PM prende suspeito e apreende mais de 2 mil porções de maconha em Itapevi

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Policiais militares do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) prenderam, na tarde de domingo (8), um homem suspeito de tráfico de drogas no bairro Chácara Vitápolis, em Itapevi, na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, mais de duas mil porções de maconha foram apreendidas durante a ocorrência.

A equipe realizava patrulhamento na região quando recebeu informações de que um indivíduo estaria abastecendo pontos de venda de drogas utilizando uma motocicleta cinza. Com base nas características repassadas, os policiais iniciaram diligências nas imediações.

Durante o patrulhamento pela Rua Açaís, os agentes localizaram uma motocicleta com as mesmas características estacionada na via. Após conversarem com moradores, os policiais foram informados de que o veículo pertenceria a um homem que residia no número 8 da mesma rua.

Ao se aproximarem do imóvel indicado, os policiais perceberam que o suspeito tentou fugir pulando pela janela lateral da residência, que dava acesso a uma viela. A tentativa de fuga, no entanto, foi rapidamente frustrada pela equipe, que conseguiu detê-lo no local.

Durante a abordagem pessoal, nada de ilícito foi encontrado com o homem. No entanto, em buscas realizadas dentro da casa, os policiais localizaram uma mala contendo 2.043 porções de maconha. No imóvel também foi apreendido um caderno com anotações que, segundo a polícia, seriam relacionadas à contabilidade do tráfico de drogas.

Questionado pelos agentes, o suspeito teria admitido que atuava no abastecimento e na venda de entorpecentes em um ponto conhecido como “escadão”, localizado na mesma região.

O homem foi encaminhado ao Distrito Policial de Itapevi, onde a ocorrência foi registrada. Ele permaneceu preso e à disposição da Justiça.

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Passageiro é baleado após briga dentro de trem na Linha 8-Diamante em Jandira

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Um passageiro de 45 anos foi baleado na manhã desta segunda-feira (9) após uma briga dentro de um trem da Linha 8-Diamante, na Estação Sagrado Coração, em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo.

De acordo com informações preliminares, a discussão começou dentro de um dos vagões quando o trem seguia no sentido Itapevi, entre as estações Jandira e Sagrado Coração. Durante o desentendimento, um dos homens sacou uma arma e efetuou disparos contra o outro passageiro.

Ao menos dois tiros atingiram a vítima. Passageiros acionaram o botão de emergência, e o trem permaneceu parado na estação para atendimento.

A vítima recebeu os primeiros socorros ainda na plataforma por equipes da concessionária ViaMobilidade e estava consciente no momento do atendimento. Em seguida, foi encaminhada ao hospital por equipes de resgate. Até a última atualização desta reportagem, o estado de saúde do homem não havia sido informado.

Após os disparos, o suspeito fugiu do local pulando da estação e correndo pela linha férrea.

Em nota, a ViaMobilidade informou que a equipe da concessionária prestou atendimento imediato à vítima e acionou os serviços de emergência.

“A vítima recebeu os primeiros socorros imediatos pela equipe da concessionária na própria estação, encontra-se consciente e está sendo encaminhada ao hospital pela equipe de resgate. O autor do disparo fugiu pela via”, informou a empresa.

Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência. Segundo a PM, policiais realizaram buscas nas imediações com base nas características do suspeito, que até o momento não havia sido localizado.

Funcionários da concessionária relataram que o autor do disparo também seria passageiro do trem e teria atirado após discutir com a vítima dentro do vagão.

Por causa da ocorrência, a circulação de trens na Linha 8-Diamante chegou a ser interrompida por alguns minutos, mas foi normalizada em seguida.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias e a motivação da discussão que terminou com o disparo dentro do transporte público. A identidade dos envolvidos ainda não foi divulgada, e a reportagem pode ser atualizada a qualquer momento.

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Foto: Rafael Fonseca/Google Maps

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BAEP apreende quase 3 kg de drogas após perseguição e detém mulher por tráfico em Cotia

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Uma mulher foi detida na noite de terça-feira (24) após uma ação do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) resultar na apreensão de aproximadamente 2,9 quilos de drogas no bairro Rio Cotia, em Cotia, na Grande São Paulo. Um adolescente também estava no veículo abordado.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe realizava patrulhamento por volta das 19h30 quando recebeu informações de que um carro branco estaria abastecendo pontos de venda de entorpecentes na região conhecida como Morro do Macaco.

