Governo pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

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Pedido foi protocolado na Conitec nesta quinta-feira (24); Ministério cita queda de 70% nos preços e aumento da concorrência entre os medicamentos GLP-1.

O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira (24) na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) um pedido para avaliar a inclusão das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos da classe GLP-1, no SUS.

O pedido ainda não significa que os medicamentos passarão a ser distribuídos gratuitamente pela rede pública. A proposta será analisada pela Conitec, órgão responsável por avaliar tecnologias em saúde e emitir recomendação sobre sua incorporação ao sistema.

Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência da obesidade no Brasil passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. Para a pasta, o avanço da doença aumenta a necessidade de acompanhamento e tratamento de longo prazo, com possíveis impactos sobre a mortalidade, a qualidade de vida e os gastos do sistema de saúde.

O governo também argumenta que houve uma mudança no cenário econômico dos medicamentos. De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação da concorrência provocou uma redução de 70% nos preços das canetas emagrecedoras no Brasil em menos de um ano.

O que mudou desde a análise anterior

A nova solicitação ocorre depois de uma análise anterior da Conitec sobre medicamentos da classe. Em 2025, a comissão recomendou a não incorporação da liraglutida para o tratamento de pacientes com obesidade e diabetes mellitus tipo 2.

No caso da semaglutida para uma indicação específica de pacientes com obesidade grave e doença cardiovascular, a Conitec também havia emitido recomendação inicial pela não incorporação.

Agora, o Ministério da Saúde sustenta que o cenário de preços e de oferta mudou. A pasta solicita a avaliação de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos sem proteção de patente, segundo o governo.

Critérios deverão definir quem terá acesso

Caso a incorporação seja aprovada, o tratamento não deverá ser disponibilizado indistintamente para qualquer pessoa com excesso de peso.

O Ministério da Saúde afirma que uma eventual incorporação será acompanhada de critérios clínicos para definir os pacientes que poderão receber os medicamentos. A proposta é concentrar o tratamento nos casos em que o controle da obesidade possa produzir benefícios relevantes para a saúde, reduzir complicações ou evitar procedimentos de maior complexidade.

O governo também cita uma diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicada no fim de 2025 sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento de longo prazo da obesidade. A organização destaca a necessidade de ampliar o acesso de forma equitativa e preparar os sistemas de saúde para a utilização desses medicamentos.

Brasil amplia oferta de medicamentos GLP-1

Segundo o Ministério da Saúde, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026. A expansão inclui medicamentos produzidos no Brasil e versões genéricas.

A estratégia de ampliação da concorrência também vem sendo acompanhada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em julho, a agência aprovou cinco novos medicamentos à base de semaglutida.

Paralelamente, o Ministério da Saúde mantém um estudo com 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras morbidades. A pesquisa avalia o uso de semaglutida em pessoas que estão na fila para cirurgia bariátrica e deve ajudar a definir como o tratamento pode ser utilizado na rede pública.

A análise da Conitec será a próxima etapa para definir se os medicamentos poderão, de fato, ser incorporados ao SUS.

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Santana de Parnaíba chega a zero em mortalidade materna

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Município também registrou a menor taxa histórica de mortalidade infantil, com 5,18 óbitos por mil nascidos vivos; programa Mãe Parnaibana atua desde 2013.

Santana de Parnaíba registrou Razão de Mortalidade Materna igual a zero em 2025, segundo dados compilados pelo município a partir de informações do Ministério da Saúde. O indicador, que era de 101,37 mortes para cada 100 mil nascidos vivos em 2013, chegou a 0,00 no ano passado.

No mesmo período, a cidade atingiu a menor taxa de mortalidade infantil de sua série histórica: 5,18 óbitos por mil nascidos vivos. O dado também consta na base de indicadores do IBGE para 2025.

A evolução dos indicadores ocorre após a criação, em 2013, do programa Mãe Parnaibana, voltado ao acompanhamento das gestantes e dos recém-nascidos na rede municipal. Segundo a Prefeitura, o programa já alcançou mais de 15 mil famílias e reúne ações de acompanhamento pré-natal, assistência multidisciplinar e orientações durante a gestação e após o nascimento.

Em 2013, quando o programa foi criado, a taxa de mortalidade infantil do município era de 12,2 óbitos por mil nascidos vivos. Em 2025, o índice caiu para 5,18, uma redução de aproximadamente 58% no período.

