REDES SOCIAIS: O dilema do profissional liberal para comunicar serviços e estabelecer autoridade no ambiente digital – por Adriana Vasconcellos

0 0
Read Time:4 Minute, 3 Second

A dinâmica do mercado, notadamente competitivo, exige que profissionais liberais – médicos, advogados, psicólogos e consultores – estabeleçam uma forte presença digital. Contudo, o que deveria ser uma ferramenta de crescimento se tornou uma das maiores fontes de frustração. A principal dor desses especialistas não é a falta de tempo, mas a incapacidade de transformar sua autoridade construída em anos de prática em uma comunicação digital clara, ética e rentável.

De acordo com especialistas em marketing de reputação, essa dificuldade se resume a três pilares: o medo da superexposição, o rigor ético das profissões e a ineficácia em converter “likes” em clientes.

O Posicionamento “Perdido” e o Medo de Ser Genérico

Muitos profissionais sentem-se compelidos a “estar” nas redes sociais, mas hesitam em definir quem são e o que realmente resolvem. O resultado é uma comunicação genérica que não gera diferenciação no cenário saturado das Redes Sociais.

O Desafio é falar com “todo mundo” o que resulta em não falar com ninguém. Um advogado que se anuncia como “especialista em direito civil” se perde em meio a milhares de outros.

A Solução Prática (Nicho e Proposta de Valor Única – PVU): O sucesso digital exige o nicho. Em vez de focar apenas na área de atuação, o profissional deve focar na dor específica de um público. Por exemplo, um médico pode se posicionar como “Especialista em saúde preventiva para executivos com alta demanda de viagens”. Isso cria uma Proposta de Valor Única (PVU) que atrai clientes mais qualificados e dispostos a pagar por uma especialização de alto nível.

Outro ponto crucial é a consistência. A rede social é vista como um “extensor” do currículo e do consultório. A falta de um calendário editorial e a publicação esporádica enfraquecem a percepção de credibilidade e competência.

O Fio da Navalha Ética: Entre o Marketing e a Credibilidade

Para categorias como Medicina, Psicologia e Advocacia, a comunicação digital é regida por códigos de ética rigorosos. O receio de infringir regras sobre autopromoção excessiva ou promessa de resultados paralisa a ação de muitos.

O Desafio é encontrar o equilíbrio entre promover o serviço e manter a austeridade e credibilidade exigida pela profissão.

A Solução Prática é Educar e Não Prometer: A regra de ouro é educar em vez de prometer. O profissional liberal não deve vender um resultado (“Cure sua dor em 3 sessões”) e sim o conhecimento e o processo.

  • Exemplo para Médicos/Psicólogos: Em vez de usar “antes e depois” ou garantir curas, o foco deve ser na informação baseada em evidência. O conteúdo deve detalhar o passo a passo de um tratamento, a filosofia de trabalho ou desmistificar mitos comuns, sempre ressaltando o caráter individualizado de cada caso.
  • Exemplo para Advogados/Consultores: Em vez de citar casos específicos (o que pode ser vedado), o profissional deve usar estudos de caso hipotéticos ou análise de jurisprudência para demonstrar seu raciocínio e profundidade técnica.

Manter a ética significa que a informação é a principal moeda de troca, e não a venda agressiva.

A Frustração da Conversão e os Likes que Não Viram Clientes

Muitos profissionais dominam a arte de gerar “engajamento” (curtidas e comentários), mas falham na etapa crucial: converter esse interesse em agendamentos ou contratos. O seguidor consome o conteúdo e desaparece.

O Desafio: Conectar o conteúdo de “dica” (entretenimento) com o serviço de alto valor (conversão).

A Solução Prática (Funil de Conteúdo): O conteúdo deve ser estruturado em um funil, onde cada post tem um objetivo específico:

  1. Topo do Funil (Atração): Publicações que atraem o público amplo com o problema (ex: “Sinais de que seu negócio precisa de uma consultoria jurídica”).
  1. Meio do Funil (Consideração): Posts que estabelecem a autoridade do profissional como a melhor solução (ex: “As 3 Metodologias que uso na minha consultoria e a diferença entre elas”).
  1. Fundo do Funil (Conversão): Conteúdo que leva diretamente à contratação (ex: “Como funciona minha primeira sessão de avaliação e o passo a passo para agendar”).

É fundamental que cada publicação tenha uma Chamada para Ação (CTA) clara que direcione o interessado para fora da rede social (link na bio para o WhatsApp profissional, site ou formulário de pré-atendimento).