Durante as buscas, os policiais localizaram um automóvel com as mesmas características na Rua Etiópia. Ao notar a aproximação da viatura, o motorista acelerou, dando início a um breve acompanhamento policial. A abordagem foi realizada na Rua Balão Mágico.

No interior do veículo estavam a mulher e um adolescente. Nada de ilícito foi encontrado na revista pessoal. No entanto, durante a vistoria no carro, os policiais localizaram uma mochila com grande quantidade de drogas, munições e celulares.

Segundo a PM, foram apreendidas 566 porções de maconha, 674 porções de crack e 1.900 porções de cocaína, totalizando cerca de 2,9 quilos de entorpecentes. Também foram recolhidas sete munições calibre .40, quatro munições calibre 9x19mm, quatro aparelhos celulares e R$ 107 em dinheiro.

A mulher foi conduzida ao Distrito Policial Central de Cotia, onde permaneceu à disposição da Justiça. Ela deve responder por tráfico de drogas, posse ilegal de munição e corrupção de menores. O adolescente foi encaminhado para os procedimentos cabíveis, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.

A ocorrência foi registrada como tráfico de entorpecentes, posse ilegal de munição e corrupção de menores.

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Mulher é morta pelo ex-namorado dentro de joalheria em shopping do ABC; policial reage e atira no suspeito

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Uma mulher foi morta pelo ex-namorado enquanto trabalhava em uma joalheria do Shopping Golden Square, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O crime ocorreu por volta das 19h40 desta quarta-feira (25), segundo a Polícia Militar.

De acordo com a PM, o homem entrou no estabelecimento armado com uma faca e atacou a funcionária. Um policial civil que passava pelo local presenciou a ação e interveio, efetuando disparos contra o suspeito.

A vítima e o agressor foram socorridos por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Resgate. A mulher não resistiu aos ferimentos e morreu. O estado de saúde do suspeito não foi informado até a última atualização desta reportagem.

O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, que ficará responsável pela investigação.

Em nota publicada nas redes sociais, o prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima, afirmou ter recebido a notícia com “profunda indignação” e classificou o feminicídio como um “ataque covarde”.

“Repudio com veemência qualquer ato de violência contra a mulher. Não podemos, em hipótese alguma, tolerar comportamentos como esse praticado, seja diante do fim de um relacionamento ou em qualquer outra circunstância”, declarou. O prefeito também reafirmou o compromisso da administração municipal no enfrentamento à violência de gênero e destacou a manutenção da rede de proteção, acolhimento e apoio às mulheres. Ele prestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima.

O Shopping Golden Square também se manifestou por meio de nota. O empreendimento lamentou o caso de feminicídio contra a funcionária de uma de suas lojas e informou que está oferecendo apoio ao lojista e à família da vítima, além de permanecer à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

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Caso de policial encontrada morta em SP expõe relatos de relacionamento abusivo

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A Polícia Civil de São Paulo investiga como suspeita a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada baleada dentro do apartamento onde morava, no bairro do Brás, região central da capital paulista. O caso ocorreu na quarta-feira (18) e, inicialmente tratado como suicídio, foi reclassificado após relatos da família apontarem possível violência doméstica.

Gisele vivia no imóvel com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ele acionou a Polícia Militar e afirmou que a esposa teria atirado contra a própria cabeça. Em depoimento, declarou que minutos antes havia comunicado à soldado o desejo de se separar. Segundo o oficial, ela se exaltou, entrou no quarto e, enquanto ele tomava banho, ouviu um disparo. Ao arrombar a porta, disse ter encontrado Gisele caída, com a arma na mão.

A família da vítima contesta a versão apresentada pelo tenente-coronel e descreve um relacionamento marcado por controle e violência psicológica desde o casamento, em 2024. Parentes afirmam que a soldado passou a apresentar mudanças de comportamento e que vivia sob rígidas restrições impostas pelo marido.

De acordo com os relatos, Gisele era proibida de usar salto alto, batom e roupas de academia. Perfumes teriam sido guardados no quartel, e ela estaria impedida de manter contato frequente com familiares. Uma tia relatou que a sobrinha deixou de demonstrar a alegria habitual após o casamento.

A filha da soldado, de 7 anos, fruto de relacionamento anterior, também teria presenciado situações de tensão e violência psicológica. Cinco dias antes da morte, Gisele informou ao marido e à família que pretendia pedir o divórcio. Em ligação ao pai, pediu que fosse buscá-la, afirmando não suportar mais a pressão.