Comparação regional

O índice de 2025 também ficou abaixo dos números apresentados no material para outros municípios da região Oeste da Grande São Paulo com mais de 100 mil habitantes, como Carapicuíba (11,63), Barueri (7,47), Osasco (13,1), Jandira (8,94), Itapevi (13,81) e Cajamar (6,18).

Na mortalidade materna, Santana de Parnaíba também já havia obtido destaque no Ranking de Competitividade dos Municípios do Centro de Liderança Pública (CLP). Na edição de 2020, o município recebeu nota 100 no indicador de combate à mortalidade materna, aparecendo na primeira posição nacional nesse quesito, conforme o material divulgado sobre o ranking.

O Ranking de Competitividade dos Municípios é uma série produzida pelo CLP desde 2020 e utiliza indicadores para comparar municípios brasileiros. O próprio CLP mantém as bases históricas e relatórios técnicos das diferentes edições.

Mãe Parnaibana

Criado em 2013, o programa municipal tem entre seus objetivos ampliar a assistência à mulher durante a gestação, facilitar o acesso à rede pública de saúde e acompanhar mãe e bebê durante o ciclo gravídico-puerperal.

Entre as ações estão o acompanhamento pré-natal e atividades multidisciplinares, com suporte obstétrico, nutricional, odontológico e psicológico. O programa também prevê a entrega de enxoval às participantes que cumprem os critérios estabelecidos pela Prefeitura.

Os dados de mortalidade utilizados pelo Ministério da Saúde são produzidos a partir de sistemas oficiais de informação. O Ministério informa que as estatísticas de mortalidade são coletadas pelas secretarias de Saúde, passam por processos de qualificação e são consolidadas pelo DataSUS.

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SUS testa caneta emagrecedora em pacientes com obesidade grave

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Estudo acompanha 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças para avaliar se a semaglutida pode reduzir a necessidade de cirurgia e outros riscos à saúde.

Enquanto o debate sobre a chegada das chamadas “canetas emagrecedoras” ao Sistema Único de Saúde (SUS) ganha espaço, o Ministério da Saúde iniciou uma etapa que pode ser decisiva para definir como esses medicamentos serão utilizados na rede pública.

Desde junho, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, acompanha pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças que têm indicação para cirurgia bariátrica. O estudo, chamado Real-Bari, utiliza semaglutida, um dos medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, e deve acompanhar cerca de 250 pacientes.

A principal questão é saber se o tratamento medicamentoso consegue produzir uma resposta clínica suficiente para mudar a trajetória de parte desses pacientes, inclusive aqueles que estão na fila para a cirurgia bariátrica.

O estudo também pretende avaliar aspectos clínicos, operacionais e econômicos do tratamento para verificar como uma eventual utilização desses medicamentos poderia ser aplicada na realidade do SUS. Os primeiros resultados mais amplos são esperados para 2027.

Primeiro paciente perdeu 6 kg

O Ministério da Saúde apresentou o caso do primeiro paciente que recebeu a semaglutida dentro do protocolo do GHC. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o paciente estava na fila para cirurgia bariátrica e perdeu 6 quilos, além de apresentar redução da circunferência abdominal.

O ministro também relatou que o paciente afirmou ter mudado hábitos de vida, passando a realizar mais atividades físicas. O resultado, porém, é uma observação inicial e não representa, isoladamente, a conclusão do estudo.

O acompanhamento de 250 pessoas permitirá avaliar os efeitos do tratamento de maneira mais ampla e estabelecer critérios para o acompanhamento médico dos pacientes.

O que o SUS está tentando descobrir

A estratégia não se resume à perda de peso.

Entre os pontos que serão avaliados estão a possibilidade de controlar casos graves de obesidade, reduzir a necessidade de cirurgia bariátrica e verificar eventuais impactos sobre outras condições associadas à obesidade.

O Ministério da Saúde também aponta que o estudo avaliará aspectos econômicos e operacionais. Isso é relevante porque a eventual oferta em escala nacional depende não apenas da eficácia clínica, mas também de critérios de indicação, acompanhamento e sustentabilidade para o sistema público.

Canetas ainda não são oferecidas de forma ampla pelo SUS

Apesar dos anúncios sobre a preparação da oferta, as canetas à base de GLP-1 ainda não fazem parte de uma distribuição ampla e regular pelo SUS.

Em julho, o Ministério da Saúde informou que a semaglutida ainda estava sob análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Naquele momento, a pasta destacou que os medicamentos da classe ainda não eram oferecidos pelo SUS de forma geral.

