Projeto pode proibir postos de cobrarem preço diferente no Pix e no dinheiro

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Proposta em tramitação na Câmara determina que pagamento via Pix à vista tenha o mesmo tratamento do dinheiro em espécie

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados pode impedir que postos de combustíveis cobrem preços diferentes para pagamentos realizados em dinheiro e via Pix. A proposta prevê que o pagamento instantâneo seja considerado equivalente ao dinheiro em espécie quando realizado à vista.

O Projeto de Lei 1.071/2026, de autoria do deputado Amaro Neto (PP-ES), determina que os estabelecimentos pratiquem o mesmo valor para as duas modalidades de pagamento. Caso seja aprovado, anúncios ou placas que exibam preços diferentes para Pix e dinheiro poderão ser considerados irregulares, sujeitando os postos às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor.

Diferença continuará permitida para cartões

Pela proposta, a diferenciação de preços continuará autorizada apenas para pagamentos realizados com cartões de crédito e débito.

Segundo o texto, essa exceção se justifica porque essas modalidades envolvem taxas cobradas pelas operadoras e prazos maiores para o recebimento dos valores pelos comerciantes.

Argumento do projeto

Embora a Lei nº 13.455/2017 permita a diferenciação de preços conforme a forma de pagamento, o autor da proposta argumenta que o Pix possui características semelhantes às do pagamento em dinheiro, já que os recursos são transferidos imediatamente para a conta do recebedor.

Na justificativa, o deputado afirma que a cobrança diferenciada transfere ao consumidor um custo que, em sua avaliação, não se justificaria da mesma forma que ocorre nas operações com cartões.

Setor de combustíveis aponta custo das transações

Representantes do setor argumentam que, apesar da liquidação instantânea, empresas que recebem pagamentos via Pix em contas comerciais pagam tarifas bancárias autorizadas pelo Banco Central.

Essas tarifas variam, em média, entre 0,89% e 1,45% por transação. Em um abastecimento de R$ 300, por exemplo, o custo pode chegar a R$ 4,35, valor que, segundo o setor, influencia a política de preços adotada pelos estabelecimentos.

Pix segue em expansão

A discussão ocorre em um momento de crescimento contínuo do Pix no Brasil.

Segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com base em dados do Banco Central, o sistema registrou 79,8 bilhões de transações em 2025, alta de 25,7% em relação ao ano anterior.

No mesmo período, o volume financeiro movimentado chegou a R$ 24,46 trilhões, crescimento de 33,6% na comparação com 2024.

O projeto inicia agora sua tramitação pelas comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação.

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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Novo aplicativo permite denunciar postos de combustíveis à ANP

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Ferramenta da ANP permite verificar a avaliação dos estabelecimentos e denunciar possíveis irregularidades

Os motoristas brasileiros já podem consultar a avaliação da qualidade de postos de combustíveis diretamente pelo celular. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) lançou, nesta segunda-feira (13), o aplicativo “ANP com VC – Postos”, que reúne informações sobre estabelecimentos fiscalizados em todo o país.

A ferramenta permite localizar postos próximos, visualizar a avaliação de cada estabelecimento e encaminhar denúncias de possíveis irregularidades, como suspeitas sobre a qualidade do combustível ou prática de preços abusivos.

Como funciona a avaliação?

Cada posto recebe uma nota de 0 a 5, calculada com base no histórico de fiscalizações realizadas pela ANP nos últimos cinco anos.

Entre os critérios analisados estão:

  • qualidade dos combustíveis comercializados;
  • precisão da quantidade abastecida pelas bombas;
  • cumprimento das normas da ANP;
  • histórico de autuações e penalidades.

Quanto mais recente for uma infração registrada, maior será o impacto negativo na nota final.

No mapa disponível no aplicativo, os postos aparecem identificados por cores, variando do vermelho (nota 0) ao verde (nota 5), facilitando a consulta pelos consumidores.

Informações disponíveis

Além da avaliação, o aplicativo permite consultar:

  • endereço do posto;
  • CNPJ;
  • histórico de fiscalizações;
  • resultados das inspeções;
  • qualidade das amostras de combustível analisadas;
  • empresa fornecedora do combustível comercializado.

Segundo a ANP, a ferramenta também amplia a transparência do mercado, já que um posto pode exibir a marca de uma distribuidora e comercializar combustível fornecido por outra empresa, desde que essa informação seja apresentada de forma clara ao consumidor.

Denúncias pelo celular

Caso o motorista identifique indícios de irregularidades durante o abastecimento, a própria plataforma permite o envio de denúncias diretamente à ANP para análise dos órgãos de fiscalização.

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Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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