Segundo familiares, após ser informado sobre a separação, o tenente-coronel teria enviado um vídeo no qual apontava uma arma para a própria cabeça. A família interpreta o conteúdo como ameaça e reforça a suspeita de feminicídio.

A Polícia Civil aguarda laudos periciais, incluindo análise da trajetória do projétil, para esclarecer as circunstâncias da morte. Após o óbito, o tenente-coronel solicitou autorização para retornar ao apartamento, alegando que ficaria um longo período fora. O pedido foi inicialmente negado por policiais militares, mas acabou sendo autorizado posteriormente.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação, com acompanhamento da Polícia Militar. A reportagem tentou contato com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, mas não obteve resposta até a última atualização.

A família afirma que buscará a responsabilização criminal, defendendo que o caso seja tratado como feminicídio. Gisele estava em fase estável da carreira e se preparava para atuar no Tribunal de Justiça Militar, projeto que, segundo parentes, era um de seus objetivos profissionais.

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Homem é preso por vender brigadeiros com maconha durante bloco de Carnaval no Ibirapuera

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A Polícia Militar prendeu em flagrante, na tarde desta segunda-feira (16), um homem acusado de vender brigadeiros contendo maconha durante um bloco de Carnaval realizado no Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista.

A prisão ocorreu após monitoramento aéreo feito com drones integrados ao Programa Muralha Paulista. As imagens, transmitidas em tempo real, permitiram que os operadores identificassem o suspeito oferecendo os doces aos foliões no local do evento.

Com a constatação da atividade suspeita, uma equipe do 12º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (12º BPM/M) foi acionada e realizou a abordagem. Segundo a PM, durante a ação o homem confessou que adicionava cerca de um grama de maconha em cada brigadeiro produzido para comercialização.

Na revista pessoal e na vistoria do veículo utilizado pelo suspeito, que estava estacionado nas proximidades do parque, os policiais encontraram diversos doces já preparados para venda. Também foram apreendidas 16 porções de flores de maconha fracionadas e prontas para comercialização.

Todo o material foi recolhido e encaminhado para perícia. O homem foi levado ao 27º Distrito Policial, onde permaneceu à disposição da Justiça. Ele foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

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Procurado pela Justiça é preso ao tentar entrar no Sambódromo do Anhembi durante o Carnaval

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Um homem de 29 anos procurado pela Justiça foi preso pela Polícia Militar na noite desta sexta-feira (13) ao tentar acessar o Sambódromo do Anhembi, na zona Norte de São Paulo, durante a Operação Carnaval. A prisão ocorreu por volta das 20h40, em meio ao esquema especial de segurança montado para o evento.

De acordo com a corporação, policiais militares que atuavam no policiamento a pé receberam, por meio do programa Muralha Paulista, a informação de que um foragido poderia tentar entrar no sambódromo por um acesso específico. A equipe consultou os sistemas da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, que retornaram a fotografia do suspeito e permitiram o compartilhamento dos dados entre os agentes em campo.

Com o monitoramento do fluxo de pessoas nas catracas, os policiais identificaram um homem com características compatíveis com a imagem consultada. Segundo a PM, ele apresentava nervosismo e permanecia parado na área de acesso, o que motivou a abordagem.

Após a checagem junto ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), foi confirmado que havia um mandado de prisão em aberto contra o abordado, decorrente de condenação pelo crime de vias de fato.

O homem foi conduzido à unidade avançada da 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), instalada no próprio espaço do evento, onde a ocorrência por captura de procurado foi registrada e o mandado judicial cumprido. Em seguida, ele passou por exame de corpo de delito no posto do Instituto Médico Legal (IML) no Anhembi e foi encaminhado ao 13º Distrito Policial.

A prisão faz parte das ações da Operação Carnaval, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública, que mobiliza mais de 13 mil policiais militares por dia em todo o estado e mais de 5 mil apenas na capital paulista. O esquema inclui monitoramento em tempo real por câmeras e drones, além da integração entre as polícias Militar e Civil.

Além do policiamento ostensivo, a Polícia Civil atua com equipes de investigação, agentes à paisana em pontos estratégicos e reforço no atendimento das delegacias, com foco na prevenção e repressão a furtos e roubos, especialmente de celulares. Durante o período carnavalesco, as unidades especializadas funcionam normalmente, e a Delegacia Eletrônica segue disponível, inclusive com atendimento em inglês e espanhol.