A Conitec já analisou anteriormente uma proposta específica para utilização da semaglutida em pacientes com obesidade grau II e III, sem diabetes, com 45 anos ou mais e doença cardiovascular estabelecida. A recomendação publicada em 2025 foi pela não incorporação para aquela indicação específica.

Isso significa que a experiência atualmente conduzida pelo GHC é especialmente relevante para a discussão sobre quais pacientes poderão ser beneficiados e em quais condições caso a tecnologia venha a ser incorporada ao SUS.

Produção nacional também entra na estratégia

Paralelamente ao estudo clínico, o governo federal trabalha para ampliar a oferta de medicamentos da classe GLP-1 no mercado brasileiro.

Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia estimulou empresas a apresentar projetos para produção nacional de canetas com esses princípios ativos. A pasta afirma que a entrada de novos produtos contribuiu para aumentar a concorrência e já resultou em medicamentos registrados com preços até 70% menores.

A redução dos preços é considerada pelo governo um dos fatores necessários para ampliar o acesso e viabilizar uma eventual incorporação desses medicamentos ao sistema público.

Por enquanto, portanto, a principal notícia não é apenas que as chamadas canetas emagrecedoras poderão chegar ao SUS. O que está em teste é uma nova estratégia para tratar pacientes com obesidade grave e avaliar se, em determinados casos, o medicamento pode evitar ou adiar uma cirurgia bariátrica.

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Foto: Fernando Frazão/ABR

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Santo André amplia vacinação de bebês após caso de sarampo

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Dose zero da tríplice viral passa a ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias; São Paulo já soma 36 casos confirmados neste ano.

Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias que vivem em Santo André, no ABC Paulista, passam a receber a chamada dose zero da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

A estratégia foi adotada após a confirmação de um caso de sarampo no município e tem como objetivo ampliar a proteção de uma faixa etária mais vulnerável às complicações da doença.

A medida ocorre em meio ao aumento de casos de sarampo no Estado de São Paulo. Até o momento, são 36 casos confirmados em 2026, sendo 32 na capital, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.

Dose não substitui vacinação de rotina

A dose aplicada aos bebês menores de 1 ano é uma estratégia adicional de proteção e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

A orientação de vigilância epidemiológica prevê a aplicação da tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em situações de bloqueio vacinal. Nesses casos, a dose não é considerada válida para o esquema de rotina, sendo necessário seguir posteriormente o calendário regular.

Na vacinação de rotina, a tríplice viral faz parte da proteção oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Prefeitura de Santo André também orienta que responsáveis levem a carteira de vacinação da criança ao procurar uma unidade de saúde.

Sarampo exige atenção

O sarampo é uma doença altamente transmissível e pode provocar complicações, principalmente em crianças pequenas. A ampliação temporária da vacinação busca reduzir o risco de transmissão após a identificação de um caso no município.

A estratégia adotada em Santo André também ocorre em um momento de atenção para a circulação da doença no Estado, com registros concentrados principalmente na capital paulista.

Para os pais e responsáveis, a recomendação é manter a carteira de vacinação atualizada e procurar uma unidade de saúde para receber orientação sobre a estratégia adotada no município.

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Foto: Tomaz Silva/ABR

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SUS amplia para 100 mil atendimentos mensais a pessoas viciadas em apostas

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O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para até 100 mil teleatendimentos por mês a capacidade de atendimento a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online. A expansão entrou em vigor nesta terça-feira (4) e busca atender ao aumento da procura pelo serviço.

Disponível por meio do aplicativo Meu SUS Digital, o atendimento é remoto, sigiloso e oferece acolhimento profissional para pessoas que apresentam sinais de dependência em apostas. A iniciativa é realizada em parceria com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Procura pelo serviço aumentou

O serviço começou a ser oferecido em março deste ano e realizava, em média, cerca de 600 teleatendimentos mensais.

Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação foi necessária devido ao crescimento da demanda por apoio especializado.

Além do acolhimento inicial, o atendimento funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), responsável pelo acompanhamento de pessoas com transtornos relacionados à saúde mental.

Mais de 1 milhão pediram bloqueio em sites de apostas

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de plataformas de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, disponível no Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

Segundo a pasta, 35% dos usuários informaram que recorreram ao bloqueio por terem perdido o controle sobre as apostas.

Quais são os sinais de alerta?

O Ministério da Saúde orienta que alguns comportamentos podem indicar que o jogo deixou de ser uma forma de entretenimento e passou a representar um problema de saúde.

