a escrita, a estratégia e o planejamento de conteúdo para aproveitar esse potencial.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Redes sociais no Brasil em 2026, o panorama e como se destacar – por Adriana Vasconcellos

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O Brasil segue entre os países mais conectados e ativos nas redes sociais globalmente. Segundo levantamento recente da DataReportal – Global Digital Insights, há cerca de 150 milhões de “identidades” usando redes sociais no país, equivalente a 70,4% da população total. Além disso, mais de 81% dos usuários de internet acessavam pelo menos uma rede social em outubro/2025.

Com esse nível de penetração, as redes sociais continuam sendo peças fundamentais para marcas, negócios, serviços e criadores de conteúdo, sendo decisivo saber em quais plataformas estar e como atuar.

Por que esse contexto torna a escolha da rede ainda mais estratégica

  • Um levantamento global do Ecommerce Update aponta que o Brasil é um dos países onde as pessoas passam mais tempo conectadas a redes sociais. Em um estudo de 2024/2025, a combinação de tempo online e diversidade de uso reforça que estar presente já não é suficiente: é preciso aparecer no lugar certo, com a mensagem certa.
  • Plataformas consolidadas seguem dominando: Segundo o site Statista, em 2024, mais de 93% dos internautas usavam o WhatsApp; já o Instagram e o Facebook também mantêm penetrações muito altas, reforçando a importância de estar nessas redes.

Esses dados mostram que o ambiente digital no Brasil permanece vibrante, competitivo e em constante expansão, o que exige estratégia, consistência e adaptação.

Principais redes em 2026 e como se destacar em cada uma

WhatsApp

Ainda de acordo com dados do Statista, a penetração entre os internautas é próxima a 94% no Brasil. Ideal para: atendimento, vendas diretas, relacionamento com clientes e comunidade.

Para se destacar

  • Forme listas segmentadas para clientes, leads, parceiros.
  • Use linguagem clara, direta e humana.
  • Ofereça atendimento ágil e personalizado.
  • Produza conteúdos leves, objetivos, com mensagens de valor, sem “ruído”.
  • Organize comunidades ou grupos para fomentar engajamento e fidelização.

YouTube

Plataforma consolidada para consumo de vídeo. Com grande penetração entre usuários de internet, ideal para conteúdos mais longos e educativos.

Para se destacar

  • Produza vídeos que respondam perguntas reais do seu público.
  • Aposte em títulos claros, miniaturas atraentes e conteúdo bem estruturado.
  • Organize séries ou playlists, que geram expectativa e retenção.
  • Use Shorts para alcançar audiência que prefere consumo rápido.
  • Tenha consistência: publique com regularidade.

Instagram

Com um público muito expressivo no Brasil, o Instagram continua sendo essencial para marcas visuais. Dados recentes do DataReportal – Global Digital Insights indicam que a plataforma alcançava cerca de 147 milhões de usuários no país no fim de 2025.

Para se destacar

  • Invista em Reels dinâmicos e envolventes.
  • Use Stories para aproximar, mostrar bastidores, humanizar a marca.
  • Carrosséis com conteúdo útil funcionam bem para engajar.
  • Mantenha uma identidade visual consistente.
  • Teste formatos simples e publique com frequência.

Facebook

Embora tenha perdido espaço entre os mais jovens, continua relevante para públicos mais maduros. Grupos e o Marketplace mantêm a utilidade da rede no Brasil.

Para se destacar

  • Atue em grupos ativos da sua área, participe, comente, ajude.
  • Produza conteúdo voltado a públicos 35+.
  • Mantenha página atualizada.
  • Use anúncios segmentados com foco local ou de nicho.

TikTok

Com forte crescimento entre jovens e adultos jovens, o TikTok permanece relevante para conteúdos curtos, criativos e virais.

Para se destacar

  • Crie vídeos diretos e com começo impactante.
  • Aposte em autenticidade, cotidiano, tendências e humor.
  • Use músicas, desafios e colaborações para maximizar alcance.
  • Foque em identidade própria, não apenas seguir fórmulas.