Em um ecossistema dinâmico como o das Redes Sociais, o profissional liberal que conseguir definir com clareza seu posicionamento, ancorar sua comunicação na ética e estruturar seu conteúdo para conversão terá a chave para transformar a rede social de uma fonte de dor em um verdadeiro motor de crescimento.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Governo Tarcísio bloqueia redes sociais em escolas estaduais de SP

1 0
Read Time:4 Minute, 59 Second

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) bloqueou o uso de redes sociais e streamings nas escolas estaduais de São Paulo. A restrição ocorre no momento em que as disciplinas preveem exatamente o uso dessas tecnologias em sala de aula com os alunos.

As cerca de 5.500 escolas estaduais receberam um comunicado que suspende desde o dia 13 os acessos pelo wifi ou internet conectada para aplicativos como Tik-Tok, Facebook, Twitter e Instagram, além de streamings como Globo Play, Netflix e Prime Video.

Segundo o comunicado, a restrição foi feita para “melhor usabilidade e monitoramento” da internet fornecida nas escolas. O bloqueio só foi comunicado após o início das aulas na rede estadual e depois que os professores já tinham feito o planejamento das atividades pedagógicas que desenvolveriam ao longo do ano letivo.

Para os professores, a restrição, imposta pelo secretário de Educação Renato Feder, prejudica o trabalho em sala de aula já que o próprio currículo paulista (documento que orienta o que deve ser ensinado nas escolas) prevê, em diversas disciplinas, a discussão e atividades com o uso de redes sociais que fazem parte do cotidiano dos estudantes.

Em nota, a Secretaria de Educação disse que a restrição de acesso tem como objetivo “garantir um ambiente adequado para o aprendizado e evitar usos considerados inapropriados e/ou excessivos de redes, que podem prejudicar a qualidade da conexão e interferir no andamento das atividades pedagógicas”.

Além de ir na contramão do que orienta o currículo paulista, a medida também difere do que é feito em escolas particulares, onde o uso de redes sociais se tornou parte de atividades pedagógicas para buscar atrair a atenção dos alunos.

Desde 2017, o uso de celulares dentro das salas de aula deixou de ser proibido nas escolas de São Paulo. O entendimento, já naquela época, era de que a proibição era contraproducente e seria mais efetivo estimular os alunos a usarem o aparelho e as redes sociais para fins pedagógicos.

Segundo a Secretaria de Educação, todas as escolas estaduais de São Paulo tem internet disponível para uso em sala de aula. A conexão, inclusive, pode ser usada pelos alunos para atividades pedagógicas. Na prática, no entanto, a velocidade e o alcance da internet na maioria das escolas não permite o uso em sala.

Os professores contam que usam as redes sociais para trazer situações e exemplos do cotidiano dos alunos e, assim, fazer com que se interessem mais pelos conteúdos disciplinares.

Uma professora de português, que pediu para não ser identificada, contou que, em uma das atividades de sala de aula, pede aos alunos para comparar posts de Instagram de contas de jornais com os de perfis de fofoca. A proposta tem como objetivo fazer com que eles se atentem à diferença da linguagem utilizada ou a referência que fazem sobre as fontes de informação.

Segundo ela, a atividade faz parte da discussão sobre fake news e cuidados necessários ao se informar em redes sociais.

Um professor de sociologia também contou que uma das atividades que mais deixou seus alunos animados no último ano foi pedir para que produzissem vídeos no Tik-Tok sobre os conteúdos trabalhados em sua disciplina.

Para eles, a restrição não vai impedir que os alunos utilizem as redes sociais em sala de aula, mas prejudicar o uso pedagógico delas já que não poderão mais ser acessadas pela internet da escola. Como os professores não podem garantir que todos têm acesso à conexão, não podem mais propor atividades nesse formato.

As propostas desses dois professores estão em consonância com o que prevê o currículo paulista. Um documento que orienta o que deve ser ensinado, por exemplo, na disciplina de Tecnologia e Inovação prevê que os alunos de 6º ano devem desenvolver a habilidade de “compreender o funcionamento das redes sociais no que diz respeito às formas de publicidade nos meios digitais, aos mecanismos de disseminação de fake news, à busca frequente de aumento do capital social e suas consequências, dentre outros, para usar as redes sociais de forma mais crítica.”

Para Ana Paula Corti, professora do IFSP (Instituto Federal de São Paulo) e pesquisadora da Repu (Rede Escola Pública e Universidade), a medida tem um caráter antidemocrático e está descolada das principais práticas recomendadas para um ensino mais atraente aos jovens.