Entre os principais sinais estão:

  • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
  • mentir para familiares e amigos sobre as apostas;
  • sentimento frequente de culpa ou vergonha;
  • ansiedade, irritabilidade ou inquietação quando não consegue jogar;
  • dificuldade para reduzir ou interromper as apostas;
  • utilização dos jogos como forma de aliviar estresse ou frustrações;
  • prejuízo nas relações familiares, sociais ou profissionais;
  • aumento do consumo de álcool ou outras drogas;
  • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar.

Fatores que aumentam o risco

O Ministério da Saúde também destaca fatores que podem favorecer o desenvolvimento da dependência em jogos de apostas.

Entre eles estão:

  • contato precoce com jogos de aposta;
  • facilidade de acesso às plataformas digitais;
  • busca por alívio emocional;
  • histórico de depressão, ansiedade ou outros transtornos mentais;
  • impulsividade;
  • influência social e cultural favorável às apostas;
  • isolamento social;
  • vulnerabilidade socioeconômica.

Como buscar ajuda

O atendimento pode ser solicitado pelo aplicativo Meu SUS Digital e é realizado de forma remota, preservando o sigilo do paciente.

Caso seja necessário, o usuário é encaminhado para acompanhamento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que integra os serviços especializados do Sistema Único de Saúde.

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Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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Anvisa atualiza regras e exige vacinas contra covid adaptadas a novas variantes

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Novas doses deverão ser direcionadas às cepas mais recentes do coronavírus; imunizantes já distribuídos poderão ser usados por até nove meses

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas regras para a composição das vacinas contra a covid-19 no Brasil. A medida determina que os imunizantes passem a ser atualizados para oferecer proteção contra as variantes mais recentes do coronavírus em circulação.

A mudança foi oficializada em instrução normativa publicada nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial da União e faz parte da estratégia de atualização periódica das vacinas, semelhante ao que ocorre com os imunizantes contra a gripe.

Pelas novas regras, as vacinas deverão ser monovalentes, ou seja, direcionadas a uma única linhagem do vírus SARS-CoV-2. A Anvisa definiu a variante LP.8.1 como antígeno preferencial para os novos imunizantes.

A norma também permite o uso de variantes derivadas da cepa JN.1, como XFG e NB.1.8.1, desde que os fabricantes comprovem que elas oferecem ampla resposta de anticorpos neutralizantes.

Os imunizantes já registrados, produzidos ou distribuídos antes da publicação da nova norma poderão continuar sendo utilizados por até nove meses. Após esse período, não poderão mais ser aplicados.

Segundo a Anvisa, a atualização busca acompanhar a evolução do vírus e manter a eficácia das campanhas de vacinação diante da circulação de novas variantes e do registro contínuo de casos de síndrome gripal associados à covid-19.

O que muda para a população?

A decisão da Anvisa não invalida as vacinas já recebidas pela população. A atualização estabelece critérios para a fabricação e o fornecimento das próximas doses, que deverão ser adaptadas às variantes atualmente predominantes.

A recomendação continua sendo que as pessoas pertencentes aos grupos indicados pelo Ministério da Saúde mantenham o calendário vacinal em dia.

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Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Ag. Brasil

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Morte de menina após picada de escorpião acende alerta para crianças

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Especialistas explicam por que o veneno é mais perigoso nos pequenos, quais são os sintomas e como agir em caso de acidente

A morte da menina Valentina Nobre Lima, de 11 anos, após ser picada por um escorpião no Distrito Federal, reacendeu o alerta sobre os riscos desse tipo de acidente, especialmente entre crianças. Segundo especialistas, elas estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do veneno e precisam de atendimento médico imediato.

Valentina foi picada ao calçar um sapato. Após o acidente, recebeu atendimento inicial e foi encaminhada a um hospital onde recebeu o soro antiescorpiônico. Ela permaneceu internada por 24 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas morreu no último domingo (5).

De acordo com a pediatra Joelma Gonçalves Martin, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o organismo infantil sofre mais com a ação da toxina porque a mesma quantidade de veneno representa uma dose proporcionalmente maior em crianças do que em adultos.

“O veneno se distribui por um organismo com menor peso corporal, aumentando a concentração da toxina por quilo e tornando os efeitos muito mais intensos”, explica a especialista.

O veneno do escorpião atua principalmente sobre o sistema nervoso e pode provocar alterações cardíacas e respiratórias graves. Entre os principais sintomas estão dor intensa no local da picada, suor excessivo, aumento ou queda da pressão arterial, aceleração ou redução dos batimentos cardíacos, convulsões, sonolência, falta de ar, vômitos e dor abdominal.