Telegram, Messenger, Kwai, LinkedIn, X e outros

Redes menores ou de nicho também têm espaço, especialmente quando você conhece bem seu público ou seu objetivo.

  • Telegram: ótimo para comunidade, informação segmentada, conteúdo exclusivo.
  • Messenger: bom canal de atendimento rápido, suporte e automação.
  • Kwai: similar ao TikTok, com bom potencial de viralização em nichos específicos.
  • LinkedIn: ideal para marca pessoal, autoridade, networking e conteúdos mais profissionais.
  • X (antigo Twitter): útil para debates, posicionamento rápido, notícias e presença em tempo real.

Cada plataforma exige linguagem e estratégia específica. Escolher bem depende de quem você quer atingir e como.

Como escolher a(s) rede(s) ideal(is) para o seu negócio

1. Conheça seu público

Idade, interesses, hábitos de consumo digital. Tudo isso define onde vale estar.

Por exemplo:

produto para jovens – TikTok/Instagram;

serviço profissional ou corporativo – LinkedIn/Facebook;

suporte ou atendimento – WhatsApp/Telegram.

2. Entenda o formato do conteúdo que você produz

Vídeos longos → YouTube.

Vídeos curtos → TikTok, Instagram Reels, Kwai.

Informação rápida e direta → WhatsApp ou Stories.

Debate e posicionamento → X ou LinkedIn.

3. Defina objetivos claros

Seu objetivo é reconhecimento de marca, tráfego para site, vendas diretas, autoridade, relacionamento? Cada meta demanda redes diferentes.

4. Consistência e presença constante

Não adianta publicar esporadicamente. Quem se mantém presente e entrega valor tende a ganhar mais relevância. Plataformas priorizam consistência.

5. Mensure resultados

Acompanhe métricas: alcance, engajamento, conversão, retorno sobre investimento. Dados ajudam a ajustar foco e estratégia. Use para decidir onde vale seguir investindo.

Tendências que definirão 2026

  • A influência da inteligência artificial nas recomendações, priorizando conteúdos bem estruturados, relevantes e otimizados para algoritmos, favorecendo quem produz com consistência e clareza.
  • Crescimento contínuo da penetração de redes sociais com aumento da base de usuários e maior diversidade demográfica.
  • A combinação de mídia social, mensagem direta, vídeo, comunidade e automação convergindo como parte de um ecossistema unificado de comunicação.

O Brasil em 2026 permanece como um dos mercados digitais mais promissores do mundo. Redes como WhatsApp, YouTube, Instagram e TikTok seguirão dominando, mas outras plataformas e mídias complementares continuarão importantes. A diferença estará em quem entende o funcionamento de cada rede, quem fala com clareza para seu público, mantém consistência e mede resultados.

Para profissionais, marcas e empresas, a mensagem é clara: não basta estar presente em muitas redes. É preciso estar nas redes certas, com estratégia, propósito e qualidade. Quem fizer isso vai conquistar visibilidade, autoridade e resultados reais, mesmo em meio a tanta competição.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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REDES SOCIAIS: O dilema do profissional liberal para comunicar serviços e estabelecer autoridade no ambiente digital – por Adriana Vasconcellos

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A dinâmica do mercado, notadamente competitivo, exige que profissionais liberais – médicos, advogados, psicólogos e consultores – estabeleçam uma forte presença digital. Contudo, o que deveria ser uma ferramenta de crescimento se tornou uma das maiores fontes de frustração. A principal dor desses especialistas não é a falta de tempo, mas a incapacidade de transformar sua autoridade construída em anos de prática em uma comunicação digital clara, ética e rentável.

De acordo com especialistas em marketing de reputação, essa dificuldade se resume a três pilares: o medo da superexposição, o rigor ético das profissões e a ineficácia em converter “likes” em clientes.