No âmbito da proteção às mulheres, a operação conta com equipes especializadas da Polícia Militar, incluindo policiais femininas para atendimento imediato de vítimas de importunação sexual, em integração com a Cabine Lilás do Copom. A Polícia Civil também disponibiliza unidade móvel da Delegacia de Defesa da Mulher em grandes blocos, oferecendo atendimento inicial, registro de ocorrências e encaminhamento às redes de apoio.

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Polícia de SP apreende 206 toneladas de drogas em 2025; prejuízo ao crime é de quase R$ 1 bilhão

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O ano de 2025 terminou com mais de 206 toneladas de drogas apreendidas em todo o estado de São Paulo. Com base nos valores da maconha, da cocaína e do crack, comercializados no mercado nacional, estima-se que o crime organizado tenha sofrido um prejuízo de quase R$ 1 bilhão.

Do total de entorpecentes retirados de circulação, a maconha foi a droga mais apreendida, com 151,4 toneladas. Em seguida aparecem a cocaína, com 31,8 toneladas, e o crack e outras drogas, com 22,6 toneladas.

“É muito gratificante analisar esses resultados e perceber que conseguimos asfixiar financeiramente o crime organizado. O tráfico de drogas gera uma série de outros delitos, como roubos, furtos e lavagem de dinheiro, além de destruir famílias. Por isso, vamos seguir ampliando nossas estratégias para combater esse crime”, afirmou o secretário da Secretaria da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Uma das maiores apreensões aconteceu em fevereiro do ano passado, quando a Polícia Militar Rodoviária localizou 9 toneladas de maconha e skunk escondidas em meio a uma carga de milho. O caminhão foi abordado na rodovia Castello Branco, em Porangaba, no interior do estado.

Outra ocorrência de destaque foi registrada em setembro, no município de Adamantina, também no interior paulista, onde um caminhoneiro foi preso transportando 7,8 toneladas de maconha.

Com rodovias que ligam São Paulo a outros estados, interior concentra 70% das apreensões de drogas

Cerca de 70% de toda a droga apreendida em 2025 foi localizada no interior de São Paulo, região que concentra importantes rodovias de ligação com outros estados. Em números absolutos, 143,4 toneladas de substâncias ilícitas foram retiradas de circulação no interior, o que representa um aumento de 2,6% em relação a 2024, quando o volume chegou a 139,7 toneladas.

As regiões de Presidente Prudente, Sorocaba e Bauru lideraram o ranking de apreensões, com 36,4 toneladas, 28,8 toneladas e 15,6 toneladas, respectivamente. Na capital paulista, foram apreendidas 31,7 toneladas de drogas, enquanto a região metropolitana registrou 30,8 toneladas.


Fonte/foto: GESP

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Homem procurado por roubo é preso pelo BAEP no Jardim Maria Helena, em Barueri

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Um homem procurado pela Justiça pelo crime de roubo foi preso na tarde de sexta-feira (23) por policiais do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (5º BAEP), no bairro Jardim Maria Helena, em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe realizava averiguação após receber informações prévias quando abordou o suspeito, que demonstrou nervosismo e mudança repentina de comportamento ao notar a aproximação das viaturas. Durante a busca pessoal, nada de ilícito foi encontrado.

Na consulta aos sistemas policiais, os agentes constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra o homem pelo crime de roubo, previsto no artigo 157 do Código Penal. Diante da confirmação, foi dada voz de prisão e o detido foi informado sobre seus direitos constitucionais.

A ocorrência foi apresentada no 1º Distrito Policial de Barueri, onde a prisão foi formalizada. O suspeito permanece à disposição da Justiça.

Segundo a corporação, a ação integra as atividades do BAEP voltadas ao cumprimento de mandados judiciais e ao combate à criminalidade na região.

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Levantamento revela crise de retenção na PM em SP com recorde de pedidos de demissão – por Reinaldo Monteiro

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A Associação Nacional de Guardas Municipais (AGM Brasil) elaborou um levantamento detalhado com base em dados oficiais do governo do Estado de São Paulo, publicados no Diário Oficial do Estado, sobre as exonerações de policiais da Polícia Militar (PM-SP). O levantamento, intitulado “O Êxodo Silencioso”, revela que a corporação enfrenta um desafio sem precedentes para reter seus talentos, com uma aceleração contínua no número de profissionais que decidem abandonar voluntariamente a carreira.

De acordo com a análise dos dados feita pela AGM Brasil, o número de exonerações a pedido quase triplicou em cinco anos, saltando de 356 registros em 2020 para o recorde de 917 baixas em 2025. Esse quantitativo representa uma perda constante de 2,5 policiais pedindo para sair da corporação por dia. O levantamento destaca que a evasão se concentra na base da pirâmide: 94% dos pedidos em 2025 vieram dos chamados “Praças” (policiais responsáveis pelo policiamento ostensivo nas ruas), sendo que 45% do total são soldados de 2ª Classe ainda em início de carreira.

“​​Os dados que levantamos revelam um cenário de alerta máximo: estamos assistindo a um dreno contínuo de 2,5 policiais pedindo baixa por dia em 2025, um recorde histórico que quase triplicou em apenas cinco anos. Não se trata apenas de uma estatística fria, mas de um desperdício inaceitável de investimento público, onde talentos selecionados com rigor e treinados com o dinheiro do contribuinte abandonam a farda por sentirem que a profissão se tornou insustentável diante da falta de perspectiva e da desvalorização. É um capital humano valioso que se esvai sem retorno para a sociedade”, afirma Reinaldo Monteiro, presidente da AGM Brasil.

As causas apontadas pelo estudo da AGM Brasil para essa debandada são estruturais e sistêmicas. O levantamento identifica quatro fatores críticos: o militarismo excessivo que sufoca o profissional, a falta de uma carreira clara e meritocrática, os baixos salários frente ao risco de vida elevado e uma profunda desilusão profissional. O choque entre o ambiente controlado da formação e a realidade das ruas, marcada por escalas estressantes e falta de valorização, tem levado muitos a buscarem outras oportunidades, incluindo a migração de mais de 100 PMs para a Polícia Civil no último ano.

A saúde mental da tropa também está em colapso. O levantamento da AGM Brasil indica que houve cerca de 3.500 pedidos de afastamento psiquiátrico desde 2020, com uma média de duas licenças por dia em 2024. O dado mais alarmante refere-se a 2023, quando o suicídio matou mais policiais (110) do que o combate (107), apresentando uma taxa três vezes superior à da população em geral.

Para a AGM Brasil, a redução do efetivo gera sobrecarga nas equipes remanescentes e compromete a eficiência da segurança pública paulista. O cenário impõe a necessidade urgente de uma avaliação técnica sobre as diretrizes de gestão de pessoal para garantir a segurança de quem protege e da sociedade.

Reinaldo Monteiro afirma que, diante deste cenário, é ainda mais urgente que os municípios tenham Guardas Municipais estruturadas e os que ainda não dispõem de tal efetivo invistam em um planejamento estratégico de segurança pública visando a criação das corporações nas cidades. “Para se ter uma ideia, no maior Estado da Federação com 645 municípios, temos apenas 222 cidades com Guardas Municipais. No Brasil, onde temos 5.570 cidades, só existe GCM em aproximadamente 1.300 delas”, afirma o presidente da AGM Brasil.

O levantamento aponta a necessidade do Brasil colocar em funcionamento o SUSP – Sistema Único de Segurança Pública, o mais breve possível e, para o SUSP funcionar corretamente a base do sistema precisa estar bem estruturada, com irrigamento financeiro, estrutura operacional e administrativa e, todos os entes federados (municípios) DEVEM elaborar e executar seus planos municipais de segurança pública conforme a lei nº 13.675/18 determina, pois, com a base do SUSP estruturada, poderemos liberar as forças estaduais de segurança pública para o combate aos crimes de maior potencial ofensivo, em especial o crime organizado, tráfico de armas, tráfico de drogas, reforçar o policiamento nas rodovias, reforçar o efetivo dos batalhões e grupamentos especializados, etc..

Confira o levantamento detalhado abaixo:

Sobre a AGM Brasil

A AGM BRASIL – Associação Nacional de Guardas Municipais atua como representante das Guardas Municipais no Brasil, defendendo as instituições como órgãos de segurança pública, assim como seus agentes, em mais de 1.300 municípios brasileiros. O Brasil conta hoje com cerca de 100 mil guardas municipais.

A entidade trabalha para fortalecer a segurança cidadã junto aos municípios, o fiel cumprimento da constituição federal no que diz respeito a organizar e prestar diretamente serviços públicos de interesse local (Art. 30, V, CF), dentre esses serviços, o serviço de segurança pública básica e, representando os interesses das Guardas junto a órgãos governamentais como demais forças de segurança, tendo respaldo legal do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do Supremo Tribunal Federal (STF).


Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de São Paulo.

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