Segundo a especialista, quanto menor a criança, maior tende a ser o risco de evolução para um quadro grave.

Atendimento rápido pode salvar vidas

Especialistas alertam que o fator mais importante após uma picada de escorpião é o tempo para administração do soro antiescorpiônico.

A recomendação é procurar imediatamente um hospital de referência que disponha do medicamento. Enquanto o atendimento não acontece, a orientação é lavar o local da picada, manter o membro afetado elevado e evitar qualquer procedimento caseiro que possa atrasar a chegada ao hospital.

Em situações de emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193, podem ser acionados para encaminhar o paciente ao serviço adequado.

Como prevenir acidentes

A prevenção continua sendo a principal forma de evitar casos graves.

Especialistas orientam que roupas, sapatos e toalhas guardados por muito tempo sejam sacudidos antes do uso, principalmente em residências onde há registros da presença de escorpiões.

Também é importante evitar o acúmulo de entulho, materiais de construção, madeira e lixo, locais que costumam servir de abrigo para esses animais.

Outra recomendação é instalar telas e vedações em ralos, manter camas e berços afastados das paredes e impedir que lençóis ou cobertores encostem no chão.

Caso um escorpião seja encontrado, a orientação é comunicar imediatamente a Vigilância Ambiental do município.

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*Matéria com informações Agência Brasil | Foto: Canal Saúde/Fiocruz

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Graacc recebe equipamento de R$ 9 milhões e amplia atendimento contra câncer infantil

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O Hospital Graacc, referência no tratamento de câncer infantil, passou a contar com um novo acelerador linear de última geração, ampliando a capacidade de atendimento de 150 para até 250 pacientes por mês.

O equipamento, modelo Versa HD da Elekta, representa um investimento de cerca de R$ 9 milhões e substitui o aparelho anterior, trazendo ganhos em precisão, qualidade e agilidade nos tratamentos de radioterapia.

A nova tecnologia permite sessões mais rápidas e direcionadas, reduzindo a exposição à radiação e os efeitos colaterais, fator considerado essencial no tratamento de crianças.

Segundo o CEO do hospital, André Negrão, o impacto é direto na qualidade do atendimento.

“A máquina é mais moderna, rápida e precisa. A quantidade de radiação é menor e a precisão do feixe é milimétrica, o que é decisivo no tratamento infantil”, afirmou.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve na unidade e destacou que a iniciativa faz parte da ampliação nacional de equipamentos de alta complexidade.

“Vamos chegar este ano com pelo menos um equipamento desse tipo em cada estado do país”, disse.

A aquisição integra o programa federal de fortalecimento de atendimentos especializados, que também prevê aumento de até 30% no valor pago por sessões de radioterapia.

Atualmente, o hospital já iniciou o uso do novo equipamento e atende cerca de 15 pacientes, com expectativa de atingir a capacidade máxima nos próximos meses.

Além de ampliar o atendimento, a tecnologia também contribui para a formação de profissionais especializados e para o avanço no diagnóstico, com apoio de iniciativas de telemedicina que reduzem o tempo de análise de exames.

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Brasil registra 225 mil casos de picadas de escorpião e mortes dobram em 2025

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O Brasil registrou 225.695 casos de picadas de escorpião em 2025, com aumento expressivo nas mortes, que chegaram a 265 — o dobro do ano anterior. Os dados do Ministério da Saúde mostram que o animal foi responsável por mais de 65% dos acidentes com animais peçonhentos no país.

Apesar de a maioria dos casos ser considerada leve, crianças estão entre as principais vítimas fatais. Mais de 20% das mortes envolveram menores de 10 anos, o que acende alerta para a vulnerabilidade desse grupo.

O avanço dos casos está diretamente ligado às condições urbanas. Mais de 66% dos acidentes ocorrem em áreas urbanas, onde a falta de infraestrutura, acúmulo de lixo e presença de esgoto favorecem a proliferação de escorpiões.

A espécie mais perigosa é o escorpião amarelo, que se adapta facilmente a ambientes urbanos e possui alta capacidade de reprodução, inclusive sem necessidade de acasalamento.

Os dados também revelam desigualdade no perfil das vítimas. Pessoas pardas concentram 55% dos casos e 62% das mortes, cenário associado à maior exposição em regiões com infraestrutura precária.

Em relação às ocorrências, mãos e dedos são as áreas mais atingidas, seguidas por pés e pernas, geralmente durante atividades domésticas.