O Posicionamento “Perdido” e o Medo de Ser Genérico

Muitos profissionais sentem-se compelidos a “estar” nas redes sociais, mas hesitam em definir quem são e o que realmente resolvem. O resultado é uma comunicação genérica que não gera diferenciação no cenário saturado das Redes Sociais.

O Desafio é falar com “todo mundo” o que resulta em não falar com ninguém. Um advogado que se anuncia como “especialista em direito civil” se perde em meio a milhares de outros.

A Solução Prática (Nicho e Proposta de Valor Única – PVU): O sucesso digital exige o nicho. Em vez de focar apenas na área de atuação, o profissional deve focar na dor específica de um público. Por exemplo, um médico pode se posicionar como “Especialista em saúde preventiva para executivos com alta demanda de viagens”. Isso cria uma Proposta de Valor Única (PVU) que atrai clientes mais qualificados e dispostos a pagar por uma especialização de alto nível.

Outro ponto crucial é a consistência. A rede social é vista como um “extensor” do currículo e do consultório. A falta de um calendário editorial e a publicação esporádica enfraquecem a percepção de credibilidade e competência.

O Fio da Navalha Ética: Entre o Marketing e a Credibilidade

Para categorias como Medicina, Psicologia e Advocacia, a comunicação digital é regida por códigos de ética rigorosos. O receio de infringir regras sobre autopromoção excessiva ou promessa de resultados paralisa a ação de muitos.

O Desafio é encontrar o equilíbrio entre promover o serviço e manter a austeridade e credibilidade exigida pela profissão.

A Solução Prática é Educar e Não Prometer: A regra de ouro é educar em vez de prometer. O profissional liberal não deve vender um resultado (“Cure sua dor em 3 sessões”) e sim o conhecimento e o processo.

  • Exemplo para Médicos/Psicólogos: Em vez de usar “antes e depois” ou garantir curas, o foco deve ser na informação baseada em evidência. O conteúdo deve detalhar o passo a passo de um tratamento, a filosofia de trabalho ou desmistificar mitos comuns, sempre ressaltando o caráter individualizado de cada caso.
  • Exemplo para Advogados/Consultores: Em vez de citar casos específicos (o que pode ser vedado), o profissional deve usar estudos de caso hipotéticos ou análise de jurisprudência para demonstrar seu raciocínio e profundidade técnica.

Manter a ética significa que a informação é a principal moeda de troca, e não a venda agressiva.

A Frustração da Conversão e os Likes que Não Viram Clientes

Muitos profissionais dominam a arte de gerar “engajamento” (curtidas e comentários), mas falham na etapa crucial: converter esse interesse em agendamentos ou contratos. O seguidor consome o conteúdo e desaparece.

O Desafio: Conectar o conteúdo de “dica” (entretenimento) com o serviço de alto valor (conversão).

A Solução Prática (Funil de Conteúdo): O conteúdo deve ser estruturado em um funil, onde cada post tem um objetivo específico:

  1. Topo do Funil (Atração): Publicações que atraem o público amplo com o problema (ex: “Sinais de que seu negócio precisa de uma consultoria jurídica”).
  1. Meio do Funil (Consideração): Posts que estabelecem a autoridade do profissional como a melhor solução (ex: “As 3 Metodologias que uso na minha consultoria e a diferença entre elas”).
  1. Fundo do Funil (Conversão): Conteúdo que leva diretamente à contratação (ex: “Como funciona minha primeira sessão de avaliação e o passo a passo para agendar”).

É fundamental que cada publicação tenha uma Chamada para Ação (CTA) clara que direcione o interessado para fora da rede social (link na bio para o WhatsApp profissional, site ou formulário de pré-atendimento).

Em um ecossistema dinâmico como o das Redes Sociais, o profissional liberal que conseguir definir com clareza seu posicionamento, ancorar sua comunicação na ética e estruturar seu conteúdo para conversão terá a chave para transformar a rede social de uma fonte de dor em um verdadeiro motor de crescimento.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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