O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta terça-feira (9) as novas regras para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A regulamentação da resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) promete simplificar o processo, reduzir burocracias e baratear significativamente o custo, que hoje pode chegar a R$ 5 mil em algumas regiões do país.
Durante a cerimônia, Lula destacou o caráter social da medida. “Estamos oferecendo às pessoas mais humildes o direito de serem cidadãos de primeira categoria, respeitados na sua plenitude”, afirmou. O presidente lembrou que, até agora, o alto custo obrigava muitos brasileiros a escolher entre necessidades básicas e a habilitação. “A opção do povo é sempre comer. E é a opção correta”, disse.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, classificou a mudança como uma decisão política de grande impacto. Segundo ele, cerca de 100 milhões de brasileiros serão beneficiados, incluindo quem já tem CNH e quem aguardava condições financeiras para iniciar o processo. A expectativa, de acordo com o ministério, é que o custo caia em até 80% na maioria dos estados.
Pelos novos dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação, enquanto outros 30 milhões têm idade para obter a CNH, mas não conseguem pagar pelo processo.
O que muda na CNH
A resolução, aprovada por unanimidade pelo Contran, prevê curso teórico gratuito e online, maior flexibilidade nas aulas práticas e o fim da obrigatoriedade de passar por uma autoescola para realizar as provas. O processo poderá ser iniciado pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), que também ganhou uma nova versão.
Mesmo com as mudanças, o candidato continuará obrigado a ser aprovado nas provas teórica e prática, além de realizar presencialmente etapas como exame médico e coleta biométrica no Detran.
Principais mudanças
Abertura do processo
– Pelo site do Ministério dos Transportes ou pela Carteira Digital de Trânsito (CDT).
Aulas teóricas
– Conteúdo online gratuito, disponibilizado pelo governo.
– Opção de estudo presencial em autoescolas ou instituições credenciadas.
Aulas práticas
– Carga mínima reduzida de 20 para 2 horas-aula.
– Escolha entre autoescolas, instrutores autônomos credenciados ou preparação personalizada.
– Permitido o uso de carro próprio.
Instrutores
– Profissionais autônomos serão autorizados e fiscalizados pelos Detrans, com regras padronizadas em todo o país.
A expectativa do governo é de que a nova política amplie o acesso à CNH, aumente a formalização de condutores e reduza desigualdades no trânsito brasileiro.
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