São Paulo e Minas Gerais lideram em número absoluto de casos, enquanto estados do Nordeste apresentam maior incidência proporcional.

Especialistas alertam que o tempo de atendimento é decisivo. Quanto mais rápido o socorro, menores as chances de agravamento. A recomendação é procurar atendimento imediato, lavar o local com água e sabão e evitar práticas como torniquete ou gelo.

Apesar do alto número de ocorrências, menos de 5% dos casos exigem uso de soro, disponível gratuitamente pelo SUS.

O cenário reforça a necessidade de prevenção, com atenção a ambientes domésticos e urbanos que favorecem a presença do animal.

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Barueri promove Semana da Imunização com mobilizações nas ruas e caminhada no Parque Dom José

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A Prefeitura de Barueri realiza, entre os dias 16 e 20 de março de 2026, a Semana Municipal de Sensibilização pela Imunização. A iniciativa, organizada pela Secretaria Municipal de Saúde, tem como objetivo reforçar a importância da vacinação e conscientizar a população sobre o papel dos imunizantes na prevenção de doenças.

A mobilização também busca valorizar os profissionais que atuam nas salas de vacinação do município. A ação está prevista na Lei Municipal 3.132/2025, que institui o Dia Municipal pela Vacinação e Defesa dos Trabalhadores da Saúde, celebrado em 20 de março.

Segundo a prefeitura, a semana será marcada por atividades educativas e institucionais envolvendo gestores, profissionais da saúde e a comunidade. A programação inclui homenagens, mobilizações em pontos da cidade, encontro técnico sobre imunização e uma caminhada aberta ao público.

As atividades começam na segunda-feira (16) com ações de valorização dos profissionais da imunização, divulgadas nas redes sociais da prefeitura.

Na terça-feira (17), ocorre a abertura oficial da semana na Câmara Municipal de Barueri, com a apresentação institucional do evento e ações de sensibilização sobre o Dia Municipal da Imunização.

Já na quarta-feira (18), equipes da Secretaria de Saúde promovem uma mobilização educativa em semáforos da cidade, com a participação do personagem Zé Gotinha e sua família. A ação busca orientar motoristas e pedestres sobre a importância de manter a vacinação em dia.

No período da manhã, as equipes estarão no Centro de Barueri, no semáforo do Boulevard entre as lojas Drogasil e Tunoda, das 9h30 às 10h30. Em seguida, das 11h às 12h, a mobilização ocorre na Avenida Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão, no Jardim Silveira, próximo à Escola Professora Alayde Domingues Couto.

À tarde, das 16h às 17h, a ação segue para dois pontos: Alphaville, na Alameda Rio Negro, entre as lojas Drogasil e Lavoisier, e na Rua da Prata, no Jardim dos Camargos, próximo à escola Day Care.

Na quinta-feira (19), a programação inclui o Encontro Municipal de Imunização, voltado à formação de servidores da Secretaria de Saúde. O evento acontece das 8h às 17h e terá como tema “Imunização nos tempos atuais”. A atividade reunirá profissionais de saúde, gestores municipais e representantes regionais e federais para discutir estratégias que ampliem a cobertura vacinal.

O encerramento da semana será na sexta-feira (20) com a caminhada “Todo dia é dia de vacina”, no Parque Dom José, localizado na Rua Ângela Mirella, 500, no Jardim Maria Tereza. A atividade ocorre das 16h às 17h30 e terá participação aberta ao público mediante inscrição prévia.

Durante todo o período da mobilização, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Barueri permanecerão abertas para atualização da caderneta de vacinação e aplicação de imunizantes de rotina.

Ação anterior reforçou campanha

A Semana Municipal de Sensibilização pela Imunização dá continuidade a uma estratégia iniciada em 7 de fevereiro, quando a Secretaria de Saúde promoveu uma ação voltada ao aumento da cobertura vacinal contra febre amarela e sarampo.

Na ocasião, foram aplicadas vacinas contra febre amarela, tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — e tetra viral, que também inclui proteção contra varicela.

A mobilização contou com a participação de todas as Unidades Básicas de Saúde da cidade e com um posto volante instalado na Fundação Instituto de Educação de Barueri (Fieb), na unidade Alphaville.

De acordo com a prefeitura, a iniciativa teve como objetivo ampliar a conscientização da população sobre a importância da vacinação e preparar o município para a realização da Semana Municipal de Imunização.

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Foto: Ana Guice/PMB

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