“É muito antidemocrático a secretaria decidir o que deve ou não ser acessado nas escolas. É desrespeitoso e fere a autonomia dos professores que têm o direito de decidir com quais ferramentas vão trabalhar seu conteúdo ou qual é o formato que mais atrai seus alunos”, diz a pesquisadora.

Para ela, a medida também desconsidera e descontínua o trabalho feito nas escolas, já que muitas unidades possuem perfis nas redes sociais para se comunicar com os alunos. “Foi pelas redes sociais que muitas escolas conseguiram manter o vínculo com seus alunos na pandemia, engajá-los para atividades. Essa descontinuidade é muito ruim para o processo pedagógico.”

Em nota, a Secretaria de Educação disse que apoia o uso de tecnologias e aplicativos na rede estadual e que, inclusive, está adotando novos recursos digitais para as escolas. Segundo a pasta, apesar da restrição, existem diversas ferramentas que poderão continuar sendo utilizadas, como o Centro de Mídias e aplicativos do Google, como o Google Classroom e Google Docs.

“A Seduc-SP entende que existem outras formas de tornar a escola mais atrativa, como investir em tecnologia educacional de qualidade e em estratégias pedagógicas que engajem os alunos, além de promover atividades extracurriculares e culturais que estimulem o interesse dos jovens pela escola, sempre priorizando a segurança e o bem-estar de toda a comunidade escolar”, informou a pasta.

Leia também: São Paulo retira obrigatoriedade de máscaras no transporte público


Fonte: Folhapress – Foto: Arquivo/Ag. Brasil

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Instagram lança ferramenta para quem teve conta hackeada

3 0
Read Time:1 Minute, 8 Second

O Instagram anunciou nesta quinta-feira (15) novas ferramentas de segurança para seus usuários. Agora, com um formulário simplificado, quem perdeu acesso à conta poderá recuperá-la ao confirmar identidade.

Os usuários poderão solicitar que seus amigos confirmem sua identidade para ajudar na recuperação do perfil. Segundo o Instagram, a funcionalidade estava em testes desde o início do ano e já está disponível para todos os perfis.

A empresa também informou que, a partir de agora, o selo azul de verificação será exibido em mais lugares da plataforma. O emblema estará visível nos Stories, nas Mensagens Diretas (DMs) e “em breve” no feed.

novo formulário para quem teve a conta hackeada já está disponível. Segundo a rede, o novo serviço permite ao usuário encaminhar uma solicitação ao suporte da empresa e ter o retorno mais rápido.

Além disso, o Instagram disse ainda que está testando emitir um aviso caso um perfil suspeito se passando por outra pessoa ou empresa envie uma solicitação para te seguir.

Leia também:


Fonte: TV Cultura – Foto: Arquivo/Ag. Brasil

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Instagram alcança a marca de dois bilhões de usuários ativos no mundo

0 0
Read Time:48 Second

O Instagram, assim como o Whatsapp e o Facebook alcançou a casa dos dois bilhões de usuários ativos no mundo.

A Meta divulgou os números do balanço nesta quarta-feira (26), após o mercado de anúncios instável levar a uma previsão pessimista da empresa, o que derrubou o preço de suas ações. O total de usuários da Meta em seu grupo de aplicativos é de 3,71 bilhões de pessoas ao redor do mundo.

O Instagram passou por uma grande transformação visual e de funções. O aplicativo utiliza agora também o modelo de vídeos curtos, chamados de Reels. Esse tipo de conteúdo já é sucesso no TikTok. Atualmente, a maior parte da receita do Instagram vem das publicidades exibidas na plataforma.

Leia também:


Fonte: TV Cultura

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Facebook identifica mais de 400 aplicativos que roubam senhas de usuários

0 0
Read Time:41 Second

Meta, controladora da rede social Facebook, identificou neste ano de 2022, mais de 400 aplicativos para Android e iOS que têm o objetivo de roubar informações do login dos usuários.

Leia também: Mulher atira em namorado pelas costas após discussão, veja vídeo

“Relatamos nossas descobertas à Apple e ao Google e estamos ajudando as pessoas potencialmente impactadas a aprender mais sobre como se manter segura e proteger suas contas”, informou a Meta, em nota divulgada nesta sexta-feira (7).

Os aplicativos foram listados no Google Play Store e na App Store da Apple, disfarçados como editores de fotos, jogos, serviços VPN, aplicativos de negócios e outros utilitários para enganar as pessoas e baixá-los.

Leia também:


Fonte: TV Cultura

